domingo, fevereiro 06, 2011

DIQUE AVE SÓ NÃO RESISTIU UMA VEZ.

          Estádio Mais Belo da Europa, hoje:


          LIGA ZON SAGRES:


          FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 1 - Rio Ave, 0
                (Golo de Varela, aos 6')


          Merecido, mas nada fácil.

Varela disfarçou a crise do dragãoq

        Acontece, sempre que o Rio Ave vem jogar ao Dragão. Já nas Antas, a táctica era a mesma: adensar o seu meio campo defensivo com o maior número possível de jogadores, impedir à custa de entradas agressivas a acção das pedras mais perigosas do adversário e ficar a aguardar que até ao fim  a fortuna lhes bata à porta para chegar ao golo.


        Os Dragões entraram forte no jogo e aos seis minutos chegaram ao golo num muito bonito: na direita, James Rodriguez livra-se de um adversário, serve João Messinho atrás e este centra com conta, peso e medida para Varela numa entrada rápida pentear a bola de cabeça e colocá-la
junto ao poste sem qualquer hipótese de defesa do guarda-redes do Rio Ave.


        Mesmo em desvantagem, Carlos Brito nada alterou a o sentido da partida manteve-se. Sem deslumbrar, o Futebol Clube do Porto tinha o controlo total do jogo mas as transições para o ataque, muitas vezes feitas através de Hulk, eram sistemáticamente travadas em falta, impedindo que o "Incrível" lhes desse o seguimento devido. Apesar de não terem sido muitas as ocasiões flagrantes de golo durante a primeira parte, o FCPorto atacou e criou lances suficientes para aumentar a vantagem. Não lho permitiram os jogadores vilacondenses que não cometeram nenhum erro fatal.


        Após o início da segunda parte o jogo, por volta da hora, entrou numa fase mais viva com os visitantes a quererem, finalmente, entrar na discussão do jogo. Mas os Dragões, mesmo que não estivessem melhor do que na primeira parte, continuaram a mandar na partida e à procura do segundo golo. Os visitantes, com o tempo do jogo a esgotar-se, lograram obter um remate com algum perigo que haveria de sair ao lado do poste da baliza de Helton.


        A escassez do resultado e o fantasma do empate que poderia acontecer num lance de sorte, vão influenciar as críticas à exibição dos Dragões que, estou certo, seriam diferentes se o resultado terminasse com mais dois os três golos a nosso favor jogando o que jogou. Penso assim, porque, não tendo tido o Futebol Clube do Porto uma noite empolgante, daquelas de encher a barriga com uma abada de golos, o desempenho também não foi o que a merda do Baldemar da TVI, que continua a trocar o nome dos jogadores do Porto com os do clube de Vale e Azevedo, repetiu até à náusea do princípio ao fim da transmissão.


         Dos jogadores refiro-me apenas a Sereno em que Villas-Boas apostou no lado esquerdo da defesa e, se calhar bem. Não deu hipóteses que o perigo viesse daquela zona, mas a nossa equipa perde profundidade atacante que ele não dá. No meio campo Fernando trabalhou muito e esteve bem. Micael esforçou-se mas não foi brilhante. No ataque, Varela já mostrou estar a chegar à forma e de James Rodriguez, pode dizer-se que não esteve mal. Hulk, é a referência para a equipa e para os adversários. Foram pelo menos umas seis situações em que ele, de posse da bola, tentou apanhar em contra pé a defesa forasteira e iniciar as suas arrancadas imparáveis. Foi sempre travado ilegalmente. Não pode ser, isto não é futebol nem mesmo rugby. De qualquer modo, Hulk não tem características para jogar naquela posição e perde a qualidade que possui quando joga pelas alas. Também me pareceu que a sua cabeça andava um bocadinho longe dali, talvez não querendo correr o risco de poder perder a selecção brasileira....

         Estamos a bater à porta de grandes jogos e prestes a receber Falcao e Álvaro Pereira. Apesar de sinais que algum desencanto que se vão notando por aí, eu não tenho receio e confio a cem por cento na minha equipa e no meu treinador.


        

4 comentários:

  1. Depois de uma entrada forte e num ritmo que sem ser diabólico, era muito razoável, um futebol agradável, com domínio e controlo total do jogo, a que se juntou um golo cedo, 6 minutos, tudo se conjugava para uma noite tranquila do F.C.Porto e uma exibição que acalmasse os espíritos mais inquietos. Mas a chama deste Dragão é curta, dura pouco e depois desse período inicial, que durou sensivelmente 25 minutos e vá lá saber-se porquê, a equipa portista começou a complicar, a perder dinâmica, a errar demasiado, a perder confiança e rapidamente se começou a entrar naquele futebol trapalhão, confuso, que enerva o mais calminho e pacato dos adeptos.
    Perante este quadro, a equipa vilacondense, que até aí não tinha feito nada, viu que o papão, afinal, era bonzinho, estava conformado e já não queria mais, começou a perder o medo, a espalhar-se melhor, a pensar que podia lá chegar. E se é verdade que nunca foi muito perigoso, o conjunto de Carlos Brito foi-se soltando e nunca mais foi dominado como no melhor momento da equipa azul e branca, que chegou ao intervalo a vencer com justiça e pelos números certos.
    Se nos primeiros 45 minutos a equipa de Villas-Boas ainda teve pormenores interessantes, na etapa complementar as coisas pioraram e pouco há para dizer, tão fraca foi a qualidade exibicional do líder do campeonato. Que, sem necessidade, acabou o jogo a sofrer, na perspectiva de num canto, num livre ou num ressalto, sofrer um golo que não merecia, mas que se acontecesse castigaria a sua ineficácia e má exibição.

    Resumindo: mais três pontos e uma vitória justa, mas que diabo, exige-se mais ao conjunto de Villas-Boas, mesmo com a atenuante do desgaste físico e psicológico de um jogo, na quarta-feira, que deixou marcas - não estavamos a jogar frente a um Barcelona, mas e com todo o respeito, frente um Rio Ave fraquinho e quase inofensivo.

    Notas finais: vamos ter três jogos determinantes, dois fora de casa, Braga e Sevilha e um no Dragão frente ao conjunto da Andaluzia. Como parece que o problema é o público portista, quem sabe nos dois jogos fora, não veremos um Porto de qualidade?
    Mais um jogo que não faço apreciações indivíduais. Teria pouco a dizer de bem e muito a dizer de mal...

    Um abraço

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  2. Bom dia,

    Ontem até entramos bem no jogo e tivemos uma meia hora em que marcamos um golo, e podíamos ter marcado um outro ... mas eis que entramos num ritmo lento, os nossos jogadores começaram a ficar intranquilos, e o jogo a ser constantemente parado com imensas faltas assinaladas.

    Tivemos uma segunda parte, que embora o Rio Ave não tenha tido uma real oportunidade de golo, tornou-se para nós adeptos um autêntico filme de Sir Alfred Hitchcock. Muito suspense até final, e sempre impacientes e temendo que o Rio Ave num lance de erro defensivo nosso marcasse e empatasse a partida.

    Valeram na equipa as exibições de Rolando, Sapunaru, Sereno, Moutinho, Ruben (a espaços) e James ... e o melhor em campo Varela.

    Hulk esteve apagado, Otamendi intranquilo e Fernando bem nas recuperações mas mal na entrega para sair a jogar.
    Walter faz falta como alternativa de banco. Espero que o apelidado no Brasil "garoto-problema" esteja a ser um bom profissional, e que estas suas não convocações, não sejam fruto da sua conhecida indisciplina.

    Vamos ter dois duros testes (Braga e Sevilha) e espero que Falcao recupere para que possamos ter mais alternativas de área.

    Abraço e boa semana

    Paulo

    http://pronunciadodragao.blogspot.com/

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  3. É admirável a sua confiança na equipa. Eu não nutro essa confiança e a cada jogo que passa tenho ainda mais duvidas. Espero, contudo, estar a ser demasiado pessimista e errado. Força Porto.

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  4. Mais uma exibição descolorida, medíocre, sem chama, sem criatividade, sem estética, sem consistência sem quaisquer virtudes capazes de entusiasmar os adeptos, mesmo os menos exigentes.

    O que se passa afinal? As ausências de Álvaro Pereira e Falcao não podem justificar tão impressionante abaixamento de nível!

    Cansaço? Sobrecarga de jogos? Tudo isto junto contribuirá para um menor rendimento, mas assim tão baixo começa a ser preocupante.

    O golo de Varela concretizado muito cedo devia ter dado o alento para uma performance mais positiva e serena. Contudo, inexplicavelmente, os jogadores enveredaram por uma toada morna, cinzenta, intranquila e vulgar. O pior é que à medida que o tempo avançava mais a equipa portista mergulhava numa incrível mediocridade. Era impossível não se ouvirem assobios. A jogar desta maneira queriam o quê? Vivas e olés? Tenham dó!

    O melhor foi mesmo o resultado e os três pontos da vitória. Valha-nos isso!

    Se continuarmos assim, não sei não!

    Um abraço

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