sexta-feira, abril 29, 2016

EM DEFESA DA DIGNIDADE E DA HONRA, LUTAR PELA VITÓRIA.

             

32.ª jornada da Liga com Clássico: convocados, lesionados e castigados
 (Maisfutebol)

              Em circunstância alguma aceitaria que o meu Futebol Clube do Porto participasse num jogo com o intuito de facilitar a vitória do seu adversário. Fico igualmente desconfortável com as derrotas, seja qual for o adversário e os fatores factuais que a ela podem estar associados. É sabido também que nenhuma vitória está garantida por antecipação, independentemente do valor relativo dos contendores e do local onde os jogos decorrem. Na aleatoriedade dos resultados está a verdadeira atração e a magia de um jogo de futebol.

          Se para um adepto sinceramente apaixonado o insucesso da sua equipa do coração nunca poderá ser festejado, pode o desgosto ser atenuado se ele reconhecer que a equipa lutou até ao limite das suas capacidades físicas e técnicas para obter o melhor resultado possível. O que jamais qualquer seguidor do FC do Porto poderá perdoar aos jogadores que vestem a  camisola azul e branca com o símbolo do Clube no peito é a de que eles estejam  no jogo a pensar em facilitar a vitória do adversário.

          Amanhã, no Dragão, é o Sporting CP a equipa que o FC do Porto vai ter que fazer tudo para derrotar. A equipa terá que deixar no balneário as contas do campeonato porque já não tem condições para as alterar a seu favor. A dignidade do símbolo que representa e tem imperiosa obrigação de garantir honrado, não consente facilitismos ou simulacros de jogos como outros praticam, seja em deslocalizar para o Algarve encontros da LigaNOS, Taça "da cerveja" ou até da LigaPro para tentar salvar descida de escalão a equipas B.

          "Errare humanun est", todos aceitamos como verdade cartesiana. Soares Dias erra como mortal que é. Ponto assente. Azar do Futebol Clube do Porto que sai sempre prejudicado por um Juiz que parece ter colocado a ascensão na carreira como prioridade de sucesso com a fatura a cargo do Clube da Invicta Cidade. 


         

domingo, abril 24, 2016

SEM BALDAS E COM ANDRÉ ANDRÉ E YASSINE BRAHIMI.


Por Tony Dias/Global Imagens
 
Liga NOS
Estádio Cidade de Coimbra
31ª Jornada
2016.04.23
Espectadores: cerca de 5000


                    Académica, 1 - FC DO PORTO, 2
                                    (Ao intervalo: 1-1)


FCP: Helton (C), Maxi Pereira,Danilo Pereira, Martins Indi, José Angel (ou Miguel Layún ou... Eliseu !?, a sport tv não esclareceu...), Rúben Neves, Sérgio Oliveira, aos 65' André André, Hèctor Herrera, Jesùs Corona, aos 86' Francisco Ramos, André Silva e Silvestre Varela, aos 63' Yacine Brahimi.

Treinador: José Peseiro.

Árbitro: Nuno Almeida (AF Faro)


                  O FC do Porto cumpriu a obrigação e passou em Coimbra com um triunfo merecido contra uma Académica em dificuldade para permanecer no primeiro escalão do futebol luso. Com uma única alteração em relação ao jogo contra o Nacional (Helton entrou para a baliza e Iker Casillas ficou no banco) os Dragões, não tendo estado ao nível do que fizeram contra os madeirenses, controlaram e estiveram melhor nesta partida do que os estudantes e alcançaram um triunfo merecido e sem mácula.

                  A Académica adiantou-se no marcador obtendo um golo de livre direto logo aos 25' numa execução perfeita de Pedro Nunes, sem que até ali fizesse o suficiente para merecer a vantagem. O FCP não se perturbou e obteve o empate aos 38' num remate muito vistoso de fora da área de Rúben Neves a concluir um pontapé de canto apontado por Sérgio Oliveira. Até ao intervalo a equipa de José Peseiro criou boas situações de ataque aos 53', 54' e 56', mas Sérgio Oliveira, Maxi Pereira e André Silva falharam, respetivamente, na conclusão dos lances.

                  No período complementar a Académica impertigou-se e ameaçava com mais perigo do que conseguira na primeira parte. Peseiro adiantou-se às possíveis consequências de um enfraquecimento do setor intermediário e fez entrar André André para o lugar de Sérgio Oliveira aos 65' depois de antes, aos 63' ter chamado ao jogo Yasine Brahimi. As alterações produziram os melhores resultados com o argelino beneficiando da oportuna ajuda de André Silva e iludir Pedro Trigueiro e a colocar a sua equipa em vantagem, aos 66'. A equipa coimbrã tentou reagir chamando ao jogo o rápido Marinho e aos 77' em jogada iniciada na situação de fora de jogo e aos 88' em remate de longe que caiu em cima do travessão ameaçaram com o empate a duas bolas. Ainda assim, foi o FC do Porto que aos 72', 78' e 82' esteve a ponto de aumentar a vantagem em jogadas de grande aflição para a defesa da casa.

                 Ao nível do desempenho individual Maxi Pereira esteve alguns pontos acima doa demais. Danilo Pereira e Martins Indi não cometeram erros e estiveram em bom plano. Sérgio Oliveira e Hèctor Herrera, não tão bem como há oito dias atrás. André Silva, melhor na segunda parte do que no período inicial teve um desempenho muito bom na luta  dura marcação que que travou com a defensiva contrária, mas, apesar disso esteve por duas vezes perto de obter o golo que procurou e merecia. Acabou "nas lonas" como se diz na gíria. Yassine Brahimi e André André deram uma maior dimensão ao futebol da equipa e revelaram-se fundamentais para a obtenção de um triunfo necessário nesta fase menos boa da equipa. Esperava bastante mais de Silvestre Varela, José Angel e, sobretudo, de Jesùs Corona.

                 Por culpa de Nuno Almeida, Evandro está afastado da equipa por lesão provocada por entradas sucessivas faltosas de jogadores axadrezados na partida do Bessa que ele permitiu sem sanção. Ontem, os três primeiros cartões amarelos exibidos foram aplicados a jogadores do FC do Porto. Usou critérios desiguais em faltas idênticas. Aos 72' ficou um canto por assinalar a favor do Porto e aos 77' permitiu que a Académica estivesse perto de marcar em jogada ilegal por fora de jogo. Não é nem parece jamais vir a ser um árbitro de futebol isento e competente.

segunda-feira, abril 18, 2016

À PORTO, COM JORGE NUNO PINTO DA COSTA!


(Por Ivan del Val/Global Imagens- o jogo online)

Liga NOS
30ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto
2016.04.17


    FC do PORTO, 4 - FC Nacional (RA Madeira), 0
                                         (Ao intervalo: 2-0)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Danilo Pereira, Martins Indi, José Angel, Hèctor Herrera (C) Rúben Neves, Sérgio Oliveira, aos 81' Francisco Ramos, Jesús Corona, André Silva, aos 75' Aboubakar, e Silvestre Varela, aos 86' Marega.

Treinador: José Peseiro

Árbitro: Luís Ferreira (AF Braga)

Registo dos golos: 1-0 aos 2', por Silvestre Varela em remate forte de pé esquerdo  à entrada da área com a bola a descrever uma curva e a entrar junto ao poste. Um belo lance de futebol. 2-0 aos 9' por Hèctor Herrera, na sequência de uma jogada que principia à entrada do meio campo dos insulares com Jesús Corona, na direita, a servir Héctor Herrera do lado contrário com o capitão portista a dominar e a rematar cruzado, forte e rasteiro, sem chance de defesa para Rui Silva: 3-0 aos 67' por Danilo Pereira, concluindo de cabeça junto à baliza uma jogada em que participaram Sérgio Oliveira e Jesùs Corona; 4-0 aos 85' por Aboubakar picando a bola sobre a cabeça de Rui Silva com  calma e muita técnica, mas o ponta de lança camaronês recebeu a bola em posição clara de fora de jogo.


              E de um jogo para outro o Futebol Clube do Porto apareceu renovado e diferente para (muito) melhor do que até agora tinha mostrado ser capaz de fazer desde que José Peseiro assumiu o comando da equipa. Partindo para um jogo com a imperiosa necessidade de vencer depois dos desaires anteriores e enfrentando um adversário com tradição em criar dificuldades quando joga no Dragão,  o treinador do FC do Porto arriscou em fazer alterações profundas no escalonamento dos jogadores mais utilizados, fazendo alinhar José Angel, Rúben Neves e André Silva, até aqui pouco utilizados, fez deslocar Danilo Pereira para a posição de defesa central, prescindindo de Miguel Layún, Aboubakar e Suk que fez sentar no banco de suplentes, não podendo contar com Yassime Brahimi a cumprir castigo por acumulação de cartões amarelos.

               O encontro principiou com a equipa portista praticamente a vencer com o excelente golo de Silvestre Varela logo aos 2' na primeira vez que se acercou da baliza de Rui Silva. Não se poderá dizer que o avanço no marcador não tivesse funcionado como um bom  tónico para o que se viu a seguir e praticamente durante toda a partida, com a equipa a jogar sem acusar ansiedade ou nervosismo praticando futebol de boa qualidade sendo capaz de criar jogadas com a bola a circular entre vários jogadores sem muitas perdas de bola ou passes errados. Sempre com o sentido de chegar à baliza contrária e manter no seu meio campo a equipa do experiente e ambicioso do seu  treinador  Manuel Machado, os dragões procuravam o golo com afã e determinação, criando lances que apenas não deram mais expressão numérica ao resultado final por mérito do seu guarda redes Rui Silva que evitou "golos cantados" aos 18', 33', 37' e 39' no período inicial do jogo, havendo que contabilizar em relação aos insulares boas situações de bater Iker Casillas aos 20', 25´e aos 35', esta resultante de um erro de Silvestre Varela. No retomar do jogo Corona andou perto do golo aos 50', André Silva aos 55' e aos 67', aos 83' por Hèctor Herrera que proporcionou a defesa da noite ao guarda redes da Madeira, para, aos 90' ser Jesùs Corona a facilitar-lhe a vida rematando contra ele uma boa situação para o bater.

               O FC  do Porto logrou uma conseguir uma exibição equilibrada em todo o tempo de jogo mantendo a partida viva de princípio ao fim perante um adversário que lutou bastante procurando contrariar a clara superioridade do seu adversário. Houve empenho, entrega e concentração no jogo por parte de todos os jogadores, que deram prova da vontade de mudar o rumo negativo dos últimos tempos.

               Com mais ou menos  exuberância nos pormenores, não encontro nenhum atleta com prestação negativa neste encontro. Iker Casillas resolveu bem duas situações mais difíceis, Maxi Pereira subiu de rendimento depois de um início mais apagado, Danilo Pereira muito bem a central, como Martins Indi. José Angel apareceu em forma e lidou muito bem na sua posição quase sempre lançado no ataque em colaboração com Silvestre Varela, a jogar quase sempre por dentro. O trio do meio campo funcionou em pleno com Hèctor Herrera a assumir as funções de maestro e Sérgio Oliveira e Rúben Neves muito ativos e assertivos nas posições e lançamentos de longa distância. Na frente, Jesùs Corona produziu lances de qualidade a par de um ou outro menos conseguido, mas foi o "quebra cabeças" para a defesa do Nacional. André Silva tinha sobre si as atenções do estádio e saiu-se bem no desempenho tendo entrado em lances que poderiam dar volume ao resultado final. Silvestre Varela, quase sempre a atuar em zonas interiores, logrou atingir excelente nível e durou mais tempo do que era habitual. Aboubakar integrou-se no ritmo e espírito do grupo, fazendo o gosto ao pé no chapéu a Rui Silva, mesmo que o lance fosse precedido de claro fora de jogo.

              Luís Ferreira considerou que Jesús Corona não foi derrubado dentro da área aos 36'. Pelas imagens, entendo que houve falta para a marcação de uma grande penalidade, mas concedo-lhe o benefício da dúvida. Houve erro na validação do lance que resultou no golo de Aboubakar. Contudo, aos 78' foi cortada indevidamente uma jogada por fora de jogo assinalado a Jesùs Corona que este poderia ter convertido em golo.

quinta-feira, abril 14, 2016

segunda-feira, abril 11, 2016

VERÍSSIMO ERRO ABATE DRAGÃO NA MATA REAL.



Liga NOS
29ª Jornada
Estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira
2016.04.10 - 18:15H

     FC Paços de Ferreira, 1 - FC do PORTO, 0
                               (Ao intervalo: 0-0)

FCP: Casillas, Maxi, Chidozie, aos 76' André Silva,  Indi, Layún, aos 86' José Angel,  Herrera (C), Danilo, Sérgio Oliveira, Corona, Brahimi na 2ª parte, Suk e Varela
Treinador: José Peseiro

Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)


GOLO: aos 80', por Diogo J num remate que teria morrido nas mãos de Casillas se não tivesse batido em Indi, em jogada perdida por Layún que entregou a bola a um adversário junto à área.

       Depois de "ter batido no fundo" com a derrota sofrida no estádio do Dragão contra o último da classificação geral, o menos que eu poderia esperar seria que o Futebol Clube do Porto vencesse o modesto Paços de Ferreira na Mata Real, dando deste modo um sinal por insignificante que fosse de que a equipa estava disposta a "mudar de vida" e interessada em recuperar o prestígio perdido. Todavia, a realidade que passou diante dos meus olhos foi a de que este Dragão está infetado por um virus altamente maligno a exigir medidas profiláticas de fundo que possam travar o avanço devastador do mal que o debilita.

       Apresentando-se em Paços de Ferreira com uma equipa onde apenas Aboubakar não mereceu entrar (Brahimi, habitual titular entrou para fazer a segunda parte), o Futebol Clube do Porto manteve o seu habitual modelo de jogo não sendo notada no desenrolar do encontro qualquer iniciativa diferente para desmontar o sistema defensivo montado pelo treinador do Paços de Ferreira. Mais do mesmo, era o comentário que me ocorria à medida que o tempo passava e o resultado a zero se mantinha. É certo que uma ou outra jogada gizada pela equipa portista poderia ter mudado o rumo das coisas, sobretudo nos últimos quinze/vinte minutos do tempo jogado, mas mesmo que a derrota pudesse ter sido evitada sempre teria deixado um sabor de insatisfação.

        É irrelevante dizer-se que o FC do Porto fez mais para merecer ganhar um jogo que o Paços de Ferreira venceu com o único remate que fez direcionado à baliza de Casillas em 90'+5'. Também o facto de ter estado mais vezes perto de bater Defendi e de o não ter conseguido por mérito deste ou falta de sorte muda o que quer que seja relativamente à "obrigação" que o Futebol Clube do Porto tinha em não ser derrotado nesta jornada.

       Embora com algumas melhorias todos os jogadores do Porto tiveram desempenho idêntico ao que vêm fazendo esta época. Layún, ainda pior. Herrera, Sérgio Oliveira, Chidozie, Suk e André Silva ainda tiveram apontamentos aceitáveis.

       Quando algo tem que correr mal corre necessariamente mal, segundo a conhecida teoria filosófica. Para além dos males próprios e azares  reconhecidos que nos atingem, ainda temos que "gramar" árbitros "programados" para lesar o esforço da equipa portista para sair do fundo do poço. Agora foi Fábio Veríssimo, vindo de Leiria para ver faltas e amarelar os jogadores do FC do Porto "porque sim" e permitir que aos 80' de jogo e antes do Paços marcar o golo que ditou a derrota portista, tivesse deixado que um defesa pacense andasse com SUK ao colo dentro da área num cena que ocorreu à frente do seu aguçado nariz.



         

domingo, abril 10, 2016

PINTO DA COSTA "REGRESSA" PARA REPOR A CHAMA DO DRAGÃO.

      


       Vi e tenho gravada a entrevista dada ao Porto Canal pelo Presidente do meu Clube, Jorge Nuno Pinto da Costa, moderada pelo diretor e jornalista Júlio Magalhães. Parecendo ter ficado aquém das expetativas que o  mundo portistas alimentava, entendo que o líder dos Dragões abordou os assuntos mais relevantes do momento no que concerne ao futebol, focado naturalmente na carreira da equipa principal na presente temporada. Do que esclareceu e afirmou, interessa mais ao adepto aguardar a concretização e efeitos futuros das decisões anunciadas do que especular sobre o que foi ou deveria ter sido acautelado no momento certo para que o Futebol Clube do Porto, no que à equipa principal de futebol respeita, "não tivesse batido no fundo".

        Importa, pois, corrigir a rota e meter o transatlântico no rumo vitorioso das últimas décadas. Não havendo à vista timoneiro mais experimentado e com tantas e tão relevantes provas dadas, não resta aos adeptos do glorioso Futebol Clube do Porto alternativa mais sensata do que confiar e colocar o destino do Clube no saber do maior ganhador de troféus do mundo, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa.

        Sem desvalorizar a final da Taça de Portugal onde o FC do Porto vai estar (nem os resultados dos restantes jogos que faltam para o fim da Liga porque um Clube como o nosso tem um passado glorioso a defender e tem que jogar sempre para vencer em qualquer circunstância), compreendo a avisada decisão do Presidente em dar a época por encerrada e de avançar decididamente com a preparação da próxima. Será uma pré-época mais alargada a qual nos poderá trazer desde logo vantagem em relação aos principais opositores, decidindo a tempo quais as dispensas de atletas "que não sintam a camisola", aqueles que têm categoria bastante para a vir a  envergar e optar por quem tem competência comprovada para os comandar. Ninguém melhor do que Jorge Nuno conhece a situação que o Clube atravessa, quer no recôndito do balneário como a que se tornou imparável e está nas bancadas do Dragão e transparece em muitos blogs de devotados e interventivos apaixonados do emblema glorioso do Dragão e da Virgem, que o Presidente não segue, como afirmou na entrevista, e se compreende mas, não pode ignorar porque há alguém por ele que o faça e o coloca a par do essencial das mensagens que eles comportam.

       
        

       

quinta-feira, abril 07, 2016

BRIGA NA CAPOEIRA PELA ESCOLHA DA GALINHA GORDA.

    

     Não nutro algum apreço por Octávio Machado como figura do futebol português nem encontro na sua passagem pelo FC do Porto motivos para elogiar os seus préstimos enquanto jogador e, posteriormente, treinador da equipa principal lugar onde se revelou escandalosamente desqualificado para liderar uma equipa do gabarito do melhor Clube português. Por falta de convites para se manter na atividade desportiva, Machado voltou-se para a vinicultura e recolheu sensatamente a Palmela a lavrar e a tratar das vinhas, descobrindo e exercendo, por fim, a sua genuína vocação: agricultor. Porém, para desprestígio do futebol, alguém descobriu no "Palmelão" qualidades que não logrou atingir nos relvados concedendo-lhe posições avençadas nos media onde se viria a revelar na sua genuína natureza vomitando ódio e ranho no prato onde lhe deram de comer. Neste item do seu curriculo a sua competência ficou (finalmente) confirmada.

Octavinho aparece sem surpresa integrado no staff leonino não na posição que a sua carteira profissional regista (estão lá mais) mas, aparentemente, numa missão de "voz do dono" em tom agudo a delinear as distâncias hierárquicas. E, sendo a propósito, marcam-lhe a agenda e aparece a mostrar o resultado da ação de rato de sacristia em que se especializou. Nisto é catedrático, ao nível do grupo a que pertence. Então, a propósito da nomeação de João Capela para o jogo em Coimbra entre a Académica e o rival da segunda circular, Machado corta forte no critério do Vítor Pereira o qual, como cirurgião especialista numa sala de operações escolhe a bisturi os "árbitros de mão" capazes de fazerem de almofada ao clube do regime antigo e atual (vide imagem do ministro das finanças na tribuna ao lado do responsável da porta 18 no jogo contra o Braga...) em situações de perigoso desequilíbrio . Tem sido assim desde o início do campeonato não é novidade para quem anda atento e em todos os jogos realizados dentro e fora de portas, com árbitros "escolhidos a dedo"  com a eficácia e proveito que é notório e indesmentível, tendo eu de reconhecer que mister Octávio é, nesta área súcia e obscura, um verdadeiro expert na matéria. Fala com conhecimento de causa no que a si próprio respeita e do que lhe ensinaram os protagonistas do esquema em que assentam as nomeações.

        E quando na capoeira só há uma galinha o galo canta e o garnizé...afina a garganta.

     

terça-feira, abril 05, 2016

TON...DELE.



Liga NOS
28ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto
2016.04.04

         FC do PORTO, 0 - CD Tondela, 1
                              (Ao intervalo: 0-0)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Chodozie, Martins Indi, Miguel Layún (79' Silvestre Varela) Hèctor Herrera (cap) Danilo Pereira, Sérgio Oliveira (61' Suk) Yassime Brahimi (87' Marega) Jesús Corona e Aboubakar.

Treinador: José Peseiro.

Árbitro: Bruno Esteves (AF Setúbal)

GOLO: aos 59', por Luís Alberto, em remate forte e coloccado junto ao poste executado sem oposição de fora da área a bater Iker Casillas sem remissão.


       A vitória do CD de Tondela, lanterna vermelha do campeonato, na própria casa do terceiro classificado só poderá escandalizar a quem não assistiu ao acontecimento através da transmissão televisiva. Ao revés do que se poderia prever os tondelenses recusaram aceitar o favoritismo concedido à equipa de José Peseiro enfrentando o Dragão de frente no seu próprio reduto, vulgarizando os seus jogadores e a equipa superando-os em vontade de vencer, valor coletivo e capacidade de luta e sofrimento. Ganharam com mérito e tiveram o justo prémio da superioridade demonstrada.

       Sem que se vislumbrem as causas de tamanho desconchavo coletivo e o desastrado desempenho individual da grande maioria dos seus jogadores (lembre-se que os internacionais puderam trabalhar em conjunto cerca de um semana depois de regressarem das seleções dos respetivos países) a equipa do FC do Porto revelou-se confrangedoramente incapaz de superar um modesto Tondela prestes a regressar ao escalão secundário, viu-se submetida à boa organização tática e processos do seu adversário e, espantosamente, apresentou-se sem alma, orgulho, crença bastante para reverter o rumo negativo que ao longo da partida se constatou. Tão estranho quanto inesperado desempenho dos dragões só não foi mais penalizado em números porque os últimos lances da partida  que ocorreram no sentido da baliza de Casillas ou foram anulados in extremis com alguma felicidade ou porque os jogadores do Tondela retiveram a bola (!!) junto às linhas de canto para esgotar tempo de jogo! Inimaginável!

        Em termos individuais assistiu-se a um naufrágio quase absoluto. Salvaram-se a custo Martins Indi, Danilo Pereira e Suk. Aliás, não entendo por que José Peseiro optou por Aboubakar em detrimento de Suk. O camaronês foi de uma inutilidade chocante, inconsequente na sua ação de ponta de lança e nem uma bola que raspou no poste ou a falta que sofreu dentro da área aos 5' passível de marcação de uma grande penalidade não assinalada por Bruno Esteves, desculpam tão grande nulidade de desempenho. Nem a preocupação em "acarinhar" os adversários nas faltas que comete abonam a seu favor...  Neste capítulo esteve muito bem acompanhado por Yassime Brahimi, incrivelmente desastrado em tudo quanto (não) fez.

        Num jogo em que não fomos competentes para superar no nosso maravilhoso estádio uma equipa de segunda dimensão, lembrar que o árbitro setubalense contemporizou com algum excesso de virilidade inicial dos jogadores visitantes e não viu Kaká às cavalitas de Aboubakar dentro da área iam decorridos apenas cinco minutos de jogo, seria tido por uma tentativa de desmerecer o excelente feito da modesta mas digna equipa do distrito de Viseu.

       O estado atual da vida do Clube merece preocupação. Este, não é o Futebol Clube do Porto que conhecemos e desejamos. Há algo de mistério que escapa ao adepto comum que está a afetar seriamente o prestígio que granjeamos com honra e competência em épocas brilhantes recentes Atuar no Dragão deixou de causar pânico aos nossos adversários e agora é a nossa própria equipa que treme e se verga seja qual for o "pilha galinhas" que intenta enfrentar-nos.

RC.