segunda-feira, janeiro 30, 2012

VAMOS Á LUTA!


ÚLTIMA HORA: YANKO, ESTÁ NA PORTO?


            Um jogo de futebol é sempre imprevisível em relação ao seu desfecho independentemente da diferença de valor que possa existir entre os opositores, e, não havendo dúvidas para mim quanto a isso, mesmo naqueles em que participa o clube da minha paixão não tomo o triunfo como dado adquirido, sem prejuízo da fé que mantenho até ao apito final de cada partida em festejar o triunfo do meu favorito. 

            Porque desde muito novo sustento uma privilegiada paixão pelo jogo da bola, tive formação como júnior do Sport Clube Vianense durante dois anos, actuando sempre na condição de titular, não prosseguindo depois como sénior por razões da minha vida particular que se sobrepuseram aos incentivos do meu último treinador, o húngaro Ianos Szabo que se celebrizou em Portugal nas décadas de cinquenta e  sessenta. O fim da actividade competitiva não matou o fascínio pelo futebol, e, ao vivo ou através do relato, e, depois, pela televisão e jornais, muito do meu tempo era (é) preenchido pelo fenómeno futebol.

           Este intróito para dizer que estou consciente de que, quando o comportamento da equipa não corresponde àquilo que seria razoável esperar atendendo às condições em que trabalha , ao colossal investimento feito na escolha do plantel, na grandeza e qualidade do equipamento disponibilizado, aos esforços dos dirigentes e ao apoio apaixonado da falange dos adeptos.haverá razões subjacentes de ordem não propriamente técnica que transcendem a compreensão de quem não tem acesso ao balneário ou à mesa dos dirigentes. Porque, o que aconteceu em Barcelos ontem à noite, como antes se verificou em Coimbra para a Taça de Portugal, não se entende como insuficiência técnica, táctica ou física perante a valia do opositor, mas EXCLUSIVAMENTE ao amorfismo, apatia, alheamento, falta de brio profissional e défict de dignidade de uma equipa (?) toda que não assumiu o seu dever de entrega, lealdade e respeito pelo emblema e a assunção por inteiro da importância quase decisiva de uma vitória que alimentasse a esperança na renovação do título de campeão nacional.
          Qualquer treinador por maior que seja a sua competência chegará a lado nenhum se os jogadores não se mostrarem totalmente disponíveis e conscientes do dever de melhor desempenharem o seu papel dentro do grupo. Não é crível que Vítor Pereira não tivesse feito o seu trabalho de preparação técnico-física e psicológica adequados, ou que tenha desleixado o trabalho no Olival. Não lhe caberão, pois, responsabilidades imediatas pela atitude passiva dos jogadores no jogo, pelos inúmeros passes errados que foram cometidos por quase todos eles, incluindo Helton, pelo inesperado apagamento de algumas "estrelas", pela reduzida percentagem de remates direccionados para a baliza e ínfimas oportunidades de golo verificadas, nem tem sentido imputar exclusivamente ao ponta de lança improdutivo a maior fatia do insucesso. O que teria feito Falcao com os demais companheiros a jogar assim? O Fernando sozinho teria alterado o marasmo de todos os outros? E Hulk, teria resolvido sozinho com o resto da equipa a dormir?
d.r. 

            Se estava difícil pelas razões que os portistas bem conhecem, esta distância pontual é significativamente mais custosa de anular. Mas não é impossível de vencer este combate se fizermos apelo à nossa capacidade de resistência, ao nosso valor, às virtudes que enformam a nossa diferença em relação ao  adversário directo, o qual, revendo-se no que passa no Canal Memória, se prepara para assumir o papel de "equipa do regime" do séc. XXI...

            Como nos jogos, aguardarei com esperança o desfecho do campeonato até ao fim, ciente da nossa força e ambição desmedidas. Um portista jamais atiraria a toalha ao chão antes de perder a última gota de sangue...

            

           LUCHO, JÁ ESTÁ NO PORTO?

domingo, janeiro 29, 2012

QUEM VIU, SABE COMO FOI. EU VI!

           Liga Zon Sagres
           Estádio Cidade de Barcelos


                              Gil Vicente, 3 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 1

           Não cometerei o que seria uma tremenda injustiça e um erro grosseiro, se viesse aqui dizer que o Gil Vicente não mereceu vencer este encontro, ou, invocar ROUBOS de arbitragem que foram cometidos e se previam. Os atletas de Barcelos, orientadas por um treinador honesto e sensato, alcançaram uma vitória com inteiro mérito, porque jogaram com concentração, humildade, empenho total e óptima organização, subjugando um grupo de robots descontrolados e de baterias viciadas, sem liderança, sem alma, ambição, crença, vontade, orgulho, respeito pela camisola e total ausência de dignidade pela profissão que exercem e pelo emblema que os cobre de ouro.

           



        

sábado, janeiro 28, 2012

QUEM VIU, SABE COMO.

       
Golo de Cardozo e 'ajuda' de Varela na vitória do Benfica  
A escola do cotovelo aqui demonstrada por um dos seus melhores intérpretes.


  Em Santa Maria da Feira,
            Estádio Marcolino de Castro.

                                   FEIRENSE, 1 - Dona Victória, 2

             Golos: Varela, Varela e Costa e Cª.

            Comeram a regueifa roubada nas barbas dos polícias. Só acredita quem viu...

ENTÃO, É O PAIXÃO?

            A três  dias do termo do prazo do mercado de Inverno aí estão os nomes em brasa incandescente a arder na fogueira noticiosa da comunicação social. No churrasco maior, não é um galo mas um Ganso (gordo) que esturrica gordura sobre a brasa viva, a rolar no espeto uns centímetros acima, louro e apetitoso de fazer salivar. Seguiu a proposta (dizem) e o "minino", canarinho sete vezes e titular do Santos, 22 anos que conferem juventude, ambição e experiência, diz-se pronto a (sobre)voar o Atlântico e fazer do Olival o seu habitat natural.

            
           Lucho, é querido na Casa e quer o Porto. Contribuiu e viveu momentos inolvidáveis no Dragão, que o fez lenda, e, tendo rumado a Marselha por "uma pipa" de €€€€€, não cortou os laços que criou na Invicta, jamais escondendo o desejo de voltar. As notícias indiciam que há abordagem, e, se o seu regresso se confirmar, só há motivos para os portistas festejarem o retorno de um membro da família. Preparem-se, pois, os foguetes que o Lucho é jogador de luxo!





             Valter foi-se embora e não me ajudou na previsão que fiz de que se tornaria ídolo no Dragão. Não sei (ninguém fora do clube saberá) as verdadeiras razões da dispensa. Pelo valor que ele tem, não foi, estou certo. Um dia, ainda vamos aplaudir o Maciço, e, se for de azul-e-branco vestido, o meu orgulho não caberá em mim.

             Kléber, fica só e esta situação não é fácil de entender. Há quem não o veja a titular mas vai arrepender-se (e dar o dito por não dito se MST quiser retratar-se como noutras avaliações em quem não acertou...). A não ser que Vítor Pereira não conte com ele por querer introduzir sistema de jogo distinto do que tem sido a matriz da equipa desde há muitos anos, no que eu não quero acreditar.

             Belluschi, "el samurai" está, então de saída, e, Guarin, a quem já andam há muito tempo a "fazer a cama", tão depressa está na Itália como no Castelo do Queijo. Tanto o argentino como o colombiano merecem generosa simpatia pelo irrepreensível comportamento e dedicação ao Clube. Fucile, tem real valor no Brasil e não vai desiludir porque será útil em qualquer parte. Sapunaru, também.

             Hoje, é dia de regueifas em Vila da Feira. Pelo vistos, os alfacinhas gostariam mais de ovos moles, sabe-se lá porquê. Então o Feirense faz um esforço hercúleo para jogar no seu estádio e havia de ir fazê-lo a casa alheia só para agradar a suas excelências? Não queriam Vila da Feira? Talvez, a linha de Cascais? Ou o Estádio do Algarve? Se fosse o Estoril ou o Guimarães... Ainda faltam algumas horas para o jogo se iniciar pelo que poderão suceder novidades quanto à negociação de algum jogador do Feirense... Não antecipo surpresas remotas no desfecho. Todavia, se caísse um nevão no Marcolino de Castro, bem engraçado seria assistir ao enrolamento das bandeiras do arraial montado às portas do Colombo... E o Eusébio só tem hipóteses de fazer anos em 25 de Janeiro de 2013...
Bruno Paixão não marcou um penálti cometido sobre Rúben Micael
Bruno Paixão não marcou um penálti cometido sobre Rúben Micael
 



              Então, é o Paixão, em Barcelos. Grande árbitro! Que o diga o Sporting, que lhe deve um título de campeão, para não ter que ir ao rol interminável das "borradas" protagonizadas pelo estrupício setubalense. Sempre quero ver quem, à falta de Hulk, este "pau de cabeleira" vai eleger para fazer com que o campeão tenha que vencer o jogo sem chegar ao fim com onze jogadores na equipa.


              Este é um jogo de vencer e o FC Porto vai ganhá-lo. Não há um portista que não pense assim. Essa cantilena de dizer que o jogo é muito difícil, que o Gil está a jogar muito bem, que o Paulo Alves está a fazer um bom trabalho é uma treta. É um discurso formal que servirá para um Olhanense, Beira Mar, ou Setúbal, para nós, não! O Futebol Clube do Porto é muito superior, tem jogadores de nível e experiência que não têm equivalência nos minhotos, vai ter mais público nas bancadas que os gilistas e Vítor Pereira não deixou de avisar os jogadores que o Futebol Clube do Porto não pode perder um jogo destes.

             

quarta-feira, janeiro 25, 2012

EUSÉBIO, ATÉ AO TUTANO.

            Eusébio desolado após o afastamento de Portugal

               Eu gosto de Portugal, de ter nascido em Portugal, e da História de Portugal que me ensinaram nos bancos pequenos da escola. Gosto da luminosidade do ambiente natural, dos rios, das montanhas e do mar. E das pessoas simples e sãs que são a maioria do seu povo.

           Eusébio da Silva Ferreira nasceu e viveu em Moçambique até muito jovem e ali se distinguiu dos demais pela habilidade inata para jogar futebol tendo suscitado o interesse dos clubes da "capital do império", sendo o Sporting o que primeiro se adiantou para o inscrever nas suas fileiras. Porém, a águia rapinadora e desleal, usando processos de cartilha mafiosa, "sequestrou" à chegada o atleta e, após ter obtido a "assinatura da ficha" ao fim de alguns dias de "cativeiro", apresentou-o de águia ao peito.

          Na época de sessenta Eusébio foi "pau para toda a obra". Abono de família da equipa encarnada, veículo de propaganda exterior do regime vigente, recurso de emigrantes para atenuar humilhações sofridas. Jogou muitas vezes em inferioridade física por lesões mal curadas, miseravelmente pago pelos padrões correntes na Europa a Di Stéfano, Puskas e outros. Gasto pelo peso dos anos, jogando no limite da dor e do sacrifício para assegurar o sustento seu e da família, a estrela perdeu intensidade de luz e o apagamento lento definitivo passou por Tomar para terminar em Aveiro, agonizante.

          Hoje, ainda o seu nome serve de bandeira e rende dividendos aos agentes do markting  comercial através da exploração até ao asco das mais irrelevantes situações da sua vida particular, como sejam as suas doenças e o aniversário natalício, as declarações que produz mesmo que sejam confissões de traição aos colegas e ao patrão que lhe pagava quando deveria defender em Aveiro o Beira-Mar em jogo contra a equipa que o desprezou. Esta é a comunicação social que temos, parcial, discriminatória, regionalista e capturada ao clube da Dona Victória, na tentativa de alimentar uma áurea de grandeza e superioridade passadas que há muito já não tem correspondência com a realidade de há trinta anos a esta parte.

          Eu gosto de Portugal. Pena, foi que D. Afonso Henriques tivesse perdido o Norte...

         

terça-feira, janeiro 17, 2012

O FUTEBOL CLUBE DO PORTO É UM "MUNDO MELHOR"



       Por razões de natureza privada o DRAGÃO, SEMPRE! vai parar até ao próximo domingo. Ande por onde andar o seu autor, sejam quais forem as motivações e aliciantes ou os ambientes que se lhe depararem, hei-de conseguir manter-me "por dentro" da vida gloriosa que, entretanto, o Futebol Clube do Porto aqui vai continuar. A paixão não fica porque é chama que alimenta a alma do Dragão.

´        Com o guerreiro HULK a contas com o problema muscular ocorrido na partida com o Rio Ave, que se espera a sua pujança física impressionante supere rapidamente, há que encontrar a solução possível e reduzir, ao mínimo, os efeitos negativos da sua ausência na frente de ataque. Vítor Pereira tem soluções para este impedimento temporário do melhor jogador do campeonato, sendo a melhor prova disso o que ficou demonstrado em quase uma hora do jogo do passado sábado, chamando de novo à liça Kléber e regressando ao modelo mais utilizado pela equipa desde sempre que não dispensa um ponta de lança de raiz. 

        Que pena não poder ver Iturbe a jogar desde o início.


        Amanhã, regressa ao Dragão o Estoril Praia, um adversário com um histórico incómodo para nós, sobretudo nas Amoreiras, mas, também, dentro da nossa casa. Vem muito motivado e, pelo que dizem as crónicas e pelo que eu próprio pude constatar em alguns jogos que deles vi pela TV, com valiosos argumentos técnicos pois sabe tratar bem a bola e tem excelentes executantes. Que se não descuidem, pois, os nossos e, os "reforços" que até aqui não dispuseram de muitas oportunidades e, por isso,  Vítor Pereira não deixará de chamar à equipa, sejam muito apoiados pela assistência e ajudados a cumprir bem o seu papel.

        Lá para o fim de semana serão os capturados do Clube alfacinha da D. Vitória a pisar a relva única do Estádio Mais-Belo-da-Europa, num jogo que é imperioso ganhar para manter a pressão sobre o "Campeão de Inverno", um título recuperado pelos mídea da corte lisboeta do baú das inutilidades para coroar dois pontos de avanço quando ainda faltam "QUATORZE" jornadas para chegar ao fim do campeonato. 

       Entretanto, há que registar a subida ao terceiro lugar de um Braga dado como desmantelado no início da época, confirmando por direito o seu estatuto de terceiro grande do futebol luso, um lugar que já há muito está vago por afastamento do Sporting. Curioso, é constatar a tentativa de regresso à humildade dos dirigentes leoninos que, sem afirmarem largos voos no início da época numa falsa tentativa de não criarem expectativas aos sócios, confrontados com a dureza da realidade actual que os coloca na sua verdadeira dimensão, abandonaram o discurso da ambição que entretanto ensaiaram aos primeiros resultados positivos, para mergulhar no banho da humildade que perdoa as derrotas.

       De novo Jorge Nuno, o cidadão mais investigado pela justiça portuguesa de que há memória, a chegar ao penta nas acções que lhe movem. Já vai em 5-0 e, para nosso gáudio e humilhação dos seus inimigos figadais, este HOMEM DO NORTE ainda se prepara para novo(s) mandato na presidência do MELHOR CLUBE DE PORTUGAL. "Podgi"?

sábado, janeiro 14, 2012

UM RIO DE JUSTIÇA MATOU A AVE ATREVIDA.

Quem não tem Hulk caça com James (2-0)


            Liga Zon Sagres

            Estádio do Dragão

                                  FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2 - Rio Ave, 0

           Havia alguma expectativa para este jogo para ver até que ponto o empate de Alvalade e a perda da liderança poderiam ter afectado o FC Porto. Além disso, havia ainda a ter em conta que o clube da Dona Victória já tinha vencido em casa o Vitória de Setúbal.

           Sem Moutinho, a cumprir um jogo de castigo por acumulação de amarelos, Vítor Pereira colocou a jogar Défour e, sem Djalma, na selecção angolana deu a titularidade a Cristian Rodriguez, mantendo os restantes habituais titulares,incluindo Maicon na lateral direita e, Hulk solto a jogar em toda a largura da linha atacante.

           O futebol não é um jogo de sábios e quanto mais os treinadores pretendem complicá-lo mais obstáculos se colocam à obtenção de resultados. A insistência sistémica do FC Porto num modelo de ataque em que prescinde de um ponta de lança está a tornar-se uma obsessão que vai acabar mal. Coisa entranha foi ver, no decorrer dos primeiros trinta minutos, pelo menos, que a equipa jogava como se Kléber lá estivesse e não no banco. Por força da saída de Hulk, por lesão, o brasileiro ex-Marítimo foi ocupar a sua posição de raiz e a movimentação do ataque alterou-se, facto que, no segundo período da partida, foi absolutamente determinante na obtenção do triunfo.

            O excelente momento da equipa de Vila do Conde fazia antever que o FC Porto não ia ter vida fácil, e, com efeito, não teve. Sem se remeter a uma táctica de autocarro os vilacondenses não deram tréguas à defesa da casa embora sem terem posto em perigo iminente a baliza de Helton, com excepção, em todo o jogo, em apenas duas ocasiões: uma em que Yazalde rematou à figura e poderia colocar o marcador em 1-1 e, outra, já com o tempo de jogo expirado quando Rolando evitou o 2-1, derrubando, à entrada da área, João Tomás. De resto, se concedermos que nos últimos quinze minutos da  primeira parte houve algum equilíbrio por adormecimento do FC  Porto, no período complementar os campeões nacionais dominaram completamente a partida e poderiam ter chegado muito mais longe nos números.

             Não está, pois, em causa o mérito da vitória portista, sobretudo pelo que jogou no segundo tempo onde foi senhor absoluto do jogo apenas pecando, como vem sendo constado, na falta de eficácia na finalização e alguma imprecisão no último passe. No tempo todo, a análise do seu rendimento é positiva e a exibição, não sendo espectacular, foi esforçada e de nível aceitável.

             Jámes Rodriguez foi o herói do jogo pelos dois golos marcados, ambos de bela execução. Helton, Rolando, Otamendi e Álvaro Pereira, muito seguros e sem erros graves, saem com aplausos. Pena o último lance do internacional português no jogo, fazendo uma falta de que talvez já nem precisasse de ser cometida. Maicon voltou a exibir-se em bom plano. No miolo, o maior for Fernando já na forma que faz dele um jogador cobiçado. Belluschi, vai na terceira época e não mostra evolução para melhor do que se viu no ano  da estreia. Défour, é um trabalhador nato e foi de extrema utilidade tanto a atacar como a defender. Cristián Rodriguez foi um dos que estiveram mais perto do que valem. Kléber, entrou muitíssimo bem, pareceu-me com muita saúde e vontade de ser titular, deu uma vida nova ao ataque e indicações ao treinador que, estou certo, contribuirão para ele, de uma vez por todas, jogar as pedras certas nos lugares exactos. Hulk, será sempre indispensável mesmo nas funções que lhe vêm sendo impostas.

              Iturbe foi, também determinante na melhoria do jogo atacante e é uma valor garantido, devendo jogar mais, já. Varela pareceu estar recuperado e entrou facilmente no ritmo imposto pelo ataque.
  
              Não fosse um claro antiportismo que o colocou à vontade para marcar tudo o que era e não era falta ao FC Porto, este Ferreira perdeu uma boa oportunidade de passar despercebido num jogo que teria sido fácil de dirigir para qualquer árbitro minimamente competente.



            

sábado, janeiro 07, 2012

AMIGO EMPATA AMIGO.

            Liga Zon Sagres

7 de Janeiro, 2012

            Estádio Alvalade XXI

              Sporting Clube de Portugal, 0 - Futebol Clube do Porto, 0

          

            Antes de ouvir as declarações dos dois treinadores no final do encontro já eu próprio considerava o empate um resultado adequado ao que que as equipas em confronto haviam produzido esta noite. Tanto o FC Porto como o Sporting estiveram por várias ocasiões perto do golo, em oportunidades que se equivaleram, as quais, ou por mérito dos dois guarda-redes ou menos fortuna dos intervfeninnetes não foram concretizadas. A última, pertenceu mesmo aos Dragões, com Otamendi (!) a servir de entrave a um remate dentro da pequena área que Patrício seria impotente para deter.

                 Não foi uma grande partida de futebol mas teve intensidade, como Vítor Pereira previu, e ambas as equipas jogaram para ganhar os três pontos. Domingos reconheceu aquilo que de certa maneira se aceita: o Futebol Clube do Porto é, neste momento, mais equipa porque é um conjunto em fase mais estruturada que o Sporting, é mais madura e experiente e tem um modelo de jogo consolidado e jogadores traquejados nos duelos um para um. A estatística final demonstra alguma superioridade dos azuis-e-brancos em parâmetros objectivos como mais remates e ataques, com menos faltas cometidas.

                O Futebol Clube do Porto esteve muito bem em todo o tempo, manifestando ter superado completamente o momento negro por que passou. Fez a exibição possível contra uma equipa motivadíssima, ambiciosa, pujante e lutadora até ao limite e, tacticamente, foi insuperável. Conseguiu manietar por completo as pedras que vinham a ser determinantes no desenvolvimento das jogadas de ataque e o seu concretizador Wolfsvinken, impediu quase absolutamente as subidas de João Pereira no corredor direito, Insua poucas se aventurou a ir à frente, Schaars raramente alongou o jogo com os seus passes. Capel, não teve hipóteses de mostrar o seu estilo confirmando a opinião que sobre ele tenho de que dar nas vistas só em jogos de baixa densidade.

                Os jogadores do Futebol Clube do Porto estão perto atingir o seu melhor momento de forma. Helton, magnífico. Maicon, com um jogo a jeito, brilhou na defesa e Rolando, também; Otamendi esteve quase a comprometer e teve o azar de estar no sítio errado ao terminar o jogo. Fernando, Moutinho e Belluschi foram gigantes a lançar o jogo e a impedir o do adversário. Djalma, utilíssimo e forte como um búfalo não deu tréguas à defesa leonina e Crsitian Rodriguez foi muito útil e trabalhador. Hulk, é Hulk e só mesmo uma patrulha especial consegue impedir as suas arrancadas. Marcou, em off-side. Defour justificou a opção, tal como James Rodriguez que logrou um belo remate que saiu perto da trave. Kléber, não teve a felicidade do lance para um golo que lhe daria o moral que anda à procura e o relançaria no lugar.

                Ora bem, o senhor Pedro Proença. É claro que não tenho a pretensão de que alguém se lembre do que neste blogue tenho dito sobre o árbitro lisboeta e sócio do Clube da Dona Victória até há duas épocas atrás e o que têm sido os seus desempenhos de então para cá. O sr. Proença melhora em cada jogo e, a prosseguir assim atingirá o nível que se exige a um árbitro de futebol profissional. Esta noite, não fora a nódoa de poupar o segundo amarelo a Polga, dar-lhe-ia a nota máxima. Não leva o "Excelente" mas o "Satisfaz Bastante" é, ainda assim, uma boa nota.

                 Meus caros, se chegaram até aqui vou deixar um conselho para os que ainda não tomaram a decisão de cortar o som das transmissões dos jogos pelos canais de TV. Fi-lo esta noite, a partir do início da segunda parte e foi um alívio tão agradável como o de aliviar as tripas ao fim de um mês de prisão de ventre! Jamais, em tempo algum, voltarei a ouvir um jogo comentado pelo Lobo, pelo Ovelha, pelo Cavalgadura, pela madre que os pariu, porque descobri que a causa da irritação que me assola a ver um jogo pela TV não está relacionada com o que vejo mas nas banalidades da verborreia que me entrava pelos ouvidos dessa cambada de incompetentes aliterados que grassam na informação pública portuguesa.


Rui Patrício e Helton não quiseram que houvesse golos

quarta-feira, janeiro 04, 2012

VALTER, O MACIÇO, E OUTRAS "GORDURAS" EXCEDENTES.

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         Do que menos gostava no Valter era a alcunha. Achava que chamar "Bigorna" ao simpático brasileiro era excessivo e inadequado a um jogador de futebol e que para além disso lhe conferia uma conotação de dureza competitiva que, durante o escasso tempo em que permaneceu entre nós esteve longe de justificar e merecer. Por via disso tentei, sempre que aqui a ele me referia ou nos comentários que ia fazendo pelos blogues amigos, popularizá-lo como "Maciço" atendendo à sua envergadura física compacta e bem nutrida. 


       O Valter tem qualidades inatas para vir a ser um verdadeiro craque na arte de bem jogar futebol. Disse-o quando o vi jogar pela primeira vez e mantenho-o agora. Não logrou "pegar de estaca" no ataque do FC Porto, mas também não haveria muitos que fossem capazes de destronar Falcao, e, mais tarde Kléber, mais rotinado e com diferentes características. Porém, a sua juventude conferia-lhe margem de tempo suficiente para, quisesse e pudesse ele, vir a ganhar a titularidade. 


        O anunciado regresso ao Brasil pode vir a ser benéfico para o seu futuro. Poderá superar melhor os problemas familiares que se lhe terão deparado no Porto e não ajudaram à sua integração plena, e, caso venha a jogar mais tempo e se mantiver a ambição de vencer, não tenho dúvidas de que vai regressar para se impor definitivamente como grande estrela de futebol.

        Até já, "Maciço/Bigorna". Tenha a certeza de que me não vais desiludir.


        
          O jogo do próximo sábado em Alvalade é para ganhar. Nunca o Futebol Clube do Porto teve vida fácil naquele (ou anterior) estádio, quase sempre mais pela pressão nefasta que ali se faz sobre as equipas de arbitragem do que propriamente pela dificuldade em vencer o Sporting. Invariavelmente, ao longo de muitas épocas sempre saímos de Alvalade com fortes motivos de queixa dos árbitros e, muitas vezes, temos sidos forçados a terminar as partidas em inferioridade numérica. Apesar disso, não são raros os bons resultados ali alcançados, vencendo ou empatando.


        Se no futebol a imprevisibilidade não contasse o Futebol Clube do Porto vencerá o jogo porque é melhor equipa e está servida de melhores jogadores. Tem mais experiência e está mais consolidada e estruturada do que a equipa de Domingos. Há, porém, factores relevantes a favor do Sporting que Vítor Pereira deverá ter em atenção: as entradas frenéticas nos jogos, as disputas dos seus jogadores pela bola e a agressividade com que o fazem e, ainda, as marcações por todo o campo para impedir a outra equipa de construir as suas jogadas estudadas. É bom, também, não deixar o Sporting adiantar-se no marcador. E dar atenção especial a Elias, João Pereira e Carrilho e, obviamente, a Wolfwinkel, o qual tem muita vontade de se impor e qualidade para o desempenho do lugar.




         Javi Garcia, ou Xaviboi, como li no blogue Porta 19, é jogador de futebol porque joga no Benfica de Lisboa. Em Inglaterra, na Alemanha, na Itália, no seu país, ou noutro lugar onde a lei se cumpre e é igual para todos, este espanhol era denunciado como um perigo público e irradiado pura e simplesmente da actividade desportiva. Mas com jornais do nível dos que se publicam na corte alfacinha e com TVs a dar conferências sucessivas sobre a constipação de um tal Eusébio que foi ás em meados do século passado e a preencher noticiários diários com campanhas a tentar distorcer leis sobre imigrantes ilegais como se o Canadá fosse Portugal, não temos mais do que aceitar o nosso destino e viver com esta triste realidade aqui, "neste cantinho à beira mar plantado".