segunda-feira, setembro 18, 2017

JUSTO SALÁRIO.


Brahimi assistiu Marega para o segundo golo do FC Porto

(O Jogo  online)

Liga NOS
6ª jornada
Estádio dos Arcos, Vila do Conde
Sportv - Hora: 18:00
Bom tempo e relvado aceitável
Assistência: "1/2 casa"
2017.09.17


 Rio Ave (Vila do Conde), 1 - FC DO PORTO, 2
                                      (ao intervalo: 0-0)

FCP alinhou: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, aos André André, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Otávio, aos  68' Maxi Pereira, Yassine Brahimi, Marega e Aboubakar, aos 68' Tiquinho Soares.
Equipamento: alternativo de cor laranja.
Treinador principal: Sérgio Conceição.

Árbitro: Jorge Sousa, (AFP)

GOLOS: 0-1, aos 54' Danilo Pereira, em entrada decidida de cabeça na conclusão de pontapé de canto apontado à esquerda por Alex Telles; 0-2 aos 67', por Marega, a concluir dentro da área em rfemate forte e colocado de pé esquerdo uma sua "cavalgada" pelo corredor direito em preciosa colaboração com Yassine Brahimi, o qual lhe devolveu a bola em excelente passe para o maliano concretizar com tranquilidade e precisão. O 1-2 aconteceu aos 80' e resultou de uma desatenção de Ricardo Pereira, o qual mal chegara ainda à terceira posição que desempenhou na partida depois de ter começado a partida a defesa direito, ter subido para a posição mais adiantada do mesmo lado para dar entrada a Maxi Pereira, e ter voltado à defesa, agora do lado esquerdo a quando da saída por lesâo de Alex Telles. Nuno Santos, o autor do golo recebeu a bola com espaço aberto, controlou e rematou rasteiro e com precisão para o lado oposto e direito da baliza, obtendo o feito de ter batido Iker Casillas pela primeira vez esta esta época.


            Há jogos que não ficam na memória, mas rendem lucro cumprindo o objetivo primordial. Na circunstância, o triunfo do Futebol Clube do Porto teve valor acrescentado na media em que não descolou da liderança partilhada da prova, afastou-se pontualmente ainda mais do tetra campeão nacional que ficou a CINCO pontos, à sexta jornada, derrotado na véspera pelo Boavista sem apelo nem agravo, e restaurou a confiança dos fiéis adeptos depois do insucesso verificado na primeira mão da jornada inaugural de Liga dos Campeões. 


           Contra um adversário reconhecido pela crítica como uma equipa forte e muito bem estruturada, o Futebol Clube do Porto não deslumbrou mas pelo trabalho sério e aplicado que fez nos 90'+ 7',30' que a partida teve, mereceu o justo salário do que produziu. Não foi um jogo fácil, porque o Rio Ave foi sempre um adversário inconformado, lutador e com jogadores de excelente nível que lutou com todos os trunfos que possui para equilibrar o resultado e até superá-lo.

O treinador do Dragão procedeu a mexidas na formação da equipa, tendo dado a titularidade a Hèctor Herrera e a Otávio, mantendo Tiquinho e Óliver de reserva. Levou Aboubakar a jogo depois do afastamento por castigo contra o Besiktas, e introduziu alterações nas posições habituais no miolo dando a Danilo Pereira maior protagonismo no apoio ao ataque. A equipa manteve-se equilibrada em todo o tempo de jogo, praticando futebol coletivo sem sofreguidão ou nervosismo o que lhe assegurou o controle do adversário, não lhe permitindo jogadas de golo possível, apenas falhando no lance de Nuno Santos pelas razões já referidas.

          Dando claro indício de não jogarem em esforço limite (a partida decorreu toda ela em velocidade controlada), o desempenho individual  dos jogadores não merece reparos. Achei que Aboubakar não teve a fogosidade de outras partidas o que se refletiu necessariamente no baixo rendimento que deu à equipa. Tivesse sido mais esforçado e o trabalho da defesa local aumentaria substancialmente. Outras figuras conseguiram maior visibilidade, como foi o caso de Danilo Pereira, muito em jogo e excelente rendimento. Não encontro em Hèctor Herrera, ontem nomeado capitão da equipa, motivos para a depreciação do seu valor como jogador. O mexicano é um jogador de qualidade, sabe que o que tem a fazer durante o jogo, é diligente e, em tranquilidade tem valor de influência positiva na qualidade de jogo da equipa. Não tem as "boas graças" da imprensa que procura ver apenas o que ele faz de menos bom (como qualquer outro jogador do mundo) para o apoucar injustamente, levando alguns adeptos a "embarcar" na onda não destacando injustamente o que o dedicado mexicano tem de melhor. Yassine Brahimi, na sua bitola de jogador de qualidade esteve bem sem atingir o brilhantismo do jogo da Liga dos Campeões.

         Destaque maior merece MAREGA, que repetiu mais uma das suas excelentes exibições da presente época. Está com a "corda toda" o ariete africano do Mali, estando a transformar-se num "caso sério" no panorama do futebol português e não só.


         Jorge Sousa teve comportamento de equidade e bom nível na apreciação dos lances mais viris. A expulsão do jogador do Rio Ave impunha-se, talvez mesmo mais cedo. Aliás, o jogo foi disputado com virilidade normal, sem lances difíceis de decidir, e no cômputo final poder-se-à dizer que foi uma boa tarde de futebol que se passou no estádio dos Arcos, em Vila do Conde.


      

         

quinta-feira, setembro 14, 2017

TRÊS BALDES DE GELO NO BANHO TURCO.


Liga dos Campeões
Fase de grupos - 1ª mão
Estádio do Dragão, Porto, Portugal.
Sportv. Hora: 19:45
Tempo e relvado: Muito bons
Assistência: 42 429 (O Jogo)
2017.09.13


        FC do Porto, 1 - BESIKTAS (Turquia), 3
                                     (ao intervalo: 1-2)


FCP alinhou: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, aos 81' Hernâni, Óliver Torres, aos na 2ª parte André André, Jesùs Corona, 2ª parte Otávio, Yassine Brahimi, Tiquinho Soares e Marega. Suplentes não utilizados: José Sá, Diego Reyes, Miguel Layún e Hèctor Herrera.
Equipamento: oficial tradicional 
Treinador: Sérgio Conceição.

Besiktas alinhou: Fabrício, Adriano, aos 87' Uyoal, Pepe, Tosic, Erkin, Hutchinson, Ozyatup, aos 68' Medel, Talisca, Ricardo Quaresma, aos 73 Negredo, Bapel e Tosvu.

Árbitro: Anthony Taylor (Eng.)

GOLOS: aos 13' por TALISCA, numa assistência de Ricardo Quaresma, 1-1 aos 21' em auto golo de Tosich, na sequência de pontapé de canto apontado por Alex Telles; 1-2 aos 28', por Cenk Tosun, em remate forte fora da área alguns metros sem oposição, com Iker Casillas  a lançar-se em voo e a tocar a bola com a ponta da luva sem conseguir evitar o golo; 1- 3 aos 86' por Babel na conclusão de jogada de entendimento do ataque turco.

         O Besiktas da Turquia veio ao Dragão impor ao Futebol Clube do Porto um desconfortante  "banho turco" com aplicação dos três baldes gelados da praxe, contrariando a onda de otimismo e a esperança que vinham a instalar-se no coração dos seguidores portistas na era de Sérgio Conceição.

        A realidade do jogo demonstrou que o Dragão tem ainda um longo percurso pela frente antes de atingir o grau superior a que os adeptos aspiram e esperam que venha a merecer o desempenho da equipa ao mais alto nível europeu.

        O triunfo da equipa dos "nossos" Ricardo Quaresma e Pepe traduz uma superioridade na partida apenas questionada em reduzidos períodos do tempo de jogo. A serenidade, experiência e eficácia do conjunto turco, individual e coletivamente consideradas, foram qualidades que o FC do Porto nesta partida não logrou confirmar, podendo a formação da casa ter obtido final bem diferente se lograsse atingir o potencial que já provou possuir no arranque inicial desta temporada. Mas, atuando de modo precipitado, com passes a esbarrarem frequentemente nas pernas dos adversários e a desperdiçar oportunidades flagrantes de golo não se pode aspirar a grandes feitos.

       O golo do malquisto (mas simpático) Talisca no dealbar do jogo foi determinante para a forma como a partida veio a desenvolver-se. O FC do Porto acusou depressa o mau augúrio da desvantagem no marcador, que nem o empate conseguido na sequência de livre de canto por ação do defesa turco, atenuou. O conjunto ásioeuropeu tendo assumido o controle da partida não permitia a necessária reação portista para inverter a situação, ainda que com as alterações introduzidas pelo Sérgio no miolo na segunda parte tivessem produzido melhorias, contudo insuficientes.


       Erros de avaliação tática, segundo o técnico responsável, baixo rendimento individual a este nível e a falta de eficácia atacante explicam o insucesso desta primeira jornada da Liga dos Campeões Europeus.

       Yassine Brahimi durou toda a partida à frente do pelotão, ou a puxar a canoa como o Fernando Pimenta. Bem jogou e trabalhou o endiabrado argelino, tivessem estado à sua altura os demais. De resto,  toda a defesa, imbatível à escala da Liga NOS, inclusive, Iker Casillas, sabem e deviam ter feito mais e melhor; tal como na "sala de decisões" que é o meio campo, o qual não assegurou a tranquilidade e a precisão exigíveis para liderar a partida; Marega, destapou a cobertura das suas limitações técnicas que tentou superar com muito esforço e coração. Tiquinho Soares foi generoso até à exaustão, teve oportunidade de ganhar o empate a dois golos, mas igualou Óliver Torres quando este aos 19' viu um remate ser defendido pelo poste.  


       Por princípio, subscrevo a opinião de que só é importante quem vai a jogo. Aboubakar, não participou...

       Sou apreciador das arbitragens profissionais inglesas mas não recordo uma de Anthony Taylor. Não visualizei na atuação erros relevantes em atenção ao critério de avaliação do Reino Unido, sem prejuízo de não ter percebido bem decisões tomadas em alguns lances comparáveis, as quais me pareceram ter tido tratamento mais favorável à equipa turca. Talvez isso seja consequência da minha condição de arreigado adepto do sublime emblema da Invicta Cidade, ou, quiçá, de crítico feroz e inconformado com o que constato suceder em Portugal nessa matéria.




       Palmas para Ricardo Quaresma e Pepe. Honestidade e classe! Obrigado, amigos. Felicidades. 


segunda-feira, setembro 11, 2017

O CASO DO JOGO É QUE (NESTE) NÃO HOUVE CASOS.


Liga NOS
5ª jornada
Estádio do Dragão. Porto
Sportv - Hora: 20:30
Tempo e relvado: bons
Espectadores: 43 109 (O Jogo)
2017.09.11


              FC do PORTO, 3 - GD Chaves, 0
                                      (ao intervalo: 0-0)

FCP alinhou: Iker Casillas, Miguel Layún, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, Jesùs Corona, na 2ª parte Tiquinho Soares, Yassine Brahimi, aos 82´André André, Aboubakar, aos 77' Otávio e Moussa Marega.
Equipamento: oficial tradicional 
Treinador: Sérgio Conceição.

Equipa de arbitragem: Rui Oliveira (AFPorto), auxiliado por Paulo Vieira e André Nogueira Dias. 4º árbitro: Humberto Teixeira. VAR: Hugo Miguel.

GOLOS: aos 49' por ABOUBAKAR, recebendo a bola de Yassine Brahimi e apertado por defesa até à entrada do bico da área no lado contrário ao do passe, ganhou posição e de pé esquerdo, rematou rasteiro para o poste mais distante enganando Ricardo que saía ao seu encontro; 2-0 aos 86' por TIQUINHO SOARES, na conversão de penalti por mão na bola; Ricardo defendeu bem o primeiro remate, mas a bola foi ao encontro do avançado portista o qual num novo remate em força e com colocação fuzilou sem remissão; 3-0 aos 88' por MAREGA, batendo de primeira uma assistência vinda da esquerda sem deixar cair a bola e sem dar margem de defesa ao ex-guarda redes do FC do Porto.

             O resultado pode parecer demasiado pesado para a equipa de Luís Castro, pelo futebol  que exibiu e pelas duas oportunidades flagrantes de golo que não aproveitou ocorridas aos 70' e 81' quando o resultado estava ainda em 1-0,  mas a quinta vitória em cinco jornadas do campeonato da formação de Sérgio Conceição e a liderança da prova é compensação merecida e obtida de forma imaculada sem casos de arbitragem a denegrir a conquista dos pontos correspondentes.

             O Futebol Clube do Porto não fez um jogo brilhante na primeira parte. O futebol praticado não teve fulgor, houve demasiadas jogadas inconcluídas e a bola não fluía quando chegava às alas, sobretudo à direita onde Miguel Layún e Jesùs Corona eram facilmente anulados pelos adversários, e do lado contrário Alex Telles e Yassine Brahimi, apesar de incomodarem a defesa contrária e terem mais tempo de bola não logravam furar a bem organizada resistência dos transmontanos.


            No período complementar a equipa do Porto entrou com o "prego a fundo", mais veloz e a sair em jogadas organizadas e frequentes e bem sucedidas. O golo depois de jogada de raça do maliano Aboubakar logo aos 49' foi antídoto contra a ansiedade, mas não causou muita mossa nas "más intenções" e bom futebol dos flavienses, que passaram a ser mais audazes no avanço no relvado e a discutir de frente o domínio do jogo a meio campo. O Sérgio mexeu na formação com dedo de mestre e a equipa voltou à supremacia no miolo das operações, e a partir daí apenas a míngua da vantagem causava preocupações quanto ao desfecho final.


            De novo, o Dragão encheu e os adeptos não saíram desconsolados. Assistiram a um bom jogo de futebol, honesto e com os dois conjuntos empenhados em jogar e a lutar pelo melhor resultado possível. Jogo sem casos com influência direta na conquista dos pontos em disputa, o que já não é muito frequente acontecer quando o Futebol Clube do Porto participa. Assim se contribui para a apaziguamento das massas apoiantes e aumento de confiança nos agentes externos ao "jogo jogado" pelas equipas dentro das quatro linhas e reguladas pelas dezassete leis que regem o jogo da bola, e se premeia o empenhamento dos seus técnicos e dirigentes desportivos e acalmam os que apaixonadamente consomem futebol, que são os adeptos.


           Notável a defesa portista que leva cinco jogos sem sofrer golos. Destacável o empenho e a valorização e evolução técnica que Moussa MAREGA está a revelar, justamente votado (por mim, também) o jogador mais destacado do encontro.


           De Rui Oliveira e da sua equipa não se poderá dizer que o desempenho tenha sido impecável. Não foi, mas (provavelmente) nunca algum juiz não errará. Houve dois lances no decorrer do confronto, em ambos os conjuntos, que poderiam noutras mentes iluminadas merecer punição. Houve, efetivamente faltas, mas,em nenhum deles vi no faltoso propósito de atingir o colega de profissão; há contactos que são inevitáveis quando se disputa a bola, algumas vezes de que resultam lesões graves, mas que claramente se pode considerar um lance acidental. Foi o caso do episódio em que interveio Yassine Brahimi, pisado por um adversário ao nível do tornozelo, grave presumivelmente, no qual não vi intenção do faltoso em não procurar apenas desarmar o influente argelino do FC do Porto.

  

segunda-feira, agosto 28, 2017

RESULTADO MÍNIMO, JUSTIÇA MÁXIMA.

 

Liga NOS
4ª jornada
Estádio Municipal de Braga
Sportv: 20:15 horas
Tempo e relvado: bons
Espectadores: 21 383 (7000 +- adeptos do FCP)
2017.08.27


               SC Braga, 0 - FC do PORTO, 1
                                     (ao intervalo: 0-1)


FCP alinhou: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, aos 72' André André, Jesùs Corona, aos 45' Otávio, Yassine Brahimi, aos 81' Hèctor Herrera, Marega e Aboubakar.

Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)

GOLO: 0-1 aos 7', por Jesùs CORONA, na conclusão de jogada iniciada em Aboubakar, continuada em dribles por Yassine Brahimi dentro da área, e concluída numa pincelada genial do avançado portista a fazer passar a bola em arco por cima da cabeça de Sequeira (1,92m de altura!), batendo forte e raso ainda no ar sem chance de defesa para Matheus. Um golo de arte para encaixilhar e admirar!


        Triunfo inquestionável do Futebol Clube do Porto, que premeia uma exibição consistente, serena e capaz, contra uma equipa previsivelmente motivada e num ambiente tradicionalmente hostil à cor azul e branca, o qual só peca por escasso face à superior qualidade do futebol demonstrado e ao número de situações de golo criadas e não concretizadas.


       A vitória alcançada no reduto da "reserva índia lampiónica", ontem invadida e ocupada com mais de sete mil corajosos apoiantes, confirma a ascensão progressiva do valor da formação comandada por Sérgio Conceição, e justifica a ascensão ao primeiro lugar da tabela classificativa com quatro vitórias em igual número de jogos, e com nove golos apontados e nenhum consentido!


      O FC do Porto entrou a mandar no jogo e durante cerca de trinta e cinco minutos dominou de modo brilhante em todos os itens de uma genuína partida de futebol. Superando com naturalidade e paciência a tendência agressiva dos bracarenses na disputa do esférico, o jogo da equipa portista fluía com a certeza dos passes e trocas posicionais dos jogadores, em toada sempre ofensiva, cabeça, olhos e pés orientados para a baliza de Matheus, sujeito a "trabalhos forçados" de que aliás conseguiu safar-se com um único furo no muro que levantou. Com o aproximar do intervalo, os locais esboçaram uma reação à superioridade do incómodo visitante, todavia sem criarem situações de grande dificuldade para Iker Casillas.


       No período complementar houve mais divisão de relvado e de posse de bola, mas as maiores e melhores oportunidades de chegar ao golo couberam sempre aos avançados do FC do Porto. Aos 68' Aboubakar recuperou a bola no meio campo do Braga e isolado rematou precipitadamente e adiou a degola da vítima. No período complementar, Iker Casillas não foi confrontado com um único remate direto à sua baliza. Mérito da compacta e firme defesa do Dragão.


      É certo que o SC de Braga está a construir uma equipa muito combativa e bem estruturada, com alguns jovens mas muito bons jogadores, bateu-se até ao esgotamento para conseguir o melhor resultado possível; contudo não possui neste momento futebol bastante para, dentro da normalidade, vencer o Dragão motivado, autoritário e ambicioso que Sérgio Conceição e a sua equipa técnica lhe estão a incutir.

      Numa análise geral não encontro jogadores chamados a jogo por Sérgio Conceição com déficit negativo na exibição. Iker, sem trabalho de grande dificuldade, Felipe, Marcano e Telles tiveram desempenhos de grande eficácia e acerto. Danilo Pereira, quer na posição de entrada quer depois mais adiantado, faz de trave mestra da estrutura do conjunto; Óliver Torres muito bem a recuperar o esférico e a servir com precisão quer no passe curto como de longa distância. Saiu por desgaste, como Jesùs Corona, este com uma exibição e golo soberbos; Yassime Brahimi logrou protagonizar, quiçá, exibição do melhor que lhe tenho lembrada desde que veste de azul e branco: cirandou com a bola sem ser excessivo, desceu para a recuperar e levá-la até à área para rematar ou servir os colegas e rematou no momento certo. Outra exibição sóbria e muito assertiva foi a de Marega, tanto na dupla com Aboubakar, mais no miolo, quer depois da mudança para o 4x3x3 em que a equipa terminou, o maliano "desengonçado" comportou-se muito elogiosamente. Quanto ao camaronês Aboubakar, sempre disponível para a luta e para buscar oportunidades de golo, desta vez voltou a ser  ineficaz. Otávio, desde o início da segunda parte a assimilar bem a missão destinada, e André André e Hèctor Herrera, chamados ao jogo aos 72' em 81', respetivamente, entraram com facilidade no jogo da equipa e seguraram a defesa do meio campo para cercear os movimentos ao adversário.

      Carlos Xistra esteve longe de um desempenho assertivo e imparcial. Deu rédia solta nas repetidas e agressivas entradas pela disputa de bola a alguns jogadores do Braga, nomeadamente a Fransérgio, poupando-o à expulsão. Foi lesto na amostragem de cartão amarelo a Óliver pelos gestos do jogador portista e perdoou ao prevaricador o alaranjado que a falta que sofreu merecia. Castigou Corona com cartão amarelo quando este travou um contra ataque junto à linha lateral ainda antes do meio campo, e não viu a bofetada com que Fransérgio (?) o atingiu ao tentar ultrapassá-lo. Aos 75' Aboubakar leva empurrão nas costas dentro da área junto à linha de fundo, mas Xistra, a favor do Futebol Clube do Porto, jamais marcaria esta falta. Recuperámos a fórmula antiga: temos de jogar o dobro ou o triplo do adversário para vencer o jogo.

    

segunda-feira, agosto 21, 2017

ABOUBAKAR, TRI-STAR.

 
 (O JOGO online)

Liga NOS
3ª jornada
Estádio do Dragão, Porto, tri-Melhor Destino Europeu.
Sportv1 - Hora: 18:00.
Tempo: dia de verão muito quente.
Assistência: 46109 espectadores.
2017.08.20

        FC do PORTO, 3 - Moreirense SC, 0
                              (ao intervalo: 2-0) 

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles,Danilo Pereira, Óliver Torres, Jesùs Corona, aos 67' Hernâni, Yassine Brahimi, na 2ª parte  Otávio, Marega e Aboubakar, aos 83' Miguel Layún.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição.

Ábitro: Manuel Oliveira (Porto)
Tempo de compensação: 3'


GOLOS. 1-0 aos 18' por Aboubakar, a concluir com remate fulminante com a cabeça jogada iniciada por Yassine Brahimi, preparada na esquerda por Alex Telles com centro para dentro da área e entrada fulgurante do nº 9 portista a bater sem remissão Jhonatan; 2-0 aos 21' de novo por Aboubakar, a concluir iniciativa de Marega servido por Óliver, e conduzindo bola pelo lado direito entra na área para rematar contra o guarda redes, com Oliver que acompanhou a jogada a fazer a recarga, nova defesa de Jhonatan com o camaronês a fuzilar com êxito; 3-0 aos 77' de novo por ABOUBAKAR depois de receber a bola num serviço longo de cabeça de Felipe, a bater o central em corrida e a atirar forte e rente à relva à entrada da área.

         A tarde de intenso calor de verão  em que decorreu esta partida deu ao estádio do Dragão uma luminosidade e ambiente de grande festa, com o colorido das bancadas repletas e o agitar das bandeiras a ornamentarem o estádio proporcionando imagens de grande beleza e espectacularidade.
         Não tendo sido um jogo de grande intensidade, a partida decorreu com nível aceitável não defraudando as expectativas dos adeptos portistas os quais voltaram a esgotar pela terceira vez consecutiva a lotação do estádio mais belo de Portugal.

            Sendo bastante desnivelado o poderio, responsabilidade e ambições dos dois conjuntos, não surpreende a superioridade demonstrada pelo Futebol Clube do Porto em toda a linha sobre a equipa de Moreira de Cónegos, mesmo atuando em modo de "treino-ativo" sem necessidade de recorrer a grandes acelerações e esforços extra dada a normalidade  com que o resultado foi acontecendo, chegando cedo ao 2-0 repousante e estabilizador.

            A superioridade da equipa da "Invicta" nunca foi seriamernte questionada pelo adversário que entrou na partida para adiar o mais que pudesse a inviolabilidade da sua baliza, tentando abrir mais espaço depois de consentido o primeiro do hat trik no campeonato do ariete dos Dragões. Nos primeiros 25' da segunda metade da partida a equipa de Sérgio Conceição "amoleceu" o bastante para consentir uma ameaça de reação do conjunto do professor Machado, sem contudo lograr criar situações de grande preocupação para Iker & Cª. Depois, e até final dos 90'+3' o controle do jogo foi notório por parte da equipa anfitriã.

            ABOUBAKAR foi a figura da partida ao fazer o resultado apontando três oportunos golos. Para além disso mostrou enorme disponibilidade para participar no jogo coletivo, e ao contrário do que às vezes acontece não esbanjou oportunidades.

            Quer Iker Casillas, quer a dupla Felipe-Marcano evidenciaram grande concentração no trabalho exercendo com eficácia nos lances mais atrevidos do adversário. Felipe falhou dois lances ao rematar de cabeça por alto em livres de canto. Maxi Pereira regressou e defendeu o prestígio de que goza se bem que pareceu menos veloz na execução: Alex Telles, esteve muito ativo no seu corredor executando quase sempre bem. Danilo Pereira é de jogo para jogo cada vez mais o pêndulo da equipa, Óliver teve momentos muito bons em que tirou lançamentos de grande visão, contudo nem sempre felizes; Yassine Brahimi vagabundeou na linha da frente sem se exceder no drible o que só o engrandece. Pareceu atuar a "meio gás" mas se assim foi não o afetou quanto ao bom nível em que se exibiu; Corona, sem se distinguir fez-se notar pela sobriedade do seu jogo; Marega não sentiu a temperatura e trabalhou para merecer o salário e Aboubakar mereceu o galardão de melhor de todos. Otávio não fez "entrada de leão" mas subiu para fechar "à Dragão"; Hernâni exigiu vigilância apertada e Layún não dispôs de muito tempo para mostrar serviço.

           Manuel Oliveira não teve oportunidade de cometer grandes erros dada a normalidade de comportamento de todos os jogadores. Nem teve necessidade de recorrer aos colegas da "secretaria" na Casa do Futebol": Deo gratias...

          

                  
         

 

segunda-feira, agosto 14, 2017

VÍDEO ÁRBITRO OU VÍDEO RATOS?

 
Liga NOS
2ª jornada
Estádio José Cardoso, Tondela
Sportv1 - 20:15 horas
Bom tempo
Relvado novo
Assistência: -+ 5000, maioria portista
2017.08.13


                    GD Tondela, 0 - FC do PORTO, 1 
                                       (ao intervalo: 0-1)

FCP: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, aos 68' Hèctor Herrera, Jesús Corona, aos 84' Miguel Layún, Yassine Brahimi, Marega e Aboubakar, aos 80' André André.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição 

Árbitro:; Fábio Veríssimo (AF Leiria)

GOLO: 0-1, por ABOUBAKAR, aos 37': Alex Telles remata com defeito à entrada da área, Aboubakar à sua frente na zona de penalti fica com a bola, domina-a e executa um pontapé forte à mancha de Cláudio Ramos que  a rechaça  com os punhos para a frente ao encontro do avançado portista, com este rematar de novo para o golo. 
Sem que na jogada corrida se tivesse notado irregularidade no lance, o golo só foi validado por intervenção do vídeo árbitro. É segundo golo restituído ao FC do Porto nos dois primeiros jogos do campeonato, alimentando com este fenómeno a suspeição de que o princípio de in dubio pro reo (na dúvida, a favor do réu) é uma exigência legal muito presente, quiçá recomendada, para que o juiz não cometa eventual decisão errada em benefício do lesado. 


Não foi um passeio turístico como aliás se previa a deslocação do Futebol Clube do Porto a Tondela, onde o Dragão tem encontrado dificuldade em 'passar incólume.  Neste seu primeiro jogo fora de portas, conquistar os três pontos em disputa era objetivo primordial, o que foi conseguido com inteira justiça, à custa de muito suor e alguma inspiração.

Jogar a defender em casa e em relvados com dimensões mais reduzidas é recurso mais  frequente a que recorrem os treinadores de equipas cujo primeiro objetivo é lutar pela permanência no escalão principal. E quando enfrentam adversários com mais altas aspirações a motivação é a arma de recurso, e o processo de defesa reforçada e a exploração do contra ataque é tática comum à maioria dos treinadores no início de carreira. 

       Mais na primeira do que na segunda parte o jogo foi sempre controlado pelo FC do Porto. O Tondela apenas conseguiu sacudir a pressão asfixiante da equipa portuense à entrada da meia hora inicial até aos quarenta minutos de jogo, e quando esta abriu o marcador aos 37' já antes o poderia ter conseguido aos 21' e aos 28' quando Corona e Brahimi, respetivamente, não concretizaram os lances que criaram. À passagem do minuto dez, MAREGA em luta com Ricardo Costa junto à linha de fundo, ganha a frente ao antigo jogador portista, e já dentro da área, é claramente empurrado e simultaneamente desequilibrado com um toque no calcanhar. Nem o juiz de linha a escassos metros e total visibilidade nem F. Veríssimo a acompanhar de perto a jogada quiseram ver a falta passível de marcação de grande penalidade deixando prosseguir o jogo.

        NO período complementar o cariz de jogo foi diferente, porque mais aberto nas posições individuais dos atletas da casa e um processo mais prático e retilíneo por parta da equipa visitante. Logo aos 47' Ricardo Pereira avança conduzindo a bola numa jogada de iminente perigo até ao bico da área dos locais, sendo notoriamente rasteirado sobre o risco, mas também neste lance o Veríssimo não descortinou ilegalidade. Já aos 50' puxou do cartão para o exibir duas vezes na sequência da travagem feita ao avançado portista, um ao infrator outro ao colega que contestou a decisão certa do Fábio Veríssimo. Aos 62' Aboubakar faz tremar a baliza com um remate ao poste da  baliza do Tondela, aos 67 o mesmo jogador é agarrado pela camisola, a falta é assinalada mas o cartão fica no bolso do juiz. Aos 70' o Tondela esteve prestes a empatar a partida com Iker a não segurar a bola e Alex Telles a safar para canto. Aos 75' de novo Aboubakar faz brilhar Cláudio Ramos ao fazer defesa de grande aparato. E a seguiir, é Casillas e segurar um remate frontal, e aos 88' o Tondela não converteu a sua melhor oportunidade criada em todo o tempo de jogo quando o guardião portista saiu ao encontro do avançado do Tondela para dar o corpo à bola e salvar a vitória justa da equipa.

Já na fase adiantada do jogo, Felipe trava com agarrão um adversário à entrada do meio campo, sendo a infração assinalada sem amostragem de cartão o que evitou ser o central brasileiro expulso por duplo amarelo. Registe-se que antes um lance idêntico tendo como protagonista um jogador do Tondela nem sequer foi objeto de falta. 

       A exibição global da equipa não satisfez a enorme falange de portista que ocupou as bancadas literalmente do estádio do Tondela e incitou a equipa de início ao fim da partida. Nada há a apontar de negativo ao empenho posto pelos jogadores para obter um resultado que cedo pudesse tranquilizar os adeptos, nem ao treinador pelas substituições que entendeu fazer de acordo com o rumo que o jogo tomou, mais direto e prático por parte dos locais. Herrera, André André e Layún, entraram para travar o balanço dos tondelenses e conseguiram-no.


       Alex Telles subiu de rendimento relativamente ao jogo anterior, tal como Ricardo Pereira; Jesùs Corona terá sido o mais influente no jogo da equipa do Porto, mas tanto Danilo como Óliver estiveram à altura das necessidades da equipa. Yassine Brahimi, quando dentro da área é como íman: atrai defesas e o seu espaço de manobra fica como o de uma cabine telefónica. Quando ele consegue libertar-se espalha o pânico ou é anulado. Aboubakar e Marega são dois tanques em combate permanente.


       O trabalho da equipa de Fábio Veríssimo está cheio de erros, uns mais graves do que outros. Um penalti por assinalar, outras faltas ignoradas, critério de avaliação aleatório. O recurso ao VAR não se justificava no lance do golo porque era obrigação do juiz de linha estar atento e não usou do auxílio dos "ratos" escondidos quando ele se justificava.




         




            

quinta-feira, agosto 10, 2017

DRAGÃO EM BOA PRAIA.

TREINADOR NUNCA NEGA CONFORTO NOS MOMENTOS MENOS FELIZES.

 (Foto OJOgo online)

Liga NOS
Primeira jornada
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
Sportv1 - 19:00 horas
Lotação esgotada
Tempo de verão
2017.08.09

        FC do PORTO, 4 - Estoril Praia, 0 
                                  (ao intervalo: 1-0)

FCP alinhou: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, aos 81' Hèctor Herrera, Jesùs Corona, aos 70' Hernâni, Yassine Brahimi, Tiquinho Soares, aos 32' Marega e Vincent Aboubakar.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)

GOLOS; 1-0 aos 35' por MAREGA, intercetando uma devolução da bola de Mano para Moreira, em remate sem oposição; 2-0 aos 54' por YASSINE BRAHIMI, na sequência de um lançamento de Alex Telles para Óliver, o qual serve magistralmente Brahimi a desmarcar-se para dentro da área, com o argelino em drible a beneficiar de uma ressalto e rematar colocado junto ao poste; 3-0 aos 62' num bis de MAREGA, de novo numa bela assistência de Óliver, com o ponta de lança portista a rematar de cabeça sem oposição; 4-0 aos 70', pelo central portista IVÁN MARCANO, em resultado de livre apontado por Óliver Torres para as costas da defesa estorilista e entrada fulgurante de cabeça do capitão do FCP. Hugo Miguel (ou o auxiliar) anulou o lance por ter considerado que Marcano teria partido na posição de fora de jogo, tendo sido contrariado pela informação do VAR que deu o lance como válido. Na imagem corrida da TV é evidente que nenhum jogador do FCP está para para além da linha de defesa adversária pelo que o juiz de linha tinha obrigação de alertar o juiz principal para o erro que cometeu.

        Espetáculo de de grande propaganda para a modalidade, numa partida que decorreu em ambiente fantástico de entusiasmo e fervor clubista, alegria, cor e momentos de bom futebol, no estádio mais belo do mundo com lotação esgotada.

       Quem avaliar o jogo apenas pelos números corre o risco de formular opinião desfasada da realidade, porque, em boa verdade a vitória não foi tão fácil quanto os números possam dar a entender. E o volume de golos ficou ainda assim muito aquem das oportunidades criadas e desperdiçadas pelas duas equipas, sendo que à sua conta Vincent Aboubakar esbanjou uma boa meia dúzia de ocasiões para fazer golo, além das duas que transformou bem anuladas por posição irregular.

       Reconhecendo-se que o Futebol Clube do Porto não dez uma exibição perfeita, longe disso, produziu muito mais do que seria necessário para confirmar a justiça da vitória neste jogo inaugural da prova maior do futebol português, e de que tem argumentos sólidos para atingir o objetivo primordial de recuperar o título de campeão nacional.

       A equipa de Sérgio Conceição esteve por cima do jogo de princípio ao fim. O Estoril Praia adotou uma postura objetivamente defensiva mas não obsessiva, bastante coesa e bem organizada. Lançado ao ataque o conjunto do Estoril lograva chegar à baliza de Iker com critério causando situações de perigo e ameaçando chegar ao golo em situação inspirada ou remate feliz. Por duas vezes a bola roçou a trave portista...

       O caudal ofensivo do Dragão foi intenso e difícil de suster pela defesa contrária. Defensivamente, Felipe e Marcano, com a prestimosa ajuda de Danilo Pereira, foram capazes de anular as investidas do Estoril, e nas situações de ataque a pressão alta permitia que, depois de recuperada a bola, o jogo fluísse em lançamentos de Óliver Torres para os corredores laterais, com Alex Telles, à esquerda, é Ricardo Pereira, na ala direita a combinarem entre si com Brahimi e Corona, cada um no seu estilo, a romper a defensiva adversária para servir Aboubakar e Marega. Contudo, há que referir os exagerados passes mal executados e jogadas mal concluídas no derradeiro toque, talvez consequência de alguma ansiedade em mostrar serviço num início de época em que muita coisa pode ficar definida.

        Há muitas e justificadas razões para otimismo quanto à qualidade e quantidade de valores do plantel. Nesta partida foi notável a boa forma que a maioria dos jogadores demonstraram. Iker Casillas respondeu com categoria quando foi necessário, designadamente aos 75' quando travou dois remates em dois lances distintos. Ricardo Pereira ultrapassou os primeiros lances menos à vontade subindo de rendimento com o decorrer do tempo; Alex Telles foi muito ativo mas pouco produtivo nos cruzamentos; Danilo Pereira joga já perto da sua bitola; Óliver Torres é o  "maestro" virtuoso da banda, Corona não fez um jogo destacado mas foi útil, Brahimi com total liberdade para soltar toda a sua classe e magia, Aboubakar a esbanjar energia, suor e...golos, mas persistente, teimoso e fé inquebrável, um leão africano de assustar; Marega, ocupou a titularidade de Tiquinho Soares que saiu do jogo lesionado, e chegou com a exibição e dois golos a "melhor do jogo", e Hèctor Herrera, um título que vai render altos juros neste campeonato. Hernâni foi quase sempre travado em falta para anular a sua velocidade.

       ...E o Sérgio, e a sua equipa; 
       ...E o público do Dragão
       ...E o Senhor Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa na tribuna de sonho...

      ... E o Hugo Miguel voltou a errar...
      ... azar!?

      

     

      

     

quinta-feira, agosto 03, 2017

SO ARES DE AGRADO.


 O Jogo
 (O Jogoonline)

Estádio Cidade de Barcelos
Jogo treino de pré-época (último)
Porto Canal-20:00 horas
Bom tempo-Relvado irregular
Assistência: bancadas cheias com
milhares de adeptos portistas.
2017.08.02


       Gil Vicente, 1 - FC do PORTO, 3
                     (ao intervalo: 1-1)

FCP alinhou: José Sá, Ricardo Pereira, aos 64' Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Miguel Layún, aos 64' Rafa Soares, André André, aos 64' Sérgio Oliveira, Óliver Torres, aos 64' Héctor Herrera, Otávio, Hernâni, aos 64' Ricardo Pereira, Marega e Tiquinho Soares.
Treinador: Sérgio Conceição
Equipamento: oficial tradicional  

Árbitro: Joel Vale: Auxiliares: Ricardo Ferreira e Tiago Matias

GOLOS: 0-1 aos 3' por Tiquinho Soares, recebendo um passe de longa distância de Otávio, e ganhando posição em relação ao defesa criou avanço e atirou sob o guarda redes Rui Fernando; aos 30' na sequência de uma boa jogada pela esquerda, por Jonathan, metendo a bola por entre as pernas de José Sá que saíra da baliza ao seu encontro: 1-2 aos 85' por Tiquinho Soares, a passe de Sérgio Oliveira para a entrada da área, atirando colocado depois de um controle subtil da bola; 1-3 aos 90'+1', no hat trik de Tiquinho Soares, emendando num golpe de cabeça junto ao central do Gil, um livre apontado por Sérgio Oliveira.

      Depois de ter vencido pelo resultado de 4-1, o Paços de Ferreira no Centro de Preparação do Olival Porto/Gaia no treino matinal, O Futebol Clube do Porto foi à cidade minhota de Barcelos defrontar o Gil Vicente, a militar no segundo escalão do futebol nacional, tendo derrotado a equipa local pelo resultado de 1-3.


      Ao vencer o último jogo de preparação da presente época a equipa comandada por Sérgio Conceição somou por vitória todos jogos-treino que realizou dentro de portas. Com exceção deste último, os desempenhos da equipa e dos atletas utilizados deram indicações positivas quanto ao êxito futuro nas competições em que vai estar envolvida. E os adeptos acreditam, como está largamente demonstrado no apoio que as nossas claques legais e os simpatizantes têm vindo a conceder à equipa, dentro e fora de casa.

      Em Barcelos não aconteceu a exibição que muitos esperavam presenciar quer os presentes no estádio quer os que assistiram através da transmissão do Porto Canal. O apronto decorreu em andamento baixo, o jogo foi pouco fluído, incaracterístico e as jogadas mal finalizadas, a maior parte delas. E excessiva a "retração" a meter o pé na recuperação individual da bola. Aceita-se, vem aí os "jogos a valer". Para além disso, a arbitragem foi bastante incipiente, usando o juiz principal demasiado apito e o auxiliar a bancada os sinais da bandeira, especialmente no primeiro período quando os jogadores azuis e brancos pegavam na bola para a conduzir á baliza adversária. Verdes, verdinhos, os rapazinhos...

      Também por mérito do Gil Vicente que sempre que atacava requeria que Felipe e Marcano se " fizessem respeitar", prevenidos no lance criado aos 21' quando o remate do avançado da equipa local bateu no poste esquerdo da baliza de José Sá...

      Naturalmente que nos jogos que até agora tive oportunidade de ver, fui formulando ideias sobre o valor individual dos jogadores e da qualidade do futebol praticado pelo conjunto. Os sinais são, no meu entender, bastante animadores. Agrada-me o número e a qualidade de bons (mesmo excelentes)  executantes que tem o plantel, e a forma como Sérgio Conceição e a sua equipa o vem a gerir. Mal posso esperar para ver a equipa a atuar contra o Estoril Praia no Dragão, na abertura do campeonato.

      Tiquinho foi o jogador "mais valioso". Fazer três golos e o resultado não é para todos. Contudo, o que nele mais apreciei foi a seriedade, a concentração e o empenho com que executou o seu trabalho em todo o tempo de jogo. Hesitei no título a dar a esta resenha de análise ao jogo, porque ele justificaria tudo o que esta outra melhor diria: SOARES, POR TODOS.


     

     


 

segunda-feira, julho 31, 2017

AUMENTA A CRENÇA NA CURA DA DOENÇA.




(O jogo  online) 


Estádio da Dragão, Porto.
Apresentação do plantel do FCP para 2017/2018
Lotação esgotada
TV Porto Canal - 19:30 horas.
Comentários: Bernardino Barros
Bom tempo - Relvado impecável
2017.07.30 

          FC do PORTO, 4 - Depor CORUNHA (Esp), 0
                                     (ao intervalo: 2-0)

FCP alinhou: Iker Casillas, aos 60' José Sá, Ricardo Pereira, aos 60' Maxi Pereira, Felipe, aos 60' Diego Reyes, Iván Marcano (C)m Alex Telles, aos 60' Miguel Layún, Danilo Pereira, aos 71' Sérgio Oliveira, Óliver Torres, aos 60' Héctor Herrera, Jesús Corona, aos 63' Héctor Herrera, Yacine Brahimi, aos 60' Otávio, Aboubakar, aos 63' Marega, Tiquinho Soares, aos 71' João Carlos Teixeira, aos 90'+1' Rafa Soares.
Equipamento: 1ª parte oficial tradicional; 2ª parte alternativo de cor laranja.
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitros: Fábio Veríssimo, 1ª parte; Jorge Sousa, 2ª parte.

GOLOS: 1-O aos 14' por Aboubakar: Alex Telles cede a bola a Yacine Brahimi que entra com ela na área e remata cruzado, Jesús Corona em esforço remata ao poste, Aboubakar faz um primeiro remate contra um adversário e, no ressalto, bate para o golo; 2-0 aos 42', por Aboubakar, a concluir uma jogada que principia com centro preciso de Ricardo Pereira que chega a Yacine Brahimi, passa por Jesús Corona que centra rasteiro para o miolo da área onde surge Aboubakar acossado por um defesa a emendar para o golo; 3-0 aos 55' por Jesùs Corona, intercetando a bola entrando com ela na área e a executar remate rasteiro cruzado fora do alcance do guarda-redes Pepe Mell; 4-0 aos 87' por Marega que aproveita um erro de um defesa do Corunha quando pretendia devolver ao seu guarda-redes uma reposição da bola no jogo.

           Uma vitória é importante em qualquer jogo, sobretudo para o adepto comum e não deve ser desvalorizada pelos jogadores e ainda menos pelo responsável técnico. 

           Os triunfos em jogos de pré-época não dão pontos mas contribuem para o aumento da confiança da equipa e estimulam a esperança dos seguidores em celebrar êxitos futuros, se eles resultaram da qualidade das exibições coletiva e individual dos atletas e das boas decisões da equipa técnica.

           É o que esta época está a passar-se com o Futebol Clube do Porto.
          
          Do que se tem visto até agora são notórias e substanciais as qualidades da era Sérgio Conceição, que estão a surpreender e a entusiasmar não só os adeptos, mas também os críticos hostis e os concorrentes tradicionalmente mais competitivos.  O FC do Porto está revitalizado, recuperou o nervo combativo, procura a coesão coletiva, pratica a entre ajuda na recuperação do esférico, é solidária a defender e a investir no assalto à baliza contrária, busca a disciplina tática, possui consciência holística individual e coletiva, plantel com boa percentagem de atletas de nível superior para todas as posições, e sobretudo um treinador bem aceite pelos jogadores e que conquistou a simpatia generalizada da nação portista.
     
           Não são estes resultados que impressionam a concorrência, é a capacidade revelado por quem os faz.

           Esta é a realidade do momento, sendo ótimo que assim seja. Entrar com confiança nas duras lutas que se aproximam é fator positivo para libertar as capacidades para vencer. É imperioso manter a concentração  máxima em todos os confrontos porque não há vitórias "de graça" para o baluarte do norte. Continuarão a entrar no relvado do Dragão equipas dispostas a estacionar autocarros na grande área, atletas atacados por maleitas súbitas tratadas a spray, gelo e água das pedras, profissionais em acertar em canelas, substituídos levadas em maca para fora do relvado, amestrados em mergulhos de piscina, e "padres" comprometidos  em fazer no relvado missas campais, e  novas tecnologias com "olhos vesgos" com que é preciso contar.

           Há que lembrar, ainda, que a época de transferências continua até 31 de Agosto...e algo de importante pode acontecer.

           O jogo de ontem foi bom e aparentemente fácil porque o  anfitrião o tornou assim. Houve sem dúvida muitas coisas boas, momentos de fulgor coletivo e individual do campeão português. O Depor pareceu uma equipa débil por culpa da força que o Futebol Clube do Porto patenteou. Os números não são exagerados face ao tempo passado ao ataque, aos remates e às oportunidades criadas pela  equipa portista, mas deve reconhecer-se que a equipa espanhola criou duas ou três oportunidade para golo  e que dois dos azuis e brancos/laranja foram autênticas "gracias" dos amigos galegos que vestem as mesmas cores.
                           
           Por que não são sempre assim as atuações dos árbitros?
             
Remígio Costa
         

  


  

 

sexta-feira, julho 28, 2017

BONS ARES DO ALGARVE FAZEM BEM À SAÚDE DO DRAGÃO.


 O Jogo
Estádio do Algarve
Jogo de preparação
Hora: 20:30 - Porto Canal
Bom relvado
Bom tempo
2017.07.27
                                
      Portimonense, 1 - FC do PORTO, 5
                                    (ao intervalo: 1-3)


 FCP alinhou: Iker Casillas, 2ª parte José Sá, Ricardo Pereira, aos 72' Maxi Pereira, Felipe, 2ª parte Diego Reyes, Iván Marcano (C) aos 65' Martins Indi, Alex Telles, aos 65' Miguel Layún, Danilo Pereira, 2ª parte Hèctor Herrera, Óliver Torres, 2ª parte  André André, Yacine Brahimi, aos 72' João Carlos Teixeira,  Jesùs Corona, aos 72' Ricardo Pereira, Aboubakar, aos 70' Marega, e Tiquinho Soares, aos 76' Hernâni.
Equipamento: alternativo de cor azul claro.
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Sérgio Piscarreta, AFA
Assistentes: Hugo Ribeiro e Pedro Sancho
4.º Árbitro: Miguel Nogueira


 GOLOS: 0-1  aos 8' por Tiquinho Soares, com a cabeça no seguimento de cruzamento de Jesùs Corona; 0-0 aos 11', por Aboubakar, entrando de rompante com a cabeça a centro de Alex Telles; 0-3 aos 22', por Yacine Brahimi, na conclusão de uma linda triangulação conduzida pela esquerda com arranjo final de Tiquinho Soares; 1-3 aos 33' por Werton Pereira, a concluir com remate cruzado rasteiro uma boa jogada do ataque da equipa algarvia; 1-4 aos 72' num bis de Yassine Brahimi, a passe de André André; 1-5 aos 85' por Hernâni, no aproveitamento de lançamento de longa distância para as costas da defesa portimonense e com desmarcação rápida do jogador portista a atirar forte sem defesa.

        O Futebol Clube do Porto prossegue com bons resultados desportivos a sua preparação de pré-época. A estagiar no Algarve num curto período, defrontou no Estádio Faro-Loulé o histórico SC Portimonense treinado pelo não menos famoso Vítor Oliveira, responsável pela subida da equipa à primeira Liga portuguesa.

       Mais um excelente jogo-treino da equipa comandada por Sérgio Conceição, contra um adversário mais forte coletiva e individualmente do que o resultado final, embora justo, possa desvalorizar. Enquanto se mantiveram as respetivas formações iniciais, as duas equipas proporcionaram um excelente espetáculo de futebol.

       Sérgio Conceição adotou uma atitude nestes jogos-preparação com a qual estou absolutamente de acordo. Escala a equipa com os melhores jogadores do plantel e utiliza depois no decorrer da partida aqueles que considera alternativas de valor semelhante ou estão numa fase diferente de preparação. Do meu ponto de vista este modelo permite à equipa consolidar os seus processos de jogo e os níveis físicos para manter um elevado ritmo competitivo que possibilite uma entrada forte nas provas oficiais, designadamente na I Liga por ser objetivo principal a alcançar.

      Não obstante o inconformismo  da equipa que repôs o Algarve no mapa do escalão maior do futebol luso, a entrada estonteante na partida por parte da equipa do Futebol Clube do Porto não permitiu veleidades aos algarvios quanto à discussão do resultado final. Ainda nos primeiros minutos o FC do Porto chegou ao golo, que viria a ser invalidado por fora de jogo. Não fiquei esclarecido porque ainda estava a instalar-me para assistir à transmissão do Porto Canal e nem tive oportunidade de ver a repetição da jogada. Porém, entre os 8' e os 22' a equipa portista chegou rapidamente ao 0-3 como corolário da evidente superioridade demonstrada, e o golo dos locais obtido aos 33' não abalou minimamente a convicção na vitória da equipa nortenha.

       Com as alterações verificadas nas duas formações, a segunda parte não atingiu a cadência e harmonia de jogo que a primeira teve. Contudo, o interesse e a entrega na partida dos jogadores do FC do Porto não esmoreceu, por força das agradáveis exibições individuais dos atletas que foram a jogo, garantindo o interesse pelo desenrolar da partida até final.

       Continuam animadores os ótimos indícios dados pela formação azul e branca nesta pré época. Bons índices físicos dos jogadores, desenvoltura na ação individual, entre-ajuda, e jogadas coletivas bem conseguidas. Cada jogador tem o papel que lhe cabe bem assimilado, deambula com a bola por todo o relvado sem perder "o norte", retoma a posição que ocupa, ataca e defende indiferentemente perseguindo a bola para a recuperar. Recordo a ação de Miguel Layún cerca dos 80' a  atravessar o relvado numa diagonal da defesa ao ataque a conduzir a bola para romper a defensiva contrária. 

       Casillas está mais interventivo nas recomendações no decorrer da partida, a defesa continua coesa, o meio campo está servido de génios da bola; na frente Tiquinho e Aboubakar causam mais estragos que elefante numa loja de louças, Yassine sente-se no miolo como um marajá num oásis, Ricardo Pereira defende e ataca como melhor convier, Hernâni é um a flecha, Marega um tanque, M. Indi, Hèctor Herrera um senhor jogador (hão de ver...), e há Rafa, e Sérgio Oliveira, e Otávio fantasista criativo e letal, e André André, e o Rui Pedro, o Dalot, e...e...por aí fora, e um treinador mad in Portugal, ambicioso, trabalhador e competente. Se não houver desfalque, pois 31 de Agosto vem longe,,,

       Estou à vontade para falar de Sérgio Piscarreta. Vi todo o jogo sem saber quem estava a arbitrar. Apenas ouvi o seu nome no final da partida. Não notei grande plano e mesmo que tivesse havido e visto não o reconheceria. Pois bem, independentemente de ter sido bem ou mal anulado um golo ao FC do Porto, não notei em Piscarreta o mínimo de parcialidade nas decisões que tomou. Não abusou do apito, não recorreu ao cartão para impor autoridade, mesmo numa entrada a roçar a violência cometida pelo capitão algarvio sobre um jogador portista cometida sobre a linha lateral, por volta dos oitenta minutos, a merecer sanção pesada, chamando-o para que pedisse desculpa do uso da violência exagerada na disputa do lance. Muito bem, senhor Piscarreta, não resvale nas provas "a valer" e ganhará estatuto de árbitro sério e competente.

Remígio Costa