quarta-feira, junho 14, 2017

APITO ENGASGADO.

   Foto de SUPER PORTO.

 (Imagem internet)

     O efeito assombroso causado pela denúncia pública de manigâncias de elementos conotados com o Benfica, nomeadamente os colaboradores Adão Mendes e Pedro Guerra e outros destacados membros da estrutura dirigente do clube dos regimes, segundo o que vem sendo denunciado no PORTO CANAL no programa UNIVERSO PORTO DA BANCADA que passa às terças-feiras pelas 22:30 horas, e intensamente partilhado nas redes socais, está a atingir uma dimensão impensável com clara tendência para aumentar. Esperam-se outros desenvolvimentos.  

    O jornalista e diretor de comunicação do FC do Porto, Francisco J. Marques, é o autor da denúncia documentada da troca de correspondência eletrónica altamente comprometedora entre as citadas personagens e organismos que tutelam o futebol, cujo teor indicia graves irregularidade em matéria de arbitragens passíveis de averiguação nas instâncias públicas do Estado.

     A informação tradicional capturada sediada na corte alfacinha está a retardar servilmente o reconhecimento da amplitude que o assunto alcançou e continuará a aumentar, recusando-lhes o tempo e o espaço que merece.  O caroço do saboroso e túmido pêssego em que foi explorada a mitificada operação do "Apito Dourado"  está agora, qual maçã de Adão (Mendes), engasgado na garganta dos seis milhões e tal dos sem argumentos para justificar os cinquenta e seis anos sem conquistar qualquer título europeu, o trânsito colombiano pela Porta 18, o negócio que levou à prisão o motorista privado do "primeiro-ministro", com dez anos de serviço de fachada à imagem do marido traído que é o último a saber dos devaneios da esposa trauliteira, os vales do restaurante e as camisolas do santo do Panteão ofertados aos árbitros, os assassínios da claque ilegal, os calotes feitos a bancos e assumidos pelo erário público, as públicas facilidades de alteração de PDMs, as influências públicas oferecidas pelos caçadores de votos, Vales e Azevedos e infindos segredos, o silêncio estratégico do chef e a anulação repentina de compromissos para conceder entrevista, justificam sobejamente que doravante todo o mafioso esquema fraudulento do polvo encarnado se perpetue com o epíteto de APITO ENGASGADO.

      Concluo com uma pergunta: pensando os seus apaniguados que o Benfica é o melhor do mundo, o mais poderoso do planeta e próximo do espaço, com 60% da população portuguesa que os apoia, espaldados nos sucessivos governantes do país e propagandeados pela quase totalidade dos media que esquece os demais clubes,  por que precisa então o colosso assustador de colocar "homens de mão"  nos órgãos que tutelam o futebol português e dos favores das arbitragens para vencer jogos e adicionar títulos?
    

sábado, junho 10, 2017

APITO SANTIFICADO.

    Pedro Guerra alvo de tentativa de agressão na Luz.


 (JN online)

   A denúncia pública documentada feita no PORTO CANAL, no programa UNIVERSO PORTO DA BANCADA emitido regularmente à terça feira pelas 22:30 horas,  apanhou  desprevenida a ativa e arrogante cúria evangélica ao serviço do clube dos regimes, porque não esperava ser confrontada de modo tão claro e objetivo com a crua realidade em que fundamenta e sustenta a lenda da sua grandeza, e como propaga a doutrina aos seis milhões dos seus católicos fiéis.

   Com os preceitos da cartilha baralhados, a cúria tenta recompor-se instruindo os encartilhados e os oragos pregadores no sentido de ignorarem ou silenciarem nos púlpitos a que acedem com roda livre, com vista a reduzir o impacto da denúncia e ganhar tempo para recuperar fôlego e inovar na estratégia.

   O que se vai lendo e ouvindo não destoa do comum alinhamento dos capturados. Que sim, é preciso apurar a verdade, reconhecer o mérito de quem somou os troféus, que os lesados andam à procura de razões para justificar o insucesso que leva ao inconformismo e à contestação. Pois sim, a justiça pública já abriu processo, os organismos da estrutura disciplinar vão inquirir, há ameaças de recurso à justiça civil para reparo de danos à imagem, promessa de chamada a tribunal de quem ousou trazer para a praça pública os nomes dos misseiros ladrões. 

    E o "primeiro ministro", acima de qualquer suspeita, guarda majestático silêncio e remete a palavra, e a ação, para a sacristia. 

    Começa a conhecer-se o enredo do filme do "Apito Santificado". Pedro, antes que o galo cantasse três vezes, negou Jesus Cristo; Guerra, com mais volume para a chama da pira do que para ser pendurado numa cruz (aproveitar-se-iam alguns quilos de cebo de boa qualidade...; quanto ao resto...), na hora de cair reza o credo na fé de não ir arder no inferno. Abatem-se os sacristães, salvam-se os sacerdotes. Tem muito por onde escolher o "primeiro-ministro".

    Há razões de sobra para não ficar a esperar averiguação séria e profunda desta organização clandestina fraudulenta que condiciona a verdade desportiva em Portugal, de que tira indevidos proveitos um concorrente favorecido pelos regimes desde sempre, estribado no conforto protecionista dos governantes ministros seus parceiros, do perdão das dívidas a pagar pelos contribuintes, e no trabalho encartilhado divulgado nos media com a benção redentora dos padres vermelhos.

   Com tanta água benta, a redenção está garantida ao contumaz pecador usufrutuário. Contudo, já nada ficará como antes, porque, quando se falar de apitos, o que mais alto vai ouvir-se, o mais real e estridente, será o APITO SANTIFICADO.

         (Foto da internet)
     

   

    

   

  

   

  

sexta-feira, junho 09, 2017

SÉRGIO, A ENERGIA DE QUE O PORTO CARECIA.

         Resultado de imagem para Fotos Sérgio Conceição

      A surpresa deixou de o ser nas palavras do Presidente dos Presidentes, Jorge Nuno Pinto da Costa, na apresentação de Sérgio Conceição para treinador do Futebol Clube do Porto. Vinculado de fresco aos franceses do Nantes com contrato para duas épocas, o Sérgio estava fora das cogitações da Direção do Dragão para assumir o lugar de técnico principal da equipa. Foi Luciano d'Onofrio, quem deu conta ao amigo Pinto da Costa da ambição que o antigo jogador do FC do Porto alimentava de um dia vir a treinar o Clube que bem conhecia e aprendeu a amar. Difícil mas não impossível de obter a anuência dos dirigentes do Nantes para a desvinculação, porque foi a mesma acordada sem mais delongas e nenhum azedume das partes envolvidas.

       Sérgio Conceição com seis anos no exercício de treinador principal ainda não tinha chegado a uma equipa de topo não tendo também no currículo conquistas de troféus ou competições relevantes, tal como não possuíam José Mourinho, Jesualdo Ferreira, Fernando Santos, Vítor Pereira, André Vilas-Boas, para só nomear os mais recentes, quando Jorge Nuno os contratou. Como treinadores ao serviço do melhor clube português, todos eles terminaram as suas prestações com títulos e continuaram a vencer em clubes de grande prestígio ou seleção onde estão ou por onde passaram.

       O Sérgio Conceição é Dragão de sangue quente, temperamental, ambicioso, trabalhador e muito ativo. Nasceu em Coimbra mas foi no baluarte da Invicta Cidade que adquiriu o ADN de campeão, ao participar em quatro títulos obtidos como jogador. Ao assumir tão exigente cargo numa fase de menos fulgor do grande campeão português, o Sérgio Conceição mostrou nas palavras proferidas no ato da investidura como mister, que é (também) um Homem de (muita) CORAGEM!

       Bem-vindo à tua (nossa) casa, Sérgio!

        

terça-feira, junho 06, 2017

VIRTUOSOS EM LUGAR DE VIRTUAIS OS MEIOS PARA GARANTIR A VERDADE NO FUTEBOL

       TP: árbitros da final identificam vantagens do vídeo-árbitro

     Muitos acreditam que a chegada ao futebol das novas tecnologias irá trazer ao jogo a seriedade que não tem. Certo é que a introdução do chamado vídeo-árbitro como meio auxiliar de corrigir decisões erradas ou não tomadas pelos juízes de episódios ocorridos no decorrer do espetáculo, mais cedo ou tarde iria acontecer. Mas desiluda-se quem estiver convencido de que de ora avante todos os lances sujeitos à análise conjunta dos árbitros tradicionais e dos juízes virtuais vão ser consensuais e aceites sem contestação pelos seguidores dos jogos ao vivo ou pelos que os seguem pela tv.

     O exemplo não é com certeza o melhor e mais edificante, mas aqueles que assistem, nos vários canais aos programas onde se discute até à náusea decisões dos árbitros em lances tidos por duvidosos, que, mesmo sendo passadas imagens sucessivas e em câmara lenta dezenas de vezes não se encontra dois comentadores que vejam a mesma imagem. E alguns dos lances submetidos a sufrágio são tão nítidos que até às escuras um cego poderia identificá-los com acerto.

     Quero com isto dizer que sempre haverá lances de muito difícil avaliação em curto espaço de tempo e muitos outros continuarão a ser distorcidos e erróneos na decisão por deficit de isenção ou viciação dolosa no julgamento, tal e qual como se verificou na época finda sem recurso a visualização. Desiludam-se ou regozijem-se consoante a expetativa que alimentarem: os erros vão continuar, involuntários ou premeditados, e aos programas não vai escassear alimento para sobreviverem. 

     O sistema tem virtudes quanto à transposição da bola nas linhas de demarcação do relvado, designadamente a linha de baliza. É relevante. Como é, ainda, na denúncia de agressões ou erros de deteção do infrator que deve ser penalizado com cartão, e na anulação de golos obtidos em posição irregular. Mas, não corrige as faltas que cortam jogadas de contra-ataque, aqueles que são apontadas indevidamente, fora de jogo ao jogador que parte para a baliza em posição legal, golos anulados que vêm a ser considerados sem falta, e mais situações que a experiência demonstrará.

     A implantação do sistema vai custar muito dinheiro e não é universal. Haverá, no futuro, duas modalidades no jogo da bola: a popular, pé descalço, sem vídeo, e a da elite com muitas câmaras de televisão e mais juízes da bola.

     Onde há fumo, há fogo. Antevejo negócio chorudo. Não tarda, cada adepto do jogo vai ter que comprar e levar para a bancada uma tablete ou telemóvel topo de gama para seguir na tv o que se passa no relvado, e ficar de olho no júri à espera da confirmação do que (não) viu em tempo real.

     Eu acharia que bem melhor seria investir na preparação dos árbitros. Escolher quem tiver aptidão inata para o ofício de julgar. Pagar-lhes consoante a qualidade que demonstrarem, avaliá-los com honestidade, premiar os melhores. E castigá-los pelas más prestações e nítido e contumaz clubismo. 

     E ficaria salvaguardada a essência do foot-ball.

     Surpreende-me que seja Portugal pioneiro na introdução do vídeo-árbitro. À frente da Inglaterra, Alemanha, Espanha, França, etc.. Será porque nestes países os juízes não são tão maus como em Portugal? Será?

     Quo vadis, como diria o outro.

    

    

     

     

    

    

quinta-feira, junho 01, 2017

EU, E OS MÉDIA ANTI-FC DO PORTO.

    

        Nem um cêntimo gastaria na compra de A Bola, Record ou Correio da Manhã. Tenho acesso ao canal de tv do Sporting mas nunca o abri. Por meio da tablete entrei uma vez no estádio da luz, "à Inácio", jamais o faria pela porta 18 porque poderia passar por colombiano. Não ouço relatos nas estações de rádio desde que acabou o Quadrante Norte e deixei  de ouvir o incomparável Gomes Amaro e o companheiro João Veríssimo. Há um ror de tempo que não me enervo nem desperdiço um segundo do meu bem estar pessoal e boa saúde, a ver e a ouvir a canzoada dos inúteis e perniciosos para o prestígio do futebol em que se converteram os programas dos agentes paineleiros encartilhados e tarafeiros amansados, Gomes das Selvas, Guerras da marijuana, Goberns de taberna , Janelas e postigos, Ruinzinhos Santinhos, Danieis jorges, e etc, etc, etc.

       Porque:

       Passei dezanove anos a deixar-me enganar por Tavares da Silva nos comentários das 13 horas das segundas feiras na Emissora Nacional, pelos relatadores Quadrios Raposo, Artur Agostinho, Alves dos Santos, Amadeu José de Freitas, Carlos Cruz, um outro que se tornou conhecido depois de Abril de 1974 e faleceu bastante jovem cujo nome neste momento não me ocorre*, e mais alguns que tiveram menos impacto nas transmissões desportivas na última metade do século XX. Fui leitor de A Bola, quando ainda era bem escrita, quase nada do Record de quem jamais me interessei, gostava de "O Norte Desportivo", de Alves Teixeira e das suas crónicas, e, muito novo, de quando em vez adquiria o "Mundo Desportivo". O jornal da minha distendida vida é o Jornal de Notícias (JN), fidelidade que mantenho mau grado...e o desportivo "O Jogo", idem, idem, aspas, aspas (maldita necessidade de garantir o sustento da família...)

       Então, como te governas, Dragão velho, para te manteres a par da coisa desportiva e falar (escrever) sobre elas? 

       Bem, eu me confesso, em primeiro lugar "Inácio" de anos a esta parte. Selecionando as notícias nos canais públicos, RTP1, 2 e 360º, pisco o olho à hora certa à informação do SICN para catar uma novidade de que esteja à espera, gasto mensalidade na sportv, até ver, mato o "bicho" com uma vista de olhos diária no JN e no O Jogo, ao primeiro café da manhã; por fastio, no segundo e agora noutro lado, vejo pelo canto as do olho as "gordas" do Rascord, de quando em vez, tiro dois dedos de paleio futebolístico com uma amigo se ele lá se encontrar à mesma hora, e passo para a cadeira do computador grande parte do melhor tempo para me inteirar do que me interesse nos blogues e sítios em que confio porque perfilham os mesmos princípios e convicções que os meus. No face escrevem-se excelentes post e passam vídeos onde se conhece o que é essencial e podem tirar-se as melhores ilações.

       E DOU AO PORTO CANAL O PRIMEIRO LUGAR DA MINHA PREFERÊNCIA AUDIOVISUAL, POIS É UM ÓRGÃO DO CLUBE QUE VERDADEIRAMENTE AMO E NÃO VEJO MELHOR MANEIRA DE O MOSTRAR QUE NÃO SEJA APOIÁ-LO, VENDO-O! SÓ ASSIM VIRÁ A SER MAIOR E MELHOR.

      Cada um age e segue o melhor procedimento que entender. Eu assumo a minha atitude de protesto contra a despudorada proteção que os media da corte alfacinha votam ao clube dos regimes, o venerado sugador Sport Lisboa e Benfica, pelas campanhas que ela fomenta e patrocina para achincalhar e tentar desprestigiar o símbolo sagrado e glorioso do Futebol Clube do Porto, bem como subtrair o mérito ao seu inigualável Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, NÃO CONSUMINDO, COMBATENDO E DENUNCIANDO SEMPRE QUE ACHAR NECESSÁRIO E DE TODAS AS FORMAS QUE TIVER AO MEU ALCANCE. 

       Já contribui mas nunca mais darei um cêntimo que seja para tal peditório.

* Fialho Gouveia.

Foto: Dragão, Sempre!
Remígio Costa

terça-feira, maio 30, 2017

TREINADORES HÁ MUITOS, PALERMA.

           
                         Sem perfil para treinador do FC do Porto

             A informação social da corte alfacinha anda em polvorosa em busca de um treinador para o Futebol Clube do Porto, para a vaga deixada pela rescisão do contrato de Nuno Espírito Santo que abdicou do segundo ano da sua validade numa atitude nobre e invulgar. Um dos mais ativos canais de tv ao serviço do "clube dos regimes", o CMTV deu há tempos como certa a contratação de um tal Marco Silva, assalariado pelo colosso inglês Hull City confiado que o currículo valioso e a competência do famoso português da linha de Cascais, bastariam e sobrariam para evitar a despromoção. Contudo, e apesar da tanta categoria e prestígio, o Marco falhou. A ciência do treino e o desembaraço no tratamento da língua de Shakespear demonstrados nos curtos meses ao serviço do Hull não passaram despercebidos aos melhores clubes da "pátria do futebol" e o Marquinho terá assinado fabuloso contrato, não com um qualquer Arsenal, Manchester City ou United ou mísero Chelsea, mas pelo melhor do bairro de Wattford  depois de ter sido "apontado ao FC Porto, nos últimos dias, tendo até rejeitado uma proposta dos dragões, segundo a imprensa nacional" ,                   ( entenda-se, pelo "Lixo da Manhã", da imprensa capturada da corte subsidiodependente).

            A imprensa alfacinha tem para mim a credibilidade de um árbitro português. E no que diz respeito à vida do Futebol Clube do Porto e ao que se passa na cabeça do seu Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa -o mais vencedor da História do futebol mundial- ainda tem menos crédito do que o menos competente deles. Tudo o que divulgam e escrevem ou falam sobre o baluarte da "Invicta Cidade" está contaminado pelo baixo servilismo e comprometimento com um clube protegido desde sempre pelos regimes, num regabofe escandaloso de falsas notícias e de campanhas insidiosas orquestradas com vista a abater o único adversário capaz de lhes fazer frente.

            A seu tempo o Futebol Clube do Porto irá encontrar o treinador que que melhor lhe convier. Provavelmente, nenhum dos que a informação social nomeou, e não seria de espantar que um possa vir a ser entre tantos os que tem sido anunciados. 

            Marco Silva não é, e isso me basta. Estou aliviado, como ficaria se fosse JJ. Ambos formados no ambiente da corte, desconhecedores do que é "ser Porto", do primeiro retenho na memória a atitude insultuosa, malcriada  e antidesportiva tomada contra Paulo Fonseca e a equipa técnica no jogo no Estoril no seguimento da conversão de uma grande penalidade a punir mão de Otamendi fora da área mais de dos metros e cuja conversão deu o empate final a 2-2, e do Jorge J. a fulminante capitulação ajoelhada no Dragão no golo aos 90'+2' de Kelvin.

           Treinadores há muitos, seus palermas.

              

           

segunda-feira, maio 29, 2017

"HAVEMOS DE IR A VI(E)NA"

   


            Este cascol percorreu há trinta anos mais de quatro mil quilómetros preso ao vidro do automóvel que levou a Viena de Áustria cinco portistas, percorrendo estradas de sete países da Europa numa viagem de oito dias e sete horas e meia.

   Vivemos acontecimentos impossíveis de traduzir por palavras ditas ou escritas. No decorrer do percurso de vida, há momentos que abalam a nossa sensibilidade e extrapolam de tal modo o nosso comportamento que nos elevam a impensáveis patamares de emoção e gozo espiritual.

   Em 27 de maio de 1987, vivi em Viena de Áustria uma das sensação mais inebriantes que até hoje me aconteceram. No então denominado Estádio do Prater, o Futebol Clube do Porto sagrou-se campeão da Europa de futebol batendo espetacularmente a equipa bávara do poderoso Bayern de Munique, obtendo um triunfo e uma exibição que espantaram o mundo de futebol.

   Rabath Madjer, sobredotado executante e mágico inspirado, criou e patenteou a sublime obra de arte do golo da esperança ao restabelecer a igualdade no marcador, e concebeu logo depois o magistral centro para Juary aparecer do nada para nos trazer a glória e o paraíso.

   Vejo-o, agora, à minha frente de braços levantados num gesto de êxtase, logo  abafado numa pirâmide de corpos agitados, loucos, furiosos, como predadores a consumar a morte da besta ferida.

   No topo da bancada vermelha silenciosa e pasmada, os ponteiros do grande relógio suspenderam o ritmo normal, adormeceram como lesmas nojentas, a poucos minutos da entrada no céu. E, quando depois de gorado o pontapé do livre contra a barreira à frente do enorme Mlynarzik o árbitro sobrescreveu o veredicto, ficou consumada pela vez primeira a legitimidade da ostentação da coroa de louros do título de melhor equipa da Europa: FUTEBOL CLUBE DO PORTO!

   Depois... depois não sei. Não fui eu, não fomos nós todos os portugueses que ocupávamos uma parte da bancada lateral, segurando a longa tarja com o slogan "HAVEMOS DE IR A VI(E)NA" com o desenho de pintor Salvador Vieira representado por um casal de bailarinos minhotos, na dança do vira. Abraços, choros, gritos, e palavras roucas, desbragadas, silêncios de recolhimento, gestos de afeto trocados com assistentes anónimos que quiseram solidarizar-se com a nossa emoção. 

   Sim, "Havemos de ir a Vi(e)na", voltaremos a Gelkirshen, iremos até outro qualquer  ponto do planeta ou mesmo do espaço, levando connosco o amor sem condições ou medida do inigualável Clube triunfador FUTEBOL CLUBE DO PORTO.

   

Foto: doLethes

Remígio Costa

   

   

   

segunda-feira, maio 22, 2017

NEM BRILHO NEM BRIO

 

Liga I
34ª jornada (última)
Estádio Conselheiro Joaquim de Almeida Santos
Moreira de Cónegos
Sportv1 - Hora: 18:00
Assistência: 5 000 (aprox.)
Bom tempo

                 SC Moreirense, 3 - FC do PORTO, 1
                                    (ao intervalo: 2-0)

FCP: José Sá, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Perera, Hèctor Herrera (C), na 2ª parte Jesùs Corona, André André, Otávio, na 2ª parte André Silva, Tiquinho Soares, aos 67' Rui Pedro e Yassine Brahimi.
Equipamento: alternativo azul-preto
Treinador: Nuno Espírito Santo.

Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)

GOLOS: 1-0 aos 16' por Boateng na conclusão de um centro preciso para a entrada fulgurante do marcador rematar de cabeça. 2-0 aos 37' por Francisco Maciel que passou por Felipe com facilidade e rematou fora do alcance de José Sá; 2-1 aos 66' por Maxi Pereira, no melhor lance criado pela equipa em toda a partida, com a bola a ser jogada por Tiquinho Soares, J. Corona, André André, concluída por Maxi sobre a marca de penalti com um toque de arte a fazer um chapéu ao guarda redes local; 3-1 aos 83' por Alex, beneficiando de mais uma borla de Felipe, a isolar-se e a rematar fora de alcance de José Sá.


                  "Ó Senhor de Matosinhos
                   Ó Senhora da Boa Hora
                   Ensinai-nos o caminho
                   P'ra sair daqui p'ra fora"
                   .....................................      
               (Sem mais comentários....)

Remígio Costa

quarta-feira, maio 17, 2017

FC DO PORTO B CAMPEÃO EM INGLATERRA.


     (Imagem O JOGO online)       GALENO

      O Futebol Clube do Porto B venceu hoje a equipa inglesa do Sunderland A.F.C. no Stadiun of Light, pela sensacional marca de 0-5, na final da Premier League International Cup, vencendo a prova na segunda final em que participou em três anos em que nela competiu e onde apenas sofreu um golo. Para além da relevância do triunfo obtido na própria casa do valoroso adversário, está a sensacional exibição da equipa de António Folha, designadamente no período inicial, e a expressão dos números alcançados no resultado só pode causar espanto a quem não assistiu ao sensacional show de bola da formação portuguesa.

         Os golos foram apontados por Galeno aos 5' e aos 37', e aos 45'+2' por André Pereira, e aos 51' e 54' por Keymbée e Chidozie, respetivamente, todos resultantes de jogadas de grande espetacularidade e magnífica técnica individual. Keymbée que protagonizou quiçá a maior exibição individual de todos os intervenientes, viu aos 29' o guarda redes do Sunderland executar uma portentosa  defesa a um pontapé de grande  penalidade por ele apontada negando-lhe o golo.

        Quer nas substituições quer no final do jogo, os 18 317 assistentes onde se encontrava uma representação da Casa do FC do Porto em Londres, que gastou sete horas no trajeto até Sunderland, perto de Newcasel, os atletas, a equipa e os técnicos receberam aplausos e festejaram o inédito triunfo do FC do Porto B, uma equipa feita para vencer que soma nos últimos dois anos um título de campeã da II Liga portuguesa e, agora, vencedora de uma importante prova internacional da sua categoria.

         O FC do Porto B, alinhou com: Gudiño, Fernando Fonseca, Chidozie, Rui Moreira, Inácio, Omar Goveia, Francisco Ramos, Fede Varela, aos 64' F. Graça, Kayembe, aos 78' Verdasca,  André Pereira, aos 89' Francisco Dias e Galeno.

         Estupenda arbitragem do inglês P. Wrigth.

       

        

segunda-feira, maio 15, 2017

FANTÁSTICO! JÁ SE MARCAM PENALTIS A FAVOR DO FC DO PORTO!

 

Liga I
33ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Sportv - 18:00 horas
Bom tempo. Excelente relvado
Espectadores: meia casa
2017.05.14


        FC DO PORTO, 4 - CF Paços de Ferreira, 1
                                      (ao intervalo: 2-1)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Boly, Marcano, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), André André, Otávio, Jesùs Corona, na 2ª parte Diogo J, Yassine Brahimi, aos 63' Danilo Pereira, e Tiquinho Soares, aos 63' André Silva.

Equipamento: oficial tradicional

Treinador: Nuno Espírito Santo

Árbitro: Artur Soares Dias, AF Porto.

MARCADOR: 0-1 aos 31', por Andrezinho, resultante de remate à boca da grande área, com a bola a fazer tabela num jogador do Paços a trair Iker Casillas lançado no sentido oposto; 1-1 aos 35', por Hèctor Herrera, que iniciou a jogada pelo corredor central, deu a bola a Jesùs Corona à sua direita, este executa um centro ao primeiro poste onde aparece Herrera a bater de cabeça em antecipação do ao guarde redes: 2-1 aos 39' por Yassine Brahimi, na conversão de uma grande penalidade por derrube a ele próprio. O guarda redes Mário Felgueiras lançou-se na direção do remate tocando ainda no esférico mas não o segurou. 3-1 aos 47' por Diogo J que entrou na segunda parte, no desenvolvimento de jogada iniciada com um lançamento longo de Maxi Pereira, a chegar a H. Herrera, e este de costas para a baliza contrário remeteu em arco para Jota, o qual entrando na área com a bola controlada rematou rasteiro para o golo. 4-1, aos 89' por André Silva, que entrou na partida para sair Tiquinho Soares, na conversão de uma segunda (!!!) grande penalidade por falta cometida sobre Diogo J, executada com remate forte e colocado.

        DUAS GRANDES PENALIDADES, DUAS (!!!),  num único jogo, a favor do Futebol Clube do Porto, se não é fenómeno milagroso que dá vista a cegos de nascença é, pelo menos,  acontecimento de igual imprevisibilidade de que se revestiu o triunfo de Portugal no festival da canção europeia! E, para mais valorizar a graça obtida, o beneficiado Futebol Clube do Porto lutava para sair da situação de desvantagem em que o marcador se encontrava (0-1), e tendo logrado a transformação do primeiro castigo e virado a seu favor o sentido do jogo, pôde consumar a superioridade na partida e vencer folgadamente o complicado adversário. Se se fizer uma retrospetiva honesta e criteriosa de situações similares que aconteceram nesta fraude que foi a "liga salazar" da época de 2016/2017, quer nas participações do FC  do Porto quer da equipa que o regime apadrinha, não deixará de reconhecer que tivesse havido igualdade de tratamento e verdade desportiva, a celebração do título legítimo estaria a ser feita a norte na Avenida dos Aliados.

       Não terá sido fácil aos jogadores e à equipa técnica entrarem e jogar esta partida no Dragão contra o Paços de Ferreira. Sem objetivos ou metas a atingir de ambos os lados, estar no relvado para "cumprir calendário" é, sem dúvida, lamentável e frustrante. No entanto, a equipa do FC do Porto comportou-se com dignidade, reagiu, ferida, à desvantagem inicial, lutou pelo melhor resultado e obteve a vitória garantindo a invencibilidade nos jogos realizados esta época no Dragão. E venceu, justamente, sem favorecimento, por mérito próprio, sem controvérsias ou motivo de especulação.

      Otávio, Boly, H. Herrera, André André, Danilo Pereira, e, destacadamente, André Silva, mantiveram o nível correspondente ao valor que possuem. Mas, Casillas, Maxi, Telles, Marcano, Corona, Brahimi, Diogo J, talvez menos esfuziantes nos seus desempenhos, empenharam-se em fazer o melhor. Tiquinho Soares aparentou algum desgaste.

      O melhor árbitro português da atualidade, do Porto, Artur Soares Dias!? Talvez, talvez, talvez....

Remígio Costa

     

        

domingo, maio 07, 2017

DECISÃO DO QUE (HÁ MUITO) ESTAVA DECIDIDO


(O JOGO online)

Liga NOS
Estádio dos Barreiros, Funchal
32ª jornada
Sportv1 - Hora: 20:30
Bom tempo
Estado do relvado: bom
Espectadores: 10400
2017.05.06

                  SC Marítimo, 1 - FC do PORTO, 1
                              (ao intervalo: 0-1)

FCP: Iker Casillas, Fernando Fonseca, aos 84' Rui Pedro, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Ruben Neves, aos 70' André Silva, Hèctor Herrera (C), André André, Otávio, aos 70' Jesùs Corona, Yassine Brahimi e Tiquinho Soares. Suplentes não utilizados: José Sá, Boly, Diogo J, Óliver Torres.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Nuno Espírito Santo

Árbitro: Jorge Sousa (AFP)

MARCADOR: 0-1 aos 28' por Otávio. Jogada iniciada por Yassine Brahimi, prosseguida por Hèctor Herrera que remata contra as pernas de um defesa do Marítimo, com a bola a sobrar para Otávio que remata para o golo; 1-1, aos 69' por Djoussé, num remate de cabeça de cima para baixo na sequência de pontapé de canto.

    Jorge Sousa e os seus auxiliares, da AF do Porto, tiveram um prestação de excelente nível, honesta e profissional. Talvez a melhor de todas em  jogos em que o FC do Porto participou. Pudesse dizer-se o mesmo de outras, com outros protagonistas e noutros estádios.

    Mais relevante do que pretender explicar o indesejado empate ontem verificado no Funchal, que pode ter custado ao Futebol Clube do Porto o título de campeão, é realçar os antecedentes atropelos a que a equipa foi sujeita em muitos dos jogos antes realizados, que roubaram à equipa a possibilidades de estar a três jornadas do fim com uma vantagem confortável de pontos em relação ao adversário direto, e ultrapassar com sucesso a previsível difícil deslocação à Madeira, 

    Os erros que a equipa e os seus responsáveis tenham cometido, apenas dizem respeito ao Clube e as responsabilidades deverão ser  assumidas consoante o grau das competências exercidas. Os fatores externos onde as arbitragens e os órgãos da estrutura desportiva do futebol  jogaram por fora e condicionaram a ascensão do Futebol Clube do Porto nesta temporada, em favorecimento insolente e descaradamente impune do clube do regime, serão do foro das entidades públicas administrativas e judiciais que regem a Nação, que se diz democrática e igualitária.

    Este, é o campeonato da vergonha, jogado mais fora do que dentro dos estádios, sem escrúpulos de toda a ordem, sob o patrocínio de uma comunicação social capturada, enleada nos tentáculos do polvo vermelho, capada e cobarde.

domingo, abril 30, 2017

TENHAM PACIÊNCIA, AINDA ESTAMOS VIVOS.


Na Liga Salazar só um destes lances é vermelho.



Liga NOS
31ª jornada
Estádio Manuel Branco Teixeira, Chaves
Sportv - Hora: 20:30
Bom tempo
Relvado. razoável
Espectadores: cerca de 6500 
2017.04.29

         GD de Chaves, 0 - FC DO PORTO, 2
                                (ao intervalo: 0-0) 

FCP alinhou: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Ruben Neves, André André, , aos 81' Hèctor Herrera, Otávio, aos 76' João Carlos Teixeira, Jesùs Corona, aos 66' Óliver Torres, Tiquinho Soares e Diogo J.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Nuno Espírito Santo

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco) 

GOLOS: 0-1aos 52' por Tiquinho Soares. Em jogada corrida, André André remata à entrada da área com bastante força na direção do guarda redes A. Filipe que a rechaça a bola para a frente onde estava solto Soares para a enviar para a baliza; 0-2 aps 72' por André André, numa saída rápida para o ataque da equipa portista, desmarcando-se a propósito solicitado por uma excelente abertura de Otávio, e dentro da área apertado por um defesa dos locais atirou rasteiro para o poste contrário.


             A vitória do Futebol Clube do Porto no sempre difícil reduto flaviense é totalmente clara e justificada. Os portistas foram a equipa que mais e melhor fez para vencer nos 90'+4', tendo estado ao seu alcance um resultado ainda mais confortável.

             Não vi que a equipa portista tivesse iniciado o jogo com a ansiedade e  pressão que a exigência de uma vitória poderia causar. Contudo, estava à espera de um começo em velocidade mais alta com vista a mostrar determinação e capacidade para se adiantar no marcador. 

             Aos poucos, a movimentação dos jogadores e a circulação da bola  foi aumentando e melhorando e os azuis e brancos assumiam o controle da partida obrigando o adversário a refugiar-se no seu meio campo e a recorrer à falta para travar o jogo,  e a tentar chegar à frente em lançamentos longos para aproveitar alguma desatenção ou falhanço da sólida defesa à frente de Iker Casillas. Otávio aos 60' já tinha sido travado em falta sete vezes (!!), sendo clara a intenção de o afastar do jogo e eliminar o jogador que mais estava a influenciar o bom desempenho da equipa a par de André André infatigável na luta pela posse da bola.

             Com o golo de Tiquinho Soares, o GD de Chaves mudou de atitude e intentou jogar taco a taco, o que levou ao abandono da defesa super reforçada com que jogara até ali e a ceder mais campo onde a criatividade e a categoria dos artistas dragões prevaleceram e impuseram o domínio total do jogo até ao fim, premiado com o golo do Melhor em Campo, André André.

             Quando a defesa não sofre qualquer golo merece aplauso. Casillas não teve um único susto no decorrer de toda a partida, Felipe e Marcano dominaram com alguma facilidade as investidas dos avançados locais. Maxi e Telles também não passaram por grandes embaraços. No miolo, juntos pela primeira vez nesta época, André André mais subido na sua posição, Otávio a fazer de pivot e o capitão Ruben a pautar o conjunto com a precisão de maestro, davam a graça que o jogo passou a ter: não perderam, o português AA e o pequeno-enorme médio brasileiro, tantos passes como tinham errado no primeiro tempo e o nível das respetivas exibições subiu para nota de excelência. Corona pareceu ter jogado algo condicionado fisicamente, Soares mais limitado do que é costume no seu raio de ação; Diogo J esteve a bom nível. Dos que entraram na partida no decorrer dela, Óliver muito bem, tranquilo e preciso no passe; Herrera, participou no jogo com o à vontade de um experiente e João Carlos Teixeira com manifesta intenção de querer dar a conhecer as suas muitas qualidades técnicas.

             Carlos Xistra tem a cartilha bem decorada e não perde a mínima oportunidade para mostrar que tem prazer em cumpri-la. Erra, vezes de mais, para quem anda há tanto tempo a soprar no apito, mas aponte-se um único em que o FC do Porto ficou favorecido na sua decisão mal ajuizada. Ninguém lhe pede que assinale o que não é infração, exige-se-lhe que sancione o que, claramente é, seja qual foi a camisola que o infrator use. São exemplos dos seus juízos no jogo em Chaves, a expulsão de Maxi Pereira no último minuto do tempo regular da partida com o vencedor decidido, dois lances faltosos ocorridos na área dos flavienses sobre atletas do Porto e cartões negados por entradas violentas dos locais. Mais do mesmo.


             Continuámos na luta por nove pontos a ganhar.



             

segunda-feira, abril 24, 2017

SEQUELAS DO GOLPE DE BRAGA AFETARAM A CRENÇA DO DRAGÃO.



Liga ELES
29ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Sportv1 - Hora: 20:15
Tempo: bom
Expetadores: cerca de 40000
2017.04.23


                 FC DO PORTO, 0 - FC Feirense, 0

FCP alinhou: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano (C ) Alex Telles, André André, aos 66' Héctor Herrera, Danilo Pereira, Óliver Torres, na 2ª parte Otávio, Diogo J, Tiquinho Soares e André Silva, aos 66' Rui Pedro.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador Nuno Espírito Santo

Árbitro: Rui Costa, AFP

SÍNTESE DO JOGO:

                      A defrontar uma equipa do meio da tabela classificativa no seu próprio estádio,  e tendo oportunidade de encurtar para um ponto a diferença pontual em relação ao líder, a equipa do Futebol Clube do Porto comportou-se no decorrer do primeiro período da partida como um convalescente a sair do hospital a recuperar de um atropelamento. Para agravamento da debilidade mental demonstrada, o Dragão teve que enfrentar um adversário combativo, incómodo no trato agressivo nas entradas e prática persecutória de bulling sobre os seus jogadores, as costumeiras cenas de anti-jogo, e a complacência de uma arbitragem sem personalidade e de inferior categoria.

                A reação, que se tornaria asfixiante nos últimos trinta minutos da partida com o acréscimo de cinco da compensação arbitral, adivinhava-se em função do que se vira no primeiro tempo. Quanto mais tardasse a fratura da muralha defensiva Feirense, que chegou a ter dentro da área todos os seus elementos, mais crescia a ausência de discernimento e de clareza na conclusão das inúmeras situações para o conseguir, apesar dos efeitos positivos resultantes da tardia chegada ao jogo de Hèctor Herrera e de Rui Pedro.

                Registe-se mais uma partida com a defesa inviolável, as prestações esforçadas de Alex Telles, Maxi Pereira e Danilo Pereira. O apagamento de André Silva e a solidariedade de Tiquinho Soares para com ele no rendimento que ontem (não) se notou.

                Nem sei de outras desmotivações que possam explicar a quebra da equipa treinada por Nuno Espírito Santo que justifiquem os falhanços em momentos decisivos além da frustração causada pela tocaia do estádio municipal de Braga, na jornada anterior. O irrisório afastamento federativo de Yassine 
Brahimi da equipa foi um trunfo a menos no plantel, tal como a ausência de Jesùs Corona, em excelente momento de forma, por lesão contraída no treino no Olival.

               O futebol (?) português bateu no fundo. Está convertido num charco de lodo pestilento e num antro de crimes de toda a ordem. Não tem dignidade nem honra. Vale (Azevedo) tudo numa guerra suja (na verdade nenhuma guerra é limpa)  sem quartel, num jogo viciado praticado às claras nos bastidores a coberto de impunidade criminal desafiadoramente consentida senão apadrinhada.

Remígio Costa
                

              

domingo, abril 16, 2017

COMPASSO...DE ESPERA.


 
 (foto O JOGO online)                   
                                             Vermelho me confesso.

Liga NOS
29ª jornada
Estádio Municipal de Braga
Sportv - Hora: 20:30
Tempo: bom
Estado do relvado: bom
Espectadores: 21000+-
2017.04.15  


           SC Braga, 1 - FC DO PORTO, 1
                                      (ao intervalo: 1-0)

SCB alinhou: Matheus, Artur Jorge, Baiano, Ricardo Ferreira, Djaan, Gamboa, Bataglia, Vuceviic, aos 80' Rodrigo Pinto, Cartábia, aos 75' Alan, Pedro Santos, aos 69' Ricardo e Rui Fonte.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Jorge Simão.

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano (C) Alex Telles, Danilo Pereira, André André, aos 83' Hèctor Herrera, Óliver Torres, aos 55' Jesùs Corona, Yassine Brahimi, aos 83' Otávio, Tiquinho Soares e André Silva.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Nuno Espírito Santo (NES)

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)

GOLOS: 1-0 aos 6', por Pedro Santos, obtido na sequência de um centro de Cartábia executado do lado direito para o centro da área onde não estavam nem Felipe nem Marcano, batendo de cabeça sem hipótese de defesa, O golo do FC do Porto resultou de pontapé de canta apontado no lado direito por Alex Telles, com Tiquinho Soares a rematar de cabeça de cima para baixo com a bola a entrar junto ao poste.

         SÍNTESE DO JOGO:


         Quando deu conta de que o jogo já tinha principiado há cinco minutos, a equipa do Futebol Clube do Porto já tinha Felipe com cartão amarelo e sofrido um golo apontado com a CABEÇA (!!!) pelo "gigante" de pouco mais de 1,60 centímetros de altura, Pedro Santos. Até ao primeiro remate falhado à baliza do Braga feito por Yassine Brahimi aos 11', quem mais trabalhou foi Hugo Miguel a apitar faltas aos jogadores locais. Pedro Santos, que noutras partidas é vítima preferida dos adversários, neste jogo tomou a forma de lenhador de serviço e a lenha sobrou para os jogadores do Porto, anulando as tentativas para estes conseguirem qualquer jogada com mais de dois toques na bola. Felipe foi amarelado na primeira falta que cometeu e Pedro Santos fez, talvez, uma boa meia dúzia no tempo em que esteve em campo passou incólume. No somatório das apitadelas do músico alfacinha no final do primeiro tempo. o Braga somava VINTE faltas (!!!) e o Porto DEZ (!!!) e, cada uma das equipas contemplada com um cartão amarelo. É obra!

        O "gás" dos bracarenses deu sinais de estar a esvaziar-se a partir da meia hora, mas a equipa do Porto não conseguiu pegar nas rédeas da partida e apenas chegava perto da baliza de Matheus em lances esporádicos individuais de Y. Brahimi e pouco mais, e foram raros os lances de verdadeiro perigo para aquele  que vai ser campeão em menos de três anos. Já no período de compensação de 3', com Óliver Torres em cima da marca de grande penalidade a tentar dominar a bola, esta bate-lhe no braço e o senhor agente em serviço de compromisso não treme e dá ao Braga a oportunidade de por fim ao jogo sem necessidade de se cansar na segunda parte a fazer faxina. Valeu que Santos, perturbado de tanto ter esgalhado nas canelas dos adversários sem ver pelo menos um cartão, atirou ao poste para afinar a pontaria para o tempo que faltava para terminar a partida.

        No segundo período só uma equipa tentou praticar futebol, porque este Braga nem ao de Peseiro se pode comparar e está abaixo do nível das que jogam para uma lugarzinho na Liga europeia. A tática do "intelectual" Jorge Simão para aguentar o 1-0 era básica e adequada ao perfil da arbitragem: pontapé para onde a bola se afastasse, bater de "olhos fechados" em tudo que vestisse de azul e branco, e seja o que o são Miguel quiser! Vá lá, em cerca de 49' do período complementar, conseguiram que Iker Casillas interviesse uma vez!

        Mais do que o desconsolador empate que coloca a maior distância o ambicionado título, o que mais me dececionou foi a exibição individual (com uma ou duas exceções)  e coletiva da equipa do FC do Porto. É ridículo pensar que com tal postura e com tão baixo nível o FC do Porto aspire a vencer "as cinco finais" que vai ter que disputar na competição. Nem nesta, nem nas duas últimas provas em que não poderia ter falhado, o Futebol Clube do Porto tropeçou nas seus medos e nas suas próprias incapacidades e falhou, ficando cada vez mais exposto a novos desaires por falta de crença e agarrado ao que acontecer ao seu mais próximo rival que ajudou a moralizar.

      Para piorar o que já estava péssimo, a cena final junto ao banco portista é inconcebível. Yassine Brahimi, já no banco, foi expulso com cartão vermelho e vai estar afastado no(s) próximo(s) jogo(s). Espanta-me como os os dirigentes, técnicos e atletas se deixaram envolver numa esparrela que só interessava aos locais. É mais uma prova de que o repetido discurso dos responsáveis da equipa é inócuo, inconsequente e, já agora, monocórdico e cansativo.   

      Redijo este comentário sem ter conhecimento de quaisquer comentários sobre o que foi esta partida, além das entrevistas no painel publicitário do costume e da conferência de imprense em relação ao NES, que me entedia por demais com o gasto uso do apelo aos adeptos, os quais, como eu, já esgotaram a paciência e a margem de tolerância que lhe era devida.