domingo, maio 29, 2011

ACREDITAR: O NOSSO LEMA!

A photo of the Stade Louis II Stadium in Monte Carlo
           Quando terminou a final de sonho de Wembely entre o FC Barcelona e o Manchester United que acabou com uma indiscutível vitória da equipa de Pepe Guardiola mas, também, de Messi, Iniesta, Xavi, David Villa, Piquêt e mais uns quantos outros astros de primeira grandeza do futebol mundial o primeiro pensamento que me ocorreu foi o da final da Taça da Europa, a realizar no principado de Mónaco, em 26 de Agosto próximo, entre o campeão europeu e o vencedor da taça da Liga da Europa, o Futebol Clube do Porto.

            Tanto os catalães como os dragões foram campeões de mérito das provas em que participaram e provaram à saciedade que são, actualmente, as duas melhores equipas da Europa, sem embargo de poderem ombrear com as mais credenciadas formações mundiais.

            Face à excepcional categoria que a equipa condal tem vindo a comprovar, tanto no campeonato da Liga espanhola como na prova europeia, onde realizou autênticos festivais de futebol de patente inimitável, em posse de bola ao jeito do tic-tac dos melhores relógios suíços de que resulta uma eficácia quase matemática, não vão faltar os profetas da desgraça a agourar cenários dantescos onde acabarão desfeitas em cinzas as veleidades do Dragão atrevido mas sem argumentos à altura do seu inatingível adversário.

            Antes de prosseguir esta primeira abordagem ao jogo de Agosto (outras se seguirão até à grande final) quero deixar claro que tenho seguido com alguma regularidade de há anos a esta parte o extraordinário palmarés da equipa treinada pelo antigo médio do Barça, Guardiola, e, por conseguinte, retenho alguns dos seus triunfos espectaculares e o fracasso de vários dos melhores treinadores do mundo que viram as suas tácticas desfeitas em goleadas arrasadoras perante a máquina perfeita catalã. Apesar de tudo e tendo consciência da tarefa hercúlia que o Futebol Clube do Porto vai ter de enfrentar, não tenho qualquer sentimento de medo, senão de respeito, e deposito na nossa equipa toda a confiança que um adepto convicto pode atribuir-lhe nos momentos desta transcendência.

            É certo que Mourinho, Alex Fergunson, Cristiano Ronaldo, Casillas, como muitos outros, todos nomes celebrados e adorados nos altares das capelas deste Portugal atreito à inveja e parcialidade opinativa, como se existissem duas moedas com valores diferentes para pagar a igualdade de tratamento a que têm direito os cidadãos do mesmo país, baquearam sem contemplação perante a máquina científica que é o Barcelona. Mas, sem ponta de presunção ou ingenuidade irresponsável, permito-me garantir que com esta equipa e com este treinador, o Futebol Clube do Porto estará à altura do seu adversário.

            Nenhuma equipa pode ser considerada vencida sem disputar a vitória ao seu adversário até ao derradeiro minuto da partida. E eu acredito que o FC PORTO o fará, porque também ele é uma grande equipa. Se o fizer como pode e sabe e, porque o resultado final é, muitas das vezes, aleatório e imprevisível, mesmo que os números não venham a ser-lhe favoráveis, um desaire sofrido perante a MELHOR EQUIPA DO MUNDO não é, propriamente, o mesmo que ser derrotado por um hipotético candidato a esse título.

            Quem estará no Mónaco é o FUTEBOL CLUBE DO PORTO. Por alguma razão.

sábado, maio 28, 2011

VILLAS-BOAS versus GUARDIOLA, NO MÓNACO, EM AGOSTO.


Barcelona é o vencedor da Liga dos Campeões
  
            Por ter vencido pelo resultado de 3-1 o Man United,  esta noite, em Londres, o Futebol Clube de Barcelona, de Pepe Guardiola, será o adversário do Futebol Clube do Porto, de André Villas-Boas, no próximo dia 26 de Agosto, no Mónaco, na disputa da Taça Europa.

            Os Campeão Europeu e o vencedor da Liga Europa irão defrontar-se numa final inédita, de grande projecção mediática mundial, constituindo um oportunidade rara para o FC Porto demonstrar as suas potencialidades de grande equipa europeia e a categoria dos seus jogadores.

             Na final hoje disputada em Wembley, o FC Barcelona realizou uma exibição memorável valorizada pela excelente réplica da equipa de Dani (que todavia só jogou os últimos vinte minutos), sendo um justo e brilhante vencedor. Messi e todos os seus companheiros foram intérpretes de grande categoria produzindo uma autêntica sinfonia na arte de bem jogar futebol.

             Um jogo destes merecia esta arbitragem verdadeiramente notável. Magnífico este magiar Viktor Kassai.

DRAGÃO LUTA EM VARIAS FRENTES.

            ANDEBOL

            1/2 Final da Taça de Portugal
:

                      FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 29 - SLB, 30

             Pouco conheço de regras e ainda menos de táctica ou sistemas desta linda e emotiva modalidade mas, por ser uma das que mais prestígio e títulos tem proporcionado ao Futebol Clube do Porto, deu sempre a maior atenção aos resultados e às provas em que o nosso Clube participa.

             Em Tavira decorre neste momento, a Final Four da Taça de Portugal com a participação da equipa campeã nacional da presente época, o FC Porto, o sl Benfica, o Madeira SAD e o Belenenses.

             No primeiro encontro saiu vencedora a equipa da Dona Victória, por um golo de diferença, depois da nossa equipa ter alcançado uma vantagem de cinco golos a cerca de 5 minutos do fim do encontro, a qual havia sido recuperada de uma diferença a favor do adversário de 3 golos a menos de 10 minutos do termo do encontro. Fosse consequência de expulsões de jogadores nossos na fase terminal, falta de eficácia da nossa parte ou influência dos árbitros, (não sei se as 4 expulsões de jogadores nossos foram justas ou não), certo é que consentimos que o adversário se superiorizasse nos números e saísse vencedor. Mesmo em inferioridade numérica o FC Porto esteve preste a empatar a partida na última jogada, mas Elias (?) em boa posição atirou ao lado.

                                                             ( Transmissão directa via PORTO CANAL)

 
(Foto do blogue "Dragão Que é Dragão Lança Labaredas)
             OQUEI EM PATINS:

            Campeonato Nacional. Penúltima jornada.

            Óquei Clube de Barcelos, 2 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 4

                        ( ao intervalo: 1-2. Golos de André Azevedo e E. Garcia, Suissas e Ventura).

            Com esta vitória o FC Porto ficou a uma vitória do 10º título, o qual ficará resolvido  no Dragão Caixa onde,  na última jornada, a nossa equipa vai defrontar a Oliveirense

sexta-feira, maio 27, 2011

VIENA, MEU AMOR!

http://2.bp.blogspot.com/_41M6XXaXmNI/TPd66IpsFkI/AAAAAAAADCg/s1r2bocWXL0/s1600/fcporto1987.jpg                                                 EU, ESTIVE AQUI!
   
              No silêncio que me envolve  faço uma introspecção aos sentimentos marcantes da minha paixão de portista militante e recuo ao dia de ontem, 27 de Maio de 1987, para regressar ao Estádio do Prater, em Viena de Áustria, para reviver a epopeia da conquista da primeira taça dos CAMPEÕES EUROPEUS, pelo Futebol Clube do Porto.

             Estou no topo oposto à mancha vermelha dos adeptos alemães e o relógio por cima deles marca as 19 horas e 45 minutos. Sobre o relvado a bola começa a circular e as camisolas azuis-e-brancas são procuradas pelos mil olhos dos portugueses que ali chegaram de longe, perseguindo o mito.

             Somos cinco e um só, na fé, na inquietação interior de quem tem medo de ser feliz, na determinação e no entusiasmo de quem está perto do céu e teme lá não entrar.

             Rogério Agra, Carlos Agra, Rogério Vale, Dino Vieitos e eu próprio, quatro dias de estrada a atravessar a Espanha, França, Alemanha para estar, dois mil e quinhentos quilómetros depois, no olimpo dos eleitos para mostrar o nosso slogam talismã: HAVEMOS DE IR A VIENA!

             O revés do golo bávaro no primeiro tempo foi o tónico que despoletou a bravura lusa dos intimoratos conquistadores dos mares "nunca antes navegados", vencedores do Cabo das Tormentas e descobridores das Índias e dos Brasis. Foi, porém, Alá que incarnou em Rabath Madjer, e pelo argelino, criou a OBRA. Magnânimo, indicou a Juary o caminho para a salvação e abriu para nós a porta do Céu!

             Altas horas a festa prosseguia e o regresso foi uma alegoria de celebrações pelo itinerário do regresso: Áustria, até à Jugoslávia numa directa com episódios picarescos com um momento irrepetível na fronteira entre este pais e a Itália, com os carabineri rendidos ao nosso orgulho de portugueses e portistas. Depois de um sono reparador em Génova (Savona), Mónaco e o campeonato do mundo da Fórmula 1, Nice, Espanha e, no sábado seguinte ao da partida, eram 10 horas e 30 minutos, "mostrávamos" a Taça dos Campeões no Centro Cívico da nossa terra.

             Foi em 27 de Maio de l985? Não, é hoje, na hora que passa!

          

segunda-feira, maio 23, 2011

TELEVISÃO e OPINIÃO DE RESCALDO.

         
            A avalancha dos acontecimento alucinantes que inundou de glória o mundo do Dragão, dentro e fora do País, levaram a que nem todas as ocorrências que nesta fase louca aconteceram tivessem sido aqui comentadas.
            Foi o caso da cobertura dada pela televisão pública à final de Dublin e a posterior reportagem da chegada ao Porto dos brilhantes vencedores da Liga Europa.

            Pelo que me foi dado observar não tenho memória de que alguma vez a televisão pública tivesse concedido tanto tempo de antena em eventos em que o Futebol Clube do Porto tivesse sido protagonista saliente, quer pela importância da competição em que tivesse estado envolvido quer pelo estatuto de grande clube europeu que já é, como o que foi concedido nos últimos êxitos alcançados interna e externamente. Entendo até que, embora estes acontecimentos desportivos interessem a uma boa parte da população portuguesa, parece-me excessivo o espaço televisivo que lhe é dado relativamente a outros temas porventura mais realistas e úteis às populações. Em qualquer caso deve ser registado que, finalmente, o serviço público de televisão entendeu dar um tratamento igual ao que, durante anos sucessivos,  privilegiou as instituições sediadas na capital.

            Contudo, se em relação ao espaço houve vontade de mudar, o mesmo não se verificou relativamente à competência do trabalho que nos chegou através da caixa mágica. Registo, apenas, dois casos.
            O primeiro situa-se na recolha das impressões tomadas antes do jogo de Dublin quando o repórter de serviço aborda três irlandeses e os inquire se conheciam os clubes intervenientes. E que lhes parece ter sido a resposta dos dois primeiros entrevistados? Não, não foi o Futebol Clube do Porto um dos nomeados, nem, por mais estranho que isso tivesse sido, o Benfica porque, ambos, nomearam o... Braga!. Seguiu-se a abordagem a um motorista o qual, com a ajuda do profissional do microfone, lá conseguiu pronunciar um Porto à terceira tentativa, sem convicção e muita hesitação. Há dias em que os repórteres têm mesmo muita sorte.
            Logo após o início da marcha do autocarro descoberto que transportava para a Invicta, a partir do aeroporto Sá Carneiro, os heróis da Taça de Liga europeia, este sofreu uma avaria que originou a interrupção da viagem por três vezes. Não sendo possível reparar no local o desarranjo mecânico, houve que proceder à substituição do autocarro por outro veiculo com as mesmas características, operação que levou hora e meia a executar. Durante  todo este tempo, manteve-se aberta a emissão com imagens a partir do heli que sobrevoava o local sem que tivesse ocorrido qualquer facto de interesse a registar.


Godinho Lopes confirmou Domingos à CMVM

            No final do jogo na Irlanda, Domingos Paciência, aludiu ao lance em que intervieram Sapunaru e Sílvio insinuando que o defesa portista, já anteriormente amarelado, devia ter visto o segundo nesta pseudo falta sobre o magnífico jogador do Braga, como se deste pormenor tivesse resultado a derrota da sua equipa. Devo esclarecer que nutro por Domingos Paciência especial admiração e carinho e se tive muitos momentos de alegria durante a sua carreira como jogador do Futebol Clube do Porto, a ele os devo. Como treinador acho que já é brilhante e irá, ainda, mais longe. Mas, meu caro "Mingos", não vás por aí. Um grande líder não adopta atitudes de choramingas nem se desculpabiliza a tentar arranjar bodes expiatórios para as derrotas difíceis de digerir. E, olha meu caro, nem vale a pena recordar-te que o teu jogador nunca teria intervindo no lance se, ainda na primeira parte, em vez da cor amarela tivesse sido a vermelha a do cartão que castigou a entrada sobre o Hulk que, tal como a de Hugo Viana (bárbara) mais tarde, tivesse ficado claro de que a ideia era tirar do jogo o ariete portista. E dou de barato que as jogadas de cotovelo tivessem sido apenas imprudência de alguns dos teus jogadores e não resultantes de treino específico...

TimeOut-Edição Lisboa
             Tive oportunidade de ler alguns comentários nos jornais de hoje sobre a final do Jamor. De uma forma genérica as opiniões que li alinham pelos que eu próprio formulei aqui logo após o jogo terminado e nos quais procurei apontar a fraca qualidade da equipa vimaranense, então claramente demonstrada. Vi, esta época na televisão, várias jogos da equipa de Manuel Machado, com  exibições colectiva e individualmente bem superiores à que ontem se viu e que eu previ poder ser superior à do Braga da final da Liga Europa, no que me enganei rotundamente. E, com a classe individual e colectiva dos Campeões, quem jogar daquela maneira, leva!

             No caso do penalti contra o FC Porto destaca-se a imperícia do seu marcador, Edgar, não dando o mérito devido à extraordinária movimentação e perspicácia do Beto. Se bem tivessem reparado os comentadores, iriam verificar que o magnífico guarda-redes substituto do "senhor" Helton, "força" o antigo jogador portista a alterar a trajectória da bola para o lado que pretendia ele a chutasse, enganando-o com uma simulação de se atirar para um lado e fazendo-o para o contrário. Houve, sem dúvida, muito mais mérito do guarda-redes do que de imperícia teve o avançado pelo que deve ser considerado um penalti muito bem defendido e não mal marcado.

             Ai, que já estou em pulgas para que as férias dos jogadores passem depressa e o TGV inicie a marcha para nova viagem, nova corrida!

            

    

domingo, maio 22, 2011

VILLAS-BOAS ENTERROU MACHADO EM 45 MI NUTOS.

            

     O Dia Em Que O Futebol Clube do Porto passou a ser o Clube Com Mais Títulos em Portugal!


                                                              TAÇA DE PORTUGAL


                       Vitória Sport Clube (Guimarães), 2 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 6


                                                                    Jamor - Oeiras

              Quando, ainda hoje de manhã, deixava aqui algum sentimento de preocupação quanto ao estado físico e anímico dos jogadores do Futebol Clube do Porto e alertava para os perigos de ir enfrentar um adversário ambicioso e motivadíssimo, não fui capaz de prever a totalidade do que em boa verdade se veio a passar. Com efeito, se em relação ao que previ para o FC Porto quase nada tenho a alterar, foi um tremendo fiasco o que esperava acontecesse em relação aos vimaranenses.



               Vou tentar clarificar o que pretendo dizer no parágrafo anterior.

               Não assisti aos primeiros minutos de jogo mas tive oportunidade de ouvir repetidamente os comentadores da RTP1 (na segunda parte deixei-os a falar sozinhos e mudei de estação) que o FCP tinha entrado no jogo muito forte, afirmação justificada pelo golo obtido logo aos dois minutos. Mas, quando ainda mal tinha acabado de me acomodar no sofá, foi-me dado ver a forma como a defesa permitiu o primeiro empate, com Rolando e Álvaro, à porfia, apostados em dar o golo da igualdade ao adversário. E, se na jogada imediata, livre de obstáculos, Varela recoloca a diferença (1-2) no marcador foi porque a jogada que gerou o golo beneficiou das mesmas facilidades que as forças da NATO tiveram na invasão da Líbia. O segundo empate (2-2) foi permitido porque o pernilongo Edgar, ao contrário do que várias vezes lhe vi acontecer nesta época, acertou a testada para a baliza fazendo bater a bola antes de chegar a Beto, o que constitui sempre maior grau de dificuldade em parar o remate, sem que possa ilibar completamente o nosso valioso keeper.
                Para gáudio dos muitos abnegados portistas que estiveram no antigo cenário das imperiais celebrações, o insólito mais uma vez aconteceu: na sarrabulhada costumeira dos pontapés de canto, Maicon atira à barra e no ressalto, Rolando rechaça para a frente o que o defesa vimaranense não conseguiu para trás e marca o 2-3; logo depois Hulk, na transformação de um livre de canto, proporciona o momento hilariante do jogo e consegue um golo, este sim, à Incrível, com Nilson a roubar-lhe o epíteto, e aí está o 2-4.



              E veja-se: Fernando, trouxe a cópia da besteira que fez em Dublin e resolveu exibi-la no Jamor. Nem vou questionar se deveria, ou não, lugar à grande penalidade mas acabou por dar jeito que o militar a marcasse pois foi uma excelente oportunidade para confirmar que havia entre os nossos jogadores pelo menos um que estava empenhado, a sério, em levar a Taça para o Norte. Beto, especialista que é, negou que o simpático ex-portista rejeitado se pudesse vingar do desaproveitamento que dele tiveram. Se dúvidas ainda alguém tivesse, na reposição nasce um contra-ataque "à Villas-Boas" e o puto (sim, a este pode chamar-se-lhe), ainda "gozou" com o Nilson antes de passar o score para um 2-5.
                 Claro que se o leitor chegou até aqui, já deve ter percebido, se não viu o jogo directamente, que esta primeira parte teve uma equipa abaixo de meio gás, o FCP, a jogar ao ritmo de futebol de praia, do vai lá tu que eu fico, se não fizer agora faço mais logo que estes gajos não jogam merda nenhuma.

                  O jogo dispensava bem a segunda parte, porque se na primeira o FCPorto tinha jogado contra a própria sombra, na segunda não tenho a certeza se os vimaranenses não teriam ficado no balneário de vez e, jogando assim sozinho os Dragões entretiveram-se numa peladinha, a qual, desde que Mariano entrou, mais parecia um peditório para ele marcar o último golito com a nossa linda camisola. Depois de Guarin, Hulk e Messinho e sei lá quem mais, andarem à procura dos defesas do Vitória para que estes lhe ficassem com o esférico, lá apareceu o sexto e o hat-trik de James para a Colômbia celebrar. Entretanto, já mais de metade da famosa claque dos guerreiros tomava o caminho dos autocarros, já que foram lá para ver a sua equipa jogar e ela já tinha deixadoo relvado.

                   E fez-se, então, o resultado histórico do 2-6, ao que julgo inédito em jogos de final de Taça.

                   Para mim a ter que nomear o "homem do jogo", teria que eleger Beto; para além da magnífica movimentação no penalti que evitou o 3-4, logo nos primeiros momentos da segunda parte roubou exemplarmente (se se pode dizer que os roubos são exemplares...), a hipótese de Edgar se vingar. Helton teve substituto à altura, como se esperava, aliás. Depois James Rodriguez, porque três golos numa final é coisa de se lhe tirar o chapéu, ainda para mais quando o marcador podia jogar nos júniores. E Hulk, inevitavelmente, pelas assistências e luta esforçada que manteve durante todo o jogo.

                  Vinha mantendo desde há muito a ambição de ver o Futebol Clube do Porto à frente dos clubes portugueses com mais títulos conquistados, facto hoje concretizado com mais esta vitória. Também em quantidade (porque na qualidade já era um facto indesmentível), chegámos, hoje, ao topo.

                  Ouvi, na conferência de imprensa, André Villas-Boas, a fixar os primeiros objectivos do Futebol Clube do Porto para a próxima época, nos quais não prevê a conquista da Taça da Liga, classificando-a como integrante na formação do Clube. Que pena! E eu que estava capaz de lhe escrever para o convencer a fazer da conquista de tão importante troféu o objectivo primordial a atingir o mais rapidamente que fosse possível. Deve dar cá um gozo conquistá-la!

                 Para a história, a equipa alinhou: Beto. Sapunaru, Rolando, Maicon e Álvaro Pereira; Moutinho, Fernando e Belluschi; Varela. Hulk e James Rodriguez. Jogaram ainda: a partir do início da segunda parte, Guarin rendeu Fernando; aos 63' saiu Belluschi para dar o lugar a Souza; e, aos 75', entrou Mariano e João Messinho, foi completar o descanso para o banco.

                OS GOLOS do FCP: aos 2', James Rodriguez, que repetiu aos 46' e aos 72´; Varela, aos 21', colocou o resultado em 1-2, para Rolando, aos 34' fazer o 2-3; de canto, foi Hulk, a marcar o 2-4, aos 42,30', de parceria com o compatriota Nilson:. o VSC, fez os seus da forma e através dos jogadores acima referidos.

                Como nota final e para ilustrar até certo ponto o que foi este episódio do "enterro do machado" que pôs fim a esta guerra da época de 2010/2011, atente-se no "entusiasmo" exibido pelos nossos jogadores perante as máquinas dos fotógrafos em serviço....

                 Sê-de felizes nas férias CAMPEÕES! E regressai TODOS!



                 




 
 

          






              

SOBRE O FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL.


           Sobre a final da Taça de Portugal a disputar mais logo no Estádio de Oeiras contra o Vitória Sport Clube, convém alertar os adeptos do Futebol Clube do Porto para alguns aspectos que podem influenciar o resultado final da partida em prejuízo do que são as expectativas dos adeptos do recente mui brilhante vencedor da Liga Europa.

            As vitórias nas duas mais importantes provas que lhe interessava, nesta época, obter (o campeonato da Liga e a Taça Europeia), bem como o súbito reconhecimento dos mídea pela categoria da equipa e da maioria dos seus jogadores, criaram na massa apoiante dos Dragões, e até nos meios desportivos nacionais, a convicção de que o Futebol Clube do Porto tem o triunfo garantido.

             Comungando da opinião generalizada de que os pupilos de André Villas-Boas têm argumentos para fechar com chave de ouro esta memorável campanha de 2010/2011, porque ninguém será capaz de sustentar que o Guimarães apesar da categoria que lhe é reconhecida é, neste momento, em qualquer aspecto, superior aos azuis e brancos, não esqueço as circunstâncias em que os campeões nacionais se deslocam ao Jamor e que poderão condicionar negativamente o resultado desta final.

             Comecemos por salientar que o Vitória  não é uma equipa fácil de bater em qualquer circunstância mas sê-lo-á ainda mais a jogar numa só partida. Tem tido um final de época sem problemas visíveis e num clima de tranquilidade, os seus objectivos imediatos apontam exclusivamente para a vitória nesta partida, está em estágio há vários dias e ninguém duvida de que são altíssimos os níveis de motivação dos seus jogadores em função do valor do adversário que irão defrontar. E tem o apoio e fé duma claque numerosa e incentivadora que lhes vai exigir um esforço acrescido e exigente incomuns.

              E acima de tudo quererão conquistar um triunfo que lhes aumentará os valores de auto-estima comparativamente aos adeptos dos vizinhos bracarenses...

              A justa euforia dos adeptos, jogadores, dirigentes e equipa técnica justificada pela extraordinária conquista de Dublin, cujos ecos ainda não se diluiram, não deixará de produzir alguns efeitos negativos colaterais pelos escassos dias que passaram sobre o evento. Os atletas não são máquinas, tiveram um desgaste físico e (sobretudo) emocional enormes, terão já o pensamento nas férias que se seguirão e a dispersão mental poderá reduzir a motivação que a importância do adversário requer. O cansaço poderá aparecer em alguns jogadores em função do que o jogo vier a exigir e a temperatura que acontecer no Vale do Jamor e até da marcha do marcador, sendo até entendível que o agora mais jovem vencedor de um troféu europeu cchame à liça quem menos foi utilizado antes.

              Já tenho dito muitas vezes que vou para qualquer partida sempre a pensar que a vitória será do Futebol Clube do Porto, independentemente do adversário, prova e local onde o encontro se realize e, hoje, só penso em ganhar mais este troféu. Seria a terceira consecutiva, o triplete para arrasar, cilindrar as oposições, ultrapassar os mais próximos rivais em número de títulos conquistados acabando por uma vez com o último argumento que ainda lhes resta. Mas não nego que, à medida que a hora da verdade se aproxima, mais cresce dentro de mim uma tremideirazinha que me põe de pé atrás sobre o excesso de euforia que nunca é boa conselheira para ultrapassar obstáculos com elevado grau de dificuldade...

             Mas, haja fé no pé-quente do nosso André.

             
 

           

quinta-feira, maio 19, 2011

.AGORA, CAMPEÃO DA EUROPA!


Villas-Boas festeja a vitória
 
            FINAL DA TAÇA DA LIGA EUROPA


            Em Dublin, Irlanda:


            FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 1 - SPORTING CLUBE DE BRAGA, 0
                  (Golo de Falao, aos 43')

           Duas equipas portugueses a disputar uma final europeia é um acontecimento cujas probabilidades de se repetir neste século será muito reduzida. Com todo o mérito pelas brilhantes carreiras que fizeram, o Futebol Clube do Porto e o Sporting de Braga, sem dúvida as melhores equipas portuguesas da actualidade, ganharam o direito de derimir entre si a conquista da taça da Liga Europa. 




           
          Ganhou a equipa favorita e a que mais a mereceu. O magro resultado final de 1-0 denota em certa medida o equilíbrio que se verificou na partida, mas não põe em causa a justa vitória dos campeões nacionais, que não tendo exercido um domínio claro sobre os bracarenses foram sempre a melhor equipa em campo e deu sempre a sensação de que, com mais ou menos dificuldade, a vitória final não lhe fugiria. O Braga provou neste jogo estar na final por mérito próprio, tendo actuado no limite das suas capacidades, sendo evidente que foram para esta final com o firme propósito de a vencer.


            Não houve, de parte a parte, muitas jogadas onde o golo estivesse eminente, tendo o Braga estado perto de o conseguir logo aos 4' quando Custódio atirou ao lado. Mas aos 6,50', foi Hulk a atirar com perigo um remate cruzado a sair ao lado da baliza de Artur.

            Aos 43', surgiu o momento mágico que havia de fazer o resultado desta memorável vitória do voraz Dragão da era Villas-Boas: de posse da bola, Guarin conduz a bola pela meia-direita, numa simulação perfeita livra-se de Sílvio, levanta a cabeça para escolher o fim da bissetriz riscada pelo olhar e a temporizar o movimento do ariete Radamel FALCAO que, num gesto só ao alcance de um predestinado, elevando-se com a suavidade de emérito bailarino, ficou no ar um segundo a esperar pela Bela e, num afago de amante sensível, indicou-lhe o dossel da noiva-rainha.

            O segundo momento do jogo ocorreu logo ao iniciar-se a segunda parte, com Mossoró a "papar" Fernando e a isolar-se em direcção à baliza mas, Helton, em hora de aniversário não esteve interessado no presente envenenado que o seu compatriota se aprestava para lhe oferecer, e chutou para canto as pretensões dos minhotos.

           Com a dança das substituições o jogo mudou de cariz e escassearam, no segundo tempo, os lances de grandes emoções. Embora a sensacional equipa de Domingos Paciência nunca tivesse baixado os braços (durante o jogo alguns dos seus jogadores até os levantaram demasiado...), o FC Porto continuava a anular quase totalmente os jogadores nucleares do S Braga (Alain, Custódio, Hugo Viana e Sílvio, principalmente, mantendo Hulk, Falcao e Varela, servidos por Guarin e Álvaro Pereira, uma forte pressão sobre as linhas defensivas arsenalistas obrigando-os a uma constante vigilância e grande desgaste.

            A equipa do Futebol Clube do Porto, alinhou inicialmente com: Helton, Sapunaru, Rolando, Otamendi e Sapunaru; João Moutinho, Guarin e Fernando; Varela, Radamel Falcao e Hulk. Aos 72,30', entrou Belluschi para o lugar de Guarin, e Varela, aos 78.20', saiu para dar lugar a James Rodriguez.

            Três jogadores foram decisivos para o êxito conseguido: Helton, pela super defesa da negação do empate, Falcao, pelo golo à Radamel Falcao", memorável pela beleza e pelo feito causado; e Hulk, que deve ter deixado de água na boca e a fazer contas essa Europa "à rasca" com falta de pilim para a factura que lhes será apresentada quando quiserem chegar-se à frente.
             Sapu, Rolando, Otamendi e Álvaro, muitíssimo bem, com destaque para os centrais; no meio Fernando, Gaurin e Messinho (concentradíssimo,. pá); Belluschi e James, adaptaram-se muito bem e melhoraram a qualidade do meio campo no período em que jogaram.

             O árbitro realizou uma acção segura e teve a arte de interpretar o espírito desta final inédita entre equipas do mesmo país, demonstrando claramente estar apenas interessado em fazer um trabalho profissional e, na minha opinião, conseguiu-o. Não anotei qualquer erro significativo e aceito o julgamento sem punição dos cotovelos em algumas jogadas protagonizadas por alguns jogadores do Braga, porque as terá considerado não intencionais.

              Este Dragão continua imparável. Época brilhante, esmagadora, gloriosa e feliz. Falta apenas procurar a chave de ouro para fechar a última porta. Com a luz, ninguém se preocupe: há já muito tempo que está apagada.

             P.S. - No fim do jogo, ao contrário do que sempre acontecia quando o Futebol Clube do Porto conseguia estas jornadas gloriosas, não estralejaran  os foguetes na noite de Lanheses. Apesar disso, não me esqueci de ti, fervoroso portista e, onde quer que estejas, quero celebrar contigo a alegria deste momento.
            


         
          

segunda-feira, maio 16, 2011

FAVORITOS, POIS ENTÃO!

Dublin final tickets go on international sale           

           Se, ser considerado favorito num jogo de futebol, quer dizer que uma das equipas é mais forte que o seu adversário, então o Futebol Clube do Porto é o favorito para vencer a partida da próxima quarta-feira, em Dublin, na Irlanda, contra o Sporting Clube de Braga.

           Seja qual for a vertente da comparação que se queira estabelecer entre e equipa de André Villas-Boas e a de Domingos Paciência, os dragões levam largam vantagem relativamente aos arsenalistas, quer ela se reporte  aos valores individuais dos seus atletas mais utilizados quer se leve em linha de conta a melhor qualidade do futebol que ambas praticam.

            Não estando em causa o reconhecido valor de grande parte dos jogadores do S. Braga, não seria fácil a qualquer deles ingressar no plantel principal campeão nacional, de imediato. Lugar por lugar, estando todos operacionais para serem utilizados, o FC Porto está, neste momento, melhor servido do que o seu adversário. E se Artur, Rodriguez, Sílvio, Vandinho, Mossoró, Hugo Viana, Alan ou Lima, para não citar mais, têm tido exibições de transcendência (designadamente nos jogos desta Liga), estão uns furos abaixo de Helton, Rolando, Otamendi, Fucile, Álvaro Pereira, Moutinho, Fernando, Guarin, Hulk, Falcao ou Varela. E se Sapunaru, Maicon, Rúben Micael, Bellucshi, Valter ou James Rodriguez dão garantias para ser utilizados sem diminuição substancial de rendimento, não vejo que o Braga possa recorrer da mesma forma aos seus reforços de banco sem prejuízo do rendimento da equipa.

             Onde o equilíbrio poderá reconhecer-se, tem a ver com a motivação (que não é despicienda...) que os dois treinadores conseguirem incutir nos seus jogadores e que poderá, pela transcendência individual de cada um, suplantar a do opositor. É trabalho do responsável-mor e, ainda aqui, André Villas-Boas tem demonstrado à saciedade que é muitíssimo dotado (Manuel Sérgio, dixi), mesmo que Domingos Paciência tenha experiência bastante para valorizar os efeitos psicológicos no rendimento dos jogadores.

              Não estava em Viena em 1987, mas conhece bem a história da memorável vitória da humildade contra a sobranceria bávara...

             Não descortino, por isso, qualquer engulho para que o Futebol Clube do Porto não assuma, responsavelmente, a sua condição de equipa mais forte. É, com efeito, superior ao Sporting de Braga e a vitória não pode escapar-lhe.

             E será, certa, certa uma VITÓRIA PORTUGUESA.

           

           

      

domingo, maio 15, 2011

À LAIA DE BALANÇO COMPARATIVO.

UEFA Europa League Final Dublin 2011 Launch
         Quando pensamos que se esgotaram as razões que sustentam o justo orgulho dos portistas na conquista do Campeonato 2010/2011, há sempre evidências que justificam a arrasadora superioridade dos Dragões sobre toda a concorrência.

          Relevante, para o Futebol Clube do Porto, foi ter sido desde muito cedo a cabeça do pelotão entre dezasseis concorrentes, onde o campeão nunca chegou. Nos confrontos directos entre o aspirante ao bi-campeonato e a nossa equipa, os números terem sido arrasadores com CINCAZERO no Dragão e UMxTRÊS na Luz, perfazendo um 7-1 histórico; a capitulação e a descida do trono ter como cenário a própria casa do derrotado, de tal forma humilhante para ele que, de cabeça perdida, foi incapaz de disfarçar o azedume e o despeito mandando cortar a iluminação e accionar o sistema de rega (e talvez trancar-se no W.C. com os ouvidos tapados) no desespero de impedir as celebrações do vencedor.

          Enquanto o Clube da Dona Victória celebrava entusiasticamente a conquista da taça da cerveja, viu-se excluído da Taça de Portugal enquanto os Dragões irão ao estádio de Oeiras para disputar a final com o Guimarães, tendo antes afastado sem espinhas, no seu próprio reduto, o finalista anunciado, ultrapassando com fulgor uma desvantagem de 0-2, e a parcialidade de uma arbitragem infame.

         A par do sucesso na Liga Zon Sagres, o Futebol Clube do Porto saía de cada jogo de Liga Europa com o prestígio de grande equipa europeia (Viena, Moscovo), encabeçando os escrutínios dos ranking da UEFA e alcançado o estatuto de forte candidato à vitória final, enquanto a pretensa "equipa-maravilha" envergonhava, em cada eliminatória da Liga dos Campeões, dentro e fora de portas em confronto com qualquer mija-na-escada, acabando por ser merecidamente excluída da Liga milionário, sendo salva no último minuto por um golo do "nosso"  Lisandro Lopez de ficar fora da Liga Europa. Tendo jogado a primeira mão em casa e indo a Braga com o resultado de 2-1 a seu favor, mostrou-se impotente para superar um único golo do Sporting de Braga, tendo agora que utilizar o canudo que recebeu no AXA para ver a final inédita de Dublin entre duas equipas portuguesas.

          Não menos importante foi o desperdício do esforço que os mídea e os seus conhecidos pontas-de-lança de caneta de tinta vermelha, sediados a sul do país sempre dedicam ao clube do regime, empolando como balões de oxigénio os méritos de um esporádico triunfo obtido, a classe extraordinária dos seus atletas e a sapiência do treinador, mesmo que alguns mais parecessem em campo turistas em gozo de férias ou trabalhadores com salários em atraso há vários meses.
 E até já nem refiro as selecções, nacional e estrangeiras, onde quase todo o plantel do FC Porto está representado e foi utilizado.

          Pondo, depois de tudo o que acima se descreve, na balança dos custos-resultados, num prato os milhões investidos, a jactância, o favorecimento das arbitragens, a basófia, a instituição impoluta, os seis milhões e tal, etc,  etc, etc, e tal e, no outro, os ganhos conseguidos, o resultado concreto é UM TREMENDÍSSIMO FIASCO!

          Mas, Jesus nos valha. E, Robertinho, também.

          Para o ano, a Liga só conta para o segundo lugar, porque o primeiro já está reservado.

          Palavra de Jesus!
   
          Termino, citando o amigo Sérgio Oliveira do AZUL DRAGÃO: -Por que se fala tão pouco da final de Dublin?

O FC Porto festejou um feito histórico.    

sábado, maio 14, 2011

NINGUÉM NOS VENCEU!

FC Porto sagra-se campeão invicto na MadeiraL
 Um "Maciço" (Valter) que ainda vai dar que falar.
  No Funchal, Estádio dos Barreiros:

                                     Marítimo, 0 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2
                                                              (Campeão Nacional invicto)

             Quando, aos 20 minutos do primeiro tempo, Guarin criou a magia do passe a solicitar a entrada invisível de Varela no leito alheio para acariciar a donzela e estrear o véu ainda imaculado, com a suavidade de um beijo desejado, ficou claro para todos que o Campeão Nacional estava ali para garantir a invencibilidade no campeonato de 2010/2011. Ainda perdidos na volúpia do lance que abriu o marcador, já James abria o escaninho das especiarias raras do seu talento e nem precisou de dizer à bola que saiu do seu pé esquerdo (ela sabia) onde teria de encontrar-se com o "Maciço" para este, de cabeça e esquadro, traçar a elipse que Marcelo só poderia seguir com os olhos. A 5' do intervalo aconteceu o momento que o bandeirinha tinha sonhado neste jogo, cortando a obra-prima do passe da cintilante estrela colombiana que assistira no primeiro, para uma desmarcação copiada do acto de cortar manteiga com uma faca do compatriota Guarin, podendo ficar isolado com a quase certeza de concretizar.

              No segundo período apareceu Sereno no lugar de Sapunaru, mas foi Beto que, com toda a frieza e tranquilidade garantiu, uma, duas, três quatro vezes que não estava na Madeira para fazer turismo e, fossem as vezes que o tentassem os seus futuros colegas Kléber e Djalma, não seria dia para eles molharem a sopa. A meia hora do fim chegou ao jogo Bellucshi para dirigir a orquestra e Villas-Boas resguardar Guarin, o precioso, para o concerto programado para Dublin. Já Mariano, que mestre André entendeu ser a ilha da Madeira um belo local para despedidas e retirou o Valter para este ligar à esposa a saber como estava a "minina", andou por ali a arrumar o cacifo e...até mais ver, sê feliz que o mereces.

              Beto é a figura por ter sido a causa da Liga Sem Derrotas. Guarin, sim, todos o vêem, agora. Não é chinês, mas faz com que, quem o vê jogar desta maneira, fique com os olhos em bico. James Rodriguez, está para o virtuosismo como um perfume francês num colo de uma deusa grega e, com Varela, a arte faz a melhor tela de Paula Rego.

             Oi, gente! Campeão a cinco jornadas do fim, ficando a dois de igualar o record máximo de pontos nesta competição, terminar  VINTE E UM à frente do segundo classificado, ter obtido o maior número de golos com a defesa menos batida, com  os primeiro e segundo classificados na lista dos melhores marcadores da Liga, estar na final da Taça de Portugal e da Liga Europa e tendo à frente de uma excepcional equipa técnica, sentado na sua cadeira de sonho, o "garoto" discípulo de Sir Boby Robson de apenas 33 anos de idade, este FUTEBOL CLUBE DO PORTO, dirigido sabiamente pelo Presidente dos presidentes, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, é mesmo um DRAGÃO insaciável, desde 1893.

             Por agora, estamos conversados. Não sou bruxo e não sei o que vai ser para o ano. Se for possível manter as mais valias do plantel e reforçar as linhas da retaguarda para lutar em todas as frentes, é possível acreditar na possibilidade de chegar ao segundo lugar da prova principal, já que o primeiro, ao que se ouve e lê, já tem vencedor (da treta) garantido.

            Durmam bem, portistas sortudos.
(Foto DN)
           

FINAL PORTUGUESA, CONCERTEZA!

 
      (Foto "desviada" do blogue Bibó Porto, Carago!, numa partilha familiar não autorizada)

              Quando meio Portugal antigo já emalou a tenda e anda a carpir as seus desalentos e a amarfanhar as amarguras dos vencidos pelas calçadas da Mouraria e do Bairro Alto, entre uma ginginha na tendinha das Portas de Santo Antão e um "pirata" nos Restauradores, depois de passar cabisbaixo e meditabundo a esquina da rua do Jardim do Regedor, sem coragem de olhar para a águia de madeira apodrecida, a outra metade exulta num frenesim de romaria da Senhora d'Agonia ou de festa sanjoanina à moda de Braga e da Invicta Cidade.

            Coisa estranha estar Portugal representado na estranja, numa final europeia de futebol nunca vista a marcar a História, por um Braga zé povinho, pé rapado e de carta de alforria ainda a cheirar a tinta fresca depois de anos e anos a cumprir o papel de reserva índia, à custa do fracasso do altivo e arrogante fidalgo arruinado do reino da mouraria, e pelo bárbaro e indomável Dragão, insaciável coleccionador de vitórias, o execrável pintacostista presidente sempiterno a farpear sem piedade e a toda a hora! Não fosse já tão grande o mal que bastasse, ainda ser compelido a apoiar o verdugo que lhe arrancou os tomates no AXA, para não ter que beber a cicuta que uma vitória do Futebol Clube do Porto lhe seria servida na Taça que já tinha por adquirida, é suplício inaudito.

             Mas não há que fugir: a opção é entre portugueses e portugueses. Quem ficar de fora é...apátrida.

            

          

segunda-feira, maio 09, 2011

PIZZI, COM CHAMPANHE AO PREÇO DA CRISE.



         
   No Estádio Mais Belo da Europa,  

                  CAMPEÕES NACIONAIS, 3 - Paços de Ferreira, 3

                   O DRAGÃO reuniu a família para celebrar os CAMPEÕES.

            O Paços de Ferreira não foi ao Dragão na qualidade de convidado pelo que não estava obrigado a ser simpático para os anfitriões entrando numa festa a que era alheio. Por isso encarou o jogo com extrema motivação, como se dele dependesse a conquista de um troféu valioso e lutou, do princípio ao fim, como deveriam fazer todas as equipas independentemente das circunstâncias em que se realizam. Fez um jogo sério, empenhado, e mostrou ser um conjunto sólido, muito bem orientado e capaz de atingir níveis acima da média. Fez uma excelente partida e obteve o justo prémio da sua seriedade e competência.
                                                      CAMPEÕES, SOMOS TODOS.

            Não vou alongar-me nas considerações sobre o Futebol Clube do Porto, dado que se tratava de um jogo atípico, disputado num clima de festa, quase familiar, com  os jogadores a resguardarem-se para outras missões bem mais exigentes e, quiçá, frementes de alegria e ansiedade em se juntarem aos filhos e esposas que, nos bastidores do palco, os aguardavam para com eles celebrarem.

            Duas palavras, apenas, para falar dos aspectos negativos que mais me chocaram e que, do meu ponto de vista, mancharam a justa homenagem aos inquestionáveis CAMPEÕES de 2010/2011. A primeira, relaciona-se com os três indivíduos a quem foi cometida a função de aplicar (bem) as regras estabelecidas, há mais de um século, a este maravilhoso desporto que a que os ingleses chamaram  foot-ball, a que me recuso chamar "equipa de arbitragem", já que, da mesma forma que nunca reconheceria três espantalhos colocados num campo de milho como guardas florestais. Se, o que deveria ser o chefe, não fez melhor papel do que teria feito um personagem que, no lugar da cabeça, lhe fosse colocada uma abóbora, das grandes, já os dois comparsas colocadas nas linhas pareciam ver menos do que duas vulgares toupeiras. Este pseudo-árbitro não passa de mero intruso numa função para a qual não revela o mínimo de jeito e, se intentássemos estabelecer níveis de comparação entre ele e Xistras, Paixões, e Benquerenças, não tiraria o último lugar a qualquer deles.

                                                                   ELES E NÓS.

             A segunda referência vai para um tal Filipe Oliveira, que serve também para muitos outros caceteiros que, infelizmente,  pululam por aí no mundo da bola beneficiando da complacência de árbitros do jaez do Cosme, ainda que, helás! no lance em que o, actualmente, pacense intentou "acabar" com João Moutinho para o futebol, tivesse agido como devia.

                                                     HULK, A FACTURAR.

             A terminar, deixo uma nota para os que não seguiram a transmissão pelo canal 1 da SportTV. É que o Estádio do Dragão, para o locutor de serviço, (?) não estava ESGOTADO mas PREENCHIDO, o que, parecendo o contrário, quer dizer alguma coisa...
             Ando a pensar se não devo começar a minha contribuição para pagar a dívida nacional, poupando na taxa deste canal.

                                                     A FESTA E OS HERÓIS










            

sábado, maio 07, 2011

LÁ, COMO CÁ, MIL CHORÕES HÁ.

       
                Bom, esta é para consolar os adeptos do proclamado homólogo português dos madrilistas de Chamartin. Até que não ficavam nada mal se, em vez de brancas, fossem vermelhas as camisolas.
(Desculpa, João, o atrevimento...)


O NOVO SÍMBOLO DO CLUBE DA DONA VICTÓRIA.

http://2.bp.blogspot.com/_9RS5MCWlr9U/SxO3A3GR4vI/AAAAAAAAAaA/tRUacUzKnog/s1600/Elefantes-En-Zambia.jpg
         Eu não garanto a veracidade do que andam para aí a dizer, mas apesar disso, quero divulgar a novidade que passa em surdina num boca-a-boca cúmplice e de gozo malandreco, e confiar na capacidade de discernimento de cada um de vós para acreditar, ou não, naquilo que se lê ou ouve. Assim como assim, a ser mentira, quem é que hoje em dia não está já suficientemente de olho vivo nos bem-falantes (farsantes?) vendedores da "banha-da-cobra", de camaleões e vira-casacas despudorados e oportunistas, a contar, lacrimosos ou de ar circunspecto e voz de registo solene, o esfarrapado de uso "conto do vigário".

           Então, aí vai. 

           Lá para as bandas do Jardim Zoológico da que já foi a "capital do Império" e é, actualmente, o império do capital FMI, uma agremiação desportiva que ostenta no seu símbolo uma espécie avícola predadora, em desespero da sua falta de produtividade e óbvios sinais de senil decrepitude, se preparara para, em seu lugar, introduzir no cimo da roda da bicicleta e da facha do "et pluribus unum", um paquiderme de algumas toneladas de peso; é claro que, num clube de tantas e tão surpreendentes megalomanias e tiques de fidalguias subsídio-dependentes, não poderia ser um qualquer.
           Convocado de urgência o conselho de sábios a que pertencem muitos paineleiros e afins, infiltrados em tudo quanto é comunicação social, inclusive o pragal, delgado, cervans, reco-reco, fedorento pereira ricardo, gosma da silva, vasconcelos-cine e ...fico-me por aqui, caso contrário não almoço hoje, e acordaram, por UNANIMIDADE, sim, sim, por UNANIMIDADE, é bom repetir, que o mastodonte seria o ELEFANTE. E  porquê?, perguntareis: ora, é GRANDE, TEM ORELHAS ENORMES E ANDA SEMPRE DE TROMBA! E, em vez de necrófago voador adora pastar numa relvinha verde e bem regada, mesmo às escuras....

Ai, Jesus.

        

quinta-feira, maio 05, 2011

PORTO-BRAGA, A FINAL (MAIS) DESEJADA.


FC Porto atinge terceira final desde 2000

                                 LIGA EUROPA:


            Em Villarreal (Espanha):


           Villarreal, 3 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2
                                (Golos de Hulk e Falcao)

           No Estádio El Madrigal, em Villarreal, o Futebol Clube do Porto carimbou o seu acesso a nova final Europeia ao eliminar, no conjunto das duas mãos, a equipa espanhola pelo secore de 4-7. Depois de aos 17' da primeira parte ter sofrido o primeiro golo (ficando algumas dúvidas sobre a legalidade da jogada em função da posição do marcador no início do lance), os Dragões lograram empatar a partida aos 39,2' num remate de Hulk desviado por um defesa do Villarreal o qual alterou a trajectória da bola, traindo o seu guarda-redes. Em cima do intervalo, Hulk, depois de se ter isolado e tendo apenas pela frente o guarda-redes espanhol, não aproveitou a sua melhor oportunidade em toda a partida e chutou contra ele.

          Aos 47' da segunda parte Falcao, a passe de Guarin numa jogada de contra-ataque espectacular, geometricamente traçada entre os defesas locais. com toda a serenidade colocou o FC Porto à frente, colocando o resultado em 1-2. O "submarino amarelo" chegou ao empate (2-2), na sequência de um pontapé de canto mal rechaçado pela nossa defesa e, com muitos jogadores da equipa contrária dentro da pequena área de Helton, a bola chegou a seu marcador que, sem oposição, fuzilou a baliza. Aos 79' foi Otamendi que terá feito falta para penalti que o magnífico Rossi, numa paradinha, transformou no terceiro e na vitória, merecida, do Villarreal.

          O Futebol Clube do Porto não defrontou uma equipa qualquer (esta foi, sem qualquer dúvida, a melhor que tivemos de ultrapassar nesta prova) e é justo dizer que o Villarreal, criou oportunidades em número suficiente para, com mais eficácia na conclusão, ter posto em risco a nossa ida à final. Esperava, devo dizê-lo. uma reacção forte na primeira meia hora da partida por parte dos locais, mas sempre pensei que o FC Porto resistisse com tranquilidade ao ímpeto dos espanhóis; e se, em termos práticos isso foi conseguido, graças à categoria de Helton e com alguma felicidade à mistura, tive a sensação de que os Dragões andaram demasiado tempo confundidos (e perdidos) na teia do jogo adversário, perdia a bola com facilidade impressionante e só por duas ou três ocasiões logrou ultrapassar a defesa da casa.
           Fosse por desgaste da primeira parte dos espanhóis ou pelo segundo golo por eles sofrido, no período complementar o FC Porto melhorou em termos colectivos e o jogo passou a estar mais equilibrado. Guarin e Fernando, passaram a recuperar mais bola e a equipa passou a jogar mais no meio campo espanhol, ao contrário do primeiro período de jogo que me pareceu muito recuada. Jámes Rodriguez, que substituiu Cristián Rodriguez ainda na primeira parte, a jogar mais no  miolo, criou lances de rotura e elevou o grau de dificuldade em anular os seus passes venenosos. E Rúben Micael, que foi substituir Moutinho, bem como Souza, que entretanto substituíra Fernando (lesionado numa entrada a roçar a violência de um espanhol que deveria merecer vermelho directo), entrando bem no jogo, contribuiriam para estabilização do jogo da equipa e nunca mais a eliminatória deixou de estar em dúvida, se é que alguma vez isso aconteceu.

           Melhor pois o resultado do que a exibição, mesmo que uma derrota nunca possa deixar alguém satisfeito. O objectivo era Dublin e, esse direito é nosso, com merecimento e justiça no cômputo dos dois jogos.

           Helton foi a figura maior de equipa e a ele ficará a dever-se, porventura, o não ter estado em risco a passagem deste enorme obstáculo. Eu quase diria que a defesa não terá estado bem, mas não me atrevo pois defrontar jogadores desta classe, designadamente, Nilmar e Rossi, não é tarefa para qualquer. No meio, destaco Guarin e Fernando, ambos depois do sufoco da primeira parte. Hulk, alternou o bom com o menos bom, marcou e lutou com muito empenho. Falcao, como sempre, até no "assinar" do ponto elevando para DEZASSEIS (!) os golos até agora marcados e vai ser o primeiro nesta competição, DE SEMPRE!

          Vamos estar em Dublin com o sensacional Sporting de Braga, de Domingos Paciência, para a final que todos queríamos. Não que isso signifique que a nossa vitória será fácil. É bom começar já a pensar que os bracarense foram, sem margem para discussão, equipa que teve de defrontar as formações mais credenciadas desta competição, como o Liverpool, Arsenal e Dínamo de Kíev, e estarão numa final para eles histórica e que muito trabalharam para ter essa alegria.

          Como minhoto, é um orgulho ter como adversário na final inédita da Irlanda, o Sporting Clube de Braga. Como portista, não posso desejar que o meu clube do coração não seja o vencedor. Todavia, se os bracarenses se superiorizarem e foram capazes de ganhar a Taça, pela palavra de Dragão garanto que não vou ficar com ressentimentos. Fosse outro o adversário....

Domingos Paciência festeja a passagem à final da Liga Europa, após vitória sobre o Benfica por 1-0
        

domingo, maio 01, 2011

SERENO & TRANQUILOS - UM BANCO CREDÍVEL.

        LIGA ZONSAGRES

            
             Estádio do Bonfim, em Setúbal,
        
             Vitória de Setúbal, 0 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 4


            
              GOLOS: 0-1, 15' Valdomiro, p.b.;  0-2, aos 45+1', Otamendi, concluindo de cabeça um centro bem medido de Jámes Rodriguez; 0-3, aos 56', numa jogada iniciada por Guarin, que serviu Jámes na esquerda, com este a levantar a cabeça e cruzar rasteiro e tenso para Valter concluir com força e colocação. O melhor golo, mesmo que o 0-4, de Varela, aos 90+2', merece elogios pela execução do marcador.

              A respirar saúde mental e física o Futebol Clube do Porto foi a Setúbal tornar fácil o que, eventualmente, poderia ser difícil atenta a situação na tabela da equipa sadina e a necessidade de somar pontos que ponham a equipa do Sado a salvo de uma despromoção. Azar o deles porque, desde o pontapé de saída, o Futebol Clube do Porto mostrou logo ao que vinha, adquirindo o comando do jogo para não mais o largar até apito final.

             Jogando praticamente com três centrais, muitas vezes até com apenas dois pois tanto Álvaro Pereira, na esquerda, como Sereno, na direita jogavam quase sempre como se fossem avançados, mantendo sempre as suas linhas muito juntas e uma pressão constante sobre os jogadores locais quando estes intentavam iniciar o seu jogo de ataque, os nossos jogadores criavam ondas sucessivas de ataques, dificilmente anulados pelos confundidos defesas sadinos claramente atarantados pelas movimentações portistas, a jogar a toda a largura do relvado metendo muitos jogadores na área e criar pânico através das entradas de Álvaro e dos seus centros milimetricamente executados.

            Foi num daqueles centros que Valdomiro, acossado por Valter na sua peugada, desviou a bola para a baliza e fez o serviço pelo Maciço. Sem abrandar o ritmo e a entrega, o caudal ofensivo mantinha-se e, atrás, Maicon, Otamendi e Sereno, ora defendiam ora atacavam, dando a confiança necessária à linha média para recuperar a bola e, em sucessivas trocas de posição, obrigar os locais a andar à procura da bola, todavia sem, sucesso. O Porto mandava a seu belo prazer, tranquilo,.operário e solidário, com o senão da falta de um maior eficácia e discernimento na conclusão das situações que criava.

          O 0-2 chegou já em cima do intervalo, num entrada fulgurante de Otamenti, a cabecear de cima para baixo como mandam os cânones, sem  hipótese de defesa.

          O 0-3, resulta de um excelente momento de futebol dos que a equipa de André Villas-Boas mais gosta e faz muito bem: Guarin, (já ninguém tem dúvidas sobre a sua classe), mete para o Jámes na esquerda e o "miúdo", levantando a cabeça envia a bola com ordem de entrega ao domicílio, isto é, ao encontro de Valter para este, a régua e esquadro, num pontapé fulminante, concluir um bonito golo.

          Varela, que entretanto, tinha entrado no jogo, num bailado curto no meio de um molhe de adversários, atira para o 0-4 final, numa execução perfeita da perna esquerda.

          Muito bom plano para os jogadores que estiveram esta noite no Bonfim, onde o Futebol Clube do Porto não perde há perto de trinta anos. Souza, Rúben Micael, Sereno, Maicon, Jámes Rodriguez, muito bem. Valter, a minha coqueluche, demasiado sôfrego na primeira parte que prejudicou o seu rendimento útil esteve muito bem na segunda, com mais espaço e, agora,  melhor servido. Mariano, é bom companheiro e, como é Villas-Boas que decide, eu aprovo.

          Apesar de tudo o meu destaque vai para BETO. E não é "apenas" pela estupenda defesa do penalti que o Maciço "bacoco" cometeu. Esteve impecável entre os postes e fora deles, colocou sempre muito bem a bola com a mão, redonda, para início dos contra-ataques e incentivou e orientou os colegas da frente. Excelente. Quanto a Kieszek, quase borrava a oportunidade que lhe foi concedida de ser campeão, estando a ponto de cometer uma fífia idêntica à que nos afastou da Taça da Liga.


         Esta outra equipa que o André pôs a jogar não teve o brilho das estrelas de outras noites. Mas foi, toda ela, uma bonita constelação onde brilham algumas que hão-de brilhar num futuro próximo.

         Alguns árbitros têm a virtude de não complicar o que não deve ser complicado. Tal qual, como fez hoje Rui Costa.
   
         Ahora, España, ombre! Olé!