sexta-feira, setembro 30, 2011

DRAGÃO, SEMPRE!

            É claro que devo poupar os meus amáveis visitantes às razões de natureza pessoal que têm limitado a produção de intervenções mais frequentes neste blogue, tanto mais que não faltam, neste momento, assuntos bastantes e suficientemente interessantes para abordar. Se, no que respeita à saúde não tenho precisado de usar mais do que o tempo ajustado às situações normais no grupo etário em que me situo, todo o demais tempo do dia madrugador de que disponho me parece sempre escasso para terminar o mais que desejaria concluir, mesmo que o que faço seja mais por prazer (e até dever) de que por obrigação.

             
            Achei que deveria esclarecer quem porventura pretendesse relacionar o meu silêncio com o momento menos resplandecente do meu clube eterno, o grandioso Futebol Clube do Porto, e, em consequência, me tivesse refugiado estrategicamente numa retaguarda cobarde à espera de melhor oportunidade para aparecer. Muito enganado está quem assim pensou, pois, quem me conhece, sabe muito bem que é nos momentos menos felizes que faço questão de mostrar o que valho como portista crente e intemerato.

             Não é só por ser o gasóleo menos caro do que a gasolina que faço mais uso da carrinha branca com os Dragões e as listas azuis verticais no capot do que o ligeiro discreto e descaracterizado que só uso quando é necessário.

             Podem estar seguros de que não me incomodam as constantes referências aos três jogos que levámos sem vencer, à relevância dada "à reunião de emergência no aeroporto" dos dirigentes, capitães de  equipa e técnicos, à ausência "estratégica e misteriosa" de Pinto da Costa na Rússia, aos "erros" de Vítor Pereira, à "falha de contratação de vários pontas de lança", ao deficit físico e psíquico que de um momento para o outro se instalou na equipa, et voilá, o "desnorte" que se apossou do campeão nacional.

             Muito menos as referências bombásticas e os encómios de deslumbramento que enchem, como sempre aliás, os pasquins da corte alfacinha aos "retumbantes sucessos" dos clubes da segunda circular, para alimentar os rebanhos da fome crónica de que padecem.

              Já vencemos o único torneio oficial que nesta época se realizou, vamos à frente no campeonato maior invictos, continuámos com todas as possibilidades de conseguir a qualificação para a última fase na Liga dos Campeões, e estamos preparados para nos batermos nas outras provas nacionais que vão ainda acontecer.

               Para além de burros têm memória curta. Há muito que deveriam saber o que é ser FUTEBOL CLUBE DO PORTO, quem são os seus dirigentes, o que vale a sua massa adepta, o que é a organização do mundo do Dragão, de que raça são feitos os nortenhos.

             Tenho firme convicção de que a situação interna está eficientemente identificada e qualquer que seja o problema (sempre existem quando o exército é enorme e está habituado ao sucesso), já tem solução encontrada. A equipa técnica é competente, tem todos os dados disponíveis para serem tomadas as decisões ajustadas e os resultados vão aparecer, em breve, superando-se este lapso fortuito na carreira de sucesso que nenhum outro clube, dentro e até além fronteiras, tem vindo a fazer nestas décadas de liberdade.

           

quarta-feira, setembro 28, 2011

ZÉNITE INATINGÍVEL.

     
      LIGA DOS CAMPEÕES.


            São Petersburgo, Rússia:


                          F.C. Zénit, 3- FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 1

            Fraca de mais para poder ser desculpada a exibição do Futebol Clube do Porto no Estádio Petrovsky, em São Petesburgo, contra o F. C. Zénit, de Danny e Bruno Alves, que veio confirmar de forma categórica o deficiente momento de forma individual e colectivo da equipa campeã nacional.

            Mesmo nos primeiros quarenta e cinco minutos em que os Dragões mantiveram o resultado equilibrado tendo, até, inaugurado o marcador por Jámes, aos 9,30', encostando junto ao poste um passe de Hulk, o FC Porto deu mostras inequívocas de poder controlar o excelente conjunto russo. Duas razões fui consolidando à medida que o jogo decorria que explicavam o mau desempenho colectivo: permitir que os jogadores locais chegassem sempre primeiro à bola e, quando da posse dela, praticar o passe lento, denunciado e errado em direcção ao adversário.

            Não faltará quem tenha visto na expulsão do "defesa" do FC Porto antes de Howard Webb mandar todos os outros para as cabines, a explicação do que considero ter sido uma das piores exibições do Futebol Clube do Porto no estrangeiro nestes últimos dois anos. Não vou por aí, porque já muitas outras vezes vi os Dragões honrarem as camisolas e vencerem os jogos sem um, ou, até, dois elementos em campo. Há, não tenho dúvidas sobre isso, razões mais recônditas que os responsáveis directos devem ter identificadas.

            Belluschi, foi dos que mais lutou e menos passes errou. Moutinho, esteve dentro do que se lhe conhece e cumpriu. Como Fernando e Rolando. Álvaro Pereira, joga ao ritmo de funcionário público, sem ofensa para os que não fazem jus ao epíteto. Jámes, não pode agradecer ao expulso o facto de não ter que jogar o período complementar da partida. Kléber, não saiu em ombros mas com um em mau estado e lá se foi nova oportunidade de brilhar. Há, ainda, Varela e Hulk. Pois, devia haver, mas o Drogba da Caparica deve ter descoberto a dieta do Valter e, as pizzas, fazem barriga de velho amigo de sofá e o Incrível, nas chocantes condições físicas em que não joga, só mesmo para livres de bola...parada e...reclamar até quando tem razão. De Helton e Defour (se não tivesse dado conta de que houve substituição dificilmente teria dado por ele), nada de especial a registar.

            Com Sapunaru com mais dias de baixa clínica de que um trabalhador assalariado a recibo verde de trabalho efectivo, o senhor Fucile tem sempre lugar na equipa, e o FC Porto tem que jogar sem ninguém que faça aquele lugar. Ou melhor: ter tem, só que quem mais ganha com isso é a equipa adversária. Francamente, não acredito que, com tantos clubes a disputar os campeonatos distritais não aja pelo menos um que saiba jogar a defesa direito!

             Este, não é um tempo de sorrir para os adeptos do MELHOR CLUBE PORTUGUÊS. Outros já vivemos no passado. Mas nunca nos deixamos abater. 

             Por isso, continuámos aqui. A vencer, desde 1893.


           

terça-feira, setembro 27, 2011

LIMPEZA NO "TRIO D'ATAQUE".

Júlio Machado Vaz conversa na RTPN | © DR
               JÚLIO MACHADO VAZ, o conhecido médico psiquiatra e sexólogo natural do Porto, vai participar no programa desportivo "Trio d'Ataque", da RTP, em representação do Sport Lisboa e Benfica e em substituição de António Pedro Vasconcelos.

               Júlio Machado Vaz é uma figura pública de grande prestígio social e político e um eminente especialista na área da psiquiatria e sexologia, sendo muito interventivo em programas de rádio e TV e crónicas nos jornais, cuja qualidade de desempenho muito aprecio, particularmente pela sua conversa fácil, agradável, sumarenta, e cheia de fino humor.

               Mesmo que não fosse para substituir um incipiente comentador como Pedro Vasconcelos, a entrada de um elemento da categoria de Júlio Machado Vaz, seria sempre um acrescento de qualidade e seriedade para o programa, já que não vejo o prestigiado e ilustre psiquiatra como um moço de recados subserviente a fazer de "voz do dono", e a dar ao rabo pelo osso que ganhou pela missão que lhe coube desempenhar.


               Será, provavelmente, prematuro tirar ilações sobre alguns sinais de mudança que me parece estarem a verificar-se lá para as bandas do Colombo, seja pelo "apagamento" das luzes da ribalta que incidiam sobre Rui Costa, a contenção verbal de Filipe Vieira e o "armistício" na deslocação ao "perigoso recinto do Dragão" na última semana. Veremos o que poderá vir a acontecer no tempos próximos a um Rui Gomes da Silva, ou, até, a um Pragal Colaço, os conhecidos "incendiários" que ainda ficam por aí à solta...

              

segunda-feira, setembro 26, 2011

VAMOS Á RÚSSIA EM BUSCA DO ZÉNITE!


   
            Bruno Alves apareceu no momento certo a dar um tom mais desanuviado e optimista ao ambiente natural dos Olivais, contribuindo para que o plantel que tão bem conhece se liberte da carga negativa com origem nos dois últimos resultados, convidando os seus ex-companheiros a concentrarem-se na visita que lhe estão a fazer a S. Petersburgo, para defrontar o Zenit, na próxima quarta-feira em jogo que conta para a Liga dos Campeões.

            Também eu não alinho no pânico que terá provocado entre os simpatizantes do Futebol Clube do Porto o improvável empate cedido no Dragão, um manjar oferecido de mão beijada a um concorrente que nem uma sopa de cardos lhe deveria ser servida, quanto mais a gentileza de ter sido prendado com o brinde com  que não contavam de ter escapado, no Dragão, à humilhação dos 5-0 da época passada.

            Habituados que estamos a levar tudo na frente, quando acontece uma distracção com um clubezeco como o Dona Victória (a um Feirense a gente perdoa) e, ainda para mais, no Dragão a malta "passa-se" e reage a quente "torto e feio". Também já fui assim, por isso, espero que a onda rebente, o mar encapelado volte a ser chão e o sorriso abra, outra vez, de orelha a orelha.

            Eu acredito que, na próxima quinta-feira, eu estou mesmo certo, que aqueles que estavam à espera de um pretexto para levantarem a voz contra Vítor Pereira, e, por envolvimento, do Presidente, criticando-o por não ter feito aquilo que eles próprios achavam melhor, vão meter "a viola no saco" porque não vão ter o clima da desgraça para cantarem o fado do "coitadinho" com a letra das desventuras próprias dos infortúnios sem fim que auguram para o futuro do clube do Dragão. Isto, porque, o Futebol Clube do Porto, como grande clube do futebol europeu, vai estar à altura do seu prestígio, fará jus ao respeito que lhe é dado quando está fora do país e vai escrever mais uma página de honra no longo palmarés de sucessos que preenchem a sua longa história, desde 1893.

- Lista dos 19 convocados:

Guarda-redes: Helton e Bracali.
Defesas: Álvaro Pereira, Maicon, Fucile, Rolando, Mangala e Otamendi.
Médios: Belluschi, João Moutinho, Souza, Fernando e Defour.
Avançados: Cristian Rodríguez, Kléber, Hulk, Varela, James Rodriguez e Djalma.

             Com as mesma certeza com que jogo no totoloto, a minha aposta na linha inicial escolhida por Vítor Pereira será a seguinte: Helton. Fucile, Maicon, Otamendi e Álvaro Pereira; João Messinho, Fernando e Defour; Hulk, Kléber e Jámes Rodriguez.

             Não arrisco? Pudera, se der para o torto (e não vai dar) ninguém vai dizer que eu só invento.


           

          

sábado, setembro 24, 2011

OS TOUROS SÓ VÊEM VERMELHO.


     Esta noite, no Estádio Mais Belo da Europa

            FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2 - slb, 2
            (Kléber e Otamendi)                           (Cardozo e Gaitan)

            Vítor Pereira não entendeu o baixo rendimento da equipa do FC Porto, na segunda parte, e eu. obviamente, também não porque eu sou apenas um adepto, fervoroso sem dúvida, mas de bola só percebo o que vejo. E pela forma como os Dragões se exibiram após o regresso do intervalo eu não pude deixar de recordar o filme do jogo contra o Feirense, tendo visto apenas diferença nos golo que no Dragão aconteceram.

            Anotei a estatística dos primeiros quarenta e cinco minutos e os Dragões atacaram 22 vezes contra 14 dos encarnados, fizeram 12 remates e o adversário um, sendo a bola dos nossos jogadores em 56%; no final do jogo, os ataques portistas foram 36 contra 26, os remates 16 versus 6, cantos 8x2 e faltas 9 contra e 21 a favor; beneficiamos de 8 cantos e sofremos 2.

            Vejamos, então, onde poderá ter estado o colapso azul-e-branco depois do descanso. A apatia com que foi abordado o lance do golo do primeiro empate? A passividade evidenciada e na recuperação da bola e as insípidas tentativas de saída nas transições para o ataque? O apagão de Hulk? A anarquia das posições do meio campo e as oscilações de Fucile na defesa? Varela quase inconsequente no jogo? Ou terá sido por força da melhoria do opositor?

            Certo, foi o descontrolo, a frouxidão na busca do golo da tranquilidade a permissividade na concessão de espaços que facilitaram os contra ataques ensaiados por Jesus contra o "Naite" de Fergunson na Luz Lissabon.

             Vítor Pereira sabe bem mais do que entendeu poder esclarecer. Não revelou o que ninguém pode saber fora do grupo de trabalho. Mas vou insistir na interrogativa: Kléber e Hulk estão na posse das melhores condições físicas? Todos os jogadores executam a mesma missão dentro da equipa onde rendem, normalmente mais?

              Quando terminou a primeira parte, disse para mim: o Porto já está nos carris de velocidade TGV. Infelizmente o comboio não arrancou da estação do balneário.

               Lá temos que coabitar no poleiro com a Dona Victória e, tudo leva a crer, arranjar espaço para o outro elemento necessário para constituir a "Troika" que vai liderar a competição. Já não bastava o primo dos 5 mil milhões da "cratera" da Ilha.

               Eu não deixaria de revelar o que penso sobre a actuação deste "esquiço" de árbitro de Rio Tinto, se o que teria para dizer não fosse tomado por ter ficado ressabiado com a alegria dos lampiões pelo empate com sabor a vitória obtido no belíssimo Dragão. Eu dava tudo, seria capaz de subir o Everest, atravessar a nado o canal da Mancha, se pudesse estar ao lado deste Jorge a rever o filme do jogo e poder dizer-lhe no fim, cara a cara, olhos nos olhos, que só lhe faltam os chifres e o rabo para ser igual aos touros que tanto apreciam o vermelho.


          

quinta-feira, setembro 22, 2011

NEM CAI O CARMO NEM A TRINDADE.




             Quase caiu o Carmo e a Trindade pelo empate cedido em Aveiro pelo Futebol Clube do Porto contra o Feirense , uma equipa vinda do escalão secundário e que nem sequer  tinha vencido a prova, pois fora apenas segundo da classificação final.

             Os jogadores, menos que Vítor Pereira, viram cair sobre eles um vendaval  de acusações e críticas  condenatórios e de todos os lados, umas mais previsíveis que outras, desancando à compita bordoada de "criar bicho", indiscriminadamente. Nada de surpreendente: as vitórias provocam elogios fáceis, palmadinhas nas costas, foguetes e aplausos até doerem as mãos; ESTAS são as ocasiões em que os "ratos" que vivem na toca roendo as raízes do despeito, ruminando o esterco que têm no estômago e lhes provoca a azia dos êxitos que não são deles e só vêm  à luz do dia nos momentos em que pensam ter razões suficientes para denegrir e apoucar.

             A equipa campeã nacional neste jogo não esteve à altura das aspirações dos adeptos e , porque o resultado da exibição foi um empate quando a vitória era indiscutível, Vítor Pereira, também não terá estado bem. Isto foi o que todos vimos. Mas ninguém, a não ser quem tem que fazer e decidir, conhece o que está para além do que todos vemos ou pensamos ter visto.

             Uma das várias críticas feitas a Vítor Pereira, tem a ver com as alterações introduzidas na formação habitual da equipa. O treinador do Futebol Clube do Porto fez o que usualmente fazem os grandes treinadores quando querem resguardar os seu melhores jogadores para os jogos que vão disputar a seguir e lhes interessa vencer. Sir Alex Fergunson, fez o mesmo quando se deslocou à Luz em véspera do jogo que queria ganhar contra o Chelsea, no fim de semana seguinte: tendo estudado devidamente a equipa de Jesus, chegou à conclusão de que, para obter um resultado positivo em Lissabon, bem poderia poupar meia equipa. Até o empate lhe ser viu: à volta, cá te espero.

             Um  empate à quinta jornada não tem nada de extraordinário. Aceito que é pior perder pontos nestes jogos do que com os mais cotados pretendentes ao título. Mas, atente-se nos últimos resultados do FC Barcelona, campeão europeu e de Espanha e do "invencível" Real Madrid do "melhor treinador do mundo" José Mourinho: há dois jogos que nenhum dos dois ganha e as exibições, tanto dos catalães como dos madrilistas foram, para não ser cruel, decepcionantes, tendo defrontado, com a excepção de ontem a noite do Real Madrid que jogou em Valência, equipas de muito menor valia.

              Muitas vezes se criticam os guarda-redes pelos falhanços que dão frangos e perdoam-se golos feitos aos avançados que, a serem convertidos, evitariam os resultados menos bons das suas equipas. Ontem, assistindo pela TV ao encontro de Valência, vi Soldado a salvar um golo na baliza de Vítor Valdez, seu adversário, desviando a bola para a linha de fundo, quando se encontrava a um metro da linha e sem ninguém na sua frente. Mesmo Messi, o fenómeno, tendo-se isolado e ficado apenas com o guarda-redes pela frente não fez melhor do que ter batido contra ele. Noutro jogo de ontem à noite, o Chelsea, a joga em Stamford Bridge contra o Fuhlan, para a Taça da Liga inglesa, não foi eliminado no último penalti da série que decorreu após o prolongamento (1-1), porque a bola bateu DUAS VEZES na trave e não entrou.

               Jámes Rodriguez é quase um debutante no futebol e faz do seu virtuosismo a arma da sua superioridade para se suplantar aos seu adversários. Pelo que leio e muitas vezes ouço dizer, os jogadores desta estirpe e com estas características devem ter uma atenção especial, ou deveria até escrever protecção, por parte do árbitros, porque são eles quem verdadeiramente dão beleza e arte ao futebol. Mas, como há muito sustento, o árbitro deveria comportar-se como um juiz e sentenciar sem que abjurasse do cumprimento da lei, o que não aconteceu em Aveiro, a um escasso minuto do fim da partida e num clima de grande tensão

            . Um gesto impulsivo e claramente inofensivo o "agressor", foi objecto de uma punição radical como é a da expulsão de um atleta do jogo em que estava a participar e no seguinte. 

              Nós conhecemos a subjectividade do julgamento das faltas que acontecem no decorrer dos jogos, mas também, quem segue com alguma atenção alguns praticantes, aqueles que usam e abusam da pusilanimidade de alguns árbitros que permitem verdadeiras barbaridades aos profissionais do uso do cotovelo, das entradas aos tornozelos, aos dedos nos olhos, aos "pisões"  aos takles assassinos que beneficiam, impropriamente, da tal protecção que é devida a quem sabe e quer jogar apenas à bola.

               Vamos estar atento ao que virá a seguir....

domingo, setembro 18, 2011

PONTO...MORTO.


Feirense trava FC Porto (0-0)

                                                              PRIMEIRA LIGA
.
              Estádio Municipal de Aveiro, 2011.09.18:


              Feirense, 0 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 0

              Com alguma fortuna, o Futebol Clube do Porto não regressou de Aveiro onde jogou contra o Feirense na 5ª jornada da Liga, sofrendo um desaire inesperado e, sem dúvida, decepcionante. Antevendo-se que o encontro contra a formação de Vila da Feira poderia não ser de todo fácil, a equipa campeã nacional parece não ter encarado o jogo com os cautelas necessárias, só acordando para a realidade que se passava no relvado a escassos minutos do seu termo. Com alguma dose de fortuna para as nossas cores e uma execução menos feliz de jogadores do Feirense, obstaram que não resultassem em golo na baliza de Helton algumas jogadas de contra-ataque as quais, se tivessem sido concretizadas, nenhumas hipóteses deixariam de recuperação do resultado.



          

sábado, setembro 17, 2011

NEM PELÉ, NEM MARADONA: MESSI! MESSI! MESSI!

    

              "Consuma o que é nacional" e eu fui até à Choupana, na Ilha da Madeira, enquanto não preciso de "Visto", através da transmissão da SportTV1 do jogo que lá se realizaria entre o Nacional e o Paços de Ferreira, a contar para a Liga.

Pep Guardiola:  

Pepe Guardiola, treinador de MESSI.

            Não sei explicar porque é que ao fim de escassos minutos após o início do jogo, o polegar direito estava em cima do 2 e a seguir do 1, e no ecrã do canal 21 decorria um jogo de futebol em Camp Nou, entre o Barcelona e o Osassuna, ou melhor, entre os jogadores culé, e já vou explicar porquê. Não havendo mais do que uma bola para jogar, os jogadores do Barça trocavam-na, sucessivamente, entre si, a toda a largura e comprimento do relvado, imitando a equipa o movimento da concertina, tão ávaros da sua posse que, ao passar a meia hora, já tinham OITENTA E CINCO por cento de entretenimento e desfrute do mágico "balon", para, no fim dos 91', terminar em 83%!!!.

            Está, pois, explicado para quem não viu, o resultado de 8-0 (!) no final do encontro, não tendo praticamente havido remates ao lado, porque os que não entraram na baliza do Osassuna esbarraram na trave. E, foram ao todo três, salvo erro ou omissão.

            MESSI, acrescentou três à conta pessoal, deu dois aos colegas, esteve em todas as acções ofensivas da equipa, driblou, fintou, adornou, caprichou, inventou jogadas para si e para os companheiros. Daniel Alves, David Villa, Xavi, Xábregas, Poyol, Piquet, à vez, tabelavam, executavam, massacravam, confundiam os desorientados opositores. MESSI, esse, fazia a maior estrela da galáxia da cidade condal.

            Desde há tempos que a minha opção por PELÉ para melhor jogador de todos os tempos estava a ficar abalada, subjugado à arte, magia e extrema simplicidade do divinal argentino.

            Hoje, com menos esforço do que pensava para deixar cair um ídolo já velho de anos, coloco no primeiro lugar do podium de MELHOR JOGADOR DE SEMPRE,


            LEONEL M E S  S I !

           O treinador do Osassuna e o "pesadelo" chamado Pep Guardiola.

SEMANA DE EMOÇÕES E ALGUMAS ILUSÕES.

         
            Com o canto de um olho nos jornais e outro na TV e o pensamento dividido por estímulos vindos da vida quotidiana não resta muito espaço para uma abordagem pormenorizada dos vários acontecimentos ocorridos nesta semana e perspectivar o regresso da próxima jornada do campeonato nacional.

             Nas considerações que fiz sobre o jogo da última terça-feira no Dragão para a Liga dos Campeões, no qual vencemos o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, pelo resultado de 2-1, deixei mais ou menos explícita a justeza do triunfo portista e realcei o bom comportamento da equipa, colectiva e individualmente. Sem que se possa "embandeirar em arco", pelo que ficou demonstrado e pelo que é realisticamente previsível poder vir ainda a ser melhorado, o Futebol Clube do Porto dá garantias de que "está bem e recomenda-se".

             O clube que está na Liga por ter ficado em segundo lugar no campeonato da época anterior, empatou a uma bola com a equipa inglesa "Unaite", de Fergunson. Eu acredito que os 65 000 (incluindo os adeptos que se deslocaram da Inglaterra) espectadores que assistiram ao jogo na Catedral das Trevas, estavam à espera de ver o Manchester United que temos oportunidade de ver pela TV quando defronta grandes equipas, sejam inglesas ou não. Não foi, pois, sem algum desapontamento que vimos o escocês  Sir Alex apresentar em campo uma equipa de segundas e terceiras opções e, o que me pareceu evidente durante grande parte do tempo, ter autorizado aos seus jogadores a usarem um ritmo de veraneantes em férias no Allgarve. Poupança? Desvalorização do grau de valor do adversário a ponto de prescindir dos "sapadores especiais"?.

             Quem não deu conta de nada foi a "imprensa do regime", e os panegíricos da propaganda vermelha louvaram o feito que nem tivesse sido a conquista de outra "Taça Latrina". Jogar em casa contra o nome famoso de um baluarte do futebol europeu, à defesa, confiado em que sempre há-de surgir um golito saído do "pé cego" dum Tacuara cotoveleiro  num contra-ataque é coisa digna de festa na Rotunda do Prque Eduardo VII.

              Vocês repararam? 63 500 lampiões a tentarem transformar o árbitro alemão num Duarte Gomes de pacotilha? Fantástico!

               Intermitentemente, vi o Braga, Sporting e o "colchonero" Ramon García (Falcao era no FC Porto).

               Sem dúvida que o Sporting,de Jardim, foi muito melhor do que o de Domingos. Magnífica partida em Birminghan com uma vitória bem justa dos bracarenses, com destaque para as exibições de classe de todos os seus jogadores, com ênfase no "nosso" Hélder Barbosa, que obteve dois golos, a abrir (espectacular remate!) e a fechar (encerrando a conta) o jogo!. García marcou, à Falcao, e Diego, que também brilhou por cá, estreou-se na Liga e fez o 2-0 final de Madrid, com  Hugo Almeida, outro "homem da casa" a fazer tantos como aqueles dois juntos.
               

                Vamos ter pela frente, amanhã, o Feirense e há que entender a mensagem que Vìtor Pereira pretende passar. Todos os jogos são fáceis se as equipas fizerem o que sabem e podem para os tornar fáceis. As coisas decidem-se no campo e, se se não usam as diferenças teóricas são, de facto, onze contra onze, árbitro à parte. Ora, apesar dos fogaceiros virem do segundo escalão e ainda terem a garrafa do gás longe do fim, os jogadores do Futebol Clube do Porto e Vítor Pereira nunca nos convencerão a aceitar uma derrota, sejam quais forem os argumentos que invoquem. É jogo para ganhar e ponto final!

            

sexta-feira, setembro 16, 2011

"UNAIT", COM SABOR A PASTILHA ELÁSTICA.



Agradecido, Zé Luís,  (Portistas de Bancada). Não sabia onde tinha deixado, desde há dias, a vontade se sorrir...




         

quarta-feira, setembro 14, 2011

JAMES, FAZ DE MESSI NO TIKI-TAKA DA EQUIPA PORTISTA.


FC Porto vence Shakhtar Donetsk (2-1)

   LIGA DOS CAMPEÕES, 1º jogo, 13.07.2011


            Estádio do Dragão, Porto (Portugal),


            FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2 -  Shakthar Donesk (Ucrânia), 1

            TRÊS CENTENAS  DE JOGOS completou esta noite no Dragão o Futebol Clube do Porto na competição onde só os campeões deveriam ter lugar, um feito de que poucas equipas da Europa se podem orgulhar, período durante o qual a formação portuguesa nunca perdeu no seu estádio no início da prova.

            Ainda mal as luzes se tinham assendidoHulk tirava tinta a trave da baliza do Shakthar rematando no seu jeito aos 4,3', repetindo depois no poste um pontapé de grande penalidade cometida sobre James, impedido na desmarcação que ensaiava trocando a bola com o brasileiro, de nada servindo o voo para o lado contrário daquele por onde o esférico não entrou, ainda o relógio não tinha dez minutos no mostrador. Segui-se pouco depois (14',40) o lance do mau domínio de bola com as mãos do grande Helton e, com a mesma equivalência do lance do penalti não convertido, foi Luiz Adriano que ficou com o brinde.

            Passaram-se entretanto 15' de jogo sem um claro domínio dos da casa mas com dados de que, melhorando a eficácia, o êxito era possível. Num novo livre directo para Hulk, ele atirou para a Curva Norte. Com o Incrível vale a pena ter paciência e esperar que o bólide saia de culatra alinhado pela mira e com a dose de dinamite dum tiro de pedreira. Estávamos nos 27,30' quando a bomba estourou, à distância de uns generosos trinta metros fazendo tantos estragos que o inimigo começou a pensar na retirada, E o 1-1, iluminou o placar electrónico do Mais Belo Estádio da Europa.

           Descontado um breve período no seguimento do golo ucraniano em que o FC Porto pareceu incomodado, os campeões nacionais voltaram a mostrar ser equipa superior ao adversário e a vitória, com mais ou menos sobressaltos, acabaria por acontecer. Passando à frente de um derrube dentro da área dos visitantes a Hulk, James na direita e Álvaro na esquerda, apontavam quase sempre o bom caminho aos companheiros mas, até no firmamento, onde há biliões de estrelas, existem "buracos negros" e as bolas eram atraídas para o espaço da sua influência. E, a coisa não é só no ataque, porque nas bolas paradas para cima do Helton, não sei porque raio havia sempre um vermelho a cabecear sozinho...

           Ia a contenda nos 35' e por pouco não assistimos ao fim da carreira do João Messinho, quando sentiu o martelo do britador contra as canelas com ganas de lhas espatifar e, com a saída do ucraniano para os balneários sob a reprimenda de Mircea Lucescou, teve ainda mais sorte do que ir directo para Custóias. Se o FC Porto até ao momento da expulsão dava sinais da sua superioridade, ficava agora mais perto de chegar ao 2-1...

            ...que surgiu aos 51' pelos pés, cabeça, tronco e graça dos deuses do MELHOR EM CAMPO, que criou o bolo  adocicado que o Kleber (por onde tinha ele andado?) havia de saborear! E sobrou para os portugueses, até para os que assistiam à má fila, a alegria justificada da nação portista.

           Sai Fernando aos 60´ que já cumprira a missão cedendo o lugar ao Belluschi para dar início ao tiki-taka. Viu-se logo que o argentino não tinha vindo para o jogo para mostrar a camisola pois logo aos 65', acertou com um belo remate no guarda redes do Shakthar.
           Hulk parecia andar já desconcentrado há algum tempo e só dava encrenca. Para além da tendência que se viu em se sentar numa cadeira que o árbitro lhe recusa, driblava em tempo de remate, e rematava (mal) quando um companheiro reclamava atenção. Vítor Pereira estava a ver, mas optou por tirar Kleber pois estava com pressa em lhe agradecer a estreia a marcar na Chanpions e mandou o angolano para massacrar ainda mais as linhas defensivas ucranianas.

           Com os de Leste arrumadinhos atrás sem passar a linha do linha TMG do meio campo, entretidos a ver a gracinha que é o tal futebol "à la Pep Guardiola", quem se lixava era o Helton que num uma única oportunidade lhe era dada para limpar a nódoa do golo sofrido na primeira parte. Mas susto houve, porque numa borrada de um jogador do Porto, ia sendo aproveitada pelo adversário para chegar ao empate.
       
            Azar para quem gostaria de ver os últimos momentos do encontro a chupar tranquilamente o pau do gelado há muito derretido, o alemão dá novo amarelo a um jogador dos visitantes e reduz para 9 os adversários dos Dragões. Logicamente, deveria haver mais espaço para jogar. Não foi assim: oito à frente de um a defender, só mesmo uma broca poderia furar o muro.

            Naquele roda-roda de carrossel das Feiras Novas em Ponte de Lima, a cada volta lá vinha um tiro só que o efeito era o mesmo de um caçador a atirar a uma rola assustada. Uma, lá foi encostar à trave e foram três, esta noite.

            Não foi de "encher o olho" a exibição mas incontestável o mérito da vitória portista. É notório que o Futebol Clube do Porto vai a caminho de um nível elevado, precisando, acho que foi notório, rectificar as marcações em lances de bola parada e não permitir tanta liberdade aos adversários para saltarem sem oposição nos cruzamentos para cima da baliza. Fucile e Álvaro, este sobretudo, estiveram excelentes. Otamendi não deu muito nas vistas e terá sentido a falta de Rolando para "dar altura" à zona onde se move. Maicon, até podia hoje ter nota aceitável mas esteve prestes a abrir o alçapão que poderá vir a ser a sua desgraça se não arrepiar caminho a tempo.

            No miolo Fernando (que eu previ ser titular esta noite) e Steven Defour passaram despercebidos na primeira parte, porque o trabalho "de bastidores" só o encenador agradece. O belga, apareceu mais no período complementar mas quem mais sobressaiu foi, ainda, João Moutinho. Belluschi, muito bem, entrando num momento em que a partida tinha uma matriz perfeita para as suas características. Hulk, só a figura assusta e desequilibra seja que defesa for. Mas o Incrível, às vezes, comporta-se como um jogador de casino desbaratando ouro à toa na roleta do tesouro que possui. Ah, cabeça, cabeça...

            Djalma e Varela, justificaram a entrada pelos problemas acrescidos que colocaram à exausta defesa uncraniana.

            Ah. e o James Rodriguez? "Apenas" o MELHOR DO JOGO".

          




        

terça-feira, setembro 13, 2011

A CULPA, SEGUNDO RUI SANTOS.

Tempo Extra    
           RUI SANTOS é pago para opinar e ele opina que se farta. Fala de cátedra seja qual for o tema respeitante ao futebol com a mesma convicção que o levou a recolher assinaturas para entregar na Assembleia da República uma petição para que esta prescrevesse por decreto as suas preocupações domingueiras referentes à "moralização" da arbitragem portuguesa.

            Na última intervenção do tempo extra da estação da TV que o abriga e lhe garante o salário para as gravatas e produto para o cabelo, Santos perorou que se fartou sobre o (mau) trabalho dos árbitros e, entre outras aleivosias que proferiu sobre o assunto acabou por atribuir toda a culpa à classe dos dirigentes dos clubes. Claro que, como é hábito na maioria dos comentadores da sua categoria, manteve-se na retranca e distribuiu as despesas da culpa pela aldeia, engrossando a voz sobretudo aos "velhos".

            Quem não tem qualquer culpa no cartório é o Rui Santos, o justo. Nem o Guerra, o Delgado, o Manha e o Manhã. ABorla e o Rascord. O Dia Seguinte, o Prolongamento, o Vasconcelos, o Seabra e o Barroso. Nem, eu juro, Gomes da Silva, o mais extrORDINÁRIO bombeiro-incendiário que é pago para atear incêndios, nem o jornalismo que protege, louva, promove, incentiva, desculpa as arbitragens encomendadas e os árbitros que as vendem, os treinadores que treinam os seus jogadores a fazer "faltas inteligentes" sabendo que o roubo que delas resulta tem receptador condescendente e agradecido.

             Renove-se, pois então, essa cambada que permite existirem clubes a fazer estádios, formação de academias, equipas de futebol que geram trabalho, dignificam o país e, alguns deles com peso significante na economia do Estado. Não se toque porém nas "vacas sagradas", para que, com os dejectos que produzem, continuem a rebolar-se à vontade no chiqueiro onde chafurdam a cumprir a sua "santa cruzada".

           

sábado, setembro 10, 2011

A SÉTIMA MARAVILHA DA GASTRONOMIA DRAGONIANA.



                    Saber copiar também tem mérito e não é para qualquer um. Só quem possuir talento igual ou superior ao autor do original estará à altura de igualar, ou mesmo superar, a obra copiada de forma a torná-las indistintas.

                    Pepe Guardiola criou na sua fabulosa equipa um estilo de jogo que começa a ser conhecido por "tiki-taka", querendo relacioná-lo com a cadência dum relógio de sala,  tic-tac, tic-tac-tic -tac, com a sucessiva troca de bola entre os seus jogadores de que é o seu melhor intérprete o duende chamado Messi.

                    Vítor Pereira é obcecado pelo estilo do treinador da actual melhor equipa do mundo e isso está patente no figurino que vem implantado na equipa do Futebol Clube do Porto, aproveitando-se naturalmente da superior valia técnica individual dos seus jogadores, com enfoque saliente em James, Hulk, Belluschi e Moutinho, como ficou comprovado na partida ontem disputada no Estádio Mais Belo da Europa, e está registado no vídeo acima.

                     Nada menos de cinco jogadores intervieram neste tiki-taka a pedir desenho de Siza ou mesmo de Paula Rego, onde ficasse registado não apenas a leveza e a elegância do gesto mas a música melodiosamente suave criada pelo génio do prodígio sul-americano, Jámes Rodriguez.

sexta-feira, setembro 09, 2011

VALE OURO O "MENINO" JAMES.



FC Porto vence V. Setúbal no Dragão (3-0)

                    LIGA ZON SAGRES

Estádio Mais Belo da Europa, esta noite:
       
            FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 3 - Vítória de Setúbal, 0

            O Futebol Clube do Porto reforçou a liderança na Liga, ao obter a quarta vitória consecutiva à 4ª jornada,  estando agora a cinco pontos dos seus concorrentes mais próximos. 

            Numa partida cujo resultado apenas foi construído na segunda parte, os campeões nacionais foram inquestionavelmente a melhor equipa no relvado e, o resultado só em parte corresponde à superioridade que se verificou em toda a partida, mais evidente a partir dos 25' minutos iniciais, período em que a bola circulou quase sempre no meio do rectângulo de jogo.


            Embora se não possa considerar que os Dragões fizeram uma grande primeira parte, o 0-0 que se verificava ao fim dos 45' era bastante lisonjeiro para os sadinos, que viram a bola ir bater nos ferros da baliza de Diego em três lances, um dos quais num remate de Kleber num gesto de grande estilo.

            João Moutinho entrou no jogo no início da segunda parte em substituição de Souza e o rendimento de Cristián Rodriguez subiu em flecha, passando a partir daí o jogo a ter um único sentido, sucedendo-se os lances de perigo e o golo era, apenas, um vírgula que faltava na mensagem que as jogadas previam. Foi João Messsinho a violar Diego, num belo remate de 25´bastante, forte e colocadíssimo, que entrou junto à base do poste do excelente Diego, sem hipótese de defesa.

            Em vantagem o FC Porto manteve o seu pendor atacante mas foi o Setúbal a ter oportunidade de empatar a partida numa sucessão de faltas mal assinaladas contra os locais, de que resultaram três minutos de algum sufoco para a nossa baliza, tendo Helton evitado o pior, negando o golo ao Vitória na única oportunidade de que desfrutaram em toda a partida.

            Entretanto, Vítor Pereira fez sair Kleber entrando para o seu lugar Hulk que, cerca dos 75´proporcionou ao prodígio colombiano, James Rodrigues, o golo mais bonito da noite, ao controlar o passe de calcanhar do Incrível, dentro da área, na sequência de uma jogada em que o esférico passou, sucessivamente e em progressão, por cinco elementos da nossa equipa, escolhendo com precisão e fria serenidade o local onde quis colocar a bola.

           Já depois de ter entrado Djalma para o lugar do esgotado Cristian Rodriguez, foi Belluschi que fixou a marca final, com um remate da sua lavra fazendo a bola seguir o caminho que Moutinho, antes, lhe ensinara.


           Vítor Pereira surpreendeu com as alterações que tomou em relação ao jogo como o Leiria, voltando a preferir Souza a Fernando e, não sem surpresa quase geral, dando a titularidade pela primeira vez a Defour. Moutinho e Hullk estiveram no banco estrategicamente, entrando a tempo de poderem apresentar as suas credenciais.

            A exibição do Futebol Clube do Porto, sem ser deslumbrante e não isenta de alguns momentos menos aceitáveis em que os jogadores não acertavam com as suas posições e se chegaram a estorvar na disputa da bola, mostrou, porém, estar no caminho que Vítor Pereira vem prometendo. Ultrapassado que está o período conturbado das transferências e os jogos das equipas nacionais a que pertencem ONZE internacionais do plantel, o treinador do Futebol Clube do Porto tem, neste momento, todo plantel à sua disposição para por em prática as suas concessões de treino.

            Desde Helton a Djalma, não encontro razões de peso para censurar o desempenho dos jogadores, mas confesso que, de novo Maicon pareceu ir cometer o dislate da sua marca. É isso: quando ele intervém eu tremo à espera da abébia que ele gosta de repetir em cada jogo que entra. Desta vez, não me decepcionou mas também pouco fez para merecer total confiança.

            Se James joga a bola com o enlevo dum menino a brincar com um berlinde, tem a inteligência e a precisão dum cientista de nanotecnologia. O miúdo joga como se estivesse de playstion na mão, circula como num jardim uma criança na perseguição de uma bola e executa como um predestinado dirigente de uma orquestra famosa. VALE OURO O "MENINO" JAMES!

            Mas que grande surpresa Mr. Stefen Defour! Que pulmão, que entrega, que conhecimento do sentido colectivo da equipa! Um sistema no conjunto de sistemas que formam a equipa do futebol Clube do Porto! É um jogador que qualquer treinador não dispensa ter no seu plantel.

       DEFOUR fez uma magnífica exibição.

            Marco Ferreira é pequeno demais para este escalão. Antes doutra coisa, que alguém lhe ensine o que quer dizer TER CRITÉRIO, pois foi coisa que ele mostrou à saciedade não fazer a mínima ideia do que isso seja.
            36 511 Dragões de bancada a uma sexta-feira a aplaudir a equipa é notável. O que seria se fossemos um grande clube...

            Terça-feira, há mais. Tripas à moda do (FC) Porto? Uma boa dose, cá para o rapaz!

          

           

        

NÃO SÃO APENAS QUATRO AS LINHAS DOS CAMPOS DE FUTEBOL.

             Desde que aqui estive a tecer algumas considerações sobre os candidatos à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), (vg. Vieira&Godinho, Associados), novos factos sucederam sobre o tema que confirmam aquilo que então escrevi.

             Filipe Soares Franco vai sujeitar-se à escolha individualmente, sem o apoio expresso do clube de que foi presidente, que escolheu o autarca de São João da Madeira e ex-presidente da Liga Profissional de Futebol, Hermínio Loureiro, personagem confirmada por Godinho Lopes, ontem. Sobre as candidaturas referidas, Pinto da Costa  não se manifestou contra Soares Franco, foi claro quanto a Hermínio Loureiro e por reflexo, rejeitou a de Fernando Seara quando se declarou avesso a indigitação de políticos para ocupar o lugar.


Filipe Soares Franco, candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF)
Filipe Soares Franco.

             Resumindo: Filipe Soares Franco é homem do futebol, reúne curriculo interessante e, ao apresentar-se sem apoio expresso de quaisquer clubes, designadamente do SCP e de SLB, fica fora da "panelinha" onde assam Hermínio e Seabra, os políticos de carreira que a experiência aconselha se mantenham "a milhas" do futebol: Hermínio pelo cadastro que tem na sua passagem pela Liga e Seara, esgotado o tempo legal que limita o exercício de funções na autarquia de Sintra, por não ter nenhum que respeite ao futebol. -"É indeciso, logo não serve", no dizer de Filipe Franco.

Fernando Gomes.

             Na cena, porém, aparece Fernando Gomes e, este, que só agora é hipótese aventada, pode ser o fim da dúvida e ser o próximo sucessor de Gilberto Madail. Para já, tem o apoio dos "segundos", da Liga Orangina. E sem dúvida, de Pinto da Costa, que conhece bem a sua competência.


Pinto da Costa aprova Fernando Gomes
O "Papa" do futebol português.

              Filipe Vieira, faz tudo para esconder o fracasso das congeminações maquiavélicas elaboradas nos conciliábulos da "droika" contra-natura, e furta-se à comunicação social. Godinho, lá tem que aguentar a bota que foi buscar a São João da Madeira e até já deu a entender que Filipe Soares Franco pode fazer dela o que quiser. Se o gentlemen que se propõe dar uma imagem diferente ao dirigismo federativo aceitar, já tem quem lhe vá comprar as pizzas e passar lustro à biqueiras das botas...
                                                                                                                  Filipe Vieira.
 
Godinho Lopes.

               Mas isto é mais folclore do que coisas mais séria. Ao que já ouvimos e lemos, até nem tem importância por aí além a primeira cadeira da FPF. Bom, bom, o que pode render mais do que uma equipa paga ao preço do ouro de lei, é ter "homens de mão" à frente do Conselho de Disciplina e do Conselho de Arbitragem...
                                                                                                               

               Porque será? Não sei porque me lembrei de túneis e de pavões de toga...

           

quinta-feira, setembro 08, 2011

SARRRDINHA FRRRESCA , DE SETÚBAL PARA ASSAR NO DRAGÃO.


oo

O conhecimento básico que possuo da tecnologia informática não chega para criar o meu próprio grafismo e tentar introduzir no blogue motivos criativos interessantes e elucidativos, como os que vejo nos sítios por onde passo quando visito os meus companhons de la route destes espaços da net. Nobless oblige, por isso, enquanto mantiver as orelhas longe da justa reprimenda dos legítimos autores, aqui insiro os que "expurguei" dos blogues que neles constam, obrigando-me eu a não me esquecer de os incluir no rol  daqueles por quem rezo no "acto de contrição" que aprendi na catequese.

Balelas à parte, vamos lá ao jogo de amanhã.

Aqueles que, com mais ou menos assiduidade, me dão uns minutinhos de atenção (muito obrigado!), é como que os estivesse a ouvir: lá vem ele com o chavão de que o jogo não será fácil para o Futebol Clube do Porto, que o Setúbal é uma equipa perigosa quando vem ao Dragão, no ano passado foi um sufoco dos diabos, há atletas ou lesionados ou cansados, treinos desfalcados e um jogo muito importante para a semana para entrar com o pé direito na Liga dos Campeões. E o Hulk, em dúvida.

 Pois bem, digo tudo isso e acrescento que se se repetir a intermitência demonstrada na exibição da Marinha Grande e uma (pareceu-me) cautela em meter o pezinho quando é exigido, a coisa pode vir a complicar-se. E podemos, até, meter-nos em sarilhos se a concentração de alguns for a mesma que possibilitou os leirienses chegar duas vezes à pastelaria do Helton.

Calma, gente. O que aconteceu na época transacta é passado, não há dois jogos iguais (outro chavão) e o Futebol Clube do Porto, mais golo menos golo, sexta-feira à noite tem cinco pontos de avanço em relação à concorrência e, impante e imbatível, livre de más companhias, no primeiro lugar da classificação geral.
Estou mais inclinado para a sugestão apresentada pelo dragaopentacampeao.blogspot.com do que da que consta do dragaodoente.blobspot.com. Vítor Pereira vai dar mais tempo de jogo Fernando, já que, no seu melhor rendimento, ganha a Souza, a defender. Mesmo que amanhã, não fosse muita a diferença entre jogar um ou outro, é preciso pensar no que vem a seguir...

De resto, é pé na tábua e dar-lhe gás. E apoiar, apoiar de princípio ao fim, dar "lenha" ao Dragão para que a chama se mantenha sempre viva.








  

quarta-feira, setembro 07, 2011

VIEIRA & GODINHO, ASSOCIADOS.

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           Com o aproximar do fim do prazo de candidaturas à presidência da Federação Portuguesa de Futebol vão aparecendo putativos candidatos à vaga (?) de Gilberto Madail, surgindo à ribalta o nome de Filipe Soares Franco, o antecessor de Eduardo Bettencourt na presidência do Sporting Clube de Portugal (SCP).

             Sabendo-se que desde algum tempo a esta parte Filipe e Godinho, ou Godinho e Filipe, os actuais presidentes dos dois velhos rivais do desporto alfacinha têm vindo a manter conversações (ou negociações) com vista à restauração do organismo máximo do futebol português à prática velha do século passado, em que um e outro se revezavam na cadeira federativa, o aparecimento de Soares Franco na corrida parece ter acontecido ao arrepio dos planos engendrados por aqueles dirigentes para apresentar uma candidatura com que pretendem liderar "a moralização do futebol português".

 
            Ao contrário do "candidato do regime" que o (ainda) presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, se deliciaria em ocupar, Filipe Soares Franco tem passado ligado ao futebol, ainda recente, com uma postura dialogante, serena, educada, culta, com personalidade e sem radicalismos sectários ou complexos de grandeza inacessível em relação à concorrência.

            Os clubes, melhor que ninguém, conhecem o perfil destes dois candidatos e não deixarão de o demonstrar às associações a que pertencem. A designação de Seara nunca seria pacificadora para o futebol, português, por razões óbvias de sentimentos clubistas  e centralistas, inexperiência funcional. Com ele, o circo rivalizaria em grandeza com o de Cardinal. Filipe Soares Franco, se outro entretanto não surgir, para além dos atributos que atrás enumerei, só precisa de mostrar se tem personalidade suficiente para exercer as funções com equidade e distanciamento em relação a todos os clubes e, em que medida seria capaz de se distanciar das posições de um Dias da Cunha, Eduardo Barroso (e dos filhos...), Luís Duque, e, obviamente, de Godinho e Vieira ou Vieira e Godinho, Associados.





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 Ainda se fosse a drª Elisa....

SOZINHOS EM CASA.


FC Porto goleia (5-2) União de Leiria e já lidera

   Liga Zon Sagres.


           Estádio Municipal de Leiria.


           União Desportiva de Leiria (UDL), 2 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 5

           Os campeões nacionais voltaram a casa, isto é, subiram ao primeiro lugar da Liga acabando, para já, por colocar a concorrência à distância respeitosa de dois pontos, à terceira jornada da prova.

           Vi confirmada a minha a minha previsão sobre o que poderia vir a ser esta partida e até que ponto poderia o Leiria incomodar o FC Porto, atendendo àquilo que lhe vira fazer contra a Académica de Coimbra, cujo resultado lhes foi também desfavorável (1-2). A equipa de Caixinha está a tentar praticar um jogo virado essencialmente para o ataque, os seus jogadores não têm receio de jogar no campo todo, mas abre muitos espaços às transições rápidas o que, no caso do adversário desta noite, é letal.

           E poderia ser bem pior não fossem três pormenores que que pouparam os leirienses a mais dura punição, que sereia de todo imerecida pois devem ser louvados por não recorrerem ao anti-jogo e à táctica do autocarro dentro da grande área da baliza defendida por Goutardi.

           O primeiro factor que aponto foi o, para mim, claro propósito de alguns dos nossos profissionais de não estarem muito virados "a meter o pé". Muita leveza nas entradas arriscadas, pouca avidez na procura dos espaços e desleixo preocupante na precisão do passe. Depois, a irregularidade da relva que dificultava a condução da bola nas jogadas tentadas individualmente, de que HULK, ao contrário do que ontem lhe vira fazer na Inglaterra contra o Gana, usou e abusou em seu prejuízo e da equipa. Fez mais de vedeta esta noite do que alguns dos seus colegas da canarinha ontem no estádio do Fhulan. Por último, Maicon, não o do Leiria mas o Yul Bryner que veste a camisola do Futebol Clube do Porto, mas, quem sabe, não estaria ele melhor a fazer fitas com o Manuel de Oliveira do que andar a tentar ser jogador de futebol.

            Ao ritmo intermitente das lâmpadas de neon avariadas, que irritantemente não acendem de vez nem se apagam para sempre, assim jogou o Campeão Nacional na Marinha Grande. É nestas circunstâncias que os cronistas desportivos aplicam o chavão "foi melhor o resultado do que  a exibição". É verdade: e foram nada mais nada menos do que sete (!) os golos que obtivemos: cinco marcados a nosso favor e dois à conta de Maicon, para descontar, na baliza de Helton. E os rapazes do Lis, até foram demasiado tímidos...

            Nem tudo foi mau e a vitória tem mérito porque James Rodriguez não facilitou. Jogou sério, para si e para a equipa e marcou dois, e um deles o primeiro que sempre é muito útil. Fernando, fez de eucalipto e secou tudo no espaço onde se movimenta. Saiu de cabeça alta e calou muita gente. Belluschi teve uma noite agradável e a Lua, lá em cima, agradeceu-lhe com um sorriso. E Kléber, finalmente Kléber, sereno e perfeito no primeiro, no sítio certo no segundo. Assim se inicia o voo dos falcões.

             Helton, e, Fucile, Rolando e Álvaro, Moutinho e Hulk, depois Souza e Varela, cumpriram serviços mínimos. Tanta cerimónia e trabalho de rotina vistos esta noite, em jogos mais exigentes pode ter maus resultados. Ao cuidado de Vítor Pereira (a propósito: alguém sabe ler nos lábios? O que foi que ele disse no segundo golo "de Maicon"? Está bem, está bem, um homem não é de ferro...).

             Seteven Defour estreou-se de azul-e-branco e quem o vê pensa em Moutinho.Foi pouquinho, mas o desenho não anda longe do original. Veja-se o lance da assistência para o último golo.

             Nota final: suficiente + (É a nota que merecem os bons alunos quando não rendem o que sabem)
      
             Esta Capela vale tanto ou mais que muitas igrejas antigas que por aí existem. Um ou outro lapso, não dele mas de um dos seus ajudantes, não prejudicam a boa nota do seu teste.

            

             Foram estes os rapazes que trouxeram lá da ex-cidade do vidro, o jarro das flores de líder solitário:
             Helton, Fucile, Rolando, Maicon e Álvaro Pereira. Moutinho (Defour), Fernando (Souza) eBellucshi.
Hulk, (Varela), Kléber e James Rodriguez.

            Golos: James Rodriguez (2); Kléber, (2) e Varela (1).
    


            Venha de lá esse Setúbal. Recordam-se do jogo da época passada?

           

     

terça-feira, setembro 06, 2011

TRIPAS À MODA DO PORTO: VOTAR COM (BOM) GOSTO.

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           A votação que está a decorrer para eleger as "7 MARAVILHAS DA GASTRONOMIA PORTUGUESA" termina amanhã. As opções de escolha são muitas, todas elas excelentes, que a gastronomia portuguesa é A MELHOR DO MUNDO.

            Cada um terá os seus manjares favoritos e não vacilará na escolha daqueles de que mais gosta, mas, também dos que são próprios da região a que pertence.

            A escolha do vencedor poderá, assim, decidir-se por efeito da maior mobilização em torno de uma das iguarias em concurso, a que concitar o interesse de maior número de votantes.

            A minha maravilha gastronómica preferida é o prato "TRIPAS À MODA DO PORTO"! Há outros que estão logo a seguir, cujo paladar e sabor acho fantásticos, mas não tive qualquer dúvida em eleger o meu favorito esta verdadeira jóia da gastronomia nortenha.

            Terminado o almoço (ou jantar) das gostosas tripas há, pois, que encher de novo o prato mas, agora, de votos. Para isso, não faltam contactos, como se pode ver nos que abaixo vão inscritos:

                        Site oficial: www. 7maravilhas.pt
                        Chamadas: cada prato tem um número de telefone associado - 760 302 (01 a 21). O que respeita às "Tripas à Moda do Porto", é, pois, 760 302 715;
                        SMS: para as Tripas - 715, para 68933.
                        Facebbook - Não confirmei, mas também está previsto o voto.

             Têm a palavra, os apreciadores e, particularmente, os portuenses, os portistas e os nortenhos em geral.
Tripas à Moda do Porto: Um prato que se confunde com a história da cidade

segunda-feira, setembro 05, 2011

ÓDIOS RECALCADOS DO JORNALISMO CAPTURADO.

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                               "Dragões fora do pódio do ranking IFFHScaem para 4.º lugar"

"O FC Porto caiu para a quarta posição do ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS), atualizado esta segunda-feira e que continua a ser liderado pelo Barcelona.
Os campeões portugueses, derrotados na Supertaça Europeia, foram ultrapassados pelo Manchester United, que ocupa agora o último lugar do pódio atrás dos dois "gigantes" espanhóis: Barcelona e Real Madrid.
Entre os clubes portugueses, o Benfica, apurado para a Liga dos Campeões, reentrou no top-20, com uma subida de 20 postos, para o 17.º lugar, o mesmo que os ingleses do Arsenal.
Na 53.ª posição, o Sp. Braga é o terceiro clube português, seguido por Sporting (64.º), Nacional (268.º), V. Setúbal (368.º) e V. Guimarães (372.º).
O Atlético Madrid, dos portugueses Tiago, Sílvio e Pizzi, foi eleito o melhor clube do mês de agosto, sucedendo aos macedónios do Rabotnicki Skopje, que lideraram esta lista em julho.

              A notícia é do Rascord online e, se pago à Sapo a internet que consumo, tenho o direito de dar ao lixo com que lá deparo o destino que me aprouver.

               A notícia sobre a estatística da IFFHS é verdadeira: O Futebol Clube do Porto era 3º na última tabela publicada, nesta desceu para o 4º lugar.

                Agora, a bilis: no título - Dragões FORA do pódio...CAIEM...
                No texto: FC Porto CAÍU... Os campeões portugueses DERROTADOS...foram ULTRAPSSADOS...pelo Manchester United que ocupa o último lugar do pódio (o 3º lugar, acrescento eu) atrás dos "DOIS GIGANTES" espanhóis: Barcelona e Real Madrid.
          
                A seguir, o cavalheirismo subserviente: entre os clubes portugueses, o BENFICA, APURADO PARA A LIGA DOS CAMPEÕES, REENTROU NO TOP-20, com uma SUBIDA DE 20 POSTOS, PARA O 17º LUGAR, O MESMO QUE OS INGLESES DO ARSENAL.

               Bem, todos nós usámos de condescendência  respeitosa, para com nossos particulares AMIGOS, não é verdade?

                                                  O TOP-20 DA CLASSIFICAÇÃO

1.(1.)FC BarcelonaEspaña/4331,0
2.(2.)Real Madrid CFEspaña/4309,0
3.(4.)Manchester United FCEngland/4287,0
4.(3.)FC do PortoPortugal/3264,5
5.(7.)FC Internazionale MilanoItalia/4244,0
6.(10.)FC Schalke 04Deutschland/4242,0
7.(6.)Villarreal CFEspaña/4240,0
8.(9.)CA Vélez SarsfieldArgentina/4237,0
9.(5.)Manchester City FCEngland/4236,0

(18.)FC Bayern MünchenDeutschland/4236,0
11.(12.)Paris Saint-Germain FCFrance/4226,0
12.(12.)FC Dinamo KyivUkraine/3214,5
13.(8.)Santos FCBrasil/4210,0
14.(23.)CD Universidad Católica SantiagoChile/3207,5
15.(19.)PSV EindhovenNederland/3204,0
16.(15.)FC Shakhtar DonetskUkraine/3202,0
17.(36.)Arsenal FC LondonEngland/4200,0

(37.)Sport Lisboa e BenficaPortugal/3200,0
19.(33.)FC Twente EnschedeNederland/3199,0
20.(17.)Cerro Porteño FBC AsunciónParaguay/3197,0

(28.)CA Peñarol MontevideoUruguay/3197,0


sábado, setembro 03, 2011

A ENTREVISTA DE RICARDO CARVALHO À RTP1.

        
            Luís Baila (LB): Foi uma situação que marcou a actividade desportiva dos últimos dias.  Ricardo Carvalho (RC), com mais de 70 internacionalizações pelas selecções portuguesas, inesperadamente abandonou o estágio da selecção.
             LB -Perguntava-lhe exactamente isso: fugiu do estágio? Foi uma fuga?
             RC -Claro que não, foi um sentimento muito forte que tive naquele dia, foi a quente. Quando cheguei do treino achei que não me tinham respeitado e achei que estava a mais. Foi o sentimento que tive, senti isso, e., assim que cheguei ao quarto nem troquei de roupa, peguei na minha mochila e fui directo para o carro e, naquela altura, não foi nada premeditado. Como estava com a cabeça quente acabei por não falar com ninguém, que foi o meu grande erro, nesse aspecto, não falei com nenhum dirigente, com os directores da Federação.
        

             LB. -Mas quando sentiu que foi atingido na sua dignidade profissional, foi durante aquele treino?

             RC -Sim, porque durante a semana, naqueles dois dias, treinei sempre, treinei bem, o próprio treinador Paulo Bento disse que estava muito bem e outros colegas do mesmo sector não o fizeram e nesse dia tivemos um trabalho táctico e eu fui posto de parte.
             LB. -Achou que não ia ser titular
             RC -Apercebi-me que aquele lugar estava reservado apesar  do meu colega não ter treinado
             LB -Não tinha treinado da mesma forma.
             RC - Da mesma forma;  não foi uma questão de respeitar ou não uma opção do treinador Paulo Bento foi, sim, de não respeitar o meu trabalho que estava a ser feito e em que estava empenhado, queria ajudar o meu país, sinto-me bem e naquele momento passou-me tudo pela cabeça e reagi daquela maneira.


             LB -Está arrependido de ter reagido daquela forma, de ter abandonado a selecção, o estágio?
             RC -Arrependido , não, porque acima de tudo sempre respeitei os treinadores. Neste caso não era bem a opção.
             LB -É um sentimento de injustiça?
             RC -É um sentimento de injustiça, porque eu eu estive sempre, estive sempre a dar o meu melhor, não me foi dirigida uma palavra e pelo meu percurso, pela pessoa que sou, penso que deveriam ter tido mais consideração, penso que deveriam ter tido mais consideração para comigo e por isso quando cheguei ao hotel como estava com a cabeça quente não pensei duas vezes, saí com a própria roupa do treino e acabei por pegar no carro e vir embora.
             LB -Houve alguma tentativa de falar com Paulo Bento, no fim do treino?
             RC -Não me passou pela cabeça, estava tão desorientado naquele momento e sentia que estava a mais na selecção naquele momento. Penso que foi uma grande injustiça, naquele dia tinha treinado bem, tinha estado bem, tinha dado o meu melhor e quando apareceu o meu colega que não tinha treinado, chega no trabalho táctico e vai directamente para a equipa principal e eu sou posto de lado e reagi um pouco...
             LB -Está a falar do Pepe, não é?
             RC - Sim foi o Pepe, toda a gente sabe.


              LB -Tinham jogado os dois pelo Real Madrid com o Saragoça, não é?
              RC -Sim, jogámos bem, normalmente também jogamos no selecção, não é nada de pessoal contra o Pepe é sim com o treinador porque no fundo estive ali, estava a trabalhar, a dar o meu melhor e não fui respeitado por isso.
              LB -Já tinha havido algum problema antes com Paulo Bento (PB), na selecção?
              RC -Nem com PB nem com ninguém nunca tinha tido problemas com ninguém, passou-se pela primeira vez esta situação, penso que o PB não respeitou o meu trabalho que estava a fazer, nem me dirigiu uma palavra nessa altura e, como estava de cabeça quente acabei por chegar ao quarto e estava a sentir-me mal, estava a sentir que estava a mais e acabei por sair e ainda hoje sinto que houve um  grande desrespeito perante mim.
               LB - Para os adeptos de futebol que estão de fora e conhecem bem o RC, se calhar parece pouco aquele episódio para uma decisão tão radical e abandonar a selecção, que foi no fim o que o Ricardo fez, não é?
              RC -É verdade. Posso tentar explicar, para mim a selecção era, é, muito importante. Não foi fácil chegar a internacional A;  quando o fui já tinha tenho jogado bastante pelo meu clube que é o Porto, quando comecei a jogar já tinha vencido a Taça UEFA, já tinha vencido a Liga dos Campeões, uma Liga portuguesa e custou-me. Era um sonho e continua a ser um sonho representar o meu país, tenho muito orgulho em representar o meu país, e por isso se calhar custou-me mais que o normal quando senti que o mister estava a ser injusto comigo, reagi um pouco a quente , tudo bem, acabei por sair e deveria ter falado antes, principalmente com os directores que sempre me respeitaram e eu tenho também grande respeito por eles também.
             LB -PB fez declarações fortes, designadamente que virou as costas ao país, que o Ricardo...sente isso, que virou as costas ao país?

             RC -Eu não, não, não sinto. Recentemente tivemos vários problemas na selecção, são públicos, eu sempre me pus à parte, achei que os responsáveis federativos decidissem, não abandonei como alguns colegas acabaram por fazer, fiquei com o grupo a dar as boas vindas a todos os mais novos que chegaram. Isso também me entristece um  pouco porque no fundo houve um certo aproveitamento do treinador  neste episódio, que não foi o mais correcto da minha parte, para tentar agora pisar-me e massacrar-me um pouco e eu isso nunca fiz com ninguém, com nenhum treinador, sou directo e acima de tudo falo na altura não deixo que as pessoas cometam um erro ou outro para depois aproveitar o momento e tentar pisá-lo.
            LB -O Ricardo pensa que se calhar está a servir de exemplo, como que "temos de tomar aqui uma decisão forte em relação e ele"...

            RC -Sim, mas eu também sei o que sou, não tinha premeditado e Paulo Bento teve 24 horas e eu não; cheguei ao quarto, saí com a mesma roupa e durante a viagem liguei ao director a tentar, no fundo, dar as razões porque é que tinha saído e neste caso do treinador foi um dia antes do jogo Estar a falar no meu assunto quando o mais importante era falar sobre o jogo. Tudo bem, poderia ter respondido a duas ou três perguntas e não passar todo o tempo a falar do meu caso.
           LB -Sei que houve uma palavra de Paulo Bento que o deixou, que o magoou muito que foi a palavra desertor, dizer que o Ricardo foi um desertor quando saiu da selecção daquela forma. Isso foi uma palavra que o magoou?
          RC -Sim, sim.
          LB -Acha que foi muito forte, não merecia aquilo?
          RC -Foi muito forte. É uma linguagem militar e chamar-me desertor, eu também com a mesma llinguagem poderia chamar-lhe mercenário, não é, porque quando se vai para a guerra paga, quando se vai para a guerra paga e não se vai por paixão e amor ao país, chama-se mercenário. Eu estou na selecção por amor, pela paixão e o seleccionador está na selecção porque lhe pagam para ser seleccionador, entristece-me porque apesar do que se passou, acho que não merecia. É muito forte, é muito forte e acho que não merecia e não admito que me tratassem dessa maneira.
          LB -Não queria que acabasse assim a sua participação desta forma, naturalmente? Isto é um ponto final, tem consciência disso, não é? Pelo menos enquanto lá estiver PB não há hipótese de regressar? Ele já disse isso.
          RC -Já disse, sim. Nunca se sabe, mas já disse. Eu por mim, claro eu nunca iria dizer, e disse-o aos meus colegas que nunca iria renunciar à selecção. Neste caso, foi um caso à parte. Respeito as opções e se um dia mais tarde quiserem contar comigo eu, se acharem que eu posso ainda ser útil, estou disponível, sim.
          LB -Imagine, agora, uma aproximação, uma conversa entre si e Paulo Bento, de homem para homem, isso podia mudar a situação?
          RC -Isso é especulação está tudo muito a quente, eu próprio passei estes três dias em que nem consegui descansar, portanto, ainda é muito cedo.
          LB -Por todos os clubes onde passou o Ricardo foi sempre um jogador top e um jogador que jogou sempre na equipa titular, acarinhado por todos os treinadores, por isso é que surpreende mais se calhar esta situação. Se fosse outro jogador se calhar não surpreendia tanto. Sendo o RC a viver esta situação é que é mais...
          RC -Felizmente posso orgulhar-me do meu passado  e do meu presente, também;  esta situação,levou-me ao limite, acabei por sair de cabeça quente, não falei com os directores quando devia ter falado, para mim foi o meu maior erro mas o meu passado fala por mim. Tudo que fiz durante estes  anos e vou continuar a fazer, seguramente.

          LB -Falou com o José Moutrinho, nestes últimos dias, já após esta situação?
          RC -Sim falei, falei com  várias pessoas, em Madrid.
          LB -Sentiu apoio por parte do Real Madrid nesta situação?
          RC -Sim, falei com várias pessoas que estão dentro do clube, com vários colegas também e, claro, são meus amigos, ligaram-me para me dar apoio e dizer que para eles era sempre o número um e que me respeitavam e orgulhavam de me ter na equipa.
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            LB -Ricardo Carvalho, com 33 anos, que já foi considerado várias vezes o melhor central do mundo vive agora uma situação complicada e difícil quando decidiu de cabeça quente abandonar o estágio da selecção nacional que estava a poucos dias de defrontar o Chipre num jogo de apuramento para o Euro 2012.
         
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