domingo, março 17, 2019

MUITO PETIT ESTA EQUIPA DO MARÍTIMO


( O Jogo online)

Primeira Liga 
26.ª jornada 
Estádio do Dragão, Porto
Pela tv - Hora: 20:30 
Tempo: ameno (11.º)
Relvado: bom 
Assistência: 46 413 espectadores 
2019.03.16 


         FC DO PORTO, 3 - SC Marítimo, Funchal, 0
                                    (intervalo: 0-0)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Éder Militão, Felipe, Pepe, na 2.ª parte William Manafá, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), aos 77' Óliver Torres, Otávio, aos 70' Yacime Brahimi, Jesús Corona, Tiquinho Soares e Moussa Marega. Convocados n/ utilizados: Vaná (gr), Maxi Pereira, Adrián López w Fernando Andrade. 
Equipamento: oficial tradicional 
Treinador: Sérgio Conceição 

SC Marítimo alinhou com: Charles, Mano, Groni, Lucas Áfrico (expulso aos 7'), Fábio China, Gamboa, Plágio, aos 65' Correa, René, na 2.ª parte Cléber, Fabrício, aos 74' Pinho e Getterson. Convocados n/utilizados: Amir (gr) Bebeto, Edgar Costa e Tagueu.
Equipamento: oficial tradicional 
Treinador: Petit 

Árbitro: João Capela (AF Lisboa)- Auxiliares: Paulo Braz/Jorge Cruz 
4.º árbitro; Luís Rebouço 
VAR: Bruno Esteves

Escolha de campo: Marítimo (S/N )

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 57' por ALEX TELLES, na conversão de grande penalidade por corte com o braço da trajetória de bola para o golo ; 2-0 aos 72' por ÉDER MILITÃO, com remate de cabeça na sequência de canto apontado por Alex Telles, com a bola a passar por baixo das botas de Moussa Marega sem (que seja claro) lhe tocar; 3-0 aos 88' por YACINE BRAHIMI, recebendo à esquerda um passe de Óliver Torres e a entrar na área para concluir com remate dirigido ao poste contrário à sua posição.  

         Quando um treinador leva para um jogo a ideia de pôr a sua equipa a jogar apenas no primeiro terço do relvado, pelo menos enquanto o resultado não lhe for desfavorável permanecerá a dúvida sobre o momento em que a tática morre com a bola a bater no fundo das malhas da baliza. E se as rezas do técnico da retranca tiverem assentimento no deus da fortuna, talvez o tempo se esgote com uma derrota "honrosa" ou, glória suprema, um golito caído das alturas por obra e graça do "poder" invocado.

         E foi assim.

         O Marítimo do Petit logrou mexer a bola vinte por cento da duração da partida e andou oitenta por cento dela a cheirá-la no tempo sobrante. Passou seis vezes a linha do centro do relvado sem concluir, ainda que por uma vez que fosse, qualquer delas com remate à baliza (!). E não colhe o argumento falacioso do "alivia culpas" treinador dos ilhéus de que jogou com menos um jogador a partir dos 7' do início do jogo, porque para a tática que congeminou para o Dragão, a diferença de mais ou menos um elemento é tão notável como cem euros em imparidades de empréstimos de milhões pela Caixa Geral de Depósitos a um qualquer iluminado devedor caloteiro. 

        Depois de uma primeira parte de menor inspiração e jogada em ritmo de cruzeiro, a par da ineficácia na conclusão de jogadas na área adversária, o Futebol Clube do Porto regressou para o período complementar com maior dinâmica e acerto atacante, já que na defesa a atenção chegava para cercear qualquer raid do adversário. As entradas de William Manafá, e mais tarde de Yacine Brahimi, permitiram a extensão do jogo do centro para as alas e a aceleração da velocidade da equipa. Foi, pois, com previsão fácil que o resultado se alterou a favor dos Dragões no golo de penalti, o primeiro, que só o não foi no remate porque um braço o impediu, seguindo-se mais dois que, não traduzindo todo o domínio sobre este Petit Marítimo por parte da equipa portista, sobejoupara manter a liderança conjunta até que outras oportunidades venham trazer a devida justiça ao campeonato.

     A arbitragem do VAR Bruno Esteves, merece nota alta. Capela (João), no relvado, seguiu com obediência as decisões emanadas da cidade do futebol. Muito bem, é assim que os grandes árbitros atingem o "grau de excelência". O cartão encarnado com que expulsou na alvorada da partida o chorão insular, por excessivo, salvou o colega de ver outro quando cortou com o braço o golo que Alex Telles fez de penalti.

        
        

quarta-feira, março 13, 2019

OLIVAL DE CRAQUES!




No Centro de Treino e Formação Desportiva do Olival, Gaia

Hoje, 2019.03.13, 11 horas

Com tempo favorável.




      FC DO PORTO, 2 - Tottenham Hotspur, Inglaterra, 0
                                     (ao intervalo: 0-0)
        Com o Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa e um numeroso grupo de personagens ligadas ao futebol, nacionais e estrangeiras, a assistirem nas bancadas do campo de treinos do Centro de Formação Desportiva do Olival, em Vila Nova de Gaia, a equipa dos sub-19 do Futebol Clube do Porto venceu categoricamente a formação londrina do Tottenham Hotspur, por dois golos sem resposta, nos 8.ºs de final da UEFA Youth League, ficando deste modo apurada para os 4.ºs de final onde já estavam o Real Madrid, Dínamo Zagreb, Hoffenheim, Lyon e Barcelona. 

         Os golos ocorreram aos 52' e aos 57', apontados por ANGEL TORRES e ROMÁRIO BARÓ, este numa jogada delineada e concluída com perfeição.

         Aos 6' Fábio Silva entrando ao segundo poste em posição legal fez golo na sequência de pontapé de canto, mas o lance foi anulado pelo segundo juiz de linha por ter sido considerado em fora de jogo; é de crer que o auxiliar estivesse com problemas de visão já que interrompeu mais três jogadas de ataque ao FCP, e uma no segundo período à equipa inglesa, quando em nenhum dos lances houve irregularidade.

         A partida decorreu de modo altamente absorvente para os atletas das duas formações empenhados na conquista de um lugar na elite europeia do futebol jovem. Excelente ritmo, futebol bem desenhado e marcadamente atacante, sem paragens prolongadas nem atritos de maior, e com exibições individuais para maravilhar os encantados espectadores, designadamente os afetos à equipa das camisolas azuis e brancas. Arbitragem bem conseguida, com a exceção acima referida.

         Sendo as equipas constituídas por jovens com idade até aos 19 anos, ambas as formações integraram elementos já com várias participações nas equipas principais. No Futebol Clube do Porto, entretanto, alinharam Fábio Silva e Tomás Esteves com (apenas) 16 anos de idade (!!).

        Sem desprimor para todos os outros, designadamente aqueles a quem Sérgio Conceição já chamou à equipa principal ou integrados em treinos, Romário Baró, Mor Ndiaye, Angel Torres (do Dragão Force da Colômbia) e o espetacular e surpreendente Fábio Silva, (que eu ainda não tinha visto atuar) um tesouro de classe e de inacreditável entrega ao jogo em todo o relvado e em todas as tarefas, com pulmão do seu tamanho, deleitaram-se a jogar e deleitaram quem teve o privilégio de os ver ao vivo esbanjando magia e arte incríveis.


        As equipas alinharam:

           FC Porto: Diogo Costa, Tomás Esteves, Diogo Queirós, Diogo Leite, Tiago Lopes, Mor Ndiaye, Fábio Vieira, João Mário (Afonso Sousa, 74), Angel Torres (Gonçalo Borges, 90+1), Fábio Silva (Taddeus Fomakwang, 90+1) e Romário Baró (Vítor Ferreira, 82). Suplentes: Francisco Meixedo, Tiago Matos, Pedro Justiniano, Vítor Ferreira, Afonso Sousa, Gonçalo Borges e Taddeus Fomakwang.
    Treinador: Mário Silva.
       

    Tottenham Hotspur: Brandon Austin, Dennis Cirken, Brooklyn Lyons-Foster, Timothy Eyoma, Tariq Hinds, Oliver Skipp, Harvey White, Edmond-Paris Maghoma, J’Neil Bennett (Rayan Clarke, 85), Dilan Markanday Tashan Oakley-Boothe, 65) e Dylan Duncan (Armando Shashoua, 75).Suplentes: Jonathan De Bie, Jonathan Dinzeyi, Jubril Okedina, Rayan Clarke, Tashan Oakley-Boothe, Armando Shashoua e Luis Binks.

    Árbitro: Halil Meler (Turquia).



    Fotos: Remígio Costa

segunda-feira, março 11, 2019

BOAS FOGAÇAS NA RESSACA DO FESTIVAL DE ACESSO AOS QUARTOS EUROPEUS.


Primeira Liga 
25.ª jornada 
Estádio Marcolino de Castro, Feira 
TV - Hora: 20:00 
Tempo: bom 
Relvado: bem tratado
Assistência: 5414 (a maior da época)
2019.03.10 (domingo)

        CD Feirense, 1 - FC DO PORTO, 2 
                                   (ao intervalo: 1-2)

CD Feirense alinhou com: Caio Seco, Edson Farias, Flávio Ramos, Briseño, Vítor Bruno, Tiago Silva, Aly Chazal, Babanco, aos 79' Edinho, Sturgeon, aos 50' Crivellano, João Silva e Luís Machado, aos 89' Ofori.
Equipamento: oficial tradicional de cor azul
Treinador: Filipe Martins.

FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Éder Militão, aos 85' William Manafá, Felipe, Pepe, Alex Telles, Otávio, aos 85´Óliver Torres, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Jesús Corona, Tiquinho Soares e Moussa Marega, aos 70' Yacine Brahimi. Suplentes não utilizados: Vaná, Maxi Pereira, Adrián López e Fernando Andrade.
Equipamento: alternativo cinza
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Artur Soares Dias, AF do Porto. 
Auxiliares: Rui Licínio/Inácio Pereira
 4.º árbitro: João Pinho 
VAR: Vasco Santos
AVAR: André Dias.

Escolha de campo: CDF: s/n 

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 4' num auto-golo de FELIPE. Ao tentar cortar a possibilidade de remate de um adversário já dentro da área, o central portista desvia a bola fora do alcance de Iker Casillas; 1-1 aos 18' num fortíssimo remate de cabeça de DANILO PEREIRA, na conclusão de livre de canto elevando-se acima dos adversários concentrados à frente da baliza; 1-2 aos 35' por intermédio de PEPE, a pôr fim a uma "embrulhada" dentro da área com participação de vários avançados do FCP e do CDF e ressaltos de bola concluída com intervenção rapidíssima do internacional português.

    Na ressaca da extraordinária jornada europeia vivida no Dragão em que o Futebol Clube do Porto eliminou a equipa italiana AS Roma para entrar fulgurantemente nos quartos da Liga dos Campeões, numa partida épica com mais de cento e trinta minutos de duração, o Futebol Clube do Porto voltou à realidade do futebolzinho luso em Vila da Feira, aonde se deslocou para defrontar o último da tabela classificativa da competição. E, como era previsível acontecesse, a vitória sendo suada e difícil, foi inteiramente merecida. 

    O CD Feirense  cumpriu o plano que a sua equipa técnica concebeu e preparou especialmente para tentar obter o lucro possível de um adversário superior em valores coletivos e individuais. Tentou um modo de atuar prático e extremamente competitivo, com lançamentos longos quase sempre bem sucedidos tentando chegar o mais rapidamente possível à frente de ataque e beneficiar de um momento menos atento da defesa portista. Um golo obtido ainda as luzes do acanhado estádio feirense não tinham aquecido, foi um tónico para as esperanças dos fogaceiros que todavia não se veio a confirmar.

    E, depois, recorrentemente, todos se esfolam por abater o Dragão, ainda que seja a última façanha das suas vidas.

    Porque a energia do Dragão não estava esgotada e havia pela frente tempo que bastasse, os atletas portistas reagiram à improvável desvantagem inicial, tendo chegado à reviravolta antes de ir para o balneário, e muito perto de acrescentar outro valor antes do último bafo da primeira parte. Nem a desagradável e prejudicial quebra da luz de uma das torres os desmobilizou. No período complementar e apesar das mexidas introduzidas nos sistemas táticos e nas trocas permitidas nas peças do xadrez pelos respetivos técnicos, o panorama não sofreu alterações significativas mantendo-se até ao fim da partida algum suspense quanto ao desfecho final dos números, que, em abono da verdade e atendendo à escassa diferença, poderiam vir a ser alterados para qualquer dos lados em lances mais felizes.

    Artur Soares Dias não encontrou nem criou grandes complicações para dirigir a partida. Agiu com senso e moderação em jogadas mais viris dos jogadores feirenses julgando-as como atos decorrentes da sua entrega e da vontade em quebrar a série negativa de resultados que os levou à situação de despromoção iminente. Parece-me contudo que ficou muito aquem das compensações adequadas de tempo de jogo, ao conceder apenas sete minutos na interrução por avaria numa das torres de iluminação e esqueceu o referente ao primeiro tempo no decorrer do qual houve paragens para assistência a jogadores.

  

quinta-feira, março 07, 2019

CIAO, CIAO, ROMA, VOLTEM SEMPRE, O PORTO É LINDO!


Fotos:O JOGO ONLINE


LIGA DOS CAMPEÕES 
1/8 de final - 2.ª mão (2-1, em Roma)
Estádio do Dragão, Porto
TVI - Hora: 20:00 
Tempo: com chuva e baixa temperatura
Relvado: bom 
Assistência: esgotado (49 029)
2019.03. 06 

             FC do PORTO, 3 - AS ROMA, 1 (com prolongamento)
                           (ao intervalo: 1-1. Final: 2-1); agregado: 4-3

O FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Éder Militão, aos 103' Maxi Pereira, Felipe, Pepe, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Otávio, aos 90´+3' Hernâni, Jesús Corona, aos 69' Yacine Brahimi, Tiquinho Soares, aos 78' Fernando Andrade e Moussa Marega. Convocados não utilizados: Vaná, Óliver Torres e Adrián López.

Equipamento: oficial tradicional: camisolas c/ duas riscas verticais azuis, calção da mesma cor e meias brancas.

Treinador: Sérgio Conceição

AS ROMA alinhou com: Olsen, Iván Marcano, aos 77' Cristante, Manolas, Juan Jesus,, Karsdorp, Nzonzi, De Rossi, Kolarov, Zaniolo, Perrotti e Dzeko. Não utilizados: Orirante, g.r., Santon e El Shaarawy.

Equipamento: oficial de cor grenat c/ meias amarelas.

Treinador: Eusebio Di Francesco

Árbitro: CUNET ÇAKIR, Turquia. Auxiliares: Bahattin Duran/Tarik Ongun
VAR: Szymon Manciniak, Polónia
AVAR: Pawel Gil, Polónia

SEQUÊNCIA DOS GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 26' por TIQUINHO SOARES, na conclusão de jogada desenvolvida na ala esquerda do ataque portista, com Moussa Marega a ganhar a bola a um adversário e a endossá-la a Jesús Corona, que a devolve para dentro da área a Marega, este por sua vez assiste para a boca da baliza num passe rasteiro onde Tiquinho Soares a desvia com um toque subtil para o golo; aos 37' a Roma estabeleceu o empate a 1-1, por DE ROSSI, na conversão de grande penalidade, a punir falta apontada a Éder Militão em  lance mais infeliz do que intencional, meteu o pé a destempo. A jogada constituía algum perigo para Iker Casillas, mas havia outros defesas à frente do italiano; o FC do Porto voltou a adiantar-se no resultado aos 52' em consequência de uma espetacular assistência (mais uma!) de Alex Telles, à esquerda, mandando a bola teleguiada sobre a defesa da Roma para o segundo poste, onde surge MOUSSA MAREGA com a velocidade de um míssel a bater no ar com a parte interior da bota para o canto superior da baliza do sueco Olson; o golo histórico que ditou a entrada nos quartos de final da prova de clubes maior do futebol mundial, onde estarão as oito melhores formações da Europa, aconteceu quando o tempo regulamentar do prolongamento estava a 3' minutos de esgotar-se, 117', tendo resultado da conversão de pontapé de uma grande penalidade apontada por ALEX TELLES num remate violento orientado para o lado oposto do voo do guarda redes. A falta resultou de um puxão do defesa Nzonzi nas costas da camisola de Fernando Andrade, quando o avançado portista, com a baliza desguarnecida à sua frente se aprestava para desviar para o golo uma assistência vinda da direita a cruzar rente à linha.

    ALEX TELLES aponta de modo impecável o penalti do justo triunfo.

        Tudo o que faz do futebol o maior espetáculo do planeta passou no inolvidável jogo de ontem à noite no estádio mais lindo da Europa! Por ação brilhante da equipa do Futebol Clube do Porto e pela prestação meritória da consagrada equipa italiana AS Roma. 

        E delírio festivo dos que preencheram as bancadas do palco e vibraram de início ao fim com o excecional festival de futebol que lhe foi proporcionado presenciar.

        A justiça do triunfo do FC  do Porto é incontestável. Jogou mais e melhor do que o adversário na quase totalidade de mais de cento e trinta minutos que teve o tempo de jogo (com a soma das compensações em três momentos), tendo superado o adversário em todos os itens estatísticos que a partida conteve: posse, ataques, remates, jogadas perto e dentro da área, defesas dos guarda redes. E mais golos.

        Difícil, desta vez, fazer distinções de valor nas exibições que cada elemento atingiu nesta partida no que respeita aos atletas do Futebol Clube do Porto. Cada um ao seu estilo e funções que lhe são próprias no grupo, os quinze guerreiros do esquadrão comandados por Sérgio Conceição tiveram desempenho nos limites. Disponibilizaram tudo o que sabem e podem realizar. Nenhum mais e melhor do que outro. Bem, muito bem, equipa e adeptos. 
Este é, o Porto que eu sinto. De que tenho orgulho. Me revejo.

       O senhor CUNET ÇAKIR desiludiu-me. Não que tivesse sido parcial ou tivesse cometido erros grosseiros. Sendo um dos árbitros FIFA mais acreditados e com futuro auspicioso sendo ainda jovem, o seu desempenho nesta partida não foi muito acima do que se vê em Portugal. O jogo não terá sido de todo fácil de dirigir, dada a importância da partida e o imenso fervor dos jogadores posto na luta pelo melhor resultado. Entre outras estranhezas, ter recorrido ao VAR para que este se responsabilizasse por decisões que a ele próprio, é à equipa,  cabiam não abonam a firmeza da personalidade de um árbitro promissor.

       Recolhamos aos quartos, pois. 

                     A "roda" é a maior descoberta do Homem.


















domingo, março 03, 2019

POLVO BRAVO ROMPEU A REDE AO PESCADOR.



Liga NOS 
24.ª jornada 
Estádio do Dragão, Porto 
Pela tv - Hora: 20:30 
Tempo: limpo e ameno 
Relvado: bem tratado 
Assistência: 49 220 
2019.03.02 (sábado) 


                  FC do PORTO, 1 - SL Benfica, 2 
                                           (intervalo: 1-1)

FCP alinhou com: Ikier Casillas, William Manafá, Felipe, Pepe, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), Óliver Torres, aos 81' Danilo Pereira, Jesús Corona, aos 61' Otávio, Yacine Brahimi, Adrián López, aos 61' Tiquinho Soares e Moussa Marega. Convocados N/utilizados: Vaná, Éder Militão, Hernâni e Fernando Andrade. 
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição.

SLB alinhou com: Vlachodimos, André Pereira, Rúben Neves, Ferro, Grimaldo, Samaris, Pizzi, aos 71' Gelson, Gabriel, Rafa, aos 87' Corchia, Seferovic e J. Félix. Não utilizados: Svilar, Florentino, Jota e Jonas. 
Equipamento: oficial tradicional 
Treinador: Bruno Lages.

Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto). Auxiliares: Nuno Manso/Ricardo Santos. 4-º árbitro: Hugo Miguel. VAR: Tiago Martins.

Escolha de campo: SLB-S/N.

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 19' por ADRIÁN LÓPEZ (com recurso ao VAR); 1-1, aos 26', por J. FÉLIX; 1-2 aos 52' por RAFA.

   
             Com as duas equipas viradas apenas para a vitória, a qualidade do jogo praticado não atingiu o nível esperado, atendendo a que ambas têm como prioridade a conquista do título e são as únicas que presentemente estão em posição de o conseguir.

          O FC do Porto não esteve ao nível que exibido nos últimos jogos e o adversário foi superior na agressividade, nomeadamente na espinha dorsal da equipa composta por Rúben Dias, Samaris, e agora reforçada com a entrada no ringue de Gabriel, olutador.

          Os dados extraídos na decorrência da partida, todos são favoráveis ao FC do Porto, com a exceção daquele que determinou o seu desfecho: mais remates enquadrados e lances de perigo criados mas somente um contra dois nos golos conseguidos. O Dragão ainda cortou um tentáculo ao polvo mas, descuidadamente, permitiu que ele escapasse com os restantes intactos.  

          Jorge Sousa nunca se libertou do complexo de pertencer à AF do Porto e quem mais o tem sentido na pele é o FC do Porto. Consentiu ainda no dealbar do jogo que Rúben Dias apresentasse as credenciais de caceteiro especialista concedendo-lhe o privilégio de se manter jogo até ao fim, e aligeirou a contumaz tendência do médio grego Samaris pelo jogo "a varrer", deixando no bolso a cor vermelha da cartolina que tão bem lhe ficaria.

         A SPORT TV MANDOU PARA O DRAGÃO UMA PARELHA DE COMENTADORES QUE A BTV NÃO DESDENHARIA TER: CHAINHO, DE NADA, DO NADA, VAZIO DE CONTEÚDO, E SABROSA, O SIMÃOZINHO SALTA-CONTRATOS, "PALAVRADEADOR" BAJULADOR, LAVADOR A SABÃO ROSA. SE LUÍS LOBO JÁ ERA MAU, ESTE ÚLTIMO FEDE, METE NOJO. MAS, DEVO AGRADECER-LHES, A TODOS, SOBRETUDO À DIREÇÃO DO CANAL SPORTV, PORQUE, A PARTIR DE H0JE,  ACABOU A "MAMA"  DO CONTRATO QUE SE MANTINHA PRESO POR UMA TÉNUE LINHA HÁ MUITO TEMPO. ACABOU, CIO, ESBORDOU O COPO.! VOU TER AUMENTO MENSAL DE RENDIMENTOS BASTANTE ACIMA DO QUE RECEBO DA REFORMA!

F.C. do PORTO, SEMPRE!

         

quarta-feira, fevereiro 27, 2019

SÃO OS DETALHES QUE DEFINEM O VALOR DA OBRA.

 
Taça de Portugal 
1/2 final, 1.ª mão 
Estádio do Dragão, Porto 
Tv em direto - Hora: 20:15 
Tempo: céu limpo e temperatura amena 
Relvado: bem cuidado 
Assistência: +- 34000 espectadores
2019.02.26 (terça feira)


               FC do PORTO, 3 - SC de Braga, 0
                                           (intervalo: 1-0)

FC Porto alinhou com: Fabiano, Wilson Manafá, Felipe, Pepe, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), Óliver Torres, Otávio, aos 79' Danilo Pereira, Jesús Corona, Adrián López, aos 82' Yacine Brahimi, e Fernando Andrade, na 2.ª parte Tiquinho Soares.  Suplentes n/utilizados: Iker Casillas, Maxi Pereira, Hernâni e Moussa Marega. 
Equipamento: oficial tradicional 
Treinador: Sérgio Conceição

SC Braga alinhou com: Marqafona, Sequeira, Raul Silva, Bruno Viana, Esgaio, Ricardo Horta, aos 68' Murillo, Claudemir, Palhinha, 68' Ryller, Wilson Eduardo (C), Fransérgio e Dyego Sousa, aos 74' Paulinho. Não utilizados: Tiago Sá, Ailton, Xadas e João Novais.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Abel Teixeira

Árbitro: João Pinheiro (AF Braga). Auxiliares: Bruno Rodrigues/Nuno Eiras.
4.º árbitro: Rui Costa
VAR: Hugo Miguel 
AVAR: António Godinho

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 37' por ALEX TELLES, na conversão de pontapé de grande penalidade, a castigar falta de Marafona sobre Hèctor Herrera, ao falhar o gesto de interceção de um centro sobre a baliza acertando com os punhos na cabeça do capitão portista; a execução da falta apenas ficou concretizada no quinto minuto após ter acontecido, ao que pareceu por força de interrução por avaria das comunicações áudio com o VAR; Pinheiro acercou-se do visor do estádio apenas para testar o estado dos auscultadores e não viu imagens do lance que deu origem à marcação da grande penalidade. O 2-0 viria a acontecer aos 63' da segunda parte, sendo apontado por TIQUINHO SOARES, o qual, recebeu a bola vinda de um centro de Otávio no flanco direito a roçar a cabeça de Esgaio, dominou-a com o interior da coxa da perna esquerda, e com a serenidade do cirurgião no manejo do bisturi bateu de pé esquerdo para o golo. Óliver, foi o insígne inventor da espetacular jogada que o talento de YACINE BRAHIMI converteu, aos 90'+3', no mais brilhante golo da noite do Dragão, quando colheu a bola à entrada do meio campo dos bracarenses, arrancou na direção da baliza acossado de perto por um jogador contrário que tentou a falta sem o conseguir, resistiu à queda e ao toque, e já perto da área traçou à régua e esquadro a trajetória da bola até ao lado oposto ao encontro do argelino mágico, o qual, depois de pincelar a tela do quadro com os arabescos inatos do costume, rematou a meia altura para colocar a cereja no topo da festa do triunfo.

      A primeira mão da meia final da Taça de Portugal que colocou frente a frente no estádio mais lindo da Europa o campeão nacional em título e um credenciado e empenhadíssimo pretendente em participar no Jamor na festa do futebol luso, constituiu uma excelente partida de futebol. Com equidade relativa na determinação e no empenho postos na obtenção do desfecho do jogo que melhor satisfizesse os objetivos de cada um dos conjuntos, a vitória pertenceu com inteira justiça à equipa que mais e melhor desempenho conseguiu no cômputo final, não obstante ser justo conceder que a equipa vencida teve comportamento digno e valoroso, sem que se lhe não possa apontar um certo "estado de nojo" em razão dos menos bons resultados que obteve nos dois últimos confrontos.

      São os "detalhes" que justificam a nota vinte dos melhores.

      O Futebol Clube do Porto está próximo do seu melhor momento da época. Provam-no as exibições e os bons resultados alcançados. Os atletas aparentam saúde física e índices técnicos elevados. O sistema de jogo adoptado nos últimos confrontos é surpreendente, para quem vê e para os adversários, e está a dar frutos a liberdade posicional e as ações de cada um, quase se perdendo a noção do lugar próprio no quadro da constituição da equipa. Alguém terá dito que o "caos é a perfeição", e quando se vê Pepe, em notável grande forma, ao ataque, Herrera a disputar a bola na área ou em auxílio à defesa, Jesús Corona, extremo, a vagabundear como pirilampo na noite por todos os setores da equipa, Óliver Torres à solta a escapar aos radares mais sofisticados e às biqueiras das botas dos adversários, Alex Telles no "fanico", Manafá a consolidar a candidatura à titularidade, Otávio, mafarrico, acima-abaixo, fica-vai, e, na linha, à frente do cofre, o senhor gerente do banco recheado de ouro de lei, a confiança não tem limites.

      A sorte do árbitro Pinheiro foi o jogo não ter situações bicudas para julgar. A falha mais notada e para a qual não se descortina justificação, aconteceu na desculpabilização de entradas "a doer" aos jogadores arsenalistas, e bem assim às repetidas interruções faltosas de jogadas de contra ataque cometidas sobre jogadores do FC do Porto. Lamentável a paragem de 5' até à execução do penalti, quando a partida estava ainda com o resultado em branco, e Marafona "a moer" a cabeça ao imperturbável Alex.

sábado, fevereiro 23, 2019

TORRES DO TAMANHO DOS CLÉRIGOS!


 
 ÓLIVERRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!
(foto OJogo online)

Liga  NOS
Estádio João Cardoso, Tondela 
Tv - Hora: 21:15 
Tempo: temperatura amena - 14.º 
Relvado: irregular mas aceitável 
Assistência: acima de 4000 (estimada)
2019.02. 

                CD de Tondela, 0 - FC DO PORTO, 3
                                 (intervalo: 0-1) 

CD de Tondela alinhou com: Cláudio Ramos, Moufi, Ricardo Costa, Ricardo Gomes, Joãozinho, Jaquité, aos 42' João Pedro, Bruno Monteiro, Delgado, aos 69' Murillo, Peña, Xavier, aos 59' Pité e Tomané. Suplentes n/ utilizados: Pedro Silva, Ícaro Silva, Tembeng e Chico Arango.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Pêpa 

FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Wilson Manafá, aos 68' Maxi Pereira, Felipe, Pepe, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), aos 75' André Pereira, Óliver Torres, Jesùs Corona,, Otávio, Fernando Andrade, aos 70' Yacine Brahimi e Ádrian López. Suplentes n/utilizados: Vaná, MBemba, Bruno Costa e Hernâni.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Luís Godinho (AF Évora). Auxiliares: Rui Teixeira e Valter Rufo. 
VAR: Carlos Xistra.
AVAR: Marcos Vieira

Escolha de campo: CDT

GOLOS E MARCADORES: 0-1 aos 11', por PEPE; na sequência de um livre assinalado à boca da área por falta de Ricardo Costa cometida sobre Alex Telles, este, ajeitou a bola no local tendo a seu lado Óliver Torres; o médio portista assumiu a marcação batendo a bola em arco para as costas da defesa local sem que esta a conseguisse afastá-la, ficando ao dispor do central portista que bateu para a baliza rasteiro e colocado fora do alcance de Cláudio Ramos; o 0-2 ocorreu aos 52' de jogo, numa "bomba" saída do pé direito do genial ÓLIVER TORRES, inventada num inspirado gesto de extrema elegância feito em suspensão, batendo a bola de pé direito imprimindo-lhe a força e a trajetória veloz de um bólide teleguiado, a qual raspou a tinta da parte interior do poste e ressaltou para um golo de encaixilhar! Aos 74' foi o capitão HÉCTOR HERRERA que concluiu com toda a serenidade do mundo à boca da grande área uma jogada que envolveu os setores do conjunto e quase todos os jogadores da equipa, a partir de uma reposição de bola de Iker Casillas: do lado esquerdo da defesa passou para o lado contrário, prossegui pela ala direita, foi ao centro, chegou a Yacine Brahimi isolado na ponta esquerda que a endereçou, redondinha, para o médio portista a meter na caixa do correio carimbada e selada. Cerca de uma dúzia de toques, quase sempre um por cada intermediário, foram mais os namorados do conjunto que a afagaram dos que testemunharam a belezura da criatura.

    Quem tomou conhecimento do comentário do técnico do Tondela, Pêpa, sobre a forma como decorreu a partida e da justiça do resultado, não deverá ouvir ou ler outro tão assertivo e isento. Surpreendente, sem dúvida, tão habituados que estamos a que não se valorize o mérito dos adversários e a ouvir toda a panóplia de acusações e desculpas na tentativa de branquear as derrotas claras e inequívocas, tentado convertê-las em vitórias fracassadas.

    O campeão compareceu em força e em classe nesta deslocação cheia de armadilhas a Tondela, e pela primeira vez em quatro visitas, venceu por mais de um golo. Com mérito e classe irrebatíveis, limpa e merecidamente! 

    A equipa campeã nacional em título evidenciou coesão, determinação e (muita) classe individual. Taticamente inovadora em relação ao modelo mais usado nas últimas partidas, o posicionamento variado de algumas pedras do sistema resultou em toda a linha. Sérgio, alargou e função dos laterais e deu outra dimensão ás ações no miolo das operações, coartando as habituais saídas da equipa de Tondela, que estão habitualmente a cargo dos excelentes Xavier prolongadas no ataque pelo perigoso Tomané, ontem, completamente neutralizados. E, primeiro deu a intensidade a direita e, depois, à esquerda. Na vida política, nunca é assim... Com arreganho, excelente domínio e espírito de vitória, os portistas tiveram trinta minutos iniciais de abafamento do adversário, que esboçou depois uma tentativa de obter ar para respirar melhor até ao fim do primeiro período. Com o fuzilamento perpetrado pelo impiedoso autor do atirador (Gu)Oliver, o Tondela empalideceu, amarelou o verde das camisolas, a preparar a carta do armistício com a honra e a digindade possível.

    Falar de mérito de prestações individuais quando todos os que defenderam a bandeira o tiveram, é correr o risco de praticar má justiça. Sem desmerecimento da ação importante dos mais calejados, é uma satisfação constatar a valia de Wilson Manafá, a crescente recuperação do valor nato do estilista Adrián López, da impressionante entrega ao jogo de Fernando Andrade e André Pereira e as funções altamente úteis dos mexicanos azuis e brancos de coração Corona e Hèctor Herrera.

    E do "menino-Homem", do tamanho e beleza artística dos Clérigos, o incomparável TORRES, Óliver TORRES.

    O sr. Godinho alentejano pode gabar-se de ter dois excelentes auxiliares. Assim, é como é, cumprir com as normas aprovadas. Ao chefe não foram apresentados casos de difícil julgamento, não se criaram casos bicudos, o encosto de Ricardo Costa a tirar Otávio da jogada dentro de área não terá sido letal, e quatro ou cinco apitadelas a faltinhas no meio campo não se notaram para aí além no andamento corrente do jogo. mas eram evitáveis como o cómico amarelo com que Pepe foi contemplado por "demora de reposição de bola". É de (só) rir.