sexta-feira, dezembro 15, 2017

VITÓRIA, VITÓRIA, É O DRAGÃO.


TP: FC Porto-V. Guimarães, 4-0 (destaques)
 (FotoMaisFutebol)

Taça de Portugal
1/8 da prova
Estádio do Dragão, Porto
Sportv1 - Hora: 20:15
Tempo: chuva moderada e frio
Relvado: Muito bom
Assistência: 19155 espectadores
2017.12.14 (Quinta feira)

   FC DO PORTO - 4 - V. Guimarães, 0
                                (ao intervalo: 1-0) 

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Diego Reyes, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Ricardo Pereira, aos 52' André André, Hèctor Herrera (C), Jesùs Corona, Moussa Marega, aos 79' Óliver Torres e Vincente Aboubakar, aos 71' Tiquinho Soares. Suplentes não utilizados: José Sá, Hernâni, Yacine Brahim e Felipe.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

VSC, Guimarães alinhou com: Miguel Silva, Vítor Garcia, aos 75' João Aurélio, Moreno, Jubal, Conan, Rafael Miranda, Francisco Ramos, Rincon, Sturgeon, aos 81' Kiko, Helder Ferreira, aos 59' Heldon e Tallo.
Equipamento:branco
Treinador: Pedro Martins

Árbitro: Carlos Xistra (AF Castelo Branco). Auxiliares: Nuno Pereira/Jorge Cruz. 4º árbitro: Luís Máximo.

GOLOS E MARCADORES: 1- 0 aos 12' por ABOUBAKAR (g.p.)-Dentro da área, Víctor Garcia luta com Aboubakar pela posse da bola, e ao tentar controlá-la, abre o braço e toca-lhe, cometendo falta de que não me apercebi na transmissão corrida; 2-0 aos 58' por DANILO PEREIRA, na conclusão de livre de canto apontado à direita por Alex Telles, em remate de cabeça. Aos 8' e aos 25' Danilo Pereira viu dois remates seus baterem nos postes, o primeiro na parte interior com a bola a percorrer a linha de baliza; 3-0 aos 64' por ANDRÉ ANDRÉ, a concluir uma preciosa assistência de Hèctor Herrera, o qual levantando subtilmente a bola num arco sobre a defesa do Vitória a levou até AA: 4-0 aos 83' com ANDRE ANDRÉ a bisar, na sequência de pontapé de canto, com a bola a chegar a Tiquinho Soares situado ao segundo poste, com este a devolvê-la no sentido contrário para AA concluir.

     A vitória do Futebol Clube do Porto sobre o Vitória SC de Guimarães não merece contestação. Foi inequivocamente a melhor equipa da noite, numa partida em que o adversário adotou uma atitude competitiva honesta e profissional aplicando todas as suas melhores capacidades para tentar impedir o FC  do Porto de assumir o controle do jogo, lutando de início ao fim pelo melhor resultado. O Vitória de Guimarães, com um início de campeonato bastante inseguro, tem vindo a melhorar a cada jogo que faz sobretudo pela alta valia de algumas das suas pedras , reunindo condições para atingir a breve prazo o nível dos melhores conjuntos da Liga quando o entendimento entre eles corresponder às qualidades técnicas que possuem.

    A equipa portista continua bem e recomenda-se. Joga tranquila, pauta o ritmo que o momento exige, varia as opções táticas, ocupa todo o relvado, pelas alas e pelo interior. E remata. E executa livres como há muito se não via. Todos os jogadores utilizados atravessam um momento bom, física e psicologicamente, e os que há mais tempo se encontram no Clube nunca terão atingido o nível que mostram nesta fase.

   Iker Casillas não foi chamado a resolver situações muito apertadas, exceto uma vez, num remate à distância de Heldon, quando a bola roçou o poste direito da baliza; Maxi Pereira, respira saúde física, Diego Reyes cumpre muito bem o lugar com discrição e eficácia; Iván Marcano, rigoroso no posicionamento é quase intransponível pela relva e pelo ar; Alex Telles, está a atingir nível alto na conversão de livres e como flanqueador lateral, a defender e a atacar; Danilo Pereira, o mais valioso da partida a par do capitão Hèctor Herrera, apresenta-se como proprietário do miolo do relvado mas tanto anda por aí como guarda a retaguarda e assalta "à bomba" a defesa contrária; Jesùs Corona estaria mais confortável à direita, mas há que procurar adaptação a outros espaços; André André é o chamado jogador útil porque aparece disponível quando é preciso; Ricardo Pereira,  está feito como jogador polivalente, Tiquinho Soares foi a jogo como se nele estivesse desde o início, Óliver Torres dispôs de tempo curto para render o que sabe e pode e a dupla Vincent Aboubakar/ Moussa Marega, está a converter-se num "caso de estudo". 

    Amigos: o FC do Porto campeão, regressou. Cuidem-se os cartilheiros, mostrem as coroas na cabeça os "padres".


    Carlos Xistra nem com um jogo fácil conseguiu cumprir. Quis, mas não soube, impor-se pela persuasão e condescendência. Falhou, outra vez. Louve-se-lhe a intenção.


 

segunda-feira, dezembro 11, 2017

LARANJAS SUCULENTAS COM DOCE SABOR AFRICANO

(Fotografia O Jogo online)
Liga NOS
14ª jornada
Estádio do Bonfim, Setúbal
TV - Hora: 20:15 - Domingo
Relvado: normal
Tempo: vento forte + chuva (2ª parte)
Assistência: escassa, sobressaindo a claque portista
2017.12.10

    
                  Setúbal, 0 - FC do PORTO, 5
                   (AO INTERVALO: 0-3)

FC do Porto alinhou: José Sá, Maxi Pereira, Diego Reyes, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, aos 73' Tiquinho Soares, Ricardo Pereira, aos 65' André André, Yacine Brahimi, na 2ª parte Jesùs Corona, Moussa Marega e Vincent Aboubakar.Não utilizados: Iker Casillas, Felipe, Sérgio Oliveira e Hernâni
Equipamento: alternativo de cor laranja
Treinador: Sérgio Conceição

Setúbal: Cristiano, Pedro Pinto, Vasco Fernandes, aos 66' Arnold, César, Nuno Pinto, Nené Bonilha, Podstawsky, aos 72' André Barbosa, João Teixeira, Costinha, Edinho e João Amaral, aos 81' Alief.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: José Couceiro.

Árbitro: Tiago Martins (AF Lisboa). Auxiliares: André Campos e Pedro Ricardo Ribeiro. VAR:  Rui Oliveira. AVAR: Paulo Vieira. 

GOLOS E MARCADORES: 0-1 aos 31', por Vincent ABOUBAKAR. Livre de canto apontado por Alex Telles, com o camaronês a ganhar a bola em disputa com Edinho e a rematar de cabeça para o golo. 0-2 aos 40' por Moussa MAREGA, servido num passe longo por Aboubakar de longa distância, em remate de recarga à defesa de Cristiano; 0-3 aos 45'+4', de novo por Vincent ABOUBAKAR, na conversão de uma grande penalidade cometida por falta inequívoca sobre si próprio, ao ser rasteirado depois de ter saído de um drible brilhante sobre dois adversários. A falta foi prontamente assinalada pelo árbitro, mas o VAR quis intervir e parou a marcação, tendo a mesma sido confirmada depois de Tiago Martins ter ido visionar o lance na tv do estádio. Aboubakar, apesar do tempo de espera não se deixou perturbar, e com remate rasteiro e forte, atirou para o golo; 0-4 aos 69', de novo por Vincent ABOUBAKAR na sequência de uma jogada espetacular de Marega junto à linha de fundo que concluiu em passe para a marca de grande penalidade onde surgiu o avançado portista e enviar para o fundo das redes; 0-5 aos 82' por Moussa MAREGA numa assistência magistral de Aboubakar prosseguida pelo maliano a isolar-se, e à entrada da área e perante a saída do guarda redes sadino a "picar" a bola por cima dele num gesto de frieza e classe.

       O Futebol Clube do Porto respondeu aqueles que esperavam um resultado negativo na deslocação ao Bonfim, com uma exibição de grande classe traduzida numa goleada que poderia ter atingido números bem mais substanciais. Foi uma equipa personalizada, confiante nas suas capacidades, fresca fisicamente não obstante as provas a que tem sido submetida, lutadora, virada para o ataque, constante e persistente na liderança da partida no tempo e no espaço inteiro do relvado, capaz de superar um adversário hostil, excessivo na vontade de roubar a bola na peleja dos lances individuais recorrendo frequentemente à falta, algumas perto da violência física, e capaz de resistir com fair play e paciência à costumada incompetência das equipas responsáveis pelo cumprimento das leis do jogo.

       O FC do Porto foi a melhor equipa do princípio ao fim da partida. Excetuando o início do encontro em que lhe foi permitido aproximar-se da baliza defendida por José Sá, aliás sem perigo iminente de cedo se adiantar nio marcador como estaria planeado por Couceiro, o Setúbal foi manietado nos movimentos coletivo e individuais pela organização global da equipa portista, muito embora tudo fizessem os seus atletas para contrariar a superioridade absoluta do conjunto portista.


      José Sá não foi chamado a resolver situações complicadas, revelou tranquilidade e segurança;  Maxi Pereira, Diego Reyes, chamado à equipa para adquirir rotina de jogo, Ivàn Marcano e Alex Telles, mandaram nas ameias da fortaleza derrubando as escadas por onde o adversário tentava escalar; Danilo Pereira mostra-se cada vez mais forte e assertivo, sendo notável a "bomba" despoletada à distância de pé esquerdo abafada a custo pelo Cristiano; Hèctor Herrera, o capitão, está a converter-se no mandão da orquestra, o maestro que pauta a concerto e faz vibrar os instrumentos com o som apropriado; Yacine Brahimi é o encantador de serpentes, sinuoso e "malandro" de meter raiva ao adversário mais paciente e cordato; Ricardo Pereira, um lutador incansável, trabalhador consciente e criterioso, pau para toda a obra; Moussa Merega, só visto como tem vindo a  evoluir, espanta a força de búfalo africano e a revelação da criatividade que lhe negavam que pudesse ter, Vincent Aboubakar, imperturbável com uma esfinge, respira saúde, força e...pontaria! Três de uma só vez! Impassível na transformação do penalti apesar da expetativa pela demora da confirmação inútil. Tiquinho Soares, teve mais una minutos para se ambientar, Jesús Corona entrou e destabilizou, André André não conseguiu mostrar o que, na realidade, é.


      O árbitro. E o vídoárbitro. Aconteceu que os atletas não complicaram e facilitaram a vida a Tiago Martins. Apesar do bom comportamento dos jogadores, o juiz lisboeta não superou as suas insuficiências. É incompreensível o recurso ao VAR na jogada da grande penalidade, sendo ela tão evidente e a sua decisão imediata. Mais pareceu uma pantomina encenada para que passe a mensagem de que o FC do Porto é tratado nos mesmos termos e igualdade com os seus mais diretos rivais. Quanto ao "empurrão" que estatelou o idoso Edinho e que tanto impressionou o "comentador da sport tv Pedro Henriques que repetiu a sua certeza de falta ate ficar esfalfado, só quem nunca viu jogar o (agora) avançado setubalense substituto de Gonçalo Paciência, poderá crer que o "tombo" é resultante da força de Aboubakar; e depois, aquela mãozinha marota, subrepetícia, a puxar a camisola pertinho dos calções do camaronês ninguém se lembraria de classificar como penalti irrecusável. Como o lance resultou em golo e não há, no caso, benefício ao infrator, se o VAR viu não tinha que intervir.


       Não estou de acordo que se expulse um treinador na situação em que ontem José Couceiro foi protagonista. O treinador é um figura do jogo, tal como o árbitro e os jogadores, embora com maiores responsabilidade. Contudo, um árbitro sensato, com personalidade consolidada, teria entendido o momento do responsável da equipa setubalense, tê-lo-ia advertido e aconselhado a acalmar-se sem o sujeitar à humilhação de uma expulsão privando-o de exercer as suas competências e desvalorizado o espetáculo. Os árbitros portugueses só teriam a aprender se seguissem o exemplo dos profissionais ingleses, pelo menos dos mais categorizados, que usam de estilo apaziguador e tolerante para resolver situações semelhantes.


        Mas isto é uma opinião de leigo, que nada percebe de bola.


  

quinta-feira, dezembro 07, 2017

DRAGÃO PUJANTE, DETERMINADO E CONFIANTE, RETOMA O CAMINHO DA GLÓRIA.


LC: FC Porto-Mónaco, 5-2 (crónica)

​Dragões
Liga dos Campeões
Fase de Grupos (G) 
6ª jornada (última)
Estádio do Dragão, Portugal
TV - Hora: 19:45 
Tempo: Frio e seco
Relvado: impecável
Assistência: acima de 40000
2017.12.06 (quarta feira)


   FC DO PORTO, 5 - AC MÓNACO, 2
                                (ao intervalo: 3-0)

FC do Porto alinhou com: José Sá, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (c), André Andrém aos 42' Diego Reyes, Yacine Brahimi, Vincent Aboubakar, aos 74' Tiquinho Soares e Moussa Marega, aos 68' Jesùs Corona. Não utilizados: Iker Casillas, Maxi Pereira e Miguel Layún.
Equipamento: camisola oficial tradicional, calção e meias brancas.
Treinador: Sérgio Conceição.

AC Mónaco alinhou com:Benaglio, Touré, Grik, Jenerson, Kongolo, Ronny Lopes, Meilé, N'Doranna, Ghezzam, Carrilho e Donakhby. Aos 66' Entraram Radamel Falcao e João Moutinho. Também foi a jogo, Baldé.
Treinador: Leonardo Jardim.

Árbitro: Jonas ERIKSON (Suécia)

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 9' por Vincent ABOUBAKAR, na sequência de livre apontado á direita por Alex Telles, com a chegar à entrada da área e Yacine Brahimi a servir em chapéu para as costas da defesa monegasca com Aboubakar a receber e controlar e a enviar para a baliza com segurança: 2-0 aos 33', de novo por Vincent ABOUBAKAR, na conclusão de jogada coletiva iniciada no início do meio campo com finalização do camaronês; 3-0 aos 45' por Yacine BRAHIMI, numa assistência de Aboubakar e remate colocado do argelino: 3-1 aos 61' por GLIK, na conversão de penalti, com José Sá a acertar no lado escolhido pelo marcador, mas sem travar a bola chutada com muita força; 4-1 aos 65' numa jogada individual de ALEX TELLES concluída com um remate cruzado rente à relva a bater por dentro no poste contrário e Benáglio a ver. Golaço do lateral esquerdino portista. 4-2 aos 78' por RADAMEL FALCAO, desviando de cabeça a bola um cruzamento e entrada "à Falcao"; 5-2 aos 88' por Tiquinho SOARES, elevando-se e rematando forte de cabeça sem defesa para o guarda redes do Mónaco.

     Noite de gala e de grande euforia foi vivida ontem à noite no Dragão para celebrar a passagem do Futebol Clube do Porto à última fase da Liga dos Campeões, com uma vitória estrondosa e exibição notavelmente brilhante obtida sobre o Mónaco de Leonardo Jardim, campeão em título do campeonato francês e atual terceiro da classificação geral.

    O FC do Porto superiorizou-se claramente ao seu adversário quer pela qualidade de jogo que a equipa produziu quer pelas situações criadas para chegar ao golo. Adiantando-se no marcador ainda antes de atingir os 10', os jogadores embalaram a equipa para uma exibição de grande estilo que empolgou a numerosa falange de apoio que quase lotou as bancadas do espetacular estádio do Dragão, vibrando a cada alteração do marcador o qual atingiu a marca de três golos sem resposta nos primeiros quarenta e cinco minutos.

    A toada atacante e o ritmo de jogo abrandaram na segunda parte enquanto o resultado se manteve inalterado, mas perante a marcação do primeiro golo dos visitantes, a equipa reagiu de pronto e repôs a diferença 4' minutos depois do penalti convertido por Glik, repetindo mais tarde o feito quando o "nosso" Radamel Falcao fez, de cabeça, o segundo do Mónaco, na resposta de Tiquinho Soares concretizada aos 88'.

   Se globalmente a equipa do Futebol Clube do Porto logrou atingir um nível de jogo à altura da importância da Liga dos Campeões, individualmente, quase todos os que participaram contribuíram para isso em esforço, técnica e inspiração, merecendo os aplausos que a multidão dos seguidores presente lhes dedicou. 

   O Futebol Clube do Porto ganhou o direito de estar na prova maior do futebol europeu, a 14ª da sua fantástica carreira, sendo o lídimo único representante do nosso país para gáudio e orgulho da naçon do baluarte azul e branco.

  Jonas (!) Erikson, sueco de nacionalidade, dececionou-me. Esperava (muito) melhor qualidade para justificar a fama de perfeição de que goza o pais de origem quanto ao que lá se produz. Em equidade de julgamento, tem a favor as expulsões que ajuizou devidamente. Quanto aos penaltis, sim porque houve penaltis não assinalados e um duvidoso ratificado, e outras situações mal avaliadas, eu não pude evitar ter pensado não ser o Jonas distinto do seus pares que, por cá, são tidos por competentes.

 

   

   

  

sábado, dezembro 02, 2017

LEITEIRAS MIXORDEIRAS.




Liga NOS 
13ª jornada
Estádio do Dragão, Portugal
TV - Hora: 20:30
Tempo: 8º e sem chuva
Relvado: muito bom
Assistência: Esgotado (49 809)
2017.12.01(sexta feira)

           FC DO PORTO, 0 - Sport Lisboa e Benfica, 0 

FCP alinhou com: José Sá, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, aos 58' Otávio, Yassine Brahimi, Moussa Marega e Vincent Aboubakar, aos 75' Tiquinho Soares. Suplentes não utilizados: Iker Casillas, Maxin Pereira, Hernâni, Diego Reyes e André André.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

SLB: Bruno Varela, André Almeida, Luisão, Jardel, Grimaldo, Feijza, Pizzi, aos 64' Samaris, Krominovic, Sálvio, Jonas, aos 85' Gimenez e Cervi, aos 76' Zivcovic.

 ÁRBITRO: JORGE SOUSA. Auxiliares:ÁLVARO MESQUITA E NUNO MANSO
VAR. HUGO MIGUEL (Lisboa)  


         Colaborando com o ungente apelo à paz e à concórdía no agora conturbado ambiente do futebol lusitano, proclamado pelos eficientes, isentos e honestíssimos ocupantes dos cargos das instituições que lideram a sua complexa estrutura funcional, não devo perturbar a "paz dos cemitérios" que é recomendada aos consumidores do jogo da bola pelo que procurarei manter uma postura simpática e tolerante subserviência, ao gosto dos senhores da Corte alfacinha, nas referências sobre a black football fryday do derby PORTO-Benfica, da 13ª jornada da Liga corrupta portuguesa:

      Assim:  
                  - não se pode comentar um jogo quando só uma equipa estiver determinada a praticar futebol, decorridos que estejam os primeiros vinte minutos do início do encontro.

                  - quando um árbitro contundido num atropelamento em plena arena, fica com a visão perturbada e não vê a batota de um idoso praticante, estendido na fofa relva, a tentar travar com o braço o que não conseguiu com a cabeça por não ter cabelo

                   - que o auxiliar Nuno Manso(inho...) junto à linha e com ângulo aberto, e  que um VAR sob a visão de um árbitro internacional, por acaso inscrito da AF Lisboa, não sirva para esclarecer o que não convém ficar claro mas vermelho e seja ignorada o que passa e se repete numa dúzia de câmaras

                  - que um dos membros mais cotados do grupo "dos melhores árbitros do mundo" (v.g. Pedro Proença, presidente de Liga de Clubes em entrevista na tv transmitida esta semana), intua um fora de jogo a um jogador que tem mais de meia pequena área em posição legal e anule o lance que terminou em golo ainda antes do auxiliar Álvaro Mesquita reputado bandeirinha internacional, ter tido tempo de levantar a bandeira a travar a jogada, e interfira no resultado final favorável ao infrator

                   - que não é possível ignorar a mixordeira da leiteira na Mata Real onde um espaldado senhor Rui Costa vira as costas à dignidade e honra e branqueie um falta passível de livre de onze metros como alguém que não tem nada a ver com o assunto

                  - não sendo relevante que em dois jogos sucessivos o líder invicto da prova fosse assaltado e roubado em QUATRO PONTOS!

                  - que seja tão fácil a Nuno(s) Almeida(s) assinalar penalti como fazer cócegas a um jerico manhoso, em Loulé

                  - que o nacional benfiquismo dos imparciais especialistas da escrita atue em força e sem poupança de água e lixívia para tentar tapar o sol com a peneira continuando a fazer de conta que o Sport Lisboa e Benfica é (apenas) uma (má) equipa de futebol e tem participação de honra numa prova europeia com cinco derrotas em cinco jogos e um, um, um!!! golo apontado de que até se ri em Viena da Áustria o profeta Bella Gutman,

                  ESPERO QUE, COMO ACONTECIA HÁ 100 ANOS, AS MIXORDEIRAS LEITEIRAS DO FUTEBOL EM PORTUGAL TENHAM OS NOMES DIVULGADOS "PARA PRECATAR" QUEM AINDA TIVER VONTADE DE CONTINUAR A CONSUMIR "FUTEBOL"  made in Portugal.
   
 

                 

                  

       

domingo, novembro 26, 2017

AVES À SOLTA CAUSAM ESTRAGOS

 Aves-FC Porto (equipas): Soares titular, mais de dois meses depois
Liga NOS
12ª jornada
Estádio da Vila das Aves 
Sportv - 20:3O horas
Tempo s/ chuva - 12º temperatura
Relvado: irregular
Assistência: cerca de 5 000 
2017.11.25

       CD das Aves, 1 - FC DO PORTO, 1
                                  (ao intervalo: 1-1)

GD Aves alinhou com: Quim, Rodrigo Soares, Defendi, aos 59' Gauld, Diego Galo, Nildo, Vítor Gomes, aos 72 Braga, Carlos Ponk, Paulo Machado, aos 85' Cláudio Falcão, Salvador Agra, Amilton e Arango.
Treinador:Lito Vidigal

FC do Porto alinhou com: José Sá, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Héctor Herrera (C), Jesùs Corona, expulso aos 52' por duplo cartão amarelo, Yassine Brahimi, aos 87' André Pereira, Tiquinho Soares, aos 56' Maxi Pereira, Vincente Aboubakar, aos 68' Moussa Marega. Suplentes não utilizados: Iker Casillas, Diego Reyes, André André, Sérgio Oliveira 
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Rui Costa (Porto), VAR: Bruno Esteves.

MARCADOR: 0-1 aos 6' por RICARDO PEREIRA numa assistência de Tiquinho Soares, com o remate já dentro da área a meter a bola por entre as pernas de Quim que saíra do encontro do marcador. 1-1 aos 63' por Vítor Gomes a desviar de cabeça um cruzamento bem medido sobre a baliza na sequência de excelente jogada de entendimento do ataque do Aves.

    Sendo previsível que este jogo na Vila das Aves não iria ser fácil, e não foi como ficou depois claramente provado, o Futebol Clube do Porto andou longe do que seria expectável poder fazer para colher os três pontos em disputa. Contra um conjunto que surpreendeu pelo empenho e organização com que se bateu de princípio ao fim da partida, o líder da prova nunca assumiu o comando e o controle do jogo, e permitiu ao adversário um bom número de oportunidades para alcançar um resultado ainda mais favorável.

     Um tanto surpreendentemente, Tiquinho Soares, de início, e mais tarde Moussa Marega), integraram a equipa depois de terem recuperado de lesões, aumentando o crédito quanto à obtenção de um resultado positivo face ao entendimento e eficácia demonstrados no início da prova. A equipa ganhou mais presença e soluções de ataque, contudo os regressados não deixaram de evidenciar carência de ritmo e  ineficácia na conclusão de alguns lances.


     O Futebol Clube do Porto pareceu desgastado fisicamente, não conseguiu imprimir velocidade ao seu jogo,os jogadores erraram demasiados passes e algumas (raras) boas chances de golo e concretizaram poucos remates enquadrados à baliza. A equipa foi mais reativa que ativa, a expulsão de Jesùs Corona diminuiu a possibilidade de intensificar a procura do golo de desempate e a defesa, onde se tem fundamentado os resultados até agora obtidos não revelou a solidez e entendimento habituais.


     José Sá solidifica progressivamente a posse do lugar, Ricardo Pereira jogou com a energia e empenho que lhe são reconhecidos, Danilo Pereira entregou-se ao jogo com a raça que que o caracteriza, Vincent Aboubakar atuou alguns furos acima do que tem vindo a conseguir, mas voltou a não ser decisivo. Jesús Corona, irreconhecível, deveria ter saído so jogo antes da expulsão. Tiquinho faz falta a Aboubakar.

    Recomeçou a "pacificação" do futebol português. Rui Costa e Bruno Esteves (VAR)roubaram ao Futebol Clube do Porto a melhor oportunidade de somar os três pontos em jogo. Golpe maior não poderiam ter dado (a não ser fazerem explodir uma caixa MB com uma garrafa de gás) ao ignorarem um pontapé no joelho de Danilo Pereira aplicado por um defesa local, dentro da área, tão real quanto  ser manifesta a certeza de que Rui Costa e o amigo Esteves não consideraram a falta porque têm garantida a imunidade das malfeitorias arbitrais que causarem ao Futebol Clube do Porto.


    
   

quarta-feira, novembro 22, 2017

O MILITANTE BENFIQUISTA QUE É PRIMEIRO MINISTRO VERDADEIRO.


Resultado de imagem para fotografia de António Costa



Qualquer cidadão investido em cargo com vínculo ao Estado, seja administrativo ou político, não tem que abdicar, esconder ou ver cerceada a preferência que nutre pelo clube desportivo com o qual se identifica e apoia como adepto, enquanto no exercício público do cargo que desempenhar. Mas tem obrigação de ser contido, delicado, neutro ou mesmo abster-se de manifestações efusivas excessivas, quando em atos oficiais de natureza pública em que participa, comportamento tanto mais exigível quanto mais destacada e maior relevância tiverem as funções que lhe estão cometidas.
     
    O atual primeiro ministro do Governo dr. António Costa, é um assumido adepto do Sport Lisboa e Benfica. Tem todo o direito, faz parte de seis milhões de portugueses que apoiam o clube da capital, o que lhe confere uma almofada de conforto na hora em que o voto em eleições vale lugares e lideranças apetecíveis. E como um comum apaixonado pelo jogo da bola, desfardado de obrigações de Estado, tempo disponível e apetência física ninguém se atreveria a criticar o cascol da águia envolto no pescoço, ou, mais discretamente, o emblema na lapela ao vê-lo no estádio a entoar os típicos cânticos dos demais sócios organizados do glorioso Benfica do regime.

   Há tempos numa assembleia em que discursava, o sr. Primeiro Ministro notando perturbação na sala, perguntou, respondendo: -Foi golo do Benfica, não foi? Bem, assim ficámos todos mais satisfeitos. Num dia da semana passada, na televisão pública subsidiada pelos contribuintes, Sua Excelência andava em visita numa qualquer região suponho que asiática, tendo contatado uma escola onde se aprendia a Língua Portuguesa. A um dos alunos que leu um pequeno texto na nossa Língua, o primeiro ministro de Portugal quis saber se o jovem acompanhava o futebol luso, e perante a resposta afirmativa, perguntou-lhe: -E qual é o clube que conheces? - Binfica (coincidência admirável!). O sr. Costa, sorriso aberto "Pepsodente", premiou o jovem confrade com caloroso cumprimento.

     Enfim, dir se à que são pormenores de reduzida relevância, e terão mesmo escapada à maioria dos que seguem os telejornais. Mas, se juntarmos as pontas do manto protetor, melhor se perceberá a imagem transmitida em direto colhida na tribuna de honra do estádio do Benfica, no decorrer de um jogo na época anterior em que participava o Estoril Praia, mostrando o "primeiro ministro", faz de conta, do clube das águias, tendo à sua direita o sr. Primeiro Ministro do Governo, sr. António Costa, e a sua esquerda o sr. Ministro das Finanças, Mário Centeno. 

     Tudo bem. Veremos o que o futuro nos reserva...

    

DRAGÃO DE OUVIDOS MOUCOS AO RUÍDO DE BESIKTAS PARK.


LC: Besiktas-FC Porto, 1-1 (resultado final)


Liga dos Campeões
Fase de grupos
5ª jornada - 2ª mão
Besiktas Park, Istambul, Turquia
RTP1. Hora: 17:00 (TMG)
Condição do tempo: frio sem chuva
Relvado; bom
Assistência: 40000
2017.11.21, terça feira







                    Besiktas JK 1 - FC do PORTO, 1 
                                                    (ao intervalo: 1-1)

Besilktas JK alinhou com: Fabri, Dusko Todic, Görkhan Gönn, Pepe, Adriano, Atiba Hautchtinson, Talgan Arslan, Anderson Talisca, Cenix Tosun, Ryan Babel e Ricardo Quaresma. Suplentes: Tolga Zengn, Matei Mitrovich, Gary Mendel, Caner Erkin, Jereemiastins, Ogulhan Ozyakul e Álvaro Negredo.

FC do Porto alinhou com: José Sá, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira, Hèctor Herrera (C), aos 90'+1' Diego Reyes, Ricardo Pereira, aos 80' Jesùs Corona, Vincent Aboubakar e Yassine Brahimi.
Equipamento: alternativo de cor laranja
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Mateo Lahoz (Espanha)

GOLOS: 0-1 aos 29' por Felipe, no desenvolvimento de uma jogada bem sucedida iniciada na direita por Alex Telles a bater um livre direto em passe curto para Ricardo Pereira, com este a meter no miolo da área onde FELIPE aparece a concluir com remate rente à relva; o empate a 1-1 foi obtido por  Anderson Talisca, a concluir à boca da baliza um lance em que Felipe vê a bola ser-lhe passada por cima da cabeça em lance corrido, com cruzamento para o lado contrário onde apareceu isolado sem marcação o brasileiro a concretizar sem remissão.


       Excetuando os vinte(+-) minutos iniciais do segundo tempo em que teve que suportar um forte caudal atacante da equipa do Besiktas, nesta decisiva partida para manter a confiança no acesso à fase seguinte da Liga dos Campeões, o Futebol Clube do Porto bateu-se em posição de igualdade com o conjunto turco,  fazendo o bastante para regressar do ambiente escaldante do Besiktas Park, em Istambul,  com um empate que garante desde logo a participação na Liga Europa, e o ganho de vantagem de depender do que for capaz de fazer no Estádio do Dragão contra o Mónaco no último jogo desta fase.

      Sérgio Conceição introduziu algumas mudanças pouco previsíveis para leigos na formação inicial, chamando à equipa Maxi Pereira e Ricardo Pereira para assumirem a facha direita, e voltou a confiar em Sérgio Oliveira para dar maior solidez e consistência à linha intermédia, além de manter a confiança em José Sá entregando-lhe a guarda da baliza em detrimento de Iker Casillas.

    A partida decorreu interessante com boa disputa de lances de parte a parte, tendo ambos os conjuntos andado perto de fazer funcionar o marcador, designadamente aos 33' por Ricardo Quaresma, aos 36' e 39' por Ricardo Pereira e Aboubakar, este na sequência de excelente jogada de Yassine Brahimi e assistência de Hèctor Herrera, no primeiro período, e um grande pontapé que fez abanar a baliza à guarda de José Sá aos 58' da autoria do excelente Babá; Quaresma ainda haveria de dar oportunidade a José Sá de brilhar quando, aos 61' na sequência de jogada de patente registada do cigano foi ao ângulo da baliza mandar a bola para canto.

     A enorme chance do Futebol Clube do Porto trazer na carteira o bilhete pago da passagem à derradeira fase da Liga, esteve nos pés de Ricardo Pereira, o qual, depois de protagonizar uma incursão na área turca e ter a baliza à mercê, não tendo o dom que Quaresma possui, não conseguiu a trivela e a bola perdeu-se ao lado do poste.

    Um a um, José Sá mostrou-se sereno, executou duas ou três intervenções difíceis e não cometeu erros comprometedores. Muito bem. A defesa em geral cumpriu não obstante as dificuldades com que teve que se haver, sobretudo nas laterais, onde Alex Telles sentiu muitas dificuldades em travar os adversários que lhe surgiam pela frente; Danilo Pereira e Sérgio Oliveira nunca viraram a cara aos adversários, mas o que mais se terá evidenciado foi o capitão Herrera, até o depósito ter gasolina. Considerando que Ricardo Pereira foi mais atacante do que defesa direito, o avançado fez uma bela exibição. Merecia ter tido sucesso no lance atrás descrito, poderia ser considerado o mais regular em todo o tempo que esteve em campo. Yassine Brahimi, foi especialmente vigiado e poucas vezes logrou escapar ao cerco que lhe era movido por três ou quatro "polícias". E, Vincent Aboubakar: espero, continuo a esperar, ver de regresso o grande Aboubakar. Jesùs Corona foi estratégia para os últimos 12´minutos e Diego Reyes para os 90'+2'

    Conheço do campeonato espanhol (e não só), Meteo Lahoz. Tem personalidade muito própria de quem gosta de dominar. É um grande árbitro, mas infalíveis só os deuses. Na segunda parte, terá sido mais equidistante  nas suas decisões em relação ao ambiente e diluiu as minhas dúvidas iniciais. Um excelente exemplo para a arbitragem lusa.