quarta-feira, novembro 22, 2017

O MILITANTE BENFIQUISTA QUE É PRIMEIRO MINISTRO VERDADEIRO.


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Qualquer cidadão investido em cargo com vínculo ao Estado, seja administrativo ou político, não tem que abdicar, esconder ou ver cerceada a preferência que nutre pelo clube desportivo com o qual se identifica e apoia como adepto, enquanto no exercício público do cargo que desempenhar. Mas tem obrigação de ser contido, delicado, neutro ou mesmo abster-se de manifestações efusivas excessivas, quando em atos oficiais de natureza pública em que participa, comportamento tanto mais exigível quanto mais destacada e maior relevância tiverem as funções que lhe estão cometidas.
     
    O atual primeiro ministro do Governo dr. António Costa, é um assumido adepto do Sport Lisboa e Benfica. Tem todo o direito, faz parte de seis milhões de portugueses que apoiam o clube da capital, o que lhe confere uma almofada de conforto na hora em que o voto em eleições vale lugares e lideranças apetecíveis. E como um comum apaixonado pelo jogo da bola, desfardado de obrigações de Estado, tempo disponível e apetência física ninguém se atreveria a criticar o cascol da águia envolto no pescoço, ou, mais discretamente, o emblema na lapela ao vê-lo no estádio a entoar os típicos cânticos dos demais sócios organizados do glorioso Benfica do regime.

   Há tempos numa assembleia em que discursava, o sr. Primeiro Ministro notando perturbação na sala, perguntou, respondendo: -Foi golo do Benfica, não foi? Bem, assim ficámos todos mais satisfeitos. Num dia da semana passada, na televisão pública subsidiada pelos contribuintes, Sua Excelência andava em visita numa qualquer região suponho que asiática, tendo contatado uma escola onde se aprendia a Língua Portuguesa. A um dos alunos que leu um pequeno texto na nossa Língua, o primeiro ministro de Portugal quis saber se o jovem acompanhava o futebol luso, e perante a resposta afirmativa, perguntou-lhe: -E qual é o clube que conheces? - Binfica (coincidência admirável!). O sr. Costa, sorriso aberto "Pepsodente", premiou o jovem confrade com caloroso cumprimento.

     Enfim, dir se à que são pormenores de reduzida relevância, e terão mesmo escapada à maioria dos que seguem os telejornais. Mas, se juntarmos as pontas do manto protetor, melhor se perceberá a imagem transmitida em direto colhida na tribuna de honra do estádio do Benfica, no decorrer de um jogo na época anterior em que participava o Estoril Praia, mostrando o "primeiro ministro", faz de conta, do clube das águias, tendo à sua direita o sr. Primeiro Ministro do Governo, sr. António Costa, e a sua esquerda o sr. Ministro das Finanças, Mário Centeno. 

     Tudo bem. Veremos o que o futuro nos reserva...

    

DRAGÃO DE OUVIDOS MOUCOS AO RUÍDO DE BESIKTAS PARK.


LC: Besiktas-FC Porto, 1-1 (resultado final)


Liga dos Campeões
Fase de grupos
5ª jornada - 2ª mão
Besiktas Park, Istambul, Turquia
RTP1. Hora: 17:00 (TMG)
Condição do tempo: frio sem chuva
Relvado; bom
Assistência: 40000
2017.11.21, terça feira







                    Besiktas JK 1 - FC do PORTO, 1 
                                                    (ao intervalo: 1-1)

Besilktas JK alinhou com: Fabri, Dusko Todic, Görkhan Gönn, Pepe, Adriano, Atiba Hautchtinson, Talgan Arslan, Anderson Talisca, Cenix Tosun, Ryan Babel e Ricardo Quaresma. Suplentes: Tolga Zengn, Matei Mitrovich, Gary Mendel, Caner Erkin, Jereemiastins, Ogulhan Ozyakul e Álvaro Negredo.

FC do Porto alinhou com: José Sá, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira, Hèctor Herrera (C), aos 90'+1' Diego Reyes, Ricardo Pereira, aos 80' Jesùs Corona, Vincent Aboubakar e Yassine Brahimi.
Equipamento: alternativo de cor laranja
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Mateo Lahoz (Espanha)

GOLOS: 0-1 aos 29' por Felipe, no desenvolvimento de uma jogada bem sucedida iniciada na direita por Alex Telles a bater um livre direto em passe curto para Ricardo Pereira, com este a meter no miolo da área onde FELIPE aparece a concluir com remate rente à relva; o empate a 1-1 foi obtido por  Anderson Talisca, a concluir à boca da baliza um lance em que Felipe vê a bola ser-lhe passada por cima da cabeça em lance corrido, com cruzamento para o lado contrário onde apareceu isolado sem marcação o brasileiro a concretizar sem remissão.


       Excetuando os vinte(+-) minutos iniciais do segundo tempo em que teve que suportar um forte caudal atacante da equipa do Besiktas, nesta decisiva partida para manter a confiança no acesso à fase seguinte da Liga dos Campeões, o Futebol Clube do Porto bateu-se em posição de igualdade com o conjunto turco,  fazendo o bastante para regressar do ambiente escaldante do Besiktas Park, em Istambul,  com um empate que garante desde logo a participação na Liga Europa, e o ganho de vantagem de depender do que for capaz de fazer no Estádio do Dragão contra o Mónaco no último jogo desta fase.

      Sérgio Conceição introduziu algumas mudanças pouco previsíveis para leigos na formação inicial, chamando à equipa Maxi Pereira e Ricardo Pereira para assumirem a facha direita, e voltou a confiar em Sérgio Oliveira para dar maior solidez e consistência à linha intermédia, além de manter a confiança em José Sá entregando-lhe a guarda da baliza em detrimento de Iker Casillas.

    A partida decorreu interessante com boa disputa de lances de parte a parte, tendo ambos os conjuntos andado perto de fazer funcionar o marcador, designadamente aos 33' por Ricardo Quaresma, aos 36' e 39' por Ricardo Pereira e Aboubakar, este na sequência de excelente jogada de Yassine Brahimi e assistência de Hèctor Herrera, no primeiro período, e um grande pontapé que fez abanar a baliza à guarda de José Sá aos 58' da autoria do excelente Babá; Quaresma ainda haveria de dar oportunidade a José Sá de brilhar quando, aos 61' na sequência de jogada de patente registada do cigano foi ao ângulo da baliza mandar a bola para canto.

     A enorme chance do Futebol Clube do Porto trazer na carteira o bilhete pago da passagem à derradeira fase da Liga, esteve nos pés de Ricardo Pereira, o qual, depois de protagonizar uma incursão na área turca e ter a baliza à mercê, não tendo o dom que Quaresma possui, não conseguiu a trivela e a bola perdeu-se ao lado do poste.

    Um a um, José Sá mostrou-se sereno, executou duas ou três intervenções difíceis e não cometeu erros comprometedores. Muito bem. A defesa em geral cumpriu não obstante as dificuldades com que teve que se haver, sobretudo nas laterais, onde Alex Telles sentiu muitas dificuldades em travar os adversários que lhe surgiam pela frente; Danilo Pereira e Sérgio Oliveira nunca viraram a cara aos adversários, mas o que mais se terá evidenciado foi o capitão Herrera, até o depósito ter gasolina. Considerando que Ricardo Pereira foi mais atacante do que defesa direito, o avançado fez uma bela exibição. Merecia ter tido sucesso no lance atrás descrito, poderia ser considerado o mais regular em todo o tempo que esteve em campo. Yassine Brahimi, foi especialmente vigiado e poucas vezes logrou escapar ao cerco que lhe era movido por três ou quatro "polícias". E, Vincent Aboubakar: espero, continuo a esperar, ver de regresso o grande Aboubakar. Jesùs Corona foi estratégia para os últimos 12´minutos e Diego Reyes para os 90'+2'

    Conheço do campeonato espanhol (e não só), Meteo Lahoz. Tem personalidade muito própria de quem gosta de dominar. É um grande árbitro, mas infalíveis só os deuses. Na segunda parte, terá sido mais equidistante  nas suas decisões em relação ao ambiente e diluiu as minhas dúvidas iniciais. Um excelente exemplo para a arbitragem lusa.

    

segunda-feira, novembro 20, 2017

RUI MASSENA, FORA DE CENA.

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   O que conheço de Rui Massena é que se trata de destacado maestro compositor musical, com mérito reconhecido no país e fora dele, nada de relevante como adepto do Futebol Clube do Porto. Além das referências sempre abonatórias que lhe são feitas nos órgãos de informação generalista relacionadas com a intensa atividade artística que produz, foi no Porto Canal que mais seguimento lhe dediquei desde algum tempo a esta parte não obstante o relativo interesse que nutro pela música clássica em geral.

    Sabia que Rui Massena é adepto (sócio) do Futebol Clube do Porto.

    Quando terminou o jogo em Guimarães, procurei encontrar outro programa que estivesse a ser emitido em direto (não aprecio ver repetições a não ser por interesse pontual), tendo entrado no "play-off" que estava a iniciar. Surpreendeu-me não fazer parte do painel o Miguel Guedes, comentador residente adepto do FC do Porto e estar no seu lugar Rui Massena; e como é (talvez) o único sítio onde cada interveniente fala a seu tempo e logra concluir o que pretende falar de modo a que quem estiver a ver ouça o que diz, não resisti à curiosidade e fiquei.

    Falava João Govern, falou, falou e falou. Entrou o Inácio depois, e falou. Massena, neste espaço alargado de tempo, não tugiu nem mugiu. O moderador lembrou-se de que compositor estava lá para compor, isto é, para expor de memória o que estava na pauta, O maestro equivocou-se pensando estar na Casa da Música e em vez de orientar a orquestra para um concerto inspirado na tragédia que na atualidade vive o futebol nacional, ensaia um prelúdio de uma área mística, uma espécie de ensaio onde entram anjos de asas brancas a apaziguar e desculpabilizar as matreirices do diabo para instalar a paz e a concórdia das partes.

    Perante o gáudio e os repetidos  "muito bem" e de movimentos de concordância feitos com a cabeça do representante do clube do regime, a inchar a cada frase que ouvia,  o ilustre portista maestro compositor orientou a sua intervenção para falar de um futebol lírico, puro na sua essência lúdica e apaixonante, que fizesse dos estádios o Éden dos verdadeiros apreciadores do ancestral jogo da bola. Sobre a realidade totalmente inversa ao idealismo poético do nefelibata pregador, que virou o futebol português na rota do roubo organizado denunciado no programa da estação oficial do Clube "Universo Porto de Bancada , Massena disse nada! Ou não tem estado no pais nos últimos tempos, ou não lê jornais ou vê televisão, desconhece o tema com quem conversa sobre futebol e onde, porque, estou seguro não será com os amigos do camarote do Estádio do Dragão, nos bastidores da Casa da Música, no Majestic, nas bancadas entre as claques, nos gabinetes da preparação das cidades capitais da cultura, que se vive o Futebol Clube do Porto espoliado, difamado, apoucado, desvalorizado nos títulos conquistados nacional e internacionalmente, como é sentido pela massa adepta nas obras, nas deslocações para apoiar a equipa suportando intempéries e despesas, nas abdicações de gastos pessoais para poder pagar a quota, para suportar os comentadores parciais que pululam nas redações da informação alfacinha, nos que arriscam ser linchados se entram em certos estádios identificados pelo cascol azul e branco. Foi tão desfasada da realidade a sua exposição que, Augusto Inácio, de si apiedado e talvez num impulso de reconhecimento por ter sido dos nossos, tentou lembrar-lhe aquilo que lhe competia e deveria ter falado.

     Nem esperei pelo fim do programa.

     Companheiro, Senhor Rui Massena. Sem o movimento dos capitães, a democracia tardaria ou nem mesmo chegaria ao país. Sem bombardeamentos, a antiga Mesopotâmia estaria nas garras do Islão, não haveria Brexit do Reino Unido, Israel não era nação, Hitler tinha imposto a sua ideologia fascista, os professores e os médicos não recuperariam direitos adquiridos, os incêndios esqueceriam até à próxima catástrofe, o Norte de Portugal continuaria a ser a zona dos penedos e das serras.  Sem a luta de Jorge Nuno Pinto da Costa e José Maria Pedroto, à frente de muitos outros, o Futebol Clube do Porto, hoje, seria ainda aquele que o caro confrade tristemente representou na deplorável cena que protagonizou ontem à noite no programa play-off: simpáticos e conformados com o stato quo do poder centralizado despótico e egoísta.

    

   

sábado, novembro 18, 2017

MAGIA AFRICANA NO TRIUNFO EM CIMA DA HORA.

 André Pereira foi a novidade de Sérgio Conceição

TAÇA DE PORTUGAL
4ª eliminatória
Estádio do Dragão, Porto
Sportv1 - Hora: 20:30
Tempo: seco e frio
Assistência: cerca de 20000
2017.11.17 - sexta feira


              FC DO PORTO, 3 - Portimonense SC, 2
                                            (ao intervalo: 1-1)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, André André, aos 70' André Pereira, Óliver Torres, Hernáni, aos 53' Yassine Brahimi, Jesùs Corona, aos 77' Miguel Layún e Moussa Aboubakar.
Equipamento: camisola oficial tradicional, calção e meias brancos
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto). 4º árbitro: João Pinheiro

GOLOS: 1-0 aos 5' por DANILO PEREIRA. Junto à linha de fundo André André ganha canto; Alex Telles de é esquerdo coloca a bola no miolo da área onde DANILO PEREIRA aparece a desviar para o golo: 1-1 aos 30' por Wellington Carvalho, na conclusão de jogada iniciada com uma perda de bola de Ricardo Pereira com o jogador do Portimonense a escapar-se até fazer um cruzamento sobre a defesa onde um colega a desvia para o marcador, a rematar de cabeça para junto das pernas de Casillas com a bola a entrar junto ao poste; 1-2 aos 69' em remate fulminante de pé esquerdo de fora da área de Pedro Sá, com o esférico a entrar como um bólide no ângulo superior direito da baliza sem hipótese de defesa parav Iker Casillas: 2-2 aos 90'+1´por Vincent ABOUBAKAR,desmarcando-se entre os centrais para receber um lançamento mortal de Alex Telles, isolar-se e a atirar sob o corpo do guarda redes: 3-2 aos 90'+6' por Yassine BRAHIMI, num rápido lance de ataque com André Pereira a servir Aboubakar na cabeça da área com a bola de chegar a Yassine BRAHIMI solto à esquerda, que domina, progride uns passos dentro da área rematando calmo e preciso.


           Como esperava, o Futebol Clube do Porto deparou com muitas dificuldades para vencer o Portimonense. Mal avisado andava quem pensou que a equipa algarvia com mais um ou menos um golo acabaria por cair naturalmente perante a supremacia do Dragão. E o que aconteceu foi que a partida decorreu muito difícil para as camisolas azuis e brancas, sendo que o resultado era de 1-2 no fim dos 90' regulamentares e os dois golos que validaram a passagem à eliminatória seguinte da competição apenas surgiram no 1º e 6º minutos dos sete concedidos como compensação da perdas de tempo.

          Tinha feito algures um comentário no facebook de que só quem não tinha visto jogar este Portimonense e o avaliava pelos dois resultados verificados nos dois últimos confrontos entre as equipas, poderia estar à espera de um jogo fácil. Engano: a equipa de Vítor Oliveira, um dos mais experientes e conhecedores treinadores do futebol português, está recheada de excelentes executantes, sabem bem o que fazer no decorrer do jogo e foram a jogo olhando olhos nos olhos a equipa que neste momento está a executar o melhor futebol em Portugal.

           Por seu lado, este não era o momento ideal para o Futebol Clube do Porto jogar contra adversário tão motivado e em excelente momento de forma; a interrução prolongada de jogos competitivos, as participações em jogos de seleção de muitos dos seus elementos, o número de excluídos por força de recuperação de lesões, alguns titulares indiscutíveis e a próxima deslocação à Turquia para o embate com o Besiktas para a Liga dos Campeões, constituíam contrariedades, que Jesùs Corona, parecendo em déficit físico e moral e Hernâni e Ricardo Pereira, nesta partida muito inseguros, não conseguiram disfarçar.

          Até aos trinta minutos do início, o Futebol Clube do Porto sem que estivesse a nível elevado, tinha o jogo perfeitamente controlado até porque ganho vantagem cedo no marcador. Contudo, o golo um tanto inesperado e a forma como aconteceu, produziu um efeito positivo no futebol do visitante e um menor à vontade no jogo dos visitados. E em espaços demasiados extensos no segundo período, foram os Portimonenses que mandaram no relvado (!). Porém, no cômputo dos lances passíveis de concretização em golo ocorridos, e classe individual dos portistas e um pouco da tal fortuna que ninguém dispensa para chegar ao êxito, o Futebol Clube do Porto mereceu vencer. Pena que o Portimonense, como excelente equipa que provou ser, tenha sido a vítima imolada na ara do sacrifício.

        Em termos de entrega os jogadores do FC do Porto não merecem reprovações. Em termos exibicionais, raros foram os que atingiram nível elevado. A defesa sofreu dois golos, Ricardo Pereira não atingiu o nível do costume, o meio campo não brilhou e viveu muito do esforço de Danilo Pereira; Jesùs Corona, com pouco rendimento, Hernâni jogou fora mais uma oportunidade de se afirmar. Aboubakar, desaparece do cenário de guerra demasiado tempo, com o mérito de quando se mostra não há quem o não veja. Miguel Layún foi útil, mas dispensava-se a manifestação de protesto do primeiro lance em que interveio; Yassine Brahimi foi, simplesmente, decisivo. André Pereira, em estreia (quem diria!) trouxe animação e vida ao ataque portista.


       Neste jogo, Artur Soares Dias e a sua equipa, não cometeram erros com influência direta no resultado. A expulsão por segundo cartão amarelo do jogador portimonense não é questionável porque as faltas são claras (antes, escuras), não vejo qualquer irregularidade no lance em que foi reclamada sobre André Pereira dentro da área, e o cartão amarelo que puniu Alex Telles, que Vítor Oliveira gostaria que tivesse sido da cor "do outro" pareceu-me adequado dado que o lance estava a ser muito disputado pelos vários intervenientes e não se verifica evidencia qualquer na  intenção de atingir o adversário por parte do defesa portista.
       Quanto aos sete minutos de compensação de tempo só pode pecar por defeito nunca por excesso. Aliás, foi o aspeto mais negativo da exibição elogiável do Portimonense SC, que o Clube algarvio e o seu competente treinador bem poderiam ter excluído da bela peça que pintaram.

         

segunda-feira, novembro 06, 2017

GANHAR E GANHAR, NÃO HÁ QUE MUDAR



LIGA NOS
11ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Sportv1- Hora: 20:30
Tempo: bom
Relvado: impecável
Assistência: 40 000 (aprx.)
2017.11.04 (Sábado)


               FC DO PORTO, 2 - FC "Os Belenenses", 0
                                           (ao intervalo: 1-0)

FCP alinhou com: José Sá, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Diego Reyes, André André, aos 76' Sérgio Oliveira, Hèctor Herrera (C) Hernâni, aos 60' Jesus Corona, Yacine Brahimi, aos 76' Galeno e Aboubakar. Não utilizados: Iker Casillas, Maxi Pereira, Óliver Torres e Miguel Layún.
Impedidos: Danilo Pereira, a cumprir um jogo de suspensão, Marega, lesionado, e Tiquinho Soares, ainda não recuperado de problema físico.
Equipamento: camisola oficial tradicional, calção e meias brancos
Treinador: Sérgio Conceição 

CF "Os Belenenses" alinhou com: Muriel, André Geraldes, Gonçalo Silva, Nuno Tomás, Yebda, Boba Soré, ais 17' Pereirinha, Diogo Viana, aos 60' Benny, André Sousa, aos 70' Tiago Soeiro, Roni e Maurídes.
Equipamento alternativo
Treinador: Domingos Paciência.

Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)

GOLOS: 1-0 aos 42' por HÉCTOR HERRERA, na conclusão de canto apontado à direita por Alex Telles, com o capitão do FCP isolado ao segundo poste a atirar forte para a baliza 2-0 aos 90' por Vincent ABOUBAKAR em jogada conduzida por Hèctor Herrera a ceder a bola perto da área ao africano que, isolado à esquerda da área, fas arco na bola sobre Muriel que saíra da baliza a tentar arrebatar-lhe a bola.


           O CF "Os Belenenses" substituiu a forma de retribuir a homenagem que desde há muitos anos o Futebol Clube do Porto presta ao malogrado jogador Pepe quando se desloca ao Estádio do Restelo, onde coloca no mausoléu uma coroa de flores, entrando agora no relvado do Dragão com uma bandeira com a efígie de Pavão, uma das glórias do Clube que faleceu dramaticamente no decorrer de um jogo contra o Vitória de Setúbal no antigo estádio das Antas, consumando uma gesto louvável e de grande significado que deve permanecer para sempre.

           Causava alguma preocupação ter o Futebol Clube do Porto que jogar com menos de 72 horas de recuperação após ter enfrentado e vencido uma das atuais melhores formações europeias, os alemães do RB Leipzig, a contar para a Liga dos Campeões, num confronto de gigantes a exigir grande esforço e extremo desgaste físico e emocional. Havia ainda que contar com a ausência de Danilo Pereira, a cumprir um jogo de suspensão por ter atingido cinco cartões amarelos, de Moussa Marega que saiu lesionado nos minutos iniciais do jogo com a equipa germânica, Jesùs Corona poupado no banco de suplentes e algumas dúvidas sobre a reação ao cansaço dem Yassine Brahimi e como Hernâni  nesta partida depois de menos utilizado em jogos passados.

            Com a equipa de Domingos Paciência a subir de rendimento de jogo para jogo, com três vitórias consecutivas, antevia-se que a partida teria de ser encarada com seriedade e muita aplicação dos jogadores porque, como afirmou antecipadamente Sérgio Conceição a alternativa era úniva: VENCER E VENCER.

           Não houve por isso nenhuma surpresa quando se viu um Belenenses bem organizado, desinibido e atrevido, a tentar complicar, como lhe competia, a vida ao líder isolado do campeonato. Apesar de conseguir mais jogadas de ataque e número de remates, a equipa portista apenas conseguiu abrir o marcador com o intervalo a chegar, e a confirmar a vitória quando o jogo chegava ao fim. Porque o Futebol Clube do Porto não conseguiu produzir uma exibição categórica e não foi superior ao seu opositor ou não criou jogadas que traduzissem em maior diferença de golos a natural (e esperada) superioridade sobre o adversário? Não, longe disso. O Porto esteve sempre bem, tranquilo e seguro, perante um Belenenses inconformado, teimoso, combatente e muito solidário, tendo atingido o melhor nível tático, exibições individuais e coletiva que até agora lhe vira fazer na prova em curso. Ao fim e ao cabo, sem ter sido espetacular, foi uma noite de futebol bem atrativo o que aconteceu nesta décima vitória do campeão na prova em onzem jornadas realizadas. Gostei (pela primeira vez) de Yebda, que protagonizou uma das boas exibições da noite do conjunto de Paciência.

           Nunca desisti de Hèctor Herrera. Sempre vi nele classe indiscutível e doía-me sentir a antipatia que algumas vezes se manifestava no Dragão. E nos comentários das redes sociais. E em conversas entre amigos e...os outros. HÉCTOR HERRERA, é forte, tem personalidade, venceu e (finalmente) CONVENCEU!!!

          Temos a melhor defesa e ataque do campeonato, e o jogador "favorito" da informação sectária solidária escrita, falada e televisiva da Corte alfacinha para "abater", o central do melhor que Portugal, veloz, viril, corajoso, forte, leal e com poder de elevação do melhor que apenas se veem nas grandes equipas do mundo: FELIPE, na campanha do rótulo na testa para "padres" penitenciarem quando convier.

          Fábio Veríssimo insiste em repetir erros triviais, principalmente na mudança de critério na marcação de faltas. Logo aos 5', perto do lance e do lado do juiz auxiliar, não veem (não assinalam) um derrube flagrante a Hernâni quando se aprestava para entrar na área. Faltas assinala apenas quando se lembra do apito na boca. A informação vermelha, adulterada na conjuntura com tinta verde, "batem-se" por duas grandes penalidades (duas!!!) que não foram assinaladas na área do FC do Porto. É de gritos! Por andaste vós, abutres míopes na última época? A comer caracóis na Linha? Marisco na Caparica? Ou pastelinhos em Belém?

          

quinta-feira, novembro 02, 2017

OPORTO WINE VINTAGE CORTOU AS ASAS DO RED BULL


Liga dos Campeões
Fase de grupos - 4ª jornada
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
Sportv1 - Hora. 19:45
Tempo e temperatura: MB
Relvado: ótimo
Assistência: 41 656 (O Jogo) . 1500 adeptos germânicos
2017.11.01 (quarta-feira)


 FC DO PORTO, 3 - RB Leipzig (Alemanha) 1
                                     (ao intervalo: 1-0)

FCP alinhou com: José Sá, guarda redes, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C) Jesùs Corona, aos 72' Maxi Pereira, Yacine Brahimi, aos 89' Diego Reyes, Moussa Merega, aos 12' André André e Vincent Aboubakar.
Equipamento: camisola de listas azul e branca, calção e meias brancas
Treinador: Sérgio Conceição

RD Leipzig alinhou inicialmente com:Peter Gulácsi, Marcel Halstrnberg, Dayot Upamecano, Bernardo Júnior, Willi Orban, Naby Keita, Kevin Kampl, Emil Forsberg, Bruma, Jean-Kevin Augustin, e Marcel Sabitzer: suplentes: Yvon Mvogo, 
 Lukas Klostermann,

Timo Werner Klostermann, Ibrahima Konaté, Diego Demme, Konrad Laimer, Yurary Poulsen e Timo Werner
T
 Treinador: Ralph Hassenhuttl



Árbitro: Evidiuhrlgegan (Roménia)




GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 13' por HÈCTOR HERRERA, na sequência de um pontapé de canto ganho por Marega antes de sair lesionado, apontado por Alex Telles à direita, com Herrera a receber isolado nas costas da defesa e a concluir de cabeça: 1-1 aos 48' por Timo Verner a concluir, isolado e muita classe, por cima de José Sá que saía da baliza ao seu encontro sem nada poder fazer para o evitar; 2-1 aos 61' por DANILO PEREIRA em remate de cabeça forte e colocado, a concluir livre direto marcado por Alex Telles. Pela imagem da TV, o médio do FCP estaria minimamente adiantada no alinhamento de jogadores adversários, que só analisado à lupa poderia ser confirmado; em minha opinião o golo foi bem legalizado beneficiando da dúvida que nestes lances a lei concede ao avançado: 3-1 aos 90'+3' (foram 4' de descontos) por MAXI PEREIRA, assistido depois de um excelente trabalho por Vincent Aboubakar, depois de se ter isolado e corrido alguns metros com a bola controlada e a rematar rente à relva para o lado direito do guarda redes alemão com a bola a roçar na sua bota do pé direito e entrar junto ao poste.

     Surpreende-me que o treinador do Leipzig tenha vindo em declarações finais afirmar categórico e convicto de que Danilo Pereira partiu em posição de fora de jogo para a marcação do golo; no local onde o sr. Ralph estava não poderia ter ângulo de visão bastante para que a sua opinião tenha qualquer crédito, pelo que é de admitir que o jogo estivesse a ser seguido na Alemanha por VAR e lhe chegasse a informação pelo auricular.  Pouco sério, e nada credível em matéria de isenção e fair-play o despeitado e mau perdedor germânico, porquanto, escamoteou um lance ocorrido aos 56' dentro da área da sua equipa em que um seu jogador desviou nitidamente a bola com o braço que o romeno árbitro não terá visto ou, pior, avaliou in dubio pro reo ( na dúvida o benefício é do réu), mas que a mim, vendo o lance várias vezes em diferentes câmaras, não restam dúvidas de que ficou por assinalar uma grande penalidade.

             Nos últimos dias tinha visto pela tv três jogos entre o Leipzig e o Bayern de Munique. Três partidas sensacionais, de grande espetáculo e excelente futebol, levando-me a concluir que na Alemanha e na Europa não haverá atualmente mais uma ou duas equipas que se lhes possa comparar. Depois, havia a lembrança da primeira parte do jogo da primeira mão realizado em Leipzig em que o Futebol Clube do Porto fse mostrou insuficiente para se equiparar à equipa alemã.

          Ontem, no Estádio mais belo da Europa praticamente lotado, a paisagem foi muito mais desanuviada e atraente. O treinador do Futebol Clube do Porto não esqueceu o que lhe disse a aula de Leipzig, e preparou-se para a tese quer iria defender no Dragão. E deu-se bem, ganhou direito a diploma de mérito por ter provado à saciedade que o aprendiz foi capaz de superar o mestre: VENCEU E CONVENCEU, não por sorte porque ela nem compareceu, nem porque o adversário não tivesse valorizado o FC do Porto ou o resultado não se revestisse da maior importância para o apuramento na prova.

         O FC do Porto teve a felicidade de cedo se adiantar no marcador e foi azarado por perder antes (12') Moussa Marega, um dos seu atuais avançados em melhor nível de forma. Quando entrou André André, o jogo já estava a acelerar por ação dos alemães a reagir à desvantagem que os terá surpreendido. O equipa do Dragão, tendo alterado o sistema inicial passou a jogar com Aboubakar como único avançado de raiz e com André André no miolo perto dele depois de Sérgio ter corrigido a posição que foi ocupar quando entrou no relvado. Senhor, ou pelo menos controlador do miolo do jogo onde ele estava a decorrer com maior intensidade,  o conjunto azul e branco não se intimidou nem baixou a guarda, não concedendo aos jogadores do Leipzig uma única oportunidade de visar com perigo a baliza de José Sá, com exceção de um "impiedoso" remate feito aos 21' a que o barbudo ruivo guarda redes portista respondeu com uma defesa em voo "do outro mundo" enviando com a ponta da luva para canto o que seria o golo do empate. 

       O Leipzig entrou na segunda parte fazendo duas substituições entre elas a de Timo Verder, jogador dotado que praticamente na sua primeira intervenção, protagoniza a excelente jogada que estabeleceu o empate a uma bola, três minutos após o recomeço, com alguma responsabilidade da defesa portista bastante passiva neste lance. O Dragão reagiu com raça e determinação. o espaço cresceu com o talento do miúdo Jesùs Corona na lateral, no labor do capitão Hèctor Herrera no cento da arena, no caxineiro André André a lançar a rede no sítio certo do peixe, do Danilo Pereira à espera de ouvir saltar a rolha da garrafa de champanhe pela 100º camisola azul e branca que o seu coração já sentiu, a achega que trouxe Maxi Pereira para mostrar dentro o que tem de experiência na  bagagem na direita da "cancha" e a matar o Ralph de raiva com o 3-1 (um defesa, como um defesa!?, porra, em português para que todos percebessem) a "roubar" a patente ao Rui Pedro registada na época passada contra o Braga.

        Jogo emotivo, com excelentes momentos de futebol, grande passo em frente na moralização da equipa e dos seguidores, enorme vontade de vencer dos jogadores, técnicos e assistentes portugueses. Grande PORTO! 

       Raramente a bola andou perto de Moussa ABOUBAKAR. Andava por ali quase despercebido,  tempo demais. Eu pensei que para ser grande, um jogador de futebol, um génio, não precisa de ter muita bola nos pés mas fazer com ela algo de diferente ainda que apenas uma vez em cada jogo. Esperei paciente que o lance sucedesse. Foi o que se viu fazer ao camaronês na jogada que antecedeu o golo arrebatador de Maxi Pereira: recebeu, dominou, controlou a bola e o adversário e, sereno como se estivesse na savana africana ofereceu o desenho ao colega para o desfecho final. À génio, à Moussa Aboubakar!

       Se não errou na avaliação do lance em que a bola foi desviada com o braço dentro da área pelo jogador do Leipzig, a arbitragem do romeno de nome impossível de pronunciar e difícil de escrever, merece boa nota. sobretudo por ter querido mostrar-se imparcial, o que conseguiu quase totalmente.

Remígio Costa  

         

 

                            

 























































segunda-feira, outubro 30, 2017

COM BOA VISTA PARA O GOLO.




Liga NOS 
10ª jornada
Estádio do Bessa, Porto
Sportv - Hora: 20:30 (Sábado)
Bom tempo. Relvado aceitável
Assistência: elevada e c/maioria "onda azul"
2017.10.28


        Boavista FC, 0- FC do PORTO, 3
                                    (ao intervalo: 0-0)

Boavista alinhou: Vagner, Carraça, Rossi, Sparagn, aos 76' Rochina, Talacha, Renato Santos, Idris, David Simão, Kuca, aos 85' Mateus, Fábio Espinho e Usupha,m aos 76' Leonardo Ruiz.
Equipamento: alternativo.
Treinador: Jorge Simão

FC DO PORTO alinhou com: José Sá, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, aos 90'+1' Diego Reyes, Jesùs Corona, aos 71' André André, Hèctor Herrera (C), Yacine Brahimi, Moussa Marega e Aboubakar, Maxi Pereira aos 86'.
Equipamento: alternativo azul celeste
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa)

GOLOS e marcadores: aos 50' por ABOUBAKAR, na decisão de jogada iniciada por Marega a meio do relvado assistindo Jesùs Corona no flanco direito, com este a centrar para a área até Yacine Brahimi, na esquerda a libertar-se de dois defesas e a assistir forte e rasteiro em linha paralela com a baliza, onde surge Aboubakar como uma bala a encostar para o golo; 0-2 aos 80' por MAREGA, com a participação de André André a ganhar a bola no miolo do relvado e a assistir o ariete da avançada portista, o qual parte para a baliza como uma pantera no encalço da presa, ganha posição e serenamente dá o golpe final; 0-3 aos 86' por YACINE BRAHIMI, numa magistral assistência de André André, com o argelino compatriota de Rabaht Madjer a isolar-se a a marcar sem piedade.

      O jogo está largamente escalpelizado e mais ainda comentado, pelo que não pretendo anotar muitos dos pormenores que fizeram deste tradicional derby da cidade Invicta um dos melhores dos últimos anos. Anote-se desde logo a excelente oposição feita pela equipa da Avenida da Boavista, que se bateu olhos nos olhos de princípio ao fim do jogo contra a equipa que é líder invicto do campeonato e aquela equipa que melhor futebol está a praticar na prova. Quanto ao Futebol Clube do Porto, precavido e paciente nos primeiros quarenta e cinco minutos do período inicial, mais afoito e criativo no período complementar, fez-se notar pela classe individual dos seus componentes e pela argúcia do seu treinador ao introduzir alterações no xadrez da equipa que vieram a ser decisivas para a obtenção do triunfo merecido e inquestionável.


      Não se criaram de ambos os contendores muitas oportunidade de golo no primeiro tempo, sendo as mais evidentes a que se verificou aos 6' desviada para canto por José Sá e a criada pelo surpreendente Yusupha aos 22' que tentou de calcanhar junto ao poste desviar para dentro da baliza, mas a que se opôs superiormente o guardião da baliza portista com um felino mergulho. O FC do Porto, mesmo que tivesse mais vezes levado a bola às imediações de Vagner, só verdadeiramente criou uma real possibilidade de golo quando, Jesùs Corona, sem marcação tentou o remate sem preparação fazendo com que o esférico saltasse na relva e saído pela linha de fundo.


       Com mais espaço e abrandamento da fogosidade do conjunto boavisteiro, agora tendo como orientador o presumido e auto-avalizado Jorge Simão, os futebolistas do FC do Porto puderam evidenciar os seus melhores dotes, assumiram claramente o domínio da partida e justificaram amplamente o triunfo obtido. Honra para os vencidos a quem se deseja joguem de ora avante com ainda maior determinação, arreganho e vontade de vencer como no passado  sábado se viu no seu próprio estádio.

         A defesa do FC do Porto deu espetáculo nesta partida. José Sá executou pelo menos três defesas de grau elevado de perigo de golo, Felipe usa um estilo britânico para a anular os adversários, é rápido a decidir e corajoso. Já anda para aí uma campanha quer foram buscar a livros antigos onde está Bruno Alves, odiado porque subia a alturas que outros nem com escadas magirus atingiriam querendo criar etiqueta absurda de jogador violento, como se jogasse num modo comparável a Samaris, Luisão, André Almeida e o "martelo" Eliseu,  para apenas referir o que é real no presente.  É que há que distinguir quem age com o intuito único de bater a bola e se colocar em risco a integridade física do adversário e aqueles que acertam deliberadamente no adversário,primeiro, e às vezes, também na bola e fiquem a gozar com o juiz: Alex Telles e Ricardo Pereira mantêm as linhas laterais sempre ativas, Danilo Pereira, a montanha que é difícil escalar, André André a fazer o tempo de jogo que lhe foi dado com extrema utilidade; Jesùs Corona a criar problemas foi o "saco de boxe"preferido dos adversários, tolhidos do cérebro pelas diabruras do mexicano; Hèctor Herrera nunca esteve tão bem desde que chegou à equipa, Yacine Bhraimi não tem rival em Portugal, Marega e Aboubakar, até preguiçosos são forçados a trabalhar para os tentar travar.


             Hugo Miguel equivoca-se porque deve ter problemas de daltonismo ou é embirrento com o azul e branco. É dual na apreciação de infrações similares e até as assinala quando não existem. O amarelo a Ivan Marcano é resultante de uma personalidade mal formada, que faz autoridade porque não sabe impor-se. O que exibiu a Aboubakar por festejar o golo com os adeptos só se há diretrizes para aplicar na situação vista. O jogo decorreu sem casos de maior, pelo que o VAR saiu incólume da refrega.  

             Deo gracias, não errou!