quarta-feira, dezembro 12, 2018

FUTEBOL CLUBE DO PORTO, O CLUBE PORTUGUÊS MAIS VENCEDOR INTERNACIONAL DE SEMPRE!

 

Liga dos Campeões
Fase de grupos - 6.ª e última jornada
Estádio Ale Sami Yen
Istambul, Turquia
Relvado: bom estado
Hora: 17,55' (TMG)
Tempo: frio, s/ chuva
Assistência: 33972 
2018.12.11 (terça feira)

                   GALATASARAY, 2 - FC DO PORTO, 3
                                    (ao intervalo: 1-2)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Diogo Leite, Alex Telles, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira, aos 82 Chidozie, Hèctor Herrera (C), Hernâni, aos 73' Jorge, Moussa Marega e Adrián López, aos 79' André Pereira.
Equipamento: alternativo de cor azul
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Aleksei Kulhakev (Bielorrussia)

GOLOS E MARCADORES: 0-1 por Felipe, aos 17', 0-2 por Moussa Marega, aos 42' (g.p.), 1-2 aos 45' por Ragboull aos 45', 1-3 aos 57' por Sérgio Oliveira e 2-3 aos 65' por Derdick.


     Esta foi a quinta vitória do Futebol Clube do Porto nesta fase da Liga dos Campeões, em que apenas cedeu um empate a um golo, a jogar fora do Dragão. Somou dezasseis pontos que lhe garantiram o primeiro lugar no grupo e apenas um de todos os demais vencedores poderá igualar (ainda) estes números (hoje disputar-se-à a última ronda). O Futebol Clube do Porto é a única equipa portuguesa que, a par do Real Madrid e do Barcelona, participou em todas as vinte e três edições desta competição. 

     Com este triunfo o treinador Sérgio Conceição igualou a melhor marca do Clube na Liga maior do futebol europeu, a qual tinha sido conseguida por António Oliveira.

    Com este comportamento, o Futebol Clube do Porto reforça o prestígio internacional que tem vindo a consolidar desde 27 de Maio de 1987 quando em Viena de Áustria foi campeão pela primeira vez aos bater o Bayern de Munique pelo resultado de 2-1. Daí para cá, são sete os títulos internacionais alcançados, feito que nenhuma outra equipa, por uma única vez que fosse, o conseguiu.

     Obrigado, Portugal, pelo reconhecimento.

   



sábado, dezembro 08, 2018

AMIGOS, AMIGOS, INTERESSES À PARTE


 
 JACKSON MARTINEZ ESTÁ NO CORAÇÃO DOS PORTISTAS

Liga NOS
12.ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Tv - Hora: 20:30
Tempo: frio, s/chuva no tempo de jogo
Relvado: bom
Assistência: 33 511 espectadores
2018.12.07 (sexta feira)


    FC do PORTO, 4 - Portimonense SC, 1
                                   (ao intervalo: 1-1) 

FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Jesùs Corona, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira (C), Óliver Torres, aos 40' Hèctor Herrera, Yacine Brahimi, Otávio, aos 79' Adrán López, Moussa Marega e Tiquinho Soares, aos 75' Hernâni. Suplentes n/ utilizados: Vaná, MBemba, Maxi Pereira e André Pereira.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

Portimonense SC alinhou com: Ricardo Ferreira, Vítor Tormena, Lucas, Jadson, Rúben Fernandes, aos 68' Tabata, Denar, Pedro Sá, Manafá, Paulino, aos 78' Lucas Fernandes, Jackson Martinez, aos 74' João Carlos e Nakajima.
Equipamento: alternativo laranja e preto.
Treinador António Folha

Árbitro: Manuel Mota (AF Braga)
4.º Árbitro: Tiago Mendes
VAR: João Pinheiro

GOLOS E MARCADORES: 0-1 aos 9' por VÍTOR TORMENA: na cabeça da área Jackson Martinez assiste na ala esquerda Nakajima, que, à vontade, tem tempo de controlar a bola e tirar um centro por alto para o lado oposto onde, já dentro da área e sem nenhum jogador do FCPorto por perto, chegaram dois elementos do Portimonense, com o marcador com tempo para desviar com precisão para o canto superior da baliza, perante a quase passividade de toda a defesa portista; 1-1 aos 23' por MOUSSA MAREGA, desviando de cabeça ao primeiro poste um pontapé de canto apontado à direita por Alex Telles, fazendo entrar a bola junto ao poste contrário da baliza, num gesto de excelente valia técnica; 2-1 aos 57' por TIQUINHO SOARES, num golpe de cabeça com assistência de Moussa Marega; 3-1 aos 59' por YACINE BRAHIMI, na conclusão de um dos melhores ataques do jogo da equipa campeã nacional em título, com o argelino a concluir de modo superior com remate imparável; 4-1 aos 64' por MOUSSA MAREGA a mandar de cabeça para o fundo das redes perto da linha de golo.

  O décimo primeiro triunfo consecutivo da equipa orientada por Sérgio Conceição é o resultado justo de uma partida na qual o Futebol Clube do Porto foi superior ao Portimonense no cômputo final do jogo, não obstante a atitude muito positiva demonstrada pela equipa algarvia da António Folha, particularmente no primeiro período da partida, no decorrer da qual atuou de modo totalmente aberto e sem complexos ou inibições impeditivas perante a valia do adversário e do ambiente onde competia.

  O Futebol Clube do Porto tardou demasiado a acordar para o perigo configurado num Portimonense bem desperto, de peito feito e a respirar confiança, parecendo alheio à valia dos algarvios e às investidas bem estruturadas à baliza de Iker Casillas, onde, à esquerda, um talentoso e imprevisível Nikajima, estranhamente deixado à solta, e com Jackson Martinez, ao centro, com nítidas limitações físicas mas pronto a recorrer à classe de um avançado letal que foi  lançavam, senão pânico, pelo menos alguns sustos aos defensores à frente de Iker Casillas. Por outro lado, raramente o meio campo portista lograva sair dos lances de modo a servir devidamente os atacantes, tendo falhado uma mão (bem) cheia de assistências a Marega e Soares, por falta de doseamento na velocidade do passe.

   Verdadeiramente, o FC  do Porto só conseguiu arrumar o salão de festas e aproximar-se da habitual bitola exibicional, a partir da entrada para a pista do moderador Hèctor Herrera; então, a equipa assumiu a qualidade de normal favorito, construiu e esbanjou lances suscetíveis de finalização com golo, e a excelente formação de Portimão, aceitou a rendição. Com Yacine Brahimi, Tiquinho Soares e Moussa Marega, ao assalto a vitória não poderia falhar.

  Nem todos os elementos da equipa portista que iniciaram a partida atingiram nível satisfatório. Seja pelo que for, é frequente uma baixa de rendimento individual e da equipa antes de um jogo próximo para uma competição internacional e o FC do Porto estará na próxima terça feira na Turquia para a última jornada da Liga dos Campeões. Apesar de o resultado do jogo ser inócuo para a classificação, ao líder do grupo não prestigia um mau resultado.

  Yacine Brahimi fez uma excelente partida e apontou o golo que "matou" o jogo, merecendo ser nomeado o "homem do jogo". Pelo que representou para a mudança de atitude e do futebol da equipa, Hèctor Herrera terá sido o mais influente. E quem dá sempre o melhor de si é o Comendador Danilo Pereira.

  Pelo padrão inglês que me satisfaz e orienta, o desempenho do árbitro da AF de Braga e dos auxiliares, foi de fraco nível. Manuel Mota, por mais que se aplique, faz trabalho de tarefeiro, jamais de competente profissional. E não mudará sejam lá quantos forem os anos que ainda tem para ser remunerado pelos biscates que faz. Aos 18' (?) dá-se dentro da área portista um lance em que Felipe terá tocado com a ponta da bota no pé de apoio de Nikajima, o qual caiu e reclamou a marcação de falta. Mota, nada assinalou e esperou que Pinheiro, na regie, lhe desse ordem para dar penalti o que não sucedeu. Mandou seguir, estava a decisão espaldada. É o que faz quem não é competente.

  Aos 17', Yacime Brahimi, na receção a uma segunda bola e com a área lotada com jogadores de ambas as equipas, tira uma "bomba" que passa por entre a floresta e entra e faz golo. Repete-se a cena: o Mota espera a decisão do Pinheiro e ambos acertam que o lance é de anular: Tiquinho Soares, adiantado em relação da Ricardo, ter-lhe-à tapado a visão. Bem, não foi apenas o avançado portista, porque, por entre outros mais a bola passou como foguete e todos só deram por ela dentro da baliza e só com radar o guardião visitante a poderia ter detetado.

   A arbitragem desta partida tem um alfobre de nabos que dará potes de sopa para encher a pança a metade do país. Estatisticamente, o FC  do Porto foi beneficiado em três golos irregulares, porque no primeiro Marega saltou mais alto e melhor do que o seu vigilante, no segundo Tiquinho escapou ao defesa pelo lado esquerdo e só podia fazê-lo pelo direito, e Yacine no terceiro amandou o chuto dentro da área e isso é falta sobre o guarda redes, se der golo. Além disso, Óliver e Otávio deveriam ter sido expulsos por excesso de uso do físico, tal como Corona porque não se devem fazer túneis a jogar futebol. Isso é coisa exclusiva para toupeiras...

    Isto de andar à frente dá cá um raiva!


 

 

segunda-feira, dezembro 03, 2018

"ISTO, FOI UMA LUZ QUE ME DEU"





O SONHO DO REI MIDAS
“Isto, foi uma luz que me deu”

Em Munique goleado
Por bayernes veteranos
Deu em caldo aziado
Os anseios encarnados.

O Rei Midas, irritado,
Reuniu de emergência
Com o gabinete de estado
P´ra tratar da ocorrência.

Depois de duro debate
O Rei Midas decretou
Que o Vitória abalasse.
E Jesus, ressuscitou!

Virando-se para Meca
Ajoelhou a rezar
A Maomé, que é Profeta,
E bem bom a despachar.


Depois de ter decretado
Arquivar o Rui Vitória
Midas, já aureolado,
Arrotou e foi embora.


Para chonar em sossego
Isolou-se no Seixal:
Nem toupeira ou morcego
Lhe fariam algum mal.

Acomodou a cabeça
Na travesseira fofinha.
A luz apagou depressa
A cama ficou quentinha

(Silêncio)

Entrou num sono profundo,
Sonhou com anjos de luz,
Andou às voltas no mundo
Até encontrar… Jesus!

(O Jorge…)

De súbito acordou, fremente:
“-Isto, foi uma luz que me deu”
O Vitória é competente
O Jorge é bronco sandeu!

(Lembrou-se de Guttman Bella
De Glória Otto, também;
Ao húngaro, acendeu vela
Ao brasileiro deu, Amém)

  
Rei que é Midas notável
Da honra não abre mão;
a ordem irrevogável
Às vezes é, outras não.

Se Inferno é a Luz
Quem irá acreditar
Que lá morará Jesus
Se Lúcifer lá reinar?

CACETEIROS E ÁRBITROS FOLEIROS AZEDAM O FUTEBOL




Liga NOS
11.ª jornada
Estádio do Bessa, Porto
TV - Hora: 20:00
Tempo: bom - Temperatura: 13.º
Relvado: irregular
Assistência: +1/2 casa (estimada)
2018.12.02 (domingo)

                 Boavista FC, 0 -FC do PORTO, 1
                                  (ao intervalo: 0-0)

Boavista FC: .....................................................................................................................................................................

FCdo PORTO alinhou com: Iker Casillas, Jesùs Corona, Felipe, Éder Militão, AlexTelles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Óliver Torres, aos 69 Tiquinho Soares, Yacine Brahimi, aos 88' Hernâni, Otávio, aos 82' Adrán López e Moussa Marega. Suplentes não utilizados: Vaná, Maxi Pereira, MBemba e Sérgio Oliveira.
Equipamento: alternativo de cor azul
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Hugo Miguel (Lisboa)
4.º árbitro: João Malheiro Pinto
VAR: Fábio Martins.

GOLO E MARCADOR: 0-1 aos 90'+5' (compensação de tempo), por HERNÂNI. Na linha lateral, a meio do meio campo defendido pelo clube do Bessa, Jesùs Corona repõe a bola em jogo num lançamento dirigido a Moussa Marega já perto da linha de fundo. O maliano livra-se do seu marcador e assiste Tiquuinho Soares, no centro da área; o brasileiro de costas para a baliza roda e executa o remate que bate na defesa contrária e segue para a esquerda onde, ainda dentro dela, Adrián López, remata mas de novo de encontro a um adversário, com ressalto para a zona dos onze metros, onde, Hernâni, apareceu livre de marcação a bater o esférico para o fundo das redes.

         Deliciei-me a ver o famoso derby de Londres, entre o Arsenal e o Tottenham, que na tarde de ontem se realizou no Emirate Stadium , esgotado pelo que depreendi das imagens, da capital londrina. Foi uma partida intensa, emocionante, imprevisível até certo momento quanto ao clube que sairia vencedor (o Tottenham adiantou-se no marcador mas acabaria por baquear no período complementar e terminou a perder por 4-2 muito por força de um Abamayang excecional), moderada por um Juiz imperturbável, eficiente, ponderado, e por isso, respeitado e obedecido por todos os intervenientes, que não cometeu um erro que fosse que tivesse beneficiado qualquer uma das equipas.

         Sou um apaixonado consumidor do desporto mais popular do mundo ocidental e tive o prazer de fruir da essência da arte e beleza que o FUTEBOL pode oferecer, quer avaliado sob o espeto individual ou da harmonia holística.

         À noite, fiquei defraudado e desiludido com a "luta" (como foi classificado o comportamento da equipa de que é responsável o técnico do grupo do Bessa), travada durante 90'+9' (4´+5', em descontos), no decurso do qual apenas um dos confrontantes deu mostras de estar empenhado em sair do "barulho"  com um triunfo limpo. Mas depressa se percebeu que o adversário estava determinado em lutar e não em praticar futebol. Os primeiros 25' assemelharam-se a investidas de arruaceiros em atitude de terroristas organizados em atos de destruição ilegal, nas "barbas" de um fantoche incompetente, um "pau-mandado" armado em árbitro de futebol, passivamente inepto e parcial, que se governa há anos demais a fazer vida com os proventos que atividade lhe proporciona.

        

         

quinta-feira, novembro 29, 2018

MELHOR, SÓ AS TRIPAS À MODA DO PORTO.



Liga dos Campeões
Fase Grupos - 5.ª jornada
Estádio do Dragão, o mais belo do mundo!
Via tv - Hora: 20:00
Tempo: frio (13.º) sem chuva
Relvado: bem tratado
Assistência: 41 603 espect.
2018.11.28 (4.ª feira)

          FC do PORTO, 3 - SCHALKE 04 (Alemanha) 1
                                (ao intervalo: 0-0) 

FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), aos 85', Hernâni, Óliver Torres, Jesùs Corona, aos 79' Otávio, Yacine Brahimi, aos 74' Adrán López e Moussa Marega. Suplentes não utilizados: Vaná, Diogo Leite, André Pereira e Sérgio Oliveira.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição.

SCHALKE 04 alinhou com: Farhmann, Caligiuri, aos 62' Schopf, Naldo, Nastasic, Stambouli, aos 74 Rudy, e Mendyl, aos 46' Harit, ; Mascarell, e Bentaleb; Di Santo, Konoplyanka e Skrzybski;
Suplentes n/utilizados: Nubel, Serdar,  Baba, Sané.
Equipamento: cor vermelha
Treinador: Domenico Tedesco.

Árbitro: Ovidiu Hategan (Roménia) 


FC Porto-Schalke (equipas): Herrera no apoio a Marega
    GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 52', por ÉDER MILITÃO: Alex Telles, no lado esquerdo do topo S do relvado, bate de pé esquerdo o pontapé de canto fazendo com que a bola sobrevoasse a grande área sobre a marca de grande penalidade; aí, vai aparecer Éder Militão a elevar-se obliquamente para trás relativamente à trajetória da bola e, no ar, num movimento corporal de notável elegância artística, bate de cabeça a bola de cima para baixo para o canto esquerdo da baliza. Primeiro golo da carreira na Liga dos Campeões, com registo de "direitos de autor", e quinto aos vinte anos (!) do percurso como profissional de futebol. Aos 55', 2-0 por JESÙS CORONA, a obra de arte que identifica o génio da criatividade do autor, digna de de constar da galeria dos eleitos: com a bola grudada às chuteiras o irreverente e versátil mexicano ataca o bico da grande área do adversário e endossa-a a Yacine Brahimi, o qual, apercebendo-se do movimento para o interior da área lhe cede a novo a bola; Corona afaga-a e indica-lhe o sentido certo de criar o golo, de nada valendo o desespero do defesa alemão ao tentar interromper o força do destino. 
Caída dos céus, a equipa alemã foi obsequiada com a oportunidade de reduzir o marcador aos 88', quando o "maestro" prodígio "meia leca" no tamanho intentou, dentro da área, acariciar a bola com a mão, o que, manifestamente, não lhe era permitido fazer mesmo que a intenção não merecesse censura. Assim, entendeu o senhor Juiz Ovidiu, testemunha idónea do delito e agente público de intervenção, penalizá-lo com a marcação de penalti de que um tal BENTALEB, sofregamente aceitou executar com o nosso bem estimado Iker a facilitar-lhe a tarefa tapando o lado oposto ao que a bola seguiu. O frenesim germânico gelou pouco tempo depois, quando MOUSSA MAREGA aos 90'+4' selou o desfecho da sinfonia de futebol e de emoções que preencheu a inolvidável noite do estádio mais belo do mundo, ao isolar-se no meio campo contrário, desenhar um "sombrero" mexicano na cabeça do guarda redes do Shalcke , abrir o dentrífico sorriso branco de orelha a orelha, cruzar sobre o peito as mãos do agradecimento e "despachar" as visitas gulosas a salivar pelo bolo com a cereja no topo que prendiam comer.
    Com uma exibição memorável, o Futebol Clube do Porto garantiu invícto à quinta jornada o primeiro lugar no grupo e o acesso à fase a eliminar na mesma situação, tendo até agora cedido um único empate, em Gelserkirchen, na Alemanha (1-1).

    Com a ressalva dos dez primeiros minutos de jogo em que a equipa portista teve comportamento idêntico ao de alguém que é surpreendido em sua casa com um numeroso grupo de inconvenientes visitas de que não estava à espera, e tenta arrumar à pressa o espaço para os acolher, o anfitrião Futebol Clube do Porto assumiu totalmente o controle da situação e submeteu a seu belo prazer a gestão dos acontecimentos até ao final da festa.

    E deu ao incómodo e ambicioso conjunto alemão o tratamento vip que ele provavelmente não previu, privilegiando-o com um espetáculo de futebol de  fino recorte técnico, momentos empolgantes na pintura de jogadas coletivas e individuais, leal e honesto, com um elenco de estrelas fulgentes em palco de emoções incontroláveis, golos de encantar e para desfrutar com prazer.

   -Não é para agradecer (menos ainda de retribuir) esperámos que tenham adorado conhecer a cidade, provado do delicioso e afamado vinho do Porto e degustado com deleite as deliciosas tripas "à nossa moda", façam boa viagem de regresso e voltem sempre. Clientes como vós são sempre bem-vindos.

  É tarefa ingrata nomear os melhores quando todos, cada um segundo a sua competência e empenho, os que formaram a equipa e foram protagonistas exímios num triunfo tão útil quanto significativo para o prestígio do Clube, deram o melhor de si para obter o justo prémio de uma magnífica exibição global, traduzido num triunfo justíssimo que poderá pecar por defeito em função das várias oportunidades de golo criadas. Poderiam nomear-se Éder Militão e do parceiro Felipe (que golo daria aquela bicicleta que fez abanar a trave!), o fôlego e a precisão do passe de Alex Telles, de Jesùs Corona, o alquimista-ilusionista irreverente, Danilo Pereira (que jogaço!) com remates à distância de fazer tremer a Torre dos Clérigos, Óliver Torres, o tira-linhas para longas e pequenas distâncias, Yacime Brahimi e do "terror" que provoca a ponto de o treinador dos alemães ter escalado esquadrão especial para anular as suas diabruras estonteantes com a bola, Moussa Marega, que pode fazer de uma defesa o que um elefante faria numa loja de louça, na genica e savoir fair do capitão Hèctor Herrera, dos inesgotáveis recursos de Maxi, capaz de mudar de chip conforme as exigências do momento (veio com outro depois do descanso), de um Iker com a calma de quem está seguro do que fazem os que estão à sua frente, enfim, o saca-rolhas especial Otávio, a dar golos de bandeja (e de bandeira!) aos colegas, de um Hernâni à espera de entrar na auto-estrada para usar o turbo, e de um Adrián pés de veludo a experimentar as sensações virginais de jogar na Liga dos Campeões.

E Sérgio Conceição, a personificação de um FC do Porto vencedor e campeão.

Acho que (finalmente!) conheço o modelo-tipo do que entendo ser um juiz-árbitro de um jogo que se chama futebol. O romeno Ovidiu Hategan, se não conseguiu uma arbitragem perfeita, a mim pareceu-me que fez, não terá estado longe de o conseguir. Especimen raro, merece a melhor atenção para que se não extinga e possa servir de modelo para reprodução. Lá fora e cá dentro...
    
Farhmann; Caligiuri, Naldo, Nastasic, Stambouli, Mendyl; Mascarell, Bentaleb; Di Santo, Konoplyanka e Skrzybski.

Ler mais em: https://www.cmjornal.pt/desporto/futebol/detalhe/conheca-o-onze-do-fc-porto-para-o-jogo-decisivo-na-liga-dos-campeoes-frente-ao-schalke?ref=DET_relacionadas
Farhmann; Caligiuri, Naldo, Nastasic, Stambouli, Mendyl; Mascarell, Bentaleb; Di Santo, Konoplyanka e Skrzybski.

Ler mais em: https://www.cmjornal.pt/desporto/futebol/detalhe/conheca-o-onze-do-fc-porto-para-o-jogo-decisivo-na-liga-dos-campeoes-frente-ao-schalke?ref=DET_relacionadas
Farhmann; Caligiuri, Naldo, Nastasic, Stambouli, Mendyl; Mascarell, Bentaleb; Di Santo, Konoplyanka e Skrzybski.

Ler mais em: https://www.cmjornal.pt/desporto/futebol/detalhe/conheca-o-onze-do-fc-porto-para-o-jogo-decisivo-na-liga-dos-campeoes-frente-ao-schalke?ref=DET_relacionadas

domingo, novembro 25, 2018

CHUVA FOI MÚSICA NA SERENATA DE CORONA.

 Taça: FC Porto-Belenenses, 2-0 (crónica)

Taça de Portugal
4.ª eliminatória
Estádio do Dragão, Porto
Pela tv - Hora: 20:45
Tempo: chuva constante
Relvado: bem tratado
Assistência: 17700 (+ baixa da época)
2018.11.24 (sábado)

       FC DO PORTO, 2 - CF "Os Belenenses", 0
              (ao intervalo: 1-0)

FCP alinhou com: Fabiano, Jesùs Corona, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Hèctor Herrera (C), Óliver Torresm, aos 86' MBemba, Otávio, aos 66' Sérgio Oliveira, André Pereira, aos 76' Moussa Marega, Tiquinho Soares e Adrán López. Suplentes não utilizados: Vaná, Hernâni, Yacine Brahimi e Danilo Pereira.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

FC "Os Belenenses" alinhou com: Mika, Diogo Viana, Gonçalo Silva, Sasso, Reinildo, Nuno Coelho, aos 60' André Santos, Eduardo, Matija, aos 68' Dálcio, Lucca, na 2.ª parte Henrique e Keita.
Equipamento: alternativo azul escuro c/ símbolo da cruz de Cristo.
Treinador: Silas

Árbitro: Nuno Almeida (Algarve); auxiliares: António Godinho e Paulo Ramos. 4.º árbitro: João Bento.

GOLOS E MARCADORES: 1-0, aos 12' por TIQUINHO SOARES; jogada de ataque de execução individual e entendimento coletivo perfeitos, iniciada por Jesùs Corona no flanco direito e a infletir para a cabeça da área onde cedeu a bola a Adrián López, com este a "picá-la" com carinho em arco para as costas dos defesas no interior da área onde, de novo Corona, a recebeu, controlou e assisitiu num passe cruzado rente  à relva no sentido do poste direito da baliza para Tiquinho Soares, que, com o pé direito bateu, sem precipitação,  para o fundo das redes. O 2-0 alcançado aos 58', foi obtido por OTÁVIO a culminar uma jogada individual em que cirandou com a bola colada aos pés por entre vários adversários (cinco ao que me pareceu), e já sobre o marca de penalti encaminhou serenamente a bola para o lado esquerdo de Mika o qual saíra ao seu encontro.
     Aos 54', na sequência de um lance de pontapé de canto apontado à direita por Alex Telles, o capitão Hèctor Herrera, perto de linha de golo, foi rasteirado por Reinildo quando se voltava para rematar; falta inequívoca que Nuno Almeida sancionou com a marcação de penalti do qual se encarregou Otávio, batendo a bola em pontapé a meia altura algo denunciado, e que o guarda redes de Belém defendeu batendo com os punhos a bola ao encontro de Adrán López (?) já dentro da área tendo este rematado ao lado do poste oposto.

     A noite fria e com a chuva a cair do início ao fim da partida, não estragou um jogo em que o Futebol Clube do Porto corporizou excelente exibição, logrando obter uma vitória a todos os títulos merecida cujo pecúlio traduzido em golos teve expressão bastante abaixo do mérito do trabalho realizado, quer pelos atletas individual e coletivamente, quer pela bem concebida e sucedida táica do mister Sérgio Conceição.

     Optando por jogadores não utilizados nas seleções a que pertencem dos países envolvidos na competição europeia que decorreu recentemente, Sérgio Conceição levou para esta partida relevante os atletas que mais tempo trabalharam com ele no Olival, tendo de reserva no banco dos suplentes ou não convocados, alguns dos que mais frequentemente são chamados à equipa, como Iker Casillas, Maxi Pereira, Danilo Pereira, Moussa Marega, Yacine Brahimi, designadamente. E, sem especial surpresa mas com visão estratégica e sobretudo muita coragem escalou Jesùs Corona, ponta direita da raiz, para om, lugar de lateral direito! E não é que o mexicano se saiu tão bem da leitura e incarnação do conteúdo do texto que lhe coube que foi considerado o MELHOR DA TURMA? 

      A equipa do Futebol Clube do Porto superiorizou-se ao FC "Os Belenenses" em, praticamente, todo o tempo da partida. No primeiro período a supremacia foi mais acentuada e visível na pressão exercida em todo o espaço, sendo menor no período complementar porque as condições do relvado, muito alagado, se tornaram menos favoráveis à rápida troca de bola travada na água sob a relva. Apesar de tudo, a equipa campeã nacional soube superar as contrariedades naturais, bem como as que o adversário resistente e insistente nunca desistiu de o confrontar na expetativa de acontecer e aproveitar um golpe de sorte ou deslize penalizador a que o futebol não é imune.

     A equipa do Futebol Clube do Porto, está bem, muito obrigado.

     No pouco trabalho a que foi sujeito, Fabiano cumpriu. Felipe e Éder Militão, pendulares como normalmente; Alex Telles, sempre muito ativo é dono e senhor do corredor esquerdo; no miolo está a virtude e o cérebro da equipa: Hèctor Herrera, a esbanjar experiência e ação, Óliver e Otávio, a precisão e visão do passe e o irrequietismo e o improviso dos predestinados, André Pereira, a querer mostrar-se e afirmar-se, Tiquinho obcecado pela baliza a esbanjar perigo na área florestal contrária, e um Adrián López obsequioso, delicado e cada vez mais prestável e...feliz!

     Mas em cima, na ara da glória, Jesùs, Jesùs, Jesùs CORONA.......!! 

     Nuno Almeida, reconheço, está melhor do que antes até há uma época. Mas, a melhoria, se for para continuar, não quer dizer que se converteu, repentinamente, num bom juiz de futebol. Competência pode ser inata. O que me parece é que (finalmente!) enveredou por assumir uma atitude de isenção e os erros que (ainda) comete são equitativamente distribuídos.

    



domingo, novembro 11, 2018

PORTO MERECEU VENCER, BRAGA NÃO MERECIA PERDER.

 
       Tiquinho Soares, mais alto e melhor, bate de cabeça para o golo do triunfo
 (Foto internet)

Liga NOS
10.ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Transmissão tv - Hora: 20:30
Tempo: s/ chuva
Relvado: bom estado
Assistência: 47 929 
Na "caixa" dos visitantes: 2000 aprox.
2018.11.09 (sábado)


          FC do PORTO, 1 - SC Braga, 0
                                (ao intervalo: 0-0)

FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, aos 63' Otávio, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Jesùs Corona, Danilo Pereira (C), Óliver Torres, aos 83' Hernâni, Yacine Brahimi, aos 72' Hèctor Herrera, Moussa Marega e Tiquinho Soares. Suplentes não utilizados: Vaná, MBemba,Sérgio Oliveira e André Pereira. 
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição

SC Braga alinhou com: Tiago Sá, Marcelo Goiano, aos 90'+1' Fábio Martins, Bruno Viana, Pablo, Sequeira, Esgaio, Fransérgio, Claudimir, Ricardo Horta, aos 82' Wilson Eduardo, Paulinho, aos 79' Palhinha e Dyego Souza.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Abel Ferreira

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto). Auxiliares: Rui Lucínio e Paulo Soares; 4.º árbitro, Manuel Oliveira. VAR: Luís Ferreira; AVAR: Valdemar Maia.

GOLO: aos 88' por TIQUINHO SOARES: no alinhamento do limite da grande área do topo sul, Jesùs Corona executa um lançamento da linha lateral no flanco direito para Otávio; o pequeno brasileiro contorna um adversário e traça um centro perfeito para o poste mais afastado, onde, Tiquinho, elevando-se mais alto do que o defesa que o marcava, bateu de cabeça como martelo em bigorna para as redes perante o voo inútil de Tiago Sá. Lance sem mácula de ilegalidade.

   Belo jogo de futebol! 

   Duas equipas sérias, empenhadas em superar o adversário pela competência da sua organização coletiva e qualidade técnica dos seus componentes, pela crença na vitória, esbanjando esforço, aplicação e arte num duelo leal, intenso, emocionante e expectante de princípio ao fim.


   Dois técnicos inteligentes, perspicazes e muito interventivos.

   Estádio com uma moldura humana apaixonada pelo espetáculo a incitar a equipa favorita com calor e desportivismo.

   Venceu (merecidamente) o mais eficaz e feliz.


   Arbitragem não isenta de falhas (não há juízes perfeitos) mas imparcial, sem influência lesiva na verdade do resultado. 

   Os bracarenses atravessam um momento de excelente forma. Foram para o jogo para enfrentar o poderoso adversário "de frente". Taticamente perfeita na construção do jogo, tendencialmente a partir da bem estruturada defesa, a equipa de Abel Teixeira conseguia incomodar séria e frequentemente a retaguarda da equipa de Conceição; valeu a ação preponderante e eficaz da defesa do campeão nacional e a constante insistência dos portistas em desbloquear a bem organizada defesa arsenalista e do inspirado Tiago Sá. Ambas as equipas dispuseram de oportunidades para marcar, sendo as mais salientes porque esbarram na trave, duas do Braga. Mérito (ainda) para a proeza da defensiva azul e branca ao ter impedido que o temível Dyego Souza usasse os seus mortais golpes de cabeça e tivesse ficado "em branco".

   O SC Braga, mantendo este formato e ambição, tem legitimidade para se afirmar como real candidato ao título.

   O Futebol Clube do Porto nunca deixou de ter na mira a vitória. Construiu mais jogo ofensivo, somou mais remates enquadrados com a baliza, teve mais percentagem de bola, mais livres e pontapés de canto e uma mão cheia de lances passíveis de obter golo. Vindo de uma série de jogos, alguns particularmente desgastantes como foi o da Liga dos Campeões contra o Lokomotiv, a equipa mal disfarçou o desgaste que aqueles encontros provocaram na "saúde" da equipa, sobretudo porque a "frescura" do adversário, menos sobrecarregado de jogos, mostrava claramente mais leveza física. Valeu a oportuna e atempada intervenção de Sérgio Conceição, ao recorrer "ao banco"para abastecer de oxigénio o depósito a esgotar-se da máquina portista.

   Sérgio, sabe fazer.

   Difícil distinguir os melhores quando todos eles estiveram ao nível do que de (muito bom) sabem fazer. Acho que todos deram tudo o que nesta fase estavam em condições de disponibilizar. Na relevância que tiveram na execução do lance que resultou no golo do triunfo, englobo e personifico em Otávio e Tiquinho Soares,l os excelentes desempenhos individuais nesta partida dos demais componentes da equipa.

   A equipa de arbitragem comandada por Artur Soares Dias, não esteve totalmente bem. O árbitro portuense e os seus auxiliares (nem sequer invoco o VAR porque confio tanto nele com Soares Dias...) poderia e deveria ter feito melhor. É inadmissível que em cima do lance tivesse deixado sem sanção o braço na bola de Sequeira dentro da área, aos 45'+1', tivesse dado por findo a primeira parte com a equipa do Porto dentro da área do Braga, sem compensar o tempo antes perdido, e fossem assinalados sem motivo fora de jogo em dois lances do ataque dos portistas. Apenas.