terça-feira, agosto 21, 2018

ALELUIA! DAQUI HOUVE NOME PORTUGAL

Aleluia! Daqui houve nome Portugal



Dúvida? Não, mas luz, realidade,
e sonho que na luta amadurece:
o de tornar maior esta cidade
eis o desejo que traduz a prece.

Só quem não sente
o ardor da juventude
poderá vê-la de olhos descuidados,
Porto - Palavra Exacta, nunca ilude
renasce nela a ala dos namorados.

Deram tudo por nós esses atletas
seu trajo tem a cor das próprias veias
e a brancura das asas dos poetas
ó fé de que andam nossas almas cheias
não há derrotas quando é firme o passo
ninguém fala em perder, ninguém recua
e a mocidade invicta em cada abraço,
a si mais nos estreita: a pátria é sua!

E de hora a hora cresce o baluarte
vejo a torre dos clérigos ás vezes
um anjo dá sinal quando ele parte
são sempre heróis, são sempre portugueses
e Azul e Branca essa bandeira avança
azul, branca indomável, imortal
como não por no porto uma esperança
se "daqui houve nome Portugal"?


Autor: Pedro Homem de Melo (1904-1984)
Editado por: nicoladavid






segunda-feira, agosto 20, 2018

XISTRA, O PROTAGONISTA.


Foto internet

Liga NOS
2.ª jornada
Estádio nacional, Jamor, Oeiras
Sportv - Hora: 18:30
Tempo: verão (34.º!)
Relvado: relva alta e "pesada"
Assistência: Aprox. 15000 (maioria portista)
2018.08.19 (domingo)


 FC "Os Belenenses", 2 - FC DOM PORTO, 3
                                         (ao intervalo: 0-1)

FC "OS Beleneses" alinhou com: Muriel, Diogo Viana, Gonçalo Silva, Sasso, Kakaya, Nuno Coelho, Lyujic, Lucca, Licá, Keita e Freddy. Jogaram ainda: Matjja por Dalcio aos 39', Licá por Henrique aos 66' e Diogo Viana por Sagna aos 70'.
Equipamento: oficial camisola azul e calção branco
Treinador: Silas

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Diogo Leite, Alex Telles, Hèctor Herrera (cap.) Sérgio Oliveira, Otávio, aos 73' Óliver Torres, Yacine Brahimi, aos 81' Hernâni, André Pereira, aos 64' Jesùs Corona e Vincent Aboubakar. Suplentes N/ utilizados: Vaná, Chidozie, Ádrian Lopes e Marius.
Equipamento: alternativo de cor cinzenta.
Treinador: Sérgio Conceição

GOLOS e MARCADORES: 0-1 aos 26' por DIOGO LEITE, a estrear-se na qualidade de titular do FCP aos 19 anos, a bater de cabeça um livre direto apontado à esquerda por Alex Telles por falta cometida sobre ele próprio; 0-2 aos 46' por OTÁVIO que intercetou um passe para o guarda redes Muriel de um jogador de Belém numa tentativa da equipa sair para o ataque em jogada apoiada. Otávio, entre os dois, capturou o esférico, contornou o guarda redes e atirou para a baliza deserta: 1-2 aos 55' por FREDDY, na conversão de um penalty por bola na mão de Diogo Leite, com recurso a consulta do VAR, e depois de o jogo ter decorrido algum tempo;  Iker Casillas não esboçou a defesa vendo a bola entrar pelo lado direito da baliza. 2-2 aos 83' por FREDDY batendo de cabeça junto ao poste direito, sem oposição,  um centro de Keita do lado oposto; 2-3 por ALEX TELLES na marcação de uma grande penalidade ocorrida aos 90'+2' e executada aos 90'+6', depois do VAR ter coagido Xistra a consultar imagens do vídeo-árbitro. O tempo do jogo foi prolongado até ao 100.º minuto.

    Com Xistra no relvado e Capela na VAR só por mero acaso a arbitragem não seria polémica. Não me espanta que o alvicastrense tivesse sido, mais uma vez pela negativa, o protagonista da partida. E foi o "senhor padre" Capela quem, à sombra na Cidade do Futebol, ainda assim impediu que o desfecho do emocionante jogo do Jamor tivesse sido adulterado por erros crassos do juiz responsável pela efetiva condução arbitral do jogo.

     Terá sido intenção do tarimbado regulador das regras do futebol destacado para este jogo, aliviar a marcação das faltas em igualdade compensatória para ambos os conjuntos, fazendo "vista grossa" a infrações aparentemente sem benefício de grande relevância para o infrator, por um lado, e considerando irrelevantes outras que a serem assinaladas poderiam influenciar o desfecho do jogo, como foi o caso das grandes penalidades ordenadas a partir do VAR e não avaliadas devidamente por quem tinha obrigação, e ali estava, para fazer cumprir as regras. Não há "lei da compensação" no futebol e o que é ilegal é para ser punido sob pena de se cometer dois erros no mesmo tipo de falta.

     Xistra não viu falta na infração da mão de Diogo Leite nem no lance em que o defesa da equipa de Belém desviou com o braço para canto o remate de Hèctor Herrera que faria o 2-3 final aos 90'+2', tendo sido a equipa comandada por João Capela quem ordenou ao Xistra a reparação dos dislates que ele, em jogo corrido, não assumiu por ter querido tornar regular o que é irregular.

    Aqueles, foram os lances capitais; outros, tal como se viu, por exemplo,  aos 32' numa tentativa de saída da equipa do Porto para o ataque travada em falta, como numa bola que bateu no braço de um defensor dos azuis dentro da área aos 34', numa lance de Maxi Pereira a lembrar os tempos em que vestia de encarnado e não foi sancionada com amarelo, bem como uma entrada de cotovelo de Keita sobre Diogo Leite aos 44', bem com algumas mais que será fastidioso enumerar e que Xistra esqueceu de assinalar.

    Propaga-se a ideia de que a última decisão compete ao árbitro de campo, mas neste jogo quem tomou as decisões mais influentes foi a equipa do VAR. 

    Não levará muito tempo que seja a "cabine" a apitar no futebol...

    "Os Belenenses" são uma excelente equipa. A melhor de há largos anos a esta parte, na minha opinião. Não merecia ter perdido esta partida. Lutou de princípio ao fim por anular a desvantagem no marcador, e conseguiu-o com total mérito. Possui um bom naipe de atletas.Teve o azar de Xistra ter ordenado penalti a Diogo Leite, e depois não ter mais tarde margem para decidir de modo diferente na grande penalidade que Alex Telles converteu no golo da vitória do FC do Porto. E ninguém me convence a aceitar um critério no qual se pode remediar um erro cometendo outro. 

     O Futebol Clube do Porto jogou abaixo das espetativas que gerou no encontro inaugural do Estádio do Dragão, contra o GD de Chaves. Terá sido surpreendido com a excelente capacidade demonstrada pela equipa de Silas,um treinador à procura de um lugar de destaque na Liga principal, em adaptar-se à temperatura do dia e à relva do estádio nacional, a casa emprestada longe do Restelo. A defesa sentiu dificuldades em travar as investidas atacantes da equipa da Cruz de Cristo, o miolo levou tempo de mais a cobrir a área de ação e no ataque nem Yacine Brahimi nem Vincent Aboubakar, e até Jesùs Corona mais tarde, fizeram o bastante para ganhar supremacia na posse e espaços para trocar a bola nas imediações da baliza defendida pelo excelente Muriel.

     Triunfo feliz, sim, mas sem "ajudas".

   

   

   

domingo, agosto 12, 2018

CAMPEÃO ENTREGA CREDENCIAS COM ABERTURA DE GALA


Imagem internet

Época de 2018/2019
Liga NOS
1ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Transmissão sportv - Hora: 21:00
Tempo: de verão
Relvado: excelente
Assistência: lotação esgotada(46509 entradas)
2018/08/11 (sábado)

     FC DO PORTO, 5 - GD Chaves, 0
              (ao intervalo: 3-0)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Diogo Leite, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Hèctor Herrera (C), Otávio, aos 74' Ádrian Lopez, Yacine Brahimi, Vincent Aboubakar, aos 81' Marius e André Pereira, aos 67´Jesus Corona.
Suplentes não utilizados: Vaná, Chidozie, Hernâni, Óliver Torres.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

GD Chaves:Ricardo (C) Briguel, Maros, Marcão, Luís Martins, Felipe Melo, Bruno Galo, aos 74' João Teixeira, Ghararyan, aos 67' Guiltinho, Avto e Willian, aos 79' Platiny.
Treinador: Daniel Ramos 

Árbitro: Nuno Almeida (AF Faro). VAR: Vasco Santos. 4.º árbitro: Pedro Vilaça.

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 14' por Vincent ABOUBAKAR. Otávio ganha na linha de fundo, mete na área atrasado, André Pereira simula a permitir que Aboubakar nas suas costas domine a bola e tire da frente um adversário batendo com serenidade para o golo. 2-0 aos 20' com Vincent ABOUBAKAR a visar, dando seguimento a uma assistência perfeita de Sérgio Oliveira, em passe "a rasgar", à distância, para Otávio enviar dentro da área com o maliano à boca da baliza atira a contar. 3-0 aos 45' por YACINE BRAHIMI, numa iniciativa individual espetacular a entrar na área a surfur por entre os defesas concluindo com remate junto ao primeiro poste sem remissão. 4-0 aos 71' por JESÙS CORONA com 4' de jogo derivando com a bola de direita para a cabeça da área onde tira um remate forte e colocado fora do alcance do guarda-redes. 5-0 aos 88' por MARIUS, concluindo  concluindo uma jogada partilhada com Maxi Pereira a centrar, Sérgio Oliveira a rematar em bicicleta e a bola a chegar ao jovem africano do Chade, o primeiro deste país a jogar em Portugal, a fazer de cabeça o último golo da (memorável) noite do Dragão.

    Espetáculo de gala no Dragão na abertura do campeonato proporcionado pelo Campeão em título com uma exibição brilhante, prometedora quanto ás capacidades da equipa e de afirmação como principal candidato à conquista (renovação) do título.

     Com a ressalva dos primeiros minutos da partida em que os jogadores de camisola azul e branca procuravam marcar o território e afinar a sincronização dos movimentos e a precisão dos passes, o Futebol Clube do Porto assumiu depois por inteiro o comando da navegação e sulcou o mar azul ao som dos aplausos das bancadas do Dragão, impondo a escolha da dança e o ritmo apropriado.

     A toada atacante manteve-se uniforme e permanente desde o início até ao fim, a toda a dimensão do relvado, mal deixando o adversário ultrapassar com perigo a linha de separação do retângulo de jogo. A bola teimava com incomodativa insistência ocupar as imediações da baliza do Chaves procurando romper a resistência do bloco flaviense, ora pelas alas ora em passes verticais pelo centro ou em raids individuais valendo-se da capacidade técnica dos avançados portistas. A concretizarem-se metade das oportunidades de golo criadas no decorrer da partida, o resultado atingiria números mais surpreendentes do que as temperaturas deste verão. 

Foram cinco, os flavienses contudo não têm por que se envergonhar, lutaram com as armas que neste momento dispõem, irão melhor sem dúvida, e além do mais a marca não é inédita no magnífico estádio do Dragão onde outros com mais plumas e basófia antes ali ajoelharam e foram contemplados com igual ração.

  Acima de "Bom" há vários "Muito Bom", quase todos: Yacine BRAHIM, Sérgio OLIVEIRA, OTÁVIO Vincent ABOUBAKAR, André PEREIRA, Hèctor HERRERA, Diogo LEITE, Maxi PEREIRA, Iker CASILLAS, FELIPE, Alex TELLES, Jesùs CORONA, Ádrian LOPEZ, MARIUS, Indiquei todos? Não. Há ainda: VANÁ, Óliver TORRES, HERNÂNI, a jogar por fora.

  Seja qual for a cor (neste jogo de preto) o "ferrari" algarvio não é melhor do que um Fiat 600 restaurado. Má sorte a dele, nem sequer pôde contar com o auxílio da "assistência em viagem". Notem: poupa o primeiro amarelo do jogo a um jogador do Chaves e compensa mais tarde com o que não mostrou a Maxi Pereira em mesmíssima falta: dois erros; nega um penalti por falta de assombro, quando o score já estava a quatro, cometida sobre Otávio e não pede ou lhe é oferecido o recurso ao VAR do companheiro Vasco, nesse e noutro lance em que o endiabrado brasileiro é tocado no pé que se preparava para atirar a baliza: mais um erro (grave!) e outro duvidoso; exibe um cartão amarelo a João Teixeira por entrada violenta de sola sobre Sérgio Oliveira, que qualquer cliente no Dolce Vita saberia a cor do cartão a dar de imediato, mas o algaravio optou por ir espreitar ao aparelho o que o Vasco lhe recomendou pelo áudio. Árbitro? Pois sim, já nem precisa disfarçar...

Remígio Costa


 

domingo, agosto 05, 2018

ABERTURA DA CAÇA ÀS AVES RENDEU 21ª TAÇA

 

41ª edição da Taça Cândido de Oliveira
Estádio Municipal de Aveiro
TV RTP1 - Hora: 20:45
Tempo: 27º de temperatura
Estado do relvado: bom
Assistência: lotação esgotada (Onda Azul 25000)
2018-08-04 (sábado)

  FC DO PORTO, 3 - Desportivo das Aves, 1
                                   (ao intervalo: 1-1)


FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Diogo Leite, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Hèctor Herrera (C), Otávio, Yacine Brahimi, aos 38' Jesùs Corona, André Pereira, aos 71' Óliver Torres, Vincent Aboubakar, aos 74' Tiquinho Soares. Suplentes não utilizados: Vaná, Chidozie, Hernâni, Ádrian Lopez.
Equipamento: alternativo de cor azul
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Luís Godinho (AF Évora) 

GOLOS: 0-1 aos 14' por Falcão, num remate fora da área forte e colocado rente à relva na sequência de pontapé de alívio de Diogo Leite desviado pelo árbitro para o jogador do Aves executar sem oposição. 1-1 aos 25' por Yacine Brahimi concluindo excelente triangulação com Vincent Aboubakar e remate no bico da pequena área com a bola a passar sob o corpo de Quentin Beurandean que saíra ao seu encontro: 2-1 aos 67' por Maxi Pereira a concluir jogada individual espetacular pelo flanco direito, executada junto à linha de fundo num ângulo fechado perto do poste batendo forte por entre as pernas do guarda redes francês; 3-1 aos 64' por Jesùs Corona, no seguimento de passe preciso de Óliver Torres, em remate central fora da área a meia altura colocado ao poste direito.

    O Futebol Clube do Porto é o justo vencedor da 41ª edição da Taça Cândido de Oliveira e arrecada o 21.º troféu desta competição, numa partida em que a equipa do Desportivo das Aves surpreendeu no período inicial pelo seu excelente futebol, bem organizado, de enorme ambição e entrega individual dos seus jogadores, e com execução perfeita da estratégia para obter a vitória. Neste período, o campeão nacional pareceu surpreendido e impreparado para responder à agressividade do adversário na disputa dos lances, sentiu dificuldade em organizar o seu futebol de progressão com bola, errou demasiados passes e revelou alguma intranquilidade defensiva na resolução das jogadas nas imediações da baliza de Iker Casillas, face ao número elevado com que o adversário compunha as iniciativas de ataque.

   O período complementar o FC do Porto assumiu por inteiro a condução da partida, as jogadas ofensivas saíram mais fluídas e certeiras com a subida de nível das atuações individuais, e depois da viragem do resultado com empolgante e imparável jogada de Maxi Pereira, findaram as dúvidas quanto à justeza da atribuição da Taça aos Dragões -1279 troféu da Era Pinto da Costa (!!!).

    No golo sofrido não cabe à defesa portista qualquer culpa. O jovem Diogo Leite, cuja adaptação ao lugar é uma feliz realidade, sacudiu a bola num momento de aperto, tendo esta tabelado o estático árbitro para chegar ao marcador, sem marcação. Sérgio Oliveira, como Otávio. não lograram obter um bom início de jogo, melhorando ambos na segunda parte, tal como o capitão Hèctor Herrera a subir de nível com o decorrer da partida, sendo fundamental na melhoria; Yacine Brahimi mostra-se motivado e isso reflete-se no seu excelente desempenho neste como nos jogos anteriores. Foi retirado da partida por uma entrada castigadora de Amilton, jogador raçudo, útil para um treinador resultadista como Mota, mas excessivamente agressivo; Vincent Aboubakar conseguiu o melhor desempenho deste início de época e André Pereira entrou muito bem na jogo, decaiu depois mas esteve à altura da confiança que lhe foi dada e bem fez por merecer. Gosto do seu estilo combativo e terá futuro. Dos suplentes utilizados Jesùs Corona destacou-se, não apenas pelo golo apontado mas pela qualidade das ações atacantes que desenvolveu. Óliver Torres entrou bem e contribuiu para a melhoria atacante da equipa; Tiquinho Soares teria sido relevante para a fase final do encontro, não fora ter saído por lesão e deixado a equipa reduzida a dez elementos com cerca de quinze minutos para jogar.

    O destaque do jogo é devido a Maxi Pereira, pela regularidade do seu desempenho em toda a partida e por ter protagonizado o lance mais relevante do encontro. 

    Apoio incansável (em particular nos momentos menos bons) do "Mar Azul", sempre presente.

    Nem apetece falar do alentejano Godinho. É fraquinho, fraquinho. A Taça merecia um árbitro, não esta deslocada imitação. Não sabe impor-se, não tem estaleca, deixa as coisas acontecerem e, depois, intervém. Tarde e mal. Perdoou a expulsão do avense que agrediu Hèctor Herrera fazendo-o sangrar (nem falta mereceu), deixou por assinalar uma grande penalidade contra o Aves e deu "roda livre" aos discípulos de José Mota no decorrer da primeira parte. Ele, e o seu auxiliar em cima da jogada, não consideraram "pé em riste" do  jogador do D. Aves na jogada que antecedeu o golo solitário dos avenses. Não sabe impor-se, é pusilâmine sinónimo de incompetência inata. 
Dejà vu, mais do mesmo há que contar com estes adversários ao longo da época, fazer o dobro do indispensável para vencer "tudo e todos".




Remígio Costa   

    

segunda-feira, julho 30, 2018

EVOCAÇÃO DE BOBY ROBSON ESTIMULOU O CAMPEÃO.














Jogo de apresentação do plantel para a época 2018/2019

Estádio do Dragão, Porto
TV - Hora: 20:00
Tempo: tarde noite de verão
Relvado: em estreia
Assistência: 45 000 (aprox.)
2018.07.28 (sábado)

          FC DO PORTO, 0 - NEWCASTLE (Ing.), 0

          Um estádio maravilhosamente embelezado de luz e cor a fervilhar de entusiasmo e fé clubista e com uma multidão de adeptos a preencher as bancadas quase por inteiro, encenou a espetacular apresentação do plantel e equipa técnica com que o Futebol Clube do Porto parte para a época de 2018/2019 em defesa do título de campeão nacional com a vontade e a esperança de o conseguir revalidar. A equipa da Premier League da cidade inglesa de Newcastel, onde Sir Bobby Robson é mítica figura histórica e ao serviço do FC do Porto foi bi-campeão nacional e iniciador da proeza do pentacampeonato exclusivo, foi o clube convidado para apadrinhar o início oficial da época. Cerca de duzentos apoiantes da equipa inglesa assistiram ao jogo.

         Não estando ainda inteiramente fechado, o plantel conta com a quase totalidade das principais figuras que transitam das épocas anteriores e das aquisições regularizadas que hão de ocupar as vagas resultantes das saídas. Neste jogo não esteve o brasileiro Militão, com contrato assinado mas que só deverá chegar depois do início de agosto.

        Entraram neste jogo os seguintes elementos: Iker Casillas, depois Fabiano aos 66' e Vaná aos 85', Maxi Pereira e Chidozie aos 78', Diogo Leite, Alex Telles, aos 79'  Bruno Costa, Sérgio Oliveira, aos 66' Óliver Torres, Hèctor Herrera (C), aos 79' Áfrian Lopez, Otávio, na 2ª parte, Jesùs Corona, aos 85´Marius (estreia), Yacine Brahimi, aos 66' Hernâni, Vincent Aboubakar, na 2ª parte Tiquinho Soares, Moussa Marega, aos 79' André Pereira.

        Treinador: Sérgio Conceição
       
        Equipamento: 1ª parte: oficial tradicional; 2ª parte, totalmente azul

        Árbitro: Ricardo Moreira.

        Sérgio Conceição levou a jogo inicialmente a maioria dos elementos que hão de constituir o lote de jogadores da equipa base da presente época. Os jogadores corresponderam às expetativas e a equipa realizou o melhor jogo da pré época.

       O domínio da partida coube inteiramente ao clube anfitrião. Numa toada ostensivamente ofensiva, o FC do Porto construiu jogadas de excelente recorte criando sucessivas situações complicadas para a equipa do treinador espanhol Rafa Benitez, construindo lances onde o golo foi evitado com muita dificuldade,  principalmente nos primeiros trinta minutos do período complementar quando a equipa atingiu o pico do jogo. Com as últimas substituições feitas por Sérgio Conceição diminuiu a qualidade do ataque mas não as oportunidades de desfazer a injustiça do empate sem golos com que o encontro veio a terminar.

      Em síntese se poderá concluir que a equipa do Futebol Clube do Porto termina a preparação num nível muito esperançoso. A equipa e os jogadores apresentaram-se soltos e ativos revelando um estado físico fiável e com aceitável nível técnico para início de época. Relembre-se que o plantel só ficará definido no fim do mês de agosto...

      Diogo Leite mantém a fiabilidade das capacidades que se lhe reconhecem e justificam a chamada aos seniores com idade de júnior, Vincent Aboubakar entrou na partida com a determinação que não foi tão assim nítida nas atuações anteriores, Marius, tipo girafa a olhar de cima para baixo, com tempo de jogo de estrela cadente no espaço, vislumbrou a glória em remate frontal defendido pelo guarda redes inglês. Tiquinho, freneticamente impacilente a denunciar a voracidade dos famintos na perspetiva de saciar a fome com golos, sir capitão HHerrera new look agora ainda mais assumido "patrão" reconhecido e aplaudido, Yacine a graduar a intensidade do brilho, Marega, mousse de chocolate,  a arar o relvado como um tanque bélico no deserto com um ramo de oliveira no canhão, Sérgio, barba de breu, quando vai rir-te, meu!, se bates para o poste que até tremeu, o Pereira maxi-raposa velha e o Pereira André novo como é, experiência. esperança e fé, assim é que é, e o Corona, ai Jesus que biem hablo mexkicano, ombre, bailarino, e o Óliver, mini Torres, e o Otávio otavinho, às vezes lourinho e rosto de menino,  e o Telles, de esquerda mais genuína do que a Catarina, e o Iker, Casillas, como ainda brilhas, patilhas!, Felipe(ão) para afinar a bota ao Militão, são paulão compatriota que há de vir de avião e não de mota, não sei se o Chodozie ficará aqui, se o Bruno, que é Costa (como eu!) é aposta para Conceição que dele gosta, vá lá que o Fabiano, bacano, se dá com o Vaná e poderá convidar o Sá para um chá-convívio ou churrasco a trois, depois se verá quem pagará, e vamos lá preparar os fogos para receber o senhor Comendador Danilo, mais um pujante e imponente Pereira que deve um "pero" bem aplicado no nariz de num certo apitador que em Cónegos o quis "entusiasmar" com o traseiro...Falta o Hernâni? Pois, falta: saiu de mota, foi dar uma volta, está aberta a porta entra e fecha senão entorta.

        Se falta algum, alguém que o procure ou contrate uma brigada de toupeiras para o denunciar.

        E pronto. Vamos lá até Aveiro, não para um passeio na ria que bem agradável seria mas pode dar em banho e a água está fria, melhor será levar os fuzis limpinhos e a mira afinada e à cautela uma rede fiável para, de um modo ou de outro, estar (bem) preparado para a primeira batida à espécie das penosas...ou bandos de morcegos ávidos de sangue.

       Nascidos para vencer.






Remígio Costa




       

         

         

segunda-feira, julho 23, 2018

Á TERCEIRA ACABOU A CHINFRINEIRA

 
 Foto internet

Torneio de pré-época
Algarve Football Cup
Última ronda
Sportv-20:00 horas
Tempo: 27º graus
Relvado: muito irregular
Assistência: a melhor do torneio
2018.07.22

  FC do PORTO, 1 - Everton FC (Inglaterra), 0
                                  (ao intervalo: 0-0) 


       Incluído no programa do estágio que está a decorrer em Lagos, o Futebol Clube do Porto realizou ontem no Estádio do Algarve Faro-Loulé,  o terceiro e último jogo do torneio particular Algarve Football Cup, tendo vencido o Everton FC da primeira liga inglesa treinado pelo português Marco Silva, pela margem mínima de 1-0. Na partida anterior contra o terceiro participante no torneio, o clube francês Lille OSC, o campeão nacional em título perdeu pelo resultado de 2-1.

      A vitória de ontem que valeu o segundo lugar a par do clube inglês, teve o condão de tranquilizar a agitação dos comentadores "profetas da desgraça" dos media, sempre muito prontos a criar cenários catastróficos ao baluarte do futebol luso, ainda que se trate de jogos de início de temporada cuja real importância consiste em restabelecer a forma física da equipa, integrar aqueles que estiveram envolvidos nas competições internacionais em representação das seleções dos respetivos países e treinar esquemas e processos de jogo adequados às competências individuais dos elementos que fazem parte do plantel.

     Nos primeiros trinta minutos da partida a iniciativa de ataque pertenceu por inteiro à equipa de Marco Silva; contra o que é corrente no conjunto portista, a percentagem de posse de bola no referido período era absurdamente favorável ao Everton; os últimos quinze minutos do jogo foram de maior posse e intensidade atacante da equipa portuguesa.

    No período complementar o FC do Porto manteve o ritmo e o controle do adversário que tinha conseguido alcançar na primeira parte, não mais permitindo aos ingleses as oportunidade de rematar com perigo à baliza do atento Iker Casillas e, depois, de Vaná.

   Como lances capitais do jogo regista-se um remate ao poste do ativo avançado do Everton, Stekelenburg, ocorrido aos 24', e mais três não enquadrados com a baliza ou (bem) defendidos por Iker Casillas, enquanto o FC do Porto por intermédio de Otávio aos 27', 41' em remate de cabeça de Felipe na sequência de canto a sair alto e aos 45' num livre apontado por Alex Telles a punir derrube a Yacine Brahimi à entrada da área que passou rente ao poste, poderia ter aberto mais cedo o marcador. 

   No tempo complementar do encontro, Moussa Marega aos 51' dá seguimento a uma magistral assistência de Sérgio Oliveira, entrando na área isolado pela direita e à saída do guarda redes fez a bola passar a linha e abanar as redes da baliza. Depois, as melhores jogadas e com mais perigo, maior número de remates e o controlo da partida pertenceram à equipa portuguesa.

   Numa análise à prestação individual dos jogadores que transitaram das épocas anteriores, foi notória a qualidade que os carateriza. Dos novos elementos posto por Sérgio Conceição em prova de teste quanto às suas aptidões inatas e enquadramento no conjunto, João Pedro "destapou-se" positivamente e superou, de longe as impressões deixadas no jogo conta o Lille; apareceu descomplexado, eficaz na marcação aos adversários a defender, prático na decisão de lançar a bola em contra ataque, e  ambiciosa expressão nas iniciativas atacantes pelo seu corredor tendo estado perto de marcar golo em remate forte mas encontrou pela frente o corpo do guarda-redes a afastar com os pés. Diogo Leite ganha confiança como par de Felipe justificando a sua chamada a futuros compromissos mesmo que venha a ser segunda opção; Bruno Costa terá futuro de grande destaque. André Pereira entrou bem no seu jeito de resolver rápido cada lance e de empenho em orientar os lances para o ataque.

   Maxi Pereira, o qual terá colocado pela primeira vez no braço esquerdo a braçadeira de capitão da equipa quando Felipe e Iker Casillas saíram do jogo, compareceu no estágio pouco antes do início da partida, vindo do Uruguai, disponibilizando-se para jogar. Cumpriu e arrecadou pontos na disponibilidade e justificação para a renovação do contrato.

    Danilo Pereira, em vias de regressar depois do longo afastamento por lesão contraída na época transata, Jesùs Corona e Hèctor Herrera, vindos do México, presenciaram na tribuna à justificada vitória dos dragões.

O FCP alinhou com: Iker Casillas, João Pedro, Felipe (C), Alex Telles, Óliver Torres, Sérgio Oliveira, Otávio, Yacine Brahimi, Vincent Aboubakar e Moussa Marega. Entraram aos 73' para ocupar as posições de Felipe, João Pedro, Sérgio Oliveira e Aboubakar, Chidozie, Bruno Costa, Maxi Pereira e Tiquinho Soares; aos 79' Iker Casillas, Moussa Marega cederam o lugar a Vaná e Hernâni: aos 81' foram chamados a jogo Adrán Lopez e André Pereira, para render Otávio e Yacine Brahimi.
Equipamento alternativo de cor cinza.
Treinador: Sérgio Conceição.

Portistas, "cambada de trombetas afónicas", o Futebol Clube do Porto está aí para vos moer a tola até vos tingir o rosto de vermelho. De raiva.

Árbitro: Tiago Martins, Lisboa.

Remígio Costa

          Do album dos Super Dragões.

  


sábado, julho 21, 2018

ALGARVE: NEM TUDO É (BOA) PRAIA

 Pré-época: FC Porto-Lille, 1-2 (destaques)
Estádio do Algarve
"Algarve Football Cup"
Sportv - Hora: 20:00h
Tempo; bom
Relvado: irregular 
Assistência: +-3000 espectadores
2018.07.20

               FC DO PORTO, 1 - Lille OSC (Fr.), 2
                                 (ao intervalo: 0-0)

             
   Analisado sob o ponto de vista dos objetivos a extrair da participação do Futebol Clube do Porto neste torneio de pré época, o jogo de ontem no Estádio do Algarve contra a equipa francesa do Lille, não faltam ao treinador Sérgio Conceição dados de sobra para extrair ilações, quer sob o desempenho da  equipa no seu conjunto quer em relação aos jogadores em observação. No que concerne ao nível de atuação do conjunto a exibição não foi, e seria surpreende que o tivesse sido, de agrado consensual nesta fase inicial da preparação. No que à apreciação do valor dos jogadores em observação respeita, o mister e o seu staff puderam ter recolhido matéria para preencher uma sebenta.

  Na equipa, o setor onde a solidez da época passada foi chave para a vitória no campeonato é onde atualmente mais se revela a fragilidade da equipa, qualquer impreparado adepto dá conta disso e compreende; se um central feito é imperioso descobrir, o lugar de defesa direito parece não ter ainda pretendente garantido, e daí para a frente quer no miolo quer no ataque , de momento, o treinador campeão conta com algumas armas de bom alcance.

  A constituição da equipa padrão para a nova época deverá ser constituída com base nos elementos que fizeram dela campeã. Para as vagas da defesa Diogo Leite deverá ter idêntica oportunidade à que foi dada a Diogo Dalo, com o êxito que se viu; João Pedro, neste momento, não deverá ser primeira opção, nem obviamente Oleg havendo Alex Telles; Mikel, fosse eu, ficava e Bruno Costa, idem; Waris, se conhecesse como treina, também, mas para as "quebras"; Ádrian Lopez já se conhece dele o bastante e André Pereira afirma-se pelos argumentos convincentes com que vem defendendo a tese de licenciatura; Hernâni vai queimando chances, com risco de arder e Chidozie pareceu descrente na continuidade no plantel.

   Aguardemos (confiadamente) pelos acontecimentos até 31 de agosto. O Presidente e o Treinador, não dormem na parada.

   No encontro inicial do torneio Algarve Football Cup, o Lille foi um justo vencedor não obstante o Futebol Clube do Porto ter criado ocasiões para inverter a seu favor o resultado desfavorável. Os franceses evidenciaram maior coesão de jogo e possuem uma mão cheia de jogadores de boa qualidade, tendo na baliza um excelente guarda redes. Defendeu duas grande penalidades marcadas para serem usadas num desempate final se necessário, estabelecendo o resultado de 3-4.

  Não tencionava falar de arbitragem em jogos sem carater oficial, mas Nuno Almeida não consegue sair da "cepa torta": não dá mais.

    O FCP alinhou inicialmente com: Fabiano, Chidozie, Felipe (C), Diogo Leite, Alex Telles, Paulinho, Sérgio Oliveira, Óliver Torres, Yacine Brahimi, Moussa Merega e André Pereira; na segunda parte jogaram: Vanã, Felipe, Diogo Leite, Oleg, Mikel, Otávio, Hernâni, Tiquinho Soares, Ádrián Lopez e Waris. 
Equipamento: oficial tradicional.

   Moussa Marega, a caminho da boa forma, acima da média. Revelação: Diogo Leite; Em baixo: Chidozie (desmotivação!?).

GOLOS: 0-1 aos 63' por Xeca. Fabiano trava saída ao segundo poste não impedindo a assistência de cabeça para o centro da pequena área onde o avançado do Lille faz o golo fácil batendo para a baliza de cabeça; 1-1 aos 72' por Hernâni com ressalto num defesa e falha do guarda redes que não segurou a bola; 1-2 aos 87' numa excelente jogada rápida de contra ataque com três elementos iniciada na defesa com Hothibal desmarcado a concluir sem oposição.
Aos 89' Hernâni sofre dentro da área um toque no pé esquerdo provocando derrube para penalti que Nuno Almeida e o seu auxiliar não entenderam marcar.