quarta-feira, junho 14, 2017

APITO ENGASGADO.

   Foto de SUPER PORTO.

 (Imagem internet)

     O efeito assombroso causado pela denúncia pública de manigâncias de elementos conotados com o Benfica, nomeadamente os colaboradores Adão Mendes e Pedro Guerra e outros destacados membros da estrutura dirigente do clube dos regimes, segundo o que vem sendo denunciado no PORTO CANAL no programa UNIVERSO PORTO DA BANCADA que passa às terças-feiras pelas 22:30 horas, e intensamente partilhado nas redes socais, está a atingir uma dimensão impensável com clara tendência para aumentar. Esperam-se outros desenvolvimentos.  

    O jornalista e diretor de comunicação do FC do Porto, Francisco J. Marques, é o autor da denúncia documentada da troca de correspondência eletrónica altamente comprometedora entre as citadas personagens e organismos que tutelam o futebol, cujo teor indicia graves irregularidade em matéria de arbitragens passíveis de averiguação nas instâncias públicas do Estado.

     A informação tradicional capturada sediada na corte alfacinha está a retardar servilmente o reconhecimento da amplitude que o assunto alcançou e continuará a aumentar, recusando-lhes o tempo e o espaço que merece.  O caroço do saboroso e túmido pêssego em que foi explorada a mitificada operação do "Apito Dourado"  está agora, qual maçã de Adão (Mendes), engasgado na garganta dos seis milhões e tal dos sem argumentos para justificar os cinquenta e seis anos sem conquistar qualquer título europeu, o trânsito colombiano pela Porta 18, o negócio que levou à prisão o motorista privado do "primeiro-ministro", com dez anos de serviço de fachada à imagem do marido traído que é o último a saber dos devaneios da esposa trauliteira, os vales do restaurante e as camisolas do santo do Panteão ofertados aos árbitros, os assassínios da claque ilegal, os calotes feitos a bancos e assumidos pelo erário público, as públicas facilidades de alteração de PDMs, as influências públicas oferecidas pelos caçadores de votos, Vales e Azevedos e infindos segredos, o silêncio estratégico do chef e a anulação repentina de compromissos para conceder entrevista, justificam sobejamente que doravante todo o mafioso esquema fraudulento do polvo encarnado se perpetue com o epíteto de APITO ENGASGADO.

      Concluo com uma pergunta: pensando os seus apaniguados que o Benfica é o melhor do mundo, o mais poderoso do planeta e próximo do espaço, com 60% da população portuguesa que os apoia, espaldados nos sucessivos governantes do país e propagandeados pela quase totalidade dos media que esquece os demais clubes,  por que precisa então o colosso assustador de colocar "homens de mão"  nos órgãos que tutelam o futebol português e dos favores das arbitragens para vencer jogos e adicionar títulos?
    

sábado, junho 10, 2017

APITO SANTIFICADO.

    Pedro Guerra alvo de tentativa de agressão na Luz.


 (JN online)

   A denúncia pública documentada feita no PORTO CANAL, no programa UNIVERSO PORTO DA BANCADA emitido regularmente à terça feira pelas 22:30 horas,  apanhou  desprevenida a ativa e arrogante cúria evangélica ao serviço do clube dos regimes, porque não esperava ser confrontada de modo tão claro e objetivo com a crua realidade em que fundamenta e sustenta a lenda da sua grandeza, e como propaga a doutrina aos seis milhões dos seus católicos fiéis.

   Com os preceitos da cartilha baralhados, a cúria tenta recompor-se instruindo os encartilhados e os oragos pregadores no sentido de ignorarem ou silenciarem nos púlpitos a que acedem com roda livre, com vista a reduzir o impacto da denúncia e ganhar tempo para recuperar fôlego e inovar na estratégia.

   O que se vai lendo e ouvindo não destoa do comum alinhamento dos capturados. Que sim, é preciso apurar a verdade, reconhecer o mérito de quem somou os troféus, que os lesados andam à procura de razões para justificar o insucesso que leva ao inconformismo e à contestação. Pois sim, a justiça pública já abriu processo, os organismos da estrutura disciplinar vão inquirir, há ameaças de recurso à justiça civil para reparo de danos à imagem, promessa de chamada a tribunal de quem ousou trazer para a praça pública os nomes dos misseiros ladrões. 

    E o "primeiro ministro", acima de qualquer suspeita, guarda majestático silêncio e remete a palavra, e a ação, para a sacristia. 

    Começa a conhecer-se o enredo do filme do "Apito Santificado". Pedro, antes que o galo cantasse três vezes, negou Jesus Cristo; Guerra, com mais volume para a chama da pira do que para ser pendurado numa cruz (aproveitar-se-iam alguns quilos de cebo de boa qualidade...; quanto ao resto...), na hora de cair reza o credo na fé de não ir arder no inferno. Abatem-se os sacristães, salvam-se os sacerdotes. Tem muito por onde escolher o "primeiro-ministro".

    Há razões de sobra para não ficar a esperar averiguação séria e profunda desta organização clandestina fraudulenta que condiciona a verdade desportiva em Portugal, de que tira indevidos proveitos um concorrente favorecido pelos regimes desde sempre, estribado no conforto protecionista dos governantes ministros seus parceiros, do perdão das dívidas a pagar pelos contribuintes, e no trabalho encartilhado divulgado nos media com a benção redentora dos padres vermelhos.

   Com tanta água benta, a redenção está garantida ao contumaz pecador usufrutuário. Contudo, já nada ficará como antes, porque, quando se falar de apitos, o que mais alto vai ouvir-se, o mais real e estridente, será o APITO SANTIFICADO.

         (Foto da internet)
     

   

    

   

  

   

  

sexta-feira, junho 09, 2017

SÉRGIO, A ENERGIA DE QUE O PORTO CARECIA.

         Resultado de imagem para Fotos Sérgio Conceição

      A surpresa deixou de o ser nas palavras do Presidente dos Presidentes, Jorge Nuno Pinto da Costa, na apresentação de Sérgio Conceição para treinador do Futebol Clube do Porto. Vinculado de fresco aos franceses do Nantes com contrato para duas épocas, o Sérgio estava fora das cogitações da Direção do Dragão para assumir o lugar de técnico principal da equipa. Foi Luciano d'Onofrio, quem deu conta ao amigo Pinto da Costa da ambição que o antigo jogador do FC do Porto alimentava de um dia vir a treinar o Clube que bem conhecia e aprendeu a amar. Difícil mas não impossível de obter a anuência dos dirigentes do Nantes para a desvinculação, porque foi a mesma acordada sem mais delongas e nenhum azedume das partes envolvidas.

       Sérgio Conceição com seis anos no exercício de treinador principal ainda não tinha chegado a uma equipa de topo não tendo também no currículo conquistas de troféus ou competições relevantes, tal como não possuíam José Mourinho, Jesualdo Ferreira, Fernando Santos, Vítor Pereira, André Vilas-Boas, para só nomear os mais recentes, quando Jorge Nuno os contratou. Como treinadores ao serviço do melhor clube português, todos eles terminaram as suas prestações com títulos e continuaram a vencer em clubes de grande prestígio ou seleção onde estão ou por onde passaram.

       O Sérgio Conceição é Dragão de sangue quente, temperamental, ambicioso, trabalhador e muito ativo. Nasceu em Coimbra mas foi no baluarte da Invicta Cidade que adquiriu o ADN de campeão, ao participar em quatro títulos obtidos como jogador. Ao assumir tão exigente cargo numa fase de menos fulgor do grande campeão português, o Sérgio Conceição mostrou nas palavras proferidas no ato da investidura como mister, que é (também) um Homem de (muita) CORAGEM!

       Bem-vindo à tua (nossa) casa, Sérgio!

        

terça-feira, junho 06, 2017

VIRTUOSOS EM LUGAR DE VIRTUAIS OS MEIOS PARA GARANTIR A VERDADE NO FUTEBOL

       TP: árbitros da final identificam vantagens do vídeo-árbitro

     Muitos acreditam que a chegada ao futebol das novas tecnologias irá trazer ao jogo a seriedade que não tem. Certo é que a introdução do chamado vídeo-árbitro como meio auxiliar de corrigir decisões erradas ou não tomadas pelos juízes de episódios ocorridos no decorrer do espetáculo, mais cedo ou tarde iria acontecer. Mas desiluda-se quem estiver convencido de que de ora avante todos os lances sujeitos à análise conjunta dos árbitros tradicionais e dos juízes virtuais vão ser consensuais e aceites sem contestação pelos seguidores dos jogos ao vivo ou pelos que os seguem pela tv.

     O exemplo não é com certeza o melhor e mais edificante, mas aqueles que assistem, nos vários canais aos programas onde se discute até à náusea decisões dos árbitros em lances tidos por duvidosos, que, mesmo sendo passadas imagens sucessivas e em câmara lenta dezenas de vezes não se encontra dois comentadores que vejam a mesma imagem. E alguns dos lances submetidos a sufrágio são tão nítidos que até às escuras um cego poderia identificá-los com acerto.

     Quero com isto dizer que sempre haverá lances de muito difícil avaliação em curto espaço de tempo e muitos outros continuarão a ser distorcidos e erróneos na decisão por deficit de isenção ou viciação dolosa no julgamento, tal e qual como se verificou na época finda sem recurso a visualização. Desiludam-se ou regozijem-se consoante a expetativa que alimentarem: os erros vão continuar, involuntários ou premeditados, e aos programas não vai escassear alimento para sobreviverem. 

     O sistema tem virtudes quanto à transposição da bola nas linhas de demarcação do relvado, designadamente a linha de baliza. É relevante. Como é, ainda, na denúncia de agressões ou erros de deteção do infrator que deve ser penalizado com cartão, e na anulação de golos obtidos em posição irregular. Mas, não corrige as faltas que cortam jogadas de contra-ataque, aqueles que são apontadas indevidamente, fora de jogo ao jogador que parte para a baliza em posição legal, golos anulados que vêm a ser considerados sem falta, e mais situações que a experiência demonstrará.

     A implantação do sistema vai custar muito dinheiro e não é universal. Haverá, no futuro, duas modalidades no jogo da bola: a popular, pé descalço, sem vídeo, e a da elite com muitas câmaras de televisão e mais juízes da bola.

     Onde há fumo, há fogo. Antevejo negócio chorudo. Não tarda, cada adepto do jogo vai ter que comprar e levar para a bancada uma tablete ou telemóvel topo de gama para seguir na tv o que se passa no relvado, e ficar de olho no júri à espera da confirmação do que (não) viu em tempo real.

     Eu acharia que bem melhor seria investir na preparação dos árbitros. Escolher quem tiver aptidão inata para o ofício de julgar. Pagar-lhes consoante a qualidade que demonstrarem, avaliá-los com honestidade, premiar os melhores. E castigá-los pelas más prestações e nítido e contumaz clubismo. 

     E ficaria salvaguardada a essência do foot-ball.

     Surpreende-me que seja Portugal pioneiro na introdução do vídeo-árbitro. À frente da Inglaterra, Alemanha, Espanha, França, etc.. Será porque nestes países os juízes não são tão maus como em Portugal? Será?

     Quo vadis, como diria o outro.

    

    

     

     

    

    

quinta-feira, junho 01, 2017

EU, E OS MÉDIA ANTI-FC DO PORTO.

    

        Nem um cêntimo gastaria na compra de A Bola, Record ou Correio da Manhã. Tenho acesso ao canal de tv do Sporting mas nunca o abri. Por meio da tablete entrei uma vez no estádio da luz, "à Inácio", jamais o faria pela porta 18 porque poderia passar por colombiano. Não ouço relatos nas estações de rádio desde que acabou o Quadrante Norte e deixei  de ouvir o incomparável Gomes Amaro e o companheiro João Veríssimo. Há um ror de tempo que não me enervo nem desperdiço um segundo do meu bem estar pessoal e boa saúde, a ver e a ouvir a canzoada dos inúteis e perniciosos para o prestígio do futebol em que se converteram os programas dos agentes paineleiros encartilhados e tarafeiros amansados, Gomes das Selvas, Guerras da marijuana, Goberns de taberna , Janelas e postigos, Ruinzinhos Santinhos, Danieis jorges, e etc, etc, etc.

       Porque:

       Passei dezanove anos a deixar-me enganar por Tavares da Silva nos comentários das 13 horas das segundas feiras na Emissora Nacional, pelos relatadores Quadrios Raposo, Artur Agostinho, Alves dos Santos, Amadeu José de Freitas, Carlos Cruz, um outro que se tornou conhecido depois de Abril de 1974 e faleceu bastante jovem cujo nome neste momento não me ocorre*, e mais alguns que tiveram menos impacto nas transmissões desportivas na última metade do século XX. Fui leitor de A Bola, quando ainda era bem escrita, quase nada do Record de quem jamais me interessei, gostava de "O Norte Desportivo", de Alves Teixeira e das suas crónicas, e, muito novo, de quando em vez adquiria o "Mundo Desportivo". O jornal da minha distendida vida é o Jornal de Notícias (JN), fidelidade que mantenho mau grado...e o desportivo "O Jogo", idem, idem, aspas, aspas (maldita necessidade de garantir o sustento da família...)

       Então, como te governas, Dragão velho, para te manteres a par da coisa desportiva e falar (escrever) sobre elas? 

       Bem, eu me confesso, em primeiro lugar "Inácio" de anos a esta parte. Selecionando as notícias nos canais públicos, RTP1, 2 e 360º, pisco o olho à hora certa à informação do SICN para catar uma novidade de que esteja à espera, gasto mensalidade na sportv, até ver, mato o "bicho" com uma vista de olhos diária no JN e no O Jogo, ao primeiro café da manhã; por fastio, no segundo e agora noutro lado, vejo pelo canto as do olho as "gordas" do Rascord, de quando em vez, tiro dois dedos de paleio futebolístico com uma amigo se ele lá se encontrar à mesma hora, e passo para a cadeira do computador grande parte do melhor tempo para me inteirar do que me interesse nos blogues e sítios em que confio porque perfilham os mesmos princípios e convicções que os meus. No face escrevem-se excelentes post e passam vídeos onde se conhece o que é essencial e podem tirar-se as melhores ilações.

       E DOU AO PORTO CANAL O PRIMEIRO LUGAR DA MINHA PREFERÊNCIA AUDIOVISUAL, POIS É UM ÓRGÃO DO CLUBE QUE VERDADEIRAMENTE AMO E NÃO VEJO MELHOR MANEIRA DE O MOSTRAR QUE NÃO SEJA APOIÁ-LO, VENDO-O! SÓ ASSIM VIRÁ A SER MAIOR E MELHOR.

      Cada um age e segue o melhor procedimento que entender. Eu assumo a minha atitude de protesto contra a despudorada proteção que os media da corte alfacinha votam ao clube dos regimes, o venerado sugador Sport Lisboa e Benfica, pelas campanhas que ela fomenta e patrocina para achincalhar e tentar desprestigiar o símbolo sagrado e glorioso do Futebol Clube do Porto, bem como subtrair o mérito ao seu inigualável Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, NÃO CONSUMINDO, COMBATENDO E DENUNCIANDO SEMPRE QUE ACHAR NECESSÁRIO E DE TODAS AS FORMAS QUE TIVER AO MEU ALCANCE. 

       Já contribui mas nunca mais darei um cêntimo que seja para tal peditório.

* Fialho Gouveia.

Foto: Dragão, Sempre!
Remígio Costa

terça-feira, maio 30, 2017

TREINADORES HÁ MUITOS, PALERMA.

           
                         Sem perfil para treinador do FC do Porto

             A informação social da corte alfacinha anda em polvorosa em busca de um treinador para o Futebol Clube do Porto, para a vaga deixada pela rescisão do contrato de Nuno Espírito Santo que abdicou do segundo ano da sua validade numa atitude nobre e invulgar. Um dos mais ativos canais de tv ao serviço do "clube dos regimes", o CMTV deu há tempos como certa a contratação de um tal Marco Silva, assalariado pelo colosso inglês Hull City confiado que o currículo valioso e a competência do famoso português da linha de Cascais, bastariam e sobrariam para evitar a despromoção. Contudo, e apesar da tanta categoria e prestígio, o Marco falhou. A ciência do treino e o desembaraço no tratamento da língua de Shakespear demonstrados nos curtos meses ao serviço do Hull não passaram despercebidos aos melhores clubes da "pátria do futebol" e o Marquinho terá assinado fabuloso contrato, não com um qualquer Arsenal, Manchester City ou United ou mísero Chelsea, mas pelo melhor do bairro de Wattford  depois de ter sido "apontado ao FC Porto, nos últimos dias, tendo até rejeitado uma proposta dos dragões, segundo a imprensa nacional" ,                   ( entenda-se, pelo "Lixo da Manhã", da imprensa capturada da corte subsidiodependente).

            A imprensa alfacinha tem para mim a credibilidade de um árbitro português. E no que diz respeito à vida do Futebol Clube do Porto e ao que se passa na cabeça do seu Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa -o mais vencedor da História do futebol mundial- ainda tem menos crédito do que o menos competente deles. Tudo o que divulgam e escrevem ou falam sobre o baluarte da "Invicta Cidade" está contaminado pelo baixo servilismo e comprometimento com um clube protegido desde sempre pelos regimes, num regabofe escandaloso de falsas notícias e de campanhas insidiosas orquestradas com vista a abater o único adversário capaz de lhes fazer frente.

            A seu tempo o Futebol Clube do Porto irá encontrar o treinador que que melhor lhe convier. Provavelmente, nenhum dos que a informação social nomeou, e não seria de espantar que um possa vir a ser entre tantos os que tem sido anunciados. 

            Marco Silva não é, e isso me basta. Estou aliviado, como ficaria se fosse JJ. Ambos formados no ambiente da corte, desconhecedores do que é "ser Porto", do primeiro retenho na memória a atitude insultuosa, malcriada  e antidesportiva tomada contra Paulo Fonseca e a equipa técnica no jogo no Estoril no seguimento da conversão de uma grande penalidade a punir mão de Otamendi fora da área mais de dos metros e cuja conversão deu o empate final a 2-2, e do Jorge J. a fulminante capitulação ajoelhada no Dragão no golo aos 90'+2' de Kelvin.

           Treinadores há muitos, seus palermas.

              

           

segunda-feira, maio 29, 2017

"HAVEMOS DE IR A VI(E)NA"

   


            Este cascol percorreu há trinta anos mais de quatro mil quilómetros preso ao vidro do automóvel que levou a Viena de Áustria cinco portistas, percorrendo estradas de sete países da Europa numa viagem de oito dias e sete horas e meia.

   Vivemos acontecimentos impossíveis de traduzir por palavras ditas ou escritas. No decorrer do percurso de vida, há momentos que abalam a nossa sensibilidade e extrapolam de tal modo o nosso comportamento que nos elevam a impensáveis patamares de emoção e gozo espiritual.

   Em 27 de maio de 1987, vivi em Viena de Áustria uma das sensação mais inebriantes que até hoje me aconteceram. No então denominado Estádio do Prater, o Futebol Clube do Porto sagrou-se campeão da Europa de futebol batendo espetacularmente a equipa bávara do poderoso Bayern de Munique, obtendo um triunfo e uma exibição que espantaram o mundo de futebol.

   Rabath Madjer, sobredotado executante e mágico inspirado, criou e patenteou a sublime obra de arte do golo da esperança ao restabelecer a igualdade no marcador, e concebeu logo depois o magistral centro para Juary aparecer do nada para nos trazer a glória e o paraíso.

   Vejo-o, agora, à minha frente de braços levantados num gesto de êxtase, logo  abafado numa pirâmide de corpos agitados, loucos, furiosos, como predadores a consumar a morte da besta ferida.

   No topo da bancada vermelha silenciosa e pasmada, os ponteiros do grande relógio suspenderam o ritmo normal, adormeceram como lesmas nojentas, a poucos minutos da entrada no céu. E, quando depois de gorado o pontapé do livre contra a barreira à frente do enorme Mlynarzik o árbitro sobrescreveu o veredicto, ficou consumada pela vez primeira a legitimidade da ostentação da coroa de louros do título de melhor equipa da Europa: FUTEBOL CLUBE DO PORTO!

   Depois... depois não sei. Não fui eu, não fomos nós todos os portugueses que ocupávamos uma parte da bancada lateral, segurando a longa tarja com o slogan "HAVEMOS DE IR A VI(E)NA" com o desenho de pintor Salvador Vieira representado por um casal de bailarinos minhotos, na dança do vira. Abraços, choros, gritos, e palavras roucas, desbragadas, silêncios de recolhimento, gestos de afeto trocados com assistentes anónimos que quiseram solidarizar-se com a nossa emoção. 

   Sim, "Havemos de ir a Vi(e)na", voltaremos a Gelkirshen, iremos até outro qualquer  ponto do planeta ou mesmo do espaço, levando connosco o amor sem condições ou medida do inigualável Clube triunfador FUTEBOL CLUBE DO PORTO.

   

Foto: doLethes

Remígio Costa