segunda-feira, outubro 08, 2018

FALHOU A ORQUESTRA PARA NOVO BAILE NO SALÃO DE FESTAS.

 













 Liga NOS
7.ª jornada
Estádio da Luz
Tempo: bom
Relvado: bom
Assistência: 61 000 (3200 claque portista)
Domingo, 17:30 horas
2018.10.07

            SL Benfica, 1 - FC DO PORTO, 0
                                   (ao intervalo: 0-0)

slb alinhou: Odysseas, A. Almeida, Rúben Dias, Gabriel Lemes, Grimaldi, Feija, Pizzi, Gabriel, Sálvio, Seferovic, aos 90' Samaris e Cervi, aos 58' Rafa. Suplentes não utilizados: Svilar, Gedson, Castilho e Jonas.
Equipamento: oficial
Treinador: Rui Vitória

FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Otávio, aos 52' Sérgio Oliveira, Yacime Brahimi, Tiquinho Soares, aos 76' André Pereira e Moussa Marega.
Suplentes não utilizados:  Vaná, Chidozie, Mbemba, ÓLiver Torres.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria). VAR: Jorge Sousa, AVAR: Nuno Manso. 4.º árbitro: Helder Pacheco.

GOLO: 1-0 aos 62' por Seferovic na sequência de um desalinhamento de Felipe que se adiantou no relvado na tentativa falhada de ganhar a bola para o início de um contar ataque, com o avançado suíço apertado por Éder Militão já dentro da área a meter primeiro o pé à bola e a rematar colocado junto ao poste do lado esquerdo de Iker Casillas.

Sinopse:

             O expectante primeiro embate entre os dois mais prováveis candidatos a vencedor da principal prova do calendário desportivo português, constituiu um espetáculo sofrível quanto à qualidade do futebol jogado. Muita entrega e disponibilidade dos jogadores na luta feroz pelo resultado, mas excessiva impetuosidade nas tentativas de obter a posse da bola, pouca preocupação no trato do esférico pontapeado sem cerimónias no momentos de aperto, excessivas quebras de ritmo de jogo por motivo do anormal número de faltas e de  escassas ocasiões passíveis de chegar ao golo criadas por ambos os conjuntos, sobretudo da equipa da casa. Para além do mais, o jogo desenvolveu-se em grande parte do tempo no miolo do relvado originando a concentração de uma floresta de elementos reduzindo o espaço e dificultando a fluência do jogo no seu desenvolvimento pelas alas.

             Territorialmente, a partida decorreu equilibrada no primeiro período tendo os visitados entrado de rompante no tempo complementar não dando oportunidade ao FC do Porto de se organizar e responder à supremacia dos encarnados até à abertura do marcador. Os campeões nacionais em título reagiram à desvantagem, conseguindo alguma supremacia atacante e criado duas excelentes ocasiões de empatar a partida nos derradeiros lances do encontro.

             Esperava-se um pouco mais dos Dragões que jogaram abaixo das expetativas dos seus adeptos que ansiavam por uma vitória que a acontecer causaria um tesunami na estrutura encarnada, dada a instabilidade latente na posição do técnico e na vida do clube, pelas razões que se conhecem. Foi feliz, fez um golo e o balão não estourou. Por agora...

             O momento para o FC do Porto se deslocar ao "seu salão de festas preferido" desde há sete anos, não terá sido o melhor. Sem Aboubakar, Conceição deu a titularidade a um voluntarioso Tiquinho Soares ainda numa fase de recuperação de lesão e da sua melhor forma. Moussa Marega jogou fisicamente diminuído não conseguindo ser tão influente como é habitual a partir do abalroamento que sofreu aos 34' por parte do karater Rúben Dias, em lance algo duvidoso dentro da área. Otávio, impiedosamente marcado pelos adversários e desinspirado e sob vigilância do árbitro, esteve longe do que pode e sabe. Hèctor Herrera não esteve à altura das necessidades e do cargo num jogo em que se esperaria fosse o desempenho de acordo com a sua valia como jogador; Danilo Pereira foi gigante e merecia melhor sorte no remate de cabeça em final de jogo, a sair sobre a barra; na defesa Éder Militão e Iker Casillas apenas uma vez foram batidos logo havia de ser no golo feliz do Seferovic; Alex Telles infeliz na marcação de livres e Maxi Pereira no seu ritmo e estilo habituais. Yacime Brahimi aplicou-se bem, deu trabalho aos adversários, e viraria herói tivesse o remate executado com perfeição aos 88' um trajeto de menos um palmo na sua linha para o golo. Sérgio Oliveira cumpriu muito bem no tempo em que participou na partida, como Jesùs Corona na ala direita.

            Tal como decorreu, o jogo não teria sido fácil de apitar para qualquer árbitro. O juiz leiriense mostrou claramente querer fazer trabalho imparcial, o que abona a seu favor. Apitou 44 (quarenta e quatro vezes!!), exibiu amarelos com generosidade evangélica e um duplo que deu expulsão do estreante Leme, e isso é sintomático: apito numa mão, regulamento na outra. No lance ocorrido entre Moussa Marega e o central dos encarnados que vai à bola de olhos fechados, esteve bem. Contudo, arrisco a dizer que se lance idêntico ocorresse na área dos portistas, não sei, não sei...Registo, ainda, dois fora de jogo, um em cada parte, não assinalados ao ataque dos encarnados admitindo porém que os auxiliares não levantaram a bandeira esperando o desfecho da jogada. Quanto ao cartão amarelo mostrado a Iker Casillas por pretensa perda de tempo na reposição da bola em jogo, quando eram decorridos escassos minutos de jogo e este nem estava difícil para o FCP, é de "partir a moca a rir". Mas, fique claro que o insucesso do "baile" não é culpa de Fábio Veríssimo...

            O percalço não é uma tragédia irreparável e de significado alarmante para o campeão nacional. O transatlântico navega ainda com a costa à vista, há muito mar para navegar e...voltar!

quinta-feira, outubro 04, 2018

CAMPEÃO NA LIGA DOS CAMPEÕES


Liga dos Campeões
Fase de grupos (G) - 2.ª mão
Estádio do Dragão, Porto
Tempo: "de verão" - Hora: 20:00
Relvado: excelente
Assistência: 42 711
2018.10.03 (quarta feira)

               FC DO PORTO, 1 - Galatasaray (Turquia) 0
                                                  (ao intervalo: 0-0)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), aos 89' Sérgio Oliveira, Otávio, aos 80' André Pereira,  Jesùs Corona, aos 60' Óliver Torres, Yacine Brahimi e Moussa Marega. Suplentes não utilizados: Vaná (g.r.), Chidozie, Ádrian e Hernâni.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

Galarasaray: Musiera, Linnes, Maicon, Serdar, Nagatomo, Fernando, aos 86' Yumes, Donk, aos 68' Ivan, Belhanda, aos 74' Feghouli, Duykuru, Gumus e Rodrigues.
Treinador: Fatih Torin.

Árbitro: Michael Oliver (Inglaterra)

GOLO: Alex Telles ganha canto à esquerda, encarrega-se da marcação como é habitual, bate em altura para a área onde MOUSSA MAREGA, livre de marcação, bate de cabeça para o golo. Eram decorridos 49´de jogo.

Sinopse.

         Foi um ótimo espetáculo de futebol, uma vitória da melhor equipa do jogo e uma (muito) agradável e promissora exibição individual e coletiva do Futebol Clube do Porto.

         O resultado final em golos poderia ter tido números bem diferentes pelas oportunidades criadas por ambas as equipas, nos quais  os respetivos guarda redes tiveram ação preponderante, especialmente Iker Casillas responsável pelo resultado verificado no primeiro período, e na inviolabilidade da baliza na partida.

         Ainda assim, as mais flagrantes oportunidades não concretizadas a possível ampliação dos números finais estiveram nas ações e nos pés de Yacime Brahimi na conclusão espetacular de uma excelente jogada pelo flanco direito protagonizada por Jesùs Corona, na subsequente assistência a que o mágico argelino correspondeu com estupendo remate em voley de pé direito travado junto ao poste pela defesa incrível do guardião da equipa turca, numa escapadela à defesa de Moussa Marega que se isolou e viu Musiera negar-lhe o golo e de André Pereira, apertado por um defesa na derradeira jogada de grande emoção a rematar perto do guarda redes turco que saíra ao seu encontro e gorou o melhor desfecho do lance.

        Iker Casillas, no melhor jogo desde que abraçou o Dragão, Felipe e Éder numa dupla que vale pelo dobro, Danilo Pereira a tornar-se na vigorosa cambota de motor de boldozer, Otávio de raça e enervante incómodo para os adversários, Yacine Bryahimi nesta noite excecional, Marega, Marega-Aboubakar, e os reforços Óliver Torres e André Pereira, a descarregar vontade e energia. Com a aplicação e normal desempenho de Maxi Pereira, Hèctor Herrera, Alex Telles. Sérgio Oliveira, mereceu a chamada e a ovação.

        E de Sérgio Conceição. 

        Não me recordo de alguma vez ter assistido à atuação do ainda jovem árbitro Michael Olivier. Considero o futebol e a arbitragem ingleses do melhor que vejo em campeonatos europeus. Neste jogo, Olivier esteve à altura dos seus pares ingleses, apenas estranhei um amarelo atribuído a Éder Militão, que desarmou em antecipação um adversário, e a uma entrada violenta subindo ao terceiro andar com o joelho levantado às costas de Otávio (talvez o jogador turco veja atentamente os jogos de um certo karaté português e pretenda imitá-lo...)  que, estranhamente, nem falta mereceu.

       




        

        

sábado, setembro 29, 2018

POR UM TIQUINHO ASSIM, MAS JUSTO DE PRINCÍPIO AO FIM.

 
 (Foto OJogo online)

Liga NOS
6.ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Tv - Hora: 20:30
Tempo: bom
Relvado: muito bom
Assistência: + 40000
2018.09.28 (sexta feira)


        FC DO PORTO, 1 - CD Tondela, 0
                            (ao intervalo: 0-0)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, aos 80' Hernâni, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Sérgio Oliveira, aos 59' Jesùs Corona, Hèctor Herrera (C), Otávio, Yacine Brahimi, Vincent Aboubakar, aos 64' Tiquinho Soares e Moussa Marega.  Suplentes não utilizados: Vaná, Chidozie, Óliver Torres e André Pereira.
Equipamento: oficial tradicional 
Treinador: Sérgio Conceição

CD Tondela alinhou: Cláudio Ramos, David Bruno, Ícaro, Ricardo Costa, Joãozinho, Helder Tavares, aos 70' Jaquiité, Bruno Monteiro, Sérgio Peña, aos 87' Arango, Murillo, Xavier, aos 15'  Juan Delgado e Tomané. 
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Pepa

Árbitros: Luís Godinho (AF Évora). 4º árbitro: Hugo Pacheco. VAR: Helder Malheiro; AVAR: Pedro Mota 

GOLO E MARCADOR: aos 85' por TIQUINHO SOARES: Yacine Brahim tira um remate à entrada da área, Cláudio Ramos ao centro da baliza não segura e permite que a bola salte para a sua frente, e Tiquinho Soares antecipa-se rápido e desvia a bola para as redes. 


      A dúvida sobre o desfecho da partida ficou esclarecida (apenas)aos 85' da partida, porque até esse momento não foram concretizadas pela equipa portista uma mão cheia de flagrantes oportunidades para o fazer.  Se algumas das situações não obtiveram a melhor finalização por parte dos dragões, outras foram negadas por ação da eficácia defensiva do Tondela e, especialmente, pelo brilhantismo da exibição de Cláudio Ramos, toldada pela responsabilidade no lance infeliz que ditou a derrota da sua equipa.

     Globalmente, o jogo constituiu um bom espetáculo de futebol, pela dinâmica atacante de ambos os conjuntos ainda  que a maior intensidade e número de ataques pertencessem ao campeão nacional em título, mas de que o Tondela nunca abdicou se e quando lhe foi concedida margem de manobra para tentar aproximar-se à baliza de Iker Casillas, o qual, verdadeiramente, não chegou a ser incomodado. O FC do Porto atacou muito e mais, somou uma diferença enorme de posse de bola, mas nem sempre a usou melhor do que o adversário muito por causa do excelente desempenho individual e coletivo dos jogadores visitantes. Valeu ao Dragão a persistência da equipa nas tentativas de furar o compacto bloco defensivo beirão, onde o central Ricardo Costa sobressaiu, as oportunas e felizes chamadas ao jogo de Soares, Corona e Hernâni, e o apoio fantástico dos quarenta mil adeptos que enchiam as bancadas.

      Desfecho justo, limpo e compensador.

      Iker Casillas teve um jogo sem problemas complicados, não me recordando de uma única intervenção dentro dos postes. Maxi, valeu-se da sua capacidade de luta e experiência, Felipe e Éder Militão com trabalho difícil não tiveram falhas, Alex Telles com dificuldades a defender mas sempre em jogo, Sérgio Oliveira, bem, Hèctor Herrera ainda algo irregular na influência que se lhe exige no conjunto, Otávio no melhor desempenho desta época, Brahimi perdeu e ganhou na apertada vigilância que lhe é imposta, Aboubakar muito empenhado mas desastrado ou infeliz, Moussa Marega, idem aspas tal como Yacine Brahimi.
Corona e Hernâni participaram com gana no desmantelamento da tática de Pepa, mas coube da TIQUINHO SOARES, o título de honra da noite pelo que mexeu no ataque, e, muito mais, pela oportunidade com que fez o resultado.

       Nada tenho a apontar de negativamente relevante sobre a arbitragem do eborense Luís Godinho e dos seus auxiliares, incluindo o VAR. E o jogo não foi de todo fácil de julgar dada a impetuosidade dos jogadores, sobretudo dos tondelenses. Cometeu algumas avaliações usando critério diferente, mas para ambos os conjuntos. Não agravou o que era já era difícil e soube distinguir o essencial do acidental. Pouco habitual, mas que parece querer mudar, isso pareceu. Aliás, pode ser impressão minha mas que já não acontecem tantos escândalos na arbitragem com antes, a mim parece-me que algo está a mudar...

Remígio Costa

    

domingo, setembro 23, 2018

SER FELIZ EM TRÓIA EM LOUVOR DO MÉRITO.

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Liga NOS 
5.ª jornada
Estádio do Bonfim, Setúbal
TV - Hora: 21:00
Tempo: noite de verão
Relvado: piso irregular
Assistência: -+ 10000
2018.09.22


            Vitória FC, Setúbal, 0- FC DO PORTO, 2
                        (ao intervalo: 0-1)

Vitória de Setúbal alinhou com: Joel Pereira, Artur Jorge, aos 81' Zequinha, Vaz Fernandes, Dankler, Mano, Semedo, Éber, Bessa, Valdu Te, aos 65' Blender Cadiz,André Sousa, aos 66' Alex.  e Hildeberto. Suplentes n/utilizados: Costinha, Cristiano, Rúben Micael e Nuno Valente.
Equipamento: oficial tradicioanl
Treinador: Lito Vidigal

FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera, Otávio, aos 60' Sérgio Oliveira, Yacine Brahimi, aos 80' Jesùs Corona, Vincent Aboubakar, aos 74' André Pereira e Moussa Marega. Suplentes n/ utiizados: Vaná (g.r.)m Chidozie, Hernâni, Óliver Torres.
Equipamento: alternativo de cor azul
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitros: Manuel Oliveira (AF Porto), auxiliado por Pedro Ribeiro e Tiago Laranjo. 4.º árbitro: José Rodrigues. VAR: Vasco Santos. AVAR: Luciano Maia 

GOLOS E MARCADORES: 0-1 aos 17' por Vincent ABOUBAKAR  no aproveitamento dentro da pequena área de ressalto de uma jogada de Maxi Pereira no flanco direito; 0-2 aos 78' por SÉRGIO OLIVEIRA, na execução de livre direto à distância de alguns metros da linha da grande área, batendo forte e rente à relva para o lado direito do guarda redes setubalense, o qual terá sido traído pelo efeito da bola ao bater no chão junto às mãos, escapando-se-lhe sob o corpo.

         Foi uma vitória bastante difícil e muito suada mas inquestionável limpa e merecida do campeão nacional, perante um Vitória de Setúbal extremamente combativo e muito bem organizado defensivamente e com apurado sentido de exploração do jogo de contra ataque.

         O FC do Porto entrou bem no jogo e manteve uma toada ostensivamente ofensiva de princípio ao fim do primeiro período do confronto, procurando insistentemente desmantelar a prudente e bem executada estratégia do astuto Lito Vidigal. Nem o golo obtido aos 17' fez baixar o ânimo e a determinação dos sadinos, nem a equipa portista aliviou a pressão para consolidar o resultado e garantir a conquista dos três preciosos pontos da vitória.

         O período complementar teria contudo um desenvolvimento bem distinto do primeiro. O Vitória optou por um plano B algo surpreendente, avançando as linhas e alargando o espaço de circulação da bola, condicionado com êxito as movimentações ofensivas dos nortenhos, e equilibrado as oportunidades de aproximação à baliza até cerca do setenta minutos, chegando mesmo ao golo iam decorridos 49', na conclusão de jogada rápida de contra ataque, mas que viria a ser anulado com recurso ao VAR em virtude de Valdo, aparecendo isolado na área, ter controlado notoriamente a bola com o braço.

         Ultrapassado este obstáculo sempre arriscado de jogar fora de casa após uma jornada na Liga dos Campeões, no seguimento próximo da jornada inicial da Liga dos Campeões enfrentando em Gelsenkirchen o Schalke04 sub-campeão alemão, e contra um renovado e bem preparado Setúbal treinado pelo sagaz e experimentado Lito Vidigal, o trabalhoso triunfo dá algum conforto por garantir a  distância pontual na classificação da Liga e ao permitir estabilizar o nível de confiança da equipa e dos jogadores.

         O regresso à inviolabilidade defensiva fica a dever-se à melhoria de entrosamento de Felipe e Éder Militão, ao desempenho de Alex Telles e á classe de Iker Casillas, bem como à disponibilidade física do comendador Danilo Pereira. O capitão H. Herrera continua a ser uma pedra-chave na coordenação do jogo da equipa; Yacine Brahimi não cobra a fatura em golos do trabalho que desenvolve no desgaste do adversário, e Moussa Marega representa a ameaça de fogo nas costas do antagonista. A exibição e utilidade de Sérgio Oliveira reclamava uma entrada mais tempestiva, tal como André Pereira, uma garantia de trabalho e de qualidade para o ataque e, tal como de Jesùs Corona, desconcertante.

         Manuel Oliveira,  auxiliares, e VAR, estão implicados nas falhas ocorridas no julgamento de faltas de ambos os contendores. Comentando apenas as mais polémicas, os erros graves principiaram aos 7' de jogo com a não marcação de uma grande penalidade, ao não ser considerada falta um empurrão a Moussa Marega, dentro da área. No golo (bem) anulado ao Setúbal foi o recurso ao VAR que abriu os olhos a Oliveira e ao juiz auxiliar. No insistentemente lembrado lance em que dois jogadores do FC do Porto, um deles Felipe, anularam a tentativa em se isolar do avançado setubalense, só no recurso à repetição das imagens na tv se poderá aceitar por intuição, que há um toque acidental no pé do jogador, pelo que terá ficado por apontar um livre direto a favor do Setúbal e a amostragem de cartão amarelo ao central portista. Curiosamente, o lance assemelha-se, quanto à nítidez do toque, ao que levou à marcação do penalti em Gelsenkirchen do segundo marcado a favor do FC do Porto, sendo que, aqui, TODA A MARALHA "viu" que não houve falta do defesa alemão, o que leva a concluir que a cegueira de muitos é uma comprometida aldrabice. O juiz espanhol e o apitador português mereciam ter "olhos de águia" tal como (não) têm as ceguinhas (!?)toupeiras...

Remígio Costa

       

quinta-feira, setembro 20, 2018

CURRICULUN VITAE DO DRAGÃO MAIOR (INCOMPLETO...)

Pinto da Costa:
80 anos  (35 no trono de sonho)
58 títulos de futebol
174 árbitros 'comprados'
256 namoradas
3 esposas
2 filhos
1 livro

Comendador
Chave d'ouro da Cidade do Porto
(adaptado)

(do facebook, com  a devida vénia)
 

quarta-feira, setembro 19, 2018

A PRINCIPIAR, SUCESSO PELA METADE

 Schalke 04-FC Porto (onzes): Danilo titular
Liga dos Campeões
Fase de grupos - 1.ª jornada
Estádio Veltines Arena, Gelsenckirchen, Alemanha
TVI - 20:00 horas
Tempo e relvado: bons
Assistência: +-60000
2018.09.18

             FC SCHALCK04, 1 - FC DO PORTO, 1
                           (ao intervalo: 0-0) 

FCS alinhou com: Fahrman, Sané, Naldo, Nastasic, Caligiari, Serder, aos 84' Harit, Bentalep, Sehopf, Mchennie, Embolo, aos 72' Burgstella e UTh, aos 65´Konoplyanka.
Treinador: Domenico Tedesco

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Otávio, aos 90' Hernâni, Yacine Brahimi, aos 82' Sérgio Oliveira, Vincent Aboubakar e Moussa Marega. Suplentes n/ utilizados: Vaná, Chidozie, Óliver Torres e Ádrina Lopez.
Equipamento: alternativo de cor cinzento
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Jesùs Gil Manzano, Espanha
Assistentes: Angel Rodriguez e Diego Sevilla
4º árbitro: Javier Nicolás

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 64' por EMBOLO em jogada iniciada perto da área do Schalke onde Hèctor Herrera deixou escapar a bola dando origem a um rápido contra ataque a explorar o adiantamento da defesa portista, concluída com desvio feliz para a baliza deserta com a saída de Iker Casillas e desentendimento entre Jesùs Corona e Felipe para afastar a bola: 1-1 aos 75' por OTÁVIO na conversão de uma grande penalidade por derrube a Moussa Marega quando este se aprestava a ultrapassar com a bola dois defensores da equipa alemã; o médio do FC do Porto bateu forte e colocado rente à relva para o lado contrário da estirada do guarda redes alemão. Aos 13', Alex Telles não conseguiu converter uma grande penalidade a punir mão na bola a desviar um centro sobre a área, porque não viu Fharman a "voar" para o lado por ele escolhido ainda antes de ter batido a bola em remate forte e colocado.

     Não foi uma estreia sensacional do Futebol Clube do Porto na sua 21ª participação na maior prova mundial de clubes, número que partilha apenas com o Real Madrid, FC Barcelona e Manhester United, mas, quer o resultado como a exibição do campeão nacional, nesta primeira ronda e a jogar na casa do segundo classificado do campeonato alemão, não foram de modo algum negativos.  No apuramento final das incidências da partida, o Futebol Clube do Porto foi inquestionavelmente quem mais e melhores atributos exibiu, individuais e coletivos, para merecer vencer com inteira justiça um jogo em que foi manifestamente a melhor equipa.

      Podendo contar com todas as pedras basilares do plantel, Sérgio Conceição pôde escolher quem entendeu poder estar à altura das exigências de um jogo desta natureza e das potencialidades do adversário. Manteve a confiança num surpreendente Éder Militão, restituiu a titularidade a um sensacional Danilo Pereira, e juntou na frente dois verdadeiros tanques de combate, os africanos Vincent Aboubakar e Moussa Marega. Não levou na mala a "vedeta Fortuna" , o senão que inviabilizou a (justa) vitória que fez por merecer.

     Com mais e melhor seguimento pelas câmaras da televisão, estiveram em foco pela positiva os centrais Felipe e Éder Militão, implacáveis e impecáveis, e à frente no miolo, o sensacional Danilo Pereira; Iker, Maxi, Marega e Otávio, a seguir; Yacine, alvo privilegiado com honras de vigilância apertada, depois; e Telles, e Hèctor Herrera(!) e Aboubakar, aplicação e suor. Jesùs Corona não conseguiu sincronizar-se com o andamento do jogo no momento em que nele pretendeu envolver-se; Sérgio e Hernâni, sem tempo para mostrar utilidade.

     Assinalar duas grandes penalidades, no mesmo jogo, a favor do Futebol Clube do Porto, daria em Portugal o fim da carreira de um árbitro! Felizmente para Jesùs Gil MANZANO, é espanhol, competente, jovem e bem formado. E o seu desempenho avaliado pela UEFA. Fará carreira.

Remígio Costa

    

    

sábado, setembro 15, 2018

HERNÂNI ENTROU COM A CHAVE MAS O FERREIRA MUDOU A FECHADURA


 
Taça da Liga
Fase de grupos (3.ª) - 1ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Tv - Hora: 20:30
Tempo: verão
Relvado: bem tratado
Assistência; +- 37000
2018.09.14 (sexta-feira)


        FC DO PORTO, 1 - GD Chaves, 1
                               (ao intervalo: 0-0)

FCP alinhou com: Vaná, João Pedro, Felipe, Diogo Leite, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Otávio, aos 84' Vincent Aboubakar, Jesùs Corona, aos 60' Yassine Brahimi, Adrián Lopez, aos 72' Hernâni e Moussa Marega. Suplentes não utilizados: Iker Casillas, Eder Militão, Marius e Íliver Torres.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Vítor Ferreira (AF Braga)
4º árbitro: João Pinto

Golos e Marcadores: 1-0 aos 74' por HERNÂNI, com remate de pé esquerdo fulminante, pondo fim a uma sucessão de remates que esbarravam nos jogadores do Chaves acantonados dentro da área; 1-1 aos 83' por EUSTÁQUIO na conclusão de uma saída rápida em contra ataque de  dois avançados flavienses num remate forte à entrada da área, culminando um centro bem medido vindo da ala esquerda numa excelente jogada de futebol.

    Com uma primeira parte sem vivacidade e de futebol desordenado e ineficaz, a equipa do Futebol Clube do Porto mostrou-se incapaz de vencer um jogo em que dominou territorialmente  o adversário, criou situações várias para acionar o marcador, e deixou-se surpreender pelo adversário a escassos minutos do termo da partida, quando estava a vencer, num dos raros momento em que os flaviense se atreveram a passar a linha do centro do relvado. Composta por jogadores menos convocados para equipa principal, o que teoricamente terá originado menos coesão e qualidade coletiva e individual, o FC do Porto deparou com uma equipa a jogar num sistema tático de ferrolho tradicional, antipático e conflituoso, resultadista, nesta partida bem sucedido porque fielmente cumprido e apadrinhado por um arbitragem de iniciado confundido, aturdido e  por vezes atarantado perante as muitas incidências negativas que aconteceram ao longo do tempo de jogo (e depois...).

    O regresso após afastamento de oito meses por lesão do Comendador Danilo Pereira, é o facto mais relevante da noite. Melhor ainda foi constatar que o internacional campeão da Europa mantém intactas as qualidades que o caraterizam, podendo afirmar-se ser ele o grande reforço da temporada. Pela negativa, Adrián Lopez. Não pode queixar-se de não ter tido oportunidades para provar merecer envergar tão prestigiada camisola. João Paulo denuncia excelentes atributos  que a experiência irá sublimar, a seu tempo. Excecional uma recuperação no relvado para anular com êxito um jogador do Chaves que se isolara em direção à baliza defendida por Vaná.

   O jogo tornou-se difícil de arbitrar quando os jogadores do GD Chaves se aperceberam da tibieza evidenciada por Vítor Ferreira na aplicação das leis  do jogo em sucessivos lances passíveis de sanção. Falta sobre falta, simulação ensaiada a cada toque, interruções antes de nova paragem logo a seguir, preguiça congénita no regresso à posição vertical, esgotamento sistemático do tempo razoável na reposição da bola em jogo. Faltas por assinalar em ambas as áreas passíveis de pontapé de penalti, sendo que aos 89', Vincent Aboubakar sofreu TRÊS de diferentes adversários  na mesma jogada. Concedeu Ferreira 2' de compensação no primeiro período e 6' no segundo. Metade do que seria exigido, no mínimo.