sábado, março 17, 2012

HÁ HISTÓRIAS BANAIS QUE ACABAM BEM.

  (Dispenso que me descrevam o que eu vejo, por isso sigo as transmissões dos jogos do FC Porto pela TV com total ausência de som. As minhas emoções são genuínas  porque são despoluídas de excrescências alheias nefastas à saúde).    

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   Primeira Liga
             Estádio da Madeira
             2012.03.17

                           Nacional, 0 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2
                                              (Yanko e Alex Sandro)

             Dir-se-à que o campeão cumpriu com a sua obrigação de ir à Madeira vencer o Nacional e amealhar mais três pontos para se manter na liderança do campeonato à distância de um ponto dos segundos classificados, caso ambos venham a vencer os respectivos jogos que têm de realizar. Foi um triunfo merecido, obtido sem polémica de lances que pusessem em dúvida a legitimidade do resultado, sem embargo de ter que se reconhecer a extrema felicidade que proporcionou a Yanko abrir o marcador e a Alex Sandro a obtenção do segundo aos 90+2', a menos de três minutos dos cinco (!!!) concedidos pelo árbitro Carlos Xistra, pouco tempo depois de ter entrado em campo.

             A vulgar história desta partida teria sido sem dúvida bem diferente, quiçá dramática para as nossas aspirações se, logo aos 2' após o apito do início de jogo, os madeirenses tivessem aproveitado o que foi uma das melhores oportunidades de chegar ao golo em toda a partida, e, no decorrer dela, Mateus não tivesse esbanjado uma boa mão cheia delas como raras vezes é dado ver num único jogo.

             Obrigado a mexer, Vítor Pereira voltou a surpreender e recorreu à sua rábula preferida de colocar o central Maicon à direita e chamar Otamendi, contrariando o entendimento de Maradona que utilizou o argentino nessa posição. Défour, foi a pedra para o buraco deixado por Fernando e, na frente, Hulk, a beneficiar da folga que lhe concedeu Marco Ferreira no jogo contra a Académica, foi rendido por Cristián Rodriguez.

             Só por breves períodos em todo o jogo o Nacional mostrou querer complicar a vida aos campeões nacionais, que, não sendo forçados a um ritmo muito alto iam controlando com maior ou menor empenho o ritmo algo lento em que o jogo decorreu. 

             O FC Porto chegou ao golo num lance verdadeiramente insólito, com um defesa nacionalista a aliviar, sem aperto, um bola dentro da sua área batendo-a de tal modo que esta fez tabela no pé de Álvaro Pereira de que resultou uma assistência para o austríaco postado a dois metros do guarda redes que, sem dificuldade lhe meteu o esférico por baixo do corpo.

              Individualmente, Moutinho foi o melhor: fez o seu papel habitual, o de Fernando e, até em parte de Lucho. Atrás e à frente, à direita, ao centro ou à esquerda, passando e rematando, o algarvio brilhou. Jámes, Helton, Maicon (ai, aquela distracção com o tempo a acabar que por milagre não deu o 1-1...), bastante acima da mediania dos demais. Lucho, cada vez se assemelha mais a um Mercedes a gasóleo com 800 000 Km no motor. Yanko, não fez um jogo mau: foi igual a si próprio, fez um golo importante fácil e podia ter feito o segundo mas, no lance, o guarda-redes saiu muito bem ao seu encontro. Rolando, já aprendeu alguma coisa com  ele e, isolado, a cinco metros dos postes atirou dez por cima deles uma bola que "estava dentro".

              Veremos o que nos vai trazer a próxima terça-feira...




1 comentário:

  1. Este foi daquelas jogos em que o que interessou foi, única e exclusivamente, o resultado.

    A exibição foi fraca, tudo foi fraco, e arrisco dizer que não perdemos pontos... por sorte, ou melhor, graças a Helton!

    Há muito a trabalhar e muito a mudar.

    Um abraço, Gaspar

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