quinta-feira, março 10, 2011

SINTÉTICO, MAS COM MÉRITO.

                                GUARIN, o golo que valeu uma vitória.

                    LIGA EUROPA.


          Em Moscovo (Rússia):


          C.S.K.A., 0 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 1

                                                            O GOLO





          Depois deste jogo em Moscovo o Futebol Clube do Porto adquiriu duas significativas vantagens para a segunda parte da eliminatória, a disputar no próximo dia 17 (quinta-feira): um vitória sem sofrer golos fora de casa e jogar a segunda parte da eliminatória no Dragão.
          Fosse pela falta de adaptação à relva ou intranquilidade, o FC Porto sentiu no início do jogo algumas dificuldades, sobretudo no eixo da defesa, em travar a acção dos avançados moscovitas do que resultaram algumas situações complicadas. Dobrados os primeiros dez minutos, o meio campo começou a funcionar melhor, não obstante os passes nem sempre saírem a preceito e, outras vezes, Hulk, sob uma marcação dupla e até tripla, perdia-se em dribles sem poder servir Falcao. O mesmo acontecia com James Rodriguez, sem embargo de ter tentado alguns passes com êxito.
          Com o jogo equilibrado e uma melhoria do controle de bola o jogo passou, alternadamente, a jogar-se ora numa ora noutra metade do sintético e, em ocasiões mais ou menos repartidas, os golos poderiam ter acontecido.
          A segunda parte decorreu totalmente sob o controle da nossa equipa com Fucile e Sapunaru a subirem pelos seus corredores e com Guarin e Fernando a recuperar a bola e a entregá-la em boas condições na frente do ataque.
          Villas-Boas fez entrar Varela no hora certa e ele correspondeu às expectativas do treinador,  fazendo os últimos tinta minutos num nível muito bom. O Porto atacava agora com mais gente perto da área e, Guarin, muito bem durante todo o jogo, numa jogada em que mostrou muita serenidade e melhor técnica, tirou um remate com muita classe para chegar ao golo.
           Entraram, depois, Cristian e Souza e a produção da equipa acentuou-se, tomando conta do esférico, trocando-o de jogador para jogador para, a seguir, tentar explorar os espaços abertos na defesa contrária, podendo ter o marcador atingido número mais adequado à superioridade demonstrada.
           Apesar do tremor do início do jogo, a defesa esteve à altura, com Rolando e Otamendi muito seguros; Fucile, melhor do que Sapunaru porque não desperdiçou dois bons lances para golo como o romeno: Fernando teve algumas dificuldades iniciais e Moutinho andou algo perdido, abaixo do que faz habitualmente; Guarin, esteve impecável, evidenciando muita serenidade e excelente pormenores técnicos. Pelo magnífico golo da vitória que conseguiu e pela exibição, merece ser o homem do jogo.
Falcao não marcou, desta vez, mas merecia-o pelo seu esforço e empenho que evidenciou. Hulk, muito marcado como já referi, ganhou e perdeu lances tendo sido substituído pelo desgaste a que esteve sujeito e pelas entradas que sofreu dos seus adversários. Helton, foi ele próprio: no bom e no mau que esteve para acontecer...
           Nada ainda está ganho mas vamos disputar em vantagem os restantes noventa minutos. Hoje, ficou demonstrado que temos mais equipa que o C.S.K.A.. Mas não devemos aliviar a vigilância. Estes russos sabem jogar, constituem uma excelente equipa e quase todos os seus jogadores são excelentes executantes.
                                                         O ESTÁDIO
A EQUIPA DE ARBITRAGEM




  
        

5 comentários:

  1. Primeira-parte, dura, sofrida, por culpa de uma equipa boa, muito boa no último terço do campo, com três avançados do melhor que temos visto - W.Love, Doumbia e Honda -, criativos, rápidos, mas também por culpa própria, por culpa de um F.C.Porto desadaptado, a errar muitos passes, "sem Hulk", a dar muito espaço e a permitir que os jogadores russos chegassem à frente com vários jogadores, em velocidade e com a bola controlada. Valeu Helton, em duas ou três ocasiões, para que o marcador ficasse a zero, enquanto a equipa portista, hoje de amarelo, também criou perigo, mas sem as oportunidades da equipa da capital russa.


    Resumindo: melhor o resultado que a exibição, num empate que se tivesse sido desfeito, esteve mais perto de acontecer para a equipa russa que da equipa portuguesa.

    Na segunda-parte tudo foi diferente. André Villas-Boas rectificou e se nos primeiros minutos ainda deu a ideia que tudo ia ser igual, rapidamente essa impressão se desvaneceu. A equipa portista passou a estar mais junta, mais unida, a dar menos espaço, passou a controlar, dominar, Sapunaru ameaçou e Guarín, aos setenta minutos, marcou, dando uma vantagem que, a partir de certa altura, se começava a adivinhar. Em vantagem a equipa portista não se encolheu, continuou a jogar da mesma maneira, longe da sua área e se o resultado, pelo que foram os noventa minutos, se aceita, estivemos mais próximos dos dois a zero que os russos de empatar.


    Foi a sexta vitória fora, a nona em onze jogos, com um empate e apenas uma derrota, sem consequências, num jogo em que fomos claramente superiores. É um currículo excelente, prova provada que o sistema existe, está vivo e recomenda-se. Mas atenção, ainda não passamos e o CSKA pode vir fazer ao Dragão o que nós fizemos na Rússia. Para que isso não aconteça e alcancemos os nossos objectivos de estar nos quartos-de-final, é necesssário um Porto que em casa, pelo menos, consiga também, tal como aconteceu em Moscovo, cidade talismã, não perder. Desta vez não será às cinco horas e portanto, vamos encher o nosso belíssimo anfiteatro.


    Nota final: apenas vou destacar, Guarín, para mim o melhor em campo e com um golo fantástico. É assim, aproveitando as oportunidades e mostrando qualidade para ser titular, que se conquistam lugares na equipa. Não é com amuos, caras feias, deixa rolar... Helton, porque foi decisivo, evitando dois ou três golos certos.
    E o nosso treinador, que, mais uma vez, esteve muito bem ao intervalo. O F.C.Porto da segunda-parte não teve nada a ver com o da primeira. Villas-Boas e a sua equipa técnica - o treinador, sem complexos, distribui os louros... -, corrigiram, alteraram e ninguém tem dúvidas, houve bastante Porto na etapa complementar. Um Porto que honra e prestigia o futebol português, um Porto que responde, em campo, à calúnia, à inveja e aos vermes, especialistas em denegrir a sua imagem.

    Um abraço

    ResponderEliminar
  2. http://www.fcporto24.com/noticia.php?id_noticia=639

    ResponderEliminar
  3. Bom dia,

    Mostramos mais uma vez que perante qualquer adversidade, temos capacidade de adaptação e conseguimos vencer.

    Ontem num relvado sintético, Hulk e James não se adaptaram, e na primeira parte pouco jogo ofensivo produzimos.

    Limitamos-nos a tentar controlar o excelente tridente ofensivo russo, que nos causou imensos calafrios.

    Na segunda parte a partir dos 60 minutos, e depois das alterações de Villas Boas, dominamos o jogo, chegamos à vantagem, e podíamos mesmo ter sido "gulosos" e ter lutado pelo 2 a 0, mas a equipa não quis arriscar, pois o adversário, face à qualidade dos elementos que entraram Nedic e Tosic, também poderia marcar e colocar em risco o excelente resultado.

    Valeu Helton, sempre seguro a transmitir tranquilidade a uma defesa que esteve num excelente nível. Grande exibição de Otamendi, Rolando, Sapunaru e Fucile muito bem. No meio campo Fernando e Moutinho estiveram ao seu nível. Varela entrou muito bem no jogo, tal como Cebola e Guarin foi uma aposta ganha de Villas Boas.

    Agora no Dragão temos de ser mais eficazes do que fomos diante do Sevilha, para marcarmos e não andar na corda bamba até final do jogo.
    Esta equipa russa provou ontem que pela qualidade dos seus atacantes, pode marcar em qualquer campo.

    Nós somos superiores no computo geral e temos uma vantagem que nos permite chegar aos quartos de final.

    Bravos os nossos adeptos que se deslocaram a Moscovo apara apoiar a equipa.

    Abraço

    Paulo

    http://pronunciadodragao.blogspot.com/

    ResponderEliminar
  4. Foi uma vitória feliz, num relvado difícil, a avaliar pelas dificuldades sentidas por grande parte dos nossos jogadores.

    Helton esteve gigante a assegurar o nulo, na primeira parte, para no segundo tempo vir ao de cima a maior classe do FC Porto, que finalmente tomou conta do jogo, conseguindo o triunfo com um belo golo de Guarín (para mim muito mais útil que Belluschi) e com a sensação de que o marcador poderia ter sido alargado.

    A eliminatória está longe de se considerar ganha, mas que este resultado constitui um passo importante para o conseguir, ninguém o pode negar.

    Um abraço

    ResponderEliminar
  5. Amigo Remígio :

    Não gosto do futebol jogado em relvados sintéticos .

    No entanto , o F.C.PORTO esteve bem !

    ResponderEliminar