Se eu
fosse o que pensam alguns benfiquistas quando escrevo ou falo a respeito
do clube que eles acreditam ser um exemplo de virtudes (ah ah,
virtudes...!), quer antes ou depois de Vale e Azevedo (este sim, com
obra à vista) e fazendo de conta que com a mudança do regime em 25 de
Abril de 1974 o passado não conta, tinha agora ao meu dispor uma
estupenda oportunidade para ser ainda mais irritantemente intragável que
o Rui Gomes da Silva, do programa "Dia Seguinte" ou do Malheiro
farejeiro, recadeiro, freteiro e já basta de adjectivos a terminar em "eiro" senão ainda me vem à lembrança mais algum que não seja dinheiro...
Não aprecio especulações mas permitam-me que recrie no Olival, o laboratório nanotecnológico do futebol português, a "cena" da ida do Proença supra-supra da arbitragem portuguesa ao Campus do Seixal, incumbido de esclarecer os jogadores dos encarnados de alguns pontos menos claros das regras do jogo. E logo escolheram o Pedro Gel Proença,
o maior! Para melhor enquadrar o gesto teatral dos responsáveis
máximos da arbitragem, convém fazer uma retrospectiva das contundentes
reacções verbais ao desempenho do árbitro familiar-sócio benfiquista,
que chegaram ao ponto de o declarar "persona non grata" no
circulo reservado aos amigos com curriculo, furibundos por não
encontrarem nos seus desempenhos arbitrais as sinecuras que lhes
tivessem granjeado as vitórias que foram incapazes de conseguir
desportivamente no campo, apesar do que se viu no Funchal e no Dragão na
última época.Eu nem preciso imaginar qual seria a reacção da isenta
comunicação social da corte alfacinha a idêntica atitude se o anfitrião
do "professor-doutor" formado em "apito vermelho" fosse o Futebol Clube do Porto. Ai, Jesus, meu dragão da guarda!
Que escândalo, que afronta, a requer reserva urgente no Marquês de
Pombal para uma manifestação norte-coreana de indignação e repúdio (no
Marquês, claro, onde quase foi festejada a conquista do título na época
finda não fosse o golo do garnizé com crista de galo aos 92', na humilhante capitulação do Dragão.
Carago, ao
menos que lhes sirva para alguma coisa, isto é, treinem ainda melhor
as simulações de faltas e os empurrões ao árbitro que depois lá está o "examinador" Proença para lhes dar a nota devida.
Nessa questão do Pedro Proença há algo que nos escapou. Será que houve outro "Perdoa-me", desta vez privado e nos não soubemos?
ResponderEliminarMas pela sua rica saúde, nunca imite o RGS ou o micador do Malheiro.
Abraço