O resultado do trabalho do "Limpa-Neves Amarelo"
Estádio Ernst Happel (ex-Prater), hoje:
LIGA EUROPA
RÁPID DE VIENA, 1 - mui nobre e invicto FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 3
(Radamel FALCAO, 3)
"Sinfonia na Neve" é o nome da valsa tocada esta noite em Viena, a cidade da música e da arte, onde nasceu a inspirada valsa
"Danúbio Azul", a obra-prima de Johann Strauss, executada por catorze artistas excepcionais dirigidos pelo Maestro André Villas-Boas!
Um Prater (Ernst Happel) que não esperava.
O mítico Prater, transfigurado em cenário de celestial beleza na densa neve que sobre ele descia para receber o clube que ali tão feliz fora em 1987, foi de novo palco de uma jornada que há-de perdorar por muitos e longos anos na memória dos portistas, com toda a justiça do mundo.
Esta, foi uma noite singular. Nem igual a Tóquio, nem semelhante ao da
"Vitória Maior". É a partida da "
Sinfonia na Neve", de Viena de Áustria. Só num pormenor resiste às comparações que se queiram fazer: a impressionante vontade da
EQUIPA EM VENCER ESTE JOGO.
Ouvi, antes do início da partida,
Rabat Madjer a lembrar isso aos actuais soldados do exército azul. E eles responderam, honrando os seus inspiradores que ali estavam para os ver vencer.
O capitão e a laranja fresca.
Ai, meu Brasil brasileiro!
FALCAO, com três golos fica na epopeia desta noite como o argelino se imortalizou há 23 anos. Exibição luxuosamente amoral, uma entrega a rondar a obscenidade a uma velocidade de alce no seu habitat. Saudades da sua Sierra Nevada de Santa Marta?
Hulk já não surpreende, e vai provocar mais insónias aos tesoureiros dos maiores...
Guarin, Guarin, por que jogas assim em pisos tão estranhos p'ra mim? E, tu,
Sapanuru, que até não foste caro, mas podes valer bom "tutu". O
Messinho, pequenino, vai juntando o seu milhinho p'ra quando for crescidinho. Já agora o
Micael, a cumpri bem seu papel, e fazer ver ao
Varela que não desperdice tanto mel. E o
Fucile, "
meia-leca", depois, o
Bellushi careca que, entretanto, foi entrando para dar folga ao
Rolando e deixar de ir à frente, atacando.? Já
Otamendi, na luta, depois de tanta disputa, confiava que o
Ukra, ao ver o tempo tão fresco, pudesse pescar uma truta para por mais uma no cesto. Só o
Fernando, coitado e infeliz, porque estivesse tocado ao jogo torceu o nariz. E nem disse adeus ao
Helton, que perante tanta brandura, estranhou a travessura que o austríaco lhe preparou e lá pr'ra dentro a mandou.
Fernando, não aqueceu, mesmo!
O "21" jogou como se estivesse na Roménia, ali ao lado.
Otamendi, o bravo "Homem das Neves".
Venham a mim, companheiros!
Escarnecendo da imaturidade que advém da sua situação de pai de família com dois filhos e a sua folha quase branca do curriculo de perito em estatística informática, o treinador que tem o prazer de se sentar na cadeira com que um dia sonhou, prossegue na caminhada triunfal de 22 dois jogos sem conhecer a derrota, o que não deixa de ser um verdadeiro desassossego para os que não apreciam imaturas criaturas de barba ruiva, com sangue azul.
Já aí vou, laranjinha linda. Vou por-te no sítio.
Já está!
O que teria sido o jogo desta noite se tivesse tido a dirigi-lo (qualquer) um árbitro português?
Nunca o saberemos, mas podemos imaginar...
AGORA, A GALERIA, PARA A HISTÓRIA.
Otamendi.
Ao ataque, na "minha" baliza!
Sai Rúben, entra Bellushi.
Aqui está ele, o Bellushi.
P'ra próxima compra-as de São João da Madeira.
João Messinho
Vai ser golo! (aqui não)
Passa lá o bilhete, que o combóio (Hulk), foi travado.
"Noite de núpcias (?)" num colchão de neve.
É pá, pareces um "puto". Senta-te, carago!
Bem, não precisas correr senão, não te apanho.