segunda-feira, agosto 23, 2010

REVIVER FUTEBOL.

          No Dragão.
O mais lindo do mundo!


                   F C PORTO, 3-Beira-Mar, 0

          Já não recordo a última vez a que assisti, no estádio, a um jogo do Futebol Clube do Porto para o campeonato. Nos últimos anos, as minhas idas ao Dragão ficaram-se pelos jogos de apresentação nos inícios de época e para a Taça de Portugal.

          Ontem, resolvi ver futebol, por isso, desloquei-me onde ele se pratica: no campo.
A festa vai começar.

          Mantenho a convicção de que o jogo ao vivo não é o mesmo que passa na "janela" das TVs; por mais insidiosa que seja, a ilusão virtual das transmissões  nunca é a realidade daquilo que nós próprios vivemos e sentimos.

       Visto por dentro, com a nossa gente!
         

          Dois amantes de futebol envolvidos no comentário de um mesmo jogo, tendo estado um no campo e o outro no sofá, nunca estarão a falar da mesma partida.

          A nossa equipa continua a evoluir, não pisa ainda terreno totalmente enxuto mas está a fazer a drenagem para o conseguir. Ligar melhor os onze canais de modo que se aproveite todo o caudal e o líquido possa fluir um pouco mais rápido, e o moinho fará boa farinha.


          Há muita e boa matéria prima no meio campo e ainda falta o Raulnaldo do mundial. Souza, é ainda melhor do que imagem virtual que dele fazia. Belushi, de tão feliz que parece, até é capaz de jogar bem nas alas, vejam lá!
Sai da frente, estrupício!

         Maicon, pode chegar lá. Pode, mas por que não pergunta ao Sapunaru como não dar abébias? Será que não leva a sério a concorrência argentina que se anuncia?

         É bonito, e eficaz, jogar com asas de cegonha branca, que ontem não se puderam ver. Mas, com Rúben, Moutinho, Belushi, James, Souza, Castro e Raul a abri-las, Ukra, Cristian Rodriguez, Hulk e Varela a jogar todo, municiados  por Álvaro Pereira e Fucile (?), Radomel Falcao será incapaz de perdoar aos adversários, apesar da brandura do seu carácter, um golo como ontem aconteceu frente ao Beira-Mar.

        Já vejo Helton, este ano.E, Beto, com justificadas aspirações. Também há (muito...) Valter, para ver...mais magro.

        Villas Boas, tem o vício do informático. Clica, volta a clicar, abre e fecha páginas e está sempre à espera de ver o rendimento a aumentar.  E o contador de visitas do site, sempre a medrar.

        E, então, o Capela?

        Pois é, se eu fosse árbitro, odiava, odiava, odiava...ver futebol pela televisão.

       
        
Há alguma dúvida?

9 comentários:

  1. Vitória esperada, mais complicada que o previsível, mas depois de uma segunda parte de domínio territorial, sem espinhas!

    Mais um jogo sem Hulk superado. É verdade que a primeira parte não teve a qualidade desejável. Neste período sobressaíram as dificuldades contra as quais esta equipa vai lutando (pouca velocidade, falta de inspiração, pouca qualidade no domínio e colocação da bola, passes transviados e abébias na defesa). Valeram os golos que foram atenuando o descontentamento.

    Já na segunda parte a equipa transfigurou-se e mostrou um pouco do futebol que se pretende. Mais rápida sobre a bola, mais confiante, mais ambiciosa, mais prática, mais demolidora, a equipa chegou a galvanizar.

    Mas o futebol tem destas coisas. Se na primeira parte, sem que fizéssemos muito por isso, marcamos dois golos, na segunda, com tantas oportunidades criadas, apenas conseguimos um. Foi um festival de golos falhados!

    Vitória justa e escassa, principalmente pelo nível da segunda parte.

    Um abraço

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  2. 1º jogo oficial no Dragão, e que jogo!
    Muita coordenação, grandes combinações, grandes passos, poucos erros. Grande exibição da nossa equipa.
    Grande golo de Belluschi, e Falcao mais uma vez a marcar!
    Agora é trabalhar e vencer o Genk novamente, desta vez no Dragão!

    Um abraço,
    http://odragaozinho.blogspot.com

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  3. dragaopenracampeao.
    Não acho que tivesse sido uma vitória complicada, se bem que poderia sê-lo caso o Beira-Mar tivesse concretizado as duas oportunidades de que dispôs para marcar.

    Houve, de facto, sobretudo no período inicial demasiada lentidão mas a equipa esteve equilibrada e soube aproveitar as oportunidades.
    Villas Boas mexeu, muito e bem, e houve notório empenho por parte dos jogadores, demonstrando a maior parte estar a caminho da boa forma.
    Souza, mostrou excelentes qualidades e vai ganhar lugar na equipa.
    Com Hulk, Rodriguez e Varela no seu melhor e a confirmação de James e Valter, Falcao vai andar bem alimentado.

    Enfim, há razões para o Dragão sorrir...

    gaspar lança.

    Não espero um Gent melhor do que o Beira Mar mas nunca se sabe. Mesmo que a passagem não esteja em causa há que lutar pelo melhor resultado possível.

    E vamos consegui-lo, sem dúvida.
    Abraço.

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  4. Não gostei da primeira-parte, adorei a segunda.

    Não gostei da primeira-parte, altura em que um F.C.Porto lento, amarrado, pouco esclarecido, incapaz de pressionar, conseguiu uma vantagem confortável, sem ter feito muito para o conseguir. 1-0 na única jogada com princípio meio e fim, concluída por Falcao. 2-0 num livre superiormente marcado por Belluschi e pouco mais, com o conjunto aveirense, na abébia da praxe, dada pelos centrais portistas, a ter também uma boa oportunidade.

    Mas se na primeira-parte, o F.C.Porto marcou dois golos, sem que tenha feito muito para o conseguir, já na etapa complementar tudo foi diferente. A velocidade aumentou, aumentou a pressão, a qualidade de jogo subiu até patamares bem altos, soltou-se o génio e se ao intervalo não tinhamos feito muito para estar a ganhar 2-0, no final da partida, o resultado peca por escasso, é lisongeiro para a equipa de Aveiro.

    As razões para esta diferença de qualidade, para além das já referidas, têm fundamentalmente a ver com a alteração de sistema. O F.C.Porto em 4x3x3, frente a equipas fechadas, que tapam as laterais, tem dificuldades, dificuldades que aumentam se não tem Hulk ou C.Rodríguez e Varela, o único extremo em campo - Ukra saiu logo aos 6 minutos, com uma lesão grave, que o vai afastar muito tempo dos relvados...- não está inspirado. Não há ninguém capaz de desequilibrar, levar a bola até à linha de fundo e cruzar para Falcao. Sapunaru, mesmo tendo estado bem, não tem essa capacidade e Álvaro apenas conseguiu fazê-lo uma vez, no lance do 1º golo.
    Se a qualidade já tinha subido, quando saiu Varela e entrou R.Micael, ficando o F.C.Porto a jogar em 4x5x1, a qualidade chegou a patamares de excelência. Domínio e controlo absoluto do jogo, futebol de toque, jogadas envolventes, ora pela direita, ora pela esquerda, oportunidades atrás de oportunidades, um futebol empolgante, que fez o público do Dragão sair satisfeito e cheio de confiança no futuro.

    Temos plantel, temos treinador, estamos a caminho de ter equipa, uma grande equipa. A juventude inquieta, promete!

    Um abraço

    PS-Pena que não tivesse aparecido no Porta 29 para nos conhecermos pessoalmente. Fica para a próxima.

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  5. dragãovilapouca.

    Não foi por não me ocorrer, pois ainda olhei, junto da bilheteira redonda da Alameda, para o local onde presumo ser a célebre porta 29. Presumi que, àquela hora, ainda lá não estaria e, para além disso, também não estava sozinho.

    Há-de haver outras oportunidades, pois o interesse é recíproco.

    Abraço.

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  6. Caríssimo
    Que sortudo!...Cheio de invejinhas 'tou eu,por estar tão longe...A última vez que tive o gosto de estar no DRAGÃO,foi em 23FEVº2008,num FCP (3)XPaços de Ferreira(0)...Fui operado dias depois,(na Ordem do Carmo)e das vezes que "regressei" à Invicta,nunca mais tive oportunidade,para rever o Dragão. A moldura e a imagem televisiva de ontem, foram espectaculares...Os primeiros 30 minutos...desoladores,para quem,como eu, "entende" o futebol, de uma certa maneira. Um segundo tempo mais "conseguido"...Falcao,com umas perdidas"anormais"(num jogador- classe-pura, como ele,claro).Tenho para mim, que o AVB tem muito e bom material,e fundamentalmente- acho que o Ruben Micael-em condições normais, TEM QUE SER TITULAR!Continuo a NÃO gostar do Maicon e acho que o Rolando...também não!(Claro,claro,isto é opinião de leigo e vale o que vale ---NADA!).Importante é que a coisa vá melhorando,desmoralizando a concorrência e aproveitar todos os jogos iniciais, de grau de dificuldade baixa,para estabilizar sistemas,tácticas,ganhar estaleca e ...o tal "estofo" de ... campeões.
    Um dia, pode ser que calhe, a gente combinar um "encontro" por aí... (porque não,na porta 29?...).
    Abraço, bom fim de tarde-noite
    João Carreira

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  7. O singular estilo com que ilustra os seus magníficos comentários, está na linha das notáveis apreciações que faz em relação ao FCP. As suas análises denunciam uma maneira própria de "ler" o fenómeno de futebol que não diverge da que eu próprio procuro seguir que é despretensiosa, como fica bem ao adepto comum.

    Confesso que tive de enfrentar uma certa resistência interior para ir ao Dragão. A viagem (9O Km. para cada lado) faço-a bem quando tenho o meu motorista às ordens. Mas o meu filho está de férias aí pelos Algarves (e o Falcao da Meadela com ele)e lá tive eu de arcar com a chatisse de conduzir, tarefa já não muito recomendada a velhos, particularmente se for de noite.
    Na verdade acho o nosso estádio fabuloso! E cheio, como ontem, é empolgante.

    Quanto ao jogo não foi muito diferente do que esperava. Foi, isso sim, pelo menos na primeira parte, algo lento. Mas vê-se que a equipa começa a soltar-se e, com todos os que pensamos possam vir a ser titulares em campo ao mesmo tempo, temos equipa.
    Para o meio campo estamos servidos em quantidade e qualidade e isso é muito bom. É o motor. E Souza agrada-me sobremaneira.
    Eu não me fixo muito nos sistemas tácticos estáticos estereotipados. No campo, a actuação deve ser pautada em função do que faz o adversário e quem tem que ver e decidir é, de fora, o treinador no momento certo. E Villas Boas parece homem para isso.
    Na defesa, Ortomandi, pode responder às suas reservas.

    Quanto ao encontro concerteza. Terei o maior gosto em selar uma amizade com um abraço e acho que a porta 29 é o lugar ideal para o fazer.

    E, olhe, caro Carreira, sinto-me mais confortável se retirar o "sr." do meu nome. É que para os amigos não consta do meu cartão de cidadão.

    Tenha uma boa noite.

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  8. Pois aceito,com prazer, a retirada da senhoria...Como "sinto" no m/amigo,eu, também,( ainda)sou do tempo em que a educação (o tal chàzinho-de-pequenino) era Elementar e Básico...infelizmente, hoje,coisas (quase) retiradas do n/ quotidiano...Vamos lá ver se os n/ netos "saiem" afinadinhos ...Agradeço as palavras amáveis e simpáticas,com que me mimosiou e faço votos para que EFECTIVAMENTE, esse encontro seja possível,lá,naquele local de verdadeiro culto, que é o N/Estádio do Dragão.
    Eu também já me vou queixando das "conduções",e longas horas ao volante, penalizam-me bastante,o que me levam a uma vida bem sedentária,a esse nível...A última grande(?) viagem que fiz,foi a Mangualde,por mor de um almoço de ex-combatentes da Guerra Colonial(Angola).Anualmente,de há anos a esta parte, não falho os EUA,de avião,òbviamente,mas tb estas viagens me estão a "cansar" e se não fosse a prole -que lá me leva- vou-lhe contar...Como se diz :c'est la vie!.
    Bom,iremos conversando e se não se importar use o João,que é como familiarmente me tratam...
    A si,como prefere?...Remígio?...Costa?... (uma particularidade : eu tb sou -como português que se preza- SILVA,e esta ,hem?...).
    Abraço amigo e uma boa tarde.
    João Carreira

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  9. Em bom português nos entendemos, João.
    Na aldeia onde nasci e vivo, todos temos o hábito de nos tratarmos pelo nome próprio. O meu, Remígio, não é muito comum; não entra no ouvido logo à primeira mas, uma vez assimilado, como identifica melhor, é o mais usado.
    Habitualmente, faço a apresentação como Remígio Costa: se o nome não cola logo o Costa ninguém esquece.
    Silvas, Costas, Maneis e Jaquins, não faltam em Portugal. Quem sabe, seguindo a árvore genealógica, ainda vamos descobrir que somos primos...
    Usando uma expressão corriqueira, ao fim e ao cabo só me importo quando me chamam tarde para ver o Porto jogar na TV.
    O maior problema na condução é que não faço, actualmente, condução nocturna. E à velocidade com que o trânsito se faz nas auto-estradas, exige destreza e rapidez de manobra, que se perdem se não se usam. No domingo,no regresso do Dragão, não obstante conhecer bem o percurso, enganei-me por duas vezes nas saídas por só ter visto a placa depois de a ter passado por não ter ligado os máximos.
    Para me não alongar mais,
    Um abraço, João.

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