
Desconheço se o mesmo se passa no resto do país, mas, aqui no Norte, uma cerrada bruma cinzenta de chumbo se formou neste dia por debaixo do sol, transfigurando o cenário escaldante onde sobrevivemos, nas duas últimas semanas, transpirados e encharcados de líquidos, para uma quase penumbra onde as pessoas se escondem e facilmente se desidentificam.
Num cenário destes não vai ser fácil ao Bruno avistar o Bruma para o reconduzir a Alcochete onde era suposto ele dirigir-se terminadas que estavam as férias na Turquia. Nem a ele nem aos boys da claque fiel e pisteira que não deu por descartado um propósito de rapto logo que lhe pusesse as garras em cima.
A presa eclipsou-se, mas o Bruno é carvalho para toda a obra. E até fala grosso, porque um carvalho tem que sair da boca como o ronco de um farol para ir longe através de nevoeiro seja para terra ou para o mar, para Este e para Oeste, quiçá também para Sul, ou mesmo para o Norte... É lá, Norte? Tinha que ser, é ELE, só pode essa duvidosa espécie de animal alado que tanto faz calor como manda vir nevoeiro conforme lhe dá na real veneta.
Pois, mas comigo é a sério, é tudo
Sou o Bruno, carvalho!
grande post....
ResponderEliminarparabens