domingo, dezembro 12, 2010

UM BRAGA FEITO DE RESTOS É MANJAR PARA O BENFICA ESFOMEADO.


Benfica segue em frente na Taça

            TAÇA DE PORTUGAL.

             Terminou, há minutos, no estádio da Luz, em Benfica, o jogo do pobre contra o esfarrapado:

                        Benfica, 2 - S C Braga, 0


             É, apenas, um pergunta de retórica:

            - Estas duas formações que acabam de se defrontar no estádio da Luz participaram na edição deste ano da LIGA DOS CAMPEÕES? Não acredito.

             Foi num lance a partir de uma jogada saída do laboratório de nanotecnologia do laureado investigador Jesus que a despromovida equipa dos encarnados logrou o golo com que, até perto do fim do encontro, fazia o resultado que só aumentaria para 2-0, perto do fim do tempo regulamentar, numa jogada em jeito de carambola de bilhar.

             Entre o primeiro e o segundo golos assistiu-se a uma espécie de confraternização entre dois exércitos que terminaram uma batalha no Afeganistão e foram desmobilizados por ter terminado a guerra que perderam.

            -Olha lá, qual é a tua ó Jorge? Isso faz-se a milhões de fãs da coqueluche mais aplaudida e idolatrada deste País, tirando da baliza o Roberto que dá pontos para por lá um tal de César que nem é romano, mas brasileiro?  Nem sei como aguentei ver o jogo até ao fim; isto sem o Robertinho não tem a mesma piada é uma fraude! Quero o "Livro de Reclamações", caso como este não pode ficar assim. Há que haver respeito por quem gosta de ver em acção jogadores de qualidade e não de categoria de um produto made in China! Estragaram-me o espectáculo!

             O clube da Dona Vitória pode jogar sem o Roberto na baliza? Poder, pode mas lá se vai a alegria do povo.

              Xistra é bom. Hoje, não lhe notei qualquer erro nas faltas que o Braga, efectivamente, cometeu. E foram SETE (!!), em NOVENTA E CINCO MINUTOS E ALGUNS SEGUNDOS de jogo. No mesmo jogo e em igual período de tempo, o MESMO Xistra, assinalou VINTE E SETE das que viu ao Benfica e, nestas, não estão a do Maxi numa entrada por trás "à Maxi", que lhe teria valido ir para o balneário mais cedo por ter que ver o amarelo correspondente, nem a do (tinha que ser...) D. Luís, o "favorito", a "meter" a mão, nas bentas do Xistra, na cara do Alain! que, coitado, nem sabe se estariam desinfectadas.

              Bom, lá temos que ser nós, outra vez...

              É a vida!

          

JUVENTUDE, NO DRAGÃO, FEZ MELHOR QUE O CAMPEÃO.

 
  TAÇA DE PORTUGAL

          Hoje, no Estádio Mais Belo da Europa:

          FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 4 - Juventude S.C. (Évora), 0

          A equipa alentejana do Juventude de Évora, com tradição no futebol português mas actualmente a concorrer na 2ª divisão nacional, alcançou no Dragão um resultado menos humilhante do que o campeão nacional em título, que saiu dali vergado a uma derrota por 5-0.

          Prevenindo qualquer surpresa que pusesse em risco a passagem na eliminatória, André Villas-Boas não arriscou para além do que o bom senso aconselharia fazendo alinhar de início mais de metade dos habituais titulares, mantendo os restantes disponíveis no banco de reforços para o caso de serem precisos.

          Cedo se percebeu que os alentejanos teriam reduzidas hipóteses de causar sensação já que a equipa dos dragões cedo tomou o comando da partida, obrigando o seu adversário a ter que jogar quase sempre no seu meio campo, não porque tivessem essa intenção mas por imposição dos azuis e brancos que cortavam, à nascença, as tentativas de aproximação à baliza defendida por Kiersek.
Não cansa de ver.

          O jogo decorreu de princípio a fim numa única velocidade, idêntica à que normalmente se utiliza quando conduzimos o automóvel numa auto-estrada. O golo era, apenas, uma questão de tempo e, logo aos 10' Falcao, servido por James, abriu a contagem à boca da baliza. João Messinho, pouco antes do intervalo, nas calmas, fez o 2-0. Depois do descanso (?) Álvaro Pereira, achou oportuno celebrar o regresso (em boa hora) e apontou o 3º, num remate cruzado para o Valter "Bigorna" fechar a conta, 4-0.

           O Benfica levou CINCO.
Visto de fora, tão belo quanto dentro.

   FALCAO, a abrir.
     
             Um jogo como este nem dá muito bem para avaliar os que entraram na equipa. Há que testá-los em jogos mais exigentes. Kiersek, não teve de defender um único remate. Na defesa, só Sereno tem jogado menos e o que fez foi normal porque não lhe era exigido mais. Bem, como sempre aliás, regressou Álvaro "Palito" e o lado esquerdo ficou outro. No meio, também desta vez esteve a virtude e o Rúben, tanto como Moutinho e Guarin treinaram bem. Hulk e Falcao, devem suar mais nos treinos mas bastava terem a bola nos pés e a juventude do Juventude ficava logo à vista. E havia para análise mais cuidadosa o Jámes Rodrigues. Também, pelo que já se sabia, tem qualidade de craque. Com a bola nos pés, sabe bem o que tem a fazer e faz: desmarca-se, recebe, abre, centra, vai a linha, joga dentro, assistem, remata como um jogador deve saber fazer. Espero vê-lo, de novo, talvez já na quarta-feira. É para brilhar. Valter, um golo, Ukra e Castro, os reforços do banco utilizados, cumpriram dentro do que lhe é conhecido.
Bom guarda-redes, este compadre.

            Futebol ao sábado, a hora conveniente, preços acessíveis um estádio que é um luxo e boa assistência. Fosse sempre assim e o futebol estaria bem melhor.




            Lá para Setúbal, as "velhas guardas" portistas tiveram que jogar sem o Jorge, de Alvalade e a "coisa" deu para o torto. O "Ministro" da administração interna dos leões ainda tentou jogar por fora e o Paulinho, vai ter que rever o caderno de apontamentos para ver outros seis motivos para adoptar a táctica de ovelha que berra quando quer mamar. E toma um conselho Serginho: a partir de agora dedica-te mais ao "esquema" e deixa para os teus vizinhas as lamúrias do "sistema". Na segunda parte, pareceu-me que o relvado do Bonfim, estava a ficar um tanto inclinado para a baliza defendida pelos sadinos. Mas se calhar era o "peso" do Olegário a tentar desequilibrar...

            

Estivemos perto e vi-o vibrar.
Ponto de encontro.
           


          


          


         


   

sábado, dezembro 11, 2010

PENALTIS E TETAS.


Contra-ataque de Villas-Boas com resposta a Costinha
  

              "Todo o mundo viu" que o Elmano, por entender que era merecido o FC Porto ir para o descanso a vencer, ofereceu um penalti que Hulk transformou no golo que acabaria por ser o resultado final do jogo.

               O Elmano, no intervalo, terá falado com o seus confessores que o terão aconselhado a fazer a reparação do mal que provocara ao seu semelhante. Para cumprir a pena, esperou até ao 89º minuto para ganhar coragem e apitou (como "todo o mundo" ouviu) um penalti que, agora sim, "todo o mundo" viu que era penalti. Tão penalti que até foram dois: um de Fucile, que não ganhou um cartão amarelo e outro de Otamendi, este com direito a ele. O Elmano é assim... Feitios.
               
                "Todo o mundo" garantiu ter visto o(s) penalti(s). Se era contra o F C Porto...

              O jogador sadino estava com pressa de ganhar o seu minuto de fama e fez golo. Também, para que havia de esperar pelo apito do Elmano pois, como depois se confirmou, a ninguém estranharia que o árbitro tivesse feito o empate sem recorrer ao apito, porque o que o mundo esperava era mesmo ver o leader a perder dois pontos e o apito ficaria a cargo dele, mundo, justiceiro imparcial, mesmo que também se chame Costa...  O Elmano é mesmo muito sádico, mandão e, o setubalense "seu" Janício, pensando que ainda teria direito à terceira oportunidade quis "gozar com o mundo" ( também com o Oliveira, arriscando o despedimento por justa causa...), e com o Manel Sarilhos Grandes (e pequenos...), e desfeiteou o Elmano chutando a laranja para o laranjal da Madeira, donde ele a trouxera.

             O FC Porto ganhou os três pontos que, na véspera, perdera para a concorrência, deixando-a a salivar (ou a espumar?) como aconteceu à raposa diante das uvas que tinha à frente do afocinhado nariz mas não pôde comer, por falta de estaleca.

             E o mundo, inconsolável como um vitelo a quem tiraram a teta da boca, foi obrigado, mais uma vez, a recorrer ao úbere flácido do "sistema". Pois que "lo"...mamem e continuem mamando, como dizia o outro.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

A SÍNDROME VALE E AZEVEDO INFECTOU JORGE JESUS.



        O fenómeno já tinha acontecido com o aparecimento do "messias satánico" Vale e Azevedo e voltou a manifestar-se com a entrada em cena do "messiânico" Jorge Jesus. Sedento e esfomeado na longa travessia do deserto do insucesso a que a hegemonia do Futebol Clube do Porto o vem sujeitando há décadas a esta parte, o exército desmoralizado e à deriva de milhões de lunáticos anseia pelo aparecimento de um redentor que possa por fim ao martírio desta dolorosa caminhada.


         Tal como o larápio Azevedo, Jesus, um ex-jogador e treinador com curriculo adquirido em clubes ao nível de pequenas e médias empresas portuguesas, com nula experiência internacional e habilitações que deixariam um estudante detentor do diploma obtido no programa das "Grandes Oportunidades" a pensar que é doutor só porque entende que se expressa melhor quando fala do que ele, só porque foi contratado para o lugar de técnico da equipa do clube da Dona Vitória passou ipso facto a melhor treinador do mundo!

         Inventor do método imbatível da organização defensiva (e ofensiva) em lances de bola parada, das transições rápidas, mestre da táctica, criador patenteado do método de mastigar pastilhas elásticas com os molares, especialista em conferências de imprensa realizadas no canal benfica, onde comparecem apenas ele próprio e o jornalista de serviço, a excelência da sua modéstia e recato verbal, são apenas algumas das excelsas virtudes que levaram a que figuras das mais altas esferas da vida politica alfacinha e as confrarias dos media que acolhem os arautos da propaganda da igreja vermelhusca, o tivessem promovido ao nível de um treinador como MOURINHO (!), dedicando-lhe parangonas diárias de primeira página e panagerícas crónicas e encómios de uma generosidade sem limites.

         Mas não há bem que sempre dure e a desgraçada da vida dá tantas voltas que "até o que é verdade hoje, amanhã pode ser mentira". E o destino do novo Messias da bola, parece já estar traçado, sem retorno, ironicamente coincidente com o quadra que, segundo a tradição bíblica, se festeja o nascimento do Senhor Jesus.

quarta-feira, dezembro 08, 2010

F C PORTO - JUVENTUDE DE ÉVORA (TAÇA DE PORTUGAL)

          No próximo sábado, dia 11, o Futebol Clube do Porto vai receber, no Estádio Mais Belo da Europa, o clube alentejano JUVENTUDE DE ÉVORA, num jogo a eliminar da TAÇA DE PORTUGAL.

Só para estar dentro do Estádio Mais Belo da Europa compensa a viagem ao Dragão.
     
           Tal como aconteceu no encontro que ali decorreu com a Associação Desportiva "Os Limianos", o jogo de sábado próximo está marcado para as 18 horas e os preços dos bilhetes são bastante acessíveis, o que perspectiva uma boa comparência de público pela rara oportunidade concedida às famílias portistas de apoiarem, juntos, o seu clube do coração.

           Por iniciativa da Delegação em Ponte de Lima da Casa do Futebol Clube do Porto, decorre uma inscrição para a deslocação ao Dragão em auto-pulman, cuja saída está prevista para as 15h30, junto ao "Café do Estudante" (imediações das Escolas Secundárias), da vila mais antiga (e mais bonita) de Portugal.

           Os interessados, podem fazer a sua inscrição até às 12 horas de amanhã, quinta-feira, através do telemóvel nº 963592060, a cargo do "Farturas". Viagem + bilhete = 9 € (nove euros!)
(Publicidade militante gratuita)

          PS. Por experiência própria, esta opção é extremamente cómoda já que os participantes são colocados com o respectivo bilhete à porta da entrada no Estádio, sendo recolhidos no mesmo local após o jogo terminado. O percurso, pela A3, demora cerca de uma hora. Experimente e verá.

terça-feira, dezembro 07, 2010

A CADERNETA DOS CROMOS DE FUTEBOL.

Cromos da Bola
           
         Basta fazer uma simples incursão pelos blogues a cargo de adeptos do Futebol Clube do Porto, e até de outros que abordam assuntos não relacionados com o desporto, para se poder aquilatar do grau de insatisfação e de repúdio, mesmo de revolta, que existe no norte do país perante o tratamento discriminatório alimentado pelos órgãos de comunicação social públicos e particulares, aos clubes desportivos do norte em contraste com o proteccionismo e favorecimento que votam aos que estão sediados na capital.

          Sendo certo que na actualidade o baluarte do desporto nortenho e de Portugal, o Futebol Clube do Porto, pelo mérito do seu espectacular historial de êxitos valorosos, alcançados de há uns anos a esta parte, tem vindo a fazer-se ouvir e a ser lidos nas TV e jornais marcadamente hostis ao emblema do Dragão, o tratamento que lhe é dado ainda não corresponde à dimensão do seu prestígio nacional e mundial.

          Hoje, Miguel Sousa Tavares, Rui Moreira, Miguel Guedes, Francisco José Viegas, Manuel Serrão, Álvaro Magalhães, Júlio Magalhães, Sónia Araújo, Marta Leite de Castro, Cecília Carmo, José Guilherme Aguiar, Pôncio Monteiro, Rui Reininho, José Neto, António Simões para só referir os que no momento me ocorrem ao pensamento, ocupam e não se eximem, sem constrangimentos, à sua qualidade de adeptos do FC Porto, em diferentes tribunas dos mídea nacionais.

           Longe vão os tempos em que o nome do clube que escolhi por volta dos sete anos, só me chegava pela voz de Alfredo Quadrios Raposo a relatar as derrotas que sofria em Lisboa e de Tavares da Silva a comentá-las na Emissora Nacional, há uma da tarde. Ou então era o Pedro Moutinho, culto e bem falante. Vieram, a seguir, Artur Agostinho, a dar a ideia de que fazia os relatos de cor, caso em campo estivesse a jogar o sporting, e Alves do Santos (slb), Amadeu José de Freitas (Belenenses), Nuno Brás (do norte mas vermelho), Carlos Cruz (esse mesmo...), lampião até à medula e alguns outros que vendiam o produto lisboeta que eu, ingenuamente, aceitava como ouro de lei...durante a caminhada longa de dezanove anos. Nem um tripeiro do F. C. Porto!

           Mas um dia tive a ventura de descobrir um locutor sério e profissional competentíssimo: o senhor GOMES AMARO e o JOÃO VERÍSSIMO e, a partir dessa altura, quando não estava presente no Estádio das Antas a ver o jogo de auscultadores no ouvido, "via" o jogo que o Quadrante Norte me transmitia, nos seus inconfundíveis jeito e voz.

           Mas o que mais me enfurecia e não aceitava na adolescência eram as cadernetas dos cromos trazerem, sempre, na capa dois jogadores com as camisolas do sporting e do benfica...


           As conquistas já alcançadas até agora nos órgãos de comunicação social não correspondem, ainda, à projecção nacional e internacional que o Futebol Clube do Porto logrou na Europa e no Mundo. Mas não tenho qualquer dúvida em que, tendo já ultrapassado o sporting em títulos conquistados, a geração dos nossos dias vai celebrar a curto prazo a liderança dos troféus conquistados em Portugal.
 
           A partir daí, não mais crianças verão cadernetas de cromos de jogadores sem que lá não esteja a camisola do MELHOR CLUBE DO MUNDO.


          

AS "BACORADAS" DO MANEL (FERNANDES).

 
          As declarações feitas por Manuel Fernandes, treinador do Vitória de Setúbal, no final do encontro do Dragão, onde a sua equipa tinha acabado de sair derrotada por 1-0, são reveladoras da frustração que o acometeu ao não ver premiada a sua incompetência como treinador de futebol.

           Ao pretender responsabilizar o árbitro (?) pela conquista falhada de um resultado que a sua equipa esteve longe de merecer, o Manel pretende sacudir a água do capote refugiando-se no estafado e fácil expediente de culpabilização do juiz da partida. Como qualquer enviesado adepto.

           Se a  marcação da falta sobre Falcao deixa dúvidas mesmo depois de visionadas as imagens, menos obviamente, para o Baldemar da TVI que, em relação aos lances que possam beneficiar o FC Porto "raramente tem dúvidas e nunca se engana", no que foi protagonizado por Fucile, que agarrou e foi agarrado, FORA DA ÁREA, Otamendi, agora já dentro, não cometeu qualquer ilegalidade que justificasse a marcação do penalti e a amostragem de cartão.

           A bola só pode ser chutada num livre depois do apito do árbitro, o que não aconteceu neste. Não há por isso, qualquer erro de arbitragem. Há, isso sim, uma tremenda "BACORADA" do treinador do Setúbal, que nenhum bisonho técnico de uma equipa regional teria cometido, de ter autorizado o mesmo atleta que fizera o primeiro batimento, a fazer também o segundo.

            Este foi o motivo maior da irritação do Manel de Sarilhos Grandes, por ter desperdiçado uma oportunidade de ouro para ter hoje o seu nome em letras de cacha alta na pasquinada mourisca. E, não tentes, ó Manel,  ironizar sobre as reacções do público do Dragão. É que os portistas não têm memória curta e lembram-se muitíssimo bem dos teus "mergulhos" enquanto jogador, transformados em penaltis por árbitros que nunca te deste ao cuidado de lhes chamares  "ladrão".