sábado, novembro 15, 2014

À TANGENTE, MERECIDAMENTE.

         

         
             Foi com um golo apontado por Cristiano Ronaldo a escassos vinte minutos do fim do encontro que Portugal bateu a Arménia e logrou somar três preciosos pontos que lhe garantem o segundo lugar do grupo e alguma serenidade quanto ao apuramento para o europeu de 2016.

          Fernando Santos tinha avisado que não seria uma vitória fácil e tinha razão. Os arménios constituem uma equipa muito compacta, forte fisicamente, bem organizada e sem nenhuma vedeta fora de série possui alguns jogadores de boa qualidade. E mostraram um coesão a toda a prova. E muito trabalho e humildade.

         Portugal atacou que se fartou, chegou a ter dez jogadores no último terço do relvado, variou os lances por todos os espaços do ataque, rematou, ganhou cantos, andou perto da baliza mas longe do golo. E o risco de sofrer num contra ataque rápido não era pequeno vendo-se Pepe e sobretudo Ricardo Carvalho e recorrer à falta para abater os raid dos "vermelhos". Vá lá que tanto o ressuscitado  Bosingwa, à direita,  como o "fibroso" Raphael Guerreiro, à esquerda, surpreendente no à vontade, na qualidade técnica e na capacidade de iniciativa transmitiam confiança a Moutinho e Tiago, que municiavam os nossos avançados travavam com eficácia o jogo do adversário.

       

         Mas, enquanto o zero-zero não fosse desfeito a nosso favor haveria sempre a ansiedade de um livre, um canto, ou um remate feliz virar a seleção portuguesa do avesso-

        A equipa portuguesa não deslumbrava coletivamente mas esforçava-se e batia-se com ardor. Ronaldo não estava nos seus melhores dias, não rendia o que todos esperam que faça em qualquer circunstância, Dany e Nani tinham bola mas também marcações apertadas. 

       Com o tempo a escassear, Fernando Santos, abriu o banco e entrou Quaresma, saindo Danny. Ri-me quando António Tadeia da RTP1, tendo sido chamado a pronunciar-se sobre quem deveria sair ele ter nomeado quase meia equipa sem ter referido o jogador do Zenit. Até Pepe, ou Moutinho,  sairiam na boca dele! Percebi logo que só poderia ser Danny, passe a imodéstia.

      Saiu-se bem o Ricardo, o que não espanta porque em boa forma não há em Portugal outro igual. Desmanchou as cancelas da quinta da Arménia e passou tudo a andar num alvoroço. É dele a jogada que provoca o caos na defesa e no guarda redes que só Cristiano Ronaldo seria capaz de transformar em golo, que acabou por ser o que de melhor fez em toda a partida.

  Todavia ninguém vai arriscar dizer que Portugal fez "uma grande exibição".


      Duas vitórias, seis pontos e Portugal candidata-se à liderança do grupo. Há Santos que fazem milagres...

      Gostei de voltar a ver jogar o Bosingwa com mais quatro anos. Dizia Jaime Pacheco, a certa altura do início da carreira do ex-portista e não sei de quantos mais clubes, que se a cabeça dele regulasse como um relógio suíço poderia ser o melhor do mundo. Eu continuo a pensar que o Pacheco estava certo.

     Surpreendido, sim, com o tal Raphael Guerreiro; não é apenas guerreiro e acima de tudo um jogador porreiro! Olha, e estava ali a uma hora e pico de avião, na França. Sabiam? Qual Cedric, qual João Pereira, o Raphael é puro mel das abelhas!

      

      

1 comentário:

  1. Uma visão sem espinhas e sem Cedrics a atrapalhar. Concordo e subscrevo.

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