quinta-feira, outubro 04, 2012

A VOAR POR CIMA DAS NUVENS.

                                                       FC PORTO, 1 - PARIS SG, 0
                                                                   
                                                                   (2O12.10.O3)

                                                        ESTÁDIO DO DRAGÃO


                              Quem reside na área do GRANDE PORTO e toma um dos meios de transporte que lhe passam à porta e o coloca à entrada do DRAGÃO, é um sortudo. Quem percorre quase duzentos quilómetros (na ida e na volta) para chegar ao Estádio Mais Belo da Europa e pode regressar a casa antes da meia noite também é um felizardo quando a paixão da sua vida lhe dá a alegria de produzir uma excelente exibição e logra obter uma importantíssima vitória contra uma equipa de prestígio, na Liga mais importante do futebol europeu.

                             Por isso, ontem, tinha tudo para dormir um sono tranquilo  indispensável para recuperar das emoções antes vividas, tornando improvável abrir o Dragão, Sempre! para falar do jogo sem ter sido influenciado pelos comentários e notícias alheios, como habitualmente procuro fazer. Dando, desta vez, anuência às razões do corpo, estava dentro em pouco a voar por cima das nuvens dentro do um jacto de sonho como um multimilionário das arábias com poços de petróleo.

                              Quando se ganha e joga bem, o que de menos bom se passou no jogo fica desvalorizado, deixa de ser relevante. E, ontem à noite, houve tanto de (inesperadamente, ou talvez não) bom  que só dá para elogiar e ficar contente.

                              De facto, o Futebol Clube do Porto fez, contra o PSG, uma das melhores exibições da era Vítor Pereira. E, diga-se. desde já em relação ao treinador portista que está, notoriamente mais "solto", mais confiante e seguro das decisões que toma. Nota-se que age segundo as suas próprias convicções e autoridade, sem receio das críticas que lhe possam vir a fazer. Que continue assim e vai longe.

                              A constituição da equipa não apresentou surpresas de maior o que não estaria na previsão de muitos treinadores da treta. E, o jogo, provou que ele é quem sabe e manda e...ponto final..

                              Pode afirmar-se que o jogo "foi todo" do FC Porto de princípio ao fim. Via-se, claramente, que a melhor equipa em campo era a nossa. Tinha mais bola, atacava mais, cortava quase todas as iniciativas dos franceses, criava mais oportunidades claras de chegar ao golo, rematava mais e com mais perigo e, sem complexos, anulava as estrelas badaladas dos donos do Parque des Princes. Com algumas excepções pontuais que, por ineficácia e quiçá fortuna nossa não causaram danos.

                             Individualmente, não houve nenhum dos nossos que não tivesse estado ao seu melhor nível. Helton, em colaboração com Otamendi, (distraído) quase "borrava" a pintura numa reposição de bola. Valeu que a "prima-dona" do "picho", não aprecia brindes destes. Como o do "chapéu" que Helton não permitiu que ele lhe pusesse.

                             Na defesa os dois centrais, Maicon e Otamendi, foram inultrapassáveis. Não deram hipóteses a Ibrahimovicht e Nene. Os laterais, Alex Sandro e Danilo só terão cruzado menos do que o Porto precisaria, mas, tanto ao ataque como à defesa, estiveram em alta. No meio campo, a virtude: João Moutinho, grande como só ele sabe ser. Lucho, une o jogo no meio e distribui pela frente de ataque. Ataca sempre mais do que defende e é o agente da ordem dentro da equipa. Depois, tivemos FERNANDO, o melhor em campo! Que energia, que raça, quanto trabalho, do melhor que há. Magnífico!


                       O Mais Belo Estádio da Europa.    
                      

                       Na frente, Jámes Rodriguez joga bem tanto com bola como sem ela. Na sua posse, é um  artista. Quando são os colegas que andam com ela, arranja-lhes espaços para se movimentarem. Andou mais pela meia-direita, mas, quem sabe jogar, que lhe interessa por onde ande? E marcou, marcou o golo da saborosa vitória quando a esperança já parecia ter ido embora do Dragão. Ah, e ainda há Jackson Martinez, aniversariante dos 26 anos. Tem qualidades técnicas suficientes? Tem. Movimenta-se e dá luta? Também. E "matador", é? NÃO. É em jogos destes que um ponta de lança deve mostrar o que vale. Martinez teve algumas chances que deixou escapar. Talvez, na próxima...

                            Claro, ATSU. O defesa direito do PSG não o esquecerá tão cedo. Viu o diabo pela frente e ficou atordoado. Donde saiu este? Cruzes, que enlouqueço! Quando acaba "isto"? Tirai-me daqui.

                            Défour e Mangala, foram "fair-divers", mais o francês que o belga.

                            O "polícia" é um presunçoso de merda. Julga-se o maior de todos só porque apita para o lado das suas conveniências actuais e futuras. Sempre, sempre ao lado dos poderosos "atento e venerador".
Não tive acesso a imagens nem a críticas da imprensa, mas, no Estádio, associei-me aos protestos dos meus confrades portistas para contestar algumas das suas decisões, que me pareceram erradas, contra nós, claro.
Olha, beef, vai falar com  o Vale e Azevedo, estais bem um para o outro.


                            Por fim o público. Uma palavra, apenas: EXEMPLAR!


                            

Um livre "inventado" pelo Webb junto à nossa área, já depois do 1-0 e  o jogo quase a terminar, gerou uns segundos de ansiedade no Estádio, na perspectiva  de ver a vitória fugir. Felizmente, alguém (Otamendi') afasta com um vigoroso pontapé a bola dali.

                           

                           

3 comentários:

  1. Sigam o projecto de revista online mais entusiasmante do universo virtual em português.

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    Uma tertúlia futebolística para tudo e todos!

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  2. Foi isso mesmo. Nada a acrescentar. O dinheiro não é qualidade.

    Abraço

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