Primeira Liga
32.ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Hora: 20:30
Tempo: ameno (20º C)
Relvado: bem tratado
Assistência: 40171 espectadores
2019.05.04
FC DO PORTO, 4 - GD das Aves (Santo Tirso), 0
(ao intervalo: 2-0)
O FC do Porto alinhou com: Vana Alver, Wilson Manafá, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, aos 82' Otávio, Danilo Pereira, Héctor Herrera (C), aos 76' Óliver Torres, Jesús Corona, Yacine Brahimi, Tiquinho Soares e Moussa Marega, aos 79' Vincent Aboubakar, no regresso de sete meses de ausência, por lesão. Suplentes n/ utilizados: Diogo Costa, Maxi Pereira, Pepe e Fernando Andrade.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição
GD das Aves alinhou com: Beunardeau, Rodrigo, Ponk, Diego Gaio, Jorge Filipe, aos 46' Braga, Vítor Costa, Faye, aos 75' Miguel Tavares, Fariña, Rúben Oliveira, aos 83' Tong Lee, Luquinhas e Derley. Suplentes n/utilizados: André Filipe, Carlos Milos, Rodrigues e Defendi.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Augusto Inácio
Árbitro: Hugo Miguel (AFL)
Auxiliares: Álvaro Mesquita/Ricardo Santos
4.º árbitro: Bruno Vieira
VAR: Vasco Santos (AFP)
AVAR: Bruno Trindade
Escolha de campo: GD Aves. Bola: FCP N/S
GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 18' por JESÚS CORONA, a concluir uma assistência perfeita à distância de Alex Telles sobre a defesa, e entrada fulgurante de cabeça a bater para a baliza: 2-0 aos 30' por TIQUINHO SOARES na transformação de pontapé de penalti a punir desvio voluntário da bola com o braço para canto de Jorge Filipe, num lance em que o árbitro e o auxiliar principal nada assinalaram e corrigida por Hugo Miguel com recurso ao visionamento na tv do relvado por indicação do VAR; 3-0 aos 68' num remate de ressaca de WILLIAN MANAFÁ, depois de assistência para trás a partir de linha de fundo na melhor jogada de Moussa Marega em toda a partida; 4-0 aos 86', com TIQUINHO SOARES a bisar na partida, na sequência de remate de Moussa Marega rechaçado pela defesa avense e bola recuperada por Yacine Brahimi com assistência para remate do avançado brasileiro.
A partida decorreu debaixo de dois fatores negativos no ânimo da equipa: o da ocorrência do imprevisto grave acidente coronário sofrido num treino por Iker Casillas, e o da reação da claque dos "super dragões" ao resultado ocorrido no jogo da jornada em anterior em Vila do Conde, o qual terminou com o empate a duas bolas e a perda de igual número de pontos na classificação geral, e o regresso ao futebol de Vincent Aboubakar depois de uma ausência por lesão de sete meses. Se relativamente ao grande guarda-redes contratado ao Real Madrid há quatro épocas e vinculado ao FC do Porto por mais uma, a solidariedade foi unívoca e grandiosa, as "feridas" causadas no desanimador resultado ocorrido nos Arcos apenas viriam a ser tratadas minutos depois do fecho da partida, com a equipa e todo o staf técnico a regressar do balneário para se dirigir em grupo ao topo sul, e depois do norte, tendo ali ocorrido intervenções recíprocas da palavra entre elementos do plantel e o grupo de apoiantes, sem que visivelmente tivessem ocorrido quaisquer incidentes. Quanto ao avançado africano Aboubakar, o regresso à equipa foi amplamente saudado pelos colegas e pelo público das bancadas com efusão e carinho.
A equipa do Futebol Clube do Porto trabalhou responsavelmente de modo profissional em todo o tempo de jogo, mas de semblante opaco. Se o não tivesse feito, poderia ter agravado o clima de suspeição que se instalou em parte das hostes apoiantes sobre o empenho de alguns jogadores, o que efetivamente nem de perto nem de longe se verificou em nenhum dos intervenientes. A equipa empenhou-se o bastante para conseguir a vitória, e obteve o prémio da manifesta superioridade sobre o adversário com números concludentes e ajustados ao desenrolar do jogo.
Desde a entrada de Augusto Inácio para treinador o Desportivo das Aves tem vindo a consolidar e a crescer na organização do jogo de equipa e no melhor aproveitamento da qualidade técnica dos seus jogadores, aliás refletido nos resuitados conseguidos Tem um sistema de jogo próprio que privilegia o povoamento no miolo do relvado, posicionalmente, com cinco elementos, o que dificulta a penetração na muralha defensiva dos ataques contrários pela redução dos espaços à frente e no interior da área. Quando de posse da bola procura aproveitar o adiantamento da linha de defesa adversária para criar perigo com lances rápidos em contra ataque, sendo que nesta partida foram escassas as ocasiões para o conseguir dada a atenção e eficácia da defesa portista, designadamente, de Éder Militão, muito rápido a cortar na fase inicial as veleidades atacantes dos avenses.
Na equipa portista sobressaiu pela positiva, Jesús Corona, mas também Éder Militão. Yacine Brahimi esteve bem a maior parte do tempo de jogo, e solidário na marcação aos atacantes contrários pouco habitual nas suas características de atacante nato, Vana, que substitui Iker, pareceu calmo e não teve qualquer falha; W. Manafá está a fazer o percurso normal para vencer a titularidade, Moussa Marega atuou aparentemente com algum déficit de chama; Danilo e Herrera, sem mancha no empenho e na utilidade.
Hugo Miguel, anafado, lento, e ausente nos lances que exigiam mais proximidade, não surpreendeu atuando de acordo com a sua inultrapassável incapacidade para ajuizar. É dos tais que espera do VAR assuma as decisões que lhe competiria tomar. Enfim, seria um fenómeno se aparecesse diferente. É para aguentar, até à reforma numa cabine de tv à sua medida.
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