sábado, dezembro 20, 2014

MAIOR A PAGA QUE O ESFORÇO DO TRABALHO DADO.


I Liga
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
2014.12.19

                         FC DO PORTO, 4 - Vitória de Setúbal, 0

                                      (ao intervalo: 2-0)

GOLOS: 1-0, aos 22', por Ricardo Quaresma, na transformação de um penalti por derrube a Danilo. Chuto forte para o lado contrário da queda do g.r.; 2-0, aos 26', por Jackson Martínez, que desviou com subtileza um cruzamento para o primeiro poste de Tello, vindo da direita: 3-0, aos 88', por Brahimi, acabado de entrar, a passe de Quintero, que entrara antes dele; e, 4-0, aos 90+3' com novo penalti agora cometido sobre Brahimi que se antecipou a Ricardo Batista e encaminhou a bola para a baliza, sendo derrubado por este, valendo-lhe a expulsão. Com um pontapé forte, Danilo fechou as contas, demasiado pesadas para os setubalenses que não mereciam tão grande punição.

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Campaña, Héctor Herrera, Óliver Torres, Ricardo Quaresma, Jackson Martínez e Tello. Subst.. 62´, sai Tello e entra Evandro; aos 74', Quintero entrou no lugar de Campaña; e, aos 87', entrou Brahimi e saiu Ricardo Quaresma.

RESUMO DA PARTIDA: Julen Lopetegui fez alterações na constituição da equipa, fazendo regressar Maicon, Ricardo Quaresma ao onze inicial e estreou o espanhol Campaña, na posição de Casemiro, castigado com um jogo por ter completado cinco cartões amarelos. O estreante correspondeu à chamada tendo alcançado um desempenho bastante bom.

Os Dragões entraram no jogo em bom ritmo dando indícios claros de que não iriam permitir veleidades aos setubalenses. Tomaram as rédeas da partida, obrigaram o adversário a manter-se no seu meio campo que só esporadicamente tentavam sair em contra ataque. Campaña empurrava a equipa para a frente, Tello e Quaresma bem junto ás linhas davam dimensão às jogadas, Danilo e Alex subiam em apoio ao ataque. Num deles Danilo irrompe em velocidade pela área e é derrubado por Manu, sem dúvida.

Com alguns passes e jogadas (mal) perdidas para o antagonista, a equipa portista foi dominante em 45' e a equipa de Domingos Paciência só viria a rematar, ao lado, uma única vez neste período, aos 27'.

No período complementar o Vitória de Setúbal foi mais afoito e até aos 75' a partida decorreu equilibrada muito embora nunca alguém duvidasse que o FC do Porto tinha o jogo ganho, mais golo menos golo. Depois de começarem as substituições, voltou o assédio da primeira parte à baliza dos setubalenses e os golos adivinhavam-se. Foram obtidos mais dois nas circunstâncias já descritas e a vitória aconteceu com toda a naturalidade.

O estreante Campaña confirmou qualidades que vinha a demonstrar no FC do Porto B, demonstrando muita vontade e qualidade de passe. Será muito útil e transmite confiança. 

Óliver Torres salientou-se por mais tempo, Quaresma cumpriu, Jackson também, a defesa não foi muito apertada.Evandro entrou muito bem e na minha opinião deveria ter mais tempo de jogo. Tello alternou o bom com o mau. Quintero esteve bem. Brahimi, em curtos minutos, acabou por causar a demolição da equipa sadina e é responsável pelo exagero da goleada.

          Acredito que o FC do Porto continua a evoluir individual e coletivamente. Os resultados favoráveis dar lhe ão confiança e as desinibições para jogar descontraidamente, daí advindo a moral para enfrentar desafios bem mais duros que esta equipa de Domingos Paciência, a qual me pareceu bem melhor do que no jogo que perdeu em casa com o Boavista na jornada anterior.

          Não conhecia o árbitro portuense Manuel Oliveira. Pareceu-me ainda com pouca experiência todavia gostei de ver que não é árbitro que se governa a cartões. Foram levantadas dúvidas sobre dois fora de jogo ao ataque portista que honestamente (sempre o tenho defendido) não considero que o fossem. Estes lances, está escrito, devem ser decididos a favor de quem ataca e não de quem defende. Ah!. Ficou por assinalar outro penalti contra do Setúbal, por empurrão da Alex Sandro, dentro bem da área dos sadinos.



          

sexta-feira, dezembro 19, 2014

ESTE BENFICA É UMA EQUIPA PEQUENA.

   
A noite em que o Braga fez história e a Luz caiu, 32 meses depois
          HÁ quem acredite que o sol pode ser tapado com uma peneira ou quem vejo o rei a cavalgar o seu ginete de vestimenta debroada a ouro por que lhe fazem crer que é assim, quando, em verdade ele está completamente despido.

           É assim com o Benfica da presente época. Tenho-o vindo a dizer, escrevi-o aqui no post sobre o jogo do Dragão, repito-o agora depois do que ontem à noite a equipa de Jesus fez no seu estádio ao ser afastada, sem apelo nem agravo, da Taça de Portugal pelo Sporting Clube de Braga, um conjunto com alguma qualidade mas aquém do estatuto de grande: ESTE BENFICA É UM EQUIPA PEQUENA.

          Já anteriormente tinha perdido (bem) em Braga, para o campeonato. Em quase todos os jogos esta época realizados em casa, uma boa parte chegou à vitória com o patrocínio das equipas de arbitragem (releiam as crónicas dos jogos). No Dragão, atuou como o fazem todas as equipas: "todo o mundo" atrás da linha da bola no próprio meio campo defensivo, aproveitar um ou dois erros do adversário para chegar à baliza e marcar, distribuir lenha por tudo quanto mexer, fazer faltas até ao limite do razoável com a complacência beatífica do confrade, mandar às malvas a "nota artística", esperar o azar do opositor, simular lesões para quebrar o ímpeto do adversário, etc..

          Nem vale a pena trazer à ilação as referências feitas pelo grande treinador Jesus à arbitragem relativa à derrota na Pedreira antes de receber os bracarenses, na tentativa de condicionar Artur Soares Dias, que, apesar de tudo ainda fez vista grossa a um penalti provocado por mão do tal Jardel contratado no dia em que a equipa onde jogava foi atuar na Luz...

          Fez uma Liga dos Campeões como uma equipa de quarta linha: último lugar do grupo. Nem conseguiu a qualificação para a Liga Europa! As suas exibições foram  todas pobres, paupérrimas.

         O Benfica atual é uma equipa PEQUENA. 

         Os seus melhores elementos estão "gastos". Outros têm contratos apalavrados para sair. Jesus não fez rotatividade, manteve-se como é de seu agrado, fiel ao "grupo duro". Tem agora que jogar aqueles a quem deu escassas oportunidades. As "bombas" que contratou rebentaram no chão...

         O Benfica é uma equipa pequena e seis pontos de avanço sobre o segundo classificado, com meio campeonato por cumprir, não vão chegar para fazer o bis. 

         Além de outros vorazes concorrentes, terão que receber no agora "salão de pesadelos" o FC do Porto e SC Braga. ..

         

        

terça-feira, dezembro 16, 2014

LAPIDAR!

                Esta, é de Sérgio Oliveira, um Dragão a residir no sul de Portugal. Vem no seu estupendo blogue "DRAGÃO AZUL". Visitem.



"Quando for grande 
quero ser jogador de futebol .
Mas não quero ser um jogador qualquer .
Quero ser o novo Paulinho Santos
mas mais refinado .

Quero ser assim como o Luisão
ou como o Jardel ,
ou , melhor ainda ,
como  o Maxi Pereira ,
ou outro qualquer jogador
do clube do regime .

Se assim for ,
posso dar bordoada  à toa 
em tudo o que mexe ,
surrar
sem levar cartões 
e sem ser expulso ,
e ainda me sobra tempo
para os lançamentos da linha lateral  ,
arrancar olhos  ,
agradar ,
e receber palmas
e elogios
da comunicação social ! "

MIGUEL SOUSA TAVARES "PLAGIOU" AS MINHAS OPINIÕES.

            Mais palavra menos vírgula, Miguel Sousa Tavares, ratifica muito daquilo que escrevi nos meus post sobre o Porto-Benfica e o demais que não referi mas com o qual estou de acordo. Por isso, com o assentimento tácito do amigo M. Vila Pouca, do blogue "Dragão até à morte" vai abaixo copiada a crónica do escritor jornalista MST Nortada, que semanalmente escreve num desportivo alfacinha lampiónico.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0hzKEDZHlvH4I6KXTU0SiCjOO0k3gsJHXMl7VTGIejCXeRdatk64B7-TreX5lLw1maozya0cElHPg32_8kuI7JayjxO5m8lbTgOJaR0cAijZZiaG9pUdRelxuAtbhjQ3xHW7n2B5lZI8/s1600/Digitalizar0010.jpg

A PROPÓSITO DAS AVALIAÇOES AO JOGO DO DRAGÃO.

                


  Depois do jogo no Dragão de domingo à noite e até à tarde de ontem não vi na tv ou li jornais, com execeção de O Jogo, quaisquer referências ou comentários sobre a partida. Ontem, a meio da tarde, ao sentar-me frente à TV para diversificar um pouco a ocupação do tempo livre , abri um dos canais da sportv onde estava a passar a segunda parte da partida que o benfica venceu.

                 No estádio o lugar que ocupava estava localizado junto à bandeirola de canto do topo norte e como o FC do Porto atuou no segundo tempo a atacar para a baliza do sul, a minha posição não era a ideal para observar com clareza o desenrolar dos lances naquela parte do relvado onde ambas as equipas jogaram em quase todo o tempo, já que só esporadicamente a equipa lisboeta subia ao topo norte. Assim, não desperdicei a oportunidade de melhor poder avaliar o que tinha visto no estádio.

                 E que que me foi dado concluir é que o FC do Porto fez tudo que devia ter feito para vencer. Criou jogadas enleantes pelo centro, pela esquerda, pela direita, rente ao solo, pelo ar. Abriu brechas na barragem do Cabril, criou perigo em cada lance, rematou contra a muralha, Jakson fez bater a bola com estrondo por duas vezes na trave com o César a ver. Julen Lopetegui fez entrar novos jogadores de ataque, o massacre intensificava-se, as faltas sobre os jogadores portistas sucediam-se ao ritmo das matracas da "serração da velha" de Carreço. Jardel bate o record com DEZASSEIS, sem ver um amarelo. O grego Samaris (?), contratado para suprir o "trabalho" de Javi Garcia,  aplica um golpe de karaté a Jackson Martínez e o Sousa perdoa-lhe e ele continua em campo. Vejo um Enzo a cair no chão junto à linha antes de ninguém lhe tocar e o portista castigado com amarelo.Os livres e os lançamentos de reposição de bola são executados em câmara lenta. Luisão perde um parafuso num tornozelo, sai em ritmo de madraço num dia de estio, o Júlio cai, quer miminhos. O Jorge concede QUATRO minutos de desconto, Pizzi entre a 22" do apito final, nem um se terá jogado. O Jesus é o maior!.

                 Jorge Sousa, visto na TV parece um homem. Ao vivo, é pequenino, rasteirinho. Tem olhos de rã, que abre e fecha como uma cortina opaca para ver o que lhe convém. Quando crescer, há de ser árbitro isento.



                 António Oliveira foi um extraordinário jogador do FC do Porto, treinou a equipa do FC do Porto, diz-se portista ainda, mas também foi com facilidade servir o Sporting. Parece que é jurista, estará bem de vida, não sei se ainda mantêm diferendo com o irmão e se entre ele e a SAD portista há coisas mal resolvidas. Li hoje, em o Jogo, o que disse sobre Lopetegui sendo-lhe atribuída a afirmação de que com Jesus este FC do Porto teria já mais dez a doze pontos dos que agora conta. Oliveira pode fazer  as afirmações que quiser, tem muita mais bagagem do que eu, mas tenho a certeza absoluta que estou em consciência muito mais livre e desinteressado e menos ambicioso do que ele poderá estar em relação ao que ele pretenderá, no futuro, ser no Futebol Clube do Porto, depois de Jorge Nuno. Por isso, lhe digo com o maior dos à vontades que esta afirmação é bacoca, estúpida, falaciosa,  futebolisticamente insustentável, ofensiva para o Clube, equipa técnica e sobretudo para os atletas, que deram tudo para vencer esta partida merecendo o aplauso de portistas genuínos que nunca seriam capazes de se aliar aos adversários para com eles festejarem, mesmo que lhe concedessem uma tribuna no estádio mais lindo da europa para assistir aos jogos. Veremos, lá mais para a frente, o quem tem para nos dizer o "portista" António Oliveira.

                

               

segunda-feira, dezembro 15, 2014

FALSO COMO O DE JUDAS O LUCRO DE JESUS


Liga Portuguesa
Estádio do Dragão
2014.12.14


                              FC DO PORTO, 0 - Benfica, 2
                                     (ao intervalo: 0-1)

GOLOS: Lima, aos 36' e 56'

FCP: Fabiano, Danilo, Martins Indi, Marcano, Alex Sandro, Héctor Herrera, Casemiro, Oliver Torres, Brahimi, Jackson Martiínez e Telho: Substituições: Telho, por Ricardo Quaresma, aos 56'; Héctor Herrera, por Quintero, aos 58'; e Alex Sandro, por Aboubakar, aos 77'.

    O primeiro golo resulta de um lançamento lateral executado longe do local onde a bola tinha saído, com lançador com os pés no ar, como é prática de anos que lhe vem sendo permitida pelos árbitros e com o Jorge Sousa a facilitar-lhe a vida, preocupado em afastar Brahimi do local. De forma indesculpável, a defesa do FCP, consente o encosto na bola para o fundo da baliza. O 0-2 ocorre na sequência de um remate de fora da área que Fabiano defende para a frente e para o lado seguindo a bola ao encontro do marcador que se limitou a empurrar para a baliza .

    Foi uma equipa pequena esta que Jesus apresentou no Dragão ontem à noite, a contar com a sorte do jogo de que, efetivamente, tirou proveito. Petit, Mota, Cajuda e outros que tais, fazem-no justificadamente porque são responsáveis por equipas que jogam para perder por poucos, ou com fé num milagre como Jesus ontem obteve, mas o treinador dos encarnados é o rei da tática, o treinador da nota artística, o inventor da pressão ofensiva, o criador do elixir infalível cujo segredo ninguém jamais conhece ou descobrirá.

   Por aquilo que me foi dado constatar ao vivo no estádio mais belo da europa, ficou claramente evidente o fracasso deste benficazinho de merda com pretensões de se igualar aos melhores do mundo ao não conseguir qualificar-se para a liga europeia, tendo estado incluído num grupo de cavalos de corrida de terceira linha.


   A história do jogo é a que fica do resultado. De nada vale ressaltar que os "califas" vermelhos passaram noventa minutos a bater mais nas canelas dos jogadores do FC do Porto do que na bola; que só ocasionalmente lograram transpor a linha dos cinquenta metros do relvado; que chutaram à baliza três vezes; se desdobravam, triplicavam e quadruplicavam para travar Brahimi, Óliver Torres ou Jackson, para não citar outros mais. E ressuscitaram a puta da vaca escanzelada que sempre os favorece na iminência do desastre!
De resto, o tão badalado Enzo andou mais tempo deitado na relva do que a correr. Talisca, nem cheiro nem pista. André Almeida, fez jus à profissão: varreu tudo que lhe passava em frente. Até o velho César, seguindo o conselho do mister Jesus, achou que o Dragão é bom para relaxar e levar umas massagens.

   É óbvio que o resultado não serve os interesses imediatos do FC do Porto. Mas, há razoabilidade em quem confiar que os efeitos estão longe de serem irreparáveis. O campeonato está ainda na primeira volta e a mim não causará espanto que a desvantagem atual possa ser superada. O FC do Porto, apesar  deste contratempo tem uma dinâmica de progresso na sua evolução e o seu opositor, pelo contrário,  por mais que se esforce e seja apoiado não consegue disfarçar a sua progressiva degradação e perda de qualidade.

    Largos dias estão ainda para vir.


  

 

  

sexta-feira, dezembro 12, 2014