segunda-feira, novembro 08, 2010
VERDADE DESPORTIVA.
No Estádio Mais Lindo da Europa, ontem:
(DE)GOL(E)ADOS e DEPENADOS.
FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 5 - SL Benfica, 0
CINCO
(golos)
DEZ
(Pontos)
EM DEZ JOGOS!
A VERDADE DESPORTIVA.
A NOITE PERFEITA! (I)
Tendo voltado a casa, são e salvo, a desoras e carente de recuperação emocional e psicológica, da zona militarizada do território situada a norte do Rio Douro, cujo centro nevrálgico da beligerância fratricida convergia para o Estádio do Dragão onde me havia infiltrado, oh, suprema imprevidência e insensatez!, já não tive condições para postar mais do que inserir, em imagens, o balanço do embate final a que acabara de assistir. Moldei, ao meu jeito, a almofada para construir a covinha onde coloquei o lado direito da face, fiz a habitual evocação introspectiva das minhas intenções espirituais e entreguei-me, sem resistir às benesses repousantes do retemperador Morfeu.
(o cenário é menos clássico)

........................................................................
Olhei para o espelho e pensei: obrigado, meu bondoso Jesus, pelo graça que me concedestes de ter optado pelo clube que trago no coração desde que me conheço, pela chuva abençoada depois do verão de S. Martinho, pelo helicóptero com o seu foco de luz que enviaste para me proteger , pelo magusto soberbo da noite de ontem e por teres criado à tua imagem e jeito, o Sport Lisboa e Benfica!
Foi linda a festa, pá!
A NOITE MÁGICA (II)
Não há equipas perfeitas nem exibições colectivas ou individuais que não possam ser superadas. Mas é um facto incontestável que, na alcatifa natural do relvado do Estádio Mais Belo da Europa, o Futebol Clube do Porto esteve perto da nota máxima ao produzir uma exibição absolutamente notável e poucas vezes disponível em Portugal e mesmo no estrangeiro. Foi uma superioridade clara, inequívoca, imaculada, seja qual for o prisma da apreciação que se escolha. Exibições individuais de qualidade superior, movimentação táctica ao nível da tecnologia de ponta , capacidade física, concentração máxima dos jogadores e motivação sem limites. E uma imensa mole de adeptos em delírio!
A nossa voz e o símbolo do MELHOR.
Já ninguém estranha a sovinice de certos escribas nos elogios que dedicam aos méritos do FCP, e, por isso, não vai faltar quem agora fique calado ou pretenda salvar a face atribuindo a humilhação a que foi sujeito o clube da dona Vitória, à inspiração de uma noite excepcional ou aos caprichos esporádicos de talentos individuais. Não é verdade. O Futebol Clube do Porto actuou na linha que vem seguindo num processo de ascensão natural do jogo colectivo em todos os vectores, tendo naturalmente conseguido o seu melhor desempenho.
"Arrumados" para o canto.
É certo que HULK, foi um autêntico Pander que o Davidinho jamais esquecerá. Mas não tem sido sempre assim, esta época? E o Bellushi, senhores, só ontem é que o viram? Ah, repararam no João, o agora João Mess...inho. Cheguei a acreditar que havia mais do que um em campo, pois, fosse qual fosse o metro de relvado para onde dirigisse o olhar, ele estava lá. Pois, o Falcao, claro, só dão por ele quando a bola já está no fundo da baliza, ou quando, "enfeita" o golo que deixa o guarda-redes em estado de sair dali para o psiquiatra. Varela, esse é mais fácil dar por ele, senão pelos golos decisivos que consegue, mas porque é diferente. Guarin, tem a força e a vantagem de estar no sítio certo, na hora exacta. Sapunaru, não treme e sobe de produção em cada jogo. Rolando e Maicon, vão a caminho da dupla perfeita e Álvaro Pereira, o Palito, é insuperável no vai-vem no seu corredor. Helton, o capitão, parece estar a ficar ansioso e embirrento com os adversários: não lhe dão trabalho e reduz-lhe a oportunidade de mostrar o seu imenso valor. Repararam no "puto" que entrou a dez minutos do fim? Não? Não faz mal, ainda ireis vê-lo mais vezes, para vossa consumição...
Rúben, não é notado apenas pelo seu giro sotaque madeirense: ele anseia por mostrar à cidade e ao mundo, o seu bailinho e obrigar os adversários a dançá-lo ao ritmo certo. E para o momento fatal, está aí "seu" Valter, para servir de bigorna a qualquer veleidade dos nossos concorrentes.
Dragonas felizes.
Este Villas Boas, está a tornar-se um case study. Lembram-se dos jocosos chistes a propósito da sua contratação como treinador do FCP? Das críticas ao PRESIDENTE? Ouvem-nos, agora? Onde estais, biltres?
"Infiltrados", mas sob vigilância particular.
Não vou, não quero falar do Benfica, que ontem vi na alcatifa natural do Estádio-Mais-Belo-da-Europa, nem do momento em que me cruzei no fim da A-3 com o autocarro em que se deslocavam a velocidade dos filmes de guerra, com escolta de carros com pirilampos e sirenes, polícias de motas de piscas piscas a apagar e a acender e capacete com viseira, cortes da via para os não incomodar, quando estava em causa, apenas e só, um encontro de futebol entre duas equipa de um MESMO PORTUGAL!.
O "Incrível" adepto.
Jorge Jesus, merece todo o meu respeito. É um homem que chegou a pulso a um clube da grandeza do Benfica, onde foi campeão, depois de penar em clubes de pouca projecção e onde se lamentava por só poder aspirar a sê-lo na playstion. Apenas por ter chegado ao clube com a fama e o proveito de ser o "clube do regime" (e não é só pelo facto de serem benfiquistas o Presidente da República, o Primeiro-Ministro, o Ministro da Administração Interna, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e socialista António Costa, e outros que estão ou já estiveram no aparelho do sistema da governação), foi elevado ao pedestal digno de um Mourinho ou Guardiola. Não sou o profeta que os "cronistas do reino" e da Bolha e os que seguem a mesma cartilha fizeram de Jesus. O que tenho a certeza é que não está longe do dia da crucificação, ou, como é uso no Irão, de ter uma morte por lapidação... As primeiras pedras já começaram a cair...
Ambientação e aquecimento dos artistas.
Com dez pontos de vantagem sobre o segundo classificado ao fim de dez jogos, com mais sessenta para conquistar nada pode ser considerado definitivamente consumado. Por isso, a única certeza que, por ora, nos basta é que ainda vamos melhorar e chegar mais longe...
Unidos (FCP) e dispersos (SLB), com os árbitros à espreita.
Como antes escrevi, neste blogue, em "JAMAIS SE VERÁ UMA GUERRA TÃO PACÍFICA",
"tem (o FCP) melhor dinâmica de vitória, joga no Dragão, tem melhor equipa, superior treinador e melhores executantes".
Pobre Roberto.
Pese, embora, o facto do triunfo ter sido obtido sem mácula e fora de qualquer suspeita ou reticências, não é por isso que vou deixar de falar da equipa de arbitragem chefiada pelo sócio do Benfica e lisboeta de nascimento, Pedro "Gel" Proença. É verdade que os jogadores do FC Porto não lhe deram o mínimo argumento que justificassem erros como já cometeu noutros cenários. Ainda no decorrer da primeira parte, sancionou um fora de jogo ao ataque dos Dragões que eu, situado no campo contrário, tive a certeza de que foi mal assinalado. A poucos metros do lugar onde assisti ao jogo, foi clara a mão na bola, dentro da área benfiquista, que ele não ajuizou correctamente. Quando regressou do balneário para a segunda parte, tive a sensação de que se predispunha a inclinar o relvado para o lado da desmoralizada claque encarnada, tal era a dualidade do critério na avaliação de faltas idênticas, mas deve ter achado que não valia a pena perante a impotência de contrariar a enorme superioridade dos Dragões.
Noite de sonho, das mais ricas do meu já vasto acervo de adepto do MELHOR CLUBE DO MUNDO!
Podemos sair?
(DE)GOL(E)ADOS e DEPENADOS.
FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 5 - SL Benfica, 0
CINCO
(golos)
DEZ
(Pontos)
EM DEZ JOGOS!
A VERDADE DESPORTIVA.
A NOITE PERFEITA! (I)
Tendo voltado a casa, são e salvo, a desoras e carente de recuperação emocional e psicológica, da zona militarizada do território situada a norte do Rio Douro, cujo centro nevrálgico da beligerância fratricida convergia para o Estádio do Dragão onde me havia infiltrado, oh, suprema imprevidência e insensatez!, já não tive condições para postar mais do que inserir, em imagens, o balanço do embate final a que acabara de assistir. Moldei, ao meu jeito, a almofada para construir a covinha onde coloquei o lado direito da face, fiz a habitual evocação introspectiva das minhas intenções espirituais e entreguei-me, sem resistir às benesses repousantes do retemperador Morfeu.
(o cenário é menos clássico)

........................................................................
Olhei para o espelho e pensei: obrigado, meu bondoso Jesus, pelo graça que me concedestes de ter optado pelo clube que trago no coração desde que me conheço, pela chuva abençoada depois do verão de S. Martinho, pelo helicóptero com o seu foco de luz que enviaste para me proteger , pelo magusto soberbo da noite de ontem e por teres criado à tua imagem e jeito, o Sport Lisboa e Benfica!
Foi linda a festa, pá!
A NOITE MÁGICA (II)
Não há equipas perfeitas nem exibições colectivas ou individuais que não possam ser superadas. Mas é um facto incontestável que, na alcatifa natural do relvado do Estádio Mais Belo da Europa, o Futebol Clube do Porto esteve perto da nota máxima ao produzir uma exibição absolutamente notável e poucas vezes disponível em Portugal e mesmo no estrangeiro. Foi uma superioridade clara, inequívoca, imaculada, seja qual for o prisma da apreciação que se escolha. Exibições individuais de qualidade superior, movimentação táctica ao nível da tecnologia de ponta , capacidade física, concentração máxima dos jogadores e motivação sem limites. E uma imensa mole de adeptos em delírio!
A nossa voz e o símbolo do MELHOR.
Já ninguém estranha a sovinice de certos escribas nos elogios que dedicam aos méritos do FCP, e, por isso, não vai faltar quem agora fique calado ou pretenda salvar a face atribuindo a humilhação a que foi sujeito o clube da dona Vitória, à inspiração de uma noite excepcional ou aos caprichos esporádicos de talentos individuais. Não é verdade. O Futebol Clube do Porto actuou na linha que vem seguindo num processo de ascensão natural do jogo colectivo em todos os vectores, tendo naturalmente conseguido o seu melhor desempenho.
"Arrumados" para o canto.
É certo que HULK, foi um autêntico Pander que o Davidinho jamais esquecerá. Mas não tem sido sempre assim, esta época? E o Bellushi, senhores, só ontem é que o viram? Ah, repararam no João, o agora João Mess...inho. Cheguei a acreditar que havia mais do que um em campo, pois, fosse qual fosse o metro de relvado para onde dirigisse o olhar, ele estava lá. Pois, o Falcao, claro, só dão por ele quando a bola já está no fundo da baliza, ou quando, "enfeita" o golo que deixa o guarda-redes em estado de sair dali para o psiquiatra. Varela, esse é mais fácil dar por ele, senão pelos golos decisivos que consegue, mas porque é diferente. Guarin, tem a força e a vantagem de estar no sítio certo, na hora exacta. Sapunaru, não treme e sobe de produção em cada jogo. Rolando e Maicon, vão a caminho da dupla perfeita e Álvaro Pereira, o Palito, é insuperável no vai-vem no seu corredor. Helton, o capitão, parece estar a ficar ansioso e embirrento com os adversários: não lhe dão trabalho e reduz-lhe a oportunidade de mostrar o seu imenso valor. Repararam no "puto" que entrou a dez minutos do fim? Não? Não faz mal, ainda ireis vê-lo mais vezes, para vossa consumição...
Rúben, não é notado apenas pelo seu giro sotaque madeirense: ele anseia por mostrar à cidade e ao mundo, o seu bailinho e obrigar os adversários a dançá-lo ao ritmo certo. E para o momento fatal, está aí "seu" Valter, para servir de bigorna a qualquer veleidade dos nossos concorrentes.
Dragonas felizes.
Este Villas Boas, está a tornar-se um case study. Lembram-se dos jocosos chistes a propósito da sua contratação como treinador do FCP? Das críticas ao PRESIDENTE? Ouvem-nos, agora? Onde estais, biltres?
"Infiltrados", mas sob vigilância particular.
Não vou, não quero falar do Benfica, que ontem vi na alcatifa natural do Estádio-Mais-Belo-da-Europa, nem do momento em que me cruzei no fim da A-3 com o autocarro em que se deslocavam a velocidade dos filmes de guerra, com escolta de carros com pirilampos e sirenes, polícias de motas de piscas piscas a apagar e a acender e capacete com viseira, cortes da via para os não incomodar, quando estava em causa, apenas e só, um encontro de futebol entre duas equipa de um MESMO PORTUGAL!.
O "Incrível" adepto.
Jorge Jesus, merece todo o meu respeito. É um homem que chegou a pulso a um clube da grandeza do Benfica, onde foi campeão, depois de penar em clubes de pouca projecção e onde se lamentava por só poder aspirar a sê-lo na playstion. Apenas por ter chegado ao clube com a fama e o proveito de ser o "clube do regime" (e não é só pelo facto de serem benfiquistas o Presidente da República, o Primeiro-Ministro, o Ministro da Administração Interna, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e socialista António Costa, e outros que estão ou já estiveram no aparelho do sistema da governação), foi elevado ao pedestal digno de um Mourinho ou Guardiola. Não sou o profeta que os "cronistas do reino" e da Bolha e os que seguem a mesma cartilha fizeram de Jesus. O que tenho a certeza é que não está longe do dia da crucificação, ou, como é uso no Irão, de ter uma morte por lapidação... As primeiras pedras já começaram a cair...
Ambientação e aquecimento dos artistas.
Com dez pontos de vantagem sobre o segundo classificado ao fim de dez jogos, com mais sessenta para conquistar nada pode ser considerado definitivamente consumado. Por isso, a única certeza que, por ora, nos basta é que ainda vamos melhorar e chegar mais longe...
Unidos (FCP) e dispersos (SLB), com os árbitros à espreita.
Como antes escrevi, neste blogue, em "JAMAIS SE VERÁ UMA GUERRA TÃO PACÍFICA",
"tem (o FCP) melhor dinâmica de vitória, joga no Dragão, tem melhor equipa, superior treinador e melhores executantes".
Pobre Roberto.
Pese, embora, o facto do triunfo ter sido obtido sem mácula e fora de qualquer suspeita ou reticências, não é por isso que vou deixar de falar da equipa de arbitragem chefiada pelo sócio do Benfica e lisboeta de nascimento, Pedro "Gel" Proença. É verdade que os jogadores do FC Porto não lhe deram o mínimo argumento que justificassem erros como já cometeu noutros cenários. Ainda no decorrer da primeira parte, sancionou um fora de jogo ao ataque dos Dragões que eu, situado no campo contrário, tive a certeza de que foi mal assinalado. A poucos metros do lugar onde assisti ao jogo, foi clara a mão na bola, dentro da área benfiquista, que ele não ajuizou correctamente. Quando regressou do balneário para a segunda parte, tive a sensação de que se predispunha a inclinar o relvado para o lado da desmoralizada claque encarnada, tal era a dualidade do critério na avaliação de faltas idênticas, mas deve ter achado que não valia a pena perante a impotência de contrariar a enorme superioridade dos Dragões.
Noite de sonho, das mais ricas do meu já vasto acervo de adepto do MELHOR CLUBE DO MUNDO!
Podemos sair?
sábado, novembro 06, 2010
JAMAIS SE VERÁ UMA GUERRA TÃO PACÍFICA.
Ninguém poderá adivinhar o resultado final do jogo que amanhã o Futebol Clube do Porto e o Sport Lisboa e Benfica vão jogar no Estádio mais belo da Europa. É um confronto entre dois grandes do futebol português com objectivos e ambições semelhantes, que concitam à sua volta falanges enormes de adeptos fervorosos e entusiastas, qualquer delas nada disposta a admitir outro resultado que não seja a vitória do seu emblema favorito.
O bom senso generalizado dos intervenientes vai lembrando que, seja qual for o resultado final, o título de campeão não ficará decidido. Também aceito. Porém, se a vitória tender para os da casa, o Benfica, sem ficar arredado de vez da possibilidade de renovar o título, terá vida difícil como já a têm os Sporting de Braga e o de Lisboa.
Pelo que se tem visto fazer às equipas beligerantes nestas nove jornadas que já leva a prova Zon Sagres, o Futebol Clube do Porto tem estado melhor: tem sete pontos de avanço do seu adversário directo, acaba de ser apurado para a fase seguinte da Liga Europa, tem melhor dinâmica de vitória, joga no Dragão, tem melhor equipa, superior treinador e melhores executantes, argumentos bastantes para, se os puser sobre o fabuloso tapete verde natural do Dragão, poder superiorizar-se ao seu rival de estimação.
É um lugar comum dizer-se, naquelas circunstâncias, que as diferenças ficam niveladas nestes derbys e a vitória pode sorrir a qualquer um deles. É verdade, mas gostaria de ter a certeza de que o Benfica vai a jogo confiando na sorte como o melhor argumento para alcançar a vitória.
Gosto que o meu clube ganhe sempre. Todos os jogos em que participa, seja qual for o adversário. Mas estaria a faltar à verdade se dissesse que as vitórias sobre o clube da dona Vitória não me dão um gozozinho particular que estimula o meu ego e aumentam a minha auto-estima. Dão-me tranquilidade, paz de espírito, optimismo e livram-me de ver durante uns tempos alguns inveterados fanáticos benfiquistas que só fazem questão de se tornarem visíveis quando almejam a vitória.
Não sei se vão estar a cercar o Dragão os tanques encomendados para a Cimeira da Nato, ao arrepio da crise. Pelo sim pelo não, vou preparado para ver ao vivo o cenário que todos os dias a TV nos dá de Bagdad ou Cabul. Como estou certo de que serão inúteis por não se verificarem as situações em que normalmente são usados, espero que Jesus (o Jorge) não os requisite para estacionar no relvado à frente da baliza do benemérito Robertinho.
Deixem lá, há vida para além de um Porto-Benfica.
quinta-feira, novembro 04, 2010
EXCESSOS DE CEBOLA CEGARAM OS ÁRBITROS.
LIGA EUROPA.
No Estádio mais lindo da Europa, hoje:
FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 1- BESIKTAS (Turquia), 1
Um erro repartido por TRÊS árbitros "à portuguesa", impediu o FC Porto de fazer o pocker de vitórias seguidas na Liga Europa, ao considerarem que a bola impelida por Rúben Micael não transpôs o risco da baliza para o que seria o segundo golo dos Dragões e, consequentemente a vitória no jogo.
O envolvimento inadmissível de Cristian Rodriguez numa quezília estúpida com dois turcos para além da linha de fundo, foi passível de amostragem por parte do árbitro do segundo cartão amarelo ao médio portista, que levou à sua exclusão. Reduzido a dez unidades a equipa perdeu o equilíbrio e desorganizou-se durante alguns minutos permitindo que o seu adversário crescesse e estivesse perto de se adiantar no marcador, o que não se verificou com alguma fortuna da nossa equipa.
Por necessidade de proceder a reajustamentos no meio campo e fazer gestão do plantel planeada no gabinete, tendo em vista o jogo do próximo domingo contra o Benfica e os impedimentos de Fernando e Sapunaru, Villas Boas introduziu algumas alterações na formação da equipa-tipo e distribui novas posições a algumas peças. Apesar disso, muito por acção das jogadas inventadas pelo génio do imparável Hulk, as diagonais de Falcao e a acção de Bellushi e Guarin, o FC Porto fez uma boa primeira parte, tendo chegado ao golo através de um grande penalidade, em consequência de um derrube do guarda-redes a Falcao que existiu, mas que, a acontecer contra os nossos, não gostaria de a ver sancionada. Desta vez, Falcao, com toda a tranquilidade, mandou a bola para o lado contrário do voo do turco.
Haveria de acontecer, mais uma vez, que um atleta da equipa visitante, talvez inspirado pela beleza do mítico Estádio do Dragão, resolve fazer o golo da "sua vida" como aconteceu esta noite ao jogador do Besiktas, ao despoletar um verdadeiro míssel que entrou na gaveta sem qualquer hipótese para o magnífico Helton.
Beneficiando do resultado do jogo que se disputava simultâneamente na Áustria, o FCP assegurou o primeiro lugar no grupo, faltando ainda por cumprir mais dois jogos. E vão DEZASSETE jogos oficiais sem derrotas desde o início da temporada.
Quem haveria de prever tal coisa quando foi conhecida a escolha de Pinto da Costa para comandar o transatlântico azul um "puto" com 32 anos, perito em informática e gestor de estatísticas, com una fugaz passagem como treinador principal da Académica?
Vamos, agora, é cuidar do fabuloso tapete natural verde da nossa sala de visitas, que nós somos do norte e em fidalguia e gentileza não há como os nortenhos para caprichar nas atenções a conceder a quem nos visita...
quarta-feira, novembro 03, 2010
VERDE DO MINHO P'RA PROVAR UM GOLINHO.

Moisés, o central bracarense autor do golo da
vitória.
Em, Belgrado, hoje:
Partizan, 0 - S C BRAGA, 1
Um bonito golo de cabeça do central brasileiro Moisés, indefensável, ainda na primeira parte do jogo realizado na capital da Sérvia, deu ao Sporting de Braga a segunda vitória na Liga dos Campeões reforçando as pretensões dos bracarenses à qualificação para a fase seguinte da competição.
A equipa treinada por Domingos Paciência apresentou-se neste jogo muito personalizada e coesa, superiorizando-se ao seu adversário em largos momentos da partida.
Com seis pontos, todos obtidos nos confrontos com o clube da antiga Jugoslávia, os minhotos podem assegurar o terceiro lugar que lhes dá acesso à Liga Europa e continuar a sonhar com a continuação na Liga que estão a disputar.
FABULAÇÃO DESMEDIDA.

Não sou capaz de dizer que sou imaculadamente isento nas análises que faço quando se trata do slb. Mas, ou eu sou intrinsecamente incapaz de separar o trigo do joio ou, então, ontem à noite vi um filme muito diferente do que outros falam hoje.
Tendo chegado à transmissão a partir do primeiro golo, dei conta de que o benfica jogava sozinho contra onze estátuas, consentindo três golos que nem nos distritais se vêem, hoje em dia. Uma defesa sem saber o que fazer, um guarda-redes medíocre, um treinador que parece petrificado e só faz alterações quando já está a perder por 4-0. Pergunto a mim próprio, que nada percebo de futebol, com é que este Lyon, que me havia impressionado individual e colectivamente há quinze dias atrás, evidenciasse tão gritante falta de classe!
Carlos Martins, está longe de ser um "grande" jogador, mas atravessa o melhor momento destes últimos tempos. Ontem, andou a vaguear num meio campo com as camisolas negras longe dele 10 metros. Os seus pontapés para a área adversária encontravam sempre colegas seus livres de oposição e, em dois lances de bola parada, Cardec e Garcia (este mal acertando na bola) lograram dois golos. Coentrão está de facto em excelente momento de forma mas, no primeiro golo dos dois que obteve, o seu bom remate foi feito sem oposição e beneficiou da má colocação e lentidão do "goleiro" e, no segundo, não obstante a boa execução técnica do chapéu, lucrou com a meia saída guarda-redes ausente prematuramente do seu lugar. E se o David cabeça d'anjo pode ser considerado um dos melhores, foi o Roberto, esse sim, que teve direito ao maior momento de glória da noite ao executar a espectacular tentativa de imitar o voo da águia vitória
Creio que já se deram conta que pretendo dizer na minha que se deitaram e vão continuar a subir ao ar, demasiadas girândolas de foguetes para tão modesta romaria, o que não é inédito nem surpreendente. O que verdadeiramente me deixa cismático é a inoportuna diarreia do mágico Aimar, mesmo em cima da hora do início da partida, Terá havido acidental troca de comprimidos? Já não seria a primeira vez...
terça-feira, novembro 02, 2010
SE O PROFESSOR SOUBESSE CANTAR...
JESUALDO FERREIRA, não sabe cantar...
Emigrar, mesmo que para Espanha aqui ao lado, aos 64 anos, foi uma aposta de risco que o professor Jesualdo Ferreira, tri-campeão nacional pelo Futebol Clube do Porto, não venceu.
Lá como cá, não há apostas a prazo, os resultados são para ontem e, se as vitórias não acontecem são os treinadores, mesmo com currículo do bragantino J. Ferreira, a dar a cabeça ao cepo.
Confesso que esperava, e desejava, ver reconhecidas no estrangeiro as excelentes qualidades do "velho" professor. Desconheço as condições de trabalho e o valor do plantel dos malaguenhos que possam ter condicionado a possibilidade de êxito do treinador português e que determinaram a resolução do contrato de três anos.
Estando seguro de que não foi por incompetência técnica ou inexperiência que contribuíram para o desastre da equipa de Málaga, não encontro melhor motivo para o insucesso do que a sua fatal tendência para alimentar o mito de que é um treinador "pé frio"...
...E, PARA CONTRARIAR ESSE INJUSTO OPRÓBRIO, AQUI DEIXO A MINHA CONTRIBUIÇÃO, COM TODO O RESPEITO, NO DIZER DO PORTAS.

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