quarta-feira, novembro 10, 2010

DOIS GATOS PESTILENTOS JÁ NÃO MIAM NA ABOLHA.

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Ricardo Pereira & Quintela, Associados.

          Pereira & Quintela, a associação benfiquista/sportinguista dos "Gatos Pestilentos", que, na ABOLHA, beneficiavam de um espaço semanal onde publicavam as suas fedentinas crónicas à custa dos excrementos que os seus colaboradores remexiam nos contentores do lixo dos arquivos , intentando com isso amesquinhar o sucesso do Futebol Clube do Porto através de ataques ao escritor e grande portista, Miguel Sousa Tavares, ele também autor de uma crónica semanal no mesmo semanário alfacinha, denominada NORTADA, terão sido dispensados do serviço que ali vinham prestando.

          Ao facto, não terá sido alheio o que na altura comentei num blogue (Dragão até à morte, o melhor clube português, do meu confrade e amigo Vila Pouca) um ultimatum que, implicitamente, Miguel Sousa Tavares, fez sair numa das suas últimas crónicas deixando transparecer a sua intenção de cessar a sua colaboração ao jornal por "de já estar farto viver com dois rafeiros atiçados às canelas" e ser alvo de contínuos ataques que lhe moviam os dois cronistas, com contornos de campanha orquestrada contra ele. Bem sabendo do rombo que representaria nas vendas do jornal, às terças-feiras quando sai a peça do notável sócio do Dragão, que nesse dia sob mais de 15 OOO exemplares, os prudentes donos do oficioso órgão de comunicação do clube da Dona Vitória, não hesitaram e passaram-lhes as competentes guias de marcha.

A LIMPEZA DO DRAGÃO.

       CAMPEÕES F C PORTO
http://campeoesfcporto.blogspot.com

A MELHOR DA BLOGOSFERA.

AZULAR O MUNDO:
http://azularomundo.blogspot.com

EM DEFESA DE JORGE JESUS 

PULAR A CERCA DO QUINTAL DA VIZINHA.

       

  (Texto de Jacinto Lucas Pires*, extraído da crónica Futebol de Rua, que subscreve no JN)

          "Foi um atropelo de proporções oblixianas aquela nossa ida ao Porto, caros amigos. Uma humilhação do tamanho desta bola de futebol chamada planeta Terra. Um tragédia daqui até à Nova Zelândia, ida e volta. Um desastre digno dos mais sofridos lamentos, dos mais solenes palavrões. Perdoem-me, já nem sei bem o que digo... E desta vez, pois, não há paninhos quentes que nos safem, , nenhuma história mal contada, nenhum azar redentor. Nem sombra de "bodes espiatórios"... Contra o facto de termos saído dali com cinco batatas na nossa baliza, não há argumento que se aguente.

           Podemos, claro, olhar para trás e lembrar a decisão de ter deixado ir o Ramires e o Di Maria, podemos falar das invenções tácticas de Jorge Jesus para esta partida, podemos falar da falta de alma dos jogadores no momento do tudo-ou-nada e da ideia peregrina de levar os últimos quinze minutos com o Lyon para a visita ao F.C. do Porto, mas na verdade não me parece que seja tempo para isso.

           O que temos a fazer, caros amigos, é muito mais simples e muito mais difícil. Esta é a hora de aguentarmos o coração e dizer a todos, no português mais verdadeira de que formos capazes: levámos um banho de bola. Entregámos os pontos. Parabéns ao vencedor.

            Mas, não, ainda não é tudo. Não nos safamos assim tão facilmente, não pensem. Temos de parar ainda um momento e, com a alma exposta às intempéries, cumprir a penitência até ao fim: Hulk recebe a bola na direita, avança de mansinho até David Luís como quem quer partilhar um segredo ou trocar uma anedota e, de repente, acelera até à linha, vai-se embora. . Até que lhe saem aos pés Sidnei e Roberto, logo os dois, com uma timidez de espantalhos inofensivos, e o brasileiro do F.C.P.zás. Não está cá com florzinhas, não perde tempo. Faz o mais simples, que é também o mais difícil. Toca forte, em diagonal, para a chuteira atenta de Varela: golo. Era o um-zero. E ainda viriam mais quatro... Um super-herói, aquele Hulk. As maldades que ele fez à nossa defesa... Se continuar assim concentrado, há-de chegar longíssimo. E nós, Jesus, chegaremos onde?

            É doloroso, eu sei, mas por favor, caros amigos, digam comigo: descer à terra, descer à terra -repitam cinco vezes a ver de ainda conseguimos salvar alguma coisa este ano... A ver se, de pés na terra, reaprendemos a sonhar. Resta-nos o quê agora, a Liga dos Campeões?"

            Acho que só o "nosso" Álvaro Magalhães o conseguiria fazer melhor...
      


Nota: o benfiquista Jacinto Lucas Pires, é escritor, e assina a sua crónica às sextas-feiras, no JN)

JÁ NADA OS CONSOLA...

          O PAI NATAL ESTÁ A CHEGAR...
ESTE ANO NÃO VEM DO FRIO, VEM DE ANGOLA
E DÁ PELO NOME DE PAI AGOSTINHO...


MARGINAIS NO FUTEBOL.

Roberto, atingido com bola de golfe, foi exemplo de desportivismo.

           Quem vai para um jogo de futebol munido de bolas de golfe para as usar como arma de arremesso intentado atingir um interveniente da partida pondo em risco a sua integridade física não pode, em caso algum, ser considerado um adepto do futebol. Deve ser, tem que ser considerado uma excrescência, uma anormalidade, um desambientado, um marginal e, em consequência dos actos que pratica, tem que sofrer as consequências previstas na lei. Não lhe deverá ser permito aceder à condição de sócio ou entrar nos recintos desportivos onde decorrem os jogos.

           No último domingo, um (ou mais) energúmeno responsável pelo arremesso das bolas que atingiram o guarda-redes do Benfica, Roberto, esteve perto de ser o causador de uma tragédia que ficaria como uma nódoa negra do maravilhoso Estádio do Dragão e uma página negra no historial grandioso do Futebol Clube do Porto, caso os efeitos do seu impacto causasse a perda de uma vida ou lesão de consequências irreparáveis para a actividade de um profissional de futebol.

           As consequências desportivas para o FC Porto, no caso da necessidade de o árbitro dar o jogo por terminado, seriam catastróficas, desde logo a perda de um jogo que vencia de forma brilhante e sem mácula e a possibilidade de sofrer a interdição de utilizar o Dragão em vários jogos.

           Gosto que o meu clube vença sempre, mas que o faça da forma transparente, inquestionável, sem discussão possível, como aconteceu na noite fantástica do último domingo.

           Porque o amo desde que me conheço, porque é uma parte importante no meu ideal de vida, porque faz parte da minha identidade bairrista e emotiva, tenho o maior orgulho de ser adepto do MELHOR CLUBE DO MUNDO. Por isso não reconheço, não tolero, nem tenho compaixão por quem, querendo passar por adepto do clube, não o conhece, não o sente e, por isso, o envergonha.


 
        

terça-feira, novembro 09, 2010

ROBERTO É UM FENÓMENO!

         ROBERTO GIMÉNEZ GAGO, guarda-redes do Sport Lisboa e Benfica,


          Foi uma escolha pessoal de Jorge Jesus que custou ao Benfica a módica quantia de 8,5 M€, vindo do Atlético de Madrid, onde não era primeira opção e, como emprestado, fez meia época no Saragoça onde terá revelado excepcionais qualidades para o lugar que ocupa.


          Chegou a Portugal com o auréola de uma gema descoberta num rasgo de fortuna por um sortudo garimpeiro, como é habitual quando estes astros se destinam ao Benfica Lissabon, e os seus méritos reais ou fictícios enchem as páginas dos jornais e abrem telejornais de horário nobre, privilégios de que gozam em exclusivo os que alcançaram o zénit das suas ambições que é vestir a camisola do clube da Dona Vitória.

           As primeiras exibições do gigante espanhol foram um fiasco absoluto, provocando uma reacção negativa dos expert do burgo, de que fizeram coro até os generosos órgãos oficiosos da "instituição da águia" que só a contra-gosto desmerecem dos insucessos do "clube do regime". Mas, Robertinho, com o decorrer dos jogos, fosse pela viragem da roda da fortuna ou porque as suas qualidades intrínsecas se soltaram e se tornaram visíveis, tem feito tudo para desmentir as conclusões mais pessimistas que sobre ele recaíram.

           Aqui neste blogue até eu, que conheço tanto de bons guarda-redes como de um puro-sangue de Alter, me atrevi (reparem até onde pode chegar o despautério) a subestimar o talento que os verdadeiros e insuspeitos especialistas lhe reconheceram e não olharam a meios para o contratar.

           Ao contrário do que o texto até aqui possa ter levado a concluir, o que me motivou a falar do polémico Roberto não tem que ver com a sua faceta futebolística, mas com a imagem de moderação e sensatez de que me tenho vindo a aperceber através das declarações e atitudes que lhe respeitam, concretamente na semana que precedeu o embate do Dragão, entre o actual campeão e o futuro, onde o "pobre" espanhol foi sujeito a trabalho forçado pelas vezes que teve que ir ao fundo da baliza.

           Ao contrário de outros que pensam jogar melhor com as palavras do que com os pés ou as mãos e para isso receberam melhor instrução da que tiveram nas letras, e as usam com o objectivo de desestabilizar a concorrência e, com elas, muitas vezes alimentarem e fomentarem o confronto entre adeptos e simpatizantes, Roberto, nas declarações que tem produzido desde que está em Portugal, tem mostrado um sensatez e moderação invulgares que, por serem raras nas hostes encarnadas, me impressionaram e sensibilizaram positivamente.

           Quem esteve atento às entrevistas que concedidas na semana que precedeu a vinda ao Dragão, pôde constatar o tom cordato e a brandura do discurso que adoptou, falando sem azedume das críticas que lhe tem vindo a ser feitas, não se expondo em afirmações polémicas ou susceptíveis de alimentar ódios que, tantas vezes, são causa de violência entre seguidores de emblemas concorrentes, em particular entre o Futebol Clube do Porto e o Sport Lisboa e Benfica.

           Por isso, já não me surpreendeu a sua atitude de grande desportivismo e de fair play quando, no decorrer da segunda parte do jogo de domingo e estava na baliza do topo sul, tendo atrás de si a claque dos super-dragões, foi bombardeado com várias bolas de golfe (tratarei deste assunto no próximo post) arremessadas na sua direcção, uma das quais o atingiu na zona renal com os efeitos que se calculam. Em circunstâncias idênticas temos visto, cá dentro como lá fora, jogadores a tentar tirar partido destas situações, não raras vezes sem motivos sérios que o justifiquem ensaiando verdadeiras cenas teatrais tentando obter benefício a seu favor. Não foi o caso do guarda-redes do Benfica que, nitidamente molestado, reclamou discretamente a presença do árbitro, sem um gesto de revolta e sem qualquer excessiva demora na interrupção da partida, não desconhecendo, por certo, as gravíssimas consequências que seriam cometidas ao Futebol Clube do Porto se, porventura, tivesse que sair do campo em resultado daquela condenável acção, tivesse ou não razões objectivas que o justificasse.

           Mesmo que o extraordinário Roberto não venha a alcançar os objectivos de se tornar um dos grandes no seu posto, mostrando-se exímio na tarefa para que foi contrato, será sempre merecedor de ser considerado um VENCEDOR, grande desportista e um cidadão exemplar.