segunda-feira, março 31, 2014

GANHA FORÇA A MORALIZAÇÃO DO FUTEBOL PORTUGUÊS.

O Jogo

O Jogo


I Liga
25ª Jornada
Ilha da Madeira
2014.03.30


                                         C. D. Nacional, 2 - FC PORTO, 1
                                                 (Ao intervalo: 1-0)


                  Ficou mais uma vez claro que o plano em marcha para moralizar o futebol português continua a fazer progressos. Viu-se ontem na Madeira, como já antes se verificara, que o Futebol Clube do Porto é o bode expiatório privilegiado através do qual se há-de chegar à suprema justiça nos jogos de futebol em Portugal. O resultado da partida de ontem na Madeira que terminou com uma derrota para o FC Porto foi "construído" pelo árbitro João Capela em dois lances decisivos: sancionou o lance da jogada que deu o primeiro golo dos madeirenses iniciada em nítido fora de jogo, aos 19' e, anulou outro a Jackson Martínez obtido em lance que ganhou de cabeça a um defesa contrário sem vislumbre da mínima ilegalidade.

                Independentemente dos erros do árbitro com influência directa no resultado final da partida, como o do Funchal, o FC Porto não foi capaz de fazer o que habitualmente conseguia em "assaltos" deste jaez: ser capaz de jogar o bastante para ultrapassar o valor do adversário e as arbitragens fraudulentas, em simultâneo.

               Havia razões para crer que o Futebol Clube do Porto não repetiria exibições como a que se viu na primeira parte da partida de ontem. Não esteve bem a nossa equipa, muito longe de mostrar que estava no campo para ganhar a partida. Com um meio campo sem espaço e incapaz de os criar, com Défour e Herrera a jogarem para trás e para os lados, a errarem passes cada vez que soltavam a bola, Quaresma a deambular com muita bola mas sem concluir uma jogada que fosse, com a defesa abrir clareiras por onde passavam os avançados contrários e uma lentidão de tartaruga, só podia dar no que deu: 1-0 ao intervalo.

              A segunda parte iniciou com  o empate, com Ghilás e receber de Quintero, que tinham entrado para os lugares de Défour e Licá, livra-se do defesa do defesa contrário, meter na área e Jackson Martínez recebendo e rodando o corpo envia para dentro.

              O empate fulminante do resultado não abateu o adversário que, dois minutos depois, num contra-ataque em que de novo a defesa portista se deixa bater em velocidade, consegue o 2-1. Foi mau para o FC Porto mas havia tempo para voltar ao jogo e discutir o resultado. Quaresma, atira ao poste um penalti indiscutível e Capela anula outra possibilidade de empate no lance limpo de Jackson Martínez. O Porto massacra, mas só o guarda-redes dos locais "morria" da pressão, requerendo tratamentos urgentes das mazelas que atacam estes farsantes do futebol quando lhes convém. Luís Castro, jogo tudo e tira um Abdoulaye de refugo e coloca, em desespero, Carlos Eduardo. Jackson, aos 83' esteve perto do 2-2, mas estava escrito que a derrota era mesmo a sentença de João Capela.

              Jackson Martínez, Fernando, Ghilás, Quintero, Reyes e Danilo, estiveram ao nível do que sabem fazer. Quaresma, "matou-se" de trabalho durante todo o jogo mas sem construir nada de jeito. Foi como é: génio caprichoso que nem sempre é fenomenal. A "cena" final da partida  ilustra a decepção e inconformismo que terá sentido pela exibição...era evitável mas compreende-se.

             Odeio-o a frase chula mas cito-a porque é ajustada ao momento que os portistas vivem: "Agora, há que levantar a cabeça". E, se não for a que se encontra acima dos ombros, que seja a que melhor convier a cada um...

                 Equipa inicial do FC  Porto: Fabiano, Danilo, Reyes, Abdoulaye, Alex Sandro, Défour, Fernando, Herrera, Licá, Jacksonn Martínez e Quaresma.

                 Ghilás e Quintero foram a jogo logo no início da segunda parte e Carlos Eduardo entrou para substituir Abdoulaye, aos 77'.

                 

quinta-feira, março 27, 2014

NÃO AJOELHOU, MAS REZOU.


O Jogo

O Jogo

2014-03-27 - Diário


Taça de Portugal
1/2 Final (1ª Mão)
Estádio do Dragão, Porto.
2014.03.25

                                     FC PORTO, 1 - SL Benfica, 0
                                          (Ao intervalo: 1-0)

                   O jogo do Dragão disse que o Futebol Clube do Porto não aproveitou a oportunidade de repetir a goleada 5ZERO por mera contingência do jogo. Não chegam os dedos de uma mão para contar as jogadas que só não acabaram dentro da baliza do benfica por caprichos da sorte, que jogou escandalosamente com a equipa de Jorge Jesus.

                  A equipa do Futebol Clube do Porto foi inequivocamente a melhor das três equipas que disputaram esta primeira eliminatória da meia final da Taça de Portugal, e os Dragões conseguiram superar os obstáculos que as duas outras lhe colocaram pela frente. Da Madeira não vêm apenas boas bananas mas também alguns disfarçados sacanas...Bem empurrou, mas não chegou...

                 Hoje, ninguém vai lembrar-se que Mangala não cometeu UMA ÚNICA falta numa partida em que o árbitro vindo do território autónomo madeirense só não exibiu a ele próprio o cartão amarelo, por modéstia.

                 Não espero, nem me causa nenhuma diferença, que a informação centralista capturada em roda livre, escrita e visual,  dê à equipa vencedora o devido apreço pela manifesta superioridade do FC Porto em relação ao benfica super-equipa mundial e poupe no incenso com que vem diluindo o cheiro putrefacto do abutre. Que continuem a alimentar o mito que mantém os seis milhões à espera do Sebastião redentor.

                Tenho dúvidas sobre se o Futebol Clube do Porto saiu de um ciclo ou entrou noutro. Deixo a resolução do dilema para entretenimento dos sábios da bola. São ilações de graça, ainda não pagam imposto. Divertem a "instroiem".

                É ingrato distinguir jogadores quando eles dão tudo de que são capazes para vencer, como se viu nesta primeira mão da 1/2 final. Diria que Varela não teve uma das suas melhores noites em termos de visibilidade produtiva, mas nada a dizer quanto ao generoso esforço dado para a vitória da equipa.

               Fabiano negou com uma defesa extraordinária que o resultado tivesse sido ainda mais injusto na única verdadeira oportunidade que o benfica construiu em toda a partida. A defesa muito bem, com Reyes a revelar-se um central de grande futuro. Um senhor! Herrera, excelente, com um  "Polvo" monstro a mandar.
Quaresma, só por si é um susto constante para qualquer defesa e brilhou como já é normal. Jackson Martínez fez, FINALMENTE, um jogo de acordo com a classe que se lhe atribui. Vulgarizou Luisões e Garays e aterrorizou os guardas de uma fortaleza moura tida como das melhores da Europa. Este é o verdadeiro cafeteiro, o Cha Cha Cha que pode suprir sem receio a falta de Falcao na equipa da Colômbia. Ghilas e Quintero, mantiveram o nível de perigo no campo dos encarnados e mostraram ser opções muito válidas para o futuro próximo.

              O golo do triunfo foi obtido por Jackson Martínez aos 6' de jogo, numa estupenda elevação que deixou nas covas Garay, batendo de cabeça a bola que entrou no ângulo da baliza sem defesa possível.

              Fabiano, Danilo, Mangala, Reyes, Alex Sandro, Défour (Quintero, 86'), Fernando, Herrera, (Carlos Eduardo,75'), Quaresma, Jackson Martínez e Varela (62', Ghilas).

              Marco Ferreira, do Funchal, foi o "amigo" sempre de cartão na mão. Vai longe, o maganão...

            
               

                
                       

terça-feira, março 25, 2014

segunda-feira, março 24, 2014

DRAGÃO COM POUCO APETITE DE PASTÉIS DE BELÉM.


O Jogo

O Jogo

2014-03-24 - Diário

I Liga
24ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto
2014.03.23.

                                 FC PORTO, 1 - fc "Os Belenenses", 0
                                                (ao intervalo: 0-0)

                 Não abundam no plantel do FC Porto jogadores de valor acima da média, daqueles de que se espera façam a diferença, que "desatem" uma partida de um novelo de dificuldades, num golpe de pura classe ou por acção influente na resolução dos lances que podem levar ao êxito a equipa que  integra. E se, como ontem se verificou, na formação da equipa o FC Porto não actuaram quatro dos seus melhores jogadores (Helton, lesionado, e  Danilo, Fernando e Quaresma, a cumprir um jogo de suspensão), não surpreende que um adversário nas circunstâncias em que o Belenenses se encontra actualmente venha ao Dragão vender cara a derrota.

                 Pelos impedimentos referidos Luís Castro foi obrigado a fazer alterações profundas na constituição da equipa. Mexeu na defesa, meio-campo e no ataque e teve necessidade de fazer adaptações em posições onde os jogadores mais vezes actuam. Além disso, a equipa veio de Nápoles de um  apuramento para a Liga Europa numa partida física e psicologicamente desgastante, com um período escasso de recuperação para o que é a realidade do futebol português. Posto isto, haveria sempre que ter em conta a situação aflitiva da equipa de Belém e o factor psicológico da mudança fresca do seu treinador.

               Para um jogo daquelas características, impunha-se um ritmo forte e de pressão sobre a bola que o FC Porto não foi capaz de colocar em campo. Impunha-se uma rápida e mais  frequente utilização dos espaços das alas e um maior recurso aos remates de meia distância que Josué tentou mas mal. Não se esperaria, por outro lado, uma atitude diferente da que o Belenenses levou para o Dragão, aglomerando a equipa dentro da sua própria área, usando de muita rispidez nas disputas de bola e apostando nas simulações de lesões para quebrar o ritmo, já de si muito baixo, para tentar num golpe de contra-ataque surpreender. Quase o conseguia, aos 37', num remate enviezado que bateu no poste.

               Aos 44', Jackson Martínez protagonizou o seu melhor momento em toda a partida, ao receber e dominar (bem) a bola, ganhar posição para se isolar à entrada da área, sendo derrubado, levando à expulsão de J. Augusto.

              Partindo para o segundo tempo com mais um jogador, Luís Castro tirou Josué, que não acertava uma, e meteu Quintero. Ghilás, que não rendeu no primeiro tempo o que o treinador desejaria (esteve sempre muito encostado à linha, pouco à vontade, à frente de Alex Sandro, "roubando" a zona ao brasileiro a sua habitual zona de progressão no terreno), passou a jogar mais dentro e perto de Jackson; Varela, evidenciando falta de desembaraço da bola, cedeu o lugar a Kélvin, o ataque melhorou em velocidade, perigo para a baliza contrária e caudal ofensivo, fazendo anunciar o golo que se verificou aos 78' num pontapé forte de Quintero no aproveitamento de uma bola que sobrara que o guarda redes foi incapaz de segurar. Licá, que dois minutos antes entrara para o lugar de Reyes, participou de forma decisiva no lance ao recuperar a bola e ao colocá-la na área.

               QUINTERO, que revolucionou o ataque e foi decisivo para a obtenção da vitória, atirou com estrondo um remate à barra aos 8l', tal como Varela havia feito, de cabeça, aos 30', aqui ao poste, no primeiro tempo. Jackson Martínez marcou um golo, de cabeça, que daria o 1-0, no primeiro tempo, porém o golo foi invalidado por pretensa falta do avançado portista.

               Não foi um bom jogo e dificilmente o seria, nesta altura. O tri-campeão apresentou-se desgastado, vê difícil o caminho para se chegar à frente e não possui alternativas fiáveis para assegurar um nível alto em todos os jogos.

               Fabiano não teve trabalho muito difícil e pouco poderia fazer no remate que viu bater no poste. Ricardo, dá indícios de se sentir bem no lugar de defesa direito e luta com vontade; Reyes, estará a consolidar a titularidade para a próxima época; Josué, quase nada fez de jeito e terá estado em campo tempo a mais. Kélvin, deu vivacidade e acrescentou imprevisibilidade ao ataque, tendo participado muito no jogo; Licá, cumpriu o que lhe terá sido pedido.

              Ghilás, terá estranhado a posição inicial, melhorou no segundo tempo. Mangala, pareceu algo desconcentrado; A. Sandro, mediano. Carlos Eduardo, inconstante, não esteve à altura do que a equipa precisaria , tal como Défour; ambos incapazes de ligar o jogo de ataque; Varela, já tratei acima, muito marcado e cansado.
              
              Jackson Martínez, comporta-se como um trabalhador com salários em atraso.

´             Bem, mesmo, com o jogo a ajustar-se à medida, foi QUINTERO.

              Xistra não é árbitro, é ARBÍTRIO.

               

sexta-feira, março 21, 2014

DRAGÃO ATRAVESSOU O INFERNO SEM SE QUEIMAR.

O Jogo

O Jogo

2014-03-21 - Diário


Liga Europa
Oitavos de final (2ª mão)
Em Nápoles, Estádio S. Paolo, Itália
2014.03.

                 Nápoles, 2 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2


      Nota prévia: um "amuo" inesperado logo pela manhã desta embirrenta (para o meu feitio) ferramenta de comunicação virtual, negou-me o acesso ao DRAGÃO, SEMPRE!, para poder elaborar o post do jogo de Nápoles, em tempo útil. Apesar de tardio, não quero deixar de tecer algumas curtas impressões sobre a forma como vi a passagem pelo "Inferno" onde muito esperariam ver o FC  Porto arder...

     O que a mim mais impressionou foi a bravura que equipa do Futebol Clube do Porto levou para este jogo. Foi notável a coragem evidenciada perante um adversário fortemente mentalizado, e estruturalmente preparado, para "estufar" no braseiro de S Paolo um Dragão trémulo e assustado.

     Os momentos iniciais não foram, de facto, tranquilizadores porque o Nápoles entrou na partida querendo mostrar que estava ali para arrasar, sem dó nem piedade.. O Dragão pareceu confundido, vulnerável, a rectaguarda comportava-se como debutante num concerto de rock, incapaz de acompanhar o ritmo da música da banda napolitana. Ah, meu Porto, que hercúlea tarefa te espera!

    Perda de bola a meio campo, aí vêm eles! Higuaín, entre como foguete na área  sem Reyes, ou Mangala ali por perto. Desvio de classe do ex-Real de Madrid  e Fabiano, a contar o primeiro como titular da baliza.
   
    Talvez não tivesse sido mau o golo napolitano, por duas razões. uma, porque poderá ter contribuído para aumentar o nível de confiança dos pupilos de Rafa Benitez de que mais tarde ou mais cedo outros golos apareceriam; outra, porque impunha ao FC Porto a obrigatoriedade de marcar pelo menos um golo e ter de se superar para o fazer.

   No reenício da segunda parte o Nápoles foi desenvolvendo o seu caudal ofensivo, agora com o FC Porto a dar melhor conta de si, e, com maior ou menor dose de eficácia na decisão dos lances e na assertividade que Fabiano vinha a usar no jgo, o resultado mantinha aberta a decisão final quanto à equipa condenada a sair da prova. Com o jogo da equipa a precisar de gente mais fresca e atrevida, Luís Castro mexe na altura certa e de forma sagaz: tira Carlos Eduardo e faz entrar Josué, aos 62', e, aos 66', troca Varela por Ghilás. Apareceu, finalmente,  o "velho" Dragão, com alma, raça e determinação. Aos 69', alteraram-se as posições quanto ao destino do jogo: Jackson, imita a jogada do golo de Higuaín, GHILÁS esgueira-se como uma doninha e bate de pé esquerdo forte e colocado para Reina "ir buscar".

Aos 72', Defour, acerta no poste um tiro para matar o jogo, mas foi QUARESMA, logo a seguir que mostrou o número de magia do espectáculo: pela direita entra na área, dribla um, simula, ludibria outro, abre a caixinha dos posinhos mágicos com a bota e faz o coelho, isto é, a bola aparecer dentro das malhas pelo ângulo esquerdo da baliza do experiente guarda-redes espanhol. Uma obra de prestidigitação, uma jóia de filigrana do melhor ourives de Gondomar, um momento de encaixilhar para figurar no acervo das obras-primas dos maiores do futebol!

Um tal Zapata, quis ser desmancha prazeres e estabeleceu numa jogada rápida de contra-ataque o 2-2 da consolação napolitana. Com Reyes, melhor posicionado, o lance teria sido desviado para canto.

No momento que atravessa este êxito do Dragão é relevante e deverá causar bons efeitos para o que resta da época. A equipa aumentou os seus níveis de auto-estima, renovou a sua ambição para os próximos objectivos, e faz recolher à pocilga os gordos servos da informação centralista.

   

domingo, março 16, 2014

VENCEU A VERDADE DESPORTIVA!


Por Jorge Amaral | Global Imagens
I LIGA
Estádio Alvalade XXI
23ª Jornada
2014.03.16

                         Sporting CP, 1 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 0

                        Um golo obtido na sequência de uma jogada ilegal, um penalti e uma expulsão perdoados, critério proteccionista na amostragem de cartões e Ala a jogar por fora, deram ao Sporting uma vitória sobre os tri-campeões nacionais sem sombra de pecado. Poder-se-à afirmar que foi um prémio merecido para os bons e um justo castigo para os maus. A paz chegou (finalmente!) ao futebol luso!

                       O FC  Porto foi a melhor equipa em campo. Fez o que está, presentemente, ao seu alcance. Teve bons períodos de jogo, criou cinco claras oportunidades de golo, contra apenas uma do seu adversário, dominou territorialmente o seu opositor, teve em campo o jogador de maior classe, Ricardo Quaresma, e, foi a única equipa  que não foi favorecida pela sorte e pela arbitragem.

                      Depois do desgastante jogo da última quinta-feira contra o Nápoles, não podendo contar com Maicon lesionado, obrigado a uma substituição forçada por lesão (acidental) de Helton, reduzido mais tarde a dez jogadores por expulsão de Fernando a dois minutos do termo da partida por encontrão a um jogador da casa que, deliberadamente, impediu a marcação rápida de um livre, o Futebol Clube do Porto foi, ainda assim, a melhor das três equipas em presença.

                    O FC Porto alinhou com: Helton (Fabiano, aos 58'), Danilo, Abdoulaye, Mangala, Alex Sandro, Carlos Eduardo, (Quintero, aos 58'), Fernando, Defour, Quaresma, Jakcson Martínez e Varela (Ghilas, aos 78').

                    O golo ilegal foi marcado aos 54', num contra-ataque, com o marcador a rematar de cabeça sem oposição.

                      

                      

quinta-feira, março 13, 2014

PORTO INTENSO DE BOM PALADAR.





Jackson: «Tivemos a intensidade a que o Porto está habituado»
(Foto Maifutebol online)

Liga Europa
Oitavos de final (1ª Mão)
Estádio do Dragão
2014.03.13

                                 FC PORTO, 1 - Nápoles (Itália), 0
                                            (Ao intervalo: 0-0)

                                                           Golo de Jackson Martínez, aos 57'


                           Jogo de grande espectáculo esta noite no Dragão, com o Futebol Clube do Porto a vencer pela margem mínima o actual segundo classificado da Liga italiana, numa partida em que se superiorizou ao valoroso adversário na maior parte de tempo de jogo.

                          O FC Porto obteve a sua primeira vitória no Dragão contra equipas europeias desta época, com uma das melhores exibições nos jogos ali realizados. O resultado não corresponde inteiramente àquilo que foi a exibição da equipa nesta partida, que merecia uma vantagem mais ampla para encarar o jogo da segunda mão com maior confiança.

                          Todos os jogadores do FC Porto estiveram bastante acima do nível exibicional dos jogos anteriores, tendo alguns deles atingido o melhor que se lhe tem visto até agora fazer.

                          Um Porto intenso de muito bom paladar que apetece provar  mais vezes.

                         O Nápoles foi o que se esperava. Uma equipa compacta, sólida, experiente, dotada de excelentes executantes, com um modelo de jogo dentro do que têm sido as equipas treinadas pelo o espanhol Rafael Benitez no decorrer da sua carreira.

                     O FC Porto entrou determinado em chegar cedo a um golo, tendo criado na primeira parte boas oportunidades para o conseguir. Aos 12', numa jogada corrida, Jackson obrigou Reina a fazer defesa de recurso e, aos 20', Carlos Eduardo, apareceu ao segundo poste e bateu o guarda-redes espanhol do Nápoles, tendo o golo sido anulado sem qualquer ilegalidade que o justificasse. Com a nossa equipa sempre balanceada no ataque, com Fernando, Carlos Eduardo e Défour a gerir a superioridade do meio campo portista, com Quaresma (muito bem), Varela e Alex Sandro a subir pelas alas, aos 31' e 35', Jackson e o extremo regressado em boa hora só não marcaram porque "Deus não quis".

                     O jogo continuou vivo no período complementar embora já não com o ritmo diabólico imposto pelo FC Porto no primeiro tempo. Logo aos 47' foi Fernando que arrancou do "meio campo" uma missil que Reina parou de forma fantástica. Ricardo Quaresma, logo a seguir (50') remata ao lado e aos 53', 54' e 56' foi Santo António das Antas que "milagrou" a nossa baliza e impediu o empate dos napolitanos por intermédio de Helton e Maicon, que protgonizaram os três minutos cruciais da possível continuidade do FC do Porto na Liga Europa.

                     Aos 57', Jackson Martínez, aproveita com frieza um momento raro de falha de marcação que lhe vinha a ser feita e, de pé esquerdo, conclui uma confusão na área italiana na sequência de um canto, fazendo o esférico entrar no lado esquerdo de Reina, e o Porto adiantava-se no marcador e na eliminatória. A perder, Rafa Benitez não perdeu tempo e manda a sua equipa subir no relvado e o Nápoles mostrou, então, porque é a segunda equipa do competitivo campeonato italiano. O FC Porto não desceu as linhas, continuando a espreitar uma desatenção no bloco adversário que esteve próximo de acontecer quando Quintero, que aos 67' entrou para o lugar de Carlos Eduardo rematou ao interior do poste direito com Reina a ver o esférico a passar nas suas costas e a ser sacudido para longe. 

                     Sucederam-se os remates à baliza do Nápoles, com o rectângulo de jogo mais repartido, mas Helton passou também por "maus bocados", com Maicon a salvar o empate aos 83', o nosso keeper perto de cometer o deslize aos 88' a chutar infantilmente contra um adversário na reposição de uma bola e, aos 92', a ver um avançado italiano chegar "um milímetro" atrasado a uma bola que cruzou a baliza à sua frente.

                    Aos 71', saiu Varela e deu lugar a Ghilas e aos 87' Defour cedeu a posição a Herrera.

                     A justiça da vitória não é contestável. O FC Porto fez mais do que o adversário para vencer neste jogo, estando longe, porém, de considerar a eliminatória decidida a seu favor. Foi excelente obter um resultado a zero, mas a vantagem pode ser insuficiente para ultrapassar um adversário da categoria do Nápoles.

                     O FC  Porto esteve neste jogo muito próximo do que o seu passado lhe exige que faça. Individual e colectivamente, há melhoras sensíveis. O meio campo funcionou muito bem, com Fernando soberbo especialmente na primeira metade, mas sempre de nível superior. Defour dá sinais de muita confiança e com um  pulmão que lhe permite vaguear a todo o espaço do relvado. Carlos Eduardo acelera o jogo de ataque e é um quebra-cabeças para a defesa adversária.

O Jogo

O Jogo

2014-03-14 - Diário


                     Helton, correu risco de repetir o erro fatal (duas vezes, uma na primeira e outro na segunda), dos jogos internacionais, porém "salvou a honra" em momentos cruciais. Danilo, está cada vez mais confiante e jogador. Maicon não complicou e, Mangala, não tendo dado muito nas vistas, cumpriu. Posso estar equivocado, mas não me recordo de lhe ter sido marcada qualquer falta em todo o jogo, mas,  curiosamente, também não notei que tivesse na testa o rótulo de "alerta vermelho" que os árbitros portugueses vêem...

                     Por que Alex Sandro não joga sempre assim? Muito bom jogo, a fazer lembrar outros quando chegou. 

                    Quaresma realizou um jogo impecável: sereno, afadigado, com muita bola e a dá-la a tempo, rematador e sempre imprevisível. Dá serenidade e confiança e, também, classe a esta equipa.

                    Jackson Martínez, sobretudo no período complementar, esteve perto do melhor que se lhe reconhece. Em forma, há poucos como o Cha, Cha, Cha, na sua posição. Varela não esteve muito feliz na definição das jogadas que encetou, mas ninguém o poderá acusar de falta de aplicação.

                    Quintero, teve mais tempo e merecia o golo que o poste lhe negou. Não se limitou a jogar à frente, porque, pelo menos uma vez, recuperou uma bola à entrada da nossa área para iniciar uma jogada de contra-ataque que quase resultava. Ghilas e Herrera, com mais tempo para o argelino, ajudaram a equipa.

                    Pavel Královec, foi tudo menos isento. O árbitro da República Checa esteve sempre a favor dos italianos. Influenciou o resultado com a anulação de um golo e só ele saberá porquê; teve dualidade de avaliação das faltas em prejuízo da nossa equipa, afastou com um amarelo incrível Alex Sandro do jogo da segunda mão em Nápoles. Colina, nos seus bons tempos, não faria melhor...

                   Alinharam pelo FC Porto: Helton, Danilo, Maicon, Alex Sandro, Carlos Eduardo, (Quintero, aos 67') Fernando, Defour (Herrera, aos 87'), Ricardo Quaresma, Jackson Martínez e Varela (71', Ghilas).

                   Espectadores; 25 520. Tempo seco. Relvado excelente.