segunda-feira, abril 30, 2012

ESTE, É NOSSO! OBRIGDO, VÍTOR PEREIRA.

            

O Jogo

        
               Tudo está bem quando bem acaba e o momento é de festa, não de palestra. O Futebol Clube do Porto G A N H O U, VITOR PEREIRA, TRIUNFOU e PINTO DA COSTA, FESTEJOU trinta anos de sucesso que põe a concorrência à beira da capitulação incondicional.

              Nada há melhor do que assistir ao júbilo do povo portista a festejar a conquista de mais um título da prova maior do futebol português, à explosão de alegria que contagia a multidão que se junta ao redor do palco dos sonhos possíveis e impossíveis realizados, os gestos e as palavras que brotam espontâneas da alma que não cabe no corpo e se liberta até ao céu. 

               O Futebol Clube do Porto é diferente, tem carácter, identidade distinta, fortaleza, raça.

              O maior herói da festa é, sem dúvida, o treinador Vítor Pereira. Cabe-lhe sentar-se na cadeira mais alta, no lugar do leme, subir ao pedestal onde os vencedores são consagrados com a coroa de louros e diante dos quais se devem vergar os vencidos, porque, acreditou, trabalhou, liderou e soube superar uma onda gigante que contra ele se levantou, insistente, mal intencionada, implacável,  formada por um tsunami com epicentro trezentos quilómetros a sul do país, que não deixou de causar dano nas nossas próprias fileiras.

              ESTE, é nosso. OBRIGADO, Vítor Pereira.


                     PARABÉNS, Presidente.

             

                                     FOI LINDA A FESTA, PÁ!
             

             

       

domingo, abril 29, 2012

OLÁ, CAMPEÕES DE SOFÁ.

LIGA ZON SA

 Época de 2011 - 2012

    FUTEBOL CLUBE DO PORTO

               
   ~BI-CAMPEÃO NACIONAL~


SER PORTISTA É O MÁXIMO!
d.r.
Lisboa
16º C
r.

sábado, abril 28, 2012

HULK, O TAPA BURACOS.

        

Hulk deixa os dragões a dois pontos do título

     Liga Zon Sagres
             Estádio dos Barreiros,  Funchal

                   Marítimo, 0 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2

                  Golos de HULK, aos 15' e 88', na transformação de grandes penalidades resultantes de uma mão na bola bem visível e de derrube a Djalma numa jogada que poderia dar golo, respectivamente.

             Pedro Martins, o treinador do Marítimo, deve ter perdido mais do que os três pontos em jogo, pelo que se pode depreender das declarações proferidas no flash interviw, afirmando ter sido pela acção do árbitro Paulo Baptista que a sua equipa saiu derrotada neste jogo. Comparando estas com as declarações produzidas há oito dias atrás quando foi goleado em Lisboa por 4-1, pelo clube da Dona Victória, numa demonstração de falta de brio profissional e de estranha subserviência a antigos amores, ficam clarificados comportamentos que, esses sim, não são controlados como deviam...

             Quanto ao jogo que decorreu no relvado a vitória do Futebol Clube do Porto foi limpa e merecida. Desde o seu início até ao apito final, os Dragões tiveram sempre o jogo controlado, actuando com muita tranquilidade e dominando em todos os pormenores do jogo, não permitindo que os jogadores da casa andassem por perto da baliza de Helton, que, apenas por uma vez  foi obrigado a mostrar o seu valor. Salvo uma curta fase do jogo perto dos 80' onde se viu o Marítimo a jogar os últimos cartuchos para chegar ao empate, a convicção de que o FC Porto iria sair dali com os três pontos nunca estremeceu.

              HULK, de novo imparável, até as faltas que lhe fizeram não bastaram para o travar. Na defesa Maicon voltou a sobressair, mas tanto Alex Sandro como Otamendi e Sapunaru, estiveram à altura. Lucho (que perdida aos 85',!), Fernando e Moutinho, acerto e trabalho a rodos; James Rodriguez, completou o harmónio do meio campo, entrando na valsa com facilidade. Varela e Djalma, dentro do que se poderia esperar, com o angolano a chegar, talvez, um pouco tarde ao jogo.

              Mais um ponto e aí virá o título.

           

            
 

            

sexta-feira, abril 27, 2012

VÍTOR PEREIRA JÁ CONHECE O FUTURO.

         
Apoel vs Porto (EPA)
Vítor Pereira.

                 Seja qual for o desfecho que venha a ter a carreira do Futebol Clube do Porto na Liga Zon Sagres, a decisão de manter ou substituir Vítor Pereira como treinador principal já há muito tempo deve ter sido decidida por Pinto da Costa em concordância com a vontade das partes.

               Vítor Pereira sucedeu no comando da equipa a André Vilas Boas  na sequência de uma época extraordinária quase impossível de repetir nos tempos mais próximos, o que o colocou desde logo na posição de um saltador à vara principiante que tem de superar a marca do competidor recordista. Talvez surpreendido com a brusca passagem de subalterno a líder, Vítor Pereira terá acusado alguma dificuldade na adaptação do seu estilo e métodos, o que nem é surpreendente porque não há duas personalidades iguais e que qualquer delas não procure aplicar os seus próprios métodos e ideias.

              Com um plantel desfalcado de uma das suas melhores unidades e tendo recebido novos jogadores, o novo técnico teve de encarar um outro problema ainda mais complicado que foi o de ter que lidar com um balneário, onde, como viria a ser claramente evidente no decorrer da época, havia jogadores desmotivados e incomodados por não terem visto cumpridos os seus anseios de assinar contratos com outros clubes. A equipa ressentiu-se e a massa adepta desesperava com algumas exibições desastradas, algumas com consequências nos objectivos que foram ficando para trás, restando a revalidação do título para salvar uma época que prometia muito mais êxitos.

              Pinto da Costa foi ao mercado, negociou saídas e entradas e o barco estabilizou encontrando a rota certa. As exibições subiram de nível, os resultados melhoraram e, de uma desvantagem pontual de cinco pontos em relação ao primeiro classificado passámos a liderar o campeonato com uma vantagem de quatro pontos a três jornadas do fim.

              Vítor Pereira, passou de besta a bestial e, por via disso, tem condições para continuar seja ou não campeão? Ninguém sabe, a não ser, obviamente, ele próprio e Jorge Nuno. Uma coisa eu tenho a certeza: 

              O treinador da próxima época já está encontrado.

terça-feira, abril 24, 2012

ADEPTO SOFRE!

   
          Respondendo à pergunta de "qual foi o jogo que mais lhe custou perder", na entrevista divulgada na edição em papel do JN, da última segunda-feira, PINTO DA COSTA, disse: -"Custa-me perder qualquer jogo, mas talvez o mais marcante tenha sido o jogo com o Werxham, que era uma equipa da quarta divisão inglesa. Ainda na primeira parte estivemos a ganhar 3-0 e acabámos por ganhar 4-3, mas o Werxham passou a eliminatória porque tínhamos perdido 1-0 lá e valeu a lei dos golos fora. Esse foi o jogo mais incrível. Estava um temporal horrível, muito vento, cada canto era uma aflição. E, depois, tivemos na baliza um jogador chamado Borota que deu mais socos na atmosfera do que na bola. Esse jogo custou-me bastante."

          Estive lá. Quando tinha que me deslocar ao Porto para fazer compras, o que acontecia pelo menos uma vez por mês, escolhia a quarta-feira sempre que nas Antas houvesse jogo. No desafio lembrado pelo Presidente, tendo concluído ainda cedo o que tinha a fazer, dirigi-me para o estádio estacionando o meu FIAT 600D, atafulhado de embrulhos, sem dificuldade, junto ao posto de abastecimento de gasolina ali existente, na Avenida Fernão de Magalhães. Embora se previsse a possibilidade de chuva, dado o céu carregado de nuvens ameaçadoras e vento ainda moderado vindo de sudoeste, abafei a voz avisada que me aconselhava a ter juízo, fui ali perto ao restaurante do costume jantar e, logo a seguir, comprei o bilhete e entrei.

           Nessa altura ainda não era sócio e comprei lugar na superior norte, e, como era dos primeiros a chegar e já caíam uns pingos e soprava com alguma intensidade, encostei-me à bancada central-poente com o objectivo de me defender da intempérie que batia do lado do mar.

          Já chovia e ventava com abundância quando o jogo se iniciou, mas, a partir daí, abriram-se as comportas celestes e o ciclone desabou sobre o estádio. A luz dos holofotes transformavam em novelos gigantes a água do dilúvio que se formara, parecendo varrer o relvado de baliza a baliza em turbilhões sucessivos; os jogadores comportavam-se como nas piscinas os praticantes do water polo, levantando ondas de água quando conseguiam bater a bola, a qual, quando andava pelo ar, rodopiava e voltava ao mesmo sítio. O FC Porto conseguiu, no entanto, chegar aos três zero, porém, em dois cantos o Wrexham fez dois golos, beneficiando-se da altura dos seus jogadores e do tal Borota, um "Robertinho" de boa memória para nós que o clube da Dona Victória recambiou para Saragoça, que, não fazendo a mínima ideia por onde andava o esférico distribuía socos por tudo quanto era água e vento!

          Não tenho a memória de elefante de PC, contudo,  penso que fizemos o 4-2, mas, acabámos por sofrer o 4-3 pois os irlandeses pareciam pouco incomodados com o estado do relvado. Futre, julgo ter sido ele, já perto do fim atirou um remate ao poste gorando-se a possibilidade de continuarmos na prova.

         Para mim, porém, o pior estava para vir. O ciclone não amainava e eu tinha ainda pela frente 90 Km até casa. Com o volante e o coração nas mãos percorri a Circunvalação até ao Amial, na Via Norte, com os ramos dos plátanos gigantes a roçarem o pára-brisas e, eu, e o meu Fiat 600D, (reparem D), a saltar pelo tapete de ramos e folhas espalhados na via, curva para a esquerda, volta para a direita, lá vem aquele para cima de mim, safei-me de boa, nunca mais venho à bola, maluco de ....., pensava eu que, chegando ao troço da Via Norte, estava safo. Pois,sim. Como o troço acabava na estrada para Braga, a partir dali era a nacional 13, pois, ainda não havia auto-estrada. Quem andava nela sabe que, em grande parte do seu percurso, havia troços com árvores enormes nas bermas, principalmente no Mindelo. Por isso, tal como descri na Circunvalação, árvores e ramos enormes enchiam a via a que se juntavam, aqui e além, grandes lençóis de água.
          Passava das duas horas da manhã quando cheguei a casa! Vivo e inteiro, como se comprova. 

          E o FIAT 600D, (reparem D), ainda durou mais alguns anitos. 

            Diz o ditado: "quem se sujeita a amar, sujeita-se a padecer".


          Adepto sofre.

         

segunda-feira, abril 23, 2012

O DRAGÃO MAIOR.

               

              Está, hoje, no Jornal de Notícias (JN), JORGE NUNO DE LIMA PINTO DA COSTA, o Presidente dos Presidentes, o DRAGÃO MAIOR, numa entrevista que preenche várias páginas de um caderno exclusivo, ainda assim insuficientes para compactar CINQUENTA anos irrepetíveis e inimitáveis ao serviço e dedicação a um Clube, Futebol Clube do Porto, a uma Cidade, Porto, a uma Região, Norte e a um País, PORTUGAL, cinzelando uma imagem de competência e de sucesso que não tem comparação com qualquer outra em Portugal seja qual for a área de actividade que se pretenda evocar.


            Organizada de acordo com os variados temas abordados, a entrevista inicia-se nas páginas 2 a 6, sob o título "Paixão pelo Porto vem de Criança", para em 8 e 9 mencionar "Os 308 títulos de um campeão insaciável". Em 10-11 "As pontes que mudaram o Clube, a Cidade e o Mundo", e, em 12-13, são "Os Treinadores e os Homens de Confiança".

            Aí têm o DRAGÃO MAIOR! O HOMEM e os seus NÚMEROS. Para ensinar às crianças, em casa e nas escolas...

            O PRESIDENTE! PINTO DA COSTA!







domingo, abril 22, 2012

COM A VERDADE ME ENGANAS.

            
                        "Coração de Violeta" numa linda silhueta. Há mais onde tirei esta...

                         
                  Aos 6' Helton saiu da baliza ao encontro do avançado do Beira-mar que caminhava com a bola, isolado, ao seu encontro com a tranquilidade de um reformado oito dias depois de ter deixado o serviço; aos 13' foi Balboa, patinho feio do galinheiro do Seixal, a ameaçar a baliza Norte com um remate de más intenções com o cara nº 1 a mandar para canto. Aos 20', fiquei branco como os meus totolotos depois de andar a roda, mal querendo acreditar que o rapaz de amarelo não acertou no alvo a escassos metros e obrigou Helton a ir procurar a bola atrás das redes, logo seguida de outra ameaça coreana aos 23',  tudo isto em contraponto com uma cabeçada de Maicon na sequência de um canto por cima da baliza aos 12', um remate do super.Hulk aos 18' após jogada de envolvimento do ataque portista directo ao guarda-redes Rego.

              Aconteceu o penalti quase invalidado pela queda estúpida de Sapu para a frente quando o puxão à vista desarmada no braço do ex da casa, Dias de seu nome, deveria ter efeito contrário ao da queda; mas o romeno é assim, tem tendência para o teatro mas pouco jeito para ser bom actor como ficou provado no outro ensaio de mergulho na área contrária, que árbitro vaiou levantando a mão encimada de amarelo.

             Que engraçado! Falei no amarelo e reparem no fenómeno: 40', Défour, 41' Moutinho, 46' Lucho, meio campo dos Dragões ficou como um campo na veiga das Lagoas de Bertiandos lotado de mal-me-queres! Lindo!

              Se, no primeiro tempo, o Beira-Mar jogou com doze e o FC Porto com dez, Yanko lembrou-se que era azul-e-branca a camisola que vestia e não amarela dos aveirenses, colocou-se "à maneira" para o senhor Geovanildo tabelar o centro que deu o segundo; algo contrito, o austríaco lá agradeceu ao seu benfeitor a quebra do jejum que o ajudará a manter-se vivo por mais algum tempo...

              Quase toda a segunda parte, mais depois do magnífico terceiro saído como um torpedo submarino do pé esquerdo do branco mais parecido com o herói verde da banda desenhada (já li em qualquer sítio que só não é igual ao "Rei" jubilado por ser branco... e do Futebol Clube do Porto...) foi "une petit  promenade" a "la Quim Barreiros", com Hulk à concertina onde até Varela, mesmo chegando tarde ao baile ainda teve oportunidade para o seu pezinho de dança.

               Esta já passou, o pior poderá vir agora nas duas próximas batalhas. Vitinho, não te precipites e põe olho nos "gajos". Férias já tiveram que bastasse e, agora, não haverá perdão para falhas. Nem tempo de promessas mas de obras com resultados à vista. 

               Ah. Leva o Yanko à Madeira. Talvez o Jardim o contrate para ir ao fundo do buraco tapar o furo...