terça-feira, julho 21, 2020

CAMPEONATO ATÍPICO, COMPEÃO CONVICTO



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               O Futebol Clube do Porto (FCP), é o CAMPEÃO IRREFUTÁVEL do campeonato de futebol da época de 2019/2020. 


         Tendo derrotado no Estádio do Dragão na antepenúltima jornada da prova o Sporting Clube de Portugal, o FCP manteve o distanciamento de oito pontos e uma vantagem nos resultados dos jogos realizados entre si e o atual segundo classificado, o SLB, somando uma diferença pontual inultrapassável. Recuperou uma diferença pontual de sete pontos negativos na classificação geral, relativamente ao então primeiro classificado, terminando com um ponto a mais no momento da imprevista interrupção da prova.



         Resumidamente, o FCP foi a equipa que venceu mais vezes, a única que derrotou inequivocamente os adversários putativos candidatos ao título nos quatro jogos realizados entre si, obteve maior número de golos marcados e foi a que menos golos consentiu. 

        Se num campeonato normal já é uma tarefa estóica e épica o Futebol Clube do Porto ser o campeão, em Portugal vencer uma prova que decorreu em modo de emergência social e administrativa em todos os parâmetros da organização estatal e dos organismos independentes por força de uma pandemia que colocou o país em convulsão, como foi a que agora termina e o Dragão venceu, é feito que merece honras atribuídas aos heróis do Olimpo. 


        Para ser campeão, a equipa da heróica cidade da Virgem parte em desvantagem relativamente aos adversários da capital centralista sanguessuga, nomeadamente o SLB, tendo que possuir o dobro ou o triplo do valor da equipa favorita do regime sediada na freguesia de Benfica, encostada ao gigante Colombo, cujos métodos e processos de triunfar brigam não raras vezes com a sã prática do desporto e a legalidade exigida. Um triunfo do Futebol Clube do Porto não representa apenas uma luta no relvado para alcançar o melhor resultado possível, porque arrasta por acréscimo contra si uma parcialidade de uma propaganda escrita e falada obscena e parcial, capturada por interesses ilegais, encoberta ou às claras, que inquina a opinião pública em desfavor do campeão nortenho. 



         Desmerecem os feitos do Futebol Clube do Porto obtidos dentro e fora do país, insultam e vilipendiam o mais laureado presidente mundial de clubes de futebol, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, maltratam e desvalorizam o treinador Sérgio Conceição, um dos mais competentes técnicos da atualidade, encobrem os negócios escuros executados às claras calando as teclas dos computadores no que publicam ou divulgam verbalmente nos programas onde são cartilheiros a soldo, e, quando, por razões de ofício, têm que se vergar ao devido reconhecimento das conquistas obtidas pela equipa do norte, acrescentam sempre um mas para desconsiderar o valor dos êxitos alcançados como um pontual demérito do clube que defendem, como se alguma vez alguém deixasse de ser campeão por mérito.


         Há três anos como mister da equipa do Futebol Clube do Porto, Sérgio Conceição soma dois como CAMPEÃO indiscutível, conseguidos por mérito da equipa que orienta e continuará a comandar; quem acompanhou as últimas cinco partidas do SLB no campeonato da época passada, não tem qualquer reserva em afirmar que, não fossem as arbitragens miseráveis que o beneficiaram, o dito clube da Luz continuaria perdido na mais profunda escuridão.  

         Que, ao fim e ao cabo, outro lugar não merecia.

         

      













       

        

        










Fotos recolhidas da reportagem do PORTO CANAL
Remígio Costa


        

quarta-feira, junho 24, 2020

NO SÃO JOÃO, UNS FESTEJAM OUTROS NÃO.





NO SÃO JOÃO, UNS FESTEJAM OUTROS NÃO.

Na noite de São João,
Uns riem e outros choram;
A uns rebenta o balão,
Outros veem e adoram.

Entre santos populares,
João, António e Pedro,
Quem sardinhas não assar
Não come, chupa no dedo.

A sorte nem sempre estica
Vem e vai tal como vento;
Sopra mais na Caparica
Que Andrés no Parlamento.

Não há ferro que não dobre,
Santa Clara sem ter milagres;
E quando o pinheiro é nobre
Não dá pinhas a milhafres.

Remígio Costa, 2020/24 junho.



quarta-feira, maio 27, 2020

VIENA, QUARTA-FEIRA, 27 de maio de 1987

         Tarja pintada pelo pintor-escultor Manuel Vieira (1957)



      Cinco dias após a saída de Portugal (sábado dia 23 de maio, pelas 15:00h) pela fronteira de Valença, chegávamos a Viena de Áustria. Eu, o Rogério Agra, o filho deste Carlos Agra, Rogério Vale e Dino Vieitos; já na capital austríaca passámos a sete com o encontro ocasional a caminho da fronteira de Salzburgo, dos amigos Lucínio Araújo e Ângelo Araújo.


    Almoçámos. Bife simples, cozinheiro idoso sem pressa e um avantajado doberman preto ali ao lado a entreter-se com uma bola de futebol, a desfazer-se.


   Pelas 16:00h (TMG), chegámos e estacionámos no amplo Parque do Estádio do Prater, o Citroen do Rogério.


   Depressa demos conta da superioridade numérica dos bávaros, aparentemente tranquilos, com ar indiferente e tolerante, despreocupado.


   Portugueses...? Bah.


  
Passados 33 anos ainda não sei como escapámos ilesos a um linchamento público, quando demos a volta ao Estádio, a passo de procissão, onde já aguardavam a abertura das portas grande parte das falanges de apoio germânicas, exibindo uma faixa com mais de cinco metros onde estava escrita a mensagem "Havemos de ir a Vi(ae)na: nem um dichote, mesmo que fosse em alemão, nem o mais insignificante dos insultos ou mínimo gesto de agressividade. Desprezo total. 



      Às 20:00 horas, estávamos dentro o Estádio pintado a vermelho pelas camisolas e bandeiras dos "donos disto tudo". Portugueses, sim, quinze, vinte mil. Idos de Portugal e portugueses emigrantes. Esgotado.


     Começou o jogo. Primeiro tempo, alguma angústia, pressão máxima, mas fé inabalável. A equipa demonstrava calma.


    Porto! Porto! Porto! Portugal! Portugal! Portugal! O 0-1 não era o fim, mas incomodava. Impacientava.



    A segunda parte passou a estar do nosso lado da bancada. A baliza da fortuna, o cofre de ouro do Bayern desmontado pela inspirada magia de Rabath Madjer e a rapidez de um raio fulminante de nome Juary, prodigioso. Passámos para a frente, 1-2, o marcador virou esperança, mas nada (ainda) terminou. Será? Será?. Ah, coração que não cabes já no peito.


   Últimos segundos expectantes, dramáticos, como se o tempo tivesse adormecido. Um livre, a barreira não fura, o coração voltou a bater, à pressão máxima.


   Terminou!!! Campeão, campeão da Europa! -Da Europa, da Europa, ouvia-se da voz rouca de emoção de um vianense veterano a subir os degraus ao nosso encontro agitando, frenético, uma pequena bandeira do nado Campeão.


   Campeão europeu! A cores, para Portugal ver. Inédito.


   Há momentos únicos da vida que levámos connosco até ao último suspiro.


   Viena, para sempre!"


   Futebol Clube do Porto, eterno campeão.

 
Fotos: Remígio Costa

segunda-feira, dezembro 23, 2019

ACESSO À FINAL FOUR COM CHAVES NA MÃO

 Sérgio Conceição, treinador do FC Porto.
 No fim do jogo, Sérgio Conceição e Ricardo Nunes, gr.suplente no jogo do GDChaves, trocaram longo e emotivo abraço. Sérgio, foi treinador do Ricardo o qual regressou ao futebol depois de ter vencido o desafio da sua via contra um cancro. Não encontrei registo fotográfico que mostrasse o gesto. Não houve soco...

Taça da Liga Allianz Cup
Fase de Grupos (D) - 3.º jogo (último)
Estádio Municipal eng.º Manuel Branco Teixeira, Chaves
TV - Hora: 19:15h
Tempo: frio em chuva 
Relvado: bom estado
Assistência: 5237 espectadores
2019.12.22 (domingo)

               GD de Chaves, 2 - FC do PORTO, 4
                                    (ao intervalo: 0-3)

 GD Chaves alinhou com: Igor, GR, Rafael Viegas, Hugo Bastos, Medina, José Gomes, Jefferson, Nirtinho, aos 42' João Gouveia, Rafael Guzzo, Gamboa, aos 46' Platini, Wagner, aos 64' Batxi e André Luís.
Suplentes n/utilizados:Ricardo Nunes,GR, Sodiq Fatai, Diego e Galo Paredes
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: César Peixoto, em estreia sucedendo a José Mota

FC do Porto alinhou com:Diogo Costa, GR, Saravia, MBemba, Iván Marcano, Wiilian Manafá, Danilo Pereira (C), na 2.ª parte Otávio, Sérgio Oliveira, Shoya Nakajima, Jesús Tecatito Corona, aos 64' Luís Diaz, Tiquinho Soares e Moussa Marega, aos 78' Fábio Silva.
Jogadores n/utilizados: Augustin Marchesin, Pepe, Alex Telles e Zé Luís.
Equipamento: oficial tradicional, calção e mais brancos
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Carlos Xistra, AF Castelo Branco
Auxiliares: Jorge Cruz/Marques Vieira
4.º árbitro: Luís Máximo

Escolha de campo: FCP - Bola: GDC. S/N

GOLOS E MARCADORES.

0-1 aos 8' por TIQUINHO SOARES: preparação do lance por Tecatito Corona no flanco direito seguida do centro por alto perfeito a cair junto ao poste do lado oposto, com o avançado portista em disputa com um adversário a bater de cabeça para a baliza.

0-2 aos 16' com TIQUINHO SOARES a bisar na conclusão de jogada iniciada num lançamento da linha lateral para Shoya Nakajima, com o jogador nipónico a ganhar a um defesa e a tirar um centro por alto até à marca de grande penalidade e Tiquinho Soares a concluir com remate de cabeça;

0-3 aos 26' por MOUSSA MAREGA, na sequência de penalti a castigar um pisão dentro da área a Tiquinho Soares, com um primeiro remate a ser defendido para a frente pelo guarda redes Igor ao encontro do avançado do FC do Porto que a devolve agora de cabeça para o golo;

1-3 aos 79' por PLATINI na conclusão de jogada em contra ataque rápida bem trabalhada pelo centro do relvado, com o marcador do golo a rematar forte e a bater Diogo Costa que saíra ao encontro sem poder parar o remate forte. O jovem guarda redes da formação do FC  do Porto estava há sete jogos sem sofrer golos, batendo ainda assim o antigo recorde de Mlinarzik;

1-4 aos aos 80' por LUÍS DIAZ (no minuto seguinte) numa estupenda assistência de Fábio Silva para o interior da área, com Diaz a driblar para dentro um adversário e a rematar para o golo;

2-4 aos 84' por ANDRÉ LUÍS a concluir um contra ataque iniciada no círculo do relvado, depois de Iván Marcano falhar a tentativa de desarme, permitindo que o jogador do Chaves pudesse adiantar-se isolado até à área e executar um forte remate sem hipótese de defesa para Diogo Costa.

          Um jogo com seis golos é resultado de agrado para quem o presenciou. Nesta partida em que ao FC do Porto um empate bastava para entrar na Final Four da prova, Sérgio Conceição fez algumas alterações relativamente às formações anteriores, tendo a equipa cumprido com uma boa exibição as intenções do treinador portista.

         Com todas as câmaras de vigilância ativadas a equipa portista, com Shoya Nakajima à solta pelo relvado a vigiar e controlar, foi dono e senhor do jogo e da vontade do adversário traduzida numa vantagem no resultado que peca por escassa. No período complementar, em modo de poupança, alguns holofotes de luz azul foram desligados, os transmontanos aproveitaram a folga para mostrar os seus melhores predicados, alcançaram a proeza de pôr fim ao sucesso alcançado na baliza por Diogo Costa, muito festejada e mesmo destacada pelo sucessor de José Mota, o Porto repôs de imediato a hierarquia, 
recuperou o registo da música e fez a festa.

         Shoya NAKAJIMA é pequenino mas enche o relvado. Está por todo o lado onde é preciso. É imenso. 

          Mas há Diogo Costa, Otávio, Tecatito Corona, Tiquinho, Marega, Fábio Silva, Saravia, MBemba, Manafá, Danilo (o pico há vir a seu tempo...), Luís Diaz, Iván, Sérgio Oliveira, neste jogo, mas prontos para o protagonismo no cofre do banco um capital de rendimento garantido com os nomes Marchesín, Pepe, Alex Telles e Zé Luís, e não está por agora Romário Baró vai voltar a reforçar em breve a conta.

         Um sinal claro dá toda a equipa. A grande maioria dos jogadores mostra saúde mental e física, alegria, capacidade e confiança. E pratica futebol agradável de ver.

         Esqueço o (mau) critério na marcação de faltas do veterano alvicastrense Carlos Xistra, para elogiar dois grandes momentos do seu desempenho: a perspicácia com que viu a falta para o penalti e a pronta decisão que tomou, e o ter terminado o jogo sem proceder à compensação do tempo em que esteve parado para várias assistências a jogadores.

Remígio Costa

         




sexta-feira, dezembro 20, 2019

FÚRIA ANTICICLÓNICA CENTRADA NO DRAGÃO NÃO AJUDOU AÇOREANOS

 
Taça de Portugal 
1/8 de final
Estádio do Dragão
RTPtv1 - Comentários: Bruno Pratas
Hora: 19:15h - 
Tempo: vendaval de chuva intensa
Relvado: alagado e relva removida na 2.ª parte
Assistência: 10661 espectadores heróis
Data: 2019.12.19 - sexta feira

              FC do PORTO, 1 -CF Santa Clara, Ponta Delgada
                                       (ao intervalo) 1-0)

FCP alinhou com: Diogo Costa, GR, Willian Manafá, Pepe (C), Diogo Leite, Alex Telles, Matheus Uribe, Shoya Nakajima, aos 85' Sérgio Oliveira, Otávio, Jesús Tecatito Corona, Luís Diaz, aos 68' Danilo Pereira e Zé Luís, aos 90'+1', Tiquinho Soares.
Suplentes n/utitizados: Augustin Marchesín, MBemba, Fábio Silva e Moussa Magrega.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

CF Santa Clara alinhou com:  André Ferreira, GR, Rafael Ramos, César, Fábio Cardoso, Mamadu Candé, Rashid, Francisco Ramos, Nené, aos 76' Bruno Lamas, Zé Manel, Schettine, aos 66' Thiago Santana e Pineda, aos 59'Carlos Júnior.
Suplentes n/utilizados: Marco Pereira, GR, Patrik, João Afonso e Ukra.
Equipamento: alternativo preto
Treinador: João Rodrigues

Árbitro: Fábio Veríssimo, AF Leira
Auxiliares: Bruno Jesus/Pedro Martins
4.º árbitro: Miguel Nogueira
VAR: Luís Ferreira
AVAR: Nuno Manso

Escolha de campo: CFSC: ataque S/N - Bola: FCP

GOLO E MARCADOR: 1-0 aos 30' por SHOYA NAKAJIMA, jogada de "letra" de Tecatito Corona concluída com passe para a frente da baliza intercetado por Nakajima que, apertado por um defesa, a desvia para dentro da baliza. Foi o primeiro golo apontado pelo jogador nipónico ao serviço do FC do Porto.

  Futebol que apaixona e dá prazer foi o que a equipa do Futebol Clube do Porto praticou na primeira parte deste confronto a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal, enquanto o relvado do Estádio do Dragão o permitiu, já que no período complementar o palco da comédia se transformou num paúl pantanoso irregular perigoso para a integridade física dos atletas, por força do intenso dilúvio que o fustigou de início ao fim da partida. Neste período, os visitantes mantiveram-se todos concentrados em menos de um terço do relvado, de faca nos dentes, salvando-se de goleada pela meritória ação do guarda-redes e da proteção divina que os jogadores do FC do Porto não tiveram.

  A segunda parte constituiu uma aula única para aprender como uma equipa pode estar à beira de vencer um jogo, nas condições em que esta partida decorreu, se for constituída por onze Fábios Cardosos, sapadores de patente registada, e a arbitragem entregue a um juíz com classe veríssima. Nem será quiçá motivo para pensar em que outros sigilosos estímulos e encorajamentos foram buscar os santaclarenses uma energia tão sólida robustez material incomum.

  Outra novidade de registar e que se deve especular e clarificar porque a atitude vai fazer moda, foi a alargada dissertação de uma Boa Alma que, inopinadamente, usou as chamadas conferência de imprensa, usualmente mais vocacionadas a perguntas de jornalistas, para dislatar sem contradição retórica já que os estados de alma são subjetivos e indefinidos, todo um chorrilho de pecados cometidos em todos os jogos disputados MENOS UM, numa ofensiva pecaminosa a santa clara, e, espante-se, a Alma a sangrar vermelho vivo, a  estender a dolosa ofensa às nove ilhas do arquipélago açoriano e à população nelas residente e da diáspora.  

  Que raio, "apanhar" quatro sem resposta do Sporting em Ponta Delgada é coisa assim tão desmoralizadora? E, então,o 1-2 irregular contra o clube querido não foi o melhor tónico para a Alma?

 Não te cuides.
 

terça-feira, dezembro 17, 2019

COM A VITAMINA NAKAGIMA O DRAGÃO ANIMA.

 Soares bisou

Liga NOS
14.ª Jornada
Estádio do Dragão
TV - Hora: 20:15h - Comentador: Carlos Brito
Tempo: ameaça de chuva - Temp.ª 9º
Relvado: bem tratado
Assistência: 19829 espectadores
Data: 2019.12.16

             FC do PORTO, 3 - CD Tondela, 0 
                                      (ao intercalo: 2-0)

FC do Porto alinhou com: Augustin Marhesín, GR, Jesús Tacatito Corona, Pepe, Iván Marcano, Alex Telles, Matheus Uribe, Otávio, aos 79' Sérgio Oliveira, Nakajima, Luís Diaz, aos 74' Fábio Silva, Tiquinho Soares e Moussa Marega, na 2.ª parte Willian Manafá.
Suplentes não utilizados: Diogo Costa, GR, MBemba, Romário Baró e Zé Luís.
Equipamento: oficial tradicional, camisola com listas azuis, calção da mesma cor e meias brancas.
Treinador: Sérgio Conceição 

GD deTondela alinhou com: Cláudio Ramos, GR, Moufi, Bruno Wilson, aos 18' Yohan Tavares, Ricardo Alves, T. Pereira, Jaquité, João Pedro, aos 60' Richard Rodrigues, Pepellu, aos 60' Pedro Augusto,  Johm Murillo, Toro e Denilson.
Suplentes não utilizados: Babacar Niasse, GR, João Reis, Xavier e Strikal.
Equipamento: oficial tradicional cor amarela e verde.
Treinador: Natxo Gonzaléz (espanhol)

Equipa de arbitragem:

Manuel Oliveira, AFP
Assistentes: Pedro Ribeiro / Tiago Leandro
4.º árbitro: João Gonçalves
VAR: Vasco Santos
AVAR; Bruno Trindade

Escolha de campo: Pepe, FCP, ataque S/N

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 10' por TIQUINHO SOARES, na conclusão de jogada desenvolvida pelo flanco direito, com Nakajima na linha média a entregar a Luís Diaz, este a lançar pela direita Tecatito Corona que centra para a área com precisão até Tiquinho para este bater de cabeça para o fundo das redes sem chance de defesa para Cláudio Ramos;

2-0 aos 32', de novo por TIQUINHO SOARES, na sequência de canto apontado por Alex Telles à direita, com a bola a ser desviada ao primeiro poste pela cabeça de Moussa Marega até Soares no lado oposto a rematar de cabeça próximo do poste;

3-0 aos 51' em jogada às três tabelas de mesa de bilhar: perto da área, Nakajima recebe em progressão para a área a bola de Otávio,"tabela-a"na bota do mágico Tecatito Corona que a faz desviar para o miolo da área de volta a OTÁVIO que entretanto se desmarcara e a mete nas redes com a serenidade fria de um astronauta ao comando de uma nave espacial. Que jogada! Só os bilharistas campeões do Clube poderão igualar.

  FC Porto - Tondela



   Não terá sido a mais espetacular e brilhante exibição da época, mas foi sem dúvida comparável às duas ou três melhores produzidas até à presente jornada da Liga pelo Futebol Clube do Porto. Do início ao fim, a equipa atuou como um todo, ao ritmo das ondas das marés, ora subindo até à borda da areia da praia ora descendo para se recompor e voltar a crescer.

   Foi simplesmente brilhante o desempenho da maioria dos jogadores, não sendo fácil eleger o melhor. Contudo, porque a sua inclusão na formação inicial causou alguma expetativa, e por ter completado todo o tempo sem abrandar o ritmo e a entrega ao jogo, Nakajima protagonizou um papel preponderante no jogo harmonioso, ligado, assertivo, ritmado e predominantemente ofensivo alcançado pelo conjunto portista.

   NAKAJIMA foi a vitamina que o Dragão necessitava para mostrar toda a sua energia, serenidade e classe. Ocupando uma área interior do relvado, vagabundeou sempre no rasto onde pressentia a bola vir a passar, e quando ela estava na sua posse driblava os adversários para lhe dar o destino certo, executar uma assistência a rasgar, ou batendo forte ao encontro da baliza adversária. Não fez o golo que merecia para coroar a exibição na melhor oportunidade de que desfrutou, frente a frente com Cláudio Ramos, que lhe negou o prémio merecido.

    Ninguém no futebol faz tudo sozinho e ontem, outros mais foram influentes no alto rendimento dado pela equipa. Dos consagrados, a defesa, os Alex Telles, Otávio, Jesus Tecatito Corona, e, obviamente, o duplo autor do número do resultado, Tiquinho Soares, lograram exibir-se ao nível dos melhores. Fábio Silva foi a jogo metendo o prego a fundo como lhe é peculiar, mexeu-se como é seu hábito na frente do furacão, teve oportunidade de fazer um remate bem potente que contudo foi à figura do guardião tondelense, e chegou uma décima de segundo atrasado à bola em relação ao categorizado Cláudio que a segurou, e ao pé, do jovem e convincente futuro craque, sem ter cometido qualquer falta.

   Aparentemente, o jogo pareceu fácil. Se assim for considerado, deve-se ao acerto da equipa de Sérgio Conceição e ao mérito dos atletas por ele liderados. E quem pensar que o GD de Tondela do espanhol Natxo Gonzaléz facilitou jogando abaixo do que pode e sabe, recorde-se que é uma das equipas que mais pontos vem somando fora do seu reduto, mais do que em Tondela,  chegando a este jogo naquela estatística com os mesmos pontos que o Futebol Clube do Porto. De resto, pelo futebol que exibiu como equipa e pelo valor demonstrado pelos seus componentes, o GD de Tondela possui qualidade para se manter entre os que jogam na esperança de poderem jogar a nível europeu.

  Salvo uma ou duas situações que merecem análise menos favorável ao seu desempenho, o árbitro portuense Manuel Oliveira não teve qualquer influência negativa no resultado. Sem ter que lidar com entradas agressivas e sem que tivessem surgido lances complicados, ajuizou quase tudo bem sem rutura de equidade nos julgamentos, não converteu em dificuldade o que estava a decorrer fácil, e nenhum dos atletas em competição mostrou querer complicar o bom andamento da partida.

  Segue-se no Dragão, o Santa Clara. Com o Fábio Cardoso. Recordam-se? O Romário Baró apenas agora por duas vezes chegou ao banco...

   

  

  

 


 

sexta-feira, dezembro 13, 2019

NÃO AO BREXIT, SIM AO ÊXITO.

 FC Porto - Feyenoord
 (Foto OJOGO online)

Liga Europa
Fase de grupos - 6.ª ronda (última)
Estádio do Dragão, Portugal
TV-SIC - Hora; 20:00h
Tempo: chuva (intensa) na parte final do jogo
Relvado: ensopado mas jogável
Assistência: 28507 (2500 holandeses)
2019.12.12 (quinta feira)

     FC do PORTO, 3 - Feyenoord, (Holanda), 2
                                    (ao intervalo: 3-2)

FC do Porto alinhou com: Augustin Marchesín (GR), Jesús Tecatito Corona, Pepe, Iván Marcano, Alex Telles, Matheus Uribem Danilo Pereira (C), Otávio, Luís Diaz, aos 74' Sérgio Oliveira, Tiquinho Soares, aos 74' Zé Luís e Moussa Marega, aos 84' MBemba.
Suplentes n/utilizados: Diogo Costa, GR, Vincent Aboubakar, Nakajima e Willian Manafá
Equipamento: alternativo azul
Treinador: Sérgio Conceição

Feyenoord, (Holanda), alinhou com: Marsman, GR, Geertruida, Botteghin, Senesi, Malacia, Toornstra, aos 72' Ayoub,Fer, Kokçu, aos 75' Tapia, Berghuis, Sinisterra, aos 72' Narsingh e Larsson.
Suplentes n/utilizados: Bijlow, GR, Van der Hejden, Johonston e Burga
Equipmento: oficial tradicional camisola laranja/branca
Treinador: Dick Advocaat

Equipa de arbitragem:
Deniz Aytelin (Alemanha)
Auxiliares: Eduardo Beinnengel / Raphael Toltyn
4.º árbitro: Sven Jablonski 

Escolha de campo: Feyenoord N/S - Bola: FCP

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 14' por LUÍS DIAZ jogada rápida pelo flanco esquerdo com Alex Telles a tirar uma assistência para a cabeça da área, onde surgiu rápido o n.º 7 portista para rematar forte rente à relva, com a bola a escapar das mãos do guarda redes e a passar-lhe sob o corpo para entrar lentamente junto ao poste, perante a tentativa falhada de um defesa para a travar.

2-0 aos 15' por MALACIA, /auto-golo, ao tentar junto do segundo poste e sem alguém por perto a cortar para canto uma assistência de Tiquinho Soares do lado oposto e junto da linha de fundo, com a bola atravessar a área frente à baliza até ao defesa holandês no lado oposto que, ao tentar o alívio para canto a introduziu nas redes.

2-1 aos 19' por BOTTEGHIN no seguimento de pontapé de canto com a bola a passar sobre a área densa de jogadores e chegar ao segundo poste, onde, o marcador apareceu vindo de trás e, sem ninguém que o incomodasse bateu de cabeça para o fundo das redes;

2-2 aos 22' por LARSSON, na conversão de uma assistência para a cabeça da área, onde não estava nenhum dos centrais da equipa anfitriã, a rematar forte e rente ao relvado ao poste mais distante sem a mínima hipótese de defesa para Marchesín;

3-2 aos 33' por TIQUINHO SOARES, na conclusão de jogada a decorrer pelo flanco direito com Moussa Marega, dando seguimento a lançamento perfeito em profundidade de Otávio, com o dianteiro maliano a entrar na área com um adversário à ilharga a conseguir o remate, e o guarda redes dos holandeses a permitir que esta se lhe escapasse das mãos, com Soares rápido a aproveita e  apertado por um defesa contrário a conseguir meter o bico da bota na bola que a leva ao interior do poste para voltar a bater na coxa do marcador e entrar na baliza.

      Para não esperar por resultado favorável no jogo que decorria à mesma hora em Glasgow, o Futebol Clube do Porto tinha, obrigatoriamente, de vencer o Feyenoor para continuar na Liga Europa. Cumpriu com a obrigação obtendo um triunfo difícil mas justo, e acabou a fase em que estava inserido como primeiro classificado do grupo.

      Contra as expetativas, falhou o Brexit. Não houve razão para apresentar condolências. Sorry...

      Se tivesse que dar uma opinião sobre a qualidade do futebol que as equipas produziram diria que já assisti a jogos bem melhores. Também noutros vi equipas a fazer grandes exibições e acabaram vencidas.

      Certo, é que a vitória valeu para subir ao topo e liderar na competição, muito pior seria celebrar freneticamente um triunfo para ser despromovido.

      Satisfez-me deveras o resultado, e a felicidade dos golos estranhos que o construiram. Algumas vez o bafejo da sorte haveria de nos encontrar. Diz-se que a sorte protege quem trabalha. Nisso, fomos (somos) os melhores.

      A vitória deve ser repartida por todos. Deram nas vistas uns um pouco mais do que outros. É assim. Eu vi, mas agradeço na mesma a todos. Mesmo aos suplentes. E ao míster Sérgio, o alvo a tentar furar com setas venenosas, mas que, garanto, jamais será um "bombo da festa".

     O senhor alemão DENIZ AYTELIN não teve um desempenho parcial mas, talvez porque não acompanhe eu o trabalho dele no seu país, não vi que tivesse melhor preparação técnica do que os "amigos" portugueses. Hei de lembrar ainda por muito tempo, até entender porque no lance que ocorreu aos 24' e na sequência de remate de Danilo Pereira, um jogador do Feyenoord fez o que só um guarda redes pode fazer dentro da área, isto é, usar as mãos para executar a defesa e salvar o golo iminente. Porque ele viu, viu e mandou o jogo continuar. Há de tudo, por todo o lado.

     De bom: concedeu dois minutos de compensação de tempo na primeira parte e seis na segunda! Gostei. Que o exemplo seja entendido e cumprido, por cá.