quarta-feira, novembro 23, 2011

VENCEREMOS O SAHAKTAR DONESTK!


Shakhtar v Porto: press kit

             A menos de duas horas do início do jogo Shaktar Donestk - Futebol Clube do Porto, já não espero que haja muitos visitantes com a pachorra suficiente para o ler. A esta distância, ainda muitos portistas estarão no seu local de trabalho ou na estrada a caminho de casa e alguns, apesar da vontade de chegar ao início da transmissão podem não vir a consegui-lo. Faço votos que, ao menos, possam chegar a casa sem incidentes de maior. A mim próprio me dá algum jeito estar ocupado porque, com o pensamento preso ao encontro da Ucrânia não é fácil entregar-me a outras tarefas que me ajudariam a "encurtar" a hora a que o encontro vai começar.

             Como dizia, apenas algumas tretas e poucas letras. O meu Porto, o inigualável Futebol Clube do Porto que transporto em mim há uma extensa "data de dias, meses e anos", vai aproveitar hoje esta grande oportunidade de restituir aos seus milhões de seguidores espalhados pelos quatro cantos da Terra, o clube que eles conhecem de há anos a esta parte, uma esquadra de combate sedenta de vitória, uma equipa abnegada e estóica, solidária na entreajuda e briosa do símbolo que ostentam sobre as cores azuis-e-brancas da camisola que têm o privilégio de vestir.

Futuro não preocupa Vítor Pereira
              
             Estou, neste momento, inteira e sinceramente, com Vítor Pereira e creio nas palavras de confiança que exprimiu na apresentação do jogo e à garantia que me deu de que os nossos atletas estão determinados a lutar, sem peias ou engulhos. Estou certo de que chegaremos à vitória se estiver em campo o espírito dos grandes momentos, a vontade indómita de ultrapassar montanhas por mais adversas e perigosas que sejam, se todos fizerem chamada às capacidades técnicas, experiência e responsabilidade e o respeito que devem merecer uma equipa com a história e palmarés do grandioso Futebol Clube do Porto.

              Eu, penso positivo: VAMOS VENCER!

        

domingo, novembro 20, 2011

DRAGÃO EFERVESCENTE.

    
 Pinto da Costa, o "comandante" que sabe vencer desafios difícies.

          Por mais que se procure perceber a actual conjuntura que vive a equipa do Futebol Clube do Porto, não se encontram razões suficientemente fundamentadas que possam justificar o estado comatoso a que ontem pudemos assistir, o qual, mesmos para os mais optimistas, não tem muito de inesperado se nos recordarmos do que, de há tempos a esta parte, estava à vista de todos: exibições medíocres a que correspondiam resultados positivos (muito) sofridos ou, até, negativos, desempenho dos jogadores muito abaixo do nível técnico que lhes é reconhecido, aparente desmotivação e aplicação de alguns com reflexo nas suas atitudes em campo.


            Em Coimbra, o "chumbo" foi a confirmação da cabulice dos estudantes impreparados.


            Como o que se passa nos balneários (nos bastidores do palco onde o público não tem acesso), não chega ao conhecimento dos seguidores do FC Porto, estes fundamentam as suas opiniões no que  é visível  "à vista desarmada", o que explica em grande medida a frustração perante os insucessos que vão acontecendo.

            E o que se tem visto, ouvido e lido, é que a equipa joga abaixo do que seria legítimo esperar num plantel constituído por jogadores com provas dadas de categoria superior, os resultados são decepcionantes e, pior do que isso, não se augura melhoria das actuais condições nos tempos mais próximos.


            O que mais dúvidas me suscita é que o plantel desta época, não é substancialmente inferior ao da época passada mas o nível das exibições é mais baixo. É certo que saiu Falcao e a sua substituição, por valor aproximado que fosse, não está a ser conseguida. Mas não é razão bastante e não serve para justificar o nível exibicional do conjunto. Um jogador não é (não pode ser) a equipa.


            Então, o problema é o treinador, dirão muitos. Não sei, mas, certo é que é ele que responde pela carreira da equipa. É o líder, a chave do sucesso ou o "bode expiatório" que paga o fracasso.


            Vítor Pereira não é uma escolha ao acaso. Não caiu no Olival vindo do céu em parapente. Não é crível que lhe tinha sido concedida a responsabilidade de assumir o lugar se não lhe fossem reconhecidos atributos compatíveis com a exigência das funções. Pelo menos técnico-científicos, mas, também não era debutante no plano da experiência quando chegou à liderança.


             Pelo que posso opinar, como um vulgar conhecedor empírico igual a tantos outros, o que mais me tem impressionado desfavoravelmente é a atitude dos jogadores, bem diferente, para pior, do que constatei na época anterior. Arrastam-se pelo campo alguns, não sabem o que hão-de fazer à bola outros, erram passes sucessivos infantilmente, parecem abúlicos, protestam a despropósito, não sorriem, não parece estarem ali. Como se encontrariam, justificadamente, se se vissem numa situação de desemprego face à deslocalização anunciada da fábrica onde trabalham.


             Não subscrevo a substituição de um treinador no decurso da época se não for em situações irremediavelmente imperiosas. Não sei se é este o caso e desconheço a vontade de Vítor Pereira em continuar, ou não, mesmo que o Presidente decidisse pela sua manutenção. Que alguma coisa tem que ser feita, já, é fundamental e impreterível.


             A Pinto da Costa só restam três opções: manter Vítor Pereira como treinador, prescindir de imediato dos seus serviços, ou, "despachar" os jogadores que não se sentem bem com Vítor Pereira e sonham ir à procura dos Messias milagrosos. Extrapolando o espectáculo deplorável da noite negra de Coimbra para uma situação típica de vontade de jogadores em despedir o treinador, não ficaram dúvidas sobre o elo que vai partir...


             São de enorme expectativa, os tempos mais próximos. Esperemos com a calma possível.

             


            


             


           

             

sábado, novembro 19, 2011

"NÃO HÁ PONTA POR ONDE SE LHE PEGUE", diz VÍTOR PEREIRA.

  

          Taça de Portugal


           Em Coimbra, 2011.11.19


                            AA COIMBRA, 3 -FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 0

                            Comparsas da indigna atitude presenciada esta noite em Coimbra de uma "equipa" que precisou de 50' para efectuar um remate à baliza do adversário!!!  


                            Treinador: Vítor Pereira


                             Jogadores:


                                                        - Braccali
                                                        - Maicon
                                                        - Otamendi
                                                        - Rolando
                                                        - Álvaro Pereira
                                                        - Belluschi
                                                        - Fernando
                                                        -  João Moutinho
                                                        - Hulk (capitão)
                                                        - Varela
                                                                          e
                                                        - James Rodriguez
                                                        - Defour
                                                        - Kléber


                  Árbitro: Bruno Paixão.

                  "Não há ponta por onde se lhe pegue", a única coisa acertada que até hoje se ouviu de Vítor Pereira.


                   Pinto da Costa tem, obviamente, uma opinião bem diferente...


                  


                 

quarta-feira, novembro 16, 2011

FICAMOS NA EUROPA, APESAR DA TROIKA.

             Apuramento para o Campeonato da Europa de 2012
             Jogo da 2ª mão, em Lisboa 
             2011.11.15

                                           PORTUGAL, 6 - Bósnia e Herzegovina, 2
                                                         (ao intervalo 2-1)
                                                   (Resultado da 1ª mão: 0-0)

             GOLOS DE PORTUGAL: Helder Postiga (2), Cristiano Ronaldo, (2), Nani e Miguel Veloso.

             Equipa portuguesa: Rui Patrício. João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Fábio Coentrão; Moutinho, Veloso e Meireles; Cristiano Ronaldo (cap.), Helder Postiga e Nani.
             Jogaram ainda: Rúben Micael (Raul Meireles), Carlos Martins (Nani) e Quaresma (Helder Postiga).

             Portugal foi um justo vencedor e dominou a Bósnia e Herzegovina em todos os capítulos de jogo em quase todo o tempo do encontro, cujo desempenho ficou abaixo das expectativas que se criaram depois do que se viu no jogo da primeira mão. Os portugueses entraram muito forte na partida e, um golo logo aos 7' apontado por Cristiano Ronaldo num livre da marca CR7, abriu cedo a janela da qualificação, que viria a escancarar-se aos 24' quando Nani, num remate de bandeira, elevou para 2-0 a vantagem. Este é, muitas vezes o tenho constatado, um resultado perigoso se o adversário fizer o 2-1 perto do intervalo, como resultou de uma "Coentrada" a imitar outras que, naquele estádio, ficam por assinalar quando os árbitros se deixam impressionar pelos protestos dos adeptos da casa...


             No reinício depois do intervalo Portugal voltou como no princípio da partida e Ronaldo, aproveitando um passe mortal de João Moutinho, recolheu a bola numa desmarcação e sprinte tremendos e coloca a marca em 3-1. Era já improvável a anulação da diferença, porém os bósnios, agora já reduzidos a 10 elementos, aproveitando-se da cegueira pedante e prepotente da equipa alemã, chegam ao 3-2 e o banho de água fria, se não teve o efeito do que vem do sistema de rega existente no local, ainda assim o desconforto só foi quebrado com o 4-2, do Postiga, no primeiro remate que até ali conseguira. Animado com a proeza, emenda de "testada" para o canto da baliza o 5-2, para, o Veloso num livre jeitoso, chegar ao 6-2 gostoso, numa altura em que o Dzeko começava a ficar danado do caneco.


 Uma festa do caraças que a malta gosta de complicar as coisas fáceis e deixa sempre para a última hora aquilo que não faz quando devia. Mas Portugal está no europeu porque foi sério, competente e guerreiro, como deveria sempre acontecer. E, vamos lá, sr. Bento deixe-se de falsas modéstias porque o mérito é tanto seu como dos jogadores.


             Até vou ter que dizer que o Postiga esteve bem porque fez dois excelentes golos em três remates efectuados. Ronaldo, enfim Cristiano Ronaldo Português (CRP), é o tal e eu concordo. Mas a alma da equipa, o bico do gás, o coração português estava naquele "puto de barbas" de pouco mais de 150 cm que dá pelo nome de MOUTINHO, João Moutinho, o meu afilhado Messinho!

Portugal apurado para o Euro 2012



             Olha alemão, até podes ser um bom bancário, picar o ponto todos os dias à hora exacta, dormir com a Merkel, mas, como árbitro estás ao nível de um Lucílio Setubalense, ou melhor, de um Jorge Gomes merdoso. E não digo isto só pelo cartão amarelo ao Postiga, um controle de bola com a mão a um defensor bósnio dentro da sua área, a falta não assinalada sobre Coentrão antes de este ter metido a mão à bola ou o amarelo a Rúben Micael. Tudo isso é nada, comparado com o segundo amarelo e consequente vermelho a um jogador da Bósnia, porque este terá posto em causa a sua douta decisão de validar o golo a Portugal, sem atender ao estado de espírito do atleta e ao desgaste emocional em que se encontrava pela frustração do desaire da sua equipa.

              Ao mesmo plano da equipa de arbitragem deve situar-se o público que se encontrava no Estádio, que conseguiu chegar a um nível de comportamento ainda mais baixo do que se viveu em Zernica. Acabaram por dar razão àqueles que, há oito dias atrás, quiseram desrespeitar-nos no momento em que se ouvia no estádio o nosso hino nacional...

            

         

sábado, novembro 12, 2011

GNR: PUROS E MADUROS NA MÚSICA HÁ 3O ANOS.

            RUI REININHO os GNR, Tirana, numa retrospectiva outonal dos tempos vividos.


RELVADO MALVADO DEIXA TUDO ADIADO.

      


     Play-Off para apuramento do Campeonato da Europa.

            Em, ZENICA, Bósnia e Herzgovina (Balcãs)

                                 Bósnia e Herzegovina, 0 - PORTUGAL, 0

             Gostei da EQUIPA portuguesa, do jogo e de...(finalmente!) do Cristiano Reinaldo, jogador da selecção nacional.

             Foram portugueses os nossos representantes: corajosos num ambiente a viver ainda o trauma recente de uma violência estúpida, absurda e bárbara; determinação guerreira, de quem tem consciência do perigo e conhece como o vencer; classe individual e colectiva.

             Numa apreciação final. a ideia que domina é a de que Portugal tinha argumentos para vencer esta primeira parte da eliminatória; no período inicial andou sempre à tona do jogo, tendo feito tudo para desmanchar a estratégia cínica tentada pelo técnico bósnio, fechando as fronteiras do seu território aos raids do caçador furtivo DZECO, que teve de fazer papel de simples batedor, enquanto o general Bento mantinha  a ofensiva desgastante embora sem danos úteis. No segundo período a equipa da casa resolveu ir a jogo e mostrou a sua ambição e a batalha recrudesceu de tom alargando-se a toda a área da quinta, mas Portugal não foi às covas e aceitou o repto: taco a taco, meus caros, sabemos como agem os snipers e temos recursos para os anular. Só uma vez o laser teve a vítima sob a mira mas Dzeco só imitou o que Cristiano Ronaldo lhe tinha mostrado na primeira parte; malvado relvado, generoso relvado. Nem sempre tem boa sorte o vilão que pode começar a pensar, agora, como se há-se safar no jogo da segunda mão, que está aí a chegar.


               A máquina é fiável e satisfaz quando todas as peças respondem ao que se lhes exige. E todas são importantes, sem que não se possa reconhecer que uma ou outra não tivesse estado acima e abaixo do rendimento desejado. Pepe, imperial, limpo de cima abaixo, decisivo e senhor absoluto do castelo luso, trouxe-me ao pensamento o que o dinheiro pode comprar...Tudo, no futebol, até a grandeza dos clubes.

               E, Cristiano Ronaldo, (qual R7, qual treta do markting especulador). Talento e arte em prol da equipa das quinas, empenho e responsabilidade. O que se exige a um craque é isso: mostrar, seja onde e em que circunstâncias, que o é de facto.

Cristiano Ronaldo: "não era um relvado era uma horta"

               Postiga, foi sempre um jogador que faz algumas coisas boas e outras assim, assim, como muitos ou fim e ao cavo. Ontem, estava na noite do assim, assim, assim e Hugo, nem assim nem assado. Mas, como resolver a dúvida com Nuno ou Tomás, no armazém? Nani, pareceu afectado pelo "terror do ambiente", pareceu esconder-se. Talvez tivesse condicionamentos de ordem táctica. Mas é melhor do que mostrou.

               O que o UEFA consente! Como é possível que se dispute um jogo oficial nestas condições havendo alternativas que cumprem os requisitos da dignidade, respeito pelos intervenientes e pelos organismos envolvidos? O que pensam os responsáveis da UEFA sobre a coação psicológica a que esteve sujeita a selecção portuguesa, em especial dos laser de que foi alvo, NO DECORRER DO JOGO, Cristiano Ronaldo? Vinga-te, Ronaldo. Quadruplica a tua raiva e enche-os de chumbo, que eles aprendem como na guerra fratricida que travaram.