O FC do Porto fica a dever a si próprio dois pontos que desperdiçou na Amoreira, numa partida em que tinha tudo para vencer. Sem esquecer que o resultado de qualquer jogo de futebol sejam os contendores que se confrontem não tem vencedor antecipado, poucos portistas não acreditariam de que o Futebol Clube do Porto não ultrapassaria a equipa do Estoril no António Coimbra da Mota, constituindo o empate final um desaire tão frustrante como se de uma derrota se tratasse. Teoricamente ninguém contestará que o valor da equipa do FC do Porto é muito superior ao do Estoril. Depois, os Dragões vinham de um desiderato moralizador indo a São Mamés garantir a passagem aos oitavos da champions a duas jornadas do fim e as últimas exibições a nível interno deram indícios de melhoria dos índices de confiança e de estabilidade. Havia ainda a vantagem teórica de o Estoril ter jogado na Rússia na quinta feira (o FC do Porto jogou na quarta e aqui ao lado na Espanha) e o fator da pressão de um ponto que poderia manter do primeiro classificado da geral. O início do jogo até correu de feição com o adiantamento no marcador com uma extraordinária jogada de Brahimi abrindo o caminho para um jogo sem nervos e de espetáculo. Só que os estorilistas tinham outros planos, reagiram com garra à desvantagem e 7' depois repuseram a igualdade a um golo, perante a passividade de meia equipa portista que abriu uma clareira na floresta para Kuca bater Fabiano. Daí até aos 81' quando Fabiano "quis" derrubar Tozé para ele transformar o penalti e levar o resultado para o 2-1, quase nada de relevante aconteceu. O Porto dominou o que o Estoril consentiu, o Estoril atacou sempre que o FC do Porto o não impediu. O Estoril cedia espaço para os jogadores do Porto pensarem que atacavam os ganhavam terreno para mostrar ao adversário o que é ataque. A equipa do FC do Porto fez um jogo inconsequente, demasiado lento e previsível, muitas vezes desconexo e confiado na classe individual de alguns dos seus jogadores. A entrada de Ádrian é inexplicável, o seu rendimento valeu zero, -zero porque jogando no espaço que é de Jackson obrigou este a andar por outras paragens ingloriamente. O meio campo não conseguiu anular o início do contra-ataque dos locais e a defesa vacilava perante a rapidez dos avançados contrários. Os remates de perigo quase não existiram salvo o que Keysek defendeu no último suspiro do jogo. Mau, muito mau mesmo porque qualquer um vê que o plantel do Futebol Clube do Porto é o melhor dos últimos cinco seis ou sete anos que o Clube teve. Mal vi o jogo da Madeira mas já pude confirmar o que me foi dado notar na arbitragem do paixão. A continuar assim, podem bem vender o Enzo, o Talisca ou outros quaisquer porque dificilmente não ganharão os pontos para continuar no primeiro lugar. Em Alvalade, sim, vi o jogo do início ao fim. Na primeira parte o Paços de Ferreira deu um show de bola ao Sporting! Reduziu os lagartos à sua verdadeira dimensão! Quem dera que o FC do Porto tivesse jogado desta maneira! No segundo, o Paços sofreu um golo logo no reenício num remate bom mas sortudo que apanhou Goucoxeia um pouco desatento. O Paços ainda assim lutou enquanto completo porque depois, em inferioridade por expulsão de um jogador pacence, claro, em Alvalade dificilmente o visitante termina com onze, lá conseguiu manter um justíssimo empate, pois que, fez uma primeira parte muitíssimo melhor que o sporting conseguiu na segunda. Marco Silva vê a vida a andar para trás e já diz que os árbitros é que são os culpados...
Liga Portuguesa Estádio António Coimbra da Mota, Estoril 2014.11.16 Estoril Praia, 2 - FC DO PORTO, 2 (Ao intervalo: 1-1) GOLOS: 0-1, aos 20', por Brahimi, na sequência de uma jogada individual de grande espetáculo; 1-1, aos 27', por Kuca, que concluiu à vontade dentro da pequena área uma boa incursão do ataque estorilista; aos 82' o Estoril adiantou-se no marcador (2-1), na transformação de uma grande penalidade cometida por Fabiano sobre Tozé e apontada por ele próprio; Óliver Torres, aos 94', fez o empate a 2-2 num lance individual de grande habilidade levando a melhor sobre um jogador da casa e depois deste ter jogado a bola com a mão, rematando sem possibilidade de defesa de Kiersek. O FCPORTO alinhou com: Fabiano, Danilo, Maicon (93', Óliver Torres), Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro (aos 63' Quintero), Herrera, Quaresma, Adrian Lopez (aos 63', Aboubakar), Jackson Martínez e Brahimi.
Tal como a equipa do FC do Porto fiquei surpreendido pela resistência e bom jogo da equipa do Estoril Praia. Esperava muito mais da nossa equipa e um pouco menos dos canarinhos do Estoril; quem acompanha o futebol e viu o jogo não precisa que explique porque penso desta maneira. O FC do Porto não logrou fazer o futebol que poderia e deveria ter feito mesmo que tivesse estado por cima do seu adversário a maior parte do tempo de jogo; porém, não foi capaz de o superar, apesar dos números estatísticos finais lhe terem sido amplamente superiores, em dois aspetos decisivos: marcar mais golos e lutar mais. A entrada de Ádrian López na equipa em detrimento de Óliver Torres foi um fracasso absoluto! No primeiro tempo foi um estorvo para Jackson Martínez e não me recordo de um único lance de qualidade de que tivesse sido protagonista. Foram sem sombra de dúvida desperdiçados dois pontos. por culpas próprias, sem prejuízo dos elogios e dos merecimentos devidos à equipa de Couceiro. Mas "este" FC do Porto não tem desculpas de deixar dois preciosos pontos na roleta do casino onde não perdeu tudo porque S. Óliver Torres salvou a honra dos frades do convento. Se há quem neste jogo quem mereça ser distinguido são os marcadores dos golos: Brahimi e Óliver Torres; e, vá lá, Quaresma pelo que lutou e se esforçou. Os inventores descobrem coisas novas nos laboratórios. Muitos ganham prémios por isso. No futebol não há espaços para invenções, está tudo descoberto: Salvo razões estranhas ao jogo, ganha quem mais corre e mais vezes leva a bola ao fundo da baliza do adversário. Perguntem ao motorista de um autocarro se não é assim...
Foto: Rafa Rivas/AFP Liga dos Campeões Fase de grupos - 4ª Jornada Estádio de Sam Mamés, Bilbao, Espanha. 2014.11.05 Athlétic Bilbao, 0 - FC do PORTO, 2 (Ao intervalo: 0-0) FC do PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Héctor Herrera, Casemiro, Óliver Torres (aos 82', Rúben Neves), Tello (Quaresma, aos 60'), Jackson Martínez e Brahimi (aos 90'+1', Adrián Lopez). GOLOS: 0-1, aos 56', por Jackson Martínez, na sequência de uma jogada individual excecional de Brahimi pela esquerda, o qual conduziu a bola controlada ladeando dois adversários, serviu junto à linha de fundo ao primeiro poste Jackson Martínez que encostou em cima da linha a bola que o guarda-redes espanhol não segurou. GRANDE TRABALHO DO ARGELINO. Aos 73', surgiu o 0-2, por Brahimi que emendou para o golo um passe de um defesa do Bilbao para o seu guarda-redes e que este não interceptou porque a bola ressaltou por cima da sua bota e o argelino perseguiu e introduziu na baliaza. O FC do Porto foi senhor deste encontro de princípio ao fim dominando a equipa basca do Athlétic de Bilbao em todos os capítulos de jogo, podendo ter construído sem surpresa um resultado bem mais amplo. Terá feito esta noite a melhor e mais duradoura exibição da época, tanto coletiva como individualmente, apesar do mau estado do relvado e o acirrado ambiente dos adeptos do clube basco. BRAHIMI realizou uma exibição inesquecível mostrando toda a gama dos seus recursos, estando simplesmente imparável. Jackson Martínez foi também dos mais brilhantes, com o senão de ter desaproveitado, aos 42' a marcação de um penalti resultante de derrube a Danilo, atirando à barra. Óliver Torres foi o terceiro mosqueteiro, conseguindo um jogo quase irrepreensível; segui-se Casemiro, no grupo dos mais pontuados e, depois, Martins Indi, Maicon, Herrera, Fabiano, Danilo e Alex Sandro. Tello, terá sido o mais apagado dos que iniciaram o encontro. Quaresma entrou aos 60' e esteve também muito bem. Rúben Neves e Adrián López tiveram muito pouco tempo de jogo para merecer classificação.
Com esta vitória o Futebol Clube cumpre o primeiro dos grandes objetivos desta época passando à fase seguinte da Liga dos Campeões a duas jornadas do fim.
I Liga 9ª Jornada Estádio do Dragão, Porto, Portugal 2014.11.01 FC do PORTO, 2 - Nacional da Madeira, 0 (Ao intervalo: 1-0) FCP alinhou: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Óliver Torres, Casemiro, Quintero (ao 54' Héctor Herrera), Quaresma, Jaxckson Martínez (82', Aboubakar) e Brahimi (aos 75', Tello). Árbitro: Nuno Almeida (Montegordo) RESUMO: Claro domínio da partida por parte do FC do Porto na primeira meia hora, com o Nacional a equilibrar o jogo nos últimos quinze minutos do primeiro tempo. Os madeirenses criaram aos 26' um jogada de perigo com Fabiano a opor-se com o corpo a um remate com algum perigo. O FC do Porto chegou ao golo logo aos 9', por intermédio de Danilo que aproveitou uma defesa incompleta de Rui Silva a remate de cabeça de Jakson, para rematar forte num ângulo apertado. Depois do intervalo a equipa de Manuel Machado entrou disposta a lutar por outro resultado tendo conseguido um maior caudal atacante, com o meio campo do FC do Porto a tornar-se incapaz de travar o ímpeto madeirense que chegava com alguma facilidade e perigo à área portista. Julen Lopetegui fez entrar para o lugar de Quintero o mexicano Hèctor Herrera e a equipa recuperou o equilíbrio que lhe estava a faltar tendo voltado à supremacia de jogo que parecia ir perdendo. Aos 74' surgiu o lance magistral proporcionado pela classe ímpar de Yacine Brahimi, o qual, depois de uma troca de bola pela esquerda em que interveio Quaresma, o argelino "pincelou" um artístico slaloom com a bola por entre os baralhados defesas adversários, abriu espaço e junto da linha da grande área chutou forte com o pé direiro ao ângulo superior da baliza de Rui Silva que se limitou a seguir com os olhos o percurso imparável do esférico!!! Um verdadeiro golo de três assobios!!! Maravilha!!! Apesar da equipa do Nacional ter feito pela vida e ter mostrado uma boa organização o fato da velocidade a que a partida se disputou facilitou em parte os seus objetivos. Mas. verdadeiramente, nunca conseguiram incomodar seriamente a equipa da casa que, em determinados períodos esteve muito bem, criou excelentes ocasiões para dilatar o resultado e mostrou a qualidade da maioria dos seus jogadores.
O FC do Porto não me parece poder jogar muitas vezes com um meio campo constituído por Quintero, Casemiro e Óliver Torres. O brasileiro vai ter que cuidar mais do modo como ataca a bola na posse dos adversários e não cometar faltas desnecessárias. Quintero e Óliver Torres são dois artistas da bola, têm características inatas de ataque e falham nas tarefas de solidificar a defesa, permitindo a construção de jogo por parte do adversário e problemas que os defesas sozinhos dificilmente resolvem.
Fabiano, Danilo, Indi, Herrera, Quintero, Jackson e Quaresma, bem. BRAHIMI, só pelo golo, teria que ser o homem do jogo. Mas fez muitas mais coisas lindas. Aboubakar e Tello, com pouco tempo de jogo, cumpriram. Nuno Almeida está condenado a fazer uma carreira medícore como árbitro de futebol. O "Ferrari" tirou mal um fora de jogo ao ataque do FC do Porto.
Tinha dito na véspera numa roda de amigos que o Benfica, com o Manuel Mota a arbitar, não perderia o jogo com o Rio Ave. Podia ter acompanhado o desenrolar da partida recorrendo ao computador mas optei por seguir pela SportTV, em zaping, o desporto que passava depois do jantar nos diversos canais que usa: futebol e ténis. Passei pelo Porto Canal para os "45 minutos à Porto" e, esgotado o interesse, fui vagueando em via-sacra pelos canais do número um ao número oito. Que espantosa coincidência! TODOS comentavam o importantíssimo jogo do estádio da Luz, melhor, o tema discutido pelos comentadores em estúdio era a equipa encarnada e o seu treinador Jesus, de quem foi dada a conferência de impensa de fim da partida, SEM QUE ALGUMA VEZ ALGUÉM OUSASSE AFIRMAR QUE ESTE BENFICA ESTÁ EM CRISE E NÃO TEM SOLUÇÕES À VISTA PARA A ULTRAPASSAR.
Não os contei, mas incluindo os pivot, não andariam longe de duas dezenas os "papagaios". Era do Talisca jogar a 8 ou 6, do Enzo, a 6 ou a 4, do grego Tamaris (?) render mais ou menos com sicrano ou beltrano, ele era o Toni, o Cristóvão, aquele da RTP com ar de catedrático de sebenta decorada até às vírgulas, eu sei lá, a unha partida do Eliseu, o rendimento do Talisca e a forma do Jardel, se Lizandro era o melhor, se iria para a baliza o César ou o Arturinho, se à esquerda o benfica tinha substituto para o lesionado, benfica, jesus, jesus, benfica, benfica, f.d.-se, seis canais a falar da merda de uma partida que os encarnados venceram porque a bosta do talhante de Braga, como era espectável, anulou ao Rio Ave um golo por falso fora de jogo, como pude saber hoje pelas imagens e vem referido nos jornais que li. Apenas uma constatação. Imprensa lisboeta rasca, capturada, discriminatória, anquilosada pela artrose, parcial, de latrina imunda que não respeita o direito à igualdade de tratamento devido aos ouvintes tornando-se cúmplices da mediocridade que atingiu o nível da informação em Portugal.