segunda-feira, setembro 01, 2014

COPO MEIO VAZIO E MEIO CHEIO.




I Liga
3ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
2014.08.31

                               

                 FC DO PORTO, 3 - Moreirense (Moreira de Cónegos), 0

                                           (ao intervalo: 0-0)

FC DO PORTO: Fabiano, Danilo, Msicon, Martins Indi, José Angel, Casemiro (Rúben Neves, 66'), Óliver (Quintero, 85') Brahim, Quaresma (Herrera, 75'), Ádrian e Jackson Martínez.

GOLOS: 1-0, por Óliver Torres, aos 70' e, aos 83' e 85', por Jackson Martínez).Quintero, com o resultado em 2-0 falhou a conversão de uma grande penalidade permitindo a defesa do guarda-redes com um remate muito denunciado.
Assistência: 35 000 espectadores
Árbitro: José Esteves, de Setúbal.



                   Não estava à espera de ver o FC do Porto de Julen Lopetegui jogar tão pouco como se viu na primeira parte do jogo de ontem no Dragão, bem preenchido nas bancadas porque a hora e o momento de uma certa euforia que se verifica entre os muitos adeptos dos Dragões eram propícios a uma ida ao estádio mais belo da Europa, com a equipa e a maioria dos jogadores actuarem num  ritmo muito baixo e com elevada percentagem de passes mal medidos ou interceptados pelos jogadores adversários. Filme que já tinha passado noutros tempos.
                  

                  O meio campo não funcionava como era esperado com Casemiro em tarde verdadeiramente desinspirada, o estreante José Angel muito comedido nas iniciativas laterais, Brahim menos brilhante na abertura de linhas de passe e Quaresma muito pragmático nos lances jogando muito perto de linha e com pouca bola que não para cruzar, o que terá feito duas ou três vezes, sem êxito. Jackson Martínez tentava  fugir às marcações apertadas que lhe moviam, mas, pouco apoiado, não via a bola chegar-lhe jogável e Ádrian passava ao lado do jogo não fazendo algo de notável. Só Óliver remava no mar chão.



                 Com a equipa de Moreira de Cónegos muito coesa e bem posicionada no relvado, o FC do Porto teria necessariamente que alterar a sua postura de acomodação ao que o jogo desse e esperar que o golo acontecesse mais tarde ou mais cedo. O copo estava meio vazio e se a atitude não sofresse alteração dificilmente chegaria a ficar meio cheio.

                A equipa veio do intervalo com vontade de acelerar o jogo e a baliza do lado sul passou a ser muito mais assediada do que se tinha visto no primeiro período. Mas só depois da substituição de Casemiro e a entrada de Rúben Neves e, a seguir, de Herrera, é que o FC do Porto das jornadas anteriores começou a aparecer.


                                        A seguir ao penalti.

              Óliver, respondeu bem a um passe cruzado de Brahimi e emendou o trajecto da bola para fazer o primeiro, aos 70' e acabou com as pretensões dos cónegos, pondo fim também às simulações de lesões e as demoras do guarda-redes nas reposições de bola. Abriram-se espaços, a bola já circulava mais certeira e o resultado avolumava-se, havendo até lugar a desperdício de uma grande penalidade por parte de Quintero, concluindo a equipa a partida com a supremacia habitual dos jogos entre equipas de valor diferente.

              Jackson foi considerado o jogador em destaque, mas Maicon foi quem mais  deu nas vistas e terá sido a melhor exibição dos jogadores do FC do Porto. Danilo, melhora a cada jogo. Brahimi, menos exuberante é capaz de melhor. Ricardo Quaresma não criou magia mas foi evidente a sua vontade de fazer tudo bem feito e de jogar para a equipa. Foi substituído, com muitos aplausos.


                                     Ricardo Quaresma.

             

             O estreante espanhol José Angel teve quanto a mim uma exibição bastante discreta. Neste primeira amostragem do seu valor, não me impressionou. Comedido nas iniciativas individuais, não se meteu em aventuras atacantes, cortou o jogo que aparecia pelo seu flanco não cometendo erros nem faltas. Certinho, sim, certinho mas também existe quem o seja na equipa B....


             O árbitro. Aos 3" (até o meu neto de sete anos reparou que foi aos 3"), o jogo esteve interrompido uns bons dois minutos. Duas vezes, talvez três, jogadores do Moreirense ficaram estendidos como mortos no relvado no decorrer do primeiro período do jogo. O guarda-redes do Moreirense repunha a bola com a mesma pressa que uma velhinha atravessa a passadeira com o cãozinho pela trela, ambas as equipas fizeram as substituições permitidas. Compensação de tempo: 1ª parte, nenhuma. Final: 2'!!!. Assim se protege o espectáculo (caro) do futebol!


   A cadeira vazia é a do fotógrafo. À direita (da cadeira, claro, o filho mais velho; à esquerda, os três netos,
com o "Falcão da Meadela" a ambientar-se...

quinta-feira, agosto 28, 2014

ROLETA NO MÓNACO DITOU ADVERSÁRIOS DAS EQUIPAS PORTUGUESAS NA LIGA DOS CAMPEÕES.

(ZEROZERO)

Fase de Grupos

 1ª Jornada, 16 e 17 de Setembro;
2ª Jornada, 30 de Setembro e 1 de Outubro;
3ª Jornada, 21 e 22 de Outubro;
4ª Jornada, 4 e 5 de Novembro;
5ª Jornada, 25 e 26 de Novembro;
6ª Jornada, 9 e 10 de Dezembro.
Grupo A


JVEDGMGSP
EspanhaAtlético Madrid 0000000
ItáliaJuventus 0000000
GréciaOlympiacos 0000000
SuéciaMalmö 0000000
Grupo B


JVEDGMGSP
EspanhaReal Madrid 0000000
InglaterraLiverpool 0000000
SuíçaFC Basel 0000000
BulgáriaLudogorets Razgrad 0000000
Grupo C


JVEDGMGSP
PortugalBenfica 0000000
AlemanhaBayer Leverkusen 0000000
FrançaMonaco 0000000
RússiaZenit 0000000
Grupo D


JVEDGMGSP
InglaterraArsenal 0000000
AlemanhaBorussia Dortmund 0000000
TurquiaGalatasaray 0000000
BélgicaAnderlecht 0000000
Grupo E


JVEDGMGSP
ItáliaRoma 0000000
InglaterraManchester City 0000000
AlemanhaBayern München 0000000
RússiaCSKA Moskva 0000000
Grupo F


JVEDGMGSP
EspanhaBarcelona 0000000
FrançaParis SG 0000000
HolandaAjax 0000000
ChipreAPOEL 0000000
Grupo G


JVEDGMGSP
PortugalSporting 0000000
InglaterraChelsea 0000000
AlemanhaSchalke 04 0000000
EslovéniaMaribor 0000000
Grupo H


JVEDGMGSP

PortugalFC Porto 0000000

EspanhaAthletic Bilbao (Espanha-País Basco)
0000000

UcrâniaShakhtar Donetsk (Ucrânia)0000000

BielorrússiaBATE Borisov  (Bielorrússia)0000000

quarta-feira, agosto 27, 2014

LILLÁS.




Acesso à fase de Grupos da Liga dos Campeões
2ª mão (1ª mão, Lille, 0-1)
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
2014.08.26
Espect: 45 208
Melhor do Jogo: BRAHIMI (FCP)
Início: 19:45h

                                      

                            FC DO PORTO, 2 - Lille (França), 0
                                       (ao intervalo: 0-0)


GOLOS: aos 48', Brahimi; aos 70', Jackson Martínez.
Aggregate: 0-3

FC PORTO: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro (Reyes, aos 31', por lesão), Casemiro (Ricardo Pereira, aos 85'), Héctor Herrera, Rúben Neves, (61', Evandro), Brahimi, Jackson Martínez e Oliver Torres.

Árbitros : Holanda, chefiados por Sven Erik Miteijell




                          O FC do Porto logrou alcançar com êxito um dos principais, senão o maior, objectivo da presente época que era a passagem à fase de grupos da Liga dos Campeões, integrando o conjunto de apenas quatro equipas que o conseguiram pela 19ª vez!

                          O triunfo, justíssimo, ontem alcançado é também um tónico moralizador para os jovens da equipa comandados pelo basco Julen Lopetegui que recupera deste modo o estatuto de grande equipa europeia.

                          A importância da vitória nesta partida não deixou de reflectir-se na ansiedade da equipa, a qual, no decorrer do jogo passou por alguns momentos de menos acerto, os quais foram superados todavia pela inépcia dos atacantes da equipa francesa, por acção de Fabiano e alguma fortuna, que sempre aparece a quem mais faz por ela.

                         Foi uma partida emotiva a que se viu ontem à noite no estádio ainda mais lindo da Europa com mais de quarenta e cinco mil assistentes, pelo menos até ao genial livre do argelino Brahim que abriu o marcador para a equipa da casa, havendo porém que reconhecer que, colectivamente, o FC do Porto esteve abaixo do que se lhe vira fazer em Lille, muito também por culpa do adversário que deu provas inequívocas de que é uma excelente equipa que se apresentou no Dragão com o claro propósito de ter uma palavra a dizer sobre a decisão da eliminatória. Valeu ao FC do Porto não possuir a equipa francesa um matador para concretizar duas ou três oportunidades de golo que consegui criar.


                       O FC do Porto não esteve sempre bem, principalmente a partir dos 30' de jogo até ao fim da primeira parte, voltando porém ao controle da partida depois de obtida a abertura do marcador e após as alterações feitas pelo treinador dos Dragões. Na segunda parte a equipa tranquilizou, adquiriu mais discernimento, falhou menos nas decisões atacantes e aproveitou o conformismo dos jogadores do Lille para acabar com dúvidas quanto à vitória.

                       Brahimi foi o herói da noite por ser ele a apontar o primeiro golo, mas, sem dúvida, pela estupenda exibição que realizou. Tem força, capacidade de driblar em velocidade, imprevisibilidade nas fintas, remate forte e espontâneo. Já tivemos um argelino que foi talvez o melhor jogador que vi actuar ao vivo, Rabat Madjer; temos, agora, a felicidade de ver vestido com a gloriosa camisola azul e branca uma pérola de valor imprevisível, seu compatriota, também descoberto em França.


                       A defesa continua sem sofrer golos mas é apenas um detalhe. Ontem esteve bem, como aliás tem vindo a acontecer, o que não significa que o adversário não dispusesse de ocasiões para marcar. Maicon está cada vez melhor e Martins Indi, não sendo espectacular, está sempre onde é preciso estar. Fabiano, bem e Danilo com os defeitos e virtudes que se lhe conhecem. Alex Sandro estava bem quando teve que abandonar, por lesão. Casemiro é cada vez mais uma pedra base, Héctor Herrera amadurece e cresce; Rúben Neves teve trinta minutos em grande mas não manteve a bitola e acabou por sair, quiçá por cansaço. Bem. O miúdo tem dado tudo e os seus dezassete anos não dão para a equipa toda aproveitar-se do génio que possui. Jackson Martínez não teve muita bola no primeiro período de jogo mas por duas vezes "cheirou" o golo. Melhorou na segunda parte e aí foi o grande Jackson. Óliver Torres dá prazer ver jogar: ele trata a bola como uma criança um brinquedo preferido, faz obras pintadas a lilás, é mágico. O seu calcanhar de Aquiles é "avareza" em fazer o último passe, estar a um metro da área e parar para saber a quem ceder a bola, ou, então, não prosseguir a jogada e entrar logo com ela pela baliza dentro, de uma vez! Sendo pequeno de estatura é um craque do tamanho de dois ou três "Hulk" !




              Só venho falar de Quaresma para dizer que apenas voltarei a falar de Quaresma quando Quaresma jogar. Para mim o futebol é jogado no campo e é lá que os atletas são protagonistas. Fora dele são novelas, filmes de entretenimento para enganar carneiros e entreter palradores e escrevinhadores capturados por interesses privados ou pessoais. Para esse peditório não contem comigo. Não me vão faltar oportunidades de falar de Quaresma, de elogiar o Quaresma, de aplaudir o Quaresma, de ler e ouvir elogios ao Quaresma, de estar no Estádio a ver uma multidão a cantar o nome de Quaresma, Quaresma, Quaresma...


     Vai para o estádio um tipo de indivíduos que devem ser especialistas em manifestações contra qualquer coisa. Eu sei que muita gente anda frustrada com a vida, que tem razões de sobra para protestar, que a paciência é ainda menos que o ordenado que entra em casa, quando entra algum. Mas ir para o estádio assobiar uma equipa de que se dizem adeptos, que não quer outra coisa senão fazer tudo bem feito, que quer mais do que ninguém vencer o jogo, que o treinador põe lá dentro o que ele sabe serem os melhores, só mesmo por má formação, déficit de amor ao clube, falta de vergonha e de sensatez!! Melhor seria ficarem em casa, ou, então, arranjerem melhor pretexto para assobiar. Até parece que já não importam os cortes do Passos Coelho, da subida dos impostos, da sovinice da loura das finanças, das tropelias do Crato, das taxas moderadoras dos hospitais, do Seguro que não é, do Costa que de novo se encosta, e de tanta "bosta" que por aí se faz, pois, aí assim, eles (os assobios) teriam alguma justificação.
                          


Texto e fotos doLethes.

segunda-feira, agosto 25, 2014

PONTOS QUENTES DA SEGUNDA JORNADA E RICARDO QUARESMA.

               Usando da disponibilidade que tive no último fim de semana e sem vontade de experimentar outras possíveis opções, ocupei grande parte do meu tempo a ver futebol na tv. Principiei no sábado à tarde pelo FC Porto B-União da Madeira, entrei a seguir no Paços de Ferreira - FC do Porto e acabei a noite em Alvalade no Sporting - Arouca; ontem, domingo, era indispensável ir ao estádio do Bessa satisfazer a curiosidade do regresso do "velho" Boavista à I Liga e poder avaliar o que vale o "novo" Benfica já que não tive oportunidade de telever o jogo da primeira jornada disputado na Luz.



               Deixo de fora o encontro de Pedroso que terminou com um empate a uma bola e retomo  a deslocação do FC do Porto a Paços, depois do post que aqui publiquei sobre a partida ganha justamente pela formação portista, principalmente para manifestar alguma perplexidade perante a manifestação de algumas críticas pouco favoráveis por parte dos adeptos dos dragões, já que, vindas de outros quadrantes, já pouco ou nada me interessa conhecer.




«Podemos conseguir em dois jogos o que não se conseguiu num ano»
              

                Eu vi bem que o FC do Porto não logrou realizar uma exibição de sonho e que a magreza do resultado alcançado com um golo de Jackson Martínez aos 30' perspectivava um possível dissabor para os Dragões se o adversário, animado pela diferença mínima, a anulasse ou até superasse. Seria mau, mesmo péssimo que assim  acontecesse. Contudo, pelo que o jogo veio a mostrar, sendo o segundo período mais equilibrado em termos de distribuição de bola pelas duas equipas, não vi nenhum lance de verdadeiro perigo para a baliza de Fabiano e nunca os pupilos de Paulo Fonseca estiveram por cima do jogo. Tive oportunidade de escrever que o FC do Porto sem ser brilhante não me desiludiu considerando o período que leva de adaptações de processos, jogadores e entrosamento e o momento crucial que é o do apuramento para a fase de grupos da Liga dos Campeões.

               Por tudo, não entendo o desapontamento daqueles que criaram cenários de facilidades e esperavam ver goleada uma equipa que na jornada inaugural se bateu de igual para igual a equipa campeã nacional no seu próprio estádio, tendo desaproveitado a oportunidade de abrir o marcador o falhar a marcação de uma grande penalidade nos primeiros minutos de jogo, e que, a fazer fé nos comentários que li e ouvi mostrou ser uma equipa que pode fazer um excelente campeonato.

               Em Lisboa, o Sporting CP venceu com um golo de ressalto apontado no minuto 94', isto é, com o jogo a terminar num ambiente que não era de velório porque os adeptos do Arouca se faziam ouvir. Os leões estiveram longe de uma exibição tranquilizadora para os mais de quarenta mil eufóricos sportinguistas que foram ao estádio convencidos que bastava o nome de Nani para um fartote de golos de toda a maneira e feitio. Não foi isso que aconteceu, os rapazes do grande treinador leonino ex-estorilista Marco Silva fizeram um jogo medíocre, Nani foi uma decepção e arrastou consigo Carrilho e, para que se cumprisse a lei de Murphy não deixou que Adrien apontasse um penalti para ser ele a dar oportunidade ao espanhol do Arouca de defender o mal colocado remate do jogador emprestado pelo MU. E se a tal Lei não se cumpriu na íntegra foi por deslumbramento de um jogador do Arouca que, isolando-se, já com o tempo normal a escoar-se entregou a Rui Patrício a oportunidade da equipa de Pedro Emanuel sair de Alvalade a rir-se com três pontos no alforge.

              Ontem à noite no Bessa assistiu-se a uma partida idêntica à que faria o Lavadores e Vilar de Andorinho: meia bola e força! Muito raramente o esférico andou rente ao sintético, muitas vezes estiveram os jogadores  deitados sobre ele. Este Boavista (já o tinha notado na deslocação a Braga) joga ao estilo de uma equipa de rugby. Os treinados por Petit perseguem a bola como um touro a capa do toureiro, correm como os atletas numa pista com barreiras nos 400 m, não querem que o adversário jogue mesmo que eles também só tenham a preocupação de mandar a bola para onde estiverem virados. A jogar assim, antes do Natal, estarão sem folgo ou sem jogadores seniores para formar uma equipa.

               O Benfica deste jogo está "a milhas" da equipa campeã da época finda. Nem faço ideia se tem condições para fazer mais do que se viu no Bessa. A defesa continua sólida, mas uma lesão de Luisão ou castigo de Maxi põe os encarnados ao nível de quem luta por um lugar na Europa. Ganhou, marcou um golo num  pontapé feliz de Eliseu, um defesa, mereceu a vitória mas sem glória. 

               Portistas insatisfeitos: entre o Sporting e o Benfica, qual deles jogou mais que o FC do Porto em Paços de Ferreira?

              Tal como pensava, Ricardo Quaresma está convocado para o jogo de amanhã contra o Lille e aposto que vai ser titular. Porquê? Porque Julen Lopetegui percebe da sua função e faz o que pensa e não o que muitos, de fora, gostariam que fizesse. Um líder competente gere qualquer desentendimento, sabe domar egos difíceis e não desperdiça, nem deve, o que tem de bom para mostrar cá para fora que tem autoridade. Ricardo Quaresma pode ser especial no trato, irreverente, mas um bom conhecedor dos comportamento de um jogador de futebol, um líder persuasivo e autoritário, sabe como resolver situações atípicas com que eventualmente venha a ser confrontado no grupo do qual é primeiro responsável sem necessidade de ser radical e intolerante.
             
              
            

domingo, agosto 24, 2014

ABOUBAKAR, POR QUATRO ANOS.

Aboubakar assina pelo FC Porto até 2018
 (Maisfutebol)



"O FC Porto anunciou este domingo à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a contratação do avançado Vincent Aboubakar, de 22 anos.
O internacional camaronês, que era jogador do Lorient, assinou contrato por quatro épocas.

O FC Porto pagou três milhões de euros por 30% dos direitos económicos do jogador, tendo acordado uma cláusula de rescisão no montante de cinquenta milhões de euros.

  Comunicado do FC Porto à CMVM:
«A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD vem comunicar, nos termos do artigo 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, ter chegado a acordo com o Football Club Lorient Bretagne Sud para a aquisição dos direitos desportivos, e 30% dos direitos económicos, do atleta Vincent Aboubakar pelo montante de 3.000.000€ (três milhões de euros).

Mais se informa que esta sociedade celebrou com o jogador um contrato válido por 4 épocas desportivas, ou seja, até 30 de Junho de 2018, tendo acordado uma cláusula de rescisão no montante de 50.000.000 € (cinquenta milhões de euros)».


                        ABOUBAKAR é a pedra que faltava no ataque do FC do Porto para ser alternativa a Jackson Martínez, quer como segunda opção no período em que ambos pertencerem ao FC do Porto quer como substituto do colombiano no caso de uma futura transferência deste.

sábado, agosto 23, 2014

FILME COM BOM ENREDO E FINAL JUSTO



Jackson: «Pode haver 20 ou 30 propostas, respeito o FC Porto»

Liga Profissional de futebol
2ª Jornada
Em Paços de Ferreira
2014.08.23

                              Paços de Ferreira, 0 - FC do PORTO, 1
                                              (ao intervalo: 0-1)



FC DO PORTO: Fabiano, Ricardo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Rúben Neves, Evandro, Ádrian López, Jackson Martínez e Cristán Tello.

Substituições:  aos 18' Cristian Tello (lesionado) por Quintero, Hector Herrera, por Evandro, aos 57', Óliver Lopez, por Rúben Neves.
Treinador. Julen Lopetegui

GOLO: AOS 30', por Jackson Martínez, num lance que envolveu três jogadores do FC do Porto e três toques na bola: Martins Indi num pontapé longo serviu na direita Quintero, este centrou de forma perfeita por cima da defesa pacense e, em corrida do lado esquerdo já dentro da área, Jackson bateu, de primeira, por entre as pernas do guarda-redes.

             

                O jogo em Paços de Ferreira cujo clube estreava um estádio remodelado muito airoso e com magnífico relvado e, também medidas do relvado mais alargadas, foi muito agradável e bastante bem jogado pelos dois conjuntos, sobretudo no segundo período quando a equipa de Paulo Fonseca, em desvantagem no marcador, adoptando uma postura mais ofensiva, logrou dar algum equilíbrio à partida obrigando o FC do Porto a mais trabalho defensivo para manter a vantagem adquirida na bela jogada concluída superiormente pelo Cha Cha Cha.

              Lopetegui fez algumas alterações relativamente ao jogo de Lille, tendo chamado à titularidade Ricardo para defesa direito, Evandro, em dia de aniversário, Tello a jogar de início e estreando oficialmente o ex-Atlético de Madrid, Ádrian Lopez, tendo alterado também o reposicionamento de Rúben Neves. A equipa não acusou qualquer embaraço tendo mantido o seu estilo de jogo e concebido jogadas de bom entendimento não tendo passado por situações de grande aperto junto da baliza de Fabiano.

            Apesar da excelente réplica da equipa de Paços sobretudo no período complementar, a equipa azul e branca foi sempre superior no jogo ao seu adversário e a vitória, embora pela diferença mínima, é absolutamente justificada.

            Tellho jogou apenas 18' tendo saído com queixas na parte posterior da coxa direita depois de uma corrida no encalço de uma bola que poderia vir a ser perigosa para a baliza dos locais.

           Este jogo valeu mais pelo coletivo do que propriamente pela superior exibição individual dos jogadores. A defesa cumpriu e anulou sem intranquilidade as iniciativas atacantes do adversário e, na linha intermédia e na frente de ataque, sem grandes deslumbres, aconteceram lances de bom efeito.

          Ricardo cumpriu muito bem o lugar e não cometeu qualquer falha. Evandro participou muito no jogo a meio campo e ajudou a cortar as iniciativas contrárias de ataque. Ádrian López pareceu-me com ritmo menos intenso que os colegas mas jogou o bastante para mostrar que tem muito valor e será importante em muitos jogos. Casemiro, Rúben Neves, Jackson Martínez e Alex Sandro, em bom plano. Quintero ainda abaixo do que é capaz de fazer, esteve no golo da equipa com um cruzamento com peso, conta e medida para Jackson consluir.

         Manuel Mota excedeu-se na amostragem de cartões. Para ambos os lados. Não esteve isento de erros mas nenhum com influência grave no resultado.