quinta-feira, agosto 21, 2014

ABOUBAKAR CONTRATADO PELO FC DO PORTO.

 O jornal francês L'Équipe diz que o camaronês

Aboubakar contratado pelo FC Porto


"O atacante camaronês de Lorient contratado (enfim) pelo FC do Porto, vencedor do Lille".

JULEN LOPETEGUI, NO FRANCE FOOTBALL.

Julen Lopetegui : «Sérieux et rigoureux»

Julen Lopetegui, l'entraîneur du FC Porto, s'est montré satisfait de la performance de son équipe, victorieuse à Lille (1-0) mercredi, mais demeure prudent avant le match retour.


Julen Lopetegui était l'entraîneur des différentes sélections de jeunes en Espagne. (Crédits: Sebastien Boué) (L'Equipe)
 JULEN LOPETEGUI: "SÉRIO E RIGOROSO"
Julen Lopetegui, treinador do FC  do Porto, mostrou-se satisfeito pela "perfomance" da sua equipa, vencedora do Lille (0-1) quarta-feira, mas continua prudente antes do jogo da segunda volta.



Julen Lopetegui (entraîneur du FC Porto, victorieux 1-0): «On a fait un très bon match face à un adversaire exigeant au niveau collectif et individuel. On s'est procuré des occasions et on a réussi à marquer. On aurait même pu marquer un autre but. Je suis content de la performance de mon équipe qui a été très sérieuse et rigoureuse. On a montré de belles choses face à un rival plus préparé physiquement. Si on avait encaissé un but avant la mi-temps ça aurait été un autre match. On peut encore s'améliorer, il faut s'améliorer car le match retour sera encore plus difficile.»

(Tradução livre)
Julen Lopetegui (treinador do FC Porto, vencendo por 1-0): "Fizemos um jogo muito bom contra um adversário exigente ao nível coletivo e individual. Procuramos criar mais oportunidades de golo e poderíamos até ter marcado mais um golo. Estou contente com o desempenho da minha equipe que foi muito séria e rigorosa. Nós mostramos coisas boas frente a  um rival bem preparado fisicamente. Se tivéssemos conseguido um  golo  antes do intervalo, teria sido um jogo diferente. Ainda podemos melhorar é melhorar e necessário melhorar porque o jogo da segunda mão  vai ser ainda mais difícil. "

quarta-feira, agosto 20, 2014

VANTAGEM PRECIOSA PARA A SEGUNDA MÃO NO DRAGÃO.


Rúben Neves: o português mais novo de sempre a jogar na Champions
Rúben Neves, o mais jovem se sempre a jogar na Liga dos Campeões, talvez a melhor exibição do 
Lille-FC do Porto.


Fase de apuramento para acesso à Liga dos Campeões
1ª Mão
Em Lille, norte de França
2014.08.20


                                    Lille, 0 - FC DO PORTO, 1
                                        (ao intervalo: 0-0)

GOLO:aos 61', por Hector Herrera.

O FC DO PORTO alinhou: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Hector Herrera, Casemiro, Rúben Neves (Evandro, 73'), Brahimi (60', Tello), Jackson Martínez (cap.) e Óliver Torres (89', Ricardo Quaresma).

Treinador: Julen Lopetegui.

Árbitro:  Jorn Kuepper (Holanda)


                        Este foi o melhor jogo que a equipa do Futebol Clube do Porto realizou na presente temporada, reiterando a melhoria da qualidade de jogo à medida que vai realizando encontros com grau de importância superior.

                       No jogo desta noite o FC do Porto conseguiu uma exibição muito aceitável para o momento que leva de preparação, actuou de forma tranquila e bastante personalizada, conseguiu manter uma boa organização colectiva e movimentações interessantes com boa percentagem de sucesso e verificaram-se individualmente exibições já bastante seguras e de excelente nível para início de época. Já não cometeu tantas falhas e passes errados, contudo não conseguiu criar muitas situações de perigo junto da baliza do Lille de golo iminente e mantém a tendência de produzir muitos passes para a progressão no relvado que lhe dá muita posse de bola em prejuízo da rapidez que possa surpreender o adversário.

                     Nesta primeira parte de uma partida cuja segunda vai decorrer no estádio do Dragão na próxima terça-feira, dia 26, o FC do Porto foi manifestamente superior ao seu adversário, que, tal como era previsível, jogou com muita precaução na esperança de aproveitar o erro portista ou surpreender na marcação de um livre ou jogada mais conseguida, tendo logrado apenas por uma vez em toda a partida criar uma verdadeira situação de chegar ao golo, perto do final do primeiro tempo.Só uma reviravolta muito grande no valor da equipa francesa que nesta partida mostrou, poderá impedir que o FC  do Porto não vá em frente na Liga dos Campeões. Mas nunca poderá pensar alguém na equipa que a eliminatória ficou resolvida com esta vantagem de 0-1, pois que o Lille, perdido por um perdido por mil, poderá vir ao Dragão mostrar argumentos que esta noite não lhe foi possível desenvolver.

                    Todos os jogadores utilizados se exibiram a um nível bastante satisfatório. Rúben Neves teve mais uma noite fantástica apesar de não ter marcado um golo. Mas, também, Maicon, Martins Indi e Alex Sandro, estiveram bem. Danilo nem tanto, talvez intimidade com o amarelo intempestivo do holandês, que viu uma entrada perigosa num lance banal. Casemiro, foi um dos mais regulares e está a tornar-se fundamental no equilíbrio da equipa. Héctor Herrera andou perto do que se lhe viu fazer no Mundial e estava no sítio e à hora certa para recargar o excelente cabeceamento de Jackson Martínez, o qual trabalhou e fez trabalhar os seus marcadores directos. Brahimi, não terá tido a sua melhor noite fez coisas muito interessantes que lhe auspiciam largo futuro na equipa. De Óliver Torres, poder-se-à dizer o mesmo se recordarmos as suas últimas prestações. Fabiano, algo inseguro teve dois momentos maus: não segurou uma bola e saiu a destempo e longe da baliza a uma bola onde estavam três companheiros.

                  Dos que entraram, Tello foi decisivo no espectacular lance do golo na primeira jogada em que participou, Evandro teve algumas intervenções úteis e Quaresma, parecendo pouco entusiasmado, não participou em nada de relevante.

                   Quem também esteve muito bem foi, sem dúvida, Julen Lopetegui, pelas decisões que tomou antes e durante a partida.

                   O árbitro famoso permitiu aos franceses o que negou aos portugueses. E terá julgado mal uma falta sobre Jackson que valeria uma grande penalidade a favor do FC do Porto, ainda na primeira parte.

                   Muita esperança para a terça-feira da verdade,

                    

                     


                   

                    

terça-feira, agosto 19, 2014

A PROPÓSITO DO FC DO PORTO E DUAS ACHEGAS SOBRE OUTROS JOGOS.

         




        Aconteceu ter estado no Dragão a ver o jogo inaugural contra o Marítimo ao lado de um cidadão que vim a saber ser francês da região da Bretanha e ter casado com uma portuguesa natural dos Arcos de Valdevez. Ao seu lado, um filhote com a aparência de ter sete ou oito anos de idade.

         Munido de uma publicação editada pelo O Jogo distribuída gratuitamente à entrada do estádio, onde constavam as fotografias dos jogadores, tentavam ambos identificá-los quando já estavam a jogar e, ao mesmo tempo, olhava o pai para o caderno onde eu tinha tomado nota dos respectivos números. Levou pouco tempo em que ele, num português bem melhor do que o meu francês, iniciasse o diálogo possível não só sobre o jogo a que assistíamos como ao futebol francês e, em particular, sobre o Lille que será o próximo adversário, e outros assuntos de carácter mais geral, como por exemplo, onde melhor se comia o bom leitão em Portugal.

       O simpático cidadão do país de Vítor Hugo começou a interessar-se pelo FC do Porto e a vir todos os anos a Portugal desde o casamento com a portuguesa minhota, vai para sete anos. Estava bem identificado já com a fama do nosso clube de que se tornou fã e mostrou ser bom conhecedor dos clubes e do campeonato do seu país. Falou naturalmente do Lille e confirmou o que por cá se tem comentado sobre a forma como jogam. Mas garantiu-me que o FC do Porto é melhor e deverá vencer os franceses, porque, não tem dúvidas, é melhor equipa e possui melhores jogadores. Lamentou não poder ver nenhum dos jogos porque  regressa à França apenas na próxima sexta-feira e o encontro é na quarta e já não estará no Porto no jogo da segunda volta.

        Ah! Garanto que estranhou, talvez ainda mais do que eu,  os assobios que se ouviram perto do fim do jogo. Não fez nenhum comentário. Quem sabe alguma coisa de futebol não mede a categoria das equipas apenas pelas vitórias com muitos golos. Só o faz quem vai para o estádio mostrar a camisola pequena para a barriga grande que a cobre...




       
       Duas breves referências aos jogos Académica-Sporting e Benfica-Paços de Ferreira. 

       Em Coimbra os leões entraram muito bem no jogo e cheguei a admitir que os estudantes sairiam do embate com um saco de golos depois de sofrerem o primeiro. Porém, aos poucos, a Académica desinibiu-se, equilibrou mais o campo e o Sporting sentiu que as coisas não seriam assim tão fáceis quanto pareciam. Depressa me apercebi que a equipa não jogava com a confiança do ano passado e Wiliam de Carvalho, nervoso, comete duas faltas passíveis de cartão amarelo e é expulso sem margem para protestos. Na segunda parte a Académica foi dona e senhora do encontro, foi muito superior aos leões e obteve um empate justíssimo e sem mácula. E não se queixe o Sporting de que o desaire se deve exclusivamente ao facto de terem jogado, não "contra tudo e todos" como afirmou no maior despropósito Adrian, tanto mais que Artur Soares Dias "decidiu" que um corte com o braço do defesa sportinguista dentro da área maior do que os que Passos Coelho usa nos rendimentos dos portugueses fosse considerado normal! Veremos, veremos, que isto se  for o que eu penso vir a acontecer noutros jogos sobre julgamentos de faltas com a mão dentro da área, vai ser "o bom e o bonito".

      Não me interessou ver o jogo no estádio da Luz, mas abri o computador para saber o resultado ao intervalo. Vi, em repetição, a defesa de Artur no penalti. Muito bem. Se também aqui as regras foram alargadas, em vez dos três passos para a frente que o guarda-redes do Benfica deu para defender o mau pontapé de Manuel José, ainda vamos assistir a uma defesa do guarda-redes aos pés do marcador quando ele se preparar para apontar o penalti ser considerada válida. Curiosamente, não li nem ouvi nenhuma referência à anomalia que, a mim, me pareceu existir, basta recuperar o lance e estar atento.

      Tudo normal.

sábado, agosto 16, 2014

DRAGÃO DE SANGUE NA GUELRA ESPALHOU ESPERANÇA SOBRE A RELVA.



 O estádio mais belo da Europa.



I LIGA
1ª Jornada
2014.08.15

Estádio do Dragão, Porto, Portugal


                         F C DO PORTO, 2 -Marítimo SC, 0

O FCP alinhou com: Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Herrera, Rúben Neves, Brahim, Quaresma, Jackson Martínez e Oliver Torres. Substituições: Casemiro, aos 56', no lugar de Herrera, Evandro, aos 74', rendeu Rúben Neves e Tello, aos 80' entrou a substituir Brahim.

GOLOS: 1-0, por Rúben Neves e Jackson Martínez, aos 90+4'.
ÁRBITRO: Carlos Xistra.

Bancadas totalmente compostas de público. 


 Bancadas completas. Lindo.


                 Na primeiro jogo oficial da época e perante o seu público que compareceu em grande número no Dragão, o FC do Porto não realizou uma exibição categórica e entusiasmante mas fez o bastante para confirmar as boas expectativas que à volta da equipa vão alimentando os seus muito admiradores desde a chegada da equipa técnica espanhola liderada por Julen Lopetegui. Mostrou estar diferente na dinâmica de jogo, comprovou a categoria dos jogadores que chegaram este ano à equipa e a competência e a oportunidade da intervenção do treinador no decorrer da partida pelas rectificações que foi introduzindo conforme as incidências do jogo.

                 Com o desenrolar da jogo o FC  do Porto teve períodos em que se viram jogadas bem delineadas e alturas em que abriu feridas ainda  mal cicatrizadas, sobretudo no nível defensivo. Há ainda ideias e processos mal definidos, usando e abusando no, meu entendimento, a defesa do uso  excessivo de passes para preparar a ofensiva no campo adversário, dando tempo a que este recoloque as suas pedras e limite as linhas de passe, e, ao nível dos atacantes a dificuldade em abrir rapidamente espaços na defesa contrária de forma a permitir que o condutor da bola a possa ceder o mais rapidamente possível, exigindo mais mobilidade e rapidez dos outros avançados.



       Vai principiar. Ataque ao sul. Valeu um golo, do Rúben Neves, 17 anos, o mais jovem de sempre a estrear-se num jogo oficial com o símbolo do FC do Porto sobre o coração.
                 

               A vitória foi merecida sem ser espectacular. O adversário não facilitou porque evidenciou muito boa organização de jogo e inteligência ao procurar descobrir a vulnerabilidade por onde pudesse ganhar vantagem, conseguindo deste modo duas ou três situações de aperto para a baliza de Fabiano, uma das quais prestes a dar golo não fora a intervenção "milagrosa" de Alex Sandro quase sobre a linha de baliza.

                Há muito sangue na guelra dos jogadores portistas. Rúben Neves foi a "figura do jogo". A sua classe impressiona, sobretudo ao nível do passe à distância, ao seu sentido posicional no relvado, à "ciência" que coloca ao serviço da equipa e à sua tranquilidade e disponibilidade física. Apontando o golo que a equipa sustentou quase até ao esgotamento do tempo regulamentar, cabe-lhe bem o título que lhe foi atribuído de "figura do jogo". Brahim, é outro valor hors-série, pela velocidade com e sem bola nos pés, pelo drible estonteante que abre furos nas marcações como prego em manteiga. E Oliver Torres, um talento enorme num corpo de menino, com um pulmão maior que o peito, rápido, esperto, com umas chuteiras com ouro dentro. 

               Ao fazer entrar sucessivamente Casemiro, Evandro e Tello, a equipa do FC do Porto ficou mais coesa e realizou o melhor que tinha feito até então. Herrera não esteve ao nível esperado e por isso a equipa com ele rendeu menos. Casemiro cobriu melhor a zona intermédia e a equipa sentiu-se mais segura com ele. Talvez, também, porque Evandro entrou muito bem na partida e aparecia mais vezes nas jogadas de ataque e, por último, Tello, "fresco" e rápido atordoou a defesa maritimista como aconteceu no golo "fora d'horas" de Jackson Martínez. 

               Dos "antigos" Fabiano, esteve seguro. Danilo e Alex Sandro adquirem a forma de jogar numa equipa de ataque, ambos em crescendo de forma. Maicon, ainda pode subir na segurança mas já está mais liberto de pressões externas nos lances em que intervém. Ricardo Quaresma trás a lição decorada do balneário do Julen e cumpre rigorosamente o texto. Melhor na segundo do que na primeira parte. Herrera, já comentei acima, não brilhou. Jackson trabalhou bem, mas teve dificuldade em competir com a altura dos defesas do Marítimo. Estreou-se a marcar e festejou.

               Dos "novos" Martins Indi, tal como  no Mundial. Dá serenidade à defesa. Rúben Neves, já convenceu "todo o mundo" que está ali "um jogador"; Brahim, idem, idem aspas, aspas. Oliver Torres, dá gosto vê-lo com a bola. Tem que fazer um esforço para a ceder aos companheiros no  momento certo. Tellho, será um "caso". Casemiro, irá ser titular muitas vezes.

Ricardo Quaresma, aí vai canto.
             

               O exibição dos "lopeteguianos" pode ter servido para arrefecer  excessos de entusiasmo que por aí cresciam entre os que só vêem o futebol pelos golos marcados e se manifestam a despropósito quando vão ao Dragão. Antes assim, porque há de facto milagres mas levam algum tempo a consumarem-se. Com mais tempo, mais trabalho, mais jogos e, obviamente, mais vitórias, o Futebol Clube do Porto prepara-se para liderar o futebol português, retomando a tradição adquirida nestes últimos quarenta anos de superioridade clara, insufismável e substancialmente comprovada. Temos treinador, temos jogadores, temos a força de apoio bastante para chegar ao topo.


Livre marcado por Ricardo Quaresma bate na barreira e dá canto.
               

            Carlos Xistra não cometeu erros relevantes. Começa a ter uma vaga ideia de que nem tudo o que parece é falta, mas continua a manter o critério de que algumas que são claras só ele não vê, como aquele derrube a Quaresma quando se isolava pela direita a caminha da baliza.

               Ah, futebol é lindo é, mas lá,  no sitio onde se ouve e sente a bola a deslizar no tapete verde do relvado.


               

                                    Rede é de Fabiano.

Texto e fotos
Remígio Costa.

sábado, agosto 09, 2014

SOBE, SOBE, PORTO SOBE.

Maisfutebol
WBA-FC Porto, 1-3 (crónica)

Sétimo e último jogo de preparação
Birmingham (Inglaterra)
2014.08.09

         West Bronwicht Albion (WBA), 1 - FC DO PORTO, 3

                              Os golos do FC do Porto foram obtidos por Casemiro, aos 22', o Bronwitch alcançou o empate aos 40', e Jackson Mártinez, aos 50' e 54', fixou o resultado final. Em sete jogos de preparação, a equipa do FC do Porto venceu cinco e empatou dois.


                               Jogaram inicialmente: Andrés Fernandez, Danilo, Maicon, Reyes, Alex Sandro, Herrera, Casemiro, Oliver Torres, Brahim, Jackson Mártinez e Tello. Nas substituições feitas no segundo tempo por Julen Lopetegui jogaram ainda: Rúben Neves, Adrian López e Quaresma; depois, entraram ainda: Ricardo (65'), Quintero (69'), Evandro, (79'), Sami (85´).

                              O jogo constituiu mais uma boa experiência para testar o estado da preparação dos jogadores e da equipa, podendo constatar-se já algumas diferenças positivas comparativamente aos jogos anteriores. Houve notória melhoria na circulação de bola, concretizaram-se melhor as tentativas de progressão com bola em passes curtos e longos, diminuíram os passes errados e entregas de bola ao adversário. No primeiro tempo o jogo de equipa do FC do Porto foi menos esclarecido do que se viria a verificar no segundo período, mais rápido e mais prático e mais objetivo e retilíneo.

                             Ao longo da partida houve momentos de maior intensidade ofensiva mas também algumas quebras. Notaram-se algumas falhas de marcação por demora na recuperação de posições que cada um desempenha, que a defesa, o guarda-redes espanhol estreante-surpresa e alguma sorte resolveram sem estragos. A superioridade da equipa portista foi clara em toda a partida,  tendo estado sempre por cima com excepção de um  pequeno período que se seguiu ao susto de uma possível lesão de Jackson Mártinez que coincidiu com o golo de honra da equipa inglesa.

                            Julen Lopetegui aproxima-se da verdade que há-de chegar no próximo jogo contra o Marítimo. Apareceu com Andrés Fernandez na baliza e o espanhol "disse" claramente quem vai ser o dono da baliza. Dos "velhos" toda a defesa cumpriu, com destaque para Alex Sandro dos "velhos tempos". O "miolo" mete algumas "os pés pelas mãos", e Casemiro, Oliver Torres e Brahim vão ter que ser mais assertivos porque a concorrência assim o requer. Tello esteve hoje menos exuberante, aliás como Rúben Neves, mas o valor está lá.

                           Como já atrás referi o FC do Porto esteve melhor no segundo tempo, sobretudo na movimentação do ataque onde Quaresma foi grande. Quintero, menos agarrado à bola, fá-la andar por caminhos que descobre rapidamente. Jakson Mártinez chegou ao patamar dos eleitos e o seu segundo golo e fantástico. Saiu aos 65', por medida de precaução. Ricardo e Evandro não tiveram muito tempo para mostrar mais do que se lhe reconhece já.

                           Como conclusão deve assinalar-se que o FC do Porto vai subindo degraus para chegar ao cimo da Torre dos Clérigos. donde a vista alcança mais longe e mais céu azul. O "debutante" treinador espanhol de miúdos está a dar-se bem com os crescidos. O seu à vontade e a sua segurança só são tão evidentes nos verdadeiros líderes. Sabe o que quer e está a fazer o que pretende. Há uma força nova nos jogadores, antigos e agora chegados, que é apanágio do Dragão. É há, seguramente, um comando firme e que transmite confiança aos comandados.

                           Vamos lá. Agora a sério, sexta-feira, contra o Marítimo, no estádio mais belo da Europa. Sobe, sobe, Porto, sobe.

                           


                              

segunda-feira, agosto 04, 2014

UM GRANDE PRÉDIO EM CONSTUÇÃO.




                      Apenas tive ocasião de ver o jogo de preparação ontem realizado entre o Everton e o FC do Porto, na Inglaterra, que terminou com o empate a um golo, em diferido, já noite dentro. Em síntese, posso dizer pelo que me foi dado ver, que começa a desenhar-se um "Porto novo" com substância para crescer e tornar-se forte. Comparando o que tenho vindo a ver, a equipa treinada pelo espanhol Julen Lopetegui faz lembrar uma estrutura de uma grande construção com vários andares já revestidos com tijolos mas ainda sem reboco e com as vigas à vista, mas que já dá uma ideia do que poderá vir a ser quando terminada.

                      Ontem, ainda não deu para tirar ilações sobre quais os jogadores escolhidos por Lopetegui para titular cada um dos postos do conjunto. Em princípio, alguns deles manterão a prioridade (não a titularidade....) que vem dos anos que levam a jogar nas suas posições, casos de Danilo, a subir de rendimento a cada jogo,  Maicon (?), Alex Sandro, Herrera, Quaresma e, finalmente, Jackson Mártinez. Porém a concorrência é muito forte e a luta vai ser tremenda: na baliza, na defesa, na linha média e nos avançados, com a entrada de jogadores que já deram indicações de que não chegaram ao Porto para conhecer a Torre dos Clérigos, a Ribeira ou para cruzeiros Douro acima, ou comer peixe fresco em Matosinhos. Ricardo, Indi, Rúben Neves, Casemiro, Brhaim, Tello, Adriano, e outros cujos nomes ainda não memorizei, estão ai com ambição e valor para se firmarem nas primeiras opções do técnico. Que se apurem, pois, "os veteranos" porque a luta não será para imberbes.

                      Há mudanças profundas no padrão de jogo do FC do Porto. A defesa procura aproximar-se da linha de meio campo, os avançados fazem pressão nas imediações da área do adversário. A bola circula rápida, em passes verticais muitas vezes, já não se notam posições mais ou menos estáticas no relvado, tudo mexe para a frente ou recua como se fosse uma concertina. Faltam, naturalmente rotinas, entrosamento, conhecimento recíproco, muitos pormenores que acabam por ser decisivos. E remate, mais capacidade de fogo, porque de pontapés à baliza é que se fazem os golos e as vitórias.

                     Contra o Everton foram duas partes bastante distintas. A primeira com mais posse, a segunda mais prática e objectiva. A equipa anda à procura do élan, da afinação, e dos melhores intérpretes para o conseguir. Vai lá, quando Lopetegui se decidir pelos melhores neste momento.

                     Nota negra para o lance que permitiu ao Everton abrir o marcador. Não "poderia" ter acontecido. Nota máxima para a jogada do empate: venham mais assim, e eu irei rir muito!