O Futebol Clube do Porto está a proceder a uma mudança de cima abaixo no plantel, com Julen Lopetegui e a sua equipa de compatriotas à frente de um extenso grupo onde a língua espanhola é esmagadoramente dominante. Perante aquela realidade faz sentido que os cânticos e apoios à equipa no estádio do Dragão pelas claques e apoiantes sejam adaptados à realidade, de forma a que os jogadores e o técnico se sintam como que em casa e entendam as letras das músicas que ouvem, principiando pelo lindíssimo hino cantada pela nosso Amélia Canossa.
Então, vamos lá: HINO DO FUTEBOL CLUBE DO PORTO
oh, Porto,dondela eterna juventud Nos dicelo quees sernobley leal. Su banderalleva elescudo de la ciudad Que lahistoriale dioel nombre aPortugal.
CORO:
Oh, campeón, tu pasado Es un librode honorsin par devictorias Susarmasbendecidas Puertotieneen sumásde unarco de triunfo Oporto,Oporto, Porto, Oporto,Oporto, Porto, Porto,
Cuandoalguien se atrevea ahogarse El gritoaudaz deardor de tuvoz Oh, Oh, Puerto, entonces verásvibrar La multitudsóloun gritode todos nosotros
Oh, campeon, tu passado ...... Qué tal? Facile, non?
Apresentação do plantel para a época de 2014/2015 Estádio do Dragão -Assistência: 46 211 espectadores
2014.07.27
FC DO PORTO, 0 - Saint Étienne, 0
Deu esta apresentação para ver que o Futebol Clube do Porto tem um lote de jogadores de excelente qualidade, que novas ideias estão a ser implementadas na filosofia de jogo, que há uma forte entrega por parte dos jogadores, que algumas coisas boas foram mostradas e outras menos boas que ainda andam por lá, um treinador interventivo que foi para esta apresentação com um plano e o cumpriu, que pareceu evidente os efeitos da carga de treinos a que os jogadores vêm a ser sujeitos, e, por fim, que os sócios e simpatizantes do FC do Porto vão ter que aguardar com paciência algum tempo mais para ter a certeza que estamos a caminho de ter uma grande equipa! A partida de ontem à noite foi mais difícil do que muitos esperariam. Os franceses do Saint Ettiènne mostraram ser uma equipa em estado de preparação mais avançado do que a nossa, têm uma mão cheia de excelentes executantes, praticaram bom futebol e foram superiores, como equipa e criaram mais e melhores oportunidades de fazer golos. O FC do Porto apresentou-se inicialmente com Fabiano, que esteve na baliza de princípio ao fim e bem; Danilo, finalmente a dar uma melhor ideia do que vale, Maicon e Reyes, certos e aplicados, Alex Sandro não muito diferente do passado, o jovem de 17 anos Rúben Neves a mostrar que quer e vai ser grande, Herrera com bons ares do mundial, Oliver Torres a dar nas vista pelas suas intervenções no jogo de ataque, Quaresma a jogar sem ser para ele, Sami muito esforçado mas menos espectacular por inadaptação (talvez) à posição que ocupou ou por não lhe ter corrido bem o jogo e Ricardo, muito esforçado a fazer pela vidinha. Entraram para o segundo tempo Casemiro, Bahrami, Oliver Torres, Quintero, Tello, Adrián Lopes e Kélvin e, nem sei se outros mais. Como equipa o FC do Porto não fez melhor do que tinha feito e os franceses dispuseram de boas ocasiões de golo. Fabiano, por si, manteve o zero e a invencibilidade nesta fase preparatória. Estes jogos de preparação, são isso mesmo: treino, experiências, ambientação de novos jogadores, consolidação das impressões e princípios do novo técnico. Dão-nos uma ideia de equipa mas não vimos a equipa do FC do Porto que dali há-de nascer. Clara é a mudança: em tudo. Respira-se vontade, qualidade, orientação, liderança. Cresce a confiança no FUTEBOL CLUBE DO PORTO. É a primeira vitória de muitas que poderão estar para vir.
O Futebol Clube do Porto derrotou esta tarde a equipa belga do KRC GENK, pelo resultado de 1-3, (1-1. ao intervalo), num encontro em que se superiorizou ao seu adversário, 6º classificado do campeonato do primeiro escalão do seu país.
Os golos foram apontados por Quaresma, aos 8', tendo os belgas obtido o empate aos 11'. No segundo período Sami, aos 61' na sequência de canto fez de cabeça o 1-2 e repetiu o feito aos 78' num magnífico remate de meia distância sem defesa para o guardião belga.
A partida-treino deu apontamentos positivos quanto aos processos de jogo que o treinador Julen pretende aplicar, e, individualmente, as grandes surpresas vieram dos jogadores menos conhecidos, casos de Rúben Neves, Sami, Kelvin e Ricardo.
No cômputo geral esta partida correu bastante bem ao FC do Porto, tendo ocorrido coisas boas, muito boas e outras...bastantes más. Nota ainda a salientar é que parece estar confirmado o exorcismo que afetou a desastrada carreira da equipa do ano passado.
Não assisti aos últimos 25' da primeira parte.
O FC Porto apresentou-se com seguinte equipa: Fabiano, Danilo, Maicon, Reyes, Alex Sandro, Carlos Eduardo, Olíver, Josué, Quaresma (cap), Ádrian Lopez e Telho.
No decorrer da segunda parte foram utilizados os seguintes: Herrera, Ricardo Pereira, Rúben Neves, Sami, Kélvin, Evandro e Igor Litchnovsky, Herrera e Evandro.
Fabiano, Danilo e Alez Sandro foram os únicos que permaneceram na equipa durante todo o jogo. O jogo veio a confirmar o que as declarações de Julen Lopetegui e alguns jogadores (e também comentadores de jornais e TV) têm vindo a divulgar. Nota-se claramente uma intenção de tocar a bola mais rápido e em passes verticais, maior movimentação dos jogadores e famigerada pressão alta, que outra coisa não é senão procurar retirar a bola do adversário e impedir que ele organize o seu jogo. A defesa procura jogar mais subida e os laterais participam no ataque subindo pelos corredores junto à linha. Procura-se jogar mais rápido e mais prático e fazer mais remates à baliza. Dos nomes mais sonantes contratados não pude colher muitas informações. Vestindo a nossa equipa de laranja ou lá que cor é e o Genk com equipamento idêntico ao que usa o FC do Porto, levei algum tempo a adaptar-me à situação. Por outro lado só assisti a 25' do primeiro período de jogo e, no segundo tempo, acabaram por ser substituídos. Fabiano teve muito pouco trabalho; Danilo e Alex Sandro melhoram em relação ao passado mas não fizeram coisas especiais; Reyes cometeu uma abébia grave que deu o empate a 1-1; Carlos Eduardo e Josué muito participativos estiveram bastante bem; Quaresma apontou o primeiro golo mas não brilhou. Depois, no segundo período, houve oportunidade de ver mais espetáculo. Rúben Neves, no miolo da equipa, 17 anos, foi um "mestre": serenidade, precisão e facilidade de passe, jogo rápido e linear; Sami, entrou para jogar à velocidade de TVG. Apontou dois golos, o último uma "bojarda" de boa distância que deixou o guarda-redes do Genk colado ao chão; Kélvin, endiabrado, rabujava por entre a defesa como foguete de artifício. Nesta apresentação mais "a sério" o FC do Porto mostrou, acima de tudo que está a assimilar outra filosofia de jogo, os seus jogadores trabalham sem reparos, e o valor individual dos jogadores está garantido: E, ainda não chegaram Ghilás, Jackson Mártinez, Quintero, Défour e Varela. Anunciam-se mais três ou quatro contratações, uma já confirmada: Casemiro, por empréstimo do Real Madrid; Ophare, Brahmi, etc. etc, etc.. Há, pois, mudança. Só pode melhorar.
Continua a preparação do Futebol Clube do Porto por terras holandesas, em Horst, ontem com a diferença de que o treino constituiu um jogo de futebol com uma equipa secundária, o VENLO, cujo resultado em golos terminou com 6-2 a nosso favor. Estes jogos que ocorrem durante o período de preparação, têm muito interesse sob o ponto de vista de observação de novos jogadores e avaliação do valor de cada um. É nesta fase que os candidatos que chegam e também os que tiveram menos oportunidades nas épocas anteriores, procuram mostrar do que são capazes na esperança de poderem impressionar o treinador e ser candidatos a uma posição no plantel. E, também como é normal, para a integração dos reforços que chegaram. Foi o que aconteceu ontem no primeiro encontro formal na Holanda. Ainda sem contar com alguns jogadores que estiveram no mundial, casos de Jakson Martínez, Quintero e Varela (com autorização), Julem Lopetegui fez alinhar todos os elementos disponíveis utilizando dois conjuntos distintos nos dois períodos do jogo. Primeiro alinharam Fabiano, Danilo, Maicon, Lichnovsky e Alex Sandro; Carlos Eduardo, Rúben Neves e Evandro, Oliver, Quaresma, Gonçalo Paciência e Adrien. Depois, Ricardo, Opare, Abdolayie, Kayembe, Graça, Carlos Eduardo, Josué, Ricardo Perereia, Sami e Telho. Ao intervalo o resultado era desfavorável ao FC P, por 0-1; depois marcaram, aos 52' Leeman p.b., Josué aos 66', Ricardo, 73, C, Eduardo, aos 81', Tello, Sami, aos 92.
A curiosidade maior reside no fato do reforço vindo do Barcelona, Tello, ter jogado poucas horas depois de ter chegado ao estágio. Segundo o desportivo "O Jogo", Ricardo Pereira terá dado nas vistas, entre os portugueses e Adrien, mostrado apontamentos. Tudo normal. É o habitual no tempo de preparação. Sente-se que o ambiente esta animado, os jogadores contentes, o treinador mostra-se ativo, dinâmico e inovador. Trabalha-se, é o que importa. Os resultados virão depois.
ágina interior do Jornal de Notícias (JN) dedicada ao desporto, de hoje.
Há quatro dias em Horst, na Holanda, o plantel do Futebol Clube do Porto está em vias de se completar, quer com a chegada dos jogadores que estiveram no Brasil no campeonato do mundo com as respetivas seleções dos seus países, quer pela conclusão dos processos de transferências que andam a ser negociadas.
Os reforços que mais expetativas levantaram já estão ou vão ficar brevemente às ordens de Julen Lopetegui. Tello, do Barcelona, Adriano, do Atlético de Madrid, Bahami, ganês que atuava no Málaga e Bruno Martins Indi, um grande central que fez parte da seleção da Holanda como defesa titular, estão aptos para fazerem valer as suas qualidades e impressionarem os adeptos do FC do Porto. São muito animadores os indícios que o jovem treinador espanhol Lopetegui tem vindo a dar sobre a seriedade do seu trabalho, da sua exigência, rigor e métodos inovadores que tem aplicado nos treinos. Elogio-lhe também a discrição que usa em relação à imprensa, tendo sido muito parco até agora nas declarações que produz, permitindo aos atletas que vão chegando fazerem as suas próprias apresentações. Hoje ocorrerá o terceiro teste de conjunto em jogo contra uma equipa modesta local. Obviamente que o encontro servirá essencialmente como mais um treino, onde alguns jogadores sob observação especial atuarão para o treinador se decidir ou não pela sua continuidade, sendo improvável que entrem no jogo todos os que virão a ser os mais prováveis titulares da futura equipa principal. Visto de fora para dentro e lembrando a forma como decorreu a época anterior, parece haver razões para acreditar que o Futebol Clube do Porto vai a caminho de retomar a sua condição de equipa de respeito e ambição a que tinha habituado os seus seguidores.
A Alemanha vingou a Inglaterra da derrota de 1986 quando a Argentina foi campeã do Mundo com um golo de Diego Maradona obtido com a mão, lance que ficou imortalizado pela designação da "La Mano de Dios". Mesmo que não haja qualquer relação entre o célebre lance protagonizado pelo fantástico jogador argentino Diego Maradona com o resultado ontem verificado no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, desfavorável aos argentinos derrotados por 1-0 aos 113' de uma grande final mundial de futebol, estou em crer que uma pequena ajuda que tivesse havido por interferência divina, a Argentina estaria hoje a celebrar a (muito) ansiada conquista do ceptro de maior do mundo! Os homens do país das pampas fizeram tudo o que tinham a fazer para ganhar este jogo contra a melhor equipa da prova. E fizeram-no (muito) bem, menos no essencial: falharam onde menos poderiam fazê-lo, na eficácia. Logo aos 21' os alemães cometem o primeiro grande erro entregando a bola a Higuaín que, paulatinamente, retomava uma posição legal no terreno; isolado, caminhou na direção de Neur que saía da baliza ao seu encontro e atirou, torto e fraco, alguns metros ao lado do poste. Aos 29' Higuaín bate o intransponível guarda-redes alemão numa jogada rapidíssima de Messi pela direita com centro milimétrico para o avançado do Real Madrid que entrou na baliza, mas, o lance foi invalidade (bem) por fora de jogo do marcador. Depois foi mesmo Messi a desperdiçar uma excelente oportunidade, aos 40' rematando ao lado e, a seguir, aos 43', permitindo que Neur defendesse sem aperto. Já em período de 2' de adição de tempo é a Alemanha que, aos 47', esteve a ponto de marcar na sequência de um canto.
Lavezzi ressentiu-se de uma dura entrada sofrida no primeiro tempo e não regressou na segunda parte, entrando no seu lugar Aguero. Lavezzi tinha tido grande relevância na sua ação, tal como Masesserano, e os argentinos sofreram rude golpe. Ainda assim conseguiram fazer inquietar a máquina alemã e Messi, de novo, aos 47' rematou ao lado gorando outra oportunidade de abrir o marcador. Aos 57' Neur sai abrutamente para socar uma bola e choca violentamente contra Higuaín, dentro da área. Parece falta nítida para ser marcado penalti, mas Nicola Pizolli, italiano, deixou andar.. A Alemanha sob o ritmo no prolongamento, ma Argentina parece estar a ceder, esgotada. Aos 91', a Alemanha dispõe de grande oportunidade mas Romero não permite com uma monumental defesa. O grande falhanço que terá ditado a derrota da Argentina foi protagonizado por Palácios, aos 97', que, perante Neur, sem oposição, pretende fazer um "sombrero" ao guarda-redes, deu-se mal a bola mesmo assim encaminhava-se na direção da baliza mas saiu ao lado.. Aos 108', Aguero agride o médio alemão de nome difícil de escrever (que grande exibição!), porém o italiano perdoa. E, aos 113', MÁRIO GOETZE, numa jogada fantástica do tal médio em velocidade pela esquerda, serve um passe envenenado a Goeteze, que, numa soberba execução obtém o golo que vale o título de melhor do mundo. Há justiça na vitória da Alemanha mas a Argentina bateu-se com argumentos de peso para também poder ganhar merecidamente. Não gozava do favoritismo popular, mas, para quem já tem experiência de muitos campeonatos e jogos não apostava ao acaso na vitória azul celeste. Com Di Maria, em grande forma, poderia ter feito a diferença, já que Messi não brilhou como se esperaria. O guarda-redes, Rojo (que grande surpresa!), Garay, Lavezzi, enquanto jogou, Mascherano e Enzo Peres, entre os restantes, não ganharam o que mereciam pelo trabalho (fantástico) que executaram. Depois de ter visto arbitrar o senhor Nicola Rizzoli e bastantes mais outros em partidas anteriores, vou ter que fazer um grande esforço para reconhecer que os árbitros de casa não são tão maus como pensava.
CAMPEÃO JUSTO...À JUSTA! A Alemanha foi a vencedora do Copa do Mundo de 2014 e o triunfo premeia a melhor equipa de todas as que participarem na prova, mas, a justiça do triunfo em relação à Argentina, neste jogo memorável disputado no estádio deo Maracanã, no Rio de Janeiro, decorre apenas do golo magnífico apontado por Mário Goetze na conclusão perfeita de uma jogada muito rápida de contra-ataque, aos 113' (!) do encontro.
A Argentina, que constituía sem duvida alguma uma formação muito sólida defensivamente e dotada de uma linha média de grande combatividade e sempre muito imprevisível em explorar o jogo de contra-ataque, com alma para dar e vender, criou quiçá o maior número e as mais flagrantes oportunidades de golo desta final, tendo razões para se lamentar de não ter saído vencedora da Copa de 2014 por não ter sabido aproveitar as oportunidades que criou para se adiantar no marcador e, de uma pitada de sorte que sempre ajuda na obtenção da fortuna. Por duas vezes, Higuaín, isolado apenas com Neur pela frente chutou ao lado da baliza lances que poderiam ter sido golos fáceis.
Teve, contudo, o grande mérito de ter sido a única equipa que mostrou valor para derrotar a máquina alemã, nunca permitiu à equipa de Joachim Low comandar a partida e só baqueou no segundo período do prolongamento procurando, ainda assim, nos escassos minutos que restavam para o fim do tempo do prolongamento, criado jogadas de alguma com algum frisson e dispôsa de um livre perto da área de Neuer que Messi marcou sem jeito e sem direção. A lesão de Di Maria, que era porventura o jogador em melhor forma da equipa celeste e o rendimento de Messi abaixo do que a sua categoria de grande jogador exige que mostre ser de nível superior, constituíram forte revés na concretização do sonho dos esperançosos argentinos conquistarem o maior torneio do Mundo de futebol. A arbitragem do italiano Niccola Rizzolli pautou-se por um critério muito largo e livre, tendo perdoado entradas muito duras e até uma agressão de Aguero a um atleta germânico que ele não viu ou entendeu deixar passar. Terminou de forma espetacular este excelente mundial de futebol, onde o Brasil de Filipe Scolari foi a grande deceção negativa das habituais maiores candidatos ao titulo e, no que nos diretamente nos diz respeito a pobreza da prestação que a equipa de Paulo Bento demonstrou neste campeonato do Mundo.