O Futebol Clube do Porto acaba de confirmar a contratação ao Atlético de Madrid, campeão espanhol na época transata por um valor que andará pelos onze milhões de euros, uma das quantias mais elevadas até hoje pelo clube azul e branco.
Vi alguns jogos que realizou pelos colchoneros na última época e, não sendo titular indiscutível, entrava no jogo em substituição de algum dos seus companheiros. Não tenho, pois, uma opinião muito fundamentada sobre o seu valor, mas fiquei com a impressão de que tem condições para se impor na equipa, com papel preponderante no apoio e distribuição de jogo ofensivo, possuindo velocidade de execução e rapidez de decisão na definição da entrega da bola. Tem a vantagem de Julen Lopetegui o conhecer perfeitamente, pelo que muito poderá ser útil na estrutura futura da equipa, possuindo já bastante experiência tendo apenas 26 anos de idade.
A equipa encontra-se desde ontem em estágio na Holanda para onde se deslocou agora Adrían, onde estão outros reforços, sendo o nome mais sonante Opare, continuando ausentes a maior parte dos que estiveram integrados nas respetivas equipas nacionais no campeonato do Mundo que hoje termina no ;Maracanã, Rio de Janeiro.
BRASIL FICOU NO QUARTO COM VISTA PARA O PANTANAL.
Vi a minha previsão de vitória do Brasil sobre a Holanda esfumar-se em 17' porque:
- Felipe Scolari, comparado com Van Gall em sabedoria de futebol, é a mesma coisa que fazer um burro competir numa corrida contra um puro sangue da coudelaria de Alter.
- Ao contrário do que pretenderam fazer crer, os holandeses levaram a sério esta partida.
- O Brasil, neste momento, nem tem jogadores de grande classe, nem treinador competente, nem equipa digna de estar num mundial.
- Ter um jogador chamado David Luiz que não fez mais nada durante toda a partida senão fazer o que lhe era possível para facilitar a vida à equipa da Holanda.
- Ter tido o azar da arbitragem argelina ter cometido erros graves contra a equipa canarinha.
Logo: a equipa holandesa realizou um excelente jogo, foi indiscutivelmente uma equipa muitíssimo superior aos brasileiros e quem, como eu, pôs alguma esperança em que Nossa Senhora do Caravaggio ajudasse o burro mais fino do Brasil a escapar a nova vergonha, tem que vergar-se à evidência de que os milagres acontecem mais aos que, geralmente, são melhores e mais competentes.
Van Persie apontou aos 3' de grande penalidade o primeiro, num penalti resultante de falta de ilegalidade duvidosa; o segundo aconteceu aos 17', por Blind, numa estupenda assistência de David Luiz que lhe cedeu a bola de modo a que era impossível falhar; aos 91', foi Vigmaldunn que numa jogada traçada a lápis e esquadra remeteu para o quarto o anfitrião do Mundial de 2014.
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Hoje, jogam o Brasil e a Holanda, em Brasília, às 21 horas e, amanhã, no Rio de Janeiro, no Maracanã, a Alemanha e a Argentina defrontam-se a decidir o título de campeão do mundo de 2014.
E por que penso que o Brasil, do sargentão-sabichão baterá a Holanda do "lente do futebol" Van Gall?
Primeiro porque os brasileiros ainda "curtem" a sambada que a Alemanha lhes ofereceu e é pouco crível que estejam preparados para outro forrobobó falhado. Duas seguidas não aguenta qualquer um e presumo que à tulipa já estará a faltar o desejo suficiente para se aproveitar das sobras germânicas. Portanto, com os brasileiros metidos em brios e a jogarem em defesa da honra perdida contra uma dúzia de tulipas onde nem o jardineiro acredita que vale a pena colocar água para as arrebitar, "a" presidenta Wilma sentirá levantar-se-lhe o ânimo de que vai precisar para enfrentar as investidas dos descontentes brazucas nossos patrícios..
O Brasil jogou este campeonato com a pior equipa de que tenho memória, mas, neste contexto, vai obter o lugar que merece: terceiro melhor do mundo! Bem bom.
O campeão do mundo vai para a Argentina e não digo isto porque sim ou queira ser diferente de 60% ou mais dos que afirmam que a presidente Ângela Merkel vai ficar com a peruca da presidenta Kirtchner para colocar no seu gabinete de Berlim. Não, não é isso. A Alemanha possui um equipa fantástica, é uma máquina a jogar futebol com a garantia da tecnologia alemã, mas, não esqueçam que a excelência tecnológica, a perfeição das máquinas e a exacerbação da confiança não chegaram para que a poderosa potência mundial tivesse deixado de suportar a maior humilhação da História moderna...
A Argentina só aparentemente não é tão forte como o seu adversário tão temido, frio, implacável, insensível. Não, mas possui uma coesão de cimento armado sem roubo no ferro, que torna a sua defesa um autêntico bunker de guerra, tem sangue espanhol-latino nas veias, tem ganas, a coragem do desembarque da Normandia, e, Masserano, e Garay, e Di Maria, e Higuaín, e o Aguero e o Palácios e Messi, amigos, não esqueçam, Messi, quando é Messi (vai sê-lo) é....MESSI, e tudo fica dito!
... e devem ter cá um vontade de mostrar que o tango é muito mais sensual e belo que o samba, que os alemães nem vão ficar para assistir ao baile dos argentinos.
Voto p'ra Argentina.
EMOÇÃO PERTO DAS BALIZAS APENAS NA MARCAÇÃO DE PENALTIS.
O jogo Argentina-Holanda foi dominado pela preocupação do rigoroso cumprimento das táticas adotadas pelos respetivos treinadores, em tudo muito semelhantes, que tinham como primeiro objetivo impedir que cada uma delas pudesse por em prática o futebol que lhe é próprio, procurando que os jogadores mais influentes não pudessem exercer as funções que desempenham em cada uma delas.
A manobra das duas equipas encaixou completamente uma na outra resultando daí uma mecanização dos movimentos sempre muito rigoroso e de marcações implacáveis, sem preocupação das faltas e da sua intensidade, que levou a interrupções frequentes e à intervenção das equipas médicas.
A partida foi jogada de forma muito intensa em cada centímetro de relva, porém, a emoção andou longe das balizas onde, quer numa quer noutra, os guarda-redes muito raramente foram incomodados, sendo muito reduzidas os lances com possibilidades de se transformarem em golo. Na única grande ocasião de golo iminente, desperdiçou-a o argentino Palácios que, isolado na frente do guarda-redes holandês lhe entregou a bola por ter tentado fazer "um chapéu" em vez de um remate simples e colocado.
Para além dos condicionalismos táticos a equipa de Van Gall pareceu mais desgastada que a argentina, e Roben não teve a influência a que a equipa está acostumada. A Argentina foi sempre mais robusta, muito coesa, valente e confiante que poderia chegar ao fim da partida com êxito. Messi, embora tendo tido bastante jogo, não conseguiu destaque de acordo com o estatuto de grande jogador mundial.
A Holanda, em certa medida, esteve abaixo das expetativas, bem longe do que fez no jogo anterior.
Na lotaria dos penaltis a maior competência coube aos argentinos que souberam converter as quatro primeiras, enquanto os holandeses viram duas ser defendidas pelo guarda-redes.
A Argentina mereceu chega à final. Em termos de coesão tática e classe individual de jogadores não está muito longe do nível da equipa alemã. Será uma grande final onde o desequilíbrio estará na inspiração de qualquer um dos vários génios que a integram.
A hipótese da decisão do vencedor ser decidida na marcação de grandes penalidades não é, de todo, inverosímel.
Estou em crer que ainda não será desta vez que uma equipa da Europa será campeã do mundo nas Amércas,,,