sábado, dezembro 21, 2013

ESTADO DO DRAGÃO SAI DA RECESSÃO.

O Jogo

O Jogo

2013-12-21 - Diário


Liga Portuguesa
14ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto

2013.12.22


                                       FC PORTO 4, SC Olhanense,0

                     O FC Porto está (finalmente!)  ao que tudo indica, a sair da "recepção" com que se vinha a debater de há tempos a esta parte. A melhoria das exibições notada nas duas últimas jornadas e os resultados favoráveis que dela resultaram justificam algum optimismo quanto ao regresso do baluarte do futebol português ao melhor nível do estatuto que granjeou a nível interno e externo.

                     A subida do nível exibicional da nossa equipa justifica-se pelo aumento da atitude competitiva dos jogadores, pela subida de forma de alguns deles, pelas novas escolhas na constituição da equipa e pelo reescalonamento dos jogadores no relvado.

                    Nos primeiros vinte minutos do jogo de ontem à noite no maravilhoso Estádio do Dragão, o FC Porto não esteve bem. Entrou na partida de forma um tanto atabalhoada, com um futebol incaracterístico e precipitado, parecendo confuso quanto ao plano estudado para desmantelar o mais que previsível cattenacio algarvio. Cheguei a pensar que iríamos assistir a "mais do mesmo", já que o primeiro remate à baliza de Belec só aconteceria aos 13' por Carlos Eduardo, e, aos 19', 22' e 30' a bola rondasse nas imediações do excelente guarda-rede visitante.

                   Mangala, acudindo a um canto apontado por Carlos Eduardo como um míssil a caminho do alvo, bate de cabeça para o primeiro da noite. Furado o dique, o Porto estava aberta a porta para um jogo mais pensado, assertivo, o que não foi evidente porque a velocidade de jogo pareceu abrandar, não obstante as acelerações que lhe dava Carlos Eduardo.

                  No segundo período o FC Porto entrou melhor do que tinha feito ao iniciar a partida. Assumia, agora, o direito de comandar sem contestação o jogo, intensificou as jogadas de ataque tornando-se mais perigoso a cada uma delas, chegava à baliza com mais frequência e rematava mais vezes. Nem sempre bem, nem no momento certo para o fazer, com jogadores a optar mal na decisão de de ceder a bola a quem melhor poderia concluir a jogada. Eram decorridos 52' e Belec volta a safar a pele, mas logo a seguir, 53', el Cafetero Cha Cha Cha, na sequência de novo canto, de novo por Carlos Eduardo, eleva para 2-0, justíssimo, merecidíssimo, naturalíssimo.

Aos 56', sai Licá e entra Kelvin, e as preocupações de defesa do Olhanense cresceram, mesmo que o "crista de garnizé" só tenha esgravatado por entre as pernas dos jogadores contrário. Sempre ao ataque, com os visitantes a tentarem sacudir a asfixia esporadicamente e apenas a magreza do 1-0 causasse preocupação.

                  Saiu Lucho e entrou Herrera, aos 75', outra das boas decisões de Paulo Fonseca ontem tomadas, e o arraial foi varrido de ponta a ponta. Aos 76', Carlos Eduardo "inventa" uma via rápida sem portagem e a bola sai disparada a duzentos, por alto. Foi um ensaio, porque, logo a seguir, cria o golo sensacional de noite com um memorável remate de classe rara: 3-0!, aos 82'. Herrera, imita o brasileiro e, com estupendo pontapé arredonda a factura: 4-0.

                  O pseudo juíz Hugo Merda, talvez porque a manita o incomodasse, fez de conta que não viu o penalti de Celestino, com o jogo no fim.

                  Se alguém disser que o FC Porto fez um jogo perfeito, não fez. Há ainda que melhorar ao nível do passe, que evitar "atropelos" na disputa da mesma bola (houve lances onde dois e três chocaram entre si para ficar com ela), o que não é bonito nem parece bem a este nível. Porém, já me agrada ver que os jogadores se entregam à luta com empenho, já não há passividade, a forma de alguns sobe a olhos vistos.

                  E Paulo Fonseca deu sinais de estar mais confiante e audaz.

                  CARLOS EDUARDO é a figura da noite e também do momento desta equipa. Fez um jogo de "encher a alma" a um apreciador de bom futebol! Não vale a pena atribuir adjectivos à extraordinária acção que interpretou neste jogo. Simplesmente, bom! Para ele e para a equipa.Só visto!

                  FERNANDO, dos melhores tempos.

                  Já acima referi algumas das falhas individuais. Bem estiveram Helton,  Danilo, Maicon, Mangala, Licá, Jackson Martínez e Herrera. Kelvin, pouco influente, esteve bem por outras razões e deve entrar mais vezes. Ghilas, sem material de análise suficiente. Mostrou-se, melhores dias vêm aí....
                 Otamendi e Lucho, muito discretos. Varela, deve ter agradado ao MST...

                  

terça-feira, dezembro 17, 2013

PROFESSOR NECA MOSTROU COMO VAI SER NO DRAGÃO.


 PEDRO MOREIRA, aos 73', fez o golo do triunfo sobre o Atlético.


FC PORTO B, 1 - Atlético, 0

                                O FC Porto B venceu ontem no Estádio Jorge Sampaio, em Vila Nova de Gaia, o Atlético, por 1-0, para o campeonato da Segunda Liga, consolidando a posição do terceiro lugar da classificação da prova.

                                Nada há a apontar sobre o justiça da vitória dos comandados de Luís Castro e Folha, os quais vêm a realizar uma prova muito regular esta época, construída com muito trabalho e paciência perante uma equipa muito bem organizada tacticamente, constituída na sua maioria por jovens (pelo menos na aparência), que sabe o que tem a fazer no relvado e muitas vezes o conseguiu, nesta partida. Uma equipa com o "dedo" do professor Neca.

                               Paulo Fonseca esteve na bancada, com Pinto da Costa a seu lado e não terá deixado de reparar na mobilidade dos jogadores do Atlético, no sistema notoriamente defensivo que pratica, mas, também, nas suas excelentes rápidas transições com triangulações e posse de bola, conseguindo jogadas até à área contrária com algum perigo. Não terá obtido uma percentagem de remates certeiros à baliza de acordo com os ataques gizados mas esteve muito perto de obter um golo num lance anulado pela intervenção excelente de Fabiano.

                               O Atlético vai estar de novo no Porto, desta vez no Dragão para disputar um jogo da Taça de Portugal. Obviamente que a situação é completamente diferente e o valor teórico das duas equipas é substancialmente desequilibrado. Todavia, em jogos de características especiais, como são os da Taça, nem sempre o que é considerado mais forte faz uso das suas maiores capacidades e "facilita" ao contrário do seu opositor menos capaz que se agiganta e consegue equilibrar as forças em presença. 

                               Estamos, pois, perante uma situação em que o FC Porto é claramente favorito em toda a acepção da palavra. Porém, a sua superioridade só se exercerá se a conseguir pôr em prática usando os maiores recursos que possui não permitindo que o seu opositor se transcenda e os supere. Foi notório no jogo de ontem em Pedroso, porém, o Atlético, apesar da se situar nos últimos lugares da classificação geral do seu escalão, sabe jogar e pode quererá surpreender....

                              ...à professor Neca.

                              

segunda-feira, dezembro 16, 2013

SORTEIO DA LIGA EUROPA.

LIGA EUROPA (SORTEIO): todos os jogos dos 16 avos e oitavos de final

 Todos os jogos dos 16 avos e oitavos de final

FC Porto vai à Alemanha, Benfica vai à Grécia

(Maisfutebol)
 
Resultados dos sorteios dos 16 avos e oitavos de final da Liga Europa, cuja final está marcada para Turim. O Benfica vai defrontar o PAOK de Miguel Vítor, enquanto o FC Porto defronta os alemães do Eintracht Frankfurt.



Em caso de sucesso, o grau de dificuldade sobe para as equipas portuguesas nos oitavos de final. A equipa de Jorge Jesus irá defrontar o vencedor do embate entre os ucranianos do Dnipro e os ingleses do Tottenham (clube inglês anunciou hoje a demissão de André Villas-Boas).
A equipa de Paulo Fonseca, por seu lado, deverá encontrar o Nápoles de Rafa Benítez, a não ser que a equipa italiana seja surpreendida pelos galeses do Swansea.

QUADRO DOS 16 AVOS DE FINAL (20 A 27 DE FEVEREIRO)

 
DNIPRO (Ucr)-TOTTENHAM (Ing)

BÉTIS (Esp)-RUBIN KAZAN (Rus)

SWANSEA (Ing)-NÁPOLES (Ita)

JUVENTUS (Ita)-TRABZONSPOR (Tur)

MARIBOR (Esl)-SEVILHA (Esp)

VIKTORIA PLZEN (Che)-SHAKTHAR DONETSK (Ucr)

CHERNNNOMORETS (Ucr)-LYON (Fra)

LAZIO (Ita)-LUDOGORETS (Bul)

EJBERG (Din)-FIORENTINA (Ita)

AJAX (Hol)-SALZBURGO (Aus)

MACCABI TELAVIVE (Isr)-BASILEIA (Sui)

FC PORTO (POR)-EINTRACHT FRANKFURT (Ale)

FC ANJI (Rus)-GENK (Bel)

DÍNAMO KIEV (Ucr)-VALÊNCIA (Esp)

PAOK (Gre)-BENFICA (POR)

LIBEREC (Che)-AZ ALKMAAR (Hol)


OITAVOS DE FINAL (13 A 20 DE MARÇO)

LIBEREC (Che)/AZ ALKMAAR (Hol)-FC ANJI (Rus)/GENK (Bel)

LAZIO (Ita)/LUDOGORETS (Bul)-DÍNAMO KIEV (Ucr)/VALÊNCIA (Esp)

FC PORTO (POR)/EINTRACHT FRANKFURT (Ale)-SWANSEA (Ing)/NÁPOLES (Ita)

CHERNNNOMORETS (Ucr)/LYON (Fra)-VIKTORIA PLZEN (Che)/SHAKTHAR DONETSK (Ucr)

MARIBOR (Esl)/SEVILHA (Esp)-BÉTIS (Esp)/RUBIN KAZAN (Rus)

DNIPRO (Ucr)/TOTTENHAM (Ing)-PAOK (Gre)/BENFICA (POR)

MACCABI TELAVIVE (Isr)/BASILEIA (Sui)-AJAX (Hol)/SALZBURGO (Aus)

JUVENTUS (Ita)/TRABZONSPOR (Tur)-EJBERG (Din)/FIORENTINA (Ita)

ALLEGRO MA NON TROPPO.


JACKSON MARTÍNEZ, apontou mais um golo (1-2). Aqui, com Tiago Pinto.

Liga Portuguesa
Estádio dos Arcos, Vila do Conde
2013.12.15

                                           Rio Ave, 1 - FC PORTO, 3
                                                (Ao intervalo: 1-1)

                   Este, era um jogo que o FC Porto tinha que vencer e venceu. Outro resultado que não fosse a conquista dos três pontos não poderia deixar de ser considerado um verdadeiro desastre para as aspirações da nossa equipa.

                  O FC Porto não fez mais do que a sua obrigação: o Rio Ave "não é do campeonato" dos Dragões, sabia que os seus actuais maiores rivais na disputa da liderança da Liga haviam vencido os seus próprios jogos nesta ronda, vem duma fase negativa de resultados, enfrenta uma situação de algum mal estar dos seus adeptos face às exibições que vem produzindo e está "proibido" de desperdiçar pontos permitindo maior desvantagem pontual para o líder da prova.

                  A vitória alcançada em Vila do Conde pelo campeão em título é inteiramente merecida, os números ajustam-se à diferença do jogo produzido pelos conjuntos dirigidos por Nuno Espírito Santo e Paulo Fonseca e o pecúlio arrecadado está limpo de favorecimentos, ao contrário do que se verificou em Alvalade e no Algarve, onde os primeiros golos obtidos em cada uma das partidas resultaram de erros arbitrais: o primeiro golo dos leões resulta de uma grande penalidade de falta inexistente e o autor do golo inaugural em Faro foi sancionado numa posição de fora de jogo do seu autor.

                  Do início até à abertura do marcador a exibição da nossa equipa estava a decorrer de forma aceitável. A equipa assumiu bem cedo a superioridade no jogo, jogava instalada no meio campo do adversário e o golo de Maicon aos 6' já não surpreendeu. Mas, o Rio Ave não se atemorizou com a desvantagem e dispôs-se a "fazer pela vida". O Porto pareceu querer abrandar o ritmo mas os vilacondenses não estavam pelos ajustes. Edimar descobre a portagem da auto-estrada aberta no centro da defesa por Otamendi, entra nela sem tirar o talão e faz o empate com a maior limpeza, com 21' de jogo apenas passado. 

                 A reacção do Porto ao empate inesperado não foi tão visível quanto seria indispensável. O jogo fluía pouco, Varela era uma árvore de Natal com lâmpadas intermitentes a acender e a apagar, Jackson domina mal um passe bem aviado à distância de Maicon e vê a bola ir para as mãos do guarda-redes, Carlos Eduardo dava corda à máquina mas só ele acelerava. Mais do mesmo? Porra, lá se vai a paciência!

                Melhorou o panorama no segundo tempo e foi num momento de fulgor do pisca da lâmpada que o 17 da camisola às riscas azuis e brancas "desembrulhou" a prenda (caprichosa) que Jackson colheu: 1-2, estava reposta a vantagem que só viria a ficar consolidada aos 82' num remate forte de Danilo, aproveitando um ressalto de bola rechaçado pela barreira na marcação de livre directo por falta inequívoca sobre Kelvin que "furava" para a baliza pelo centro da defesa da casa.


O Jogo

O Jogo

2013-12-16 - Diário


                Foi sem surpresa que vi Carlos Eduardo surgir na formação inicial da nossa equipa. Vi alguns dos seus jogos no FC Porto B e pressenti que seria chamado a titular (escrevi algumas vezes isso mesmo). Ontem não desperdiçou a oportunidade e concretizou o que prometia. Para além do que ajudou a equipa para chegar à vitória neste jogo, mostrou à saciedade que a nossa equipa precisava de um jogador (ou todos!) assim, rápido a executar, com fome de jogo, com nervo, que "quer jogar" e não "estar" no campo comportando-se com um autómato que se movimenta enquanto duram as pilhas. Entrou para ficar.

               Danilo, sob na minha avaliação quanto ao seu real valor. Maicon, joga "à central" e consolida a cada jogo a sua titularidade. Sandro, "repete" Danilo no seu pior e intriga a sua atitude porque já lhe vi fazer muito melhor antes. Licá, inicialmente mais ocupado em tarefas defensivas melhorou à medida em que o tempo decorria. Jakson, dentro do que se lhe reconhece saber fazer bem.

               Herrera, entrou na partida (mas não no jogo...) aos 75' para substituir Lucho (a perder influência?); Licá, cedeu o lugar a Kélvin, aos 72 que foi um "agitador" incómodo para os locais, tendo entrado a propósito no momento adequado. Ghilas, mostrou-se com o jogo a expirar, saindo Jackson.

               Das equipas que os três das da frente da classificação defrontaram e venceram, a do Rio Ave é, de longe, a melhor neste momento. Das equipas de arbitragem envolvidas nas mesmas partidas, só a de Bruno Esteves (Setúbal) não favoreceu os vencedores.

              FC PORTO: Helton, Danilo, Otamendi, Maicon, Alex Sandro, Lucho, Fernando, Carlos Eduardo, Licá, Jackson Martínez e Varela.

             GOLOS: aos 6', Maicon, de cabeça, na sequência de livre apontado por Carlos Eduardo para a área do penalti; aos 21', Edimar; aos 51', Jackson Martínez; e, aos 82', Danilo, num pontapé fora da área numa recarga.

                 
                

quarta-feira, dezembro 11, 2013

NÃO FOI ESTE JOGO QUE TIROU O FC PORTO DA CHAMPION.






Liga dos Campeões
Fase de Grupos - Última mão.
Estádio Vicent Calderon (Madrid)
2013.12.11

                                 Atlético de Madrid, 2 - FC PORTO, 0

               A jogar sempre como o fez esta noite na casa do primeiro classificado do grupo, o Futebol Clube do Porto teria merecido passar à fase seguinte da prova; pela atitude dos jogadores, pela superioridade que demonstrou relativamente ao Atlético de Madrid nesta partida, a derrota sofrida é mais uma contingência deste desporto apaixonante, imprevisível, que tanto pode premiar os melhores como abandoná-los à sua sorte.

              Não vou ao ponto de afirmar que o FC  Porto "fez tudo" para ter triunfar. Não, à nossa equipa faltou muito, tudo, porque não obteve os golos necessários para superar os dois conseguidos pelo antagonista.

              As vitórias só são possíveis com golos que entram na baliza dos adversários. Ponto final.

              Os jogadores da nossa equipa podem estar de bem com a sua consciência. Deram o que melhor têm para dar. Não dei conta de que algum deles pudesse ter ido além do que sabe e pode. Jogaram no limite das suas capacidades físicas e técnicas, "rebentaram" e fica tudo dito.

              O adversário tinha tudo a seu favor e jogou (muito bem) com isso. Correu bem a noite a Simeone, como havia planeado. E tem Diego Costa, uma "deslealdade" para quem o tem pela frente.

              Um Juiz é, por definição, uma personalidade que avalia em equidade. Não pode ter um olho amarelo e outro verde. Ou apenas um. E as suas decisões devem ser sempre uniformes em todo o tempo que o jogo durar, porque não lhe fica bem "apertar" o critério no início da partida para uns e, quando já tudo está decidido, fazê-lo em relação a outros.

              Em relação a este jogo, Paulo Fonseca não teria muito melhores opções.


O Jogo

Nenhum dos nossos jogadores fez um "jogo de sonho", como não encontro fortes razões para estar fortemente decepcionado com a prestação que outros deram. Visto pela TV, o lance que proporcionou  a Raúl Garcia o "golo da sua vida" coloca Helton e Maicon na zona do comprometimento, ambos parecendo surpreendidos com o incrível remate do avançado espanhol. No segundo, o lance é incrivelmente preciso no passe para Diego Costa, Maicon ficou sem hipótese de o desarmar, Helton não me pareceu feliz na saída e o "diabo" é implacável nestas ocasiões. Dois momentos decisivos, de tremenda eficácia, que a nós faltou.  

Danilo fez um excelente jogo, Mangala, Fernando e Jackson estiveram muito bem. Défour, discreto e Josué, inconsequente. Alex Sandro fez jogo, mas não sobressaíu. Varela, bastante irregular na primeira parte, subiu na segunda. Em esforço, deu tudo quanto podia ter dado. Dos que entraram em substituição só Licá sobressaiu.

Os golos do Atlético aconteceram aos 14", por Raul Garcia, num lance individual inimaginável de técnica e felicidade; o segundo, num típico lançamento de contra-ataque para as costas da defesa do Porto que o brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa concluiu com um remate enviezado a tirar tinta do poste, depois de ladear Helton, aos 57'Saímos desta edição da Champions sem honra e sem glória. Com apenas sete (!!!) pontos teríamos conseguido.

Voltaremos para o ano.  

A linha: Helton, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Défour, Fernando, Lucho, Varela, Jackson Martínez e Josué. Subst.: Licá, para o lugar de Josué, no início da segunda parte; Ghilás, trocou com Lucho aos 64' e aos 78', saiu Défour e entrou Herrera.

             


                





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domingo, dezembro 08, 2013

EU VI O "MEU" PORTO, NA SEGUNDA PARTE.


Jackson já leva 10 golos na Liga Foto: Francisco Leong/AFP

I Liga
Estádio do Dragão
2013.12.07
12ª Jornada

                           FC PORTO, 2 - Sporting Clube de Braga, 0

               Tão distintas uma da outra como o vinho é da água pura, foram as duas partes do encontro de ontem à noite no Dragão; no decorrer da primeira  a nossa equipa comportou-se como um cábula assustado que vai para o exame sem estar preparado e, a segunda, semelhante a um estudante brilhante que sabe ter feito uma prova para, pelo menos, merecer dezoito valores.

               O Braga pegou no jogo e fez o FC Porto andar numa roda viva à procura da bola. Muito mais serena, confiante, quase insolente, a equipa do velho professor, mestre da táctica e detentor do segredo do Dragão, mandou quase a  bel prazer na casa do tri-campeão. É verdade que andou longe do golo e a melhor oportunidade para abria o placard foi sustida por Eduardo e remate de marca Josué, a merecer palmas. Não que os jogadores não estrebuchassem ansiosos de mostrar que estavam dispostos a "dar o litro", mas a ansiedade era menos notória que o desentendimento, caótico diria, do desempenho do nosso meio-campo. A pressa sempre foi inimiga da perfeição e os jogadores da casa, sem discernimento no caminho a dar à bola, quase sempre se desenvencilhavam dela com o quem se quer ver livre duma praga.

Vamos ter mais do mesmo, pensava eu.

Mas, não. No recomeço após o intervalo, Lucho não apareceu e, para o seu posto (mais ou menos), Paulo Fonseca mandou Carlos Eduardo. E, logo, se notou a mudança, para cem vezes melhor. E veio o primeiro golo de Jackson, aos 48', servido por Alex Sandro, o arraial animou-se com os jogadores do Porto a trocar a bola em jogadas rápidas para a frente, a fazer pressão com várias unidades no meio campo dos "jesualdos", até o Herrera se deixou avistar, o Varela a entusiasmaaaar de tanto chatear e de cruzar e sem necessidade que Défour aparecesse, a jogar. Remates, cantos, oportunidades, até um ensaio pífio de chapéu mexicano do Herrera a Eduardo, e o remate do banquete numa vistosa gentileza de Varela a Jackson, ao colocar-lhe na cabeça o segundo da noite, faltavam cinco minutos para os noventa da lei.

Justo, justíssimo, merecidíssimo, agradabilíssimo para a alma portista e alívio do Paulo, pressionadíssimo.

GANHAR É BOM, MUITO BOM.

Detestei: a primeira parte do futuro tetra-campeão; o inexplicável fraco desempenho de Alex Sandro; o futebol que Défour não mostrou, o desnorte do Herrera no primeiro tempo, a escassez dos golos na segunda parte.

VARELA precisava de um CARLOS EDUARDO assim, esfuziante, estardalhatoso, ambicioso. Jackson deixou o (novo) contrato em casa. Fez bem.

A EQUIPA: Helton, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Lucho (Carlos Eduardo, aos 46', Défour, Herrera, Varela (Kelvin, aos 89'), Lackson Martínez e Josué (Licá, 72').

Árbitro: Paulo Baptista. Normal. Não entendi a razão do amarelo dado a Mangala. Deve ter sido pelo rótulo da testa do francês.



                     

sábado, dezembro 07, 2013

A MINHA LINHA (PORTO-BRAGA)

          Paulo Fonseca diz que neste jogo contra o SC Braga não há margem para erro; eu digo que nos últimos três também não deveriam ter sido cometidos mas eles aconteceram. De qualquer forma, mesmo que se diga que "errar é humano" bem melhor é evitá-los, pelos menos quando são repetidos sucessivamente, porque, quando assim acontece o menos que se dirá do responsável pela sua autoria é que é "um burro", o que, manifestamente, não se adequa ao perfil do nosso treinador.

         Eu não considero que o jogo de logo à noite seja, ainda desta vez, decisivo, seja lá o que isso possa significar numa prova que só terminará já com a Primavera a cheirar a Verão. Mas, pensar que o Futebol Clube do Porto, a actuar no seu estádio nas actuais circunstâncias, vai voltar a falhar a vitória e o acesso à liderança, é pá, carago Fonseca, não deixarás de ouvir o trompete do Lourenço a anunciar a entrada na arena dos forcados porque o animal nomeado já não será o simpático (e inteligente, dizem) asno...

         Não sei o que vai na cabeça de Paulo Fonseca mas confio que vai escolher os melhores. Sinto que ele sabe com quem pode contar e os escolhidos vão corresponder. Todos se vão portar bem, até as claques, porque Jorge Nuno precisa de esquecer o comportamento de alguns na "espera" que fizeram à comitiva no Dragão após o desaire de Coimbra....

                                               Não têm estaleca.

Lista de convocados: Guarda-redes, Helton e Fabiano; Defesas, Danilo, Maicon, Otamendi, Mangala e Alex Sandro; Médios, Lucho, Carlos Eduardo, Quintero, Defour e Herrera; Avançados, Jackson, Licá, Kelvin, Ghilas, Varela e Josué.

            A MINHA LINHA: Helton, Danilo, Maicon, Mangala, Alex Sandro, Lucho, Défour, Josué, Licá, Jackson Martínez e Varela.