"TACONAZO" de JACKSON MÁRTINEZ, vai ficar na História.
Primeira Liga
Estádio do Dragão
2012.10.07
FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2 - Sporting CP, 0
GOLOS: 9', Jackson Martinez. Num lançamento perfeito de Danilo, JACKSON MARTINEZ entra pelo centro da área acossado de perto por um adversário, domina com a coxa e, de costas para a baliza, de calcanhar, bate R. Patrício sem apelo nem agravo. Uma "cena" digna de ser encaixilhada e exposta no futuro museu do FC Porto, ainda que seja sacrilégio se ficar ao lado da de Madjer, em Viena.
Aos 83', por JÁMES RODRIGUEZ, na conversão de uma grande penalidade por carga de Belarouz sobre Jackson Martinez dentro da área, quando este se aprestava para por emendar um remate de cabeça de MANGALA, à trave.
LUCHO GONZÁLEZ falhou, aos aos 55' um penalti por mão dentro da área de um defesa sportinguista, rematando forte mas ao poste.
Era previsível que o Sporting, dada a turbulência crónica de que vem padecendo de há anos a esta parte e se agravou ainda mais nestes últimos dias, viesse ao Dragão com o objectivo de obter um resultado moralizador. Para alcançar esse propósito, sujeitou-se à humilhante derrota na Hungria contra o modesto Vieton poupando (!) meia equipa a contar com o desgaste do FC Porto contra o Paris SG. A "brincadeira", porém, custou-lhe o lugar e já foi Oceano quem escolheu as "vítimas" que iriam vestir a pele do faminto leão.
Ao contrário do que seria prudente esperar face à imprevisibilidade do comportamento leonino, o jogo foi um um regalo de ver com o Futebol Clube do Porto de gala desde o início até à lesão de Maicon. Deu, até, para o momento mágico protagonizado pelo Jackson Martinez, que respondeu ao genial passe de Danilo com a criação soberba do lance que abriu o marcador,a requerer registo de patente para garantir direitos futuros de autor. Nem me atrevo a descrevê-lo, porque, lances assim, só mesmo vistos!
Estranhamente, depois da entrada de MANGALA, o FC Porto não perdeu o domínio do jogo mas permitiu a divisão do esférico e facilitou o equilíbrio da posse de bola. Apesar de o sporting nunca ter ameaçado seriamente Helton, com excepção de um remate de livre directo em situação crítica por ser perto da área mas que resultou de falta inexistente e o nosso guarda-redes foi obrigado a "voar" até ao canto superior da sua baliza para evitar o empate, OTAMENDI, com a colaboração de MANGALA, DANILO e ALEX, bastava para suster as (más) intenções leoninas.

Como acima refiro o Porto nunca passou por verdadeiro perigo. Porém, dado o ímpeto com que os jogadores de Oceano se faziam aos lances e a imprevisibilidade das decisões do árbitro, não estava afastada a possibilidade de acontecer um lance onde pudesse surgir o empate. O Futebol Clube do Porto, a espaços, fazia coisas interessantes e conseguia chegar com perigo até à baliza de Rui Patrício, mas o golo da tranquilidade não aparecia. LUCHO, que não tinha sido até ali tão influente quanto tem sido noutros jogos, não converteu uma grande penalidade, rematando ao poste. Quando vi que era ele a apontar fiquei logo com a impressão de que não seria a melhor opção...
ATSU entrou a substituir VARELA e a partida agitou-se. O ataque passou a ser mais vivo e intenso e a defesa calimera passou a estar ainda mais atarantada, até porque, na direita, Jámes, com Danilo e Moutinho, criavam auto-estradas para acelerar o jogo, e, as entradas de MANGALA ajudavam JACKSON a escurecer o ambiente na área forasteira, com a sombra de tantos jogadores dentro dela. Foi, na sequência de uma bola rematada à trave de cabeça pelo substituto de Maicon que, Bellarouz, puxou MARTINEZ para trás, derrubando-o, tendo o árbitro apontado para a marca de penalti, cuja transformação coube da JÁMES RODRIGUEZ, fazendo este o resultado com um pontapé forte e colocado junto ao poste para onde Lucho tinha rematado no lance perdido.
Ninguém de boa saúde mental se atreverá a equacionar a justiça da vitória dos bi-campeões nacionais que lhes permite continuar na liderança da prova. Para além da forma como se entregaram ao jogo, os sportinguistas nunca mostraram argumentos capazes de sair do Estádio Mais Belo da Europa com outro resultado que não a derrota. A estatística do jogo é elucidativa, apesar de isso não ser garantia da qualidade do futebol produzido pelos conjuntos em confronto.
Individualmente, JACKSON MÁRTINEZ merece ser considerando o MELHOR: PELO GOLO FABULOSO e por ter estado no penalti donde resultou o segundo. Foi muito influente no resultado e fez uma exibição global bastante positiva. Porém, OTAMENDI, terá sido o que melhor actuou, por ter sido muito seguro, interventivo e valente terá conseguido um dos melhores jogos que já lhe vi fazer.
Sobre JACKSON disse Vítor Pereira que não ficou surpreendido pelo golo obtido pelo colombiano porque faz coisas assim durante a semana. Seria fantástico que as fizesse muitas vezes nos jogos "a doer". Só desejo que seja sempre tão feliz como ontem à noite, porque, se o tentar e não o conseguir em partidas cruciais, não sei se será perdoado...
Uma palavra de destaque para MOUTINHO e FERNANDO e também para VARELA na maior parte do tempo que esteve em campo. MANGALA e DÉFOUR estiveram bem.
O ELIAS FALOU de Jorge Sousa para criticar a sua nomeação sendo da área do Porto. Até parece que em Alvalade o FC PORTO NUNCA jogou com árbitros de Lisboa ou de Setúbal que, por o efeito, é praticamente o mesmo, tendo sempre saído de lá ROUBADO descarada e impunemente. Por outro lado, desculpa-se o seu desconhecimento da carreira deste árbitro pois está em Portugal há pouco tempo e veio do campeonato espanhol onde Jorge de Sousa não teria lugar nem como "bandeirinha". Neste jogo, jorge de sousa, tem a virtude de ter sido igual a ele próprio quando arbitra jogos onde entra o FC Porto, onde, claramente, quer demonstrar, num sinal de fraqueza, que não arbitra para favorecer o Clube da sua região, numa atitude pré-concebida que só nos tem trazido malefícios.
Mas, oh! amigo, Elias: ONZE AMARELOS e um VERMELHO À TUA EQUIPA numa só partida há-de querer, forçosamente, significar alguma coisa, né?
Pela amostra das declarações de ontem dos principais responsáveis leoninos e previsível o alarido que vai fazer-se nos próximos tempos sobre as suspeições orquestradas contra as arbitragens pelos sportinguistas, habituados como estão ao papel de "calimeros" e não se vê forma de dele se livrarem nos tempos mais próximos. Nem podia ser de outra forma, caso contrário, até a identidade acabariam por perder...
FC PORTO, 1 - PARIS SG, 0
(2O12.10.O3)
ESTÁDIO DO DRAGÃO
Quem reside na área do GRANDE PORTO e toma um dos meios de transporte que lhe passam à porta e o coloca à entrada do DRAGÃO, é um sortudo. Quem percorre quase duzentos quilómetros (na ida e na volta) para chegar ao Estádio Mais Belo da Europa e pode regressar a casa antes da meia noite também é um felizardo quando a paixão da sua vida lhe dá a alegria de produzir uma excelente exibição e logra obter uma importantíssima vitória contra uma equipa de prestígio, na Liga mais importante do futebol europeu.
Por isso, ontem, tinha tudo para dormir um sono tranquilo indispensável para recuperar das emoções antes vividas, tornando improvável abrir o Dragão, Sempre! para falar do jogo sem ter sido influenciado pelos comentários e notícias alheios, como habitualmente procuro fazer. Dando, desta vez, anuência às razões do corpo, estava dentro em pouco a voar por cima das nuvens dentro do um jacto de sonho como um multimilionário das arábias com poços de petróleo.
Quando se ganha e joga bem, o que de menos bom se passou no jogo fica desvalorizado, deixa de ser relevante. E, ontem à noite, houve tanto de (inesperadamente, ou talvez não) bom que só dá para elogiar e ficar contente.
De facto, o Futebol Clube do Porto fez, contra o PSG, uma das melhores exibições da era Vítor Pereira. E, diga-se. desde já em relação ao treinador portista que está, notoriamente mais "solto", mais confiante e seguro das decisões que toma. Nota-se que age segundo as suas próprias convicções e autoridade, sem receio das críticas que lhe possam vir a fazer. Que continue assim e vai longe.
A constituição da equipa não apresentou surpresas de maior o que não estaria na previsão de muitos treinadores da treta. E, o jogo, provou que ele é quem sabe e manda e...ponto final..
Pode afirmar-se que o jogo "foi todo" do FC Porto de princípio ao fim. Via-se, claramente, que a melhor equipa em campo era a nossa. Tinha mais bola, atacava mais, cortava quase todas as iniciativas dos franceses, criava mais oportunidades claras de chegar ao golo, rematava mais e com mais perigo e, sem complexos, anulava as estrelas badaladas dos donos do Parque des Princes. Com algumas excepções pontuais que, por ineficácia e quiçá fortuna nossa não causaram danos.
Individualmente, não houve nenhum dos nossos que não tivesse estado ao seu melhor nível. Helton, em colaboração com Otamendi, (distraído) quase "borrava" a pintura numa reposição de bola. Valeu que a "prima-dona" do "picho", não aprecia brindes destes. Como o do "chapéu" que Helton não permitiu que ele lhe pusesse.
Na defesa os dois centrais, Maicon e Otamendi, foram inultrapassáveis. Não deram hipóteses a Ibrahimovicht e Nene. Os laterais, Alex Sandro e Danilo só terão cruzado menos do que o Porto precisaria, mas, tanto ao ataque como à defesa, estiveram em alta. No meio campo, a virtude: João Moutinho, grande como só ele sabe ser. Lucho, une o jogo no meio e distribui pela frente de ataque. Ataca sempre mais do que defende e é o agente da ordem dentro da equipa. Depois, tivemos FERNANDO, o melhor em campo! Que energia, que raça, quanto trabalho, do melhor que há. Magnífico!
O Mais Belo Estádio da Europa.
Na frente, Jámes Rodriguez joga bem tanto com bola como sem ela. Na sua posse, é um artista. Quando são os colegas que andam com ela, arranja-lhes espaços para se movimentarem. Andou mais pela meia-direita, mas, quem sabe jogar, que lhe interessa por onde ande? E marcou, marcou o golo da saborosa vitória quando a esperança já parecia ter ido embora do Dragão. Ah, e ainda há Jackson Martinez, aniversariante dos 26 anos. Tem qualidades técnicas suficientes? Tem. Movimenta-se e dá luta? Também. E "matador", é? NÃO. É em jogos destes que um ponta de lança deve mostrar o que vale. Martinez teve algumas chances que deixou escapar. Talvez, na próxima...
Claro, ATSU. O defesa direito do PSG não o esquecerá tão cedo. Viu o diabo pela frente e ficou atordoado. Donde saiu este? Cruzes, que enlouqueço! Quando acaba "isto"? Tirai-me daqui.
Défour e Mangala, foram "fair-divers", mais o francês que o belga.
O "polícia" é um presunçoso de merda. Julga-se o maior de todos só porque apita para o lado das suas conveniências actuais e futuras. Sempre, sempre ao lado dos poderosos "atento e venerador".
Não tive acesso a imagens nem a críticas da imprensa, mas, no Estádio, associei-me aos protestos dos meus confrades portistas para contestar algumas das suas decisões, que me pareceram erradas, contra nós, claro.
Olha, beef, vai falar com o Vale e Azevedo, estais bem um para o outro.
Por fim o público. Uma palavra, apenas: EXEMPLAR!
Um livre "inventado" pelo Webb junto à nossa área, já depois do 1-0 e o jogo quase a terminar, gerou uns segundos de ansiedade no Estádio, na perspectiva de ver a vitória fugir. Felizmente, alguém (Otamendi') afasta com um vigoroso pontapé a bola dali.
Liga dos Campeões
Estádio do Dragão
2012.10.03
FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 1 - PS Germain, 0
Golo de Jámes Rodriguez, aos 86'
Franceses espremidos com sumo escasso.
Prontos? Também nós, adeptos do MELHOR CLUBE PORTUGUÊS, estamos preparados para incitar e moralizar logo à noite no Dragão a equipa mais representativa do futebol luso. Sem medo, sem tácticas de retranca, desinibidos e audazes.
No Mais Belo Estádio da Europa.
À PORTO!
Liga dos Campeões
Em Lisboa, Nova Central de Autocarros, 2ª Circular (Colombo)
sl benfica, 0 - FC BARCELONA, 2
Sessenta e cinco minutos sem tocar na bola, a jogar em casa, é record mundial! Esta "proeza" foi alcançada esta noite pela equipa treinada pelo "rei da táctica", J. Jesus, num estádio transformado numa verdadeira central de camionagem, tantos eram os autocarros estacionados no meio campo da equipa da casa. Tal e qual como equipas de modestas possibilidades que jogam naquele estádio para "perder por poucos". também, esta noite, os encarnados andaram aterrorizados, melhor, borrados de medo, atrás dos jogadores do Barcelona na esperança de que estes lhe concedessem, por uns momentos que fosse, a única bola do jogo!
Lembrem-se deste jogo, quando quiserem desculpar-se de um mau resultado sofrido em casa contra uma equipa de terceiro plano que jogou sempre "à defesa".
O árbitro? Nem o Jorge de Sousa ou o João Ferreira, teriam feito melhor...
E ainda se queixam.
Liga Zon Sagres
Estádio dos Arcos, Vila do Conde
Rio Ave, 2 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2
Golos do FC Porto: Miguel Lopes, aos 33' e Jackson Martinez, aos 89'
" " Rio Ave: Tarantini, aos 78' e 85'.
Se alguma equipa se sentiu frustrada com este resultado não foi a do Futebol Clube do Porto, pois a equipa da casa recuperou a desvantagem no marcador quando faltavam 12' para o fim do encontro, passando mesmo para a situação de vencedor aos 85', resultado que se ajustava à superioridade colectiva dos vilacondenses e quem mais fez por vencer, até àquele momento.
Face à toada lenta imposta pelos Dragões e à clara retracção da maioria dos seus jogadores, mais notória na segunda parte, o Rio Ave foi crescendo de audácia e assumiu a liderança das operações, obrigando a defesa do FC Porto, até ali bastante coesa sobretudo por acção de Otamendi, a vacilar e a cometer erros que levaram ao empate e, depois, à desvantagem num grande golo de Tarantini que deixou Helton completamente siderado. Sem surpresa para quem seguia o jogo na TV, dado o relaxamento evidente da equipa portista e o excelente empenho dos jogadores de Espírito Santo.
O amorfismo de quase todos os jogadores não deixa muita margem para distinguir o nível das respectivas exibições. Otamendi, Lucho, Défour, Alex e Jackson (pelos apontamentos técnicos mas principalmente pelo golo obtido), Jámes e Atsu, conseguiram aproximar-se, pelo menos a espaços, ao seu real valor.
Quatro pontos deixados em Barcelos e Vila do Conde, pode não ser dramático nesta altura do campeonato. Mas que parece esbanjamento que pode vir a fazer falta para o acerto final de contas lá isso parece...
Liga Zon Sagres
Estádio do Dragão, 2012.09.22
FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 4 - SC Beira-Mar, 0
GOLOS: 31,40', Jackson, Varela, aos 37', Jámes Rodriguez, aos 46' e Maicon, aos 71
O Futebol Clube do Porto, obteve esta noite no Dragão contra o Beira-Mar, uma vitória clara e justa, perante um adversário bem organizado mas sem argumentos bastantes para causar danos ao bi-campeão nacional.
Aos 6' já o FC Porto tinha criado três boas hipóteses para abrir o marcador, mas, foi o Beira-Mar com um meio campo mais saturado de jogadores que uma carruagem do metro em horas de ponta que mandou no jogo até ao primeiro golo da noite obrigando os Dragões a manter a vigilância defensiva apertada, não fossem os aveirenses surpreenderem numa jogada bem sucedida Maicon & Cª..
Depois do golo espectacular de Jackson Martinez (!) o FC Porto estabilizou o seu futebol e nunca mais o Beira-Mar foi o mesmo dos primeiros trinta minutos. Com Maicon imperial e Jámes Rodriguez a "dar ordens" no ataque, Défour e Moutinho já a servir melhor Varela e este a entender-se a preceito com Atsu foram criando espaços para a movimentação de Jackson que obrigavam a defesa forasteira a vacilar. Foi com naturalidade que surgiu o 2-0 e a convicção de que o vencedor estaria encontrado, mais golo menos golo.
Abriu a segunda parte com o 3-0 do pé direito de Jámes que corou o homem do jogo e a oportunidade de Castro e, mais tarde Iturbe, subirem ao palco e tentarem o show que os espectadores desejavam. Mas quem acabaria por colher os doces dos aveirenses foi MAICON e nunca eles foram tão bem merecidos.
Foi um espectáculo com bons momentos, umas vezes algo lento pelo menos na aparência outras vezes mais rápido notando-se na parte dos jogadores vontade de assumir o jogo sem muito desgaste e riscos na disputa dos lances.
Helton, com pouco trabalho mas atento, Danilo e Alex a trabalhar para a fama, Mangala com vontade de por as contas em dia, Moutinho poupadinho mas certinho, Défour em alta. Varela o costume aceitável.
Jackson Martinez teve o seu justo momento de glória no golo espectacular que deixou Rego pregado ao chão, depois de dominar a bola de costa para a baliza rematando "em bicicleta". Belo. Já tinha tentado o mesmo noutro jogo mas saiu fiasco. Há horas felizes e eu, como portista, desejo que tenha muitas.
Maicon, tornou-se o "pai" da equipa. Manda, que se farta.
Mas Jámes Rodriguez, inventa os lances que os defesas não descodificam. É magistral, o miúdo.
O árbitro não mostrou intenção de querer entrar no jogo. Isso é o que, pelo menos, todos deveriam fazer.
Aos poucos, Vítor Pereira, vai-se afirmando. Tal como a equipa.