terça-feira, março 20, 2012

UMA (GRANDE) PAIXÃO QUE VEM DE LONGE.

      

Muita polémica e pouco Sporting na vitória do Gil Vicente
    
            É fácil de prever a choradeira que os sportinguistas vão fazer nestes tempos mais próximos a propósito da arbitragem que esta noite esteve em Barcelos no Gil Vicente 2, Sporting, 0, culpando-a da derrota e consequente risco de perder o objectivo de ultrapassar o Marítimo no quarto lugar da classificação geral. 

            Não há neste país ninguém que não saiba, há muitos anos, quanto vale como árbitro este Bruno Paixão e os sportinguistas se, como parece, têm razão em considerar mal assinalado o primeiro penalti contra a sua equipa, que Rui Patrício acabou por defender dando um passo em frente, e, possam discordar do amarelo que deu origem à expulsão de Scaars para sancionar uma entrada muito pouco amigável a um gilista, não pagam ainda o campeonato que este mesmo Paixão lhes concedeu num célebre jogo realizado em Campo Maior há alguns atrás, quando o Futebol Clube do Porto já o tinha praticamente assegurado. E, pelo que se viu, e, relativamente a muitos outros em que o Paixão arbitrou os Dragões, não seria pelo trabalho feito esta noite, em que quase nada estava em jogo para além do quarto lugar e a manutenção dos minhotos, que se diria que o setubalense nunca teve competência como árbitro de futebol.
            

         

sábado, março 17, 2012

CONFISSÕES EM TEMPO DE QUARESMA.

        
O FC Porto venceu hoje o Nacional por 2-0. (Foto "Sol") 


    O FUTEBOL CLUBE DO PORTO até poderia ter obtido no Estádio da Madeira um resultado mais gordo em números, o que, a acontecer, ampliaria ainda mais a ideia de uma exibição bem conseguida que, em boa verdade, não se verificou. Sendo indiscutível que o triunfo foi claro, merecido, e, o lucro dos três pontos arrecadados úteis para a contabilidade final da prova, sendo muito, não terá deixado inteiramente satisfeitos os exigentes seguidores do mais belo emblema do mundo. 

          Ao FC Porto não se exige, apenas,  que vença mas também que convença impondo a superioridade que intimida o opositor e consolida a linhagem distinta que lhe permite ombrear com as melhores equipas da Europa.

           É comum dizer-se que as vitórias dão ânimo e aumentam a fé dos crentes adeptos na possibilidade futura de novos êxitos, o que, em abono da verdade eu não vejo existir apesar das vitórias e do primeiro lugar da classificação geral, nem, tão pouco, nos mais incondicionais e dedicados e tolerantes e ferrenhos adeptos tripeiros.

          O PORTO CANTA MAS NÃO ENCANTA!

          Coisa muito estranha é que, em comparação com o passado recente que trouxe para o Dragão todo o ouro da campanha em que andou envolvido, não contando com o influente Falcao, é certo,  mas fortalecido com novas contratações, na época que corre já só competimos, nesta altura, em duas provas: a taça que nunca valorizámos e a competição maior. Quem arrisca vaticinar que, pelo caminho que a equipa tem trilhado, sejamos competentes para vencer as duas, uma que fosse?

            Não tenho vocação para especular, mas, excepto em raríssimas e fugazes ocasiões, a imagem que a equipa me transmite na época que decorre é de incomodidade dos jogadores dentro da camisola, carência de alegria espontânea, laivos de uma certa melancolia, escassez de criatividade, sobranceria que advém do conhecimento da superioridade própria, ausência de fulgor físico para se impor aos adversários, atributos que são o NDA para criar, e alimentar, a empatia entre os apoiantes e os figurantes.

             Haja, porém, crença até ao momento em que tudo estiver consumado. Andámos a vencer desde 1893, faz bem lembrar.
           

           

           

         

        

HÁ HISTÓRIAS BANAIS QUE ACABAM BEM.

  (Dispenso que me descrevam o que eu vejo, por isso sigo as transmissões dos jogos do FC Porto pela TV com total ausência de som. As minhas emoções são genuínas  porque são despoluídas de excrescências alheias nefastas à saúde).    

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   Primeira Liga
             Estádio da Madeira
             2012.03.17

                           Nacional, 0 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2
                                              (Yanko e Alex Sandro)

             Dir-se-à que o campeão cumpriu com a sua obrigação de ir à Madeira vencer o Nacional e amealhar mais três pontos para se manter na liderança do campeonato à distância de um ponto dos segundos classificados, caso ambos venham a vencer os respectivos jogos que têm de realizar. Foi um triunfo merecido, obtido sem polémica de lances que pusessem em dúvida a legitimidade do resultado, sem embargo de ter que se reconhecer a extrema felicidade que proporcionou a Yanko abrir o marcador e a Alex Sandro a obtenção do segundo aos 90+2', a menos de três minutos dos cinco (!!!) concedidos pelo árbitro Carlos Xistra, pouco tempo depois de ter entrado em campo.

             A vulgar história desta partida teria sido sem dúvida bem diferente, quiçá dramática para as nossas aspirações se, logo aos 2' após o apito do início de jogo, os madeirenses tivessem aproveitado o que foi uma das melhores oportunidades de chegar ao golo em toda a partida, e, no decorrer dela, Mateus não tivesse esbanjado uma boa mão cheia delas como raras vezes é dado ver num único jogo.

             Obrigado a mexer, Vítor Pereira voltou a surpreender e recorreu à sua rábula preferida de colocar o central Maicon à direita e chamar Otamendi, contrariando o entendimento de Maradona que utilizou o argentino nessa posição. Défour, foi a pedra para o buraco deixado por Fernando e, na frente, Hulk, a beneficiar da folga que lhe concedeu Marco Ferreira no jogo contra a Académica, foi rendido por Cristián Rodriguez.

             Só por breves períodos em todo o jogo o Nacional mostrou querer complicar a vida aos campeões nacionais, que, não sendo forçados a um ritmo muito alto iam controlando com maior ou menor empenho o ritmo algo lento em que o jogo decorreu. 

             O FC Porto chegou ao golo num lance verdadeiramente insólito, com um defesa nacionalista a aliviar, sem aperto, um bola dentro da sua área batendo-a de tal modo que esta fez tabela no pé de Álvaro Pereira de que resultou uma assistência para o austríaco postado a dois metros do guarda redes que, sem dificuldade lhe meteu o esférico por baixo do corpo.

              Individualmente, Moutinho foi o melhor: fez o seu papel habitual, o de Fernando e, até em parte de Lucho. Atrás e à frente, à direita, ao centro ou à esquerda, passando e rematando, o algarvio brilhou. Jámes, Helton, Maicon (ai, aquela distracção com o tempo a acabar que por milagre não deu o 1-1...), bastante acima da mediania dos demais. Lucho, cada vez se assemelha mais a um Mercedes a gasóleo com 800 000 Km no motor. Yanko, não fez um jogo mau: foi igual a si próprio, fez um golo importante fácil e podia ter feito o segundo mas, no lance, o guarda-redes saiu muito bem ao seu encontro. Rolando, já aprendeu alguma coisa com  ele e, isolado, a cinco metros dos postes atirou dez por cima deles uma bola que "estava dentro".

              Veremos o que nos vai trazer a próxima terça-feira...




segunda-feira, março 12, 2012

DRAGÃO JOTA.

            A revista J, que o jornal diário desportivo "O Jogo" edita aos domingos, insere na secção "Zona J" da última edição, na pág. 14, uma referência ao DRAGÃO, SEMPRE!, com uma sinopse onde se alude à  essência dos objectivos que este blogue prossegue e à acrisolada devoção do seu autor pelo FUTEBOL CLUBE DO PORTO.

            Uma referência como esta numa publicação onde abundam tão expressivos como belos pretextos para nos prender a atenção (em determinados assuntos é irrelevante o clubismo de cada um(a), ninguém é perfeito...), é motivo de agrado pessoal ter tido oportunidade de usufruir do meu  "minuto de fama".


          

sábado, março 10, 2012

CAPAS NEGRAS ENSOMBRAM O DRAGÃO.

        Dragões seguram liderança com penálti tardio

    Primeira Liga
             Estádio do Dragão (O Mais Belo da Europa)
             2012.03.10

               FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 1 - Académica de Coimbra, 1

                         Quem viu o jogo da vitória no Estádio da Luz e assistiu à primeira parte do encontro desta noite no Dragão, ainda deve andar a esta hora a tentar perceber o que andaram os jogadores do Futebol Clube do Porto, campeão em título e líder do actual campeonato, a fazer no relvado. É que, individual ou colectivamente, jogar à bola eu não vi porque, é sabido, as camisolas só por si não ganham jogos. É um lugar comum, mas serve para ilustrar o apagamento dos primeiros quarenta e cinco minutos da partida.

                        Se dentro das quatro linhas andavam onze fantasmas de branco vestidos usufruindo de total liberdade de acção sob os holofotes mas, apesar disso, invisíveis para os jogadores do FC Porto, no "banco" portistas registavam-se (julgo eu) os passes sem nexo interceptados ou perdidos, aos cestos, dos jogadores azuis e brancos.

                        Veio o golo adivinhado para os "capas negras" antes do regresso ao balneário e, até Ronaldo, o terá considerado merecido tão fraca foi a oposição ao marcador Edinho (e eu, que não vi Sapunaru por ali, fiquei a pensar se já teria ido para o descanso...).

                        Estando a mata a pegar fogo soou, na segunda parte, o "toque dos sinos a rebate". Espuma para cima, investidas e recuos, sirenes e contra-fogos, e mãos de desespero a apertar a cabeça. Debalde, isto é, só mesmo de penalti, que até o Ferreira que é Marco, assinalou, desta vez (não era o Hulk...).  No fim, no finzinho mesmo, Hulk garantiu o ponto, o pontozinho que mantém o Braga a salivar como um cachorro à espera do osso.

                        Tarde, demasiado tarde.Nessa altura, "já Inês era morta".

                       Queria ser apenas eu, neste momento, a pensar que o campeonato não vai precisar de oito jornadas para se conhecer quem vai ser campeão...

                      

                          

                        

          

ROTA SEGURA COM A CARTA NA MÃO.

          https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhxClPl7f8VSplDFaUUp1-I-lvB-NCsZS_fh7jfHxz7x2XldqH5HsVhUBJd3bHs8BVawUNZp6yw6NZ0meMYqfVf5CXaCs3jAL9sRck5p6UtNCPTWljVHLy0PI21ayAoK37ZEvnzva3aWv79/s1600/20120310-oJogo.jpg

       A diferença pontual que nos diferencia no primeiro lugar da classificação em relação ao Braga e ao Benfica não é, realisticamente, a nove jornadas do fim do campeonato, qualquer garantia de que a questão do título seja assunto encerrado. Disso mesmo deverão estar cientes tanto os jogadores e equipa técnica do Futebol Clube do Porto como, também, todos os seus adeptos e simpatizantes.

            A fazer fé no que se vai lendo e ouvindo, tanto Vítor Pereira como os jogadores que, após o raid levado a cabo a semana passada que esforricou o acampamento vermelho da Luz, em Benfica, têm vindo a prestar declarações, estão cientes de que para chegar ao título há ainda um árduo percurso pela frente. Outro tanto, acontece com a grande maioria dos adeptos dragões como frequentemente se constata, não apenas nas conversas de circunstância mas, também, no que se pode ler na maioria dos blogues portistas onde se vem alertando para os males que podem surgir de um abrandamento da guarda relativamente aos jogos que temos de cumprir.

          É bom que assim seja e se mantenha o apoio total aos nossos atletas e seus treinadores,  independentemente dos juízos pessoais, quase sempre sem fundamento, que sobre eles tenhamos.

         


           

segunda-feira, março 05, 2012

CHAMARAM-ME "CEGUINHO"!




           Está um cidadão tranquilamente sentado à mesa do café na manhã de domingo, a tomar a primeira bica do dia na companhia de um jovem amigo da família portista tecendo alguns comentários sobre o que o jornal "O Jogo" dizia a respeito da vitória inquestionável do Futebol Clube do Porto sobre o impante clube da segunda circular do bairro de benfica, quando um bronco atarracado, facies vermelhusca e com ar de negociante de gado das antigas feiras de Ponte de Lima, que se encontrava ao balcão na companhia do que mais tarde constatei ser um irmão, se virou inopinadamente para nós vociferando possesso que "éramos ceguinhos" ao mesmo tempo que executava com a mão aberta o movimento em frente aos olhos que exemplifica o que se pretende dizer com tal movimento.

           É claro que, a partir daquele momento, a conversa azedou  e só não descambou para níveis de violência física porque os valores etários em presença não recomendariam outra forma de beligerância que não a verbal, onde, ponderadas as consequências, estava mais à vontade.

           Ver é uma faculdade própria da homem que ele usa para melhor se orientar no ambiente em que se move, não significando isso que todos vejamos a mesma coisa mesmo que o objecto olhado seja o mesmo. Cada um vê o que quer e ninguém pode obrigar que outros olhos não vejam de forma diferente da nossa. Mas, visto o que no vídeo acima está registado com olhos de querer ver a realidade, mesmo que não agrade aos frustrados adeptos do clube da Dona Victória, só mesmo um considerável calhau com dois olhos na cara terá dificuldade em discernir o que até a um verdadeiro invisual seria perceptível.