domingo, março 04, 2012

A CADEIRA DE PESADELO DE ANDRÉ VILAS-BOAS.

      

Villas-Boas perde a guerra e rescinde com o Chelsea

             André Vilas-Boas foi atrás de uma miragem depois de ter visto um sonho transformado em realidade. Trocou a sua "cadeira de sonho" onde foi e tornou felizes os seguidores do Futebol Clube do Porto, para correr atrás de uma miragem em forma de poltrona dourada a petrodólares.


           Há sonhos que acabam assim...

sábado, março 03, 2012

POSTAR "A POSTERIORI".

            "O benfica não ganhou as três últimas partidas que disputou porque não pôde contar com Javi Garcia. Se ele tivesse estado em S. Petersburgo, (3-1), em Guimarães, (1-0) e em Coimbra (0-0), os encarnados estariam confiantes para "castigar" Bruno Alves no jogo da segunda volta pela "tentativa de homicídio" a Rodrigo e iriam mais logo a jogo com a confortável vantagem de CINCO pontos sobre o segundo, e não com os campeões nacionais à frente por força do melhor gol-average. Quer dizer: o clube da Dona Victória, tivesse podido contar com o fenomenal "Rabi", teria vencido facilmente todos os jogos em que participou, pois ele, por si só, teria superado a evidente desaceleração e a notória quebra exibicional que vinha mantendo a equipa, a ponto de não haver ninguém que não fizesse questão de anunciar a entrega do titulo de campeão no época ainda longe do fim."

                              Uh,uh,uh,...O terror das águias.

             "A ideia de que com a chamada do espanhol ao jogo de logo à noite vai mudar tudo a favor do benfica não passa de uma tentativa ingénua de intimidar os jogadores do Futebol Clube do Porto, porque não há-de ser por acção individual de um único jogador que todo o resto que está por detrás desta quebra de produção dos lampiões não possa vir a ficar a descoberto esta noite por acção do seu antagonista Dragão."
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             Não pude concluir (por razões de natureza inadiável) o post que tinha intenção de publicar antes do jogo de ontem à noite, mas, por me parecer que no texto acima inserido se poderá já inferir o essencial do que se pretendia salientar entendi que, face ao desenrolar das peripécias do jogo e à sensacional vitória do Futebol Clube do Porto, que pôs a nu o bajulado rei balofo da corte alfacinha e a do seu bobo Chicletes, a sua divulgação tenha (ainda) oportunidade.


            

sexta-feira, março 02, 2012

"NÓS FALAMOS NO CAMPO", diz LUCHO GONZÁLEZ.

           Primeira Liga
           21ª Jornada
           2012.03.02
                                               ESTÁDIO DA LUZ 

                                sl benfica, 2 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 3

            HULK e JÁMES RODRIGUES  criaram dois golos do "outro mundo"; ainda assim, do que gostei mais foi o que marcou MAICON...

        
James, autor do segundo golo, festeja com Maicon tento que deu vitória ao FC Porto

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

DIGERIR FOGAÇA COM UM PORTO SEM PALADAR.

      
FC Porto vs Feirense (José Coelho/LUSA)

    Estádio do Dragão (O Mais Belo da Europa)

            2012.02.26

                           FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2 -  Feirense, 0

            A possibilidade de o Futebol Clube do Porto recuperar na noite de ontem os três pontos que o separavam do primeiro lugar da classificação geral anulando, em apenas duas jornadas, os cinco de desvantagem que muitos já tinham como impossível de superar, fez pensar à falange de adeptos portistas de que a sua equipa iria mostrar contra o Feirense, de forma concludente e definitiva, a gana e o futebol suficientes para chegar ao título.

             Não estive no Dragão e vejo os jogos pela TV com total ausência de som. Como não sou diferente de qualquer comum adepto, o modo como fui reagindo ao que se ia passando no relvado não seria muito distinto dos que assistiam ao vivo no estádio e, ainda não tinha o tempo de jogo atingido os trinta minutos e a confiança de que se confirmassem os meus desejos tinha ido para "os quintos dos infernos" bem acompanhadas com girândolas de impropérios só permitidos a adultos empedernidos. (Sosseguem, estava sozinho). Com efeito, o que me entrava pelos olhos era tudo menos aquilo de que estava à espera. Mau, mau demais para ser tolerado.

             Não tenho a veleidade de que alguém com autoridade na matéria venha a ler estas linhas e me lembrar o desgaste do jogo de Manchester, que a maioria dos jogadores está para partir para os jogos das selecções dos seus países, que na próxima sexta-feira será jogada a chave da Liga 2012/2013 e há necessidade de gerir o esforço, que o Feirense tinha à baliza um jogador que nunca tinha sofrido um golo no Dragão (já agora, quantas vezes lá jogou?) e é uma boa equipa, argumentos que até podem ser aceitáveis mas não bastantes para perdoar aqueles intragáveis 47', da etapa inicial.

             Em nenhuma das melhores equipas das Ligas europeias que conheço, Yanko teria oportunidade de vestir a camisola ou pisar o relvado. Nenhuma. Nem o Atlético de Madrid. O Futebol Clube do Porto ombreia com qualquer dos melhores plantéis da UE  pelo que, actuando com um jogador com as características técnicas do austríaco fica descredibilizado e os colegas da categoria de Hulk, James, Lucho, Moutinho, Varela, para citar apenas alguns, vêem o seu esforço defraudado pela inépcia e vulgaridade do ex-Twente. Ouvi José Fernando Rio, um comentador que ouço e muito aprecio, no Porto Canal, a repetir argumentos gastos e triviais sobre a mobilidade do austríaco na área, na erosão que provoca nas defesas, a vantagem da sua altura para os lances aéreos. Não bastam, para as aspirações e responsabilidades duma equipa como a nossa que, em jogo onde lhe são oferecidas tantas e tão boas oportunidades de marcar como ontem, nem uma chegou ao fundo da baliza. Quem espera que, em jogos decisivos de uma única chance de chegar ao golo, ela a aproveite? Lembram-se de Renteria, há anos atrás, no último lance do jogo com o resultado em 1-1, no Estádio do Clube da Dona Victória, falhar o golo sem estar ninguém para defender a baliza?

                Vítor Pereira vai jogar na Luz, mas Yanko não. Não pode. Hulk, Varela ou James (se puderem jogar), Álvaro Pereira ou Cristián Rodriguez (opção válida), teriam de arrancar uma dúzia de centros para um deles tabelar na cabeça de Yanko e bater Artur, coisa que ninguém está à espera que eles consigam fazer na sexta-feira. E, tem Djalma que, no pouco tempo que lhe concedeu ontem, lhe apontou o bom caminho para a decisão acertada...

                       

sábado, fevereiro 25, 2012

IR A COIMBRA METER A VIOLA NO SACO.

     

Peiser deu nota zero à eficácia do Benfica
                                      0-0


                  0-0 significa que os 5 pontos de avanço que o líder do campeonato da Liga esperava sucedessem em Coimbra, são agora TRÊS que são os que o Futebol Clube do Porto precisa ganhar amanhã no Dragão para chegar ao topo e partilhar o PRIMEIRO lugar da prova com os pré-indigitados futuros campeões nacionais indiscutíveis. Sem equívocos ou palavreado barato: o Futebol Clube do Porto não depende senão de si próprio para renovar o titulo de campeão 2011/2012.

            Vai ser lindo de ouvir e ler agora o que têm para dizer os sábios comentadores da imprensa instalada na "Capital do Império" sobre a crise que a equipa de Eusébio evidencia neste momento, como o atestam os resultados dos três últimos jogos com duas derrotas e um empate em três jogos realizados, que, só terá surpreendido quem não viu as paupérrimas exibições dos encarnados naqueles jogos, quando já vinham a considerar encerrada a questão do título. Expliquem-me lá, então, mas bem explicadinho porque é que em São Petersburgo perderam um jogo contra uma equipa desfalcada dos seus principais jogadores e vinda do defeso, que foi à sua agência de Guimarães entregar sem espinhas os três pontos em disputa, e, esta noite regressou de Coimbra com a viola no saco dando graças aos rouxinois do Choupal por estes não saberem cantar de noite. Ah, tá bem, não jogou o "Rabi" Garcia, o martelo-pilão que bate para furar. Que pena! Com o frio da noite, com a "lenha" que ele costuma distribuir talvez que o motor desenvolvesse o necessário.

             Para mim que, quando vejo jogar o Clube da Dona Victória, sou tão isento como o Rui Gomes da Silva ou o Sílvio Cervan (não menciono outros "pássaros" porque pretendo acabar o post antes da meia noite), dois factores fulcrais explicam mais este "desgosto" de consequências imprevisíveis para o estado de saúde de Eusébio: ter passado a jogar com nove jogadores a partir da entrada em campo do Yanik Djaló, quando já vinha desde o começo da partida a alinhar apenas com dez por não ter podido contar com os préstimos do árbitro de quem sempre espera algo que lhe resolva os casos bicudos.

            Boa noite. Amanhã vou ter de passar o dia a procurar o meu sobrinho Remígio e, reparem bem, o seu filho Nuno. O pai, para lhe mitigar o desejo de me ver e o filho para o ajudar a apanhar as canas dos foguetes com que, há oito dias, andava a atirar logo de manhã. Rapazes, não fui eu que tive a culpa que vos tivessem desviado do bom caminho que vos ensinei...

           

terça-feira, fevereiro 21, 2012

CARNAVAL DE 2012 DE UM BENFIQUISTA.

A GRANDE FARRA DO D. AFONSO HENRIQUES:

 
 

          - Ao menos, deveriam ter marcado o jogo com o Guimarães para a quarta-feira de cinzas...

           - Eu te esconjuro, Pinto da Costa! gggrrrrggggrrrrggggrrrrrr.....

domingo, fevereiro 19, 2012

REFRESCO DE LARANJA ACABOU AO INTERVALO.

        (Visionamento pela TVI, com ausência total de som enquanto o jogo decorreu)



Dragões cumprem a tradição no Bonfim (1-3)    
      Primeira Liga
            Setúbal, Estádio dos Arcos
            2012.02.19

                  Vitória de Setúbal, 1 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 3

                       Com uma primeira parte de bom nível e a outra a pensar na viagem a Manchester, o Futebol Clube do Porto foi a Setúbal cumprir a tradição e somar os três pontos que estava proibido de perder, obtendo uma vitória sem contestação assegurando, pelo menos até amanhã, as distâncias pontuais para o primeiro e terceiro lugares.

                       Nos primeiros quarenta e cinco minutos os campeões nacionais foram senhores do jogo do princípio ao fim, entrando praticamente a vencer com o golo de Ianco, logo aos 2' de jogo, respondendo de cabeça ao centro vindo da direita com a chancela de Moutinho. Um golo vistoso com estragos psicológicos nos setubalenses que não contariam tão cedo com ele, nem com o ímpeto dos Dragões que pareciam determinados a resolver a questão o mais cedo possível. Poucos minutos depois de Moutinho ter ensaiado o golo com um belo remate fora da área que Ricardo desviou com uma grande defesa para canto, surgiu aos 25' o 0-2 por Fernando (!) solicitado num contra ataque rápido por um passe de Hulk, batendo lesto e forte fora do alcance do guardião ex-internacional protegido do Scolari.

                      A segunda parte não tem história, ou melhor, tem uma história das substituições de Vitor Pereira a tirar do jogo Lucho, Moutinho e Hulk e a fazer entrar Défour, Jámes e Cristian Rodriguez, e os golos, primeiro o do Setúbal aos 75' em resultado de um livre à entrada da área para punir uma falta de Otamendi sobre Mayong, que logrou comover o árbitro depois de ter ensaiado o lance em todas as vezes que a bola lhe chegou aos pés enquanto esteve em campo. Mas valeu a pena: fez um grande golo com uma bela execução e conseguiu que, durante pouco mais de 2', pairasse nos Arcos um ambiente de milagre para chegar ao 2-2, pois, num lance em que Cristian Rodriguez teve o maior mérito ao ir à linha e servir para trás Varela como mandam os cânones, que este só teve de encostar e encerrar o jogo, eram passados 78', o Bonfim não aconteceu.

                     Globalmente, o Futebol Clube do Porto fez uma exibição aceitável, sem deixar transparecer qualquer pressão ou sequelas da derrota de quinta-feira na Liga Europa. Houve entre-ajuda, aplicação e bons desempenhos individuais e a harmonização das ligações defesa ataque estabelecia-se com naturalidade. Helton não foi posto à prova com excepção de uma defesa muito boa a um remate mal intencionado, Sapunaru regressado ao lado direito actuou no seu registo habitual, dando nas vistas na parte final do jogo com um lance de boa iniciativa concluído com um remate à trave.Rolando bastante activo não teve falhas e Otamendi, hoje, pareceu-me que está preocupado com Mangala, ou, até Maicon. Continua, porém, a dar motivos ao árbitro para assinalar faltas. No miolo, foi Fernando quem imperou e, com ele, a casa nem treme; Moutinho agradece e cada vez sobe mais de rendimento. Lucho, estabiliza, ordena e coordena mas parece pouco "fresco". Hulk, bem melhor do que contra o City, ora à direita ora à esquerda, não há dique que resista à sua força. Quanto a Varela, hesito entre ele e Fernando, mas acho que merece ser tido como o melhor, esta tarde-noite. Défour, Cristian e James, que entraram para dar folga aos jogadores nucleares, dos três, o melhor terá sido o Cebola e James mostrou-se algo apático.

               Deixei para o fim Alex Sandro e Ianko. O brasileiro é bom. Tranquilo, postura no lugar, defende, ataca, não recorre à falta, alto nível de concentração e joga limpo. Álvaro Pereira será um dos melhores do mundo, agora; mas o miúdo segue na sua peugada e vai longe. O austríaco assemelha-se a um pau de vassoura com a  piaçaba para cima. É um mastro sem bandeira, um violão sem cordas. Não encaixa numa equipa de Moutinhos, Luchos, James, Hulks, etc.. Destoa na arte e a bola rejeita-o. Marcou um golo. Marcou, e então? É assim tão difícil  marcar um golo ao Setúbal se a bola lhe é apontada à cabeça com uma bala saída da espingarda de um exímio atirador? Basta estar la, de pé. E já refila, como se fosse o árbitro o culpado. Muito maus devem ser Kléber e Valter!

          Só árbitros devem ser avaliados. De futuro, se encontrar um, darei a minha opinião.