As notícias postas a circular na comunicação social que divulgam o interesse de clubes em determinados jogadores vinculados por contratos mais ou menos duradouros ou que estejam em vias de o cessar, a divulgação do desconforto que alguns atletas menos utilizados dizem ter por não jogarem ou serem opções menores dos treinadores, a multiplicação das entrevistas dos empresários sobre os seus representados, as explicações dos treinadores e dos dirigentes sobre a reformulação dos plantéis, proliferam mais ou menos destacadas nos mídea durante o ano inteiro.
O Futebol Clube do Porto é um alvo privilegiado e todos os dias entram- nos pelos ouvidos e olhos notícias de entradas e saídas dos seus jogadores que, a confirmarem-se, dificilmente teríamos no final da época os mesmos nomes que a iniciaram.
As que recentemente vieram à baila dão Valter, Fucile e Cristian Rodriguez como activos em leilão. Se em relação ao Cebola há muito que era anunciada por estar em fim de contrato e não terem, atempadamente, circulado notícias sobre a renovação, as de Valter e Fucile têm alguma dose de imprevistas com relevo para a do Bigorna/Maciço, uma aposta (que se dizia) desta época de muitos milhões de euros fechada na anterior.
Fucile tem qualidade e muita experiência, com idade ainda longe de procurar trabalho menos exigente em qualquer clube da Turquia ou Chipre, já leva bastantes anos ao serviço do clube e pode render quantia interessante; Cristian Rodriguez, não deverá ter dificuldade em obter trabalho, seja no seu país ou num campeonato com algum cotação, mas não será fácil que o FC Porto retire grande vantagem no negócio, pois, como se sabe o vínculo vale zero no final da época.
O brasileiro foi comprado a peso de ouro atendendo à sua juventude e pensar-se-ia poder ocupar o lugar de Radamel Falcao, se a prova dos nove tivesse correspondido ao total dos milhões. Apesar das oportunidades, Valter, não mostrou o suficiente para ganhar o lugar que, aliás, ainda não tem candidato fiável, muito embora possua qualidades que poderão vir a ser potenciadas. Por muitos motivos, só vejo uma razão de peso para justificar a sua venda: a urgência de entrada de dinheiro vivo nos cofres do Dragão, porque, sendo ainda muito jovem e dotes para chegar a craque não será muito difícil que apareça uma boa proposta para negociar.
Para já estão três na berlinda. Mas, claro, a história está longe do epílogo. Aguardemos os próximos episódios, dando uma espreitadela ao tal DANILO, que joga e marca golos assim: