sábado, dezembro 03, 2011
NEM COM CHAVE FALSA O LADRÃO ENTROU EM OEIRAS.
A arrogância encarnada foi castigada com uma derrota dolorosa ontem à noite na Madeira frente ao Marítimo, de nada valendo o embuste de Nolito na simulação de um penalti com que o "coelho" abriu o cofre onde se encontrava a chave para o estádio de Oeiras, desperdiçando a "colaboração" dada pelo "artista" Baptista portalegrense, ele próprio também confiado que o favor lhe seria retribuído com a nomeação para a final do Jamor e o reencontro com o cúmplice e beneficiário do roubo improdutivo.
À bomba e de chapéu de aba mexicana acabou a águia com os ossos derretidos no "caldeirão dos Barreiros" depois de ter sido escalfada há oito dias atrás no incêndio do galinheiro, onde só não esturricou graças à conveniente miopia do "prior" da capela e dos seus acólitos que deram à cópula de Jardel dentro da área significado idêntico ao do monumento da Guerras Peninsulares da Rotunda da Boavista, na cidade invicta.
Tomando como certo "o ovo no cu da galinha" já o rei da táctica palitava os restos das postas de pescada que lhe saltam pela boca quando a arrogância estimula a bazófia nos momentos de euforia, no convencimento de que a virgindade estava mais garantida do que na Idade Média com os cintos de castidade, antevendo já a cena da tribuna do Monumento que é orgulho do regime, levantando a Taça que é sonho de menino. Paciência, Jorge, tem paciência, porque o Domingos merece ser indemnizado...
NEMÁTODO ATACA NA MADEIRA.
Taça de Portugal:
Ilha da Madeira.
MARÍTIMO, 2 - Sport Lisboa e BENFICA, 1
Todos queriam ganhar a Taça, até Jesus...
segunda-feira, novembro 28, 2011
COMEÇA A TOMAR BRILHO A CHAMA DO DRAGÃO.
Os jogos ultimamente realizados pelo Futebol Clube do Porto que terminaram com dois saborosos e importantes triunfos, deram sinais positivos de que a equipa está a tentar inverter o processo de desmantelamento dos seus objectivos e está empenhada em reencontrar o rumo que a conduzirá ao sucesso. Não obstante um dos objectivos prioritários já ter sido perdido, com a eliminação sem honra contra a Académica na prova da Taça de Portugal, o muito que ainda está em jogo na actual época será, em caso de vitórias, um grande sucesso.
Um dos primeiros objectivos do treinador deverá ser a estabilização da equipa evitando mexer, na medida do possível, na composição das suas pedras. Pelo menos num determinado núcleo de jogadores que garantam a execução do plano do técnico para cada jogo e o élan do conjunto. Depois, que cada um dos escolhidos seja mantido o maior número de jogos no posto para cujo desempenho tem mais aptidões e melhor pode render.
Reportando-me às últimas opções de Vítor Pereira devo entender que Maicon só foi posto a defesa direito esporadicamente e o lugar será entregue a um dos seus melhores intérpretes disponíveis no plantel: Fucile e Sapunaru; e que Hulk, apesar da sua polivalência, nunca substituirá um bom ponta de lança de raiz e o seu rendimento decresce, em termos individuais e colectivos, se deixar de aparecer com a necessária frequência nos corredores direito ou esquerdo do ataque, mais vezes no primeiro.
As subidas de forma claras de João Moutinho (desde os jogos da selecção) e de Fernando, aliadas à opção por Défour em detrimento de Belluschi, arescentaram mais valias ao miolo agora mais simples e prático na concretização das jogadas, sobretudo as de ataque pelo sentido de apoio do belga.
Dentro do sistema em 4X3X3 que é o paradigma normal do jogo do Futebol Clube do Porto desde há muito, um ponta de lança "de raiz" é fulcral. Kléber ou Valter, neste momento, porque é o que há. A não ser que que Pinto da Costa ande por aí na cata de alguém que se pareça com Lima...
Termino a falar de HULK. Desde que assisti no Dragão à sua estreia até agora, muitas das arestas que então lhe apontei já foram limadas. Está naturalmente melhor. Mas não tanto melhor como gostaria que estivesse. Com efeito, o Incrível tarda em deixar cair a tendência para se apegar à bola, prendendo-a quando era necessário cedê-la a um colega capaz de prosseguir a jogada com êxito, usa muitas vezes o um para um quando se impunha o passe e, em jogos que não lhe correm como queria, é bastante intermitente no brilho e no apagamento. Para além de fazer tudo para da r razão ao árbitro quando este não tem razão nenhuma para o admoestar. O brasileiro de ouro da equipa, deve convencer-se, que tanto pode ser considerado um jogador excepcional quando faz golos como os de ontem, como quando executa jogadas MÁGICAS como a que deu a Kléber a oportunidade de chegar ao 3-0.
domingo, novembro 27, 2011
CRISE RESOLVIDA À BOMBA!
Liga Portuguesa.
Estádio do Dragão
2011.11.27
FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 3 - Sporting de Braga, 2
Melhora a olhos vistos o estado de saúde da equipa azul e branca se valorizarmos mais os sinais positivos da sua recuperação do que algumas sequelas que ainda persistem do período crítico que atravessou.
HULK, A FIGURA.
Tomando como referência a reacção positiva operada em Donetsk, esta noite, no Estádio Mais Belo da Europa e perante o apoio e incentivo esfuziante dos seus adeptos, o Futebol Clube do Porto ratificou, melhor dizendo, ampliou uma imagem inequívoca de que está determinado a mudar, radicalmente, de vida.
Como se antevia o adversário tentou logo de início uma postura de intimidação com vista a que o FC Porto se intranquilizasse, optando por uma atitude de manter o jogo no meio campo portista e esperar a construção de uma oportunidade para Lima. Nos primeiros 25' o Braga foi mais ofensivo, e, os Dragões tinham muitas dificuldades em chegar área de Quim, quer em razão do acerto da defesa bracarense quer porque as transições e os despiques umxum falhavam.
Aos 36' e quando o Porto já tinha assumido o comando do jogo, James aproveitou algum espaço no lado direito e com um centro tirado a régua e compasso serviu HULK que, no sítio exacto, bateu de cabeça para o 1-0. Um belo lance, superiormente concretizado pelo Incrível.
HULK, a voar entre os centrais.
A segunda parte começou em ritmo mais baixo por parte do Braga e o FC Porto intensificou o domínio que assumira no primeiro tempo mas não lograva aumentar a vantagem. Então, já quando Jardim tinha iniciado as substituições, foi a vez de Vìtor Pereira mexer, substituindo de uma assentada Djalma e Défour, entrando Cristian Rodriguez e Souza. Por momentos pareceu-me que o Dragão reagiu, desagradado, mas sem razão como se viria a confirmar com a subida do rendimento da equipa.
HULK, chega (sempre) primeiro.
Aos 77' surgiu o 2-0, de novo por HULK a passe de Moutinho. Ainda mais bonito que o desenho da jogada foi o estupendo remate com o pé esquerdo e ao seu jeito do ariete portista, sem chances para a defesa de Quim, que voou em vão na perseguição do meteoro. Já com Kléber, que entrara a substituir James, apareceu o fácil 3-0 num encosto à marca de penalti de uma bola servida na bandeja por HULK, que a enfeitou com a arte de um cozinheiro consagrado.
Os festejos.
A três minutos do fim do encontro os jogadores do Futebol Clube do Porto foram para o banho deixando em campo apenas as camisolas. Impensável, inadmissível, imperdoável, incompreensível alheamento do jogo da equipa campeão nacional! Hulk, travou dentro da área em falta nítida o jogador do Braga que foi deixado completamente sozinho, na direita, e teve tempo para tudo. Na conversão, Lima, que não tivera uma única oportunidade de marcar no decorrer do jogo, fez o 3-1, sem hipóteses para Helton. Logo a seguir, agora do lado direito, o centro sobre a nossa baliza foi feito sem qualquer oposição e, servido de novo Lima para a frente da área, este, completamente à vontade, fez um excelente remate e bateu Helton, sem apelo nem agravo, pela 2ª vez, terminando a partida 2' minutos depois com o Porto na eminência de fazer o 4-2.
Como ficou claro no início deste comentário ainda desta vez o resultado superou a exibição. Mas foi justa a vitória, até nos números, porque o Braga também não mereceria um resultado mais contundente.
Também individualmente os jogadores subiram de rendimento em relação ao passado recente. Helton continua seguro e confiante. Maicon, manchou a ficha na jogada que deu o segundo ao Braga; Rolando, Otamendi e Álvaro Pereira têm nota positiva mas o Palito ainda não tem a alça regulada para os centros que sabe fazer; no miolo, Fernando, Moutinho e Défour, com James mais adiantado, trabalhou muito e, após os 20' iniciais, quase sempre bem, mas o colombiano não brilhou como se espera do craque que é. Djalma terá cumprido o plano que lhe confiaram, todavia não foi muito produtivo. Tanto Kléber, que regressou à equipa e aos golos, como Cristian Rodriguez e Souza, não comprometeram a aposta que neles fez o treinador portista que, deste modo, arrefeceu a veia crítica dos seus detractores.
HULK, o maior, foi a figura de maior destaque de entre os vinte e seis que participaram nesta partda.
A linha inicial.
Verdadeiramente lastimável e desprovida de imparcialidade foi a arbitragem de Artur Soares Dias. Errou vezes de mais, cometeu falhas grosseiros e julgamentos desprovidos de senso, interferiu no andamento do jogo por tudo e por nada, colaborou até ao limite da tolerância com simulações de faltas dos jogadores, coincidentemente em desfavor do Futebol Clube do Porto, nem podendo ser-lhe concedida a desculpa de ter sido uma partida de elevado grau de dificuldade. Só não foi uma noite estragada porque os jogadores não alinharam nas suas asneiras. Provavelmente, não gosta dos árbitros ingleses mas, pelo menos, seria recomendável que tivesse assistido ao jogo da véspera, no " galinheiro".
O pior da noite.
Estádio do Dragão
2011.11.27
FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 3 - Sporting de Braga, 2
Melhora a olhos vistos o estado de saúde da equipa azul e branca se valorizarmos mais os sinais positivos da sua recuperação do que algumas sequelas que ainda persistem do período crítico que atravessou.
HULK, A FIGURA.
Tomando como referência a reacção positiva operada em Donetsk, esta noite, no Estádio Mais Belo da Europa e perante o apoio e incentivo esfuziante dos seus adeptos, o Futebol Clube do Porto ratificou, melhor dizendo, ampliou uma imagem inequívoca de que está determinado a mudar, radicalmente, de vida.
Como se antevia o adversário tentou logo de início uma postura de intimidação com vista a que o FC Porto se intranquilizasse, optando por uma atitude de manter o jogo no meio campo portista e esperar a construção de uma oportunidade para Lima. Nos primeiros 25' o Braga foi mais ofensivo, e, os Dragões tinham muitas dificuldades em chegar área de Quim, quer em razão do acerto da defesa bracarense quer porque as transições e os despiques umxum falhavam.
Aos 36' e quando o Porto já tinha assumido o comando do jogo, James aproveitou algum espaço no lado direito e com um centro tirado a régua e compasso serviu HULK que, no sítio exacto, bateu de cabeça para o 1-0. Um belo lance, superiormente concretizado pelo Incrível.
HULK, a voar entre os centrais.
A segunda parte começou em ritmo mais baixo por parte do Braga e o FC Porto intensificou o domínio que assumira no primeiro tempo mas não lograva aumentar a vantagem. Então, já quando Jardim tinha iniciado as substituições, foi a vez de Vìtor Pereira mexer, substituindo de uma assentada Djalma e Défour, entrando Cristian Rodriguez e Souza. Por momentos pareceu-me que o Dragão reagiu, desagradado, mas sem razão como se viria a confirmar com a subida do rendimento da equipa.
HULK, chega (sempre) primeiro.
Aos 77' surgiu o 2-0, de novo por HULK a passe de Moutinho. Ainda mais bonito que o desenho da jogada foi o estupendo remate com o pé esquerdo e ao seu jeito do ariete portista, sem chances para a defesa de Quim, que voou em vão na perseguição do meteoro. Já com Kléber, que entrara a substituir James, apareceu o fácil 3-0 num encosto à marca de penalti de uma bola servida na bandeja por HULK, que a enfeitou com a arte de um cozinheiro consagrado.
Os festejos.
A três minutos do fim do encontro os jogadores do Futebol Clube do Porto foram para o banho deixando em campo apenas as camisolas. Impensável, inadmissível, imperdoável, incompreensível alheamento do jogo da equipa campeão nacional! Hulk, travou dentro da área em falta nítida o jogador do Braga que foi deixado completamente sozinho, na direita, e teve tempo para tudo. Na conversão, Lima, que não tivera uma única oportunidade de marcar no decorrer do jogo, fez o 3-1, sem hipóteses para Helton. Logo a seguir, agora do lado direito, o centro sobre a nossa baliza foi feito sem qualquer oposição e, servido de novo Lima para a frente da área, este, completamente à vontade, fez um excelente remate e bateu Helton, sem apelo nem agravo, pela 2ª vez, terminando a partida 2' minutos depois com o Porto na eminência de fazer o 4-2.
Como ficou claro no início deste comentário ainda desta vez o resultado superou a exibição. Mas foi justa a vitória, até nos números, porque o Braga também não mereceria um resultado mais contundente.
Também individualmente os jogadores subiram de rendimento em relação ao passado recente. Helton continua seguro e confiante. Maicon, manchou a ficha na jogada que deu o segundo ao Braga; Rolando, Otamendi e Álvaro Pereira têm nota positiva mas o Palito ainda não tem a alça regulada para os centros que sabe fazer; no miolo, Fernando, Moutinho e Défour, com James mais adiantado, trabalhou muito e, após os 20' iniciais, quase sempre bem, mas o colombiano não brilhou como se espera do craque que é. Djalma terá cumprido o plano que lhe confiaram, todavia não foi muito produtivo. Tanto Kléber, que regressou à equipa e aos golos, como Cristian Rodriguez e Souza, não comprometeram a aposta que neles fez o treinador portista que, deste modo, arrefeceu a veia crítica dos seus detractores.
HULK, o maior, foi a figura de maior destaque de entre os vinte e seis que participaram nesta partda.
A linha inicial.
Verdadeiramente lastimável e desprovida de imparcialidade foi a arbitragem de Artur Soares Dias. Errou vezes de mais, cometeu falhas grosseiros e julgamentos desprovidos de senso, interferiu no andamento do jogo por tudo e por nada, colaborou até ao limite da tolerância com simulações de faltas dos jogadores, coincidentemente em desfavor do Futebol Clube do Porto, nem podendo ser-lhe concedida a desculpa de ter sido uma partida de elevado grau de dificuldade. Só não foi uma noite estragada porque os jogadores não alinharam nas suas asneiras. Provavelmente, não gosta dos árbitros ingleses mas, pelo menos, seria recomendável que tivesse assistido ao jogo da véspera, no " galinheiro".
O pior da noite.
sexta-feira, novembro 25, 2011
UMA RECAÍDA AGORA SERIA FATAL.

O Futebol Clube do Porto não podia trazer da Ucrânia outro resultado senão uma vitória. As circunstâncias em que partiu para Donetsk não permitiam qualquer cenário de derrota e apenas um triunfo conseguiria diluir o panorama sombrio que pairava sobre a equipa, o seu treinador e, quiçá do próprio presidente Pinto da Costa.
O silêncio que rodeou a partida da comitiva para a Ucrânia era sintomático quanto ao estado espírito dos jogadores e responsáveis, que sentiam a pressão da comunicação social hostil e ávida de despojos, e, muito mais elevada ainda, a dos próprios sócios e adeptos.
O Futebol Clube do Porto não conseguiu uma exibição arrasadora, daquelas que não deixam qualquer hipótese à crítica mal intencionada e capturada aos interesses a quem se venderam. Foi feliz, sem necessidade de se envergonhar dessa felicidade porque lutou muito, sentiu a responsabilidade do momento e a imperiosidade de vencer e foi justamente recompensada com um triunfo que mereceu.
É necessário, porém, não esquecer que nem tudo acabou com o triunfo que coloca os campeões nacionais, de novo, na rota certo da Champions. E, uma recaída (leia-se insucesso) no próximo jogo para o campeonato no Dragão, contra a excelente equipa do Sporting de Braga, poderá ter como consequência nefasta uma recaída de consequências fatais.
Estou convicto de que o estado actual psicológico dos jogadores do FC Porto, de que estaria afectada toda a equipa e se agravou com a "noite negra" de Coimbra, é actualmente bem diferente.Outrossim, a massa adepta (apesar de não totalmente confiante), arrefeceu algo na sua animosidade contra os jogadores e técnico e não regateará apoio à equipa no Estádio Mais Belo da Europa, no próximo domingo. E não deveria ser de outra forma.
Tal como todo o staff portista carregou até Donetsk o fardo pesado de ter obrigação de vencer uma equipa que, também ela, alimentava aspirações na prova, cabe agora aos adeptos comportarem-se como verdadeiros trunfos exteriores para levar de vencida este difícil obstáculo. É preciso reconhecer sem hesitações ou reticências que o nosso adversário seguinte é uma das melhores equipas do nosso campeonato, e, se aliar ao bom futebol que produz uma noite de estar de bem com a sorte, a tarefa que temos pela frente é de respeito.
O Braga é um bom conjunto recheado de jogadores de categoria em grande forma actual: Alain, é provavelmente o que se encontra em pique mais apurado, mas, Hugo Viana nunca o vi em melhor condição como agora, E Mossoró sempre me impressionou por ser uma cópia de Deco (que maravilha o "nosso" mágico gostar tanto do clube e da cidade onde foi tão feliz); Helder Barbosa atravessa um momento muito bom e terá motivação acrescida por vir actuar no cenário de sonho que bem conhece. Mas quem é verdadeiramente uma ameaça é, sem dúvida Lima: inspirado, se tiver uma folga, faz parar o sangue de qualquer mortal. É uma ameaça verdadeira. Tivesse tido uma noite feliz e o Sporting teria regressado das nuvens à terra sem razões para se lamentar.
Não o fiz na quinta-feira passada e não o farei agora. Mantenho a confiança em Vítor Pereira, na equipa técnica e nos jogadores, já que no Presidente foi, é e será, incondicional até ao fim.
Que querem? Sou assim, sou Porto e já não vou (nem quereria) mudar.
quinta-feira, novembro 24, 2011
MELHORIA DA CHAMPIONS TESTADA NO CAMPEONATO.
Estádio do Dragão: a beleza que não cansa!
Cumprida com êxito a operação na Ucrânia é tempo de preparar a defesa das nossas próprias linhas com vista a rechaçar firmemente a ambição bracarense e assegurar a liderança sem esperar benefícios colaterais.
Os jogadores do Futebol Clube do Porto vão estar de novo à prova, agora sob a vigilância directa dos seus adeptos que se deslocarão ao Estádio do Dragão, o Mais Belo da Europa, ansiosos por confirmarem a recuperação psicológica da equipa e a crença nas suas reais capacidades. Aliviada a pressão das últimas semanas, é de esperar que a melhoria da confiança em si própria, possa ajudar ao triunfo a confirmar a esperança no regresso aos dias felizes.
Tenho, naturalmente, acompanhado a carreira do Sporting de Braga e vi o jogo que foi disputar a Alvalade para a Taça de Portugal, do qual saiu eliminado com o resultado de 2-0. Tive, até, preparado um post para publicar logo após o jogo, com comentários sobre a prestação dos intervenientes, mas, quando me aprestava para o divulgar cometi um erro ao premir as teclas e...foi tudo "p'ró caneco", e, o que então lá dizia sobre a equipa de Jardim, pode agora ser tomado como elogio fora de tempo e conotado com o que vai acontecer no Dragão.
Mas é o que penso e, sendo assim, estou à vontade para dizer que o Braga é, no actual momento, uma das melhores equipas do campeonato. Superior ao Sporting, não obstante as melhorias que os leões evidenciam desde que Domingos Paciência é o treinador. Os leões não têm, ainda, a harmonia de movimentos do conjunto bracarense, o seu fio de jogo e a temporização e execução individual dos seus jogadores é inferior aos dos bracarenses que têm em Alain o seu máximo expoente. No jogo em questão, ao Braga escasseou a eficácia que o Sporting conseguiu, chegando ao golo numa jogada nos limites do fora de jogo (para usar um eufemismo para o fora-de-jogo), e, no segundo, o seu autor poderia ser um poste onde a bola tivesse embatido socada por um guarda-redes da escola de Roberto (de boa memória...). De resto, mesmo a jogar com 10 ainda antes do intervalo por expulsão (justa) de Adewlson, o Braga foi, em todo o jogo a equipa que fez mais remates, teve mais posse de bola, mais cantos a favor e cometeu menos faltas. Aos sportinguistas sobra coração que sustenta a raça e a agressividade competitiva, que tem alimentado um "estado de graça" que pode terminar já no próximo fim de semana...
Atenção, pois, Vítor Pereira. É essencial incutir na mente dos jogadores que este encontro não é muito diferente do da Ucrânia, porque, no meu modesto entendimento, o Shakhtar não será melhor do que o Braga e deu o trabalho que todos vimos, e, se a felicidade não tivesse estado connosco, estaríamos todos os portistas que vivem e sofrem a vida do clube, a carpir comentários de mágoa e decepção e a pedir a cabeça de jogadores, técnicos e, até, de Pinto da Costa.
quarta-feira, novembro 23, 2011
DE NOVO BESTIAIS!
Em Donetsk, Ucrância - 23.11.2011
Shakthar Donetsk, 0 - FUTEBOL CLUBE DO PORTO, 2
(Hulk, aos 78' e p. baliza, aos 89')
A vitória nesta noite gélida na longínqua Donetsk, na Ucrânia, restituiu ao Futebol Clube do Porto o direito de lutar pela passagem à fase seguinte desta importante competição europeia, e poderá ter posto termo à crescente onda de inquietação que se vinha instalando no seio dos seus adeptos que têm, ao fim de uma série de resultados negativos, novas razões para sorrir.
Os Dragões superaram com mérito esta dificílima prova num momento crucial, não apenas pela vitória alcançada frente a um adversário sempre perigoso, mas, sobretudo, por poder contribuir para uma superação do estado de confiança que parecia afectado.
O FC Porto não entrou muito bem na partida e os primeiros 20' estiveram longe de ser vistos com tranquilidade, dando a ideia de que estávamos longe de obter o objectivo que nos convinha, a vitória. O fantasma das exibições decepcionantes pairou em quase toda a primeira parte, mostrando a defesa a mesma intranquilidade e desacerto e nos passes e transições e demasiada premiabilidade valendo, então, a falta de eficácia dos jogadores ucranianos, embora Hulk, aqui e além, mas só e desamparado, obrigasse à vigilância privilegiada dos seus raids alguns concluídos, um deles, aos 4' quase resultando em golo.
Na segunda parte o jogo foi mais interessante e o Futebol Clube do Porto subiu, claramente, de rendimento. Mais solto, com mais iniciativa e mais assertivo, foi aos poucos tomando conta da partida a ponto de a ter terminado em plano correspondente ao seu prestígio. Aos 72' ocorreu aquele que terá sido o momento do jogo, quando Helton desviou para o poste, com a ponta da luva, uma bola de golo feito. Vítor Pereira, finalmente, apesar do frio do estádio, tinha, afinal, os pés bem quentes, pois, já no primeiro tempo a trave rechaçou um remate do jogador da equipa da casa.
O prémio para a equipa que o vinha merecendo veio aos 78' quando Moutinho "sacou" um dos seus passes de compêndio e serviu HULK, a desmarcar-se na perfeição para o receber, e, apertado, chutou com o pé direito e fez o 0-1, numa altura em que já estava em campo Cristian Rodriguez, substituindo Djalma.
O Porto era, então senhor do jogo, e só uma jogada individual de um dos excelentes brasileiros ao serviço do Shakthar, poderia alterar o resultado em nosso prejuízo. Entretanto, aos 80', saía James Rodriguez para dar lugar a Varela e aos 87' foi Défour a ceder a posição a Souza. Com a sentença proferida, a vítima já nem estrebuchava e um defesa ucraniano ajudou à alegria da vitória portista, marcando o segundo para o 0-2 final.
Já ficou mais ou menos implícito que a vitória foi excelente seja qual for o ângulo por que se encare. Todos os portistas sabem porquê. Os outros, que se recolham às tocas e fiquem à espera na esperança de poderem voltar a deitar "os corninhos" de fora.
Helton esteve, de novo, magnífico. Maicon, foi um susto durante o jogo todo pelo passado recente, mas não se transformou em pesadelo e merece elogios. Rolando e Otamendi, tiveram mau começo mas melhoraram, depois. Álvaro, ainda não foi o que sabemos que é, mas já andou perto. No miolo Moutinho, foi o melhor, mas, tanto Défour como Fernando, cumpriram com boa nota. Djalma, a surpresa, deu boa luta e teve jogo com bola e sem bola, tal como James Rodriguez, mas o colombiano não fez um grande jogo. Hulk, lutou e trabalhou, mereceu vigilância reforçadíssima e prendeu o jogo do contra-ataque adversário. Discutiu menos, e isso, também favoreceu a nota do melhor da equipa. Cristián Rodriguez, outra aposto de Vítor Pereira, entrou no jogo e Souza não teve tempo de suar a camisola.
Equipamento bonito, o do Porto, esta noite.
"A fé move montanhas", foi o primeiro título que me ocorreu para este post, acabando por optar pelo que consta do cabeçalho a pensar no que vão dizer, amanhã, e depois, os críticos e os cépticos. Por mim, estou já a pensar no próximo jogo no Dragão, com a esperança de o ver repleto de portistas a mostrar aos jogadores, equipa técnica e direcção quanto nos deixam felizes estas saborosas vitórias obtidas "contra tudo e contra todos".
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