UEFA EUROPA LEAGUE
4.ª Jornada
Grupo G
Ibrox Stadiun, Glasgow, Escócia
SIC tv - Hora: 20:00h
Tempo: bom/frio
Relvado: bom
Assistência: 49 546 (lotado)
2019.11.07
Rangers FC, 2 - F.C do PORTO, 0
(Intervalo: 0-0)
Rangers FC alinhou com: McGregor, Tavernier, Goldson, Helander, Barisic, Davis, Jack, Kamara, Barker, aos 65' Arfield, Morelos, aos 83' Defoe e Kent, aos 83' Aribo. N/utilizados: Foderingham, GR, Flanagran, Edmundson e Ojo.
Equipamento: alternativo camisola azul e calção branco
Treinador: Steven Gerrard
FC do Porto alinhou com: Agustin Marchesin, Willian Manafá, MBemba, Pepe, aos 48' Luis Diaz, Iván Marcano, Alex Telles, Matheus Uribe, Danilo Pereira (C), Otávio, aos 74' Fábio Silva, Jesús Corona e Tiquinho Soares, aos 64' Zé Luís.
Suplentes n/utilizados: Diogo Costa, GR, Saravia, Bruno Costa e Nakajima.
Equipamento: alternativo de cor amarela
Treinador: Sérgio Conceição
Árbitro: Davide Massa (Itália)
Assistentes: Alberto Tegori/Danleto Bindoni
4.º árbitro: Machael Fadebri
GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 69' por MORELOS, com um remate executado à vontade no centro e dentro da área perante a passividade de quatro elementos de defesa portista, entrando a bola rente à relva e junto ao poste direito fora do alcance da estirada de Marchesin; 2-0 aos 73' por DAVIS, com um remate executado fora da área cuja trajetória foi desviada ao bater em Iván Marcano e traiu a intenção do movimento contrário do guarda redes portista.
Foi um FC do Porto com uma disposição esquemática dos elementos da equipa estranha, confusa, que não me recordo ter sido alguma vez testada, e que terá causado algum efeito positivo enquanto o adversário, cauteloso e sagaz, não a descodificou, e a contrariou e desmantelou, impondo as suas regras do jogo, na forma e no momento em que as partidas se decidem.
Com uma primeira parte em que teve o adversário mais ou menos controlado nas intenções de ataque, o FC do Porto logrou avançar algumas vezes no espaço defendido pela equipa do Rangers, ficando à beira de abrir o marcador logo aos 8' quando um toque de calcanhar de Pepe, na sequência de um pontapé de canto apontado por Alex Telles, que colocou metade da bola em cima da linha de baliza, impedia de ultrapassar totalmente o risco por um corte feliz de um defesa local.
Um adiantamento no marcador por parte do FC do Porto, faria certamente toda a diferença no desenrolar do encontro e no desfecho do resultado.
Com a saída de Pepe em resultado de lesão ao pisar o relvado depois de um corte da bola de cabeça, a equipa desmantelou-se totalmente e jamais se recompôs; e nem as substituições de recurso a que Sérgio Conceição recorreu prestaram para atenuar as dores e as nefastas consequências da ausência insubstituível do central portista, evidenciadas na péssima segunda parte, nem depois de ter sofrido dois golos de rajada a equipa foi capaz de reagir com alma e coragem em salvaguarda do prestígio europeu que possui. Facto é que embora o Rangers FC, sendo um conjunto equilibradamente estruturado, a praticar futebol prático e com excelente ritmo competitivo, não resistira a um Futebol Clube do Porto a jogar ao seu melhor nível, mais ambicioso, categórico e, sobretudo, eficaz.
A prestação individual de alguns jogadores do FC do Porto foi estranhamente medíocre. Não fosse reconhecido e provado o valor que têm, dificilmente poderiam fazer parte de uma equipa que luta pela conquista de títulos, interna e externamente. Veremos como procederá o mister Conceição, num futuro próximo.
O juiz italiano movimentou-se na partida com serena personalidade. Teve sempre os jogadores sob controlo e julgou quase tudo com equidade de tratamento, sem perdas para o ritmo de jogo. Impossível não referir um lance ocorrido perto do poste direito da baliza de McGregor, em que um defesa do Rangers desvia a bola chutada por Manafá, com o braço. O juiz Massa, com a jogada à vista limpa, julgou como falta não passível de marcação de penalti, e deixou o jogo prosseguir. O placard da partida estava a zeros nesse momento, e na sequência do episódio descrito, o Rangers tomou a bola à sua conta, desceu por ali abaixo até à área restrita do FC do Porto, para o colombiano Morelos, sem ter que negociar com quatro defesas postados dentro da área, cobrar a fatura à vista. Critérios.
Noite não. Nem sorte, nem génio, nem disposição para afogar num bom wisky escocês, um fantasma com uma capa negra, sem chama nos olhos e na boca, frio e desiludido, que vagueava pelo Ibrox Stadiun como fantasma na escuridão.
(Foto OJOGO online)
Liga NOS
9.ª jornada
Estádio do Marítimo, Funchal
Tv - Hora: 18:45h
Tempo: s/chuva e temperatura amena
Relvado: relva alta e irregular e (estranhamente) ensopado
Assistência: +-6500
2019.10.30 (quarta feira)
CS Marítimo, 1 - FC do PORTO, 1
(intervalo: 1-0)
CS
Marítimo alinhou com: Amir,g.r., Manu, Douglas Gralli, Bamboka, Fábio
China, Edgar Costa (C), aos 90'+1' André Teles, Pelágio, René Santos,
Corneca, aos 79' Pinho, Maeda e Nequecauer, aos 62' Marcelinho.
Suplentes n/utilizados: Charles,gr, Bebeto, Vukovic e Erivaldo.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Nuno Manta Santos
FC
do Porto alinhou com: Augustin Marchesin, MBemba, aos 63' Nakajima,
Pepe, Iván Marcano, Matheus Uribe, aos 60' Zé Luís, Danilo Pereira (C),
Otávio, Jesus Corona, Luis Diaz, aos 80' Zé Luís e Tiquinho Soares.
Suplentes n/utilizados: Digo Costa, g.r., Bruno Costa, Loum e Fábio
Silva.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição
Árbitro: Jorge Sousa, AF Porto
Auxiliares: Manuel Manso/Sérgio Jesus
4.º árbitro: Anzhony Rodrigues
VAR: Nuno Almeida (AF Faro)
GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 11' por intermédio de BAMBOCK, batendo com um pontapé forte dentro da área e sem oposição direta a bola que lhe chegara após desvio de cabeça de Danilo Pereira, a qual ainda roçou a cabeça do capitão portista e enganou Marchesin; o empate a 1-1 surgiu aos 84' por intermédio de TIQUINHO SOARES, tendo resultado da marcação de canto por Alex Telles na direita, com a bola por alto a chegar perto do poste oposto, onde estava Pepe e atrás dele Tiquinho Soares, ambos procuram remate de cabeça sendo Tiquinho, mas foi o avançado portista a quem rematou, a bola raspou ainda nas costas de Pepe e entrou, de cima para baixo junto ao poste, onde um defesa do Marítimo tentou impedir o golo sem contudo o ter conseguido.
Não foi um jogo de futebol agradável de ver, e o Futebol Clube do Porto, tendo sido a equipa que jogou para vencer, não conseguiu por culpa própria e alheia, trazer da Madeira os pontos necessários à condição de líder que brilhantemente conseguira na jornada anterior.
A equipa da Madeira beneficiou (mais uma vez) da complacência do árbitro Jorge Sousa que abdicou do cumprimento das boas regras da prática normal do jogo de futebol dando rédea solta à tendência violenta dos jogadores da casa na discussão pela posse da bola, contribuiu para as anormais e sucessivas demoras do jogo nas imensas paragens que a partida registou (algumas, notoriamente fictícias e em momento nevrálgicos com clara tática de quebrar a pressão da equipa portista), usou de versatilidade do critério na avaliação de faltas consoante a cor da camisola em claro favorecimento dos ilhéus, e atribuiu compensação de tempo de jogo como se tudo se tivesse passado na maior normalidade: 2',20" no 1.º e 2.º períodos 6',25", respetivamente (!!!), estimando-se que o tempo real que a bolo rolou no relvado viciado não terá ultrapassado um terço do tempo legal.
Jorge Sousa é, relativamente ao FC do Porto, um árbitro estigmatizado. Não apaga com isenção o passado, a naturalidade, a filiação precoce ao clube da cidade a que pertence e age condicionado sempre que é nomeado para um jogo em que o FC do Porto participa. Trabalha para o futuro, depois de atingir a reforma com apitador. Como outros, da sua laia.
Sérgio Conceição fez tudo o que devia fazer para alterar o rumo que a partida tomou. Não alterou a formação que tão bem se havia comportado no Dragão contra o então líder FC Famalicão, tomou no momento adequado as opções ajustadas para virar o resultado, alterou a tática e experimentou esquemas para chegar à área do adversário, arriscou com coragem expondo-se a piores consequências, só não encontrou antídoto para ripostar taco a taco ao jogo rasteiro dos madeirenses porque só treina os seus jogadores para jogar futebol.
Ficou chateado? Eu, também. É comum a quem é dedicado e sofre.
(Foto OJogo online)
Liga NOS
8.ª jornada
Estádio do Dragão
TV - Hora: 17:30h
Tempo: bom (s/chuva)
Relvado: bom
Assistência: lotação esgotada (49807, claque visitante:+- 2500)
2019.10.27 (domingo)
FC do PORTO, 3 - FC Famalicão, 0
(ao intervalo: 1-0)
FC do Porto alinhou com: Marchesin, MBemba, Pepe, Willian Manafá, aos 79' Alex Telles, Matheus Uribe, Danilo Pereira (C), Otávio, Luís Diaz, aos 79' Nakajima, Jesús Corona e Tiquinho Soares, aos 80' Fábio Silva. Suplentes n/utilizados: Diogo Costa, GR, Loum, Bruno Costa e Zé Luís.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição
FC Famalicão alinhou com: Rafael Defendi, Lion, Nehunén Pérez, Patrick Willian, Centelles, Gustavo Assunção, Guga, aos 63' Uros Zacic, Pedro Gonçalves, aos 79' Diogo Gonçalves, Fábio Martins, Rúben Lameiras, Anderson, aos 63' Shiappreasse. Suplentes n/utilizados: Vítor Caetano, GR, Ricciej, Walterson e Toni Martinez.
Equipamento: alternativo, camisolas de ton verde com pequenos triângulos pretos.
Treinador: João Pedro Sousa
Árbitro: Fábio Veríssimo, da AF Leiria
Auxiliares: Rui Teixeira/Nuno Pereira
4.º árbitro: João Bento
VAR: Luís Ferreira
Avar: Pedro Ribeiro
Escolha de campo: FCF - S/N
GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 45' por LUÍS DIAZ: no início de contra ataque do Famalicão, a bola foi interceptada a meio do meio campo por Otávio, o qual a passou a Luís Diaz, este a Jesús Corona que na passada lha devolve para a entrada dá área onde o avançado prepara serenamente o remate e atira para o fundo das redes de Denfendi, até aí intransponível ao travar três remates com grandes defesas; 2-0 aos 73' por TIQUINHO SOARES, que recuperou a bola na linha intermédia, progrediu com ele colada aos pés e à entrada da área rematou forte mas a bola ressaltou num defesa e voltou à sua posse, entrou na área com ela dominada, deixou com uma finta Denfendi estendido na relva e, com toda a serenidade, encostou para o fundo das redes; 3-0 aos 88' por FÁBIO SILVA, aparecendo rápido frente ao guarda redes do Famalicão para rematar de pronto a bola que ele não pudera segurar. Escassos minutos antes já o jovem de 17 anos da formação portista e pouco depois de ter ido a jogo, executou um forte remate cruzado o qual passou perto do poste mais distante.
Comentário.
- excelente jogo de futebol
- magnífica exibição da equipa do Futebol Clube do Porto
- confirmação do assinalável valor da equipa FC Famalicão
A expetativa gerada à volta da deslocação ao Estádio do Dragão do até esta jornada invencível líder do campeonato, o primodivisionário FC de Famalicão, não foi defraudada. O jogo decorreu vibrante e emotivo, intensamente disputado e sem casos que tivessem manchado a verdade desportiva do seu justo desfecho.
O Futebol Clube do Porto terá conseguido a melhor exibição, coletiva e individualmente, da presente é época; intransponível na defesa, incansável e assertivo no comando no centro nevrálgico do jogo, rápido, inventivo e intenso nas iniciativas de ataque ocupando todas as frentes do relvado, com os jogadores alternando sincronizadamente as posições entre si, assumiram a condução das operações do princípio ao fim.
O FC Famalicão não escamoteou as qualidades que o mantiveram invicto na liderança da Liga nas primeiras sete jornadas, às quais acrescentou para enfrentar no reino do Dragão, uma forte dose de combatividade, uma fé quiçá excessiva mas compreensiva de que poderia manter-se como líder se pudesse escapar à derrota, estimulados pelo fervoroso apoio e crença ilimitada de meio mundo famalicense a incitar a equipa nas bancadas do mais belo estádio de Portugal. Não alcançou o objetivo desejado como realisticamente era previsível, contudo mostrou à evidência todas as qualidades e as excelentes individualidades que possui, unânime e justamente reconhecidas, tendo saído do embate no Dragão com todas as potencialidades e prestígio intactos.
É exercício difícil identificar o(s) jogador(es) com melhor desempenho na partida na formação escolhida por Sérgio Conceição, porque o nível alcançado por todos foi muito bom, seja no plano individual ou no contributo devido ao jogo da equipa. No que respeita aos que foram chamados a jogo para lugares antes desempenhados mais frequentemente por outros, MBemba polivalente, na posição de defesa destro, esteve muito bem; Matheus Uribe, que me pareceu ter ocupado lugar mais à frente do que vinha a desempenhar, terá conseguido fazer uma das melhores exibições desde que chegou; Jesús Corona, com retoma da posição de ponta direita, esteve ao seu melhor nível; Tiquinho Soares confirmou a subida de forma que já evidenciara em jogos anteriores, mostrando a sua estrema utilidade na frente de ataque; Luís Diaz afirma-se como uma grande escolha desta época e mostra qualidades excecionais em cada lance em que participa.
Fábio Silva, debutante no plantel com idade de júnior, irradia alegria e inequívoco orgulho em vestir a camisola azul e branca. É uma esperança já concretizada, desculpe-se-me o paradoxo. Um príncipe da bola, com expetativa de vir a ser coroado a breve prazo.
O árbitro leiriense Fábio Veríssino beneficiou com o desportivismo com que os jogadores dos dois conjuntos atuaram; falhou, contudo, naquilo que um juiz competente não deve e não pode falhar: uso de critério igual para julgar faltas idênticas.
Chegámos ao topo. Ao lugar nosso lugar.
Fábio Silva "matou" Defendi e foge a celebrar o golo a puxar pelo Otávio.
Foto: OJOGO online
UEFA EUROPA LEAGUE
Estádio do Dragão, Porto
3.ª jornada - 1.ª mão
Tv - Hora: 17:55h
Tempo: bom/frio
Relvado: bem tratado
Assistência: 31307 (visitantes: +-2700)
2019.10.24 (quinta feira)
FC do PORTO, 1 - Rangers FC, Glasgow, Escócia, 1
(ao intervalo: 1-1)
FC do Porto alinhou com:
Marchesin, Jesús Corona, Pepe, Iván Marcano, Alex Telles, Otávio, aos
60' Bruno Costa, Danilo Pereira (C), Uribe, Luís Diaz, aos 63' Nakajima,
Zé Luís, aos 77' Tiquinho Soares e Moussa Marega.
Suplentes n/utilizados: Bruno Costa (gr), William Manafá, MBemba e Fábio Silva.
Equipamento: oficial tradicinal
Treinador: Sérgio Conceição
Rangers FC alinhou com:
Mac Gregor, Tavernier, Goldson, Herlander, Barisil, Ryan Jack, aos 86'
Alfield, Davis, Kamara, aos 86' Ojo, Morews e Kent, aos 76' Aribo.
Suplentes N /utilizados: Foderwgham, g,r., Flanagan, Nikola Katic e Jermaine Defoe.
Equipamento: oficial tradicional cor vermelha
Treinador: Seven Gerrard
Árbitro: Nikola Dababnovic (Montenegro)
Auxiliares: Milovan Djukic/ Viadan Buskovic
4.º árbitro: Milos Buskovic
Escolha de campo: FCP S/N
GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 36' por LUÍS DIAZ;
na reposição em lançamento na linha lateral do flanco esquerdo, no
alinhamento da linha da grande área dos visitantes, a bola chega a L.
Diaz junto ao bico da área que a controla e roda a procurar
enquadramento com a baliza, tirando um estupendo remate de pé direito
fazendo com que a bola entrasse no canto superior direito no poste mais
distante sem defesa possível. O empate a 1-1, que viria a fixar o
resultado do jogo, aconteceu aos 44'+1' na sequência de jogada rápida em
contra ataque pelo flanco esquerdo do relvado, com lançamento preciso
para o lado contrário até à grande área onde MORELOS surgiu em velocidade livre de marcação, batendo forte a meia altura junto ao poste sem chance para Marchesin.
Comentário sucinto sobre a partida
O
resultado final do jogo não é de modo algum satisfatório para as
ambições e interesses do Futebol Clube na prova. Do mesmo modo se pode
dizer que a exibição global da equipa portista justificasse desfecho
mais favorável. A equipa de Seven Gerrard demonstrou ao longo de toda a
partida um ritmo elevado de jogo e seguro, enquanto os jogadores
comandados por Sérgio Conceição mostraram à evidência não terem a mesma
capacidade de ligar as jogadas e disponibilidade física para recuperar a
bola e mantê-la o tempo necessário na sua posse. Ficou claramente
justificada a diferença de ritmo jogo do conjunto portista relativamente
ao adversário, o qual, ao contrário do FC do Porto, não terá
interrompido a participação nas competições internas num inacreditável
período de um mês! É "isto" o estado a que chegou a organização do
futebol em Portugal.
Em termos de ocupação do relvado e de posse de bola, foi o FC do Porto
quem mais esteve por cima, no primeiro tempo, conseguindo um golo e duas
ou três oportunidades passíveis de obter outros; nos vinte e
cinco/trinta minutos do segundo período, foi o conjunto escocês quem
assumiu o comando da partida praticando um futebol retilínio e coeso,
muito acima de um FC do Porto incomodamente descrente e desconexo na
articulação das jogadas, do que se recompôs, de certo modo, nos últimos
quinze/vinte minutos através das boas atuações dos jogadores chamados a
jogo, Bruno Costa, Tiquinho Soares e Nakajima.
Por outro lado não poderá escamotear-se a evidência de que a maioria
dos jogadores que iniciaram a partida tiveram desempenho muito abaixo do
que lhes é exigido.
O resultado é irritante para
os seguidores do Dragão, mas não menos incómodo e desconfortante foi
para os jogadores não terem nas bancadas da sua casa o apoio que os
escoceses prestaram à sua equipa. Afinal, quem estava a jogar em casa e
quem era o visitante? Não percebi. Talvez em Glasgow a equipa portista
se sinta mais em casa...
O juiz montenegrino arbitrou como se (ainda) fosse um estagiário. A
atuação não divergiu da maioria dos árbitros portugueses, João Pinheiro
não faria pior. Não faltam casos de dúvida no seu desempenho,
sendo o mais incompreensível o não considerar falta dentro da área o
empurrão dado a Otávio ocorrido aos 36' na sequência de canto estudado, e
o preciosismo do relógio suíço usado na conclusão da primeira parte e
no final da partida, negando ao Futebol Clube do Porto a marcação de
dois cantos naqueles momentos, ainda que as leis do jogo não não
tivessem sido infringidas.
Quem desvalorizou os adversários do FC Porto considerando que o
apuramento para a última fase da competição estava assegurado, terá
agora dificuldade em reconhecer, cumpridos que estão metade dos jogos do
grupo, que não há triunfos antecipados e equipas fáceis de derrotar. O
FC do Porto está ainda dentro dos possíveis apurados, mas todos agora
saberão que nenhum dos seus adversários lhe vai facilitar a vida,
abrindo-lhes a baliza. Como vai jogar duas vezes fora do Dragão,
permita-se-me a ironia, talvez possa tirar vantagem disso.
FC do Porto, sempre!
Taça de Portugal
3.ª eliminatória
Estádio Jorge Sampaio, Pedroso, V.N de Gaia
Tv - Hora: 18:45h
Tempo: de chuva
Relvado: bem tratado, encharcado
Assistência: cerca de 6000
2019.10.19
SC COIMBRÕES, 0 - FC DO PORTO, 5
(ao intervalo: 0-3)
SC COIMBRÕES alinhou com: Fábio Mesquita, Ricardo Pedrosa, Pedro Caeiro, Raul Martins, Diogo Portela, Mário Pereira, Miklema, aos 75' Batista, Guilerme, aos 86' Miguel Ângelo, Pedro Tavares, aos 65' Cléver e Alex Tank. Suplentes não utilizados: Daniel Pires, Igor Santos, Mateo Nieto e Rúben Gonçalo
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Pedro Alves
FC DO PORTO alinhou com: Diogo Costa, Saravia, Diogo Leite (C), MBemba, Willian Manafá, Bruno Costa, Loum, Otávio, aos 63' Romário Baró, Luís Diaz, aos 71' Sérgio Oliveira, Tiquinho Soares, aos 76' Vincent Aboubakar e Fábio Silva.
Não utilizados: Augustin Marchesin, Iván Marcano, Zé Luís e Shoya Nakajima
Equipamento: camisola oficial tradicional c/calção branco
Treinador: Sérgio Conceição
Árbitro: Rui Oliveira (AFP)
Auxiliares: Tiago Leandro/Carlos Campos
4.º árbitro: João Pereira
GOLOS E MARCADORES
0-1 aos 6' por LUÍS DIAZ: dentro da área, Tiquinho Soares, acossado por um adversário, prepara a bola para Diaz rematar rente à relva para o golo;
0-2 aos 8' por TIQUINHO SOARES: pelo centro Luís Diaz assiste T. Soares o qual com serenidade e classe prepara o remate para bater Fábio Mesquita;
0-3 aos 12' por MBEMBA, aproveitando uma "sobra" de bola dentro da área densa de jogadores, com um remate fácil e pronto; marcador do golo muito festejado pelos colegas por ser uma estreia como marcador;
0-4 aos 68' por LUÍS DIAZ, com remate tenso, numa assistência perfeita de Tiquinho Soares após jogada individual bem trabalhada;
0-5 aos 81' por FÁBIO SILVA, na conclusão de jogada iniciada por Diogo Leite, com continuidade assegurada em Romário Baró, o qual rematou forte à entrada da área, para defesa do guarda-redes para a frente e com aproveitamento "à ponta de lança" do (agora) mais jovem jogador de sempre da história do Clube a conseguir marcar.
SINOPSE DO JOGO
É convencimento generalizado entre aqueles que acompanham com alguma atenção os campeonatos dos escalões inferiores, incluindo os distritais, que os clubes estão cada vez mais bem organizados, quer nas instalações físicas como na qualidade do plantel e nas habilitações e conhecimento dos profissionais dos quadros técnicos responsáveis pelo departamento do futebol. Não é, assim, tanto de estranhar que as equipas ditas "pequenas" consigam igualar e até superar adversários tidos por "favoritos" (?), sobretudo em confrontos de uma só mão e a jogar no seu próprio espaço. Atente-se nos resultados verificados nesta 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, em que nada menos que CINCO equipas da 1.ª Liga foram afastadas por conjuntos que fazem part6e de campeonatos de escalões inferiores.
O FC do Porto encarou a partida contra o SC Coimbrões, que milita na Campeonato de Portugal, da AF Porto, com respeito e profissionalismo totais. Sérgio Conceição preparou a sua equipa para uma partida que era imperioso vencer, escalando com critério os jogadores do plantel que tinha à disposição, independentemente das chamadas feitas anteriormente. Todos os que alinharam no estádio de Pedroso já haviam feito parte da equipa, com mais ou menos tempo de jogo.
Entrando de rompante, o FC do Porto estava à frente aos 12' com três golos à maior no marcador; noutras circunstâncias o vencedor estaria encontrado e a equipa poderia ser tentada a relaxar adoptando uma atitude displicente e de desrespeito pelo valor do adversário. Felizmente que tal não aconteceu, a equipa não levantou o pé do acelerador e o encontro decorreu até ao fim com dignidade, e interessante o suficiente para satisfação dos seis mil adeptos que povoaram as bancadas num dia de muito chuva bastante incómoda.
Os desempenhos individuais dos portistas estiveram, de modo abrangente, em bom nível. A defesa não foi muito solicitada, apenas uma ou duas vezes foi chamada a resolver lances cuja evolução positiva poderia causar embaraços maiores. Não obstante, MBemba e Diogo Leite, o capitão da equipa, não deixaram de se notar pela serenidade e posicionamento, Bruno Costa, Loum, um jogo completo depois de demorada recuperação de uma lesão, e Otávio sempre ativos e assertivos, no ataque com determinação e à vontade, Luís Diaz e Tiquinho Soares, com Fábio Silva incansável a movimentar-se a espreitar a oportunidade de se estrear a marcar, no primeiro jogo a titular com a camisola azul e branca, prémio que veio a conseguir aos 81', para gáudio próprio e de toda a família composta pelos companheiros no relvado e fora dele.
Prontos, para a próxima etapa. FC do Porto, sempre!
Liga Europa
Fase de grupos - 2.ª jornada - 1.ª mão
Estádio de Kuip, Roterdão, Holanda
TV Sic - Hora: 18:00h
Tempo: alguma chuva e frio
Relvado: bom
Assistência: estimada em 40000 espectadores
2019.10.93 (quinta feira)
Feyenoord, 2 - FC do PORTO, 0
(ao intervalo: 0-0)
O Feyenord alinhou com: Vermeer, Karsdorp, aos 85' Beertruída, Botteghin, Gogar, Haps, Toornstra, LeroyFer, Berghuis, Larson, aos 83' Senesi, Sgisterra, aos 83' Dor Narsingh.
Duplentes n/uktilizados: Justin Bijow, Tyrell Malacia Wouter Burger e Naoufal Bannis.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Jaap Stam
FC do Porto alinhou com: M. Marchesín, Wilson Manafá, Pepe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira (C), aos 80' Fábio Silva, Matheus Uribe, Nakajima, aos 53' Luís Diaz, Otávio, Mousa Marega e Zé Luís, aos 62 Tiquinho Soares.
Suplentes n/utilizados: Diogo Costa, Bruno Costa, Loum e MBemba.
Equipamento: alternativo de cor amarela
Treinador: Sérgio Conceição.
Árbitro: Sergei Karasev (Rússia)
Auxiliares: Igor Demeshko/Nkasin Meskkov
4.º árbitro: Vitali Meshkov
GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 49' por TOORNSTRA com um remate rente à já dentro da área e sem marcação, aproveitando o desposicionamento no lance da defesa portista; 2-0 aos 80', por KARSDORP, recuperando a bola fora da área e seguindo com ela dominada durante alguns metros sem oposição, rematou rasteiro com a bola a roçar o corpo de Marchesín.
SINOPSE DA PARTIDA
O Feyenoord foi a melhor equipa nesta noite e mereceu vencer. O Futebol Clube do Porto saiu derrotado de uma partida em que poderia ter alcançado uma goleada histórica a seu favor.
Os holandeses não demonstram nesta partida ser uma equipa fora do alcance do FC do Porto, contudo, praticaram um futebol prático e agressivo para o qual os portugueses não encontraram antídoto suficiente para os igualar. Será que o FC do Porto foi surpreendido neste capítulo?
Os portistas tiveram vantagem na posse de bola, jogaram mais tempo no espaço defendido pelos donos do estádio e tiveram mais lances perto e dentro da área, e ensaiaram mais tentativas de remate de fora e dentro dela.
Em remates passíveis de golo, a equipa holandesa somou quatro e fez dois; a formação portuguesa andou perto de obter golo em, pelo menos, dez jogadas, livres e cantos, somando três remates aos ferros da baliza de Vermeer, e outras tantas situações flagrantíssimas, não logrando violar as redes do adversário.
A equipa dos Dragões, e quase todos os elementos que a formaram estiveram neste confronto, com alguma surpresa, abaixo do que era suposto fazerem; a defesa que vinha a ser um bastião difícil de ultrapassar, acusou inesperada desconexão e insegurança neste jogo, no meio campo o futebol não fluía e o ataque foi...um desastre na finalização! Custa a aceitar tanto esbanjamento de golos.
Para além de Marchesin, Otávio, Danilo Pereira e Uribe a espaços, Luís Diaz e Tiquinho Soares, não é fácil apontar outros jogadores que tivessem atingido a bitola esperada no seu desempenho. Nakajima terá saído tarde de mais, desorientado que se mostrava entre defender e atacar, e Fábio Silva talvez tivesse resolvido se mais cedo chamado ao jogo. É somente uma opinião de adepto, nunca fui treinador nem tinha competência para o ser e dou toda a minha confiança ao mister Sérgio Conceição.
Como gostaria que em Portugal se arbitrasse como o Árbitro russo dr. SERGEI KARASEV! Permitiu aos jogadores, de ambos os conjuntos, o recurso à virilidade possível nos lances individuais, a que os nossos jogadores não recorreram (estranhamente) tanto quanto os holandeses (que ainda assim foram punidos com quatro amarelos contra zero aos portugueses), assinalou 17 faltas aos visitados e apenas (!!) seis (!!!) aos visitantes.
Como "no melhor pano cai a nódoa", ou, "não há bela sem senão", o meritíssimo juiz soviético, com a anuência do ajudante da bandeirinha seu auxiliar (competente ou não), acordaram que o empurrão dado por um defesa do Feyenoord a Otávio dentro da área aos dezanove minutos da primeira parte, não ser matéria passível de penalização, quiçá por ter avaliado que o empurrão não teve "intensidade", que se notasse.Talvez, talvez...
No grupo G, tudo a três, em quatro. Recomecemos, então. Siga o andor.
Liga NOS
7.ª jornada
Estádio do Rio Ave, em Vila do Conde
Tv - Hora: 20:00h
Tempo: chuva leve, 20.ºC
Relvado: bom estado
Assistência: cerca de 5000
2019.09.29 (domingo)
Rio Ave FC, 0 - FC do PORTO, 1
(ao intervalo: 0-1)
O Rio Ave FC alinhou com: Kierzek, g.r., Nelson Monte, 2.ª parte Jambor, Borevkovic, Aperillan Santos, Mateus Reis, Tarantini (C), Filipe Augusto, Carlos Mané, Diego Lopes, 2.ª parte Mehdi, Nuno Santos e Bruno Moreira, aos 79' Ronan.
Suplentes /utilizados: Paulo Víctor, Messias, Pedro Amaral e Lucas Piazon
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Carlos Carvalhal
FC PORTO alinhou com: Augustus MARCHESÍN, Tecatito CORONA, aos 60' Willian MANAFÁ, PEPE, Iván MARCANO, ALEX TELLES, DANILO Pereira (C), Matheus URIBE, OTÁVIO, NAKAJIMA, aos 76' MBEMBA, ZÉ LUÍS, aos 83' Luís DIAZ e Moussa MAREGA.
Suplentes n/utilizados: Diogo Costa, Bruno Costa, Tiquinho Soares e Fábio Silva.
Equipamento: alternativo de cor amarela
Treinador: SÉRGIO CONCEIÇÃO
Árbitro: Nuno Almeida (AF Faro)
Auxiliares: Pedro Martins/
4.º árbitro: João Mendes
VAR: Jorge Sousa
RESULTADO: Rio Ave FC, 0 - FC do Porto, 1
MARCADOR: Moussa MAREGA, aos 12', com remate imparável de cabeça, na conversão de pontapé de canto apontado magistralmente à esquerda por Alex Telles.
SINOPSE DO JOGO
Moussa Marega corre o risco de ser tido em Vila do Conde como persona non grata. O maliano avançado do FC do Porto cada vez que defronta os vilacondenses, seja fora ou em casa, persiste em obsequiar a equipa rioavense com um golito, às vezes dois. Como ontem, no Estádio dos Arcos, ainda o jogo aquecia nos 12', depois da primeira tentativa gorada no decorrer dos sessenta e poucos segundos, quando, isolado frente ao guarda redes Kieszek, o convidava a experimentar o chapéu (de chuva), mas o presente roçou-lhe as costas e a prenda não abriu. Tanta persistência, produtividade e simpatia justificariam amplamente que ao pujante atleta do FC do Porto fosse concedida a honra de associar o seu nome de nascimento à bela cidade de Vila do Conde, isto é, "Vila do Conde Marega!"
Mais um pequeno passo para o caminho ainda a percorrer, mas um grande passo para a (re)conquista do título. Mais ou menos como a famosa frase de Neil Amstrong quando ele colocou a bota pela primeira vez na história de Humanidade, no solo da Lua. O feito não foi tão espetacular, expectante, emotivo como a conquista do nosso lírico satélite, mas difícil e (muito) suado lá isso foi
foi preciso um excelente FC do Porto para levar de vencida uma formação bem estruturada, combativa e sedenta de secar o equipamento suado apesar da chuva lenta e mansa que caía.
Há ainda na equipa em uma equação a resolver pelo mister Sérgio Conceição. A que se relaciona com a proporção de oportunidades criadas e os golos obtidos. Não diz "a letra com a careta", caro amigo Sérgio. Além de duas que abalaram a trave, (baixa a alça, Alex!) uma mão cheia delas goraram-se como raspadinhas da sorte nas jogadas corridas. Há que inverter o chipe. Menos, mas bem finalizadas! Pode ser? Pode! Obrigado.
A defesa está "como o aço". Pepe, imperial, resolve com Marcano, pontual; Telles faz da ala esquerda uma auto-estrada, um vai e bem que poucos têm, e quando puxa a colatra atrás, minha nossa!; na outra, é Tecatito, com a arte de fazer bem e bonito; no miolo é consolo ter o comandante Danilo Pereira a liderar a bateria da orquestra com o Otávio clarinete e o Uribe no fagote, a trote, e o brasileiro no foguete, diabrete, a fazer um brilharete se lhe dá no topete, sem menor apreço pelo debutante Nakajima, cópia daquela armações do fogo preso dos arraiais noturnos a rabiar, elétrico, faíscoso, tão teimoso quanto asiático patenteado; na frente (lá atrás, há gente suficiente, competente) está tudo feliz, é ver o Marega e o Luís, e, como o outro que diz, o Luís e o Marega conde da coutada em Vila do Conde. MBemba, é prebenda merecida e autorizada, Manafá vai lá, e o Diaz de tudo é capaz e bom rapaz.
"Almeida" é uma sugestão de profissão que recomendaria para quem não tem dotes adequados para arbitrar. Mesmo quando os jogadores não complicam.
Parabéns, mister Carlos Carvalhal. Pela equipa que tem e pela rara qualidade de comentar uma partida de futebol, sabendo como dizer, o que dizer, e espelhando o saber com elegância e fair play. Ainda se aprende na velha Albion.
Remígio Costa
Romário Baró, atingido no tornozelo por Fábio Cardoso, é retirado do jogo para uma maca a caminho do hospital. Infrator sem castigo, poderá continuar a jogar.
TAÇA DA LIGA
Fase de grupos - Fase 3
1.ª jornada -
TVs. - 21:00h
Tempo: ameno s/chuva - Temp.ª 16º
Relvado: bom
Assistência: 25004
2019.09.25 (quarta-feira)
FC do Porto, 1 - CD Santa Clara (Ponta Delgada), 0
(ao intervalo: 1-0)
FC Porto alinhou com: Diogo Costa, Wilson Manafá, Pepe (C), Diogo Leite, Alex Telles, Bruno Costa, MBemba, Romário Baró, aos 90' Luis Diaz, Nakajima, Tiquinho Soares, aos 84' José Luís e Fábio Silva (estreia na equipa principal aos 17' anos), aos 90'+1' Otávio.
Suplentes n/utilizados: Marchesin, GR, Uribe, Tomás Esteves e Loum
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição
CD Santa Clara alinhou com: André Ferreira, Rafael Ramos, César Martins, Fábio Cardoso, Mamdu Condé, Néne, Lucas Marques, Malick aos 78', Lincoln, aos 68' Bruno Lamas, Alfredo Sthephens, Ukra aos 60', Gilherme Schetine e Pineda.
Equipamento: vermelho oficial
Treinador: João Rodrigues
Árbitro: António Nobre, AF Leiria
Assistentes: Nelson Pereira/José Luzia
4.º árbitro: David Silva
RESULTADO FINAL: 1-0
Marcador:DIOGO LEITE, aos 45'+2', na sequência de jogada em que Nakajima na ala esquerda prepara e tira um centro fazendo a bola chegar redondinha à frente da baliza de André Ferreira, onde surge de rompante DIOGO LEITE a elevar-se para num golpe de cabeça colocar a bola ao poste mais afastado.
Entre outras, duas coisas desfeiam e desonram um jogo de futebol:
- jogadores "parte pernas"
- maus árbitros
Rafael Ramos e Lucas Marques, tiveram nesta partida um registo de agressividade acima da tolerância, e
Fábio Cardoso, na mesmo linha de atuação no decorrer da partida, usou de extrema violência em lance em que lesou gravemente a integridade física de um ainda iniciado jovem colega de profissão.
O árbitro INTERNACIONAL António Nobre, da AF Leiria, permitiu que os citados protagonistas se mantivessem no jogo até ao apito final.
Levando ao jogo uma equipa formada maioritariamente com elementos regularmente menos utilizados , Sérgio Conceição arriscou perante um adversário que defrontara e derrotara três dias antes, para o campeonato, e que se revelara difícil de anular, pela organização defensiva e impetuosidade com que a equipa atuou e, sobretudo, pela agressividade demonstrada pelos seus elementos na disputa de cada lance.
Quer na partida do campeonato, quer na que ontem decorreu no Dragão para a Taça da Liga, o Futebol Clube do Porto foi em tudo superior ao Santa Clara sem margem para afirmações auto-elogiosas infundamentadas do adversário, menos na replicação do estilo a roçar a marginalidade usado pela equipa de S. Miguel, a que presumidamente não poderá recorrer em futuras partidas se nelas estiver um ÁRBITRO, seja ou não, internacional mas jamais de aviário.
(Não estranho a pronta reação dos "amigos" de Fábio Cardoso ao virem em sua defesa, considerando "não ter havido intencionalidade" em lesionar o jovem promissor Romário Baró. Valesse argumento tão ridículo e inconsistente, e jamais alguém iria preso por atropelar uma criatura a atravessar na passadeira).
Iniciando a partida com alguma desconexão na ordenação do jogo coletivo, a partir do meio da primeira parte a equipa do Futebol Clube do Porto já estava com as rédeas do jogo na sua posse, mantendo-as praticamente até ao fim da partida. É verdade que a melhor situação de golo criada em todo o tempo de jogo pela equipa do presunçoso treinador dos açoreanos, foi pessimamente desperdiçada por Pineda quando tinha apenas pela frente o debutante na equipa principal portista, Diogo Costa; mais dois remates conseguidos depois, foram "desviados com os olhos" pelo jovem futuro dono da baliza do FC do Porto para passarem bem ao lado dos postes. Ao contrário, tivesse havido mais precisão e menos "muralha" defensiva na baliza de Ferreira, e o "condor" de Ponta Delgada levaria que contar de volta à ilha.
Os cinco jovens da formação chamados a jogo não desiludiram o técnico e muito menos os adeptos. O mesmo se dirá dos que ainda não chegaram à titularidade frequente, como é caso de NAKAJIMA, um craque genuíno que muito tem para ajudar a equipa. Registe-se o feito assinalável de FÁBIO SILVA na longa História do Clube da Invicta Cidade, ao ter tido a honra de envergar a camisola azul e branca aos 17 anos e três meses e seis dias (!), que nenhum jogador portista tinha conseguido desde a fundação do Clube em 1893.
Quem muito me agradou e até mesmo me surpreendeu, foi o desempenho pendular, irrepreensível e aparentemente discreto de MBEMBA, perfeito na posição, no passe e no entendimento com os companheiros, sem que se lhe tenha apontado uma única falta, protesto ou falha comprometedora.
(Vou esperar que o sr. Nobre venha apresentar publicamente desculpas pelo erro crasso de não punir com vermelho o jogador Fábio Cardoso; ou há moralidade e igualdade, ou todos somos toupeiras)
Liga NOS
6.ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Tv - Hora: 20:30h
Tempo: bom e com temperatura amena
Espectadores: 36210
Relvado: bom estado
Data: 22.09.19 (domingo)
FC do PORTO, 2 - CD Santa Clara (S. Miguel), 0
(ao intervalo: 2-0)
FCP alinhou com: Augustin MARCHESIN, Jesús Tecatito CORONA, aos 75' MBEMBA, Pepe, Iván MARCANO, Wilson MANAFÁ, OTÁVIO, DANILO Pereira (C), Matheus URIBE, LUÍS DIAZ, aos 68' NAKAJIMA, ZÉ LUÍS, aos 83' Tiquinho SOARES e Moussa MAREGA.
Suplentes n/utilizados: Diogo Costa, GR, Bruno Costa, Fábio Silva e Romário Baró.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição
CD Santa Clara (S. Miguel) alinhou com: Marco Ferreira, Patrik, César, João Afonso, Fábio Cardoso, Francisco Ramos, aos 75' Bruno Lamas, Rashid (C), Zaidu, Carlos Júnior, 2.ª parte Schetine, Zé Manel, aos 59' Lincoln e Thiago Santana.
Suplentes n/utilizados: André Ferreira, GR, Manadu, Candé e Pineda.
Equipamento: alternativo preto
Treinador: João Henriques
Árbitro: Luís Godinho (AF Évora)
Auxiliares: Rui Teixeira/Valter Rufo
4.º árbitro: Hugo Silva
VAR: Rui Oliveira
Escolha de campo: FCP - N/S
GOLOS E MARCADORES:1-0 aos 15': pelo flanco direito, Danilo, na quina dentro da área dos açoreanos de S. Miguel, entrega a bola num passe atrasado para Otávio, o qual, a devolve ao primeiro toque; o capitão portista ensaia um passe de dança com o defesa que tinha à sua frente, e tira um centro com o pé esquerdo para o miolo da área onde, de rompante, ZÉ LUÍS se antecipa a um adversário e bate de cabeça para a baliza sem dar aso a Marco para evitar o golo; 2-0 aos 41', na execução de um livre direto assinalado no flanco direito do relvado, Tecatito Corona faz a assistência precisa para o interior da área onde Danilo se eleva para cabecear sem o conseguir, e nas suas costas, CÉSAR, ao tentar safar para canto o lance, introduz a bola na própria baliza.
Nem clara (vestiram equipamento totalmente preto), e pouco santa, a equipa açoreana de S: Miguel; rija, rijinha nas entradas e até nas saídas como se quisessem demonstrar que, com eles, "ninguém faz farinha". Optando, desde o início ao fim da partida por uma postura defensiva sem descurar nunca a divina interceção da padroeira Santa Clara para colher benesses da tática de aproveitar iniciativas de contra-ataque, que nunca abandonou ou deixou de tentar, a equipa de S. Miguel atuou para trazer ao jogo um cariz de viril agressividade algo excessiva, intimidatória, e por isso, perturbadora do ritmo e da beleza do jogo. Não, de todo, se requeira que uma partida de futebol se converta numa cerimónia fúnebre, numa parada folclórica ou espetáculo de circo, num concerto de bandas pop, porque o futebol sempre foi para "homens de barba rija", e "copinhos de leite" vão para o golfe, e quando o confronto se torna inconsequente e monótono, aborrece.
Vestindo de preto, viram-se sempre mais "frades" no espaço restrito da grande área dos ilhéus do que (provavelmente) "freiras" em St.ª Clara (a velha).
A equipa do Futebol Clube do Porto não pode esperar vida fácil, seja qual for o adversário que tenha que enfrentar no magnífico estádio do Dragão. Este Santa Clara treinado por João Henriques, já experiente e ambicioso, está feito um conjunto fisicamente sólido, com alguns bons atletas, e revela excelente organização global que o classifica como uma das melhores equipas da Liga nesta vertente. A continuar no registo que trouxe ao Porto, seja fora ou em S. Miguel, o Santa Clara não será fácil de bater podendo ser um imbróglio complicado para decompor, seja sempre sério e aplicado como neste jogo se portou.
Seis vitórias consecutivas formam o melhor argumento da estabilidade obtida pela equipa de mister Conceição. É evidente a melhoria do nível de confiança demonstrado pelos jogadores, a subida gradual do entendimento global da equipa, a boa forma da maioria dos jogadores e a boa integração e adaptação ao ambiente do Dragão dos elementos contratados. Nesta partida, a defesa não consentiu uma única situação evidente de golo na baliza defendida pelo excelente Augustus Marchesín, e na baliza contrária sucederam-se situações que, se bem concretizadas, dariam ao resultado expressão bem mais ampliada. Um pormaior a resolver.
Ninguém de boa fé dirá que a vitória do Futebol Clube do Porto não foi merecida e poderia até ser bem mais ampliada e ajustada à diferença do valor das equipas provado em todos os itens do jogo.
Godinho, é tão pequenino que se porventura se vier a perder no Alentejo, dificilmente alguém o irá encontrar. A não ser onde e quando houver bolotas. Não vê, não julga, não tem critério. Tem cartões inflacionados, no bolso e um apito que não tira da boca. E o VAR, para o poupar. Julgou mal ao assinalar penalti sobre Tecatito porque o endiabrado "faz do tudo" da equipa simulou, nitidamente, que o VAR corrigiu, e bem, e não esclareceu como merecia a jogada na área portista na qual João Cardoso apareceu com sangue na testa no seguimento de uma disputa com Uribe, na qual o médio argentino ao saltar com os braços abertos na horizontal necessários à impulsão atingiu, sem indícios de intenção, o adversário que com ele, pretendeu disputar a bola. O que o terá levado a punir Nakajima com o cartão amarelo? Terá sido a cor do japonês? Ou interpretou mal os "olhos em bico" do buliçoso "meia leca" portista? Minha nossa!
Liga Europa
Fase de grupos
1.ª jornada - 1.ª mão
Estádio do Dragão, Porto
TV -- Hora: 20:00h
Tempo: ameno
Relvado: bom
Espectadores: 32292 (600 claque visitante)
2019.09.19 (quinta-feira)
FC do PORTO, 2 - BSC Young-Boys(Suíça), 1
(ao intervalo: 2-1)
FC do Porto alinhou com: Augustin Marchesín, Jesús Tecatito Corona, Pepe, Iván Marcano, Alex Telles, Otávio, Danilo Pereira (C), Matheus Uribe, Luís Diaz, aos 65' Romário Baró, Tiquinho Soares, aos 81' Fábio Silva e Moussa Marega, aos 70´Willian Manafá.
Suplentes n/utilizados: Diogo Costa, GR; MBemba, Nakajima e Zé Luís.
Equipamento: camisola oficial tradicional c/calção e meias brancas
Treinador: Sérgio Conceição
BSC Young Boys alinhou com: Von Balmoos, Burgy, Sorensen, Zesiger, Saidy Janko, Sieno, Aebisher, aos 69' Lustenberges, Ulisses Garcia, Assalé, Nsame, aos 61' Horan e Fassmacht, Gaudino aos 73'.
Suplentes n/utilizados: Wolfi, GR, Lotomba, Pedtignat e Mambimbi.
Equipamento: camisola amarela e calção preto
Treinador: Gerry Sevane
Árbitro: Andris Treinamis (Letónia)
Auxiliares: Haroldes Gudermanis/Alskejs Spsjonnikovs
4.º árbitro: Aleksandrs Golubeves
GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 8' por TIQUINHO SOARES, finalizando já dentro da área uma jogada iniciada por Iván Marcano, continuada por Luís Diaz na assistência a Tiquinho, o qual tirou um remate rente à relva depois de ter afastado da frente um defensor helvético; 1-1 aos 15', por NSAME na conversão de pontapé de penalti sinalizado na sequência de jogada em que o veloz Roger Assalé ganhou posição em relação a Pepe, entra na área, e frente a Marchesin, que entretanto saíra da baliza, e estendido na relva e com os braços esticados tenta afastar a bola, o jogador suíço "cava" magistralmente um contato que o árbitro letão considerou passível de penalti; na execução, com um pontapé forte ao canto superior da baliza, Marchesin voou para a bola impossível de deter. A falta valeu a Marche o cartão amarelo, excluindo-se o vermelho porque Iván Marcano já estava à frente da bola e o lance se desenrolava tendencialmente à direita desenquadrado com a baliza; aos 26' TIQUINHO SOARES fez o 2-1 que viria a ser o resultado final da partida, batendo para a baliza deserta uma assistência meio-golo traçada à direita por Jesús Tecatito Corona. Na imagem fixa da tv mostra, sem margem para dúvida, a regularidade da posição de Tiquinho Soares relativamente a um jogador do Young Boys que se encontrava do lado do assistente do árbitro e se posicionava claramente mais perto da linha da grande área do que o avançado portista, ao contrário do seu colega do lado oposto, este sim, atrás do marcador.
Pois é, o gostoso e necessário triunfo não é passível de merecer nota alta no que concerne à exibição global, mas foi cumprido o objetivo imperioso de vencer, e isso a equipa conseguiu e lutou muito para o conseguir. Nota máxima!
Tiquinho Soares corporizou com dois golos a entrada com o pé direito na Liga Europa, fez por merecer a confiança do mister no impedimento parcial de Zé Luís, e o abraço público do reconhecimento do jogador ao técnico é demonstrativo da estabilidade e da paz emocional reinante no plantel; Nakajima pode, confiadamente, esperar a sua oportunidade. Calai-vos, fariseus!
A primeira, foi mais interessante do que a segunda parte do jogo? Foi. Porque a equipa andou mais vezes perto do golo, porque teve mais bola e o futebol praticado mais ligado, conseguiu mais ataques e remates, a equipa esteve mais fresca e coesa. E, porque o adversário não veio ao Porto fazer turismo, estando a cidade está na moda, fez questão de mostrar possuir qualidade e individualidades para ousar enfrentar na toca um Dragão com prestígio largo, contudo numa fase de recomposição e aperfeiçoamento. Por isso se pode afirmar que o período complementar foi de expetativa com alguma ansiedade à mistura, forçando o mister Sérgio a redobrar a arte e o engenho para manter o equilíbrio da equipa e o nível individual dos seus componentes. Lá vieram as alternâncias que a equipa requeria, o banco abriu e entraram Manafá, logo depois Romário Baró, a dar consistência e folgo ao miolo e ar fresco, e fornecer o gás à frente de ataque onde Fábio Silva andava a provocar o "estado de sítio" no território defensivo suíço.
"Fabinho", dezassete aninhos mais três mesinhos, o mais jovem de sempre na ímpar História do Futebol Clube do Porto, a "internacionalizar-se" numa competição europeia com o símbolo sagrado sobre o coração! Sorte, moço.
Fábio Silva, um craque em formação
O ÁRBITRO:
Desconheço em absoluto o nível dos árbitros da Letónia. Se o senhor ANDRIS TREINAMIS puder ser tido como uma boa referência da arbitragem daquele país , estamos conversados; ou vê muitos vídeos da Liga NOS, ou alguém lhe traduziu para letão a bíblia seguida pelos seus comparsas portugueses.
Remígio Costa
Liga NOS
5.ª jornada
Estádio Municipal de Portimão
Assistência: 5499 espectadores de maioria portista
Tempo: de verão com 28.º
Hora: 18:00h
Relvado: bastante deteriorado (na época anterior era dos melhores)
2019.09.15 (domingo)
Portimonense SC, 2 - FC do PORTO, 3
(ao intervalo: 0-2)
Portimonense SC alinhou com: Ricardo Ferreira, K. Anzai, Jadson, Cevallos, Rómulo, aos 53' Denver, Lucas Fernandes, aos 73' Levallos, Pedro Sá, Silva, Tabata, aos 65' Marlos, Jackson Martinez e Aylton Boa-Morte.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: António Folha
FC do Porto alinhou com: Marchesin, Jesús Corona, Pepe, Iván Marcano, Alex Telles, expulso aos 90´+1', por tentar impedir que Jackson Martinez se isolasse e rematasse à vontade, Matheus Uribe, Danilo Pereira (C), Luís Diaz, aos 73' Nakajima, Otávio, aos 90'+5', Fábio Silva, Zé Luís, aos 81' Tiquinho Soares e Moussa Marega. Suplentes não utilizados: Diogo Costa, Bruno Costa e MBemba.
Equipamento: alternativo amarelo
Treinador: Sérgio Conceição
Árbitro: Rui Costa, AF Porto.
Auxiliares: Tiago Costa/João Bessa Silva
4.º árbitro: Gustavo Correia
VAR: Vasco Santos
GOLOS E MARCADORES: 0-1 aos 25' por ALEX TELLES, na conversão de grande penalidade resultante de um lance em que a bola bate no braço estendido de Jadson caído no relvado; a falta inequívoca do jogador da casa foi confirmada pelo VAR tendo sido analisada cerca de 3'. Alex Telles bateu a bola com um pontapé forte e colocado para o lado oposto escolhido pelo guarda-redes; 0-2 aos 45' por JOSÉ LUÍS (brasileiro, para o locutor de serviço da sporttv1), respondendo de rompante ao segundo poste a uma assistência de Matheus Uribe a partir do flanco direito; 1-2 aos 74' por DENER a desviar num golpe de cabeça de cima para baixo e junto ao poste um centro vindo do flanco esquerdo; também este lance foi confirmado pelo VAR por subsistirem dúvidas sobre o posicionamento do jogador do Portimonense no início da jogada; 2-2 aos 78', por ANZAI, num potente pontapé à distância com a bola a entrar a meia altura sem margem para defesa; 2-3 aos 90'+8', por IVÁN MARCANO desviando a bola num golpe de cabeça entre uma aglomerado de jogadores, vinda de pontapé de canto executado à direita por Jesús Corona.
Sérgio Conceição, tem razão; não é difícil compreender a afirmação feita no final da partida do treinador portista, face à categórica exibição que a equipa produziu na primeira parte, e o inesperado desconchavo a que se assistiu no período complementar. Atento, como lhe compete, ele apercebeu-se do relaxamento geral que a equipa trouxe do balneário e o perigo que isso representava para os largos minutos a que ainda estava o fim da partida, procedeu às burocráticas substituições já "com as orelhas a arder", na expressão popular que alerta para o perigo iminente faltando-lhe, porra, a tempo e horas, o berro para dentro do relvado "à Sérgio Conceição", à comandante, à patrão, à chefe, capaz de travar o descanso fora de horas da malta em estado de sorna.
A vencer por duas bolas a zero alguém terá pensado em baile? António Folha está atento ao que se passa no campeonato, e treinador avisado corre menos riscos de ser gozado, de assistir do banco ao desfrute do bailarico ao som da música das touradas. Nã, aqui não! Corridinho, corridinho, mexer o pezinho, e quem não gostar não vem ao Algarve veranear. Capiche, equipa do FCPorto?
E, já agora, saiba-se que o tempo de jogo tanto pode ser de noventa como de cem, ou mais, minutos. É assim, pronto! E que golos, tanto podem acontecer no primeiro como aos noventa e oito. Capiche, outra vez?
É, pá (!), como seria divertido ver a cara pasmada, o esgar atónito dos putativos seis milhões de votantes do primeiro-ministro das geringonças mal cozinhadas, quando esse espanhol insensível e cru com sangue de lagarto a que chamam Marcano, Iván, o terrível, deu, não a estocada assassina na vítima inocente, mas o golpe de cabeça fatal no usufruto da herança de duas chuteiras do defunto que, afinal, estava "vivinho da silva".