Foto: OJOGO online
UEFA EUROPA LEAGUE
Estádio do Dragão, Porto
3.ª jornada - 1.ª mão
Tv - Hora: 17:55h
Tempo: bom/frio
Relvado: bem tratado
Assistência: 31307 (visitantes: +-2700)
2019.10.24 (quinta feira)
FC do PORTO, 1 - Rangers FC, Glasgow, Escócia, 1
(ao intervalo: 1-1)
FC do Porto alinhou com:
Marchesin, Jesús Corona, Pepe, Iván Marcano, Alex Telles, Otávio, aos
60' Bruno Costa, Danilo Pereira (C), Uribe, Luís Diaz, aos 63' Nakajima,
Zé Luís, aos 77' Tiquinho Soares e Moussa Marega.
Suplentes n/utilizados: Bruno Costa (gr), William Manafá, MBemba e Fábio Silva.
Equipamento: oficial tradicinal
Treinador: Sérgio Conceição
Rangers FC alinhou com:
Mac Gregor, Tavernier, Goldson, Herlander, Barisil, Ryan Jack, aos 86'
Alfield, Davis, Kamara, aos 86' Ojo, Morews e Kent, aos 76' Aribo.
Suplentes N /utilizados: Foderwgham, g,r., Flanagan, Nikola Katic e Jermaine Defoe.
Equipamento: oficial tradicional cor vermelha
Treinador: Seven Gerrard
Árbitro: Nikola Dababnovic (Montenegro)
Auxiliares: Milovan Djukic/ Viadan Buskovic
4.º árbitro: Milos Buskovic
Escolha de campo: FCP S/N
GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 36' por LUÍS DIAZ;
na reposição em lançamento na linha lateral do flanco esquerdo, no
alinhamento da linha da grande área dos visitantes, a bola chega a L.
Diaz junto ao bico da área que a controla e roda a procurar
enquadramento com a baliza, tirando um estupendo remate de pé direito
fazendo com que a bola entrasse no canto superior direito no poste mais
distante sem defesa possível. O empate a 1-1, que viria a fixar o
resultado do jogo, aconteceu aos 44'+1' na sequência de jogada rápida em
contra ataque pelo flanco esquerdo do relvado, com lançamento preciso
para o lado contrário até à grande área onde MORELOS surgiu em velocidade livre de marcação, batendo forte a meia altura junto ao poste sem chance para Marchesin.
Comentário sucinto sobre a partida
O
resultado final do jogo não é de modo algum satisfatório para as
ambições e interesses do Futebol Clube na prova. Do mesmo modo se pode
dizer que a exibição global da equipa portista justificasse desfecho
mais favorável. A equipa de Seven Gerrard demonstrou ao longo de toda a
partida um ritmo elevado de jogo e seguro, enquanto os jogadores
comandados por Sérgio Conceição mostraram à evidência não terem a mesma
capacidade de ligar as jogadas e disponibilidade física para recuperar a
bola e mantê-la o tempo necessário na sua posse. Ficou claramente
justificada a diferença de ritmo jogo do conjunto portista relativamente
ao adversário, o qual, ao contrário do FC do Porto, não terá
interrompido a participação nas competições internas num inacreditável
período de um mês! É "isto" o estado a que chegou a organização do
futebol em Portugal.
Em termos de ocupação do relvado e de posse de bola, foi o FC do Porto
quem mais esteve por cima, no primeiro tempo, conseguindo um golo e duas
ou três oportunidades passíveis de obter outros; nos vinte e
cinco/trinta minutos do segundo período, foi o conjunto escocês quem
assumiu o comando da partida praticando um futebol retilínio e coeso,
muito acima de um FC do Porto incomodamente descrente e desconexo na
articulação das jogadas, do que se recompôs, de certo modo, nos últimos
quinze/vinte minutos através das boas atuações dos jogadores chamados a
jogo, Bruno Costa, Tiquinho Soares e Nakajima.
Por outro lado não poderá escamotear-se a evidência de que a maioria
dos jogadores que iniciaram a partida tiveram desempenho muito abaixo do
que lhes é exigido.
O resultado é irritante para
os seguidores do Dragão, mas não menos incómodo e desconfortante foi
para os jogadores não terem nas bancadas da sua casa o apoio que os
escoceses prestaram à sua equipa. Afinal, quem estava a jogar em casa e
quem era o visitante? Não percebi. Talvez em Glasgow a equipa portista
se sinta mais em casa...
O juiz montenegrino arbitrou como se (ainda) fosse um estagiário. A
atuação não divergiu da maioria dos árbitros portugueses, João Pinheiro
não faria pior. Não faltam casos de dúvida no seu desempenho,
sendo o mais incompreensível o não considerar falta dentro da área o
empurrão dado a Otávio ocorrido aos 36' na sequência de canto estudado, e
o preciosismo do relógio suíço usado na conclusão da primeira parte e
no final da partida, negando ao Futebol Clube do Porto a marcação de
dois cantos naqueles momentos, ainda que as leis do jogo não não
tivessem sido infringidas.
Quem desvalorizou os adversários do FC Porto considerando que o
apuramento para a última fase da competição estava assegurado, terá
agora dificuldade em reconhecer, cumpridos que estão metade dos jogos do
grupo, que não há triunfos antecipados e equipas fáceis de derrotar. O
FC do Porto está ainda dentro dos possíveis apurados, mas todos agora
saberão que nenhum dos seus adversários lhe vai facilitar a vida,
abrindo-lhes a baliza. Como vai jogar duas vezes fora do Dragão,
permita-se-me a ironia, talvez possa tirar vantagem disso.
FC do Porto, sempre!
Taça de Portugal
3.ª eliminatória
Estádio Jorge Sampaio, Pedroso, V.N de Gaia
Tv - Hora: 18:45h
Tempo: de chuva
Relvado: bem tratado, encharcado
Assistência: cerca de 6000
2019.10.19
SC COIMBRÕES, 0 - FC DO PORTO, 5
(ao intervalo: 0-3)
SC COIMBRÕES alinhou com: Fábio Mesquita, Ricardo Pedrosa, Pedro Caeiro, Raul Martins, Diogo Portela, Mário Pereira, Miklema, aos 75' Batista, Guilerme, aos 86' Miguel Ângelo, Pedro Tavares, aos 65' Cléver e Alex Tank. Suplentes não utilizados: Daniel Pires, Igor Santos, Mateo Nieto e Rúben Gonçalo
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Pedro Alves
FC DO PORTO alinhou com: Diogo Costa, Saravia, Diogo Leite (C), MBemba, Willian Manafá, Bruno Costa, Loum, Otávio, aos 63' Romário Baró, Luís Diaz, aos 71' Sérgio Oliveira, Tiquinho Soares, aos 76' Vincent Aboubakar e Fábio Silva.
Não utilizados: Augustin Marchesin, Iván Marcano, Zé Luís e Shoya Nakajima
Equipamento: camisola oficial tradicional c/calção branco
Treinador: Sérgio Conceição
Árbitro: Rui Oliveira (AFP)
Auxiliares: Tiago Leandro/Carlos Campos
4.º árbitro: João Pereira
GOLOS E MARCADORES
0-1 aos 6' por LUÍS DIAZ: dentro da área, Tiquinho Soares, acossado por um adversário, prepara a bola para Diaz rematar rente à relva para o golo;
0-2 aos 8' por TIQUINHO SOARES: pelo centro Luís Diaz assiste T. Soares o qual com serenidade e classe prepara o remate para bater Fábio Mesquita;
0-3 aos 12' por MBEMBA, aproveitando uma "sobra" de bola dentro da área densa de jogadores, com um remate fácil e pronto; marcador do golo muito festejado pelos colegas por ser uma estreia como marcador;
0-4 aos 68' por LUÍS DIAZ, com remate tenso, numa assistência perfeita de Tiquinho Soares após jogada individual bem trabalhada;
0-5 aos 81' por FÁBIO SILVA, na conclusão de jogada iniciada por Diogo Leite, com continuidade assegurada em Romário Baró, o qual rematou forte à entrada da área, para defesa do guarda-redes para a frente e com aproveitamento "à ponta de lança" do (agora) mais jovem jogador de sempre da história do Clube a conseguir marcar.
SINOPSE DO JOGO
É convencimento generalizado entre aqueles que acompanham com alguma atenção os campeonatos dos escalões inferiores, incluindo os distritais, que os clubes estão cada vez mais bem organizados, quer nas instalações físicas como na qualidade do plantel e nas habilitações e conhecimento dos profissionais dos quadros técnicos responsáveis pelo departamento do futebol. Não é, assim, tanto de estranhar que as equipas ditas "pequenas" consigam igualar e até superar adversários tidos por "favoritos" (?), sobretudo em confrontos de uma só mão e a jogar no seu próprio espaço. Atente-se nos resultados verificados nesta 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, em que nada menos que CINCO equipas da 1.ª Liga foram afastadas por conjuntos que fazem part6e de campeonatos de escalões inferiores.
O FC do Porto encarou a partida contra o SC Coimbrões, que milita na Campeonato de Portugal, da AF Porto, com respeito e profissionalismo totais. Sérgio Conceição preparou a sua equipa para uma partida que era imperioso vencer, escalando com critério os jogadores do plantel que tinha à disposição, independentemente das chamadas feitas anteriormente. Todos os que alinharam no estádio de Pedroso já haviam feito parte da equipa, com mais ou menos tempo de jogo.
Entrando de rompante, o FC do Porto estava à frente aos 12' com três golos à maior no marcador; noutras circunstâncias o vencedor estaria encontrado e a equipa poderia ser tentada a relaxar adoptando uma atitude displicente e de desrespeito pelo valor do adversário. Felizmente que tal não aconteceu, a equipa não levantou o pé do acelerador e o encontro decorreu até ao fim com dignidade, e interessante o suficiente para satisfação dos seis mil adeptos que povoaram as bancadas num dia de muito chuva bastante incómoda.
Os desempenhos individuais dos portistas estiveram, de modo abrangente, em bom nível. A defesa não foi muito solicitada, apenas uma ou duas vezes foi chamada a resolver lances cuja evolução positiva poderia causar embaraços maiores. Não obstante, MBemba e Diogo Leite, o capitão da equipa, não deixaram de se notar pela serenidade e posicionamento, Bruno Costa, Loum, um jogo completo depois de demorada recuperação de uma lesão, e Otávio sempre ativos e assertivos, no ataque com determinação e à vontade, Luís Diaz e Tiquinho Soares, com Fábio Silva incansável a movimentar-se a espreitar a oportunidade de se estrear a marcar, no primeiro jogo a titular com a camisola azul e branca, prémio que veio a conseguir aos 81', para gáudio próprio e de toda a família composta pelos companheiros no relvado e fora dele.
Prontos, para a próxima etapa. FC do Porto, sempre!
Liga Europa
Fase de grupos - 2.ª jornada - 1.ª mão
Estádio de Kuip, Roterdão, Holanda
TV Sic - Hora: 18:00h
Tempo: alguma chuva e frio
Relvado: bom
Assistência: estimada em 40000 espectadores
2019.10.93 (quinta feira)
Feyenoord, 2 - FC do PORTO, 0
(ao intervalo: 0-0)
O Feyenord alinhou com: Vermeer, Karsdorp, aos 85' Beertruída, Botteghin, Gogar, Haps, Toornstra, LeroyFer, Berghuis, Larson, aos 83' Senesi, Sgisterra, aos 83' Dor Narsingh.
Duplentes n/uktilizados: Justin Bijow, Tyrell Malacia Wouter Burger e Naoufal Bannis.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Jaap Stam
FC do Porto alinhou com: M. Marchesín, Wilson Manafá, Pepe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira (C), aos 80' Fábio Silva, Matheus Uribe, Nakajima, aos 53' Luís Diaz, Otávio, Mousa Marega e Zé Luís, aos 62 Tiquinho Soares.
Suplentes n/utilizados: Diogo Costa, Bruno Costa, Loum e MBemba.
Equipamento: alternativo de cor amarela
Treinador: Sérgio Conceição.
Árbitro: Sergei Karasev (Rússia)
Auxiliares: Igor Demeshko/Nkasin Meskkov
4.º árbitro: Vitali Meshkov
GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 49' por TOORNSTRA com um remate rente à já dentro da área e sem marcação, aproveitando o desposicionamento no lance da defesa portista; 2-0 aos 80', por KARSDORP, recuperando a bola fora da área e seguindo com ela dominada durante alguns metros sem oposição, rematou rasteiro com a bola a roçar o corpo de Marchesín.
SINOPSE DA PARTIDA
O Feyenoord foi a melhor equipa nesta noite e mereceu vencer. O Futebol Clube do Porto saiu derrotado de uma partida em que poderia ter alcançado uma goleada histórica a seu favor.
Os holandeses não demonstram nesta partida ser uma equipa fora do alcance do FC do Porto, contudo, praticaram um futebol prático e agressivo para o qual os portugueses não encontraram antídoto suficiente para os igualar. Será que o FC do Porto foi surpreendido neste capítulo?
Os portistas tiveram vantagem na posse de bola, jogaram mais tempo no espaço defendido pelos donos do estádio e tiveram mais lances perto e dentro da área, e ensaiaram mais tentativas de remate de fora e dentro dela.
Em remates passíveis de golo, a equipa holandesa somou quatro e fez dois; a formação portuguesa andou perto de obter golo em, pelo menos, dez jogadas, livres e cantos, somando três remates aos ferros da baliza de Vermeer, e outras tantas situações flagrantíssimas, não logrando violar as redes do adversário.
A equipa dos Dragões, e quase todos os elementos que a formaram estiveram neste confronto, com alguma surpresa, abaixo do que era suposto fazerem; a defesa que vinha a ser um bastião difícil de ultrapassar, acusou inesperada desconexão e insegurança neste jogo, no meio campo o futebol não fluía e o ataque foi...um desastre na finalização! Custa a aceitar tanto esbanjamento de golos.
Para além de Marchesin, Otávio, Danilo Pereira e Uribe a espaços, Luís Diaz e Tiquinho Soares, não é fácil apontar outros jogadores que tivessem atingido a bitola esperada no seu desempenho. Nakajima terá saído tarde de mais, desorientado que se mostrava entre defender e atacar, e Fábio Silva talvez tivesse resolvido se mais cedo chamado ao jogo. É somente uma opinião de adepto, nunca fui treinador nem tinha competência para o ser e dou toda a minha confiança ao mister Sérgio Conceição.
Como gostaria que em Portugal se arbitrasse como o Árbitro russo dr. SERGEI KARASEV! Permitiu aos jogadores, de ambos os conjuntos, o recurso à virilidade possível nos lances individuais, a que os nossos jogadores não recorreram (estranhamente) tanto quanto os holandeses (que ainda assim foram punidos com quatro amarelos contra zero aos portugueses), assinalou 17 faltas aos visitados e apenas (!!) seis (!!!) aos visitantes.
Como "no melhor pano cai a nódoa", ou, "não há bela sem senão", o meritíssimo juiz soviético, com a anuência do ajudante da bandeirinha seu auxiliar (competente ou não), acordaram que o empurrão dado por um defesa do Feyenoord a Otávio dentro da área aos dezanove minutos da primeira parte, não ser matéria passível de penalização, quiçá por ter avaliado que o empurrão não teve "intensidade", que se notasse.Talvez, talvez...
No grupo G, tudo a três, em quatro. Recomecemos, então. Siga o andor.
Liga NOS
7.ª jornada
Estádio do Rio Ave, em Vila do Conde
Tv - Hora: 20:00h
Tempo: chuva leve, 20.ºC
Relvado: bom estado
Assistência: cerca de 5000
2019.09.29 (domingo)
Rio Ave FC, 0 - FC do PORTO, 1
(ao intervalo: 0-1)
O Rio Ave FC alinhou com: Kierzek, g.r., Nelson Monte, 2.ª parte Jambor, Borevkovic, Aperillan Santos, Mateus Reis, Tarantini (C), Filipe Augusto, Carlos Mané, Diego Lopes, 2.ª parte Mehdi, Nuno Santos e Bruno Moreira, aos 79' Ronan.
Suplentes /utilizados: Paulo Víctor, Messias, Pedro Amaral e Lucas Piazon
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Carlos Carvalhal
FC PORTO alinhou com: Augustus MARCHESÍN, Tecatito CORONA, aos 60' Willian MANAFÁ, PEPE, Iván MARCANO, ALEX TELLES, DANILO Pereira (C), Matheus URIBE, OTÁVIO, NAKAJIMA, aos 76' MBEMBA, ZÉ LUÍS, aos 83' Luís DIAZ e Moussa MAREGA.
Suplentes n/utilizados: Diogo Costa, Bruno Costa, Tiquinho Soares e Fábio Silva.
Equipamento: alternativo de cor amarela
Treinador: SÉRGIO CONCEIÇÃO
Árbitro: Nuno Almeida (AF Faro)
Auxiliares: Pedro Martins/
4.º árbitro: João Mendes
VAR: Jorge Sousa
RESULTADO: Rio Ave FC, 0 - FC do Porto, 1
MARCADOR: Moussa MAREGA, aos 12', com remate imparável de cabeça, na conversão de pontapé de canto apontado magistralmente à esquerda por Alex Telles.
SINOPSE DO JOGO
Moussa Marega corre o risco de ser tido em Vila do Conde como persona non grata. O maliano avançado do FC do Porto cada vez que defronta os vilacondenses, seja fora ou em casa, persiste em obsequiar a equipa rioavense com um golito, às vezes dois. Como ontem, no Estádio dos Arcos, ainda o jogo aquecia nos 12', depois da primeira tentativa gorada no decorrer dos sessenta e poucos segundos, quando, isolado frente ao guarda redes Kieszek, o convidava a experimentar o chapéu (de chuva), mas o presente roçou-lhe as costas e a prenda não abriu. Tanta persistência, produtividade e simpatia justificariam amplamente que ao pujante atleta do FC do Porto fosse concedida a honra de associar o seu nome de nascimento à bela cidade de Vila do Conde, isto é, "Vila do Conde Marega!"
Mais um pequeno passo para o caminho ainda a percorrer, mas um grande passo para a (re)conquista do título. Mais ou menos como a famosa frase de Neil Amstrong quando ele colocou a bota pela primeira vez na história de Humanidade, no solo da Lua. O feito não foi tão espetacular, expectante, emotivo como a conquista do nosso lírico satélite, mas difícil e (muito) suado lá isso foi
foi preciso um excelente FC do Porto para levar de vencida uma formação bem estruturada, combativa e sedenta de secar o equipamento suado apesar da chuva lenta e mansa que caía.
Há ainda na equipa em uma equação a resolver pelo mister Sérgio Conceição. A que se relaciona com a proporção de oportunidades criadas e os golos obtidos. Não diz "a letra com a careta", caro amigo Sérgio. Além de duas que abalaram a trave, (baixa a alça, Alex!) uma mão cheia delas goraram-se como raspadinhas da sorte nas jogadas corridas. Há que inverter o chipe. Menos, mas bem finalizadas! Pode ser? Pode! Obrigado.
A defesa está "como o aço". Pepe, imperial, resolve com Marcano, pontual; Telles faz da ala esquerda uma auto-estrada, um vai e bem que poucos têm, e quando puxa a colatra atrás, minha nossa!; na outra, é Tecatito, com a arte de fazer bem e bonito; no miolo é consolo ter o comandante Danilo Pereira a liderar a bateria da orquestra com o Otávio clarinete e o Uribe no fagote, a trote, e o brasileiro no foguete, diabrete, a fazer um brilharete se lhe dá no topete, sem menor apreço pelo debutante Nakajima, cópia daquela armações do fogo preso dos arraiais noturnos a rabiar, elétrico, faíscoso, tão teimoso quanto asiático patenteado; na frente (lá atrás, há gente suficiente, competente) está tudo feliz, é ver o Marega e o Luís, e, como o outro que diz, o Luís e o Marega conde da coutada em Vila do Conde. MBemba, é prebenda merecida e autorizada, Manafá vai lá, e o Diaz de tudo é capaz e bom rapaz.
"Almeida" é uma sugestão de profissão que recomendaria para quem não tem dotes adequados para arbitrar. Mesmo quando os jogadores não complicam.
Parabéns, mister Carlos Carvalhal. Pela equipa que tem e pela rara qualidade de comentar uma partida de futebol, sabendo como dizer, o que dizer, e espelhando o saber com elegância e fair play. Ainda se aprende na velha Albion.
Remígio Costa
Romário Baró, atingido no tornozelo por Fábio Cardoso, é retirado do jogo para uma maca a caminho do hospital. Infrator sem castigo, poderá continuar a jogar.
TAÇA DA LIGA
Fase de grupos - Fase 3
1.ª jornada -
TVs. - 21:00h
Tempo: ameno s/chuva - Temp.ª 16º
Relvado: bom
Assistência: 25004
2019.09.25 (quarta-feira)
FC do Porto, 1 - CD Santa Clara (Ponta Delgada), 0
(ao intervalo: 1-0)
FC Porto alinhou com: Diogo Costa, Wilson Manafá, Pepe (C), Diogo Leite, Alex Telles, Bruno Costa, MBemba, Romário Baró, aos 90' Luis Diaz, Nakajima, Tiquinho Soares, aos 84' José Luís e Fábio Silva (estreia na equipa principal aos 17' anos), aos 90'+1' Otávio.
Suplentes n/utilizados: Marchesin, GR, Uribe, Tomás Esteves e Loum
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição
CD Santa Clara alinhou com: André Ferreira, Rafael Ramos, César Martins, Fábio Cardoso, Mamdu Condé, Néne, Lucas Marques, Malick aos 78', Lincoln, aos 68' Bruno Lamas, Alfredo Sthephens, Ukra aos 60', Gilherme Schetine e Pineda.
Equipamento: vermelho oficial
Treinador: João Rodrigues
Árbitro: António Nobre, AF Leiria
Assistentes: Nelson Pereira/José Luzia
4.º árbitro: David Silva
RESULTADO FINAL: 1-0
Marcador:DIOGO LEITE, aos 45'+2', na sequência de jogada em que Nakajima na ala esquerda prepara e tira um centro fazendo a bola chegar redondinha à frente da baliza de André Ferreira, onde surge de rompante DIOGO LEITE a elevar-se para num golpe de cabeça colocar a bola ao poste mais afastado.
Entre outras, duas coisas desfeiam e desonram um jogo de futebol:
- jogadores "parte pernas"
- maus árbitros
Rafael Ramos e Lucas Marques, tiveram nesta partida um registo de agressividade acima da tolerância, e
Fábio Cardoso, na mesmo linha de atuação no decorrer da partida, usou de extrema violência em lance em que lesou gravemente a integridade física de um ainda iniciado jovem colega de profissão.
O árbitro INTERNACIONAL António Nobre, da AF Leiria, permitiu que os citados protagonistas se mantivessem no jogo até ao apito final.
Levando ao jogo uma equipa formada maioritariamente com elementos regularmente menos utilizados , Sérgio Conceição arriscou perante um adversário que defrontara e derrotara três dias antes, para o campeonato, e que se revelara difícil de anular, pela organização defensiva e impetuosidade com que a equipa atuou e, sobretudo, pela agressividade demonstrada pelos seus elementos na disputa de cada lance.
Quer na partida do campeonato, quer na que ontem decorreu no Dragão para a Taça da Liga, o Futebol Clube do Porto foi em tudo superior ao Santa Clara sem margem para afirmações auto-elogiosas infundamentadas do adversário, menos na replicação do estilo a roçar a marginalidade usado pela equipa de S. Miguel, a que presumidamente não poderá recorrer em futuras partidas se nelas estiver um ÁRBITRO, seja ou não, internacional mas jamais de aviário.
(Não estranho a pronta reação dos "amigos" de Fábio Cardoso ao virem em sua defesa, considerando "não ter havido intencionalidade" em lesionar o jovem promissor Romário Baró. Valesse argumento tão ridículo e inconsistente, e jamais alguém iria preso por atropelar uma criatura a atravessar na passadeira).
Iniciando a partida com alguma desconexão na ordenação do jogo coletivo, a partir do meio da primeira parte a equipa do Futebol Clube do Porto já estava com as rédeas do jogo na sua posse, mantendo-as praticamente até ao fim da partida. É verdade que a melhor situação de golo criada em todo o tempo de jogo pela equipa do presunçoso treinador dos açoreanos, foi pessimamente desperdiçada por Pineda quando tinha apenas pela frente o debutante na equipa principal portista, Diogo Costa; mais dois remates conseguidos depois, foram "desviados com os olhos" pelo jovem futuro dono da baliza do FC do Porto para passarem bem ao lado dos postes. Ao contrário, tivesse havido mais precisão e menos "muralha" defensiva na baliza de Ferreira, e o "condor" de Ponta Delgada levaria que contar de volta à ilha.
Os cinco jovens da formação chamados a jogo não desiludiram o técnico e muito menos os adeptos. O mesmo se dirá dos que ainda não chegaram à titularidade frequente, como é caso de NAKAJIMA, um craque genuíno que muito tem para ajudar a equipa. Registe-se o feito assinalável de FÁBIO SILVA na longa História do Clube da Invicta Cidade, ao ter tido a honra de envergar a camisola azul e branca aos 17 anos e três meses e seis dias (!), que nenhum jogador portista tinha conseguido desde a fundação do Clube em 1893.
Quem muito me agradou e até mesmo me surpreendeu, foi o desempenho pendular, irrepreensível e aparentemente discreto de MBEMBA, perfeito na posição, no passe e no entendimento com os companheiros, sem que se lhe tenha apontado uma única falta, protesto ou falha comprometedora.
(Vou esperar que o sr. Nobre venha apresentar publicamente desculpas pelo erro crasso de não punir com vermelho o jogador Fábio Cardoso; ou há moralidade e igualdade, ou todos somos toupeiras)
Liga NOS
6.ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
Tv - Hora: 20:30h
Tempo: bom e com temperatura amena
Espectadores: 36210
Relvado: bom estado
Data: 22.09.19 (domingo)
FC do PORTO, 2 - CD Santa Clara (S. Miguel), 0
(ao intervalo: 2-0)
FCP alinhou com: Augustin MARCHESIN, Jesús Tecatito CORONA, aos 75' MBEMBA, Pepe, Iván MARCANO, Wilson MANAFÁ, OTÁVIO, DANILO Pereira (C), Matheus URIBE, LUÍS DIAZ, aos 68' NAKAJIMA, ZÉ LUÍS, aos 83' Tiquinho SOARES e Moussa MAREGA.
Suplentes n/utilizados: Diogo Costa, GR, Bruno Costa, Fábio Silva e Romário Baró.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição
CD Santa Clara (S. Miguel) alinhou com: Marco Ferreira, Patrik, César, João Afonso, Fábio Cardoso, Francisco Ramos, aos 75' Bruno Lamas, Rashid (C), Zaidu, Carlos Júnior, 2.ª parte Schetine, Zé Manel, aos 59' Lincoln e Thiago Santana.
Suplentes n/utilizados: André Ferreira, GR, Manadu, Candé e Pineda.
Equipamento: alternativo preto
Treinador: João Henriques
Árbitro: Luís Godinho (AF Évora)
Auxiliares: Rui Teixeira/Valter Rufo
4.º árbitro: Hugo Silva
VAR: Rui Oliveira
Escolha de campo: FCP - N/S
GOLOS E MARCADORES:1-0 aos 15': pelo flanco direito, Danilo, na quina dentro da área dos açoreanos de S. Miguel, entrega a bola num passe atrasado para Otávio, o qual, a devolve ao primeiro toque; o capitão portista ensaia um passe de dança com o defesa que tinha à sua frente, e tira um centro com o pé esquerdo para o miolo da área onde, de rompante, ZÉ LUÍS se antecipa a um adversário e bate de cabeça para a baliza sem dar aso a Marco para evitar o golo; 2-0 aos 41', na execução de um livre direto assinalado no flanco direito do relvado, Tecatito Corona faz a assistência precisa para o interior da área onde Danilo se eleva para cabecear sem o conseguir, e nas suas costas, CÉSAR, ao tentar safar para canto o lance, introduz a bola na própria baliza.
Nem clara (vestiram equipamento totalmente preto), e pouco santa, a equipa açoreana de S: Miguel; rija, rijinha nas entradas e até nas saídas como se quisessem demonstrar que, com eles, "ninguém faz farinha". Optando, desde o início ao fim da partida por uma postura defensiva sem descurar nunca a divina interceção da padroeira Santa Clara para colher benesses da tática de aproveitar iniciativas de contra-ataque, que nunca abandonou ou deixou de tentar, a equipa de S. Miguel atuou para trazer ao jogo um cariz de viril agressividade algo excessiva, intimidatória, e por isso, perturbadora do ritmo e da beleza do jogo. Não, de todo, se requeira que uma partida de futebol se converta numa cerimónia fúnebre, numa parada folclórica ou espetáculo de circo, num concerto de bandas pop, porque o futebol sempre foi para "homens de barba rija", e "copinhos de leite" vão para o golfe, e quando o confronto se torna inconsequente e monótono, aborrece.
Vestindo de preto, viram-se sempre mais "frades" no espaço restrito da grande área dos ilhéus do que (provavelmente) "freiras" em St.ª Clara (a velha).
A equipa do Futebol Clube do Porto não pode esperar vida fácil, seja qual for o adversário que tenha que enfrentar no magnífico estádio do Dragão. Este Santa Clara treinado por João Henriques, já experiente e ambicioso, está feito um conjunto fisicamente sólido, com alguns bons atletas, e revela excelente organização global que o classifica como uma das melhores equipas da Liga nesta vertente. A continuar no registo que trouxe ao Porto, seja fora ou em S. Miguel, o Santa Clara não será fácil de bater podendo ser um imbróglio complicado para decompor, seja sempre sério e aplicado como neste jogo se portou.
Seis vitórias consecutivas formam o melhor argumento da estabilidade obtida pela equipa de mister Conceição. É evidente a melhoria do nível de confiança demonstrado pelos jogadores, a subida gradual do entendimento global da equipa, a boa forma da maioria dos jogadores e a boa integração e adaptação ao ambiente do Dragão dos elementos contratados. Nesta partida, a defesa não consentiu uma única situação evidente de golo na baliza defendida pelo excelente Augustus Marchesín, e na baliza contrária sucederam-se situações que, se bem concretizadas, dariam ao resultado expressão bem mais ampliada. Um pormaior a resolver.
Ninguém de boa fé dirá que a vitória do Futebol Clube do Porto não foi merecida e poderia até ser bem mais ampliada e ajustada à diferença do valor das equipas provado em todos os itens do jogo.
Godinho, é tão pequenino que se porventura se vier a perder no Alentejo, dificilmente alguém o irá encontrar. A não ser onde e quando houver bolotas. Não vê, não julga, não tem critério. Tem cartões inflacionados, no bolso e um apito que não tira da boca. E o VAR, para o poupar. Julgou mal ao assinalar penalti sobre Tecatito porque o endiabrado "faz do tudo" da equipa simulou, nitidamente, que o VAR corrigiu, e bem, e não esclareceu como merecia a jogada na área portista na qual João Cardoso apareceu com sangue na testa no seguimento de uma disputa com Uribe, na qual o médio argentino ao saltar com os braços abertos na horizontal necessários à impulsão atingiu, sem indícios de intenção, o adversário que com ele, pretendeu disputar a bola. O que o terá levado a punir Nakajima com o cartão amarelo? Terá sido a cor do japonês? Ou interpretou mal os "olhos em bico" do buliçoso "meia leca" portista? Minha nossa!
Liga Europa
Fase de grupos
1.ª jornada - 1.ª mão
Estádio do Dragão, Porto
TV -- Hora: 20:00h
Tempo: ameno
Relvado: bom
Espectadores: 32292 (600 claque visitante)
2019.09.19 (quinta-feira)
FC do PORTO, 2 - BSC Young-Boys(Suíça), 1
(ao intervalo: 2-1)
FC do Porto alinhou com: Augustin Marchesín, Jesús Tecatito Corona, Pepe, Iván Marcano, Alex Telles, Otávio, Danilo Pereira (C), Matheus Uribe, Luís Diaz, aos 65' Romário Baró, Tiquinho Soares, aos 81' Fábio Silva e Moussa Marega, aos 70´Willian Manafá.
Suplentes n/utilizados: Diogo Costa, GR; MBemba, Nakajima e Zé Luís.
Equipamento: camisola oficial tradicional c/calção e meias brancas
Treinador: Sérgio Conceição
BSC Young Boys alinhou com: Von Balmoos, Burgy, Sorensen, Zesiger, Saidy Janko, Sieno, Aebisher, aos 69' Lustenberges, Ulisses Garcia, Assalé, Nsame, aos 61' Horan e Fassmacht, Gaudino aos 73'.
Suplentes n/utilizados: Wolfi, GR, Lotomba, Pedtignat e Mambimbi.
Equipamento: camisola amarela e calção preto
Treinador: Gerry Sevane
Árbitro: Andris Treinamis (Letónia)
Auxiliares: Haroldes Gudermanis/Alskejs Spsjonnikovs
4.º árbitro: Aleksandrs Golubeves
GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 8' por TIQUINHO SOARES, finalizando já dentro da área uma jogada iniciada por Iván Marcano, continuada por Luís Diaz na assistência a Tiquinho, o qual tirou um remate rente à relva depois de ter afastado da frente um defensor helvético; 1-1 aos 15', por NSAME na conversão de pontapé de penalti sinalizado na sequência de jogada em que o veloz Roger Assalé ganhou posição em relação a Pepe, entra na área, e frente a Marchesin, que entretanto saíra da baliza, e estendido na relva e com os braços esticados tenta afastar a bola, o jogador suíço "cava" magistralmente um contato que o árbitro letão considerou passível de penalti; na execução, com um pontapé forte ao canto superior da baliza, Marchesin voou para a bola impossível de deter. A falta valeu a Marche o cartão amarelo, excluindo-se o vermelho porque Iván Marcano já estava à frente da bola e o lance se desenrolava tendencialmente à direita desenquadrado com a baliza; aos 26' TIQUINHO SOARES fez o 2-1 que viria a ser o resultado final da partida, batendo para a baliza deserta uma assistência meio-golo traçada à direita por Jesús Tecatito Corona. Na imagem fixa da tv mostra, sem margem para dúvida, a regularidade da posição de Tiquinho Soares relativamente a um jogador do Young Boys que se encontrava do lado do assistente do árbitro e se posicionava claramente mais perto da linha da grande área do que o avançado portista, ao contrário do seu colega do lado oposto, este sim, atrás do marcador.
Pois é, o gostoso e necessário triunfo não é passível de merecer nota alta no que concerne à exibição global, mas foi cumprido o objetivo imperioso de vencer, e isso a equipa conseguiu e lutou muito para o conseguir. Nota máxima!
Tiquinho Soares corporizou com dois golos a entrada com o pé direito na Liga Europa, fez por merecer a confiança do mister no impedimento parcial de Zé Luís, e o abraço público do reconhecimento do jogador ao técnico é demonstrativo da estabilidade e da paz emocional reinante no plantel; Nakajima pode, confiadamente, esperar a sua oportunidade. Calai-vos, fariseus!
A primeira, foi mais interessante do que a segunda parte do jogo? Foi. Porque a equipa andou mais vezes perto do golo, porque teve mais bola e o futebol praticado mais ligado, conseguiu mais ataques e remates, a equipa esteve mais fresca e coesa. E, porque o adversário não veio ao Porto fazer turismo, estando a cidade está na moda, fez questão de mostrar possuir qualidade e individualidades para ousar enfrentar na toca um Dragão com prestígio largo, contudo numa fase de recomposição e aperfeiçoamento. Por isso se pode afirmar que o período complementar foi de expetativa com alguma ansiedade à mistura, forçando o mister Sérgio a redobrar a arte e o engenho para manter o equilíbrio da equipa e o nível individual dos seus componentes. Lá vieram as alternâncias que a equipa requeria, o banco abriu e entraram Manafá, logo depois Romário Baró, a dar consistência e folgo ao miolo e ar fresco, e fornecer o gás à frente de ataque onde Fábio Silva andava a provocar o "estado de sítio" no território defensivo suíço.
"Fabinho", dezassete aninhos mais três mesinhos, o mais jovem de sempre na ímpar História do Futebol Clube do Porto, a "internacionalizar-se" numa competição europeia com o símbolo sagrado sobre o coração! Sorte, moço.
Fábio Silva, um craque em formação
O ÁRBITRO:
Desconheço em absoluto o nível dos árbitros da Letónia. Se o senhor ANDRIS TREINAMIS puder ser tido como uma boa referência da arbitragem daquele país , estamos conversados; ou vê muitos vídeos da Liga NOS, ou alguém lhe traduziu para letão a bíblia seguida pelos seus comparsas portugueses.
Remígio Costa