terça-feira, abril 03, 2018

DRAGÃO BATE DE FRENTE CONTRA A TORRE DE BELÉM.

 .

Liga NOS 
28ª jornada
Estádio do Restelo, Belém (Lisboa)
TV - Hora: 20:00
Tempo: estado de chuva. Temperatura: 14º
Relvado: bem tratado 
Assistência: predominância portista (cerca de 8000)
2018.04.02 (2ª feira)


   FC "Os Belenenses, 2 - FC DO PORTO, 0
                                  (ao intervalo: 1-0)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, aos 52 Paulinho, Felipe, Osório, aos 72 Danilo Pereira, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Hèctor Herrera(C), Yassine Brahimi, Ricardo Pereira, Vincent Aboubakar, aos 56' Gonçalo Paciência e Tiquuinho Soares. Suplentes não utilizados: Vaná, Diogo Dalot, Diego Reyes e Óliver Torres.
Equipamento: alternativo de cor laranja
Treinador: Sérgio Oliveira.

Árbitro: Hugo Miguel (AF Lisboa) - 4º árbitro - Fábio Filó; VAR: Artur Soares Dias.

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 10' por NATHAN na sequência de desentendimento entre Felipe e Osório em que ambos procuraram ao mesmo ficar com a bola, de que beneficiou o médio da equipa de Belém para se isolar, e frente a Iker Casillas atirar para a baliza numa execução simples e eficaz; 2-0 aos 70' por MAURÍDES, acabado de entrar na partida, batendo a bola com a cabeça entre os centrais portistas, vinda de pontapé de canto.


    A exibição global da equipa líder do campeonato há 23 jornadas no decorrer de todo o tempo de jogo, esteve muito longe de corresponder à responsabilidade de um real candidato ao título de campeão. A partida antevia-se difícil, mas poucos portistas imaginariam que o Futebol Clube do Porto regressasse de Belém sem pontuar, e sobretudo sem ter conseguido produzir uma exibição que deixasse tranquilos os seus adeptos quanto ao que ainda falta cumprir até ao final da prova. Neste confronto em que ao FC do Porto era necessário dar, pelo menos, uma imagem de confiança e força anímica saudável e de coesão coletiva, ficou patente uma fragilidade individual e de conjunto incapaz de ultrapassar um adversário determinado, lutador e extremamente bem organizado, feliz sem dúvida, mas que justificou amplamente a vitória alcançada sem mancha nem favorecimento lesivo das regras do jogo.

    O FC do Porto não beneficiou da paragem da competição, apesar de ter recuperado de longas lesões Alex Telles, Tiquinho Soares e Danilo Pereira, e chamado à equipa pela primeira vez Osório, bem como os menos utilizados até agora, Paulinho e Gonçalo Paciência. Pouco acrescentaram (ou nada) ao valor do conjunto, e as exibições mais pareceram do princípio de época. Iván Marcano fez muita falta. Por outro lado, e não obstante o domínio territorial avassalador em quase todo o tempo de jogo (a maior parte decorreu dentro da área da equipa de Silas), as decisões na finalização das jogadas foram quase todas eles imprecisas, denunciadas e fora de tempo, e aquelas que chegaram à baliza foram (muito bem) resolvidas pela qualidade das defesas do guarda redes André Moreira.

    Nada há de melhor do que os reconhecer e aprender com os erros. O Futebol Clube do Porto já mostrou nesta época ser capaz de fazer mais e melhor. Tem ainda seis oportunidades para o provar. Já esgotou a quota para errar para poder manter a classificação de melhor equipa do campeonato.

    Finalmente, uma arbitragem que não influenciou um resultado altamente negativo para o Futebol Clube do Porto.  O árbitro lisboeta Hugo Miguel cumpriu a sua obrigação, julgou com imparcialidade o que entendeu punir, não complicou o que não era de complicar, e o seu trabalho não teve nenhuma influência no resultado. Salvo uma ou outra pequena picardia que em qualquer jogo acontecem, os jogadores também não se excederam no comportamento, e a falta de casos duvidosos deve ter constituído um tédio anormal para o Artur Soares Dias no VAR da Cidade do desporto. E compensou em tempo ajustado, as tentativas de atrasar o andamento do jogo por parte do guarda redes de Belém.


 

domingo, março 18, 2018

V.A.R. COM (MUITO) BOA VISTA.

Liga NOS
27ª jornada
Transmissão TV - Hora: 20:30
Tempo: bom. Relvado:excelente
Assistência: 45200 espectadores
2018.03.17 (sábado)


            FC DO PORTO, 2 - Boavista FC, 0
                                (ao intervalo, 1-0)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, aos 85' Jesùs Corona, Felipe, Iván Marcano, Diogo Dalot, Héctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, Otávio, aos 52' Óliver Torres (100º jogo) Ricardo Pereira,
Yacine Brahimi e Vincent Aboubakar (100º jogo), aos 80' Gonçalo Paciência. Não utilizados: Vanã, Diego Reyes, Hernâni, e Tiquinho Soares.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Manuel Oliveira (AF Porto) - V.A.R. Bruno Esteves. A.V.A.R. António Godinho.

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 2' por FELIPE, em remate de cabeça na sequência de pontapé de canto apontado por Sérgio Oliveira no lado direito; 2-0 aos 62' por HÈCTOR HERRERA resultante da interceção de reposição da bola em jogo pelo guarda redes do Boavista, Wagner, a entrar na área e a bater sem remissão.
Aos 71' o árbitro Manuel Oliveira, por indicação do segundo auxiliar, mandou para penalti uma falta cometida sobre Maxi Pereira; Sérgio Oliveira, encarregado da execução do penalti, escorregou no pé (esquerdo) de apoio ao bater a bola com a bota do direito, fazendo golo. O árbitro validou o golo sem hesitar, mas Bruno Esteves, o VAR, deu-lhe indicação para confirmar a legalidade da execução no recetor do relvado, e Oliveira, após a visualização, alterou a decisão e invalidou o golo considerando que na execução do remate tinha havido dois toques.

         Aos 40' o jogador do Boavista Victor Hugo, que entrara no jogo poucos antes em substituição de um colega que se lesionara, entrou de modo violento na disputa da bola com Sérgio Oliveira, lance que em qualquer parte do mundo incluindo Lichenstein ou o Tibet seria punido com a pena de expulsão, pura e simples do agressor, o que Manuel Oliveira determinou parentoriamente puxando, lesto, do cartão vermelho, mas que o atento, vigilante, criterioso especialista instalado na Cidade do Desporto contestou e, de novo, "ordenou" a visualização ao juiz pusilâmine e obediente, que fez "marcha-à-ré" e recuperou o amarelo com os agradecimentos públicos do infrator e os aplausos entusiásticos do seu treinador e do seu séquito. Estou errado? Não é assim? Então compare-se a intensidade e grau de perigosidade da "agressão" a Sérgio Oliveira, com a obstrução a meio a campo de Hèctor Herrera a um jogador do Boavista numa jogada de contra ataque, esta muito bem punida com cartão amarelo.
Por coincidência, o Bruno Esteves, esteve (ou não Estebes?) na Vila das Aves, mas aí, ainda que a falta dentro da área cometida sobre Danilo Pereira tivesse sido tão à vista que até uma toupeira (honesta) a teria notado debaixo da terra mesmo que seja cega por natureza, ai, aí, não, aí, o senhor Esteves, não viu o corno nem a ponta.

     Em questão de eficácia do VAR o Futebol Clube do Porto é pioneiro: a) na reversão de um cartão vermelho para amarelo, e, b) anulação de um golo na conversão de penalti porque (acidentalmente) o marcador chutou a bola com um pé e esta bateu no outro no preciso momento em que ele escorrega. Sempre à frente, em tudo.

   Vamos lá ao jogo-jogado. O Futebol Clube do Porto iniciou a partida a vencer, com o golo de Felipe no 2' minuto. Contudo, um golo prematuro raramente conduz a goleada e a um domínio absoluto do jogo, como depois se veio a confirmar sobretudo no primeiro período em que a partida decorreu equilibrada, com o adversário a tentar aproveitar-se de algum entorpecimento com que o FC do Porto  estava a tentar, sem o conseguir, assumir o comando do encontro, tardando em responder com determinação à maior agressividade que o adversário usava na disputa da bola. No período complementar, com uma entrada mais vigorosa e assertiva, que depois se prolongaria até ao fim, a equipa portista subiu o nível geral do seu desempenho acelerando as movimentações ofensivas e mantendo a normal e habitual coesão e eficácia defensiva, criando várias situações para alargar o resultado sem permitir que o adversário tivesse chegado com real perigo a ameaçar Iker Casillas uma vez que fosse.

    Com a defesa a atuar ao nível do valor que lhe é reconhecido,nela incluindo IKer,  Felipe, subiu mais alto; no miolo, a recomposição a dupla Hèctor Herrera - Sérgio Oliveira oferece á equipa condições de sucesso. O mexicano é, de jogo para jogo, uma peça determinante para caldear o futebol da equipa reforçando o estatuto de pedra angular do seu rendimento. Na frente, saúdo o regresso de Vincent Aboubakar à sua maneira de atuar, desenvolto e participativo, terrível na querela um a um pela posse da bola. faltando-lhe ter obtido o golo para poder ser tido como o atleta mais destacado da noite. Também o Ricardo Pereira deu nas vistas pela soma de ações úteis que desenvolveu e pela aplicação com que o fez.

     O mais belo estádio de Portugal teve noite de casa cheia. Muitos adeptos fiéis, agora, levando os filhos e demais família para festejarem da melhor maneira "o dia do Pai", perto daqueles que se batem pelo emblema que os guia. Belo momento de confraternização de uma parcela da "nação" portista, ímpar manifestação de crença e de confiança quanto ao futuro vitorioso do Clube, distinta prova da empatia que se estabeleceu entre a equipa e os seus apoiantes.

     "Contra tudo e contra todos", seremos Campeões!
       

segunda-feira, março 12, 2018

JOGO DE ZARAGATA COM APITO DE LATA.

       COM PAIXÃO
Liga NOS
26ª jornada
Estádio Capital do Móvel, Paços de Ferreira
Tv - Hora: 20:15
Tempo: chuva intensa, vento forte e frio (8º)
Relvado: ensopado e com lama
Assistência: acima de 7000 (maioria "Onda Azul)
2018.03.11


     FC Paços de Ferreira, 1 - FC DO PORTO, 0
                                 (ao intervalo: 1-0)

FCPF alinhou com: Felgueiras, João Góis, Rui Correia, Miguel Vieira, Quiñones, Assis, Rúben Micael,aos 84' Vasco Rocha, Pedrinho, Filipe Ferreira, Xavier, aos 87' Ricardo e Luz Phellipe, aos 90' Bruno Moreira.
Equipamento: oficial tradicional de cor amarela.
Treinador: João Henriques.

FCPorto alinhou com: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Diogo Dalot, André André, aos 63' Gonçalo Paciência, Sérgio Oliveira, Jesùs Corona, aos 75' Hernâni, Yacine Brahimi, Majeed Waris, aos 54' Otávio e Vincent Aboubakar. Não utilizados: José Sá, Maxdi Pereira, Paulinho e Diego Reyes.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal): VAR: Carlos Xistra (AF Castelo Branco)

GOLO: aos 34' 1-0, na conversão de assistência da ala esquerda feita por Assis com remate à boca da baliza de FILIPE FERREIRA, a concluir um lance criado na sequência de pontapé de canto.

       Neste campeonato ainda não tinha visto um jogo disputado sob condições atmosféricas tão desfavoráveis à prática de futebol: chuva constante e intensa, vento forte e temperatura a rondar os oito graus, que converteram o relvado num piso encharcado e enlameado propício a jogadas confusas, em numero elevado de faltas e interruções excessivas, agressividade se não mesmo  violência com risco da integridade física dos atletas, que prejudicam a prática de futebol transformando os jogos em zaragatas de arruaceiros quando tem a controlá-lo um árbitro incompetente e vai para o jogo inseguro e pressionado por fatores externos.

       O FC do Porto deve ter feito a pior exibição da época. A começar por Sérgio Conceição, cujas culpas ele assumiu como é timbre da sua personalidade. Não foi feliz na escolha dos jogadores para um jogo com as características do tempo que fazia e do momento que atravessa a equipa de Paços de Ferreira, nem com a atuação individual da maioria daqueles que mandou para o jogo. Também não pôde contar com uma réstia de fortuna que pode mudar o desfecho da partida quando a equipa cria oportunidades suficientes para ser feliz, quando o adversário também não o faz mas a sorte o premeia.

       Em situação de desespero na tabela classificativa, o Paços de Ferreira deu nesta partida o que tinha e o que não tinha e lhe foi oferecido. Pelo FC do Porto e pela dupla incompetência de Paixão & Xistra. Bateu-se bravamente até à exaustão, foi buscar capacidades que noutros jogos não usou, e sob estas premissas mereceu o triunfo. Beneficiou do estado do relvado, da apatia do adversário no primeiro período da partida e teve a seu favor a complacência e tradicional parcialidade de critério do falhado árbitro Paixão nas inumeráveis perdas de tempo em lesões simuladas e reposições de bola que ensombraram a os três pontos conquistados e desvalorizaram ainda mais o futebol português.

       Há vida para além de Paços de Ferreira. Não será um (mau) resultado que irá  desmoralizar e abater a "Onda Azul". Estou seguro de que no FC do Porto não haverá "gabinete de crise" para encarar os adversários de frente, nos estádios.

     

          

      

quarta-feira, março 07, 2018

"EU QUERO VER O PORTO CAMPEÃO, OLÉ"!


(o JOGO ONLINE)

Liga dos Campeões
1/8 final - 2ª mão
Estádio de Amfield Road, Liverpool (GB)
Transmissão RTP1 - Hora: 19:45
Tempo: frio (5º C) - Relvado: excelente
Lotação completa - 3000 apoiantes portistas
2018.06.03


           Liverpool F.C.,0 -FC DO PORTO, 0

Resultado da 1ª mão: FC Porto, 0 - Liverpool, 5
Na eliminatória: 5-0)

Liverpool FC alinhou com: Karius, Gomez, Matip, Lovren, Moreno, Henderson, Enre Can, aos 80' Klavan, Milner, Lalana, Firmino, aos 62' Ings e Nané, aos 74' Salan.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Jurgen Klopp

FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe (C), Diego Reues, Diogo Dalot, André André, aos 62' Sérgio Oliveira, Óliver Torres, Bruno Costa (FCP B em estreia absoluta), Jesùs Corona, Majeed Waris, aos 67' Ricardo Pereira e Vincent Aboubakar, aos 80' Gonçalo Paciência. Não utilizados: José Sá, Luís Mata (FCPB), Otávio e Yacine Brahimi.
Equipamento: oficial tradicional: camisola com listas azuis verticais e calção azul.
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Félix Zloager (Alemanha)

    Três mil (espantosos) adeptos do Futebol Clube do Porto ocuparam uma bancada do mítico estádio Amfield Road, em Liverpool (Inglaterra) cantando incessantemente durante o jogo, "Eu quero ver o Porto campeão, olé", dando deste modo um voto de apoio e de confiança à equipa e aos seus técnicos que, no relvado, enfrentava uma das melhores equipas da atualidade do Reino Unido e da Europa com uma desvantagem de cinco golos a favor dos ingleses vinda da noite anormal da 1ª mão decorrida no estádio do Dragão.

   Estando teoricamente decidida a eliminatória e porque algumas das pedras mais utilizadas do plantel estão impedidas de jogar por força de lesões contraídas, e ainda para aliviar outras da intensa carga de jogos que até esta altura já somam nas provas internas e externa em que a equipa participa ou participou, Sérgio Conceição optou, em alternativa corajosa mas consciente, de chamar a jogo alguns jogadores até agora menos utilizados, recorrendo mesmo à formação do FC do Porto B, do mister António Folha, para completar o naipe mais valioso possível para fechar com dignidade e honra a participação na prova mais importante do calendário do UEFA, a Liga dos Campeões.

   E a equipa correspondeu de forma altamente elogiável à confiança do seu treinador e deixou os adeptos presentes bem como os milhões que seguiram o encontro pela tv (eu na estação oficial para não ter que cortar o som para não ouvir o Luís Freitas Lobo, como costumo fazer...) reconhecidos pelo esforço e pela entrega dos protagonistas que são os atletas, que mereceram inteiramente a homenagem recíproca que aconteceu no termo do jogo onde ficou demonstrada à saciedade a empatia que os jogadores e o seu treinador estão a viver e a manifestar.

   Relativamente à equipa do Liverpool FC não custa reconhecer que atravessa nesta fase um momento excecional de confiança baseada na categoria dos seus craques e no excelente futebol que pratica. Segue na terceira posição da melhor Liga do Mundo a escassa distância da equipa de Mourinho, ManUnited, que é segundo. Basta.

   No Futebol Clube do Porto foram os mais experientes que, pelo seu excelente desempenho, constituíram (bom) exemplo para o comportamento dos mais jovens. Na baliza esteve o enorme Iker Casillas, tomando como prova verídica a imagem inesquecível da defesa aos 88', em suspensão após a descolagem do relvado, para mandar "às urtigas" a bola orientada para sentenciar o desfecho da partida. Que honra pertencer Iker (171 jogos na Liga maior!) ao plantel do FC do Porto! Releve-se (também) Maxi Pereira e o capitão Felipe, como pedras fulcrais da solidez da defesa, da concentração diligente de Diego Reyes, do coração e da aplicação generosa de André André, da persistência e teimosia na luta de Jesús Corona, do trabalho generoso do aplicado Óliver Torres para se orientar no interior da floresta sem bússula mas com astúcia, ficando perto de ser o herói da noite quando o remate que fez dentro da área esbarrou na canela de um defesa e não passou o risco branco da baliza para o golo do triunfo por mera casualidade, e por fim, Vincent Aboubakar, cauteloso mas desperto na "rodagem" da máquina para o que aí vem.

   Mas quem encanta é Diogo Dalot! Quantos jogos leva na primeira equipa? Meia dúzia!? Não é possível, ele comporta-se como adulto predestinado, é "craque" de sobra!. Quem conhecia Bruno Costa, quem? Era preciso ir à equipa FC do Porto B, acompanhar os jogos no Porto Canal, saber quem fez golo ao Liverpool B, e está nos quartos da Young League, para fazer uma (pequena) ideia de quem é o que vale. Esteve melhor adiantado na segunda parte do que na primeira mais recuado.

   Majeed Waris não fez uma partida de "encher o olho" mas há que reconhecer a sua aplicação. Mais ambientado, tem qualidade para aproveitar; conseguiu um remate à entrada da área com intenção mas defendido por Karius, perto do poste. Ricardo Pereira, entrou fogoso na ação como nos habituou, Sérgio Oliveira deu vigor e reforço à linha intermediária faltando-lhe um livre para marcar a seu jeito.

   O alemão Félix Zloager (presumivelmente amigo de Klopp) é árbitro de qualidade e ajuiza com critério. Deixaram, porém, dúvidas a entrada ao calcanhar de Jesùs Corona, e um "aperto" dentro da área ao mesmo jogador. 

  A terminar, registe-se que Hèctor Herrera e Iván Marcano assistiram à partida na bancada (por opção do mister), Alex Telles, Danilo Pereira, Tiquinho Soares e Moussa Marega estão em recuperação de lesões sofridas no campeonato. 

  Contando com todos, incluindo o apoio dos sócios e simpatizantes

      "EU QUER VER O PORTO CAMPEÃO, OLÉ"! 

   

    

   


sábado, março 03, 2018

VENCEU QUEM MERECEU E A SORTE DO JOGO FAVORECEU.



Gonçalo Paciência entre o sonho e uma exibição à FC Porto






Liga NOS 
25ª jornada
Estádio do Dragão, Porto
TV - Hora: 20:30
Tempo: frio e s/chuva no decurso do jogo
Relvado: bom estado
Assistência: cerca de 49000 presentes
2018.03.02 (sexta feira)


       FC DO PORTO, 2 - Sporting CP, 1
                                    (ao intervalo: 1-1)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Diogo Dalot, Hèctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, Otávio, aos 66´Jesùs Corona, Yacine Brahimi, Moussa Marega, aos 81' Diego Reyes e Gonçalo Paciência, aos 71' Vincent Aboubakar. Suplentes não utilizados: José Sá, Hernâni, Óliver Torres e Ricardo Pereira.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

SCP alinhou com: Rui Patrício, Ristowski, aos 67' Rúben Ribeiro, Sebastian Coates, Jeremy Mathieu, Fábio Coentrão, aos 85' Fredy Montero, William de Carvalho (C) Battaglia, Bruno Fernandes, Bryan Ruiz, Doumbia, aos 43' Rafael Leão e Accuña.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Jorge Jesus

Árbitro: Artur Soares Dias, AF Porto. Auxiliares: Rui Licínio e Paulo Soares. 4º árbitro: Manuel Mota. VAR: João Pinheiro; AVAR: Bruno Rodrigues.

GOLOS E MARCADORES: 1-O aos 29' por IVÁN MARCANO: na ala direita Hèctor Herrera, isolado, cede a bola para trás a Maxi Pereira na esquina da área que lhe devolve, volta a recebê-la e de novo a cedê-la ao capitão do FC do Porto que, finalmente,  a "pica" numa assistência em arco perfeita para o interior da área onde surge Iván Marcano a rematar de cabeça fora do alcance de Rui Patrício; 1-1 aos 45'+1' por RAFAEL LEÃO, na continuidade de uma lance em que Yacine Brahimi conduzindo a bola no início da uma jogada ofensiva é desarmado por Bryan Ruiz aparentemente em falta perto da linha do meio campo, com Soares Dias em cima da jogada, com a bola a ser depois conduzida pelo jovem e promissor avançado leonino até área portista, e a finalizar depois com remate rasteiro que passou entre as pernas de Iker Casilhas; 1-2 aos 49' por YACINE BRAHIMI, numa assistência clássica da frente para trás perto da linha de fundo para o interior da área, de Gonçalo Paciência, a partir da ala direita,  com o argelino no lado oposto a controlar e a rematar de pé esquerdo fuzilando as redes leoninas.

      A partida não era decisiva para fechar a discussão do título de campeão desta época, mas ao Sporting apenas a vitória sustentaria a esperança de  continuar a sonhar poder chegar a ele. Venceu quem mais golos marcou, e no cômputo dos fatores mais determinantes para alcançar o triunfo, quem mais somou para o atingir.

     A justa vitória no escaldante, emocionante e expectante jogo de futebol que o belo estádio do Dragão "à cunha" ontem presenciou, alcançada pelo Futebol Clube do Porto contra o melhor Sporting dos três confrontos já realizados entre os dois clubes na presente temporada, confirma a justiça da atual posição de liderança da prova e credibiliza o objetivo primeiro de Sérgio Conceição e das equipas que comanda, de conseguir somar no fim da prova pelo menos mais um ponto do que o segundo classificado.

     Tal como o tempo atmosférico tempestuoso e variável que acontece nesta fase invernosa, a partida decorreu agitada, com laivos de fúria controlada nas avalanches ofensivas e na oposição compacta na muralha de resistência das respetivas defesas.

     Ambos os conjuntos somaram períodos de domínio e superioridade territorial no decorrer da partida, podendo dizer-se que o Futebol Clube do Porto se superiorizou no primeiro tempo ao Sporting com ressalva de cerca de dez minutos entre os 25' e 35' em que as equipas repartiram o jogo, e no início do período complementar até à obtenção do segundo golo por Yacine Brahimi, momento a partir do qual a equipa alfacinha arriscou, em desespero, a fazenda e os operários na anulação da vantagem do adversário; salvou Jesus de uma derrota contundente nesta fase em que o Porto recuou inteligentemente as suas linhas, a má definição na conclusão de várias saídas em contra ataques ensaiadas pelo conjunto da casa, as quais, noutras circunstâncias teriam desfecho com êxito.

     Iker Casillas foi decisivo na sustentação do resultado ao opor-se a um remate com uma defesa assombrosa aos 86' , e teve sorte por Rafael Leão 3' após mandar a bola para a bancada norte; Maxi Pereira atravessa bom momento de forma e tem papel destacado no conjunto; a dupla de centrais Felipe/Marcano mantém a autoridade necessária para discutir nas duas áreas os lances mais difíceis, sendo desta vez o espanhol a abrir o marcador com o quinto golo da época; Diogo Dalot impressiona pela serenidade e dotes técnicos e o à vontade com que atua; está a preparar-se para dar um bela dor de cabeça ao treinador quando Alex Telles regressar; difícil a vida de ontem para o meio campo onde a bola andou muito tempo, para o capitão Herrera, Sérgio Oliveira e Otávio, neste caso até à chamada ao jogo de Jesus Corona, este mal sucedido em todas as jogadas em que participou; na frente estreou Gonçalo Paciência, para o trabalho que não dá nas vistas mas é útil, com papel determinante na obtenção do golo da vitória, o lance mais notável da sua atuação; Yacine Brahimi foi protagonista pela negativa do ajuizamento por parte de Soares Dias do lance de que resultou a jogada que deu o golo ao Sporting; reabilitou-o o golaço que definiu a vitória; e Moussa Marega, a força de um tufão, um portento no trabalho, que só de o ver em ação até um espectador fica cansado. Vincent Aboubakar valeu pela presença e Reyes para a estratégia que o jogo pediu.

     Artur Soares Dias não abdica do seu modo peculiar de arbitrar mantendo-se à margem da maioria do que fazem os seus pares. Dá roda livre, faz avisos e gestos a mais, faz cara feia se contestado, e tem por (mau) costume não assinalar a falta que é, de facto, falta. Não reprovo linearmente a sua atitude, mas não compreendo por que razão apenas ele a assume. No lance de que resultou o golo do Sporting, a haver falta, que na transmissão na hora parece ter existido, ele está em cima da jogada e se ela aconteceu, não a assinalou por livre arbítrio. Quanto à reclamada falta de Diogo Dalot sobre Doumbia, nas várias repetições da tv, fica nítido que o avançado leonino tem muito mérito na simulação perfeita, mas Soares Dias, se teve dúvidas percebeu no recurso à imagem VAR que Doumbia pretendeu enganá-lo. E o cartão amarelo foi esquecido no bolso, a fazer par com o que (também) não viu o desestabilizador profissional Fábio Coentrão, um atleta "deslocado" num partida a decorrer com desportivismo e correção, pelas tropelias que cometeu ao longo do jogo e pela deplorável cena de que foi primeiro protagonista que envolveu a equipa de assistência médica em serviço.



    


segunda-feira, fevereiro 26, 2018

SAMBA E BATUQUE AFRICANO AO RITMO DO CORRIDINHO ALGARVIO

(o jogo online)


Liga NOS
24ª Jornada
Estádio Municipal de Portimão, Algarve
TV - Hora: 20:15
Tempo: bom
Relvado: excelente 
Assistência: cerca de 5500 (maioria portista)
2018.02.25 (domingo)

         Portimonense SC, 1 - FC DO PORTO, 5
                                     (ao intervalo: 0-3)

FCPorto alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Diogo Dalot (18 anos, estreia absoluta na 1ª Liga), Hèctor Herrera (C), aos 61' Óliver Torres, Sérgio Oliveira, Otávio, Yacine Brahimi, Tiquinho Soares, aos 71' Majeed Waris e Moussa Marega, aos 69' Hernâni. Jogadores não utilizados: José Sá, Diego Reyes, André André e Gonçalo Paciência.
Equipamento: alternativo de cor laranja
Treinador: Sérgio Conceição

Portimonense SC alinhou com: Ricardo Ferreira, Hackman, Lucas, Felipe Marcelo, aos 68'' Pedro Sá, Ruben Fernandes, Pedro Sá, Ewerton, Denver, depois Wellington aos 27', Tabata, Nakajima e Fabrício, aos 84' Pires. Não utilizados: Carlos Henriques, Rafa Soares, Ryuk e Manafá.
Equipamento: oficial tradicional: camisola às listas verticais e calção preto.
Treinador: Vítor Oliveira

Árbitro: Jorge Sousa, AFP: VAR: Hugo Miguel; AVAR: Nuno Roque.

GOLOS E MARCADORES: 0-1 aos 10' por MOUSSA MAREGA, na conversão de uma assistência de Tiquinho Soares pela ala esquerda traçada a régua e esquadro para o lado oposto da área para o maliano bater com o interior do pé para o golo; 0-2 aos 16' por OTÁVIO, obsequiado por Moussa Marega numa assistência perfeita à esquerda, para o brasileiro entrar na história da carreira da equipa ao completar 100 golos (!!) obtidos na presente época; 0-3 aos 45' com bis de MOUSSA MAREGA, neste lance a concluir uma assistência letal pela direita de Maxi Pereira, rente à relva, dirigida ao centro da área; 0-4 aos 59', com TIQUINHO SOARES a "molhar a sopa" servida de bandeja d'ouro pelo debutante Diogo Dalot, de aplaudir em pé e com direito a condecoração, com Tiquinho a subir a prumo e a bater de cabeça sem remissão; 0-5 aos 66', desta vez com o argelino YACINE BRAHIMI a concluir num toque de prestidigitador caprichoso que leva a bola a bater por dentro do poste oposto onde ele se situava, a brindar uma diabrura do puto Dalot a escapar-se pela ala esquerda para a brincadeira e a usar (de novo) a bandeja dourada para obsequiar o "mágico" Yacine. Aos 90'+2' a equipa de arbitragem entendeu que o Portimonense merecia uma prenda de compensação para consolo do duro castigo que lhe foi aplicado (e pela categoria que a equipa de Vítor Oliveira possui mas neste jogo incapaz de a mostrar por culpa do adversário), deu uma falta que Otávio não fez, do livre apontado "à Alex Telles" para o centro da área foi mails competente LUCAS que bateu de cabeça para deixar Iker desagradado.

    Há jogos que deveriam ser investigados. Este que a equipa do Futebol Clube do Porto realizou em Portimão, foi um escândalo intolerável para a dignidade, ética e verdade desportiva do futebol! Misterioso, incompreensível, sumamente  surpreendente, a avalancha arrasadora da máquina dragoniana que passou no sul do país, de causar pânico às instâncias da bola e outras, e levanta  justificadas interrogações e suspeitas quanto às causas que lhe deram origem. Investigue-se, pois! Já! Ao pormaior, ao bisturi, ao microscópio, ao telescópio, ao balão, à química e à alquimia, às comadres e aos compadres, aos varões e às morgadas, porque a verdade desportiva e a honra da corte e dos seus cortesãos têm que ser que ser respeitadas! 

   Só visto. Tanto futebol, vitória tão justa quanto espetacular, tanta intensidade de jogo, tamanha classe, não é comum acontecer fora da capital. Isto vai mal, olhem para o que se passa, atuem, antes que venha a desgraça.

   Este Iker Casillas nem como preparador de guarda redes serve; de Maxi Pereira nem pêras secas se esperava; o Felipe seria útil para colher uvas numa latada alta; o Marcano, de poucos sorrisos e calado, até pode ser bacano mas não no estádio, a jogar; e o Dalot que vem do berço ou do colo do avô, sem fraldas e em maillot, a querer ser gente, sem favor. O Herrera, oh! o Hèctor só de olhar para ele...cada vez vê-se pior; e o Oliveira, Sérgio sério barba de judeu, para o ser dêem-lhe o chapéu igual ao meu ; e o Yacine, precisa que alguém o ensine que é maldade um argelino beber do fino que o puto júnior tem de reserva para o Brahimi; depois, é aquela seu Tiquinho, que num estantinho faz uma diabrura e...um embrulhinho com bolas de berlim do Zé Natário no interior para oferecer ao Capela para que este deixe de abarrotar-se de pastéis de Belém...Brrr, zás, prás, pim, pam, pum, cada chuto mata um, está aí à pega o Moussa Marega que tem mais força que um mamute e e mais veloz que uma gazela. Mas há mais, aguardem.

   Não esqueçam: investiguem.

   O erro, sem influência prejudicial no resultado, não afeta o prestígio de Jorge Sousa como melhor profissional da arbitragem portuguesa.

quinta-feira, fevereiro 22, 2018

TRÊS TENTOS EM DOIS TEMPOS IGUAL A CINCO À FRENTE..

Tribuna: O primeiro golo do FC Porto é ilegal ou não? Duarte Gomes explica
                                                     
                                1ª PARTE
LIGA NOS
18ª jornada (2ª volta)
Estádio António Coimbra da Mota, Amoreira (Estoril)
Sportv1 -21:00 horas 
Tempo: frio e s/ chuva
Relvado: irregular
Assistência: cerca de 7000 (Onda azul: 6000)
2018.01.15

            Estoril Praia, 1 FC DO PORTO, O
                                (ao intervalo: 1-0)

        (Estão apenas cumpridos os primeiros quarenta e cinco minutos da primeira parte. No decorrer do intervalo, os ocupantes da claque portista que ocupavam toda a bancada nova do topo norte, abandonaram o local de modo calmo e ordeiro, e entraram no relvado alegadamente por terem sido detetados sinais de desabamento da estrutura. Por razões de segurança foi determinada, cerca de uma hora depois, a suspensão da partida)


       O FC do Porto alinhou com: José Sá, Maxi Pereira, Felipe, Diego Reyes, Alex Telles, Ricardo Pereira, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Miguel Layún, Vincent Aboubakar e Moussa Marega. Não utilizados: Iker Casillas, Iván Marcano, Hernâni, Íliver Torres, André André, Tiquinho Soares e Jesús Corona.
Equipamento: oficial tradicional, com calção e meias brancos.
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Vasco Santos (Porto),. VAR: Luís Ferreira.

SITUAÇÃO DO MARCADOR: 1-0 aos 17' por Eduardo Teixeira, na conversão de livre direto resultante de falta de Diego Reyes na ala direita, com o marcador a executar um pontapé em elipse sobre José Sá, a entrar no lado oposto da baliza.

      O Estoril Praia tomou (surpreendentemente) a iniciativa do jogo desde o apito inicial e esteve por cima da equipa do FC do Porto até cerca dos trinta minutos. Sem se remeter a uma defesa compacta e destrutiva, os estorilistas assumiam uma atitude de ataque veloz e com acerto, sempre que recuperavam a bola nas interceções dos passes mal dirigidos dos jogadores do Fc do Porto ou na rapidez que empregavam na sua recuperação, não dando espaço e tempo aos azuis e brancos para concluir da melhor maneira as ofensivas que criavam. A reação portista à desvantagem foi mais insistente nos últimos vinte e cinco minutos quando Aboubakar, Marega (por  três vezes) e Ricardo Pereira   dispuseram de ocasiões flagrantes para bater o guarda redes do Estoril.

      A arbitragem de Vasco Santos estava a decorrer sem erros de vulto no desenvolvimento do jogo. 

     Segue-se um interlúdio de duração imprevisível, que Sérgio Conceição seguramente usará para corrigir algumas notas da pauta com vista è melhoria da composição da peça para segunda parte do concerto e, em especial, para restabelecer a confiança da massa adepta na equipa.

                                          2ª PARTE

                  (Trinta e sete dias após o termo da 1ª parte)

Estádio António Coimbra da Mota, Estoril
Tv - Hora: 18:00
Tempo: bom
Relvado: bom estado
Assistência: cerca de 4500 (maioria portista)
2018.02.21 (quarta feira)

      Estoril Praia, 1 - FC DO PORTO, 3
                                     (1ª parte: 1-0)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, aos 59' Diogo Dalot, Hèctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, Jesús Corona, aos 76' Hernâni, Yaccine Brahimi, aos 87' André André, Moussa Marega e Tiquuinho Soares. Suplentes não utilizados: Vanán, Otávio e Óliver Torres.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

Árbitro: Vasco Santos (AF Porto); auxiliares: Luciano Maia e Sérgio Jesus
VAR: Luís Ferreira

GOLOS E MARCADORES. 1-1 aos 52' por ALEX TELLES, na conversão de um livre na ala direita, a bola é metida por alto para trás de linha dos jogadores posicionados à entrada da área; quatro jogadores do FC do Porto partem em situação adiantada em relação à defesa do Estoril, o primeiro do lado donde a bola é bombeada é Tiquinho Soares que tenta com a cabeça o remate sem contudo lhe tocar, acabando o esférico por entrar na baliza do lado oposto à sua trajetória. Na jogada em tempo real, tive a sensação de que a bola tinha roçado na cabeça de Tiquinho o que invalidaria desde logo o lance, mas, nas repetições seguintes é nítido que isso não acontece pelo que o golo foi (bem) atribuído ao defesa esquerdo portista. Como era exigido, a legalidade do golo foi ratificada pelo VAR, cuja decisão terá sido assente no facto de nenhum dos jogadores do FCP em situação ilegal ter intervindo na jogada, e a sua movimentação não ter influenciado a hesitação de Renan que não reagiu como devia ao desenrolar do lance. É de notar que a linha virtual traçada refere-se ao um momento em que a bola já tinha sido batida uma fração de tempo antes como é fácil de constatar no frame escolhido... E, se dúvidas no lance houvesse, o regulamento esclarece quem tem direito ao "benefício da dúvida". 1-2 aos 59' por TIQUINHO SOARES, tocando para a baliza junto ao poste um primeiro remate de Hèctor Herrera que o guarda redes local não segurou; 1-3 aos 67' de novo por TIQUINHO SOARES, na sequência de passe de Hèctor Herrera para Jesús Corona, com a bola de novo a ser rechaçada com Tiquinho que nunca desiste de uma lance a chegar a tempo e a marcar.

       Em pouco mais de vinte minutos o Futebol Clube do Porto pôs fim à questão. Entrando de rompante para não dar azo a prolongada discussão, a equipa portista abafou o Estoril Praia impedindo a equipa de linha de sequer respirar; e apenas não repôs a igualdade a uma bola no resultado logo na primeira jogada de ataque porque o guarda redes da casa teria as unhas dos dedos da mão que desviou a bola para canto por cortar. Depois, a história do jogo foi feita pelos três golos obtidos em pouco mais de vinte minutos, pelas sucessivas ocasiões criadas nos assalto dos dragões à área de risco dos canarinhos, pela reação violenta de alguns atletas locais à superioridade dos azuis e brancos, e à expetativa quanto ao limite da resistência das brechas da  bancada do topo norte ontem preenchida "à cunha" com seis "milhões e picos" de almas penadas ou cobertas de verdes escamas...

       Cinco pontinhos de avanço à frente dos "segundos" são teoricamente irrelevantes tendo em conta a dureza e o número dos obstáculos que vamos vencer. Mas quem duvida da capacidade, de vontade, da força do atual Dragão e da paixão dos seus adeptos para alcançar os seus legítimos anseios e concretizar os seus principais objetivos? Quem é, até agora o melhor, nos relvados? Quantos mais pontos além dos 61 legalmente já ganhos deveria ter o Futebol Clube do Porto se outros ilegalmente nos não tivessem sido subtraídos, nomeadamente nos jogos com o slb no Dragão e em Moreira de Cónegos?

      Os jogadores do FC do Porto foram "um todo" em garra e determinação. Menos exuberantes visualmente mas quiçá muito úteis à estratégia de Sérgio Conceição, Jesùs Corona e Yacine Brahimi. Impossível não destacar Sérgio Oliveira e Héctor Herrera, a defesa com menos golos sofridos, a estreia na Liga do jovem de 18 anos Diego Dalot, e a entrega e disponibilidade de Moussa Marega e, em destaque pelas mesma razões e pelos golos, TIQUINHO SOARES.
Iker Casillas, sereno e atento, resolveu com o pé o único lance em que a baliza à sua guarda foi ameaçada. 

      Também ganharemos este jogo "na secretaria". Pena que não nos sejam atribuídos os pontos da vitória. Fomos lesados na repetição da deslocação de um jogo, no preenchimento de nova ação num calendário já de si pesado, na privação da equipa poder gozar de uma semana sem jogos a cumprir, enquanto outros assistem de "palanque" a somar pontos em horas extras ou a "abafar" crimes em providentes "providências cautelares".

     O único erro importante cometido por Vasco Santos (e pelo o VAR) foi não ter punido com o cartão vermelho a tentativa da cabeçada em Yacine Brahimi por parte do jogador do Estoril Praia.

     Do resto, bem sabemos de que se alimenta a informação social da corte alfacinha...