quinta-feira, dezembro 07, 2017

DRAGÃO PUJANTE, DETERMINADO E CONFIANTE, RETOMA O CAMINHO DA GLÓRIA.


LC: FC Porto-Mónaco, 5-2 (crónica)

​Dragões
Liga dos Campeões
Fase de Grupos (G) 
6ª jornada (última)
Estádio do Dragão, Portugal
TV - Hora: 19:45 
Tempo: Frio e seco
Relvado: impecável
Assistência: acima de 40000
2017.12.06 (quarta feira)


   FC DO PORTO, 5 - AC MÓNACO, 2
                                (ao intervalo: 3-0)

FC do Porto alinhou com: José Sá, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (c), André Andrém aos 42' Diego Reyes, Yacine Brahimi, Vincent Aboubakar, aos 74' Tiquinho Soares e Moussa Marega, aos 68' Jesùs Corona. Não utilizados: Iker Casillas, Maxi Pereira e Miguel Layún.
Equipamento: camisola oficial tradicional, calção e meias brancas.
Treinador: Sérgio Conceição.

AC Mónaco alinhou com:Benaglio, Touré, Grik, Jenerson, Kongolo, Ronny Lopes, Meilé, N'Doranna, Ghezzam, Carrilho e Donakhby. Aos 66' Entraram Radamel Falcao e João Moutinho. Também foi a jogo, Baldé.
Treinador: Leonardo Jardim.

Árbitro: Jonas ERIKSON (Suécia)

GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 9' por Vincent ABOUBAKAR, na sequência de livre apontado á direita por Alex Telles, com a chegar à entrada da área e Yacine Brahimi a servir em chapéu para as costas da defesa monegasca com Aboubakar a receber e controlar e a enviar para a baliza com segurança: 2-0 aos 33', de novo por Vincent ABOUBAKAR, na conclusão de jogada coletiva iniciada no início do meio campo com finalização do camaronês; 3-0 aos 45' por Yacine BRAHIMI, numa assistência de Aboubakar e remate colocado do argelino: 3-1 aos 61' por GLIK, na conversão de penalti, com José Sá a acertar no lado escolhido pelo marcador, mas sem travar a bola chutada com muita força; 4-1 aos 65' numa jogada individual de ALEX TELLES concluída com um remate cruzado rente à relva a bater por dentro no poste contrário e Benáglio a ver. Golaço do lateral esquerdino portista. 4-2 aos 78' por RADAMEL FALCAO, desviando de cabeça a bola um cruzamento e entrada "à Falcao"; 5-2 aos 88' por Tiquinho SOARES, elevando-se e rematando forte de cabeça sem defesa para o guarda redes do Mónaco.

     Noite de gala e de grande euforia foi vivida ontem à noite no Dragão para celebrar a passagem do Futebol Clube do Porto à última fase da Liga dos Campeões, com uma vitória estrondosa e exibição notavelmente brilhante obtida sobre o Mónaco de Leonardo Jardim, campeão em título do campeonato francês e atual terceiro da classificação geral.

    O FC do Porto superiorizou-se claramente ao seu adversário quer pela qualidade de jogo que a equipa produziu quer pelas situações criadas para chegar ao golo. Adiantando-se no marcador ainda antes de atingir os 10', os jogadores embalaram a equipa para uma exibição de grande estilo que empolgou a numerosa falange de apoio que quase lotou as bancadas do espetacular estádio do Dragão, vibrando a cada alteração do marcador o qual atingiu a marca de três golos sem resposta nos primeiros quarenta e cinco minutos.

    A toada atacante e o ritmo de jogo abrandaram na segunda parte enquanto o resultado se manteve inalterado, mas perante a marcação do primeiro golo dos visitantes, a equipa reagiu de pronto e repôs a diferença 4' minutos depois do penalti convertido por Glik, repetindo mais tarde o feito quando o "nosso" Radamel Falcao fez, de cabeça, o segundo do Mónaco, na resposta de Tiquinho Soares concretizada aos 88'.

   Se globalmente a equipa do Futebol Clube do Porto logrou atingir um nível de jogo à altura da importância da Liga dos Campeões, individualmente, quase todos os que participaram contribuíram para isso em esforço, técnica e inspiração, merecendo os aplausos que a multidão dos seguidores presente lhes dedicou. 

   O Futebol Clube do Porto ganhou o direito de estar na prova maior do futebol europeu, a 14ª da sua fantástica carreira, sendo o lídimo único representante do nosso país para gáudio e orgulho da naçon do baluarte azul e branco.

  Jonas (!) Erikson, sueco de nacionalidade, dececionou-me. Esperava (muito) melhor qualidade para justificar a fama de perfeição de que goza o pais de origem quanto ao que lá se produz. Em equidade de julgamento, tem a favor as expulsões que ajuizou devidamente. Quanto aos penaltis, sim porque houve penaltis não assinalados e um duvidoso ratificado, e outras situações mal avaliadas, eu não pude evitar ter pensado não ser o Jonas distinto do seus pares que, por cá, são tidos por competentes.

 

   

   

  

sábado, dezembro 02, 2017

LEITEIRAS MIXORDEIRAS.




Liga NOS 
13ª jornada
Estádio do Dragão, Portugal
TV - Hora: 20:30
Tempo: 8º e sem chuva
Relvado: muito bom
Assistência: Esgotado (49 809)
2017.12.01(sexta feira)

           FC DO PORTO, 0 - Sport Lisboa e Benfica, 0 

FCP alinhou com: José Sá, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Sérgio Oliveira, aos 58' Otávio, Yassine Brahimi, Moussa Marega e Vincent Aboubakar, aos 75' Tiquinho Soares. Suplentes não utilizados: Iker Casillas, Maxin Pereira, Hernâni, Diego Reyes e André André.
Equipamento: oficial tradicional
Treinador: Sérgio Conceição

SLB: Bruno Varela, André Almeida, Luisão, Jardel, Grimaldo, Feijza, Pizzi, aos 64' Samaris, Krominovic, Sálvio, Jonas, aos 85' Gimenez e Cervi, aos 76' Zivcovic.

 ÁRBITRO: JORGE SOUSA. Auxiliares:ÁLVARO MESQUITA E NUNO MANSO
VAR. HUGO MIGUEL (Lisboa)  


         Colaborando com o ungente apelo à paz e à concórdía no agora conturbado ambiente do futebol lusitano, proclamado pelos eficientes, isentos e honestíssimos ocupantes dos cargos das instituições que lideram a sua complexa estrutura funcional, não devo perturbar a "paz dos cemitérios" que é recomendada aos consumidores do jogo da bola pelo que procurarei manter uma postura simpática e tolerante subserviência, ao gosto dos senhores da Corte alfacinha, nas referências sobre a black football fryday do derby PORTO-Benfica, da 13ª jornada da Liga corrupta portuguesa:

      Assim:  
                  - não se pode comentar um jogo quando só uma equipa estiver determinada a praticar futebol, decorridos que estejam os primeiros vinte minutos do início do encontro.

                  - quando um árbitro contundido num atropelamento em plena arena, fica com a visão perturbada e não vê a batota de um idoso praticante, estendido na fofa relva, a tentar travar com o braço o que não conseguiu com a cabeça por não ter cabelo

                   - que o auxiliar Nuno Manso(inho...) junto à linha e com ângulo aberto, e  que um VAR sob a visão de um árbitro internacional, por acaso inscrito da AF Lisboa, não sirva para esclarecer o que não convém ficar claro mas vermelho e seja ignorada o que passa e se repete numa dúzia de câmaras

                  - que um dos membros mais cotados do grupo "dos melhores árbitros do mundo" (v.g. Pedro Proença, presidente de Liga de Clubes em entrevista na tv transmitida esta semana), intua um fora de jogo a um jogador que tem mais de meia pequena área em posição legal e anule o lance que terminou em golo ainda antes do auxiliar Álvaro Mesquita reputado bandeirinha internacional, ter tido tempo de levantar a bandeira a travar a jogada, e interfira no resultado final favorável ao infrator

                   - que não é possível ignorar a mixordeira da leiteira na Mata Real onde um espaldado senhor Rui Costa vira as costas à dignidade e honra e branqueie um falta passível de livre de onze metros como alguém que não tem nada a ver com o assunto

                  - não sendo relevante que em dois jogos sucessivos o líder invicto da prova fosse assaltado e roubado em QUATRO PONTOS!

                  - que seja tão fácil a Nuno(s) Almeida(s) assinalar penalti como fazer cócegas a um jerico manhoso, em Loulé

                  - que o nacional benfiquismo dos imparciais especialistas da escrita atue em força e sem poupança de água e lixívia para tentar tapar o sol com a peneira continuando a fazer de conta que o Sport Lisboa e Benfica é (apenas) uma (má) equipa de futebol e tem participação de honra numa prova europeia com cinco derrotas em cinco jogos e um, um, um!!! golo apontado de que até se ri em Viena da Áustria o profeta Bella Gutman,

                  ESPERO QUE, COMO ACONTECIA HÁ 100 ANOS, AS MIXORDEIRAS LEITEIRAS DO FUTEBOL EM PORTUGAL TENHAM OS NOMES DIVULGADOS "PARA PRECATAR" QUEM AINDA TIVER VONTADE DE CONTINUAR A CONSUMIR "FUTEBOL"  made in Portugal.
   
 

                 

                  

       

domingo, novembro 26, 2017

AVES À SOLTA CAUSAM ESTRAGOS

 Aves-FC Porto (equipas): Soares titular, mais de dois meses depois
Liga NOS
12ª jornada
Estádio da Vila das Aves 
Sportv - 20:3O horas
Tempo s/ chuva - 12º temperatura
Relvado: irregular
Assistência: cerca de 5 000 
2017.11.25

       CD das Aves, 1 - FC DO PORTO, 1
                                  (ao intervalo: 1-1)

GD Aves alinhou com: Quim, Rodrigo Soares, Defendi, aos 59' Gauld, Diego Galo, Nildo, Vítor Gomes, aos 72 Braga, Carlos Ponk, Paulo Machado, aos 85' Cláudio Falcão, Salvador Agra, Amilton e Arango.
Treinador:Lito Vidigal

FC do Porto alinhou com: José Sá, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Héctor Herrera (C), Jesùs Corona, expulso aos 52' por duplo cartão amarelo, Yassine Brahimi, aos 87' André Pereira, Tiquinho Soares, aos 56' Maxi Pereira, Vincente Aboubakar, aos 68' Moussa Marega. Suplentes não utilizados: Iker Casillas, Diego Reyes, André André, Sérgio Oliveira 
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Rui Costa (Porto), VAR: Bruno Esteves.

MARCADOR: 0-1 aos 6' por RICARDO PEREIRA numa assistência de Tiquinho Soares, com o remate já dentro da área a meter a bola por entre as pernas de Quim que saíra do encontro do marcador. 1-1 aos 63' por Vítor Gomes a desviar de cabeça um cruzamento bem medido sobre a baliza na sequência de excelente jogada de entendimento do ataque do Aves.

    Sendo previsível que este jogo na Vila das Aves não iria ser fácil, e não foi como ficou depois claramente provado, o Futebol Clube do Porto andou longe do que seria expectável poder fazer para colher os três pontos em disputa. Contra um conjunto que surpreendeu pelo empenho e organização com que se bateu de princípio ao fim da partida, o líder da prova nunca assumiu o comando e o controle do jogo, e permitiu ao adversário um bom número de oportunidades para alcançar um resultado ainda mais favorável.

     Um tanto surpreendentemente, Tiquinho Soares, de início, e mais tarde Moussa Marega), integraram a equipa depois de terem recuperado de lesões, aumentando o crédito quanto à obtenção de um resultado positivo face ao entendimento e eficácia demonstrados no início da prova. A equipa ganhou mais presença e soluções de ataque, contudo os regressados não deixaram de evidenciar carência de ritmo e  ineficácia na conclusão de alguns lances.


     O Futebol Clube do Porto pareceu desgastado fisicamente, não conseguiu imprimir velocidade ao seu jogo,os jogadores erraram demasiados passes e algumas (raras) boas chances de golo e concretizaram poucos remates enquadrados à baliza. A equipa foi mais reativa que ativa, a expulsão de Jesùs Corona diminuiu a possibilidade de intensificar a procura do golo de desempate e a defesa, onde se tem fundamentado os resultados até agora obtidos não revelou a solidez e entendimento habituais.


     José Sá solidifica progressivamente a posse do lugar, Ricardo Pereira jogou com a energia e empenho que lhe são reconhecidos, Danilo Pereira entregou-se ao jogo com a raça que que o caracteriza, Vincent Aboubakar atuou alguns furos acima do que tem vindo a conseguir, mas voltou a não ser decisivo. Jesús Corona, irreconhecível, deveria ter saído so jogo antes da expulsão. Tiquinho faz falta a Aboubakar.

    Recomeçou a "pacificação" do futebol português. Rui Costa e Bruno Esteves (VAR)roubaram ao Futebol Clube do Porto a melhor oportunidade de somar os três pontos em jogo. Golpe maior não poderiam ter dado (a não ser fazerem explodir uma caixa MB com uma garrafa de gás) ao ignorarem um pontapé no joelho de Danilo Pereira aplicado por um defesa local, dentro da área, tão real quanto  ser manifesta a certeza de que Rui Costa e o amigo Esteves não consideraram a falta porque têm garantida a imunidade das malfeitorias arbitrais que causarem ao Futebol Clube do Porto.


    
   

quarta-feira, novembro 22, 2017

O MILITANTE BENFIQUISTA QUE É PRIMEIRO MINISTRO VERDADEIRO.


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Qualquer cidadão investido em cargo com vínculo ao Estado, seja administrativo ou político, não tem que abdicar, esconder ou ver cerceada a preferência que nutre pelo clube desportivo com o qual se identifica e apoia como adepto, enquanto no exercício público do cargo que desempenhar. Mas tem obrigação de ser contido, delicado, neutro ou mesmo abster-se de manifestações efusivas excessivas, quando em atos oficiais de natureza pública em que participa, comportamento tanto mais exigível quanto mais destacada e maior relevância tiverem as funções que lhe estão cometidas.
     
    O atual primeiro ministro do Governo dr. António Costa, é um assumido adepto do Sport Lisboa e Benfica. Tem todo o direito, faz parte de seis milhões de portugueses que apoiam o clube da capital, o que lhe confere uma almofada de conforto na hora em que o voto em eleições vale lugares e lideranças apetecíveis. E como um comum apaixonado pelo jogo da bola, desfardado de obrigações de Estado, tempo disponível e apetência física ninguém se atreveria a criticar o cascol da águia envolto no pescoço, ou, mais discretamente, o emblema na lapela ao vê-lo no estádio a entoar os típicos cânticos dos demais sócios organizados do glorioso Benfica do regime.

   Há tempos numa assembleia em que discursava, o sr. Primeiro Ministro notando perturbação na sala, perguntou, respondendo: -Foi golo do Benfica, não foi? Bem, assim ficámos todos mais satisfeitos. Num dia da semana passada, na televisão pública subsidiada pelos contribuintes, Sua Excelência andava em visita numa qualquer região suponho que asiática, tendo contatado uma escola onde se aprendia a Língua Portuguesa. A um dos alunos que leu um pequeno texto na nossa Língua, o primeiro ministro de Portugal quis saber se o jovem acompanhava o futebol luso, e perante a resposta afirmativa, perguntou-lhe: -E qual é o clube que conheces? - Binfica (coincidência admirável!). O sr. Costa, sorriso aberto "Pepsodente", premiou o jovem confrade com caloroso cumprimento.

     Enfim, dir se à que são pormenores de reduzida relevância, e terão mesmo escapada à maioria dos que seguem os telejornais. Mas, se juntarmos as pontas do manto protetor, melhor se perceberá a imagem transmitida em direto colhida na tribuna de honra do estádio do Benfica, no decorrer de um jogo na época anterior em que participava o Estoril Praia, mostrando o "primeiro ministro", faz de conta, do clube das águias, tendo à sua direita o sr. Primeiro Ministro do Governo, sr. António Costa, e a sua esquerda o sr. Ministro das Finanças, Mário Centeno. 

     Tudo bem. Veremos o que o futuro nos reserva...

    

DRAGÃO DE OUVIDOS MOUCOS AO RUÍDO DE BESIKTAS PARK.


LC: Besiktas-FC Porto, 1-1 (resultado final)


Liga dos Campeões
Fase de grupos
5ª jornada - 2ª mão
Besiktas Park, Istambul, Turquia
RTP1. Hora: 17:00 (TMG)
Condição do tempo: frio sem chuva
Relvado; bom
Assistência: 40000
2017.11.21, terça feira







                    Besiktas JK 1 - FC do PORTO, 1 
                                                    (ao intervalo: 1-1)

Besilktas JK alinhou com: Fabri, Dusko Todic, Görkhan Gönn, Pepe, Adriano, Atiba Hautchtinson, Talgan Arslan, Anderson Talisca, Cenix Tosun, Ryan Babel e Ricardo Quaresma. Suplentes: Tolga Zengn, Matei Mitrovich, Gary Mendel, Caner Erkin, Jereemiastins, Ogulhan Ozyakul e Álvaro Negredo.

FC do Porto alinhou com: José Sá, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira, Hèctor Herrera (C), aos 90'+1' Diego Reyes, Ricardo Pereira, aos 80' Jesùs Corona, Vincent Aboubakar e Yassine Brahimi.
Equipamento: alternativo de cor laranja
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Mateo Lahoz (Espanha)

GOLOS: 0-1 aos 29' por Felipe, no desenvolvimento de uma jogada bem sucedida iniciada na direita por Alex Telles a bater um livre direto em passe curto para Ricardo Pereira, com este a meter no miolo da área onde FELIPE aparece a concluir com remate rente à relva; o empate a 1-1 foi obtido por  Anderson Talisca, a concluir à boca da baliza um lance em que Felipe vê a bola ser-lhe passada por cima da cabeça em lance corrido, com cruzamento para o lado contrário onde apareceu isolado sem marcação o brasileiro a concretizar sem remissão.


       Excetuando os vinte(+-) minutos iniciais do segundo tempo em que teve que suportar um forte caudal atacante da equipa do Besiktas, nesta decisiva partida para manter a confiança no acesso à fase seguinte da Liga dos Campeões, o Futebol Clube do Porto bateu-se em posição de igualdade com o conjunto turco,  fazendo o bastante para regressar do ambiente escaldante do Besiktas Park, em Istambul,  com um empate que garante desde logo a participação na Liga Europa, e o ganho de vantagem de depender do que for capaz de fazer no Estádio do Dragão contra o Mónaco no último jogo desta fase.

      Sérgio Conceição introduziu algumas mudanças pouco previsíveis para leigos na formação inicial, chamando à equipa Maxi Pereira e Ricardo Pereira para assumirem a facha direita, e voltou a confiar em Sérgio Oliveira para dar maior solidez e consistência à linha intermédia, além de manter a confiança em José Sá entregando-lhe a guarda da baliza em detrimento de Iker Casillas.

    A partida decorreu interessante com boa disputa de lances de parte a parte, tendo ambos os conjuntos andado perto de fazer funcionar o marcador, designadamente aos 33' por Ricardo Quaresma, aos 36' e 39' por Ricardo Pereira e Aboubakar, este na sequência de excelente jogada de Yassine Brahimi e assistência de Hèctor Herrera, no primeiro período, e um grande pontapé que fez abanar a baliza à guarda de José Sá aos 58' da autoria do excelente Babá; Quaresma ainda haveria de dar oportunidade a José Sá de brilhar quando, aos 61' na sequência de jogada de patente registada do cigano foi ao ângulo da baliza mandar a bola para canto.

     A enorme chance do Futebol Clube do Porto trazer na carteira o bilhete pago da passagem à derradeira fase da Liga, esteve nos pés de Ricardo Pereira, o qual, depois de protagonizar uma incursão na área turca e ter a baliza à mercê, não tendo o dom que Quaresma possui, não conseguiu a trivela e a bola perdeu-se ao lado do poste.

    Um a um, José Sá mostrou-se sereno, executou duas ou três intervenções difíceis e não cometeu erros comprometedores. Muito bem. A defesa em geral cumpriu não obstante as dificuldades com que teve que se haver, sobretudo nas laterais, onde Alex Telles sentiu muitas dificuldades em travar os adversários que lhe surgiam pela frente; Danilo Pereira e Sérgio Oliveira nunca viraram a cara aos adversários, mas o que mais se terá evidenciado foi o capitão Herrera, até o depósito ter gasolina. Considerando que Ricardo Pereira foi mais atacante do que defesa direito, o avançado fez uma bela exibição. Merecia ter tido sucesso no lance atrás descrito, poderia ser considerado o mais regular em todo o tempo que esteve em campo. Yassine Brahimi, foi especialmente vigiado e poucas vezes logrou escapar ao cerco que lhe era movido por três ou quatro "polícias". E, Vincent Aboubakar: espero, continuo a esperar, ver de regresso o grande Aboubakar. Jesùs Corona foi estratégia para os últimos 12´minutos e Diego Reyes para os 90'+2'

    Conheço do campeonato espanhol (e não só), Meteo Lahoz. Tem personalidade muito própria de quem gosta de dominar. É um grande árbitro, mas infalíveis só os deuses. Na segunda parte, terá sido mais equidistante  nas suas decisões em relação ao ambiente e diluiu as minhas dúvidas iniciais. Um excelente exemplo para a arbitragem lusa.

    

segunda-feira, novembro 20, 2017

RUI MASSENA, FORA DE CENA.

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   O que conheço de Rui Massena é que se trata de destacado maestro compositor musical, com mérito reconhecido no país e fora dele, nada de relevante como adepto do Futebol Clube do Porto. Além das referências sempre abonatórias que lhe são feitas nos órgãos de informação generalista relacionadas com a intensa atividade artística que produz, foi no Porto Canal que mais seguimento lhe dediquei desde algum tempo a esta parte não obstante o relativo interesse que nutro pela música clássica em geral.

    Sabia que Rui Massena é adepto (sócio) do Futebol Clube do Porto.

    Quando terminou o jogo em Guimarães, procurei encontrar outro programa que estivesse a ser emitido em direto (não aprecio ver repetições a não ser por interesse pontual), tendo entrado no "play-off" que estava a iniciar. Surpreendeu-me não fazer parte do painel o Miguel Guedes, comentador residente adepto do FC do Porto e estar no seu lugar Rui Massena; e como é (talvez) o único sítio onde cada interveniente fala a seu tempo e logra concluir o que pretende falar de modo a que quem estiver a ver ouça o que diz, não resisti à curiosidade e fiquei.

    Falava João Govern, falou, falou e falou. Entrou o Inácio depois, e falou. Massena, neste espaço alargado de tempo, não tugiu nem mugiu. O moderador lembrou-se de que compositor estava lá para compor, isto é, para expor de memória o que estava na pauta, O maestro equivocou-se pensando estar na Casa da Música e em vez de orientar a orquestra para um concerto inspirado na tragédia que na atualidade vive o futebol nacional, ensaia um prelúdio de uma área mística, uma espécie de ensaio onde entram anjos de asas brancas a apaziguar e desculpabilizar as matreirices do diabo para instalar a paz e a concórdia das partes.

    Perante o gáudio e os repetidos  "muito bem" e de movimentos de concordância feitos com a cabeça do representante do clube do regime, a inchar a cada frase que ouvia,  o ilustre portista maestro compositor orientou a sua intervenção para falar de um futebol lírico, puro na sua essência lúdica e apaixonante, que fizesse dos estádios o Éden dos verdadeiros apreciadores do ancestral jogo da bola. Sobre a realidade totalmente inversa ao idealismo poético do nefelibata pregador, que virou o futebol português na rota do roubo organizado denunciado no programa da estação oficial do Clube "Universo Porto de Bancada , Massena disse nada! Ou não tem estado no pais nos últimos tempos, ou não lê jornais ou vê televisão, desconhece o tema com quem conversa sobre futebol e onde, porque, estou seguro não será com os amigos do camarote do Estádio do Dragão, nos bastidores da Casa da Música, no Majestic, nas bancadas entre as claques, nos gabinetes da preparação das cidades capitais da cultura, que se vive o Futebol Clube do Porto espoliado, difamado, apoucado, desvalorizado nos títulos conquistados nacional e internacionalmente, como é sentido pela massa adepta nas obras, nas deslocações para apoiar a equipa suportando intempéries e despesas, nas abdicações de gastos pessoais para poder pagar a quota, para suportar os comentadores parciais que pululam nas redações da informação alfacinha, nos que arriscam ser linchados se entram em certos estádios identificados pelo cascol azul e branco. Foi tão desfasada da realidade a sua exposição que, Augusto Inácio, de si apiedado e talvez num impulso de reconhecimento por ter sido dos nossos, tentou lembrar-lhe aquilo que lhe competia e deveria ter falado.

     Nem esperei pelo fim do programa.

     Companheiro, Senhor Rui Massena. Sem o movimento dos capitães, a democracia tardaria ou nem mesmo chegaria ao país. Sem bombardeamentos, a antiga Mesopotâmia estaria nas garras do Islão, não haveria Brexit do Reino Unido, Israel não era nação, Hitler tinha imposto a sua ideologia fascista, os professores e os médicos não recuperariam direitos adquiridos, os incêndios esqueceriam até à próxima catástrofe, o Norte de Portugal continuaria a ser a zona dos penedos e das serras.  Sem a luta de Jorge Nuno Pinto da Costa e José Maria Pedroto, à frente de muitos outros, o Futebol Clube do Porto, hoje, seria ainda aquele que o caro confrade tristemente representou na deplorável cena que protagonizou ontem à noite no programa play-off: simpáticos e conformados com o stato quo do poder centralizado despótico e egoísta.

    

   

sábado, novembro 18, 2017

MAGIA AFRICANA NO TRIUNFO EM CIMA DA HORA.

 André Pereira foi a novidade de Sérgio Conceição

TAÇA DE PORTUGAL
4ª eliminatória
Estádio do Dragão, Porto
Sportv1 - Hora: 20:30
Tempo: seco e frio
Assistência: cerca de 20000
2017.11.17 - sexta feira


              FC DO PORTO, 3 - Portimonense SC, 2
                                            (ao intervalo: 1-1)

FCP alinhou com: Iker Casillas, Ricardo Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, André André, aos 70' André Pereira, Óliver Torres, Hernáni, aos 53' Yassine Brahimi, Jesùs Corona, aos 77' Miguel Layún e Moussa Aboubakar.
Equipamento: camisola oficial tradicional, calção e meias brancos
Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto). 4º árbitro: João Pinheiro

GOLOS: 1-0 aos 5' por DANILO PEREIRA. Junto à linha de fundo André André ganha canto; Alex Telles de é esquerdo coloca a bola no miolo da área onde DANILO PEREIRA aparece a desviar para o golo: 1-1 aos 30' por Wellington Carvalho, na conclusão de jogada iniciada com uma perda de bola de Ricardo Pereira com o jogador do Portimonense a escapar-se até fazer um cruzamento sobre a defesa onde um colega a desvia para o marcador, a rematar de cabeça para junto das pernas de Casillas com a bola a entrar junto ao poste; 1-2 aos 69' em remate fulminante de pé esquerdo de fora da área de Pedro Sá, com o esférico a entrar como um bólide no ângulo superior direito da baliza sem hipótese de defesa parav Iker Casillas: 2-2 aos 90'+1´por Vincent ABOUBAKAR,desmarcando-se entre os centrais para receber um lançamento mortal de Alex Telles, isolar-se e a atirar sob o corpo do guarda redes: 3-2 aos 90'+6' por Yassine BRAHIMI, num rápido lance de ataque com André Pereira a servir Aboubakar na cabeça da área com a bola de chegar a Yassine BRAHIMI solto à esquerda, que domina, progride uns passos dentro da área rematando calmo e preciso.


           Como esperava, o Futebol Clube do Porto deparou com muitas dificuldades para vencer o Portimonense. Mal avisado andava quem pensou que a equipa algarvia com mais um ou menos um golo acabaria por cair naturalmente perante a supremacia do Dragão. E o que aconteceu foi que a partida decorreu muito difícil para as camisolas azuis e brancas, sendo que o resultado era de 1-2 no fim dos 90' regulamentares e os dois golos que validaram a passagem à eliminatória seguinte da competição apenas surgiram no 1º e 6º minutos dos sete concedidos como compensação da perdas de tempo.

          Tinha feito algures um comentário no facebook de que só quem não tinha visto jogar este Portimonense e o avaliava pelos dois resultados verificados nos dois últimos confrontos entre as equipas, poderia estar à espera de um jogo fácil. Engano: a equipa de Vítor Oliveira, um dos mais experientes e conhecedores treinadores do futebol português, está recheada de excelentes executantes, sabem bem o que fazer no decorrer do jogo e foram a jogo olhando olhos nos olhos a equipa que neste momento está a executar o melhor futebol em Portugal.

           Por seu lado, este não era o momento ideal para o Futebol Clube do Porto jogar contra adversário tão motivado e em excelente momento de forma; a interrução prolongada de jogos competitivos, as participações em jogos de seleção de muitos dos seus elementos, o número de excluídos por força de recuperação de lesões, alguns titulares indiscutíveis e a próxima deslocação à Turquia para o embate com o Besiktas para a Liga dos Campeões, constituíam contrariedades, que Jesùs Corona, parecendo em déficit físico e moral e Hernâni e Ricardo Pereira, nesta partida muito inseguros, não conseguiram disfarçar.

          Até aos trinta minutos do início, o Futebol Clube do Porto sem que estivesse a nível elevado, tinha o jogo perfeitamente controlado até porque ganho vantagem cedo no marcador. Contudo, o golo um tanto inesperado e a forma como aconteceu, produziu um efeito positivo no futebol do visitante e um menor à vontade no jogo dos visitados. E em espaços demasiados extensos no segundo período, foram os Portimonenses que mandaram no relvado (!). Porém, no cômputo dos lances passíveis de concretização em golo ocorridos, e classe individual dos portistas e um pouco da tal fortuna que ninguém dispensa para chegar ao êxito, o Futebol Clube do Porto mereceu vencer. Pena que o Portimonense, como excelente equipa que provou ser, tenha sido a vítima imolada na ara do sacrifício.

        Em termos de entrega os jogadores do FC do Porto não merecem reprovações. Em termos exibicionais, raros foram os que atingiram nível elevado. A defesa sofreu dois golos, Ricardo Pereira não atingiu o nível do costume, o meio campo não brilhou e viveu muito do esforço de Danilo Pereira; Jesùs Corona, com pouco rendimento, Hernâni jogou fora mais uma oportunidade de se afirmar. Aboubakar, desaparece do cenário de guerra demasiado tempo, com o mérito de quando se mostra não há quem o não veja. Miguel Layún foi útil, mas dispensava-se a manifestação de protesto do primeiro lance em que interveio; Yassine Brahimi foi, simplesmente, decisivo. André Pereira, em estreia (quem diria!) trouxe animação e vida ao ataque portista.


       Neste jogo, Artur Soares Dias e a sua equipa, não cometeram erros com influência direta no resultado. A expulsão por segundo cartão amarelo do jogador portimonense não é questionável porque as faltas são claras (antes, escuras), não vejo qualquer irregularidade no lance em que foi reclamada sobre André Pereira dentro da área, e o cartão amarelo que puniu Alex Telles, que Vítor Oliveira gostaria que tivesse sido da cor "do outro" pareceu-me adequado dado que o lance estava a ser muito disputado pelos vários intervenientes e não se verifica evidencia qualquer na  intenção de atingir o adversário por parte do defesa portista.
       Quanto aos sete minutos de compensação de tempo só pode pecar por defeito nunca por excesso. Aliás, foi o aspeto mais negativo da exibição elogiável do Portimonense SC, que o Clube algarvio e o seu competente treinador bem poderiam ter excluído da bela peça que pintaram.