A surpresa deixou de o ser nas palavras do Presidente dos Presidentes, Jorge Nuno Pinto da Costa, na apresentação de Sérgio Conceição para treinador do Futebol Clube do Porto. Vinculado de fresco aos franceses do Nantes com contrato para duas épocas, o Sérgio estava fora das cogitações da Direção do Dragão para assumir o lugar de técnico principal da equipa. Foi Luciano d'Onofrio, quem deu conta ao amigo Pinto da Costa da ambição que o antigo jogador do FC do Porto alimentava de um dia vir a treinar o Clube que bem conhecia e aprendeu a amar. Difícil mas não impossível de obter a anuência dos dirigentes do Nantes para a desvinculação, porque foi a mesma acordada sem mais delongas e nenhum azedume das partes envolvidas.
Sérgio Conceição com seis anos no exercício de treinador principal ainda não tinha chegado a uma equipa de topo não tendo também no currículo conquistas de troféus ou competições relevantes, tal como não possuíam José Mourinho, Jesualdo Ferreira, Fernando Santos, Vítor Pereira, André Vilas-Boas, para só nomear os mais recentes, quando Jorge Nuno os contratou. Como treinadores ao serviço do melhor clube português, todos eles terminaram as suas prestações com títulos e continuaram a vencer em clubes de grande prestígio ou seleção onde estão ou por onde passaram.
O Sérgio Conceição é Dragão de sangue quente, temperamental, ambicioso, trabalhador e muito ativo. Nasceu em Coimbra mas foi no baluarte da Invicta Cidade que adquiriu o ADN de campeão, ao participar em quatro títulos obtidos como jogador. Ao assumir tão exigente cargo numa fase de menos fulgor do grande campeão português, o Sérgio Conceição mostrou nas palavras proferidas no ato da investidura como mister, que é (também) um Homem de (muita) CORAGEM!
Bem-vindo à tua (nossa) casa, Sérgio!
Muitos acreditam que a chegada ao futebol das novas tecnologias irá trazer ao jogo a seriedade que não tem. Certo é que a introdução do chamado vídeo-árbitro como meio auxiliar de corrigir decisões erradas ou não tomadas pelos juízes de episódios ocorridos no decorrer do espetáculo, mais cedo ou tarde iria acontecer. Mas desiluda-se quem estiver convencido de que de ora avante todos os lances sujeitos à análise conjunta dos árbitros tradicionais e dos juízes virtuais vão ser consensuais e aceites sem contestação pelos seguidores dos jogos ao vivo ou pelos que os seguem pela tv.
O exemplo não é com certeza o melhor e mais edificante, mas aqueles que assistem, nos vários canais aos programas onde se discute até à náusea decisões dos árbitros em lances tidos por duvidosos, que, mesmo sendo passadas imagens sucessivas e em câmara lenta dezenas de vezes não se encontra dois comentadores que vejam a mesma imagem. E alguns dos lances submetidos a sufrágio são tão nítidos que até às escuras um cego poderia identificá-los com acerto.
Quero com isto dizer que sempre haverá lances de muito difícil avaliação em curto espaço de tempo e muitos outros continuarão a ser distorcidos e erróneos na decisão por deficit de isenção ou viciação dolosa no julgamento, tal e qual como se verificou na época finda sem recurso a visualização. Desiludam-se ou regozijem-se consoante a expetativa que alimentarem: os erros vão continuar, involuntários ou premeditados, e aos programas não vai escassear alimento para sobreviverem.
O sistema tem virtudes quanto à transposição da bola nas linhas de demarcação do relvado, designadamente a linha de baliza. É relevante. Como é, ainda, na denúncia de agressões ou erros de deteção do infrator que deve ser penalizado com cartão, e na anulação de golos obtidos em posição irregular. Mas, não corrige as faltas que cortam jogadas de contra-ataque, aqueles que são apontadas indevidamente, fora de jogo ao jogador que parte para a baliza em posição legal, golos anulados que vêm a ser considerados sem falta, e mais situações que a experiência demonstrará.
A implantação do sistema vai custar muito dinheiro e não é universal. Haverá, no futuro, duas modalidades no jogo da bola: a popular, pé descalço, sem vídeo, e a da elite com muitas câmaras de televisão e mais juízes da bola.
Onde há fumo, há fogo. Antevejo negócio chorudo. Não tarda, cada adepto do jogo vai ter que comprar e levar para a bancada uma tablete ou telemóvel topo de gama para seguir na tv o que se passa no relvado, e ficar de olho no júri à espera da confirmação do que (não) viu em tempo real.
Eu acharia que bem melhor seria investir na preparação dos árbitros. Escolher quem tiver aptidão inata para o ofício de julgar. Pagar-lhes consoante a qualidade que demonstrarem, avaliá-los com honestidade, premiar os melhores. E castigá-los pelas más prestações e nítido e contumaz clubismo.
E ficaria salvaguardada a essência do foot-ball.
Surpreende-me que seja Portugal pioneiro na introdução do vídeo-árbitro. À frente da Inglaterra, Alemanha, Espanha, França, etc.. Será porque nestes países os juízes não são tão maus como em Portugal? Será?
Quo vadis, como diria o outro.
Nem um cêntimo gastaria na compra de A Bola, Record ou Correio da Manhã. Tenho acesso ao canal de tv do Sporting mas nunca o abri. Por meio da tablete entrei uma vez no estádio da luz, "à Inácio", jamais o faria pela porta 18 porque poderia passar por colombiano. Não ouço relatos nas estações de rádio desde que acabou o Quadrante Norte e deixei de ouvir o incomparável Gomes Amaro e o companheiro João Veríssimo. Há um ror de tempo que não me enervo nem desperdiço um segundo do meu bem estar pessoal e boa saúde, a ver e a ouvir a canzoada dos inúteis e perniciosos para o prestígio do futebol em que se converteram os programas dos agentes paineleiros encartilhados e tarafeiros amansados, Gomes das Selvas, Guerras da marijuana, Goberns de taberna , Janelas e postigos, Ruinzinhos Santinhos, Danieis jorges, e etc, etc, etc.
Porque:
Passei dezanove anos a deixar-me enganar por Tavares da Silva nos comentários das 13 horas das segundas feiras na Emissora Nacional, pelos relatadores Quadrios Raposo, Artur Agostinho, Alves dos Santos, Amadeu José de Freitas, Carlos Cruz, um outro que se tornou conhecido depois de Abril de 1974 e faleceu bastante jovem cujo nome neste momento não me ocorre*, e mais alguns que tiveram menos impacto nas transmissões desportivas na última metade do século XX. Fui leitor de A Bola, quando ainda era bem escrita, quase nada do Record de quem jamais me interessei, gostava de "O Norte Desportivo", de Alves Teixeira e das suas crónicas, e, muito novo, de quando em vez adquiria o "Mundo Desportivo". O jornal da minha distendida vida é o Jornal de Notícias (JN), fidelidade que mantenho mau grado...e o desportivo "O Jogo", idem, idem, aspas, aspas (maldita necessidade de garantir o sustento da família...)
Então, como te governas, Dragão velho, para te manteres a par da coisa desportiva e falar (escrever) sobre elas?
Bem, eu me confesso, em primeiro lugar "Inácio" de anos a esta parte. Selecionando as notícias nos canais públicos, RTP1, 2 e 360º, pisco o olho à hora certa à informação do SICN para catar uma novidade de que esteja à espera, gasto mensalidade na sportv, até ver, mato o "bicho" com uma vista de olhos diária no JN e no O Jogo, ao primeiro café da manhã; por fastio, no segundo e agora noutro lado, vejo pelo canto as do olho as "gordas" do Rascord, de quando em vez, tiro dois dedos de paleio futebolístico com uma amigo se ele lá se encontrar à mesma hora, e passo para a cadeira do computador grande parte do melhor tempo para me inteirar do que me interesse nos blogues e sítios em que confio porque perfilham os mesmos princípios e convicções que os meus. No face escrevem-se excelentes post e passam vídeos onde se conhece o que é essencial e podem tirar-se as melhores ilações.
E DOU AO PORTO CANAL O PRIMEIRO LUGAR DA MINHA PREFERÊNCIA AUDIOVISUAL, POIS É UM ÓRGÃO DO CLUBE QUE VERDADEIRAMENTE AMO E NÃO VEJO MELHOR MANEIRA DE O MOSTRAR QUE NÃO SEJA APOIÁ-LO, VENDO-O! SÓ ASSIM VIRÁ A SER MAIOR E MELHOR.
Cada um age e segue o melhor procedimento que entender. Eu assumo a minha atitude de protesto contra a despudorada proteção que os media da corte alfacinha votam ao clube dos regimes, o venerado sugador Sport Lisboa e Benfica, pelas campanhas que ela fomenta e patrocina para achincalhar e tentar desprestigiar o símbolo sagrado e glorioso do Futebol Clube do Porto, bem como subtrair o mérito ao seu inigualável Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, NÃO CONSUMINDO, COMBATENDO E DENUNCIANDO SEMPRE QUE ACHAR NECESSÁRIO E DE TODAS AS FORMAS QUE TIVER AO MEU ALCANCE.
Já contribui mas nunca mais darei um cêntimo que seja para tal peditório.
* Fialho Gouveia.
Foto: Dragão, Sempre!
Remígio Costa
Sem perfil para treinador do FC do Porto
A informação social da corte alfacinha anda em polvorosa em busca de um treinador para o Futebol Clube do Porto, para a vaga deixada pela rescisão do contrato de Nuno Espírito Santo que abdicou do segundo ano da sua validade numa atitude nobre e invulgar. Um dos mais ativos canais de tv ao serviço do "clube dos regimes", o CMTV deu há tempos como certa a contratação de um tal Marco Silva, assalariado pelo colosso inglês Hull City confiado que o currículo valioso e a competência do famoso português da linha de Cascais, bastariam e sobrariam para evitar a despromoção. Contudo, e apesar da tanta categoria e prestígio, o Marco falhou. A ciência do treino e o desembaraço no tratamento da língua de Shakespear demonstrados nos curtos meses ao serviço do Hull não passaram despercebidos aos melhores clubes da "pátria do futebol" e o Marquinho terá assinado fabuloso contrato, não com um qualquer Arsenal, Manchester City ou United ou mísero Chelsea, mas pelo melhor do bairro de Wattford depois de ter sido "apontado ao FC Porto, nos últimos dias, tendo até rejeitado uma proposta dos dragões, segundo a imprensa nacional" , ( entenda-se, pelo "Lixo da Manhã", da imprensa capturada da corte subsidiodependente).
A imprensa alfacinha tem para mim a credibilidade de um árbitro português. E no que diz respeito à vida do Futebol Clube do Porto e ao que se passa na cabeça do seu Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa -o mais vencedor da História do futebol mundial- ainda tem menos crédito do que o menos competente deles. Tudo o que divulgam e escrevem ou falam sobre o baluarte da "Invicta Cidade" está contaminado pelo baixo servilismo e comprometimento com um clube protegido desde sempre pelos regimes, num regabofe escandaloso de falsas notícias e de campanhas insidiosas orquestradas com vista a abater o único adversário capaz de lhes fazer frente.
A seu tempo o Futebol Clube do Porto irá encontrar o treinador que que melhor lhe convier. Provavelmente, nenhum dos que a informação social nomeou, e não seria de espantar que um possa vir a ser entre tantos os que tem sido anunciados.
Marco Silva não é, e isso me basta. Estou aliviado, como ficaria se fosse JJ. Ambos formados no ambiente da corte, desconhecedores do que é "ser Porto", do primeiro retenho na memória a atitude insultuosa, malcriada e antidesportiva tomada contra Paulo Fonseca e a equipa técnica no jogo no Estoril no seguimento da conversão de uma grande penalidade a punir mão de Otamendi fora da área mais de dos metros e cuja conversão deu o empate final a 2-2, e do Jorge J. a fulminante capitulação ajoelhada no Dragão no golo aos 90'+2' de Kelvin.
Treinadores há muitos, seus palermas.
Este cascol percorreu há trinta anos mais de quatro mil quilómetros preso ao vidro do automóvel que levou a Viena de Áustria cinco portistas, percorrendo estradas de sete países da Europa numa viagem de oito dias e sete horas e meia.
Vivemos acontecimentos impossíveis de traduzir por palavras ditas ou escritas. No decorrer do percurso de vida, há momentos que abalam a nossa sensibilidade e extrapolam de tal modo o nosso comportamento que nos elevam a impensáveis patamares de emoção e gozo espiritual.
Em 27 de maio de 1987, vivi em Viena de Áustria uma das sensação mais inebriantes que até hoje me aconteceram. No então denominado Estádio do Prater, o Futebol Clube do Porto sagrou-se campeão da Europa de futebol batendo espetacularmente a equipa bávara do poderoso Bayern de Munique, obtendo um triunfo e uma exibição que espantaram o mundo de futebol.
Rabath Madjer, sobredotado executante e mágico inspirado, criou e patenteou a sublime obra de arte do golo da esperança ao restabelecer a igualdade no marcador, e concebeu logo depois o magistral centro para Juary aparecer do nada para nos trazer a glória e o paraíso.
Vejo-o, agora, à minha frente de braços levantados num gesto de êxtase, logo abafado numa pirâmide de corpos agitados, loucos, furiosos, como predadores a consumar a morte da besta ferida.
No topo da bancada vermelha silenciosa e pasmada, os ponteiros do grande relógio suspenderam o ritmo normal, adormeceram como lesmas nojentas, a poucos minutos da entrada no céu. E, quando depois de gorado o pontapé do livre contra a barreira à frente do enorme Mlynarzik o árbitro sobrescreveu o veredicto, ficou consumada pela vez primeira a legitimidade da ostentação da coroa de louros do título de melhor equipa da Europa: FUTEBOL CLUBE DO PORTO!
Depois... depois não sei. Não fui eu, não fomos nós todos os portugueses que ocupávamos uma parte da bancada lateral, segurando a longa tarja com o slogan "HAVEMOS DE IR A VI(E)NA" com o desenho de pintor Salvador Vieira representado por um casal de bailarinos minhotos, na dança do vira. Abraços, choros, gritos, e palavras roucas, desbragadas, silêncios de recolhimento, gestos de afeto trocados com assistentes anónimos que quiseram solidarizar-se com a nossa emoção.
Sim, "Havemos de ir a Vi(e)na", voltaremos a Gelkirshen, iremos até outro qualquer ponto do planeta ou mesmo do espaço, levando connosco o amor sem condições ou medida do inigualável Clube triunfador FUTEBOL CLUBE DO PORTO.
Foto: doLethes
Remígio Costa
Liga I
34ª jornada (última)
Estádio Conselheiro Joaquim de Almeida Santos
Moreira de Cónegos
Sportv1 - Hora: 18:00
Assistência: 5 000 (aprox.)
Bom tempo
SC Moreirense, 3 - FC do PORTO, 1
(ao intervalo: 2-0)
FCP: José Sá, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Perera, Hèctor Herrera (C), na 2ª parte Jesùs Corona, André André, Otávio, na 2ª parte André Silva, Tiquinho Soares, aos 67' Rui Pedro e Yassine Brahimi.
Equipamento: alternativo azul-preto
Treinador: Nuno Espírito Santo.
Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)
GOLOS: 1-0 aos 16' por Boateng na conclusão de um centro preciso para a entrada fulgurante do marcador rematar de cabeça. 2-0 aos 37' por Francisco Maciel que passou por Felipe com facilidade e rematou fora do alcance de José Sá; 2-1 aos 66' por Maxi Pereira, no melhor lance criado pela equipa em toda a partida, com a bola a ser jogada por Tiquinho Soares, J. Corona, André André, concluída por Maxi sobre a marca de penalti com um toque de arte a fazer um chapéu ao guarda redes local; 3-1 aos 83' por Alex, beneficiando de mais uma borla de Felipe, a isolar-se e a rematar fora de alcance de José Sá.
"Ó Senhor de Matosinhos
Ó Senhora da Boa Hora
Ensinai-nos o caminho
P'ra sair daqui p'ra fora"
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(Sem mais comentários....)
Remígio Costa
(Imagem O JOGO online) GALENO
O Futebol Clube do Porto B venceu hoje a equipa inglesa do Sunderland A.F.C. no Stadiun of Light, pela sensacional marca de 0-5, na final da Premier League International Cup, vencendo a prova na segunda final em que participou em três anos em que nela competiu e onde apenas sofreu um golo. Para além da relevância do triunfo obtido na própria casa do valoroso adversário, está a sensacional exibição da equipa de António Folha, designadamente no período inicial, e a expressão dos números alcançados no resultado só pode causar espanto a quem não assistiu ao sensacional show de bola da formação portuguesa.
Os golos foram apontados por Galeno aos 5' e aos 37', e aos 45'+2' por André Pereira, e aos 51' e 54' por Keymbée e Chidozie, respetivamente, todos resultantes de jogadas de grande espetacularidade e magnífica técnica individual. Keymbée que protagonizou quiçá a maior exibição individual de todos os intervenientes, viu aos 29' o guarda redes do Sunderland executar uma portentosa defesa a um pontapé de grande penalidade por ele apontada negando-lhe o golo.
Quer nas substituições quer no final do jogo, os 18 317 assistentes onde se encontrava uma representação da Casa do FC do Porto em Londres, que gastou sete horas no trajeto até Sunderland, perto de Newcasel, os atletas, a equipa e os técnicos receberam aplausos e festejaram o inédito triunfo do FC do Porto B, uma equipa feita para vencer que soma nos últimos dois anos um título de campeã da II Liga portuguesa e, agora, vencedora de uma importante prova internacional da sua categoria.
O FC do Porto B, alinhou com: Gudiño, Fernando Fonseca, Chidozie, Rui Moreira, Inácio, Omar Goveia, Francisco Ramos, Fede Varela, aos 64' F. Graça, Kayembe, aos 78' Verdasca, André Pereira, aos 89' Francisco Dias e Galeno.
Estupenda arbitragem do inglês P. Wrigth.