Taça de Portugal
4ª eliminatória
Em Chaves, Estádio Municipal Engº Branco Teixeira
Assistência: 7900 (Capacidade do estádio: 8000)
Condições do relvado: aceitáveis
2016.11.18
CD de Chaves, 0 - FC do Porto, 0 (após prolongamento)
(3-2 na marcação de penaltis) - Dragões eliminados
FCP: José Sá, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, André André, (90' Miguel Layún) Otávio (aos 77' Depoitre), Silvestre Varela (aos 90' Evandro) André Silva e Diogo J.
Equipamento: tradicional oficial
Treinador: Nuno Espírito Santo
Árbitros: Quadrilha lisbonense comandada por João Capela
Ter sido afastado de uma competição numa só mão contra uma equipa do mesmo escalão a jogar no seu próprio estádio, não é um escândalo por aí além. Está longe de ser um acontecimento raro em jogos desta natureza e acontecem até em maiores proporções quando uma equipa tida por favorita é desfeiteada por outra muito menos cotada na situação de visitado, como noutros tempos sucedeu ao Futebol Clube do Porto no então Estádio das Antas. É futebol, diz-se.
Por isso, quem ontem viu através da transmissão televisiva o Chaves afastar da segunda prova mais importante do calendário nacional e para a qual partia na situação de claro favorito, o Futebol Clube do Porto, face ao desempenho das duas equipas, nem sequer terá ficado surpreendido. A equipa transmontana logrou atingir o seu objetivo através de muita aplicação, transpiração, garra, raça, manha, experiência, astúcia e muita frieza quando dela precisou (na decisão das grandes penalidades) logrou gizar algumas excelentes jogadas e criar uma ou outra situação passível de se adiantar no marcador no decorrer do encontro. Contra as expetativas (depois do que se lhe viu fazer no Dragão na receção à equipa alfacinha Dona Victória para o campeonato da I Liga), o Futebol Clube do Porto dececionou ao não ser capaz de encontrar a chave para ultrapassar a fechadura do sucesso. Com José Sá na baliza por troca com Iker Casillas e André André a jogar por Óliver Torres no miolo, o Dragão foi para Trás os Montes com a tropa de elite. Ou pareceu, porque dentro das quatro linhas nem de longe esteve à altura do que seria presumível pudesse ser capaz. Nem a equipa, nem Nuno Espírito Santo.
O FC do Porto mostrou-se incapaz de domar o seu antagonista, de impor os seus argumentos de assumir o comando da partida. E, se a defender não cometeu erros fatais, a não ser a visível intranquilidade de José Sá na anulação de lances na imediação da sua área de intervenção, quando lançada ao assalto da baliza do Chaves foi de uma calamidade medonha. Péssima finalização, passes a destempo, aparentes sinais de apatia nas desmarcações, nenhum vislumbre de inspiração, e um treinador abúlico, de braços cruzados, confundido, indeciso, incapaz de fazer uma leitura do jogo correta e tomar as decisões requeridas sem estar à espera da hora prevista para o fazer. Poder-se-à dizer que o FC do Porto veio de uma semana atípica onde dez dos seus jogadores andaram envolvidos nas seleções dos seus países e que está no horizonte um jogo decisivo para a Liga dos Campeões, e que o seu adversário teve tempo para treinar e se motivar mas não era suposto que os jogadores andassem no jogo a pensar no dia seguinte.
O Futebol Clube do Porto e Nuno Espírito Santo poderiam e deveriam ter feito mais e melhor? Sim, é verdade que tinham obrigação e competência para vencer uma partida difícil, sem dúvida, mas teoricamente obrigado a ganhar porque possui potencialidades suficientes para o fazer.
Eu não posso escrever aqui o que o João Capela merecia. Este escarro de personagem abjeta e incompetente no mais baixo grau de avaliação, teve interferência direta na eliminação do Futebol Clube do Porto. Nem sequer vou destacar as penalidades (várias, por exagerado que pareça) que não quis decidir contra os flavienses, por demais claras e inequívocas para serem vistas por Steve Wender quanto mais por uma juiz honesto e imparcial que mão é o Capela, nem nunca será sendo da escola de um tal Paixão que anda há décadas a infernizar e a conspurcar o futebol português. Por que se permite a estes energúmenos apadrinhados desempenhar um tão relevante papel no espetáculo futebol? Por que se nomeiam para jogos de decisões que têm implicações desportivas e financeiras relevantes, para lançar sobre a atividade desportiva ondas negras de suspeição e prejuízos irreparáveis? Por que é o baluarte do norte e de Portugal perseguido e desrespeitado pelos decisores da arbitragem portuguesa?
A miserável demonstração de incompetência do bando do chefe capela, foi evidente deste o primeiro sopro no apito na permissão de entradas violentas aos tornozelos dos jogadores do FC do Porto, na dualidade de critério na avaliação dos lances, na permissão de queima de tempo, nas substituições feitas com os substituídos a sair em maca numa inovação ridícula que se espera não faça carreira, na deficiente avaliação das distâncias das barreiras na marcação de livres, na excessiva tendência para aconselhar calma e contenção do ímpeto na disputa da bola aos jogadores da casa. Só mesmo visto.
Morre, capela, f. da p.!
Liga NOS
10ª jornada
Estádio do Dragão, Porto.
Lotação esgotada
Bom tempo
2016.11.06
FC do PORTO, 1 - Benfica, 1
(ao intervalo: 0-0)
FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano (C), Alex Telles, Danilo Pereira, Otávio, Jesùs Corona, aos 66' Rúben Neves, Óliver Torres, aos 76' Miguel Layún, André Silva e Diogo J, aos 87' Hèctor Herrera.
Equipamento: tradicional oficial.
Treinador: Nuno Espírito Santo.
Árbitro: Artur Soares Dias (Porto)
GOLOS: 1-0 aos 50', por Diogo J: Jesùs Corona conduz a bola da direita até ao semicirculo da área, serve Diogo J desmarcado do lado esquerdo que, depois de contornar um adversário remata forte e rasteiro entre o guarda redes e o poste. O empate "caiu do céu" aos 90'+2' na sequência de um pontapé de canto provocado por lance desastrado de Hèctor Herrera ao pretender pontapear a bola contra um adversário e tentar interromper o jogo a seu favor, de cuja execução resultou num golo obtido por L. Lopez em golpe de cabeça.
O Futebol Clube do Porto produziu a melhor exibição desta época em todas as competições em que está envolvido e reduziu à vulgaridade da sua real dimensão um adversário que em momento algum da partida fez por merecer um resultado positivo. O empate acontecido num lance fortuito em tempo de compensação, festejado no fim do encontro por técnico, jogadores e dirigentes do clube da Dona Victória como se do título nacional se tratasse, tem a forma de compensação injusta e indevida à mediocridade, à ausência de caráter competitivo, à falência de campanhas empoladas de falsas grandezas, sem correspondência real e efetiva quando confrontados com adversários capazes de desmitificar os cenários fantasiosos de um valor que o clube do regime (antigo e novo) está longe de merecer.
O FC do Porto foi dono e senhor no jogo do estádio do Dragão na noite de ontem, submetendo o seu opositor ao papel de ator secundário, de terceira linha. Jogou e criou lances de entusiasmar, os seus jogadores mostraram a sua classe individual na técnica e arte de bem criar futebol, confundindo e desorientando o adversário apenas preocupado em "fazer sombra" e confiar na fortuna. O primeiro tempo teve laivos de massacre, com Ólver, Otávio, Diogo J e André Silva, a asfixiarem os desorientados victorianos da segunda circular alfacinha, deixando-os sem folgo para ultrapassarem a linha do meio campo. Depois do golo de Diogo J. a equipa portista desacelerou um pouco e consentiu um primeiro remate, à distância, à baliza de Iker Casillas, gasta que estava a hora do começo do jogo! O lance terá sido o mais perigoso criado pelo adversário em todo o encontro e não houve qualquer outro digno de registo. Para tão louvado adversário, convenhamos que é deveras insignificante!
O "coronel" Vitória treinou o Fátima e terá confiado na Senhora. Milagre houve, a menos de dois minutos do fim através de um lance caricato protagonizado por Hèctor Herrera. Aconteceu, é futebol, com soi dizer-se. É, acontece, porque não há justiça num jogo de bola. Contam os golos, e a sorte dos tolos...
Quem viu este jogo tem muito por onde escolher entre os jogadores do Dragão, os que mais se destacaram. Quase todos, no meu entendimento, com variantes em pormenores de classe que cada um tem especificamente. Não destacarei nenhum. Foram extremamente esforçados, deram tudo que lhes seria legítimo pedir. Tudo teria sido perfeito não tivesse acontecido o lance de que resultou o escandaloso empate, na origem e na conclusão.
Artur Soares Dias, do Porto, sim, não de Braga ou Leiria, Castelo Branco, Loulé ou Setúbal, ainda que tudo esteja sediado na capital sugadora dos impostos. Teve atuação equilibrada, como não se lhe vira fazer antes nos jogos em que participou o clube da sua região, fez por ser justo e imparcial. Fica, porém, por justificar, claramente, por que invalidou aos 25' um golo ao Futebol Clube do Porto. A bola vinda do ar foi ao braço de Mitroglou e daí foi à mão de Felipe. Se o lance foi invalidado por falta do defesa do Porto errou pois ela primeiro bateu no avançado encarnado. Não terá visto, mas, mais uma vez, Soares Dias decidiu contra o FC do Porto. Além do mais, num e noutro jogador a bola terá batido por acaso. Há, ainda, na segunda parte a anulação por fora de jogo mal assinalado de um ataque portista, mas é da responsabilidade do auxiliar do lado da bancada central.
(O Jogo online)
Liga dos Campeões
2ª volta - 4ª jornada
Estádio do Dragão, Porto.
2016:11:02 - Hora: 19:45
Espectadores: 32 310
Bom tempo
FC do PORTO, 1 - Club Brugge KV, 0
(ao intervalo: 1-0)
FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe. Icván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), aos 61' Rúben Neves, Otávio, aos 79' Miguel Layún, Óliver Torres, Diogo J., aos 71' Jesùs Corona e André Silva.
Treinador: Nuno Espírito Santo
Árbitro: Umberto Uncliano Mallenco (Esp.)
GOLO: aos 37', por André Silva, na sequência de pontapé de canto executado na esquerda da baliza sul do Estádio, com o ponta de lança portista a desviar de cabeça ao primeiro poste a bola que vai entrar numa trajetória em arco no lado contrário, depois de ter batido na cabeça de um defesa belga e ganho o efeito.
O objetivo era ganhar e foi alcançado. Mas o pior dos cenários esteve à vista e não devemos negá-lo: pior teria sido perder (ou até não ganhar) com esta exibição incipiente e tão preocupantemente desoladora como a que ontem a equipa azul e branca produziu no Dragão.
Esperava-se mais, bastante mais da equipa orientada por Nuno Espírito Santo, no sentido do nível coletivo da exibição, pois que nada há a apontar aos atletas quanto ao generoso esforço doado com o propósito de alcançar um resultado positivo. Contudo, agravaram-se nesta importante partida as incapacidades antes denunciadas, designadamente a exagerada imprecisão de passes na conclusão das jogadas, o abandono da circulação da bola pelas laterais e a persistente inoperância dos intervenientes nos remates para finalizar jogadas ditas de golo.
O Futebol Clube do Porto apenas esteve no comando do jogo em reduzidíssimos períodos e nunca conseguiu assumir o controle do insubmisso adversário. E teve que resolver situações bastante complicadas algumas delas não isentas de fortuna. Valeu o acerto da defesa e os desempenhos de alto nível dos dois centrais, Felipe e Iván Marcano, Danilo Pereira na linha intermédia e André Silva, à frente, ao lado e atrás.
Não conheço (ainda) as declarações aos media de Nuno Espírito Santo (nem dos atletas) no final da partida. Não sei, por isso, se o treinador do FC do Porto deu alguma explicação plausível a propósito da decisão de prescindir de incluir no onze inicial Miguel Layún e ter esperado (de novo) pelos sessenta minutos de jogo para fazer alterações. Por que manteve na partida Héctor Herrera tanto tempo, com o mexicano desorientado e, com cartão amarelo, em risco de expulsão. Por que...
Sofrer e sofrer; quando aos 25' a bola carambolava dentro da área portista e Óliver Torres postado em frente a Iker Casillas tem o braço direito aberto onde ela bate e Mallenco perdoa ao compatriota a falta passível de livre de onze metros; no suspense provocado por Iker Casillas acontecido aos 79' ao repor a bola em jogo para a frente da área numa atitude de principiante repetente, a qual foi intercetada pelos belgas e anulada por Iván Marcano (?), cedendo canto. E, aos 85' ao ver o guarda redes com mais jogos realizados na estatística do Real Madrid a "palmar" o golo do empate merecido da melga belga. Meu Deus, meu Deus, até quando!?...
Danilo Pereira tem direito à valoração de "Melhor do Jogo". À altura dele, André Silva, Felipe e Ivan Marcano.
Tendo poupado ao FC do Porto um penalti e quiçá o adeus à qualificação nesta fase da Liga dos Campeões, não escapa apesar disso a um "suficiente -" na avaliação do seu trabalho. Umberto Mallenco não está ao nível dos melhores árbitros de Espanha, longe disso e, se arbitrasse em Portugal, "empatava" com Motas, Veríssimos, Pinheiros, Almeidas, Paixões, Xistras e Capelas, numa irmandade de suprema incompetência.
Pinheiro manso e o auxiliar só podem desculpar-se com o nevoeiro no Bonfim
Liga NOS
9ª jornada
Estádio dos Arcos, em Setúbal
2016.10.29
Vitória de Setúbal, 0 - FC do PORTO, 0
FCP: Iker Casillas, Miguel Layún, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, aos 74' Rúben Neves, Hèctor Herrera (C), aos 62' Jesùs Corona, Otávio, Diogo J., aos 74' Yassine Brahimi e André Silva.
Equipamento: alternativo de cor preta.
Treinador: Nuno Espírito Santo.
Árbitro da AFBraga, José Pinheiro.
Três adversários teve o Futebol, Clube do Porto que enfrentar no Estádio dos Arcos, em Setúbal: o primeiro, José Pinheiro e os seus correligionários vermelhos, de Braga; o segundo, a ineficácia da equipa na conclusão das inúmeras jogadas de golo iminente criadas no decorrer do "massacre" da equipa do norte que decorreu nesta partida; terceiro, o adversário.
É o que se pode classificar de resultado condicionado por erros graves de arbitragem a que somente escapou a invalidação de um golo a favor da equipa a sul do Seixal, obtido na execução de livre onde não existiu falta alguma e concluído numa situação de fora de jogo de cerca de um metro.
O problema da eficácia na conclusão de jogadas passíveis de golo que a equipa criou e não aproveitou é da exclusiva responsabilidade do treinador Nuno Espírito Santo e da sua equipa técnica e só a eles compete resolver. No jogo de Setúbal os jogadores do Futebol Clube do Porto mostraram-se incapazes de converter em golo algumas excelentes ocasiões para construir uma vitória robusta e falharam. A culpa, também neste capítulo não ficará solteira por escassearem pretendentes.
Independentemente da aleatoriedade do resultado que uma partida de futebol contém, não é aos árbitros permitido agir de forma a condicionar o trabalho de uma equipa a favor da outra (ou de outras porque a prova é coletiva sujeita a efeitos colaterais...). É impensável que Pinheiro e os seus parceiros não tenham consciência de que é assim e não de qualquer outro modo.
Não haverá observador nesta partida com o mínino distanciamento clubista e dotado de honestidade, que não confirme que o árbitro da AF de Braga, José Pinheiro, teve uma atuação descaradamente persecutória em claro prejuízo do Futebol Clube do Porto. No decorrer de toda a partida e não somente no lance em que Otávio sofreu inequívoca falta passível de ser punida com a marcação de grande penalidade, mas numa inacreditável constatável parcialidade de critério na avaliação das disputa de bola individuais desde o início ao fim da partida nas quais aos jogadores portistas foram apontadas faltas inexistentes enquanto aos sadinos foram consentidas irregularidades não sancionadas. Para exemplo, reveja-se o lance que aconteceu aos 77' de jogo em que Pinheiro (ou o seu auxiliar) ordenou o livre que resultou no golo anulado por fora de jogo e descortinem a falta que lhe deu origem. E, nos últimos vinte minutos de jogo, o desconserto do chefe da orquestra foi absurdamente inadmissível.
A segunda equipa em campo que o Futebol Clube do Porto também não conseguiu derrotar, equipava de vermelho. O chefe da trupe encarnada é conhecido adepto do atual líder do campeonato, por coincidência o adversário que veste camisolas da mesma cor e vai estar no próximo jogo no Dragão. Curioso, nem de propósito este resultado desfavorável antes de uma partida de tamanha importância para a decisão do vencedor da prova. Contudo, o clube da Dona Victória jogará com uma almofada de conforto de cinco pontos que uma derrota possível não chegará para o desalojar da cadeira. E, se se juntarem as pontas do lenço facilmente se destapará o "véu diáfano" que paira sobre o intrigante processo dos kits, vouchers e camisolinhas eusebianas que há de acabar ao mesmo tempo que forem liquidados os milhões dos calotes ao Novo Banco e à Caixa Geral de Depósitos...
E, fiquem tranquilos, haverá sempre um Soares Dias ou Jorge Sousa à "mão de semear"...
Então, e o jogo? Ah, o jogo... o baralho está marcado. Estou fora!
(O Jogo online)
Liga NOS
8ª jornada
Estádio do Dragão, Porto.
Hora: 20:30h
2016.10.22
Espectadores: 31 310
Tempo: chuva.
FC do PORTO, 3 - FC de Arouca, 0
(ao intervalo: 1-0)
FCP - Iker Casillas, Miguel Layún, Felipe, Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Óliver Torres, aos 65' Rúben Neves, Jesùs Corona, aos 65' Yassin Brahimi, André Silva e Diogo J, aos 80' Silvestre Varela.
Equipamento: oficial tradicional.
Treinador: Nuno Espírito Santo
Árbitro: Manuel Mota, AF Braga.
GOLOS: 1-0 aos 43', por ANDRÉ SILVA: Diogo J, no flanco esquerdo mete a bola para o centro da área onde o avançado portista atira para a baliza com serenidade; 2-0 aos 78', de novo por ANDRÉ SILVA em jogada de entendimento com Yassine Brahimi, com o André a dar para Jota e a receber deste a devolução do passe para picar com classe por cima de Bracalli; 3-0 aos 90'+1' por YASSINE BRAHIMI em jogada individual do argelino a entrar na área em dribles sucessivos concluída com um remate de "raiva" perto do poste sem defesa possível.
COMENTÁRIO:
Meia hora inicial de assédio à baliza do topo sul em ritmo estonteante com Jesùs Corona no flanco direito a baralhar a defesa arouquense em dribles curtos e a levar a bola ao interior do poste da baliza de Bracalli aos, 5' em remate a concluir jogada individual espetacular. Sempre adiantada em sessenta metros do relvado, a equipa da casa desacelerou o ritmo depois da meia hora de jogo mas continuou à procura de um golo tranquilizador, o que apenas viria a consegui a dois minutos antes do intervalo. Resultado escasso, nesta altura, dadas as oportunidades criadas, com destaque para uma de Óliver aos 10' e, aos 34' e 45', por Diogo J. No recomeço da partida a toada de jogo não se alterou apesar da equipa de Lito Vidigal tentar uns tímidos arremedos de querer entrar no meio campo portista, anulados sem grandes dificuldades. Aos 67', Yassine Brahimi é agarrado por um adversário dentro da área, contudo Manuel Mota achou que o argelino se atirou para o relvado para as orações da noite a Alá e não quis perturbar. Já anteriormente, aos 58', André Silva, isolado dentro da área é puxado pela camisola; contudo, nem o árbitro magarefe nem ao auxiliar apetece apontar a falta que o derrube merece.
A crescer a ganhar é bom. O Futebol Clube do Porto vence a crescer. Ontem esteve mais tempo melhor do que em Brugges, também outra coisa não seria de esperar, não querendo isto significar que os arouquenses jogaram ainda menos do que os belgas. Vamos ver como será nos próximos jogos em Setúbal e no Dragão onde se esperam bem maiores dificuldades do que contra esta equipa bem organizada mas bastante fragilizada orientada por Lito Vidigal
A defesa portista não comprometeu e os seus componentes dão sinais de melhor entendimento e bom nível de autoconfiança; no miolo continuam as maiores fragilidades da equipa porque é neste setor onde o jogo se define. Falta aqui um verdadeiro "catedrático" ainda que Otávio possa vir a assumir este importante lugar e Yassine Brahimi venha a merecer um papel de primeira figura. Como ontem o génio brasileiro não alinhou, a debilidade do coração da máquina foi (ainda) mais notada. Na frente há a esperança de que Óliver Torres, Diogo J e André Silva venham a ser a trindade mais sublime dos últimos anos vista nos estádios de Portugal e da Europa.
Fiquei impressionado com a explosão de raiva de Yassin Brahimi depois da obtenção do terceiro golo, resultante da segunda tentativa para o conseguir sozinho em dribles sucessivos. Se teve intenção de se "vingar" dos assobios com que alguns pretendem mostra-lhe desagrado da sua forma de jogar, compreendo e aplaudo. É sinal de que não está contente consigo próprio e a explosão é natural.
Se os jogadores lhe tivessem complicado o trabalho, Manuel Mota voltaria a mostrar a sua falta de qualidade para ser juiz de futebol. Não basta apenas soprar na gaita.
(O JOGOonline)
Liga dos campeões
Fase de grupos
3ª jornada - 1ª mão
Brugges (Bélgica)
2016.10.18
Espectadores: cerca de 28000
Apoiantes do FCP: 2000
Clube Brigge KV, 1 - FC do PORTO, 2
(ao intervalo: 1-0)
FCP: Iker Casillas, Miguel Layún, Felipe, Iván Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), aos 60' Yacine Brahimi, Óliver Torres, Diogo J, aos 60' Jesùs Corona, Otávio, aos 72´André André e André Silva.
Equipamento alternativo: cor amarela.
Treinador: Nuno Espírito Santo.
Árbitro: Paolo Taglianento (Itália)
MARCADOR: 1-0, aos 12', por Vossen, que pela esquerda passou por Miguel Layún sem oposição ativa, rematou no interior da área contra Felipe, tendo a bola a sobrado no centro da mesma para o belga, sem marcação e beneficiando da passividade de M. Layún, apontar calmamente para o lado superior esquerdo da baliza sem hipótese para Ikar Casillas Aos 68', por Miguel Layún, no aproveitamento rápido de contra ataque a partir da linha do meio campo, servido por passe para a facha direita de Otávio, com o mexicano a ganhar posição em corrida e junto da linha da grande área a bater forte e colocado fora do alcance do guarda redes do Brugge. Excelente lance de futebol e belo golo. O tento do triunfo aconteceu aos 90'+2' (a 1' do termo da compensação) da partida na conversão de pontapé de grande penalidade apontada por André Silva de forma imparável (para o lado contrário do movimento do guarda redes), por rasteira inequívoca sobre Jesùs Corona.
COMENTÁRIO DO JOGO
Para efeitos de qualificação para a fase seguinte, o triunfo nesta partida era absolutamente crucial. Sem obter os três pontos em jogo, as aspirações do Futebol Clube do Porto na prova maior do futebol europeu terminavam aqui.
A massa adepta portista tinha fundadas razões para acreditar que a equipa tinha condições para ultrapassar o campeão belga de Michel Preud'Home. Pelo que foi dado perceber nos media centralista portugueses, os portuenses iriam encontrar menos dificuldades para vencer fora os comandados do antigo guarda redes encarnado do que aquelas com que se deparou no jogo da Taça de Portugal, no Dragão, para bater o CD da Gafanha para a Taça de Portugal. E, por mais que se realce que não há jogos ganhos antes de se jogarem, não falta quem embarque nos cantos da sereia e por ela se deixe enganar dando por adquirido o que só a classe pode dar. Certo é que nas últimas prestações do FC do Porto foram apontadas algumas melhorias na produção do jogo da equipa e nas prestações individuais, que vieram criar uma onda positiva de otimismo quanto a valia da equipa e esperançosos desempenhos futuros. Por isso, para além de um inquestionável triunfo na partida, do Futebol Clube do Porto aguardava-se que esta viagem a Brugges constituísse a confirmação das boas impressões dadas nos últimos jogos.
A realidade crua e nua é a de que o Futebol Clube do Porto, sim, cumpriu um objetivo imediato vencendo, mas, falhou redondamente quanto à demonstração do atual valor da equipa.
Os primeiros vinte e cinco minutos do Dragão foram atrozes. Mau de mais. Um desnorte completo, um retrocesso na qualidade do jogo coletivo, uma anarquia posicional das pedras no relvado. Valeu a fragilidade do adversário ao Dragão, porque, fosse o Brugges, neste momento, um conjunto de categoria e o desenrolar do jogo em noventa minutos seria um suplício insuportável de ver para os adeptos portistas. É certo que à meia hora a equipa portuguesa deu sinais de pretender assumir o jogo, desceu em jogadas quase sempre em rasgos individuais até à área contrária, mas sem inspiração e sem eficácia não o conseguiu.
Espantosamente, Nuno Espírito Santo, a perder e a ver o descalabro da sua equipa, apenas uma hora decorrida procedeu a alterações, fazendo entrar Yassine Brahimi e Jesùs Corona, saindo Diogo J. e Hèctor Herrera. Aos 72' André André substituiu Otávio. Aí, sim, o Futebol Clube do Porto, conseguiu ser nitidamente melhor do que o Brugge, construiu jogadas para dezanove remates à baliza contra três da equipa da casa e virou o resultado desfavorável para um triunfo "in extremis" embora de penalti, pela diferença de 1-2, sem poder negar que a sorte o bafejou.
Iván Marcano confirmou o bom momento de forma que está a atravessar. Miguel Layún, um desastre na acumulação de erros, salvo no equilíbrio da balança pelo grande remate que deu o empate. Iker não falhou, Felipe não jogou. Alex Telles fity-fity; Hèctor Herrera, erra e emperra de mais, tem jogos que atrapalha mais do que trabalha; Danilo Pereira, esteve bastante bem na luta e na vontade de empurrar a equipa par a frente, conseguiu, o que se poderia dizer, um bom jogo. Otávio, muito vigiado e apertado pelos defesas, foi quem mais se distinguiu no ataque. Jota, em esforço, não pode ser criticado mas não lhe correu bem quanto ao resultado do empenho. Óliver Torres andou apagado bastante tempo para aparecer na meia hora final no melhor da equipa. André Silva, não recebeu expediente preparado para colocar a sua assinatura. Fantástico na frieza de que se revestiu na marcação de um penalti de tanta responsabilidade. André André, dentro do que se lhe pode exigir.
Tanto Yassine Brahimi como Jesùs Corona, foram fundamentais para a remontada mo marcador. Porque, foram responsáveis influentes na viragem, dir se à que entraram no hora certa. Sorte tem o Nuno ES pois ninguém poderá garantir que tivesse sido a mexida mais cedo o sofrimento não teria existido.
NOTA FINAL: Voltou à equipa do FC do Porto o péssimo (e intragável!) recurso aos passes para a retaguarda e para os lados, dando tempo de sobra para que o adversário pudesse recompor-se. Não devem ter reparado, mas eu não me recordo de, em todo o tempo de jogo, de ter visto os jogadores do Brugge atrasar a bola, uma vez que fosse.
Com duas ou três faltas (mal) apontadas contra do FC do Porto, o árbitro italiano Paolo Taglianento e os seus auxiliares não prejudicaram o resultado final.