domingo, maio 01, 2016

ARBITRAGEM CONDICIONOU RESULTADO.

      Tive a oportunidade de ver na tv em diferido a segunda parte do jogo realizado ontem à tarde no Dragão, o qual terminou com a derrota do Futebol Clube do Porto com o resultado de 1-3 a favor do clube lisboeta. Comentei o jogo na manhã de hoje aqui no Dragão, Sempre! sem ter lido jornais ou resumos de imagens sobre a partida na tv tentando escrever, em síntese, o que vi ao vivo no estádio e extrair daí as conclusões que me pareceram conformes, agora numa situação em que não estava em estado de stress nem a pressão que senti no decorrer do jogo. Algo surpreendido, constatei que nem o Futebol Clube do Porto jogou tão mal como fiquei convencido, nem o Sporting realizou a exibição tão convincente que merecesse o prémio da vitória. 

      Por isso, não tenho agora nenhuma dúvida de que não fora a fatal tibieza do sr. Artur Soares Dias e a sua condição humana de errar sempre em prejuízo do Futebol Clube do Porto (lembro-me de repetente do jogo realizado na última época na Luz) o resultado do jogo teria sido outro bem diferente, apesar das abébias dadas pelos centrais portistas e os desperdícios de Aboubakar e Hector Herrera (uma vez). Soares Dias humanizou-se demasiado nos lances em que Jesùs Corona e Aboubakar sofreram faltas passíveis de marcação de grandes penalidades e, com isso, interferiu dolosamente na verdade do resultado. Deixe-se caro sr. de subtertúgios querendo passar por aquilo que não é. Se o argumento que invoca de que "errar e humano" fosse regra de direito aceite em juízo não havia cadeias com bandidos em nenhuma parte do mundo...

NÃO HAVIA NECESSIDADE, SR. SOARES.

FC Porto-Sporting, 1-3 (destaques dos dragões)

Liga NOS
34ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto
2016.04.30 - 18:30h


                FC do PORTO, 1- Sporting, 3
                                 (Ao intervalo: 1-2)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Martins Indi, Chidozie,aos 85' André Silva,  José Angel, Danilo Pereira, Sérgio Oliveira, aos 61' André André, Hèctor Herrera (C), Jesùs Corona, aos 68' Silvestre Varela, Aboubakar e Yassine Brahimi.

Treinador: José Peseiro.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)

MARCADOR: 0-1, aos 23' por Slimani, 1-1 por Hèctor Herrera (gp) aos 34', aos 44' de novo por Slimani, e,1-3 aos 86' por Bruno César, com a colaboração de Iker Casillas.


         (Estive no Dragão) 


      Numa síntese global deste jogo poderá afirmar-se que o Sporting CP se mostrou globalmente (muito) melhor do que o FC do Porto e o triunfo obtido traduz, em certa medida, o que as equipas produziram no relvado. Todavia, fatores houve que facilitaram a vida à equipa de Jorge Jesus: a diferença de eficácia na concretização das oportunidades de golo criadas por ambas as equipas, as gritantes incapacidades de toda a defesa e guarda redes portista e o desumanidade provada do sr. Artur Soares Dias, incapaz de arbitrar jogos onde estiver o FC do Porto.

       Ambos os conjuntos criaram excelentes oportunidades de fazer golos e, neste capítulo os Dragões levaram vantagem aos leões: duas bolas bateram no poste e na barra, Hèctor Herrera, Aboubakar (por três vezes) e Jesùs Corona esbanjaram lances que não deviam, o sr. Soares fez o resto ao não castigar com uma grande penalidade um empurrão nas costas feito por Coates sobre Aboubakar. Mas o sr. Soares, humano como se afirma ser, foi sempre muito pronto a assinalar faltas aos jogadores leoninos quando os do Porto estavam no seu meio campo e intentavam partir para o ataque e deixava  por punir as que eram cometidas quando os portistas ultrapassavam a linha divisória do relvado. Igual a si próprio, convencido, arrogante, alinhado protegido a trabalhar para a carreira...!

       Ganhar esta partida era uma questão de defesa do prestígio do Clube e uma oportunidade de poupar aos adeptos mais uma desilusão, já que a posição na tabela do FC do Porto não poderia ser alterada em caso de vitória. Foi mais um objetivo falhado a somar aos muitos que fizeram negra a participação da presente época. Valha-nos ao menos que neste encontro não se poderá dizer que não houve empenho esforçado de todos os jogadores e que  não deram tudo o que nesta circunstância podem e sabem para superar a superioridade do conjunto alfacinha. Resta-nos reconhecer com fair play que perdemos contra a melhor equipa do campeonato, constituída por jogadores quase todos de bom nível e que pratica um excelente futebol de ataque sustentado por uma defesa sólida e coesa.

        Iker Casillas teima em mostrar que é uma aposta desportivamente falhada.  Martins Indi, Chidozie e José Angel foram "comidos" como passarinhos em azeite com penas e ossinhos; Jesùs Corona, Aboubakar e, depois, Silvestre Varela, deram nas vistas por se mostrem incompetentes. Valor real só em Héctor Herrera, Maxi Pereira (a descer a cada jogo...) Danilo Pereira, Sérgio Oliveira e André André. José Peseiro, se for apreciado pelo que tem vindo a mostrar, tem que preparar os os patins para rumar ao Ribatejo onde há touros a amestrar: decisões suicidas condenadas à partida, futebol "à Octávio Machado ou Co Adrianse" é tudo a que os portistas nunca se poderão habituar.

         Haja esperança de que não haja sicuta na Taça, em Oeiras.

        

       

sexta-feira, abril 29, 2016

EM DEFESA DA DIGNIDADE E DA HONRA, LUTAR PELA VITÓRIA.

             

32.ª jornada da Liga com Clássico: convocados, lesionados e castigados
 (Maisfutebol)

              Em circunstância alguma aceitaria que o meu Futebol Clube do Porto participasse num jogo com o intuito de facilitar a vitória do seu adversário. Fico igualmente desconfortável com as derrotas, seja qual for o adversário e os fatores factuais que a ela podem estar associados. É sabido também que nenhuma vitória está garantida por antecipação, independentemente do valor relativo dos contendores e do local onde os jogos decorrem. Na aleatoriedade dos resultados está a verdadeira atração e a magia de um jogo de futebol.

          Se para um adepto sinceramente apaixonado o insucesso da sua equipa do coração nunca poderá ser festejado, pode o desgosto ser atenuado se ele reconhecer que a equipa lutou até ao limite das suas capacidades físicas e técnicas para obter o melhor resultado possível. O que jamais qualquer seguidor do FC do Porto poderá perdoar aos jogadores que vestem a  camisola azul e branca com o símbolo do Clube no peito é a de que eles estejam  no jogo a pensar em facilitar a vitória do adversário.

          Amanhã, no Dragão, é o Sporting CP a equipa que o FC do Porto vai ter que fazer tudo para derrotar. A equipa terá que deixar no balneário as contas do campeonato porque já não tem condições para as alterar a seu favor. A dignidade do símbolo que representa e tem imperiosa obrigação de garantir honrado, não consente facilitismos ou simulacros de jogos como outros praticam, seja em deslocalizar para o Algarve encontros da LigaNOS, Taça "da cerveja" ou até da LigaPro para tentar salvar descida de escalão a equipas B.

          "Errare humanun est", todos aceitamos como verdade cartesiana. Soares Dias erra como mortal que é. Ponto assente. Azar do Futebol Clube do Porto que sai sempre prejudicado por um Juiz que parece ter colocado a ascensão na carreira como prioridade de sucesso com a fatura a cargo do Clube da Invicta Cidade. 


         

domingo, abril 24, 2016

SEM BALDAS E COM ANDRÉ ANDRÉ E YASSINE BRAHIMI.


Por Tony Dias/Global Imagens
 
Liga NOS
Estádio Cidade de Coimbra
31ª Jornada
2016.04.23
Espectadores: cerca de 5000


                    Académica, 1 - FC DO PORTO, 2
                                    (Ao intervalo: 1-1)


FCP: Helton (C), Maxi Pereira,Danilo Pereira, Martins Indi, José Angel (ou Miguel Layún ou... Eliseu !?, a sport tv não esclareceu...), Rúben Neves, Sérgio Oliveira, aos 65' André André, Hèctor Herrera, Jesùs Corona, aos 86' Francisco Ramos, André Silva e Silvestre Varela, aos 63' Yacine Brahimi.

Treinador: José Peseiro.

Árbitro: Nuno Almeida (AF Faro)


                  O FC do Porto cumpriu a obrigação e passou em Coimbra com um triunfo merecido contra uma Académica em dificuldade para permanecer no primeiro escalão do futebol luso. Com uma única alteração em relação ao jogo contra o Nacional (Helton entrou para a baliza e Iker Casillas ficou no banco) os Dragões, não tendo estado ao nível do que fizeram contra os madeirenses, controlaram e estiveram melhor nesta partida do que os estudantes e alcançaram um triunfo merecido e sem mácula.

                  A Académica adiantou-se no marcador obtendo um golo de livre direto logo aos 25' numa execução perfeita de Pedro Nunes, sem que até ali fizesse o suficiente para merecer a vantagem. O FCP não se perturbou e obteve o empate aos 38' num remate muito vistoso de fora da área de Rúben Neves a concluir um pontapé de canto apontado por Sérgio Oliveira. Até ao intervalo a equipa de José Peseiro criou boas situações de ataque aos 53', 54' e 56', mas Sérgio Oliveira, Maxi Pereira e André Silva falharam, respetivamente, na conclusão dos lances.

                  No período complementar a Académica impertigou-se e ameaçava com mais perigo do que conseguira na primeira parte. Peseiro adiantou-se às possíveis consequências de um enfraquecimento do setor intermediário e fez entrar André André para o lugar de Sérgio Oliveira aos 65' depois de antes, aos 63' ter chamado ao jogo Yasine Brahimi. As alterações produziram os melhores resultados com o argelino beneficiando da oportuna ajuda de André Silva e iludir Pedro Trigueiro e a colocar a sua equipa em vantagem, aos 66'. A equipa coimbrã tentou reagir chamando ao jogo o rápido Marinho e aos 77' em jogada iniciada na situação de fora de jogo e aos 88' em remate de longe que caiu em cima do travessão ameaçaram com o empate a duas bolas. Ainda assim, foi o FC do Porto que aos 72', 78' e 82' esteve a ponto de aumentar a vantagem em jogadas de grande aflição para a defesa da casa.

                 Ao nível do desempenho individual Maxi Pereira esteve alguns pontos acima doa demais. Danilo Pereira e Martins Indi não cometeram erros e estiveram em bom plano. Sérgio Oliveira e Hèctor Herrera, não tão bem como há oito dias atrás. André Silva, melhor na segunda parte do que no período inicial teve um desempenho muito bom na luta  dura marcação que que travou com a defensiva contrária, mas, apesar disso esteve por duas vezes perto de obter o golo que procurou e merecia. Acabou "nas lonas" como se diz na gíria. Yassine Brahimi e André André deram uma maior dimensão ao futebol da equipa e revelaram-se fundamentais para a obtenção de um triunfo necessário nesta fase menos boa da equipa. Esperava bastante mais de Silvestre Varela, José Angel e, sobretudo, de Jesùs Corona.

                 Por culpa de Nuno Almeida, Evandro está afastado da equipa por lesão provocada por entradas sucessivas faltosas de jogadores axadrezados na partida do Bessa que ele permitiu sem sanção. Ontem, os três primeiros cartões amarelos exibidos foram aplicados a jogadores do FC do Porto. Usou critérios desiguais em faltas idênticas. Aos 72' ficou um canto por assinalar a favor do Porto e aos 77' permitiu que a Académica estivesse perto de marcar em jogada ilegal por fora de jogo. Não é nem parece jamais vir a ser um árbitro de futebol isento e competente.

segunda-feira, abril 18, 2016

À PORTO, COM JORGE NUNO PINTO DA COSTA!


(Por Ivan del Val/Global Imagens- o jogo online)

Liga NOS
30ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto
2016.04.17


    FC do PORTO, 4 - FC Nacional (RA Madeira), 0
                                         (Ao intervalo: 2-0)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Danilo Pereira, Martins Indi, José Angel, Hèctor Herrera (C) Rúben Neves, Sérgio Oliveira, aos 81' Francisco Ramos, Jesús Corona, André Silva, aos 75' Aboubakar, e Silvestre Varela, aos 86' Marega.

Treinador: José Peseiro

Árbitro: Luís Ferreira (AF Braga)

Registo dos golos: 1-0 aos 2', por Silvestre Varela em remate forte de pé esquerdo  à entrada da área com a bola a descrever uma curva e a entrar junto ao poste. Um belo lance de futebol. 2-0 aos 9' por Hèctor Herrera, na sequência de uma jogada que principia à entrada do meio campo dos insulares com Jesús Corona, na direita, a servir Héctor Herrera do lado contrário com o capitão portista a dominar e a rematar cruzado, forte e rasteiro, sem chance de defesa para Rui Silva: 3-0 aos 67' por Danilo Pereira, concluindo de cabeça junto à baliza uma jogada em que participaram Sérgio Oliveira e Jesùs Corona; 4-0 aos 85' por Aboubakar picando a bola sobre a cabeça de Rui Silva com  calma e muita técnica, mas o ponta de lança camaronês recebeu a bola em posição clara de fora de jogo.


              E de um jogo para outro o Futebol Clube do Porto apareceu renovado e diferente para (muito) melhor do que até agora tinha mostrado ser capaz de fazer desde que José Peseiro assumiu o comando da equipa. Partindo para um jogo com a imperiosa necessidade de vencer depois dos desaires anteriores e enfrentando um adversário com tradição em criar dificuldades quando joga no Dragão,  o treinador do FC do Porto arriscou em fazer alterações profundas no escalonamento dos jogadores mais utilizados, fazendo alinhar José Angel, Rúben Neves e André Silva, até aqui pouco utilizados, fez deslocar Danilo Pereira para a posição de defesa central, prescindindo de Miguel Layún, Aboubakar e Suk que fez sentar no banco de suplentes, não podendo contar com Yassime Brahimi a cumprir castigo por acumulação de cartões amarelos.

               O encontro principiou com a equipa portista praticamente a vencer com o excelente golo de Silvestre Varela logo aos 2' na primeira vez que se acercou da baliza de Rui Silva. Não se poderá dizer que o avanço no marcador não tivesse funcionado como um bom  tónico para o que se viu a seguir e praticamente durante toda a partida, com a equipa a jogar sem acusar ansiedade ou nervosismo praticando futebol de boa qualidade sendo capaz de criar jogadas com a bola a circular entre vários jogadores sem muitas perdas de bola ou passes errados. Sempre com o sentido de chegar à baliza contrária e manter no seu meio campo a equipa do experiente e ambicioso do seu  treinador  Manuel Machado, os dragões procuravam o golo com afã e determinação, criando lances que apenas não deram mais expressão numérica ao resultado final por mérito do seu guarda redes Rui Silva que evitou "golos cantados" aos 18', 33', 37' e 39' no período inicial do jogo, havendo que contabilizar em relação aos insulares boas situações de bater Iker Casillas aos 20', 25´e aos 35', esta resultante de um erro de Silvestre Varela. No retomar do jogo Corona andou perto do golo aos 50', André Silva aos 55' e aos 67', aos 83' por Hèctor Herrera que proporcionou a defesa da noite ao guarda redes da Madeira, para, aos 90' ser Jesùs Corona a facilitar-lhe a vida rematando contra ele uma boa situação para o bater.

               O FC  do Porto logrou uma conseguir uma exibição equilibrada em todo o tempo de jogo mantendo a partida viva de princípio ao fim perante um adversário que lutou bastante procurando contrariar a clara superioridade do seu adversário. Houve empenho, entrega e concentração no jogo por parte de todos os jogadores, que deram prova da vontade de mudar o rumo negativo dos últimos tempos.

               Com mais ou menos  exuberância nos pormenores, não encontro nenhum atleta com prestação negativa neste encontro. Iker Casillas resolveu bem duas situações mais difíceis, Maxi Pereira subiu de rendimento depois de um início mais apagado, Danilo Pereira muito bem a central, como Martins Indi. José Angel apareceu em forma e lidou muito bem na sua posição quase sempre lançado no ataque em colaboração com Silvestre Varela, a jogar quase sempre por dentro. O trio do meio campo funcionou em pleno com Hèctor Herrera a assumir as funções de maestro e Sérgio Oliveira e Rúben Neves muito ativos e assertivos nas posições e lançamentos de longa distância. Na frente, Jesùs Corona produziu lances de qualidade a par de um ou outro menos conseguido, mas foi o "quebra cabeças" para a defesa do Nacional. André Silva tinha sobre si as atenções do estádio e saiu-se bem no desempenho tendo entrado em lances que poderiam dar volume ao resultado final. Silvestre Varela, quase sempre a atuar em zonas interiores, logrou atingir excelente nível e durou mais tempo do que era habitual. Aboubakar integrou-se no ritmo e espírito do grupo, fazendo o gosto ao pé no chapéu a Rui Silva, mesmo que o lance fosse precedido de claro fora de jogo.

              Luís Ferreira considerou que Jesús Corona não foi derrubado dentro da área aos 36'. Pelas imagens, entendo que houve falta para a marcação de uma grande penalidade, mas concedo-lhe o benefício da dúvida. Houve erro na validação do lance que resultou no golo de Aboubakar. Contudo, aos 78' foi cortada indevidamente uma jogada por fora de jogo assinalado a Jesùs Corona que este poderia ter convertido em golo.

segunda-feira, abril 11, 2016

VERÍSSIMO ERRO ABATE DRAGÃO NA MATA REAL.



Liga NOS
29ª Jornada
Estádio da Mata Real, em Paços de Ferreira
2016.04.10 - 18:15H

     FC Paços de Ferreira, 1 - FC do PORTO, 0
                               (Ao intervalo: 0-0)

FCP: Casillas, Maxi, Chidozie, aos 76' André Silva,  Indi, Layún, aos 86' José Angel,  Herrera (C), Danilo, Sérgio Oliveira, Corona, Brahimi na 2ª parte, Suk e Varela
Treinador: José Peseiro

Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)


GOLO: aos 80', por Diogo J num remate que teria morrido nas mãos de Casillas se não tivesse batido em Indi, em jogada perdida por Layún que entregou a bola a um adversário junto à área.

       Depois de "ter batido no fundo" com a derrota sofrida no estádio do Dragão contra o último da classificação geral, o menos que eu poderia esperar seria que o Futebol Clube do Porto vencesse o modesto Paços de Ferreira na Mata Real, dando deste modo um sinal por insignificante que fosse de que a equipa estava disposta a "mudar de vida" e interessada em recuperar o prestígio perdido. Todavia, a realidade que passou diante dos meus olhos foi a de que este Dragão está infetado por um virus altamente maligno a exigir medidas profiláticas de fundo que possam travar o avanço devastador do mal que o debilita.

       Apresentando-se em Paços de Ferreira com uma equipa onde apenas Aboubakar não mereceu entrar (Brahimi, habitual titular entrou para fazer a segunda parte), o Futebol Clube do Porto manteve o seu habitual modelo de jogo não sendo notada no desenrolar do encontro qualquer iniciativa diferente para desmontar o sistema defensivo montado pelo treinador do Paços de Ferreira. Mais do mesmo, era o comentário que me ocorria à medida que o tempo passava e o resultado a zero se mantinha. É certo que uma ou outra jogada gizada pela equipa portista poderia ter mudado o rumo das coisas, sobretudo nos últimos quinze/vinte minutos do tempo jogado, mas mesmo que a derrota pudesse ter sido evitada sempre teria deixado um sabor de insatisfação.

        É irrelevante dizer-se que o FC do Porto fez mais para merecer ganhar um jogo que o Paços de Ferreira venceu com o único remate que fez direcionado à baliza de Casillas em 90'+5'. Também o facto de ter estado mais vezes perto de bater Defendi e de o não ter conseguido por mérito deste ou falta de sorte muda o que quer que seja relativamente à "obrigação" que o Futebol Clube do Porto tinha em não ser derrotado nesta jornada.

       Embora com algumas melhorias todos os jogadores do Porto tiveram desempenho idêntico ao que vêm fazendo esta época. Layún, ainda pior. Herrera, Sérgio Oliveira, Chidozie, Suk e André Silva ainda tiveram apontamentos aceitáveis.

       Quando algo tem que correr mal corre necessariamente mal, segundo a conhecida teoria filosófica. Para além dos males próprios e azares  reconhecidos que nos atingem, ainda temos que "gramar" árbitros "programados" para lesar o esforço da equipa portista para sair do fundo do poço. Agora foi Fábio Veríssimo, vindo de Leiria para ver faltas e amarelar os jogadores do FC do Porto "porque sim" e permitir que aos 80' de jogo e antes do Paços marcar o golo que ditou a derrota portista, tivesse deixado que um defesa pacense andasse com SUK ao colo dentro da área num cena que ocorreu à frente do seu aguçado nariz.