domingo, março 20, 2016

EM SETÚBAL CUMPRIU-SE A TRADIÇÃO.

Sérgio Oliveira marcou o golo da vitória do FC Porto e garante que os jogadores continuam a acreditar no título (O Jogo online)
Liga NOS
27 Jornada
Estádio do Bonfim (Setúbal)
2016.03.19

                Vitória de Setúbal, 0 - FC do PORTO, 1
                                          (Ao intervalo: 0-1)

FCP: Casillas, Maxi Pereira, Chidozie, Martins Indi, Miguel Layún, Héctor Herrera (cap.), Danilo Pereira, Sérgio Oliveira, Jesús Corona, aos 74' Marega, Aboubakar, aos 76' Suk, Yassime Brahimi, aos 89' Rúben Neves.
Treinador: José Peseiro

Árbitro: Manuel Mota (AF Braga)

GOLO: Aos 45', Sérgio Oliveira já dentro da área bate com potência a bola que ressaltara de Y. Brahimi, sem possibilidade de defesa

                    
                           Para além do triunfo merecido, a equipa do Futebol Clube do Porto tendo produzido uma exibição aceitável manteve a sua baliza inviolável interrompendo uma série de sete jogos em que sofreu golos. Tendo podido contar com alguns dos habituais titulares a defesa foi capaz de travar os avançados locais e sair do Bonfim com um triunfo animador.

                          O encontro decorreu sob o domínio e controle da equipa do norte durante grande percentagem do tempo e só nos momentos finais os setubalenses ameaçaram seriamente a baliza de Casillas, tendo estado perto de obter o empate a um golo em tempo de descontos não fora a bola ser travada por Maxi Pereira já perto do risco da baliza o que, a verificar-se seria manifestamente injusto dada a superioridade obtida e o número de oportunidades de aumentar o resultado de que o FC do Porto dispôs. Será exagerado pensar que o Futebol Clube do Porto logrou fazer uma grande exibição e todos os problemas de que tem padecido estão resolvidos mas é verdade que a equipa está a jogar claramente melhor do que há jogos atrás, há jogadores a subirem de forma e conjunto evidencia menos ansiedade e nervosismo.

                         Pelo golo que apontou e pela exibição que fez, Sérgio Oliveira merece voltar a ser o jogador mais valioso desta partida. Maxi Pereira e Héctor Herrera estão no mesmo patamar, seguidos de perto por Danilo Pereira. Se esquecermos um lance em que esteve perto de sofrer um golo estúpido, Iker Casillas esteve bem, como Chidozie depois dos minutos iniciais e, Martins Indi, sem erros. Miguel Layún, aplicou-se muito como é seu timbre mas nem sempre foi eficaz no último passe. Jesús Corona e Y. Brahimi, complicam os lances quando em posse da bola e Aboubakar, se não consegue fazer mais e melhor tem o lugar em risco. Marega, Suk e Rúben Neves com quinze minutos em jogo não devem ser avaliados. Todavia o sul-coreano mostrou-se bastante ativo como é seu timbre.

                         Manuel Mota teve um jogo fácil de dirigir e parece não ter cometido erros de vulto. Os jogadores facilitaram-lhe a vida e, desta vez, saiu do relvado incólume.

          

domingo, março 13, 2016

TRÊS GOLOS E TRÊS PONTOS MAGNÍFICOS.

FC Porto-União Madeira (Lusa)

Liga NOS
26ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto
2016.03.12
Assistência: 20309 espectadores

            FC do PORTO, 3 - União da Madeira, 2
                                       (Ao intervalo: 1-0) 

FCP: Casillas, Maxi Pereira, Chidozie, Miguel Layún, José Angel, Rúben Neves, aos 74' Sulk, Sérgio Oliveira, Héctor Herrera (cap), Jesús Corona, aos 90'+2' Marega, Aboubakar, aos 90'+2' Francisco Ramos e Yassime Brahimi.
Treinador: José Peseiro

Árbitro: Manuel Oliveira (AF Porto)

Golos: 1-0, aos 24' por Aboubakar; 2-0, aos 51', por Héctor Herrera; 2-1, aos 62' e 2-2 aos 67', por Danilo Dias; 3-2, aos 87', por Jesús Corona.


                                 Até aos sessenta minutos o jogo decorreu em metade do relvado. Neste período de tempo  equipa do famoso Norton de Matos conseguiu acercar-se com relativo perigo da baliza de Iker Casillas em contra ataques individuais aos 12' ,aos 34' e aos 45'; A equipa de Peseiro, no mesmo período de tempo entrou na área pelo meio de toda a equipa da Madeira e chegou  aos 2-0 em cerca de trinta momentos em que o poderia ter conseguido caso tivesse havido a eficácia necessária no último pontapé executado. Depois de ter consentido que a equipa do grande treinador Norton de Matos chegasse à diferença mínima no marcador e, depois, ao empate a duas bolas em consequência do desposicionamento da improvisada e inexperiente defesa portista e a aparente inação do antigo guarda redes do Real Madrid entre os postes, o FC do Porto deixou-se apanhar por uma onda de pânico e desorientação coletiva com reflexos na rentabilidade dos assaltos às redes contrárias, que só foi ultrapassado pelo estupendo remate de Jesús Corona da vitória inquestionável portista consumada aos 87' do encontro.

                                O melhor do jogo foram os golos obtidos pelo FC  do Porto. O primeiro resultou de um lançamento à distância de Sérgio Oliveira para Maxi Pereira, em esforço e de primeira, servir na área Aboubakar que surgiu rápido a desviar para a baliza. O segundo é o mais bonito dos três e é obra com patente de Héctor Herrera que depois de contornar numa finta com o corpo um defesa contrário teleguiou a bola para o ângulo da baliza oposto à sua posição sem chance de defesa. Belo golo!. O terceiro, que seria o da suada vitória e salvou a noite a Jesús Corona é a conclusão de jogada iniciada pelo extremo mexicano com a colaboração de Suk, o qual lhe devolve o serviço e, o remate final, feito de pé esquerdo no bico da área, traça o desenho de nota vinte.

                               O FC do Porto é forçado nesta fase atribulada muito difícil, a jogar cada jogo com jogadores de recurso. Os adversários sabem bem das fragilidades atuais que enfraquecem o Dragão e servem-se das táticas sujas ghiadistas para danificar a máquina em restauração. O grande treinador Norton de Matos, despudorado e querendo fazer dos outros idiotas como ele é, vem falar de uma bola que terá saído para além da linha e que não fosse esse gravíssimo erro do juiz de linha o colosso madeirense regressara `ilha com três pontos para o salvar da descida (quase certa) ao escalão donde nunca deveria ter saído. O grande treinador Norton de Matos tem razões de sobra para se orgulhar do comportamento dos seus jogadores por cumprirem à risca as instruções que lhes transmitiu depois da equipa de que é responsável ter chegado ao empate...

                               Gostei da entrega ao jogo até aos limites do esgotamento de Sérgio Oliveira, da classe de Héctor Herrera, a fazer de maestro para levar a equipa para a frente, da garra de Maxi Pereira e dos processos simples de entregar a bola jogável. Alguns bons passes de longa distância de Rúben Neves e do esforço de Yassime Brahimi em mostrar que é melhor do que tem revelado ultimamente. Jesús Corona subiu com  o decorrer do jogo depois de um começo dececionante. Melhorou em zonas de atuação interiores e foi influente nos últimos minutos da partida. 

                              Manuel de Oliveira não teve que decidir lances "apertados". Não vislumbro falta de Chodozie no encosto ao jogador madeirense, como não me pareceu ser penalti num lance em que Suk interveio e reclamou ter sido puxado na camisolo. Há ainda na primeira parte um canto que ficou por aponta a favor do FC do Porto, porque a bola tocou no defesa forasteiro antes de sair.


segunda-feira, março 07, 2016

ROUBAR E ROUBAR, É O QUE ESTÁ A DAR.

Sp. Braga-FC Porto (Lusa)
 (Maisfutebol)

Liga NOS
25ª Jornada
Estádio Municipal de Braga
2016.03.06

                          SC Braga, 3 - FC do PORTO, 1
                                    (Ao intervalo: 0-0)

FCP: Casillas, Maxi Pereira, Marcano, Martins Indi, Layún, Rúben Neves (75' Marega) Danilo Pereira, André André (72' Corona), Herrera (cap), Suk (61' Aboubakar) e Brahimi.
Equipamento: tradicional.

Treinador: José Peseiro

Árbitro: Xistra (AFCB)

GOLOS: 1-0, aos 71', por Hassan, beneficiando de um erro do central Marcano ao não acertar na bola quando  pretendia anular um ataque do Braga, com o africano perto a desviar para o golo; 1-1, aos 87', por Maxi Pereira, concluindo de cabeça um primeiro remate de Herrera contra o guarda redes; 
2 -1, aos 89', por Rafa a desviar para a baliza uma assistência de Hassam pelo lado esquerdo; 3-1, aos 90'+2', por Alan o qual, escassos metros dentro do meio campo portista rematou com toda a tranquilidade para a baliza deserta do FC do Porto, depois de ter deixado plantado no relvado o imprevisível ex-Real Madrid Iker Casillas que a abandonara de forma incrivelmente intempestiva e injustificada.


O embate entre o terceiro e quarto classificados do campeonato constituiu um emotivo espetáculo de futebol. Até cerca da meia hora de jogo a equipa portista esteve por cima do Sporting de Braga que, nos último quinze minutos do primeiro período equilibrou a balança igualando o seu adversário no jogo sem contudo ter criado tantas oportunidades de golo como os visitantes. Suk aos 6' executa um remate cruzado que Marafona desvia com dificuldade para canto. Aos 9' o fiscal de linha anula por off-side a Suk inexistente; Aos 15' Suk sofre falta dentro da área e não foi sancionada; aos 24' Brahimi de livre direto remata ao poste; aos 27' Suk executa um remate que um defesa desvia para canto que fica por assinalar; aos 28' Rafa atira por cima da baliza a bola no primeiro remate do encontro para a sua equipa; aos 34' os arsenalistas poderiam ter aberto o marcador numa jogada em que Danilo perdeu a bola em falta e que não foi assinalada, com Hassan a tentar um chapéu sobre Casillas e Maxi a salvar à segunda tentativa. O treinador do FRC do Porto acaba expulso ao protestar o erro do árbitro. Marcano, ao 39' emenda para a baliza um pontapé de canto mas a bola sai alta.

No período complementar os bracarenses tomaram a liderança na partida e o Futebol Clube do Porto nunca deu indícios de poder recuperar a superioridade manifestada no primeiro tempo. Tendo consentido o adiantamento no marcador ao Braga num momento crucial do encontro os portistas reduziram praticamente a zero as hipóteses de reverter o resultado a seu favor, tanto mais que as substituições entretanto feitas não trouxeram a mínima vantagem para a melhoria do futebol que a equipa estava a conseguir mostrar. Apesar de ter chegado ao empate no golo de Maxi Pereira. o FC do Porto cedeu rapidamente perante o acerto da equipa de Paulo Fonseca, obtendo com naturalidade dois golos em jogadas muito bem delineadas tirando partido da desorientação incrível da defesa e da "palhaçada" protagonizada por Iker Carbonero, com emprego certo num banco falido ou manequim de uma loja de langerie.

Este Xistra é um nojo! A nomeação desta trupe de malfeitores alvicastrense para uma partida desta responsabilidade e cujo resultado final poderia colocar em causa a marcha da procissão onde segue o andor há vinte quatro estações da via vermelha, levando em cima o orago dos seis milhões de crentes e uns pozinhos, está muito longe de ter sido inocente. De nada serve trabalhar. Roubar e roubar, é o que está a dar!

quinta-feira, março 03, 2016

TACI...TURNO.


               Chidozie estreou-se a marcar pela equipa principal do FC Porto. O Jogo online

Taça de Portugal
1/2 Final - 2ª mão
1ª Mão: 0-3, Barcelos
Estádio do Dragão, Porto
2016.03.02
Espectadores: 4863

             FC do PORTO, 2 - Gil Vicente FC (Barcelos) 0
                                                         (ao intervalo: 1-0) 

FCP: Helton (cap.), Vítor Garcia, Chodozie, Miguel Layún, aos 70', Martins Indi) José Angel, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Evandro, aos 42 Alberto Bueno, Marega, Aboubakar e Silvestre Varela, aos 57' André André.
Equipamento: tradicional.

Treinador: José Peseiro

Árbitro: Sérgio PISCARRETA (AF Algarve)

GOLOS: 1-0, na baliza do lado norte, aos 11' por CHIDOZIE, batendo de cabeça um pontapé de canto executado por Sérgio Oliveira. Foi o seu primeiro golo na equipa pincipal; 2-0, aos 80' por MAREGA, na conclusão de uma jogada rápida de contra ataque conduzida por Aboubakar, na baliza do lado sul.


              Ambas as equipas entraram para esta partida  com alguns jogadores habitualmente menos utilizados atendendo a que o resultado da primeira mão jogada em Barcelos (0-3) não deixava muitas dúvidas quanto ao apuramento do finalista da prova. No FC do Porto só Miguel Layún tem sido habitualmente titular indiscutível, e Sérgio Oliveira, Evandro (saiu aos 42' com queixas musculares), Rúben Neves, Aboubakar, Marega, Silvestre Varela e André André, cada um por razões diferentes, têm entrado menos vezes nas formações iniciais de José Peseiro. A maior novidade foi a entrada do espanhol Alberto Bueno, depois de uma ausência de cerca de dois meses por razões físicas.

             Houve de parte a parte muito empenho dos jogadores na obtenção de um bom resultado e não foi por falta de oportunidades criadas que o apruo final de golos tivesse sido tão reduzido. Com efeito, quer os portistas quer os gilistas desfrutaram  de excelentes ocasiões para bater os guarda redes e não fosse a ineficácia na conclusão dos lances perigosos o balanço da partida teria sido muito diferente. Sem entrar em dados estatísticos basta recordar três remates aos ferros na baliza dos minhotos e duas perdidas "escandalosas" de Alberto Bueno, o qual, incrivelmente, fez a bola chegar à bancada dos super dragões quando o mais fácil seria enfiá-la na baliza do adversário. Aos 69', Aboubakar e Marega, em lances seguidos, remataram contra a figura do guarda redes de Barcelos. Antes, estava a decorrer o 50' de jogo, Aboubakar interceta um atraso de bola da defesa gilista, avança para a baliza e contorna o goleiro gilista cedendo a Bueno que conclui atirando por cima da barra. Nos último minutos foi a equipa de Barcelos que esteve mais perto de marcar mas tanto Helton como a má execução dos atletas visitantes impediram a concretização que daria ao resultado final uma expressão mais justa.

             Sérgio Oliveira foi o jogador mais destacado do Futebol Clube do Porto, e em relação aos demais nada há a apontar de negativo quanto ao empenho posto na obtenção do melhor resultado possível.

             Sérgio PISCARRETA veio do Algarve arbitrar um encontro entre duas equipas "cá de cima". Viva a abundância dos cofres federativos. Deve ter merecido os prémios de conhecer o Dragão, um, e de estrear-se, dois, concluído o estágio pelas praias algarvias. Aparte umas apitadelas para adoçar as queixinhas dos rapazes de Nelinho, só o "olho" dos fiscais de linha viram mais do que deviam.

             Voltámos aos Jamor depois de cinco anos de ausência tendo como opositor o categorizado e motivadíssimo  SC de Braga, de Paulo Fonseca. Minho e Douro, farão a festa estando garantida a vitória do Norte.

           

           

            

segunda-feira, fevereiro 29, 2016

E, SEGUINDO A ESTRELINHA, REGRESSARAM DE BELÉM COM TRÊS PONTOS NA MALINHA.

I LigaFC Porto ganha no Restelo(O Jogo online) 

Liga NOS
24ª Jornada
Estádio Municipal do Restelo (Lisboa)
2016.02.28

              FC "Os Belenenses", 1 - FC do PORTO, 2
                                  (Ao intervalo: 0-2)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Chomizie, Ivan Marcano, José Angel, Hèctor Herrera (cp.), Danilo Pereira, André André (74' Evandro), Jesús Corona (62' Marega), Suk e Yassine Brahimi (aos 88' Silvestre Varela).
Treinador: José Peseiro
Equipamento: camisola e calção brancos.


Arbitro: João Capela (AF Lisboa)  

   Tudo parecia encaminhar-se para tornar fácil a perigosa  deslocação ao Restelo mas o que começou por ser uma vitória garantida só foi conseguida à custa de muito esforço e...alguma dose de fortuna. Tendo assumido a liderança do jogo desde o seu início e sem encontrar grande oposição do adversário, o Futebol Clube do Porto chegou ao golo logo aos 9', obtido por Yassim BRAHIM na sequência de uma assistência de José Angel pela esquerda que Suk amorteceu para o argelino com este a bater a bola com  a parte interior do calcanhar a tirar Ventura do lance. Com os Dragões senhores da partida o resultado passou para 0-2, aos 18', num golpe de cabeça de Tonel a desviar para a sua própria baliza um centro de Maxi Pereira vindo do lado direito. O CF "Os Belenenses" só reagira com perigo aos 29' quando Carlos Martins, na cobrança de um livre direto perto da área portista, fez a bola bater no poste com violência. Na sequência do lance foi Y. Brahim que viu um o remate anulado nas pernas de um defesa contrário saindo a bola para canto. Com o aproximar do intervalo o Belenenses foi assentando melhor o seu jogo e o FC do Porto, não deixando de procurar consolidar a vantagem adquirida, já não o fazia com o à vontade da primeira meia hora de jogo.

           O segundo período trouxe-nos um Belenenses surpreendentemente mais  rápido no desenvolver do seu jogo e mais assertivo do que no período inicial. O Futebol Clube do Porto sentiu muitas dificuldades em travar a avalanche ofensiva dos locais que tinham ganho superioridade sobre o meio campo portista onde, nem André André e Danilo Pereira, parecendo desgastados, se mostravam capazes de travar o melhor momento do conjunto da Crus de Cristo. Foi meia hora bastante difícil para a equipa azul e branca porque sentiu sérias dificuldades em segurar a vantagem que viria a passar para a diferença mínima aos 60' quando Juanto concluiu a melhor jogada do encontro num remate rasteiro bem colocado que bateu Casillas sem remissão. Os últimos 15' de jogo foram de grande expetativa com as duas equipas a criarem boas oportunidades de golo, aos 61' por H. Herrera e aos 84' por Suk, por parte da equipa de Peseiro e pelo "Os Belenenses" aos 71', 72' e 88' que testaram em remates perigosos a categoria de Casillas.

           O Futebol Clube do Porto esteve longe de protagonizar um triunfo claro e inequívoco. A equipa não conseguiu disfarçar uma gritante falta de sincronização de movimentos, sobretudo nos lances de ataque onde falhou jogadas em superioridade numérica, pelo menos em três ocasiões. Há desgaste físico em alguns jogadores pela sequência de jogos, casos de André André e Danilo Pereira. Na defesa apesar das alterações e ausências forçadas (Miguel Layún e Martins Indi) não cometeu erros irreparáveis porque nos lances mais complicados toda a equipa descia à sua área em ajuda solidária. De qualquer modo não se poderá afirmar que o triunfo não é merecido, pois no cômputo da partida o Futebol Clube do Porto foi a melhor equipa sobre o relvado.

           No plano individual Casillas, a defesa, Suk, a espaços Héctor Herrera, Evandro e, especialmente Yassim BRAHIM (um pouco menos "agarrado" à bola) destacaram-se pela positiva. Jesùs Corona, provavelmente por razões táticas, não se viu como avançado. Tem que fazer (muito) mais para manter o lugar. Tal como Marega que, a jogar a este nível, não terá muitas hipóteses de singrar no Dragão.

            João Capela teve um jogo sem casos e os jogadores não lhe complicaram o trabalho. Há um fora de jogo mal assinalado a Suk na primeira parte e uma agressão com o cotovelo na cara do sul coreano feita por Tonel, aos 21', de que ele (e a sua equipa) não terá dado conta. De modo genérico foi um trabalho "à portuguesa".

RC.

            

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

VETO INGLÊS AFASTA DRAGÕES DA EUROPA.


Liga Europa
1/16 de Final
2ª Mão
Estádio do Dragão, Porto
2016.02.25
Espectadores: 32 707
Equipamento: tradicional.

    FC do PORTO, 0 - Borússia Dortmund (Alemanha), 1
                                                       (Ao intervalo: 0-1)

FCP: Casillas, Maxi Pereira, Layún, Marcano, José Angel, Danilo, Rúben Neves (cap) Evandro (75' Herrera), Marega (65' Brahimi), Aboubakar (56, Suk) e Varela.

Treinador: José Peseiro

Árbitro: Mark Klettemburg (Inglaterra)

GOLO: aos 23', Casillas defende para a frente um primeiro remate de Reus, na recarga a bola bate na barra e vai ao encontro de Aubameyang  que faz novo remate com a bola a bater no guarda redes do Porto que faz auto-golo, segundo a UEFA. Jogada irregular com dois jogadores do Borússia em situação de fora de jogo na conclusão do lance.


           Mesmo que se diga que em futebol não há impossíveis a probabilidade de o Futebol Clube do Porto prosseguir na Liga Europa eram praticamente nulas. Vindo de uma derrota  por dois golos a zero do encontro de primeira mão a equipa portuguesa teria de fazer três golos sem sofrer nenhum, batendo uma equipa que é a segunda melhor da Alemanha e, neste momento, muito poucas na Europa a ela se equiparam. Para além do valor do adversário a equipa portista não pôde contar com o central Martins Indi forçando a adaptações na estrutura habitual da defesa com o desvio de Miguel Layún como parceiro de Marcano no eixo central e à entrada de José Angel para a posição de defesa esquerdo onde o mexicano atua habitualmente. Apesar das alterações no setor defensivo não foi por aí que o FC do Porto claudicou porque o único golo sofrido foi irregular, mas outro tanto não se poderá dizer do ataque que dispôs de algumas boas oportunidades de marcar e não as transformou.

            O facto de José Peseiro ter deixado de fora do onze inicial Héctor Herrera, Yassim Brahimi e Suk tendo alterado para encontro tão decisivo a ainda incipiente rotina de jogo que está a implementar, pode levar a especulações de que não foi para esta partida muito convencido de passar a eliminatória mas a pensar já na próxima deslocação a Belém para o campeonato da I Liga.

           No que respeita ao jogo propriamente dito o Borússia Dortmund foi sempre a melhor equipa e também a mais segura e personalizada e, a partir da obtenção do golo mal validado pela equipa inglesa, a ninguém passou pela cabeça que o Futebol Clube do Porto seria capaz de inverter o sentido do resultado final. Todavia, poderia e porventura merecia não ser derrotado porquanto teve algumas excelentes oportunidade de chegar ao golo, designadamente, aos 87' quando Yassim Brahimi, isolado e com a baliza à mercê, rematou à barra e noutras oportunidades foi o seu guarda redes que impediu o golo com defesas de grande classe.

            No plano das exibições individuais Danilo Pereira foi a grande figura da equipa e quiçá do jogo. Miguel Layún esteve incansável na defesa e revela-se cada vez melhor a cada jogo que faz. Casillas esteve bem e parece-me exagerada a atribuição de auto-golo da UEFA porque o remate à queima roupa de Aubameyang foi praticamente indefensável pois estava em queda sobre o risco. Rúben Neves e Evandro lutaram muito, com o brasileiro a baixar a intensidade de jogo depois de ter sido admoestado pelo árbitro com cartão amarelo aos 14' numa falta banal. Silvestre Varela, embora bastante ativo, não conseguiu ser decisivo em nenhum lance e Aboubakar e Marega não chegaram a incomodar minimamente a defesa alemã. O ataque do FC do Porto  melhorou após as entradas de Herrera, Suk e Brahimi, com o coreano do sul a sofrer falta dentro da área e criado uma oportunidade de marcar.

           A minha confiança nas arbitragens inglesas ficou muito abalada pela atuação de Mark Kletemburg. A equipa de que é o primeiro responsável validou uma jogada irregular de que resultou o golo da vitória alemã. Exibiu um cartão amarelo bem cedo a Evandro numa primeira falta a meio do relvado e sem qualquer dano para o adversário. Puniu com um simples amarelo uma entrada duríssima de pé em riste contra o abdómen de Danilo Pereira que lhe poderia ter causado grave lesão traumática. Aos 57', Suk é pisado dentro da área e derrubado ficando por assinalar uma grande penalidade. Para árbitro internacional são erros de mais.

           Não é proselitismo, é realismo. O árbitro inglês vetou a pretensão do Futebol Clube do Porto de continuar na Europa. 

rc.

         

         

          

         
          


segunda-feira, fevereiro 22, 2016

CÓNEGOS DUROS DE ROER.

 
 (O JOGO online)

I Liga
23ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto
30321 espectadores.
2016.02.21


                  FC do PORTO, 3 - Moreirense, 2
                                                        (ao intervalo: 1-2)

FCP: Iker Casillas, Maxi Pereira, Chidozie, Marega aos 63', Ivan Marcano, Miguel Layún, Héctor Herrera, cap,, Danilo Pereira, André André, Jesús Corona, 2ª parte Evandro, Suk e Yasime Brahimi, aos 85' Silvestre Varela.
Equipamento: clássico.

Treinador: José Peseiro.


Árbitro: Luís Ferreira (Braga)

Sequência do marcador: 0-1 aos 10', por Iuri Medeiros numa saída rápida de contra ataque conduzida por  Evaldo que remata e com Iker Casillas a defender para a frente com os pés e o marcador, sem marcação, a atirar à entrada da área; 0-2, aos 28', em nova saída rápida para a frente com Fábio Espinho a ser servido por I. Medeiros que contorna Chidozie com facilidade e frente a Casillas faz um golo fácil; 1-2, aos 41' por Miguel Layún na conversão de uma grande penalidade a punir derrube a Maxi Pereira quando este se preparava para atirar à baliza perto da linha final e junto ao poste; 2-2 aos 73' na sequência de livre do lado direito de Miguel Layún e Suk a rematar de cabeça por entre uma molhada de defesas contrários; 3-2, aos 76' depois de uma espectacular recuperação de bola junto à linha de cabeceira de Hécto Herrera, com  a bola a chegar por alto a Evandro que com toda a oportunidade e calma atirou de cabeça para o fundo da baliza de equipa de Moreira de Cónegos.


           O FC do Porto voltou a ser surpreendido com mais uma desvantagem no marcador, a quarta na presente época, desta vez contra o Moreirense, uma equipa que luta para se manter no escalão maior do futebol português. Forçado a mexer na constituição da defesa por impedimento de M. Indi, lesionado, José Peseiro fez alinhar o jovem Chidozie, que tão boas provas tinha dado na vitória na Luz na jornada anterior mas que não conseguiu repetir na sua estreia no Dragão, a qual foi manchada por erros posicionais que poderiam ter comprometido a vitória no encontro. Tendo iniciado o jogo com um ritmo baixo e aparente falta de concentração, a equipa do FC do Porto consentiu ao Moreirense duas ou três saídas iniciais em rápidos e bem definidos contra ataques explorando os amplos espaços abertos no seu meio campo, dos quais dois acabaram no fundo da baliza de Iker Casillas antes da partida ter atingido a meia hora. A ver-se em desvantagem perigosa a equipa portista acelerou (finalmente) o andamento do jogo e a ameaça da reviravolta começou a desenhar-se acabando por concretizar-se aos 41' com a grande penalidade apontada por Miguel Layún.

            Com alguns jogadores em sub rendimento, caso de Jesùs Corona e Yassime Brahimi e até H. Herrera (de Chidozie já disse o que penso), José Peseiro mandou para a segunda parte Evandro e retirou da cena o extremo mexicano. O brasileiro ex-estorilista é uma excelente executante e bom condutor de jogo de equipa e a sua entrada foi determinante para a reviravolta no marcador. E, mesmo que a equipa do Moreirense não deixasse de teimosamente apoquentar Casillas o FC do Porto estava muito por cima na partida e só por mero acaso não reverteria a seu favor o resultado negativo que se manteve até ao minuto 73'. Obtido o empate a duas bolas, Miguel Leal, o treinador feliz colecionador de golos do clube da dona Victória, de Carnide, viu o propósito de "levar pontos" do Estádio do Dragão tornar-se uma miragem com o golpe de cabeça dado por Evandro. 

            Este, ainda não foi o jogo de que o FC do Porto de José Peseiro precisava para ganhar confiança e chegar ao nível a que os seus adeptos estão habituados. Com os problemas que vêm a impedir a estabilidade e a harmonia ideal no seio do plantel e, principalmente, o cumprimento dos compromissos muito próximos do calendário não têm dado o tempo necessário para corrigir ou assimilar novos processos de jogo que o treinador terá em mente introduzir. Daí se compreenda que nem sempre a equipa (e os jogadores) consiga mostrar todo o potencial que se lhe reconhece. Onde muito terá que mudar é na eficácia, pois se uma equipa consegue num único jogo subir até à defesa contrária 57 (!!!) vezes (contra 17 do adversário) e faz apenas três golos, há algo de muito errado a corrigir.

            Ao nível das exibições individuais, Suk deu mais nas vistas. Mas Evandro, Casillas, Maxi, H. Herrera, no segundo tempo, e M. Layún também. Com baixo rendimento, Corona, Brahimi e André André.

            Luís Ferreira, é o menos mau da "quadrilha de Braga". Desempenho irregular, com três casos que vão merecer pareceres sábios e conclusivos ao gosto de cada um. No lance de que resultou o penalti sobre Maxi Pereira e o golo de M. Laúyn,  tenho as mesmas dúvidas do que sucedeu quando Y. Brahimi, aos 26' se estatelou na relva quando se preparava para rematar à baliza com muitas possibilidades de conseguir marcar. No primeiro golo do Moreirense, ninguém poderá afirmar se a bola  esteve ou não fora da linha lateral antes do passe de que resultou a jogada do golo de Medeiros. Enfim, entretenham-se.