I Liga 18ª Jornada Estádio Municipal de Guimarães 2016.01.17 Vitória SC, 1 - FC do PORTO, 0 (Ao intervalo: 1-0) Árbitro: Manuel Oliveira (AF Porto) FCP: Casillas, Maxi Pereira, M. Indi, Ivan Marcano, Miguel Layún, Héctor Herrera (cap.), aos 72' André Silva, Danilo Pereira, André André, aos 85' Sérgio Oliveira, Jesús Corona, aos 62' Silvestre Varela, Aboubakar e Yassim Brahimi. Treinador: Rui Barros GOLO:aos 4', por Saré, no aproveitamento de um erro caricato de Iker Casillas para ficar na história dos lances mais improváveis do futebol mundial. O incrível erro de Iker Casillas que ofereceu de bandeja ao Vitória SC a vantagem de se adiantar no marcador mal o jogo tinha principiado, condicionou o desempenho da equipa portista nesta partida reduzindo as suas capacidades para inverter o sentido dos efeitos negativos que o desaire provocou. Facto incontornável que ressalta da análise final da partida é o de que a equipa tinha pela frente noventa minutos de jogo para anular e superar a vantagem dos vimaranenses mas mostrou-se incapaz de o conseguir. Neste como em jogos anteriores a equipa do FC do Porto acusa um desgaste físico e mental de síndrome aguda, notório particularmente em momentos cruciais como o de ontem em que uma vitória em Guimarães possibilitaria uma aproximação ao líder da prova que havia sofrido um empate caseiro com o último classificado e o alívio da pressão sobre a equipa. Para ultrapassar uma equipa como o Vitória de Guimarães no seu reduto, a viver um momento alto de euforia e extremamente motivada pelos antecedentes relatados durante a semana relacionados com o seu treinador, a equipa azul e branca só poderia alcançar os seus objetivos com um nível alto de concentração e uso da capacidade técnica dos seus atletas que, na realidade, não foi capaz de atingir. Por isso, fracassou, mais uma vez num jogo crucial para atingir os seus objetivos.
Individualmente, os destaques positivos são muitos poucos, ao invés dos negativos. Casillas fica marcado para sempre pela maior nódoa que cometeu até hoje na sua já longa carreira de dislates. Sem explicação ou desculpa. O antigo guarda redes do Real Madrid deu uma imagem de laxismo no lance, de quem não tinha ido para esta partida motivado e nada entusiasmado. E Helton, a ferver no banco... Maxi Pereira, parece acorrentado e cada vez menos influente. M. Indi, inseguro. Iván Marcano, terá sido o que menos acusou a pressão e esteve bem. Miguel Layún lutou, correu, esforçou-se mas falhou quase sempre nas assistências. Héctor Herrera, muito longe de que dele se esperaria, perdido na floresta do meio do terreno. André Silva, que o substitui, não fez nada de vulto prejudicado pela alta concentração de jogadores vitorianos na área da baliza de J. Miguel. Danilo Pereira, sempre generoso no esforço deu o "corpo ao manifesto" sem grandes lucros para a ordem da equipa no seu espaço. André André, no seu estilo abnegado e raçudo deu tudo o que podia para encontrar o rumo da vitória. Saiu extenuado, dando lugar a Sérgio Oliveira aos 85' que pouco poderia fazer no fim do combate. Jesús Corona, bem marcado, esteve longe de ser referência de ataque rentável e decisivo. Foi substituído por Silvestre Varela aos 62' o qual esteve bem melhor do que o mexicano. Aboubakar, tem que parar. Tem sido praticamente um zero à esquerda de uma vírgula, a defesa em modo de autocarro usada pelo Guimarães não o favoreceu porque tem dificuldade em libertar-se das marcações cerradas em espaços curtos, não aparecendo quando a equipa mais precisa dele. De Yassim Brahim já nem sei o que deva dizer. Tem cola nas botas, serpenteia, ensarilha e enfeita de tal modo lances simples que já não há pachorra para com o seu egoísmo. Quando se esperava uma reviravolta na dobragem do campeonato, o Futebol Clube do Porto baqueia (com muito estrondo), mais uma vez. Só mesmo a fé inabalável de um adepto fiel pode esperar um fim feliz... Consola-me poder afirmar que Manuel Oliveira não se enganou uma única em 90'+4' de jogo em favor do FC do Porto.
(o sol) Se há quem tenha razão de queixa do desempenho do árbitro da partida que ontem decorreu em Alvalade entre o sporting clube de Portugal e o cd de Tondela, primeiro e último da tabela classificativa do campeonato da I Liga, a qual terminou com um surpreendente empate a dois golos (!), é a equipa de Petit e não a do "catedrático" JJ. Devo dizer desde já, porém, que, em todos os jogos que até agora tive oportunidade de ver através da tv, e são já em bom número, não tinha visto nenhuma equipa de arbitragem com um trabalho tão assertivo, sério, categórico e corajoso como esta equipa da AF de Braga dirigida por Luís Ferreira. Ao contrário do que pensava há, afinal, no futebol português alguém capaz de interpretar e aplicar equitativamente as regras do grande espetáculo do futebol.
No lance contestado de forma anormal e inadmissível, a roçar a amotinação descontrolada dos responsáveis leoninos, a decisão do árbitro corroborada pelo seu auxiliar é pronta, clara e inequívoca: Rui Patrício comete grande penalidade sobre Nathan ao derrubá-lo dentro da área sendo a falta passível de amostragem de cartão vermelho já que este não tinha ninguém mais à sua frente. E ponto final. Num outro lance em que de forma desabrida e ameaçadora de linchamento uma orda de "brunos" investiu enlouquecida contra o juiz auxiliar reclamando grande penalidade, o jogador do Tondela, só dentro da área, interceta o remate claramente com a cabeça. Luís Ferreira terá ficado confuso num primeiro momento e apontou para a marca de penalti, mas o juiz auxiliar retificou o erro e o chefe da equipa recuou na decisão. Muito bem, pois seria um escândalo sancionar o lance absolutamente legal. Salvo em relação a uma jogada ocorrida aos 90'+5' em que o jogador visitante, Dolly Menga, rompia desde o meio campo com perigo em direção à baliza de Marcelo e foi claramente puxado por Adrian à entrada da área pelo braço agarrando-se à camisola , o juiz não terá visto a irregularidade por seguir atrás dos jogadores pelo que a falta passou em claro. Aqui e na arruaçada levantada pelos numerosos elementos que andam habitualmente na linha lateral em Alvalade e dos que estavam no banco a quando da pretensa grande penalidade que a equipa de arbitragem, incluindo o quarto árbitro, nada viram de ilegal, terão surgido as única falhas de vulto não penalizadas e, ainda assim, em benefício do sporting. Quem viu sem emoção e com muita atenção o que ontem se passou no jogo entre o lanterna vermelha do Petit e o primeiro da classificação do impante campeão de inverno Jorge Jesus e, no final, ouviu e viu as afirmações do Bruno valentão e do seu treinador quase campeão, não pode deixar de pensar que se os dirigentes do futebol português não fossem o que são e tivessem a coragem demonstrada pela equipa de arbitragem liderada por Luís Ferreira, não desperdiçariam tão boa oportunidade para limpar o excremento que emporca o nosso futebol.
Boavista FC, 0 - FC do PORTO, 1 (ao intervalo: 0-1) Golo obtido aos 24', por Y. Brahimi, numa bela jogada individual conduzida pela esquerda com remate rasteiro que foi entrar junto ao poste contrário com Mikra a tocar-lhe com a luva. FCP: Helton (cap.), Maxi Pereira, I. Marcano, Martins Indi, M. Layún, Héctor Herrera, Danilo Pereira, Evandro (37' Imbula), Silvestre Varela, Aboubakar (André Silva, aos 90' + 4', Y. Brahimi (aos 83' Rúben Neves). Treinador: RUI BARROS Árbitro: Nuno Almeida (AF Algarve)
PONTOS QUENTES DO JOGO:
- O FC do Porto terminou a partida com 10 jogadores por expulsão de Imbula aos 68' a castigar jogo duro do médio francês do FC do Porto (pisão na zona do tornozelo num péssimo plágio do que João Mário e João Pereira executaram às pernas dos jogadores bracarenses sem qualquer sanção... ); - Ao defender uma grande penalidade aos 90'+6' do encontro, Helton evitou o prolongamento e garantiu a passagem dos azuis e brancos às 1/2 finais, ressarcindo-se de lance anterior que abriu a Uchebo a baliza para um golo fácil evitado por M. Indi. - "juiz" algarvio exibiu seis cartões amarelos e um vermelho direto aos jogadores do FC do Porto e UMzinho (!!!) a jogador da equipa da casa. Permitiu aos boavisteiros toda a sorte de rispidez e agressões punidos em todo o tempo de jogo com UM cartão amarelo!!! Pairou a ideia de que o FC do Porto teria que jogar domingo em Guimarães com a equipa B...
- Tendo assumido o controle do encontro ao longo de toda a primeira parte, de forma inequívoca, o FC do Porto permitiu que o Boavista FC invertesse a seu favor a dominância no período complementar. A saída de Evandro e a (não) entrada em jogo do apático Imbula foram determinantes no baixo rendimento da equipa de Rui Barros.
-Evandro, o médio dos Dragões que se vinha a mostrar-se muito inspirado e elo influente na ligação do jogo do ataque portista, foi afastado do jogo pela sucessão de faltas duras que sofreu de vários jogadores da equipa da Boavista, que lhe causaram lesão física impeditiva de continuar em campo, perante a passividade de um árbitro sem critério na avaliação nem equidade no julgamento das faltas.
- Além de oportunidades falhadas, o FC do Porto viu os ferros da baliza de Mikra abanarem com dois remates de Marcano (1ª parte) e Aboubakar (2ª parte) e, aos 10', 14', 22', 29', 36', 40', 44', 55' e 86', aqui numa arrancada fulgurante de H. Herrera que Aboubakar não aproveitou.
SÍNTESE DO JOGO: o Fc do Porto esteve melhor na primeira parte do que o Boavista na segunda. No balanço da refrega, a passagem às meias finais por parte dos Dragões é justa, sendo de reconhecer que a vitória foi tudo menos fácil tanto pela réplica do antagonista como pelo desempenho sem réstia de categoria de assoprador Bruno, o mesmo que na época passada expulsou Maicon no Dragão contra os axadrezados num lance onde não houve contacto. Nos dois lances mais polémicos da partida -expulsão e penalti- a decisão é a correta se for aplicada em qualquer estádio e a todas as equipas.
JOGADORES E EQUIPA DO FC DO PORTO: Não se entendeu a diferença de qualidade de jogo da equipa do FC do Porto da primeira para a segunda parte. Para além do mais, os jogadores deixaram-se envolver nas provocações dos boavisteiros sem vantagens e as consequências poderiam ainda ser maiores perante uma arbitragem aberrante e persecutória como se viu fazer ao Almeida.
Enquanto jogou Evandro esteve bastante bem, mas Y. Brahimi pelo que jogou e pelo valoroso golo apontado merece mais destaque. Silvestre Varela fez o jogo inteiro (!) tendo sido muito útil pelo muito que fez pela equipa. Bem. Helton quase borrava a pintura mas livrou-se da nódoa ao salvar a sua equipa de um problemático prolongamento. H. Herrera pareceu-me em regime de contenção física mas, com o jogo a ir para o fim e mais adiantado no relvado, foi o Herrera do último jogo. Imbula, já não está cá e, deste modo, não conta. Vá chorar no colo do paizinho. RC.
Primeira Liga 17ª Jornada Estádio do Bessa, Porto 2016.01.10
Boavista FC, 0 - FC do PORTO, 5 (ao intervalo: 0-1)
Héctor Herrera, Jesús Corona, Aboubakar (2) e Danilo Pereira.
FCP: Casillas, Maxi Pereira, Martins Indi, Ivan Marcano, Miguel Layún, Héctor Herrera (cap), aos 82' Imbula, Danilo Pereira, André André, aos 71', Evandro, Jesús Corona, aos 78' Silvestre Varela. Aboubakar e Yassime Brahimi.
Treinador: Rui Barros
Árbitro: Flávio Veríssimo
0-1: O FC do Porto abriu o marcador aos 12' numa jogada iniciada por Brahimi no flanco esquerdo cedendo, depois, a bola a André André que a fez chegar com um passe preciso para H. Herrera, o qual, já dentro da área dominou com o peito, fez uma rotação perfeita e enviou em jeito para o lado direito da baliza sem defesa.
0-2: Aos 48' por Jesús Corona numa jogada individual de grande execução técnica desenvolvida numa trajetória em diagonal por entre a defensiva do Boavista, concluída com um pontapé sobre a relva para o poste contrário. Belo trabalho do extremo portista.
0-3: Alguns minutos depois, Aboubakar voltou aos golos numa assistência de Miguel Layún para a cabeça da área com o africano a rematar baixo e forte sem preparação, depois de várias tentativas sem sucesso.
0-4: Aboubakar visa aos 81' de novo assistida pela direita por Miguel Layún, desta vez em cuzamento por alto e entrada de cabeça do camaronês.
0-5: Danilo Pereira fechou a manita aos 90'+3' em nova assistência de Miguel Layún e emenda de cabeça de Danilo Pereira.
Mesmo para quem não tivesse acompanhado as incidências ocorridas nos últimos dias no seio da equipa portista, que levaram à saída do treinador Julen Lopetegui e à assunção do comando da equipa por Rui Barros, teria notado diferenças na habitual atitude dos jogadores relativamente ao modo como antes se aprestavam para enfrentar os adversários. Nos rostos fechados dos atletas adivinhava-se a determinação em mostrar que a equipa vive emocionalmente este momento atípico da vida interna do plantel e uma genuína vontade de voltar a ganhar a confiança e o apoio da massa adepta. Os primeiro movimentos da equipa vieram confirmar a mudança de atitude pela concentração posta na disputa de cada lance e na vontade de fazer as coisas bem mesmo que, num ou noutro lance, nem sempre da melhor forma. Sem muitos rodriguinhos (exceção feita aos excessos de Y. Brahimi pela insistência em sair das jogadas sempre em dribles) ou passes para trás ou para os lados e com muita atividade no miolo com Héctor Herrera a constituir um problema irresolúvel para os boavisteiros por estar sempre em lugar diferente no meio, nos flancos ou na cabeça de área, o FC do Porto não deixava o Boavista respirar, ter bola e sair com perigo real do seu reduto não obstante as enérgicas tentativas com que tentava consegui-lo. Tendo desfeito cedo a igualdade inicial os dragões não puderam contudo avolumar com mais golos as reais diferenças de valor entre as duas formações também porque os rapazes de Sanchez não cediam nas suas barreiras e nas tentativas de furar a hegemonia da defesa portista, com Marcano e M. Indi a jogar prático e a tempo. Com o magnífico golo de Jesús Corona, já no período complementar e por alguma quebra física e anímica dos panteras negras, o Futebol Clube do Porto tomou por inteiro o controle da partida e o avolumar do resultado foi alcançado com toda a normalidade. Dispensável e por demais despropositados os olés que se ouviram por alguns momentos no dealbar da partida pois a dignidade da equipa do Boavista não o justificava. Assumindo a liderança numa situação de emergência há que sobrelevar a inteligente atitude de Rui Barros ao formar a equipa exatamente como no último jogo que seria o derradeio do honesto espanhol Julen Lopetegui. Honrou o seu antecessor e deu a oportunidade aos jogadores utilizados em mostrarem que valem muito mais do que antes tinham feito. No banco foi o Rui Barros que conhecemos, calmo, atento e interveniente q.b.. O rotundo resultado conseguido não deve ser motivo para escamotear insuficiências que perduram há muito em alguns dos jogadores, as quais, obviamente, se refletem no nível exibicional da equipa. Yassime Brahimi, sem prejuízo da maneira como procura fazer as coisas bem feitas, mantém a sua tendência para resolver tudo sozinho e o excesso de dribles impede que decida bem o último passe. Aboubakar, sempre generoso no esforço, sente muita dificuldade em fugir às marcações "em cima". Casillas denuncia alguma intranquilidade e, defensivamente, falha a coordenação de movimentos dos seus elementos e, algumas vezes, o apoio do resto da equipa. Um pormenor para o qual parece não haver antídoto é o desperdício dos livres diretos. Héctor Herrera, agora líder da equipa com a braçadeira de capitão, está em grande forma e voltou a ter papel decisivo no resultado alcançado. Flávio Veríssimo geriu (muito) mal a amostragem de cartões porque o jogo, viril mas correto, não justificou tantas cartolinas amarelas. Esteve bem no julgamento das hipotéticas faltas dentro da área e na exibição do cartão amarelo a Ikar Casillas porque seria inadequada, numa jogada ocorrida longe da baliza e em posição lateral com reduzidíssimas possibilidades de ser concluída com êxito. RC.
Tudo apontava para o rompimento coercivo do vínculo contratual do responsável da equipa técnica do Futebol Clube do Porto, depois da degradação do ambiente no seio dos adeptos em resultado dos últimos insucessos verificados neste inicio do ano. Nem tarde nem cedo, a rescisão que estaria já a ser equacionada de há tempos a esta parte, foi concretizada no altura em que teria que ser feita: à Jorge Nuno de Lima Pinto do Costa, o Presidente dos presidentes. A vida do técnico Julen Lopetegui no Futebol Clube do Porto foi tudo menos fácil desde que os seus ténis pisaram pela primeira vez a relva do centro de treinos do Olival-Gaia. Nunca, que me recorde, em mais de setenta anos de acompanhamento e paixão pelo melhor Clube de Portugal, algum outro técnico foi tão achincalhado, insultado, perseguido, humilhado, atacado, desqualificado, discriminado, rejeitado e desprotegido, de fora (por motivos que facilmente se descortinam...) e, de dentro pela onda de contestação e adesão às conhecidas campanhas de descredibilização dos media da corte lisboeta em que se deixou envolver a falange de adeptos do colosso azul e branco. Provavelmente jamais se conhecerão as verdadeiras causas do claro insucesso desportivo do espanhol-basco (nojenta e ignorante designação de um cidadão de uma nação amiga que integra a Comunidade que os dois países peninsulares quando usada com intuitos pejorativos e olvidando o número dos seus compatriotas que trabalham no clube), para além dos muitos defeitos e nenhumas qualidades que lhe foram apontadas pelos treinadores de sofá, a fazer coro com os fracassados e despeitados treinadores seus iguais na profissão. Ouvi, hoje, no canal público da tv, um avozinho com muita queda para ator e laureado campeão na prestigiada liga egípcia que se arrasta por aí em busca de uma nesga de luz, a esganiçar-se (como diria Pedro Arroja) naquela voz efeminada que tão bem lhe fica, a falar de cátedra do seu colega de profissão apontado a incompetência de Lopetegui para "ler o jogo" (que originalidade!) e de tomar as medidas adequadas para alterar o rumo de jogo. É, apenas, um simples pormenor, mas esclarecedor. Não me pronunciando sobre a competência técnica do agora ex-treinador do FCP por não possuir dados objetivos dos seus processos de treino e dotes de liderança, não posso deixar de afirmar que foi notória a sua vontade de fazer as coisas sempre bem, que se comportou de uma forma exemplar no trato e exímio nas conferências de imprensa, que foi clara a sua adaptação a Portugal e ao Porto e rapidamente percebeu o que é distintivo entre o Futebol Clube do Porto e os outros clubes da Corte alfacinha. Por tudo isso, obrigado Julen Lopetegui e Deus permita sejas feliz onde quiseres. Não retiro a mínima confiança ao "meu" Presidente quanto à escolha do sucessor de Julen Lopetegui. Seja qual for a sua decisão, tenho a certeza de que será pensada e criteriosa. Aceitá-la-ei sem relutância.
Se tivesse oportunidade de emitir uma opinião, consideraria manter até final da época Rui Barros, em detrimento de Luís Castro do FC do Porto B, porque ambos conhecem muito bem os planteis que dirigem, adiando para a próxima época uma decisão definitiva. Rejeito uma oportunidade para Marco Silva, sem identidade com o povo nortenho (lembram-se do Estoril-FC do Porto do 2-2, com certeza...) em detrimento de Nuno Espírito Santo, um homem da casa com bom trabalho em Vila do Conde e no complicado ambiente andaluz de Valência. Vilas Boas, tem a minha simpatia e não relevo a saída para o Chelsea tal como ocorreu não obstante o risco de não voltar a ser (tão) feliz como quando se sentou na sua "cadeira de sonho". Paulo Bento, nem morto não terá hipótese! Termino com uma recomendação aos assobiadores e abanadores de lençóis: para o nosso grande Presidente, que não tem quem se lhe compare no Mundo do desporto, o efeito deste tipo de manifestações influenciaram tanto na decisão como se fossem cócegas feitas a um defunto. Sendo assim, a alternativa é aplaudir. Muito, porque outro que tal só o conheceremos lá para o século XXII.
I Liga 16ª Jornada Estádio do Dragão, Porto 2016.01.06 - 20:15 FC do PORTO, 1 - Rio Ave, 1 (ao intervalo: 1-1)
FCP: Casillas, Maxi Pereira, Marcano, M. Indi, Layún (86', Varela), Danilo Pereira (64', Rúben Neves), Héctor Herrera (cap), André André, Corona (71' André Silva, Aboubakar e Brahimi. Treinador: Julen Lopetegui Árbitro: Rui Costa (Porto) Marcador: 1-0, aos 22' por Héctor Herrera, na sequência de jogada de envolvimento dentro da área, com o mexicano a dominar com o pé direito e a rematar forte de pronto com o esquerdo, batendo a bola na cabeça de um defesa contrário desviando Cássio da sua trajetória. 1-1, aos 33', por João Novais, num remate não muito intenso de 25 metros com o esférico a bater no corpo de Danilo Pereira e a entrar pelo lado contrário ao movimento de Casillas.
Lances a evidenciar: -aos 40' Aboubakar, no flanco direito, trabalha a bola executando um centro para o interior da área onde André André aparece a cabecear para a baliza contra o interior do poste; a bola ressalta para o lado contrário sobre o risco branco e de novo André André emenda de cabeça para a baliza com Cássio a evitar o golo cantado com uma palmada, para canto. -aos 20', Brahimi entra na área com a bola dominada sendo empurrado por um adversário, mas Rui Costa não sancionou a falta evidente. Ao Futebol Clube do Porto não basta obter os melhores dados estatísticos dos jogos porque são os golos que materializam as vitórias pelos pontos que produzem. Ontem, os números foram avassaladores mas servem apenas para demonstrar a tremenda ineficácia na conclusão das oportunidades criadas e a atual incapacidade individual dos jogadores do FC do Porto em superarem o estado emocional por que a equipa está a passar. Ao longo dos 90'+5' em que a partida se desenrolou sobre um relvado aparentemente impecável, o jogo decorreu em metade do tapete verde, mas de uma forma quase sempre arrastada, sincopada, previsível, logo facilmente anulável por uma equipa modesta mas muito solidária, bem organizada e extremamente confiante, de tal forma que pareceu em algumas fases da partida intimidar os jogadores da casa perante a ameaça real de sofrerem maiores estragos. Se do ponto de vista da entrega ao jogo e vontade de mudar o rumo negativo dos acontecimentos pouco há a criticar no desempenho dos jogadores, é impossível escamotear a notória a falta de confiança individual que se reflete no desenvolver das jogadas do que resulta um futebol insípido, impreciso, lento a maior parte das vezes, facilitando o trabalho do antagonista a quem é concedido demasiado tempo para se reagrupar e anular facilmente as investidas de ataque.
Num cenário de insucesso como ontem à noite aconteceu com menos de vinte mil adeptos nas bancadas do estádio mais belo da Europa não favorece muito a vontade de fazer apreciações ao rendimento individual dos jogadores das gloriosas camisolas azuis e brancas. Não há, efetivamente, razões para elogiar o desempenho técnico dos atletas porque, de um modo geral, nenhum deles atingiu o nível que lhes é atribuído. Só vi Cássio, guarda redes da equipa de Vila do Conde. A fortuna busca-se e os azares superam-se com classe. Se ela existe, que se mostre.
O desaire com o Rio Ave engrossou a corrente e a navegação do barco tornou-se ainda mais problemática.
Primeira Liga 14ª Jornada Estádio do Dragão, Porto 2015.12.20 FC do PORTO, 3 - Académica, 1 (ao intervalo: 1-0) FCP: Casillas, Maxi P., Maicon, M. Indi, M. Layún, Danilo P., Rúben Neves (73', Evandro), H. Herrera, Y. Brahimi (78' C. Tello), Aboubakar e Corona (85', Bueno).
Arbitro: Bruno Esteves (AF Setúbal)
GOLOS: 1-0, aos 7', por Danilo P., num desvio com a cabeça de pontapé de canto. Antes, o FC do Porto criou duas oportunidades de marcar em jogadas corridas; 2-0, aos 54', por Aboubakar, também com a cabeça, na sequência de um canto apontado por M. Layún; 3-0, aos 72', com H. Herrera a concluir num gesto "à Rabat Madjer" uma magnífica assistência do compatriota J. Corona depois de executar um slaloon e assistir para a concretização espetacular do médio portista. Aos 84' a Académica chegou ao 3-1 em colaboração com a equipa de arbitragem que validou a jogada na qual tanto Rabiola, que fez a assistência como José Pedro que fez o remate estavam claramente em situação de fora de jogo, no momento no início da jogada. Deixo aos adversários do Futebol Clube do Porto e aos adeptos portistas que se juntam a eles a oportunidade de apontarem os aspetos menos positivos que julgam ver na equipa, que os tem certamente como outra qualquer em toda a parte do mundo, para destacar o que a mim mais me satisfaz e merece o meu aplauso, pois, deste modo, SINTO +. A mais relevante é que o Futebol Clube do Porto chegou e vai entrar no novo ano no primeiro lugar da classificação geral e leva para o próximo jogo em Alvalade um ponto a mais do que o (agora) segundo da geral. Nada mau. Depois de ter vindo da Madeira onde "papou" o gordo borrego que os média alimentaram nos últimos dois anos com os três pontos no porão do avião para moralizar o Dragão, assistimos de cadeirão ao empate do lampião chorão e ao abate do leão fanfarrão com um único tiro direto ao coração. Dupla consolação! A equipa do FC do Porto somava em cada jogo livres e cantos tantos que me perdia a contá-los, sem que algum deles acabasse dentro da baliza. Para além de agora não repetir demasiado a respetiva execução técnica do lance, ontem à noite dois valeram golos. Melhorou.
Anotaram que vamos na sexta vitória consecutiva em jogos da Primeira Liga?
Que continuámos nas três (todas!) as frentes das provas do calendário nacional e numa das duas maiores competições europeias? E no golaverage, que lhes parece? Há melhor? Aonde? Já fizemos treinadores como Mourinho, Jesualdo, Vítor Pereira, Vilas Boas, Paulo Fonseca, Luís Castro, os quais, com maior ou menor brilho e títulos conquistados, são dos mais considerados nos países onde agora exercem a profissão. Somos, portanto, uma escola fazedora de técnicos qualificados e não me espantaria que Jorge Mendes, arguto e bem informado que é, viesse abrir uma sucursal no Dragão para contratar algumas dezenas deles que até das bancadas do estádio, com um cartucho de pipocas numa mão e uma Super Bok na outra, são tão capazes na ciência de treinar como um Guardiola, Henrique, Simeone, Hiddink, quanto mais um basco teimoso que nem um risco ao meio sabe traçar no cabelo... Peço desculpa se o nome dele não é Mariano, mas o novo treinador da Académica, se interpretei bem o que afirmou, só perdeu o jogo por causa das "bolas paradas". Quer dizer: não se marcando pontapés de canto ou livres só valem os golos como o obtido por Corona e Herrera. Como apontado daquele modo foi apenas um e porque a sua equipa conseguiu outro em "jogada fora de jogo", o resultado justo seria um empate a uma bola. LOL. Danilo P., o MVP, Héctor Herrera, ascendente, Jesús Corona, Rúben Neves, M. Indi, os mais influentes. Maix P., Aboubakar, Maicon e Casillas, a seguir. Dos utilizados, sem reparos negativos.