quinta-feira, janeiro 14, 2016

ALMA PARA LÁ DE ALMEIDA...






Boavista-FC Porto, 0-1 (destaques)
1/4 de Final
Estádio do Bessa, Porto
2016.01.13


               Boavista FC, 0 - FC do PORTO, 1
                                 (ao intervalo: 0-1) 

        Golo obtido aos 24', por Y. Brahimi, numa bela jogada individual conduzida pela esquerda com remate rasteiro que foi entrar junto ao poste contrário com Mikra a tocar-lhe com a luva. 

FCP: Helton (cap.), Maxi Pereira, I. Marcano, Martins Indi, M. Layún, Héctor Herrera, Danilo Pereira, Evandro (37' Imbula), Silvestre Varela, Aboubakar (André Silva, aos 90' + 4', Y. Brahimi (aos 83' Rúben Neves).
Treinador: RUI BARROS

Árbitro: Nuno Almeida (AF Algarve)


PONTOS QUENTES DO JOGO:                       

                    - O FC do Porto terminou a partida com  10 jogadores por expulsão de Imbula aos 68' a castigar jogo duro do médio francês do FC do Porto (pisão na zona do tornozelo num péssimo plágio do que João Mário e João Pereira executaram às pernas dos jogadores bracarenses sem qualquer sanção... ); 
                     - Ao defender uma grande penalidade aos 90'+6' do encontro, Helton evitou o prolongamento e garantiu a passagem dos azuis e brancos às 1/2 finais, ressarcindo-se de lance anterior que abriu a Uchebo a baliza para um golo fácil evitado por M. Indi.
                     - "juiz" algarvio exibiu seis cartões amarelos e um vermelho direto aos jogadores do FC do Porto e UMzinho (!!!) a jogador da equipa da casa. Permitiu  aos boavisteiros toda a sorte de rispidez e agressões punidos em todo o tempo de jogo com UM cartão amarelo!!! Pairou a ideia de que o FC do Porto teria que jogar domingo em Guimarães com a equipa B...

                      - Tendo assumido o controle do encontro ao longo de toda a primeira parte, de forma inequívoca, o FC do Porto permitiu que o Boavista FC invertesse a seu favor a dominância no período complementar. A saída de Evandro e a (não) entrada em jogo do apático Imbula foram determinantes no baixo rendimento da equipa de Rui Barros.

                       -Evandro, o médio dos Dragões que se vinha a mostrar-se muito inspirado e elo influente na ligação do jogo do ataque portista, foi afastado do jogo pela sucessão de faltas duras que sofreu de vários jogadores da equipa da Boavista, que lhe causaram lesão física impeditiva de continuar em campo, perante a passividade de um árbitro sem critério na avaliação nem equidade no julgamento das faltas.

                         - Além de oportunidades falhadas, o FC do Porto viu os ferros da baliza de Mikra abanarem com dois remates de Marcano (1ª parte) e Aboubakar (2ª parte) e, aos 10', 14', 22', 29', 36', 40', 44', 55' e 86', aqui numa arrancada fulgurante de H. Herrera que Aboubakar não aproveitou.

SÍNTESE DO JOGO: o Fc do Porto esteve melhor na primeira parte do que o Boavista na segunda. No balanço da refrega, a passagem às meias finais por parte dos Dragões é justa, sendo de reconhecer que a vitória foi tudo menos fácil tanto pela réplica do antagonista como pelo desempenho sem réstia de categoria de assoprador Bruno, o mesmo que na época passada expulsou Maicon no Dragão contra os axadrezados num lance onde não houve contacto. Nos dois lances mais polémicos da partida -expulsão e penalti- a decisão é a correta se for aplicada em qualquer estádio e a todas as equipas.

JOGADORES E EQUIPA DO FC DO PORTO: Não se entendeu a diferença de qualidade de jogo da equipa do FC do Porto da primeira para a segunda parte. Para além do mais, os jogadores deixaram-se envolver nas provocações dos  boavisteiros sem vantagens e as consequências poderiam ainda ser maiores perante uma arbitragem aberrante e persecutória como se viu fazer ao Almeida.

Enquanto jogou Evandro esteve bastante bem, mas Y. Brahimi pelo que jogou e pelo valoroso golo apontado merece mais destaque. Silvestre Varela fez o jogo inteiro (!) tendo sido muito útil pelo muito que fez pela equipa. Bem. Helton quase borrava a pintura mas livrou-se da nódoa ao salvar a sua equipa de um problemático prolongamento. H. Herrera pareceu-me em regime de contenção física mas, com o jogo a ir para o fim e mais adiantado no relvado, foi o Herrera do último jogo. Imbula, já não está cá e, deste modo, não conta. Vá chorar no colo do paizinho.

RC.

 

                         
                     
                    
 
         

domingo, janeiro 10, 2016

ALMA PORTISTA ESTAVA NA BOAVISTA


 

Primeira Liga
17ª Jornada
Estádio do Bessa, Porto
2016.01.10

                    Boavista FC, 0 - FC do PORTO, 5
                                                         (ao intervalo: 0-1)

Héctor Herrera, Jesús Corona, Aboubakar (2) e Danilo Pereira.


       FCP: Casillas, Maxi Pereira, Martins Indi, Ivan Marcano, Miguel Layún, Héctor Herrera (cap), aos 82' Imbula, Danilo Pereira, André André, aos 71', Evandro, Jesús Corona, aos 78' Silvestre Varela. Aboubakar e Yassime Brahimi.

       Treinador: Rui Barros

      Árbitro: Flávio Veríssimo

          0-1:
          O FC do Porto abriu o marcador aos 12' numa jogada iniciada por Brahimi no flanco esquerdo cedendo, depois, a bola a André André que a fez chegar com um passe preciso para H. Herrera, o qual, já dentro da área dominou com o peito, fez uma rotação perfeita e enviou em jeito para o lado direito da baliza sem defesa.

       0-2:
      Aos 48' por Jesús Corona numa jogada individual de grande execução técnica desenvolvida numa trajetória em diagonal por entre a defensiva do Boavista, concluída com um pontapé sobre a relva para o poste contrário. Belo trabalho do extremo portista.

       0-3:
      Alguns minutos depois, Aboubakar voltou aos golos numa assistência de Miguel Layún para a cabeça da área com o africano a rematar baixo e forte sem preparação, depois de várias tentativas sem sucesso. 

       0-4:
      Aboubakar visa aos 81' de novo assistida pela direita por Miguel Layún, desta vez em cuzamento por alto e entrada de cabeça do camaronês.

      0-5:
      Danilo Pereira fechou a manita aos 90'+3' em nova assistência de Miguel Layún e emenda de cabeça de Danilo Pereira.

      Mesmo para quem não tivesse acompanhado as incidências ocorridas nos últimos dias no seio da equipa portista, que levaram à saída do treinador Julen Lopetegui e à assunção do comando da equipa por Rui Barros, teria notado diferenças na habitual atitude dos jogadores relativamente ao modo como antes se aprestavam para enfrentar os adversários. Nos rostos fechados dos atletas adivinhava-se a determinação em mostrar que a equipa vive emocionalmente este momento atípico da vida interna do plantel e uma genuína vontade de voltar a ganhar a confiança e o apoio da massa adepta. Os primeiro movimentos da equipa vieram  confirmar a mudança de atitude pela concentração posta na disputa de cada lance e na vontade de fazer as coisas bem mesmo que, num ou noutro lance, nem sempre da melhor forma. Sem muitos rodriguinhos (exceção feita aos excessos de Y. Brahimi pela insistência em sair das jogadas sempre em dribles) ou passes para trás ou para os lados e com muita atividade no miolo com Héctor Herrera a constituir um problema irresolúvel para os boavisteiros por estar sempre em lugar diferente no meio, nos flancos ou na cabeça de área, o FC do Porto não deixava o Boavista respirar, ter bola e sair com perigo real do seu reduto não obstante as enérgicas tentativas com que tentava consegui-lo.
Tendo desfeito cedo a igualdade inicial os dragões não puderam contudo avolumar com mais golos as reais diferenças de valor entre as duas formações também porque os rapazes de Sanchez não cediam nas suas barreiras e nas tentativas de furar a hegemonia da defesa portista, com Marcano e M. Indi a jogar prático e a tempo. Com o magnífico golo de Jesús Corona, já no período complementar e por alguma quebra física e anímica dos panteras negras, o Futebol Clube do Porto tomou por inteiro o controle da partida e o avolumar do resultado foi alcançado com toda a normalidade. Dispensável e por demais despropositados os olés que se ouviram por alguns momentos no dealbar da partida pois a dignidade da equipa do Boavista não o justificava.

Assumindo a liderança numa situação de emergência há que sobrelevar a inteligente atitude de Rui Barros ao formar a equipa exatamente como no último jogo que seria o derradeio do honesto espanhol Julen Lopetegui. Honrou o seu antecessor e deu a oportunidade aos jogadores utilizados em mostrarem que valem muito mais do que antes tinham feito. No banco foi o Rui Barros que conhecemos, calmo, atento e interveniente q.b..

O rotundo resultado conseguido não deve ser motivo para escamotear insuficiências que perduram há muito em alguns dos jogadores, as quais, obviamente, se refletem no nível exibicional da equipa. Yassime Brahimi, sem prejuízo da maneira como procura fazer as coisas bem feitas, mantém a sua tendência para resolver tudo sozinho e o excesso de dribles impede que decida bem o último passe. Aboubakar, sempre generoso no esforço, sente muita dificuldade em fugir às marcações "em cima". Casillas denuncia alguma intranquilidade e, defensivamente, falha a coordenação de movimentos dos seus elementos e, algumas vezes, o apoio do resto da equipa. Um pormenor para o qual parece não haver antídoto é o desperdício dos livres diretos.

 Héctor Herrera, agora líder da equipa com a braçadeira de capitão, está em grande forma e voltou a ter papel decisivo no resultado alcançado. 

Flávio Veríssimo geriu (muito) mal a amostragem de cartões porque o jogo, viril mas correto,  não justificou tantas cartolinas amarelas. Esteve bem no julgamento das hipotéticas faltas dentro da área e na exibição do cartão amarelo a Ikar Casillas porque seria inadequada, numa jogada ocorrida longe da baliza e em posição lateral com reduzidíssimas possibilidades de ser concluída com êxito.

RC.


 

 

sexta-feira, janeiro 08, 2016

JULEN LOPETEGUI.

     
                                                 Julen Lopetegui com Iker Casillas

       Tudo apontava para o rompimento coercivo do vínculo contratual do responsável da equipa técnica do Futebol Clube do Porto, depois da degradação do ambiente no seio dos adeptos em resultado dos últimos insucessos verificados neste inicio do ano. Nem tarde nem cedo, a rescisão que estaria já a ser equacionada de há tempos a esta parte, foi concretizada no altura em que teria que ser feita: à Jorge Nuno de Lima Pinto do Costa, o Presidente dos presidentes.

       A vida do técnico Julen Lopetegui no Futebol Clube do Porto foi tudo menos fácil desde que os seus ténis pisaram pela primeira vez a relva do centro de treinos do Olival-Gaia. Nunca, que me recorde, em mais de setenta anos de acompanhamento e paixão pelo melhor Clube de Portugal, algum outro técnico foi tão achincalhado, insultado, perseguido, humilhado, atacado, desqualificado, discriminado, rejeitado e desprotegido, de fora (por motivos que facilmente se descortinam...) e, de dentro pela onda de contestação e adesão às conhecidas campanhas de descredibilização dos media da corte lisboeta  em que se deixou envolver a falange de adeptos do colosso azul e branco.

       Provavelmente jamais se conhecerão as verdadeiras causas do claro insucesso desportivo do espanhol-basco (nojenta e ignorante designação de um cidadão de uma nação amiga que integra a Comunidade que os dois países peninsulares quando usada com intuitos pejorativos e olvidando o número dos seus compatriotas que trabalham no clube), para além dos muitos defeitos e nenhumas qualidades que lhe foram apontadas pelos treinadores de sofá, a fazer coro com os fracassados e despeitados treinadores seus iguais na profissão. Ouvi, hoje, no canal público da tv, um avozinho com muita queda para ator e laureado campeão na prestigiada liga egípcia que se arrasta por aí em busca de uma nesga de luz, a esganiçar-se (como diria Pedro Arroja) naquela voz efeminada que tão bem lhe fica, a falar de cátedra do seu colega de profissão apontado a incompetência de Lopetegui para "ler o jogo" (que originalidade!) e de tomar as medidas adequadas para alterar o rumo de jogo. É, apenas, um simples pormenor, mas esclarecedor.

       Não me pronunciando sobre a competência técnica do agora ex-treinador do FCP por não possuir dados objetivos dos seus processos de treino e dotes de liderança, não posso deixar de afirmar que foi notória a sua vontade de fazer as coisas sempre bem, que se comportou de uma forma exemplar no trato e exímio nas conferências de imprensa, que foi clara a sua adaptação a Portugal e ao Porto e rapidamente percebeu o que é distintivo entre o Futebol Clube do Porto e os outros clubes da Corte alfacinha. Por tudo isso, obrigado Julen Lopetegui e Deus permita sejas feliz onde quiseres.

       Não retiro a mínima confiança ao "meu" Presidente quanto à escolha do sucessor de Julen Lopetegui. Seja qual for a sua decisão, tenho a certeza de que será pensada e criteriosa. Aceitá-la-ei sem relutância.

         Se tivesse oportunidade de emitir uma opinião, consideraria manter até final da época Rui Barros, em detrimento de Luís Castro do FC do Porto B, porque ambos conhecem muito bem os planteis que dirigem, adiando para a próxima época uma decisão definitiva. Rejeito uma oportunidade para Marco Silva, sem identidade com o povo nortenho (lembram-se do Estoril-FC do Porto do 2-2, com certeza...) em detrimento de Nuno Espírito Santo, um homem da casa com bom trabalho em Vila do Conde e no complicado ambiente andaluz de Valência.  Vilas Boas, tem a minha simpatia e não relevo a saída para o Chelsea tal como ocorreu não obstante o risco de não voltar a ser (tão) feliz como quando se sentou na sua "cadeira de sonho". Paulo Bento, nem morto não terá hipótese!

       Termino com uma recomendação aos assobiadores e abanadores de lençóis: para o nosso grande Presidente, que não tem quem se lhe compare no Mundo do desporto, o efeito deste tipo de manifestações influenciaram tanto na decisão como se fossem cócegas feitas a um defunto. Sendo assim, a alternativa é aplaudir. Muito, porque outro que tal só o conheceremos lá para o século XXII.

      

quinta-feira, janeiro 07, 2016

RIO BRAVO COLOCA NAVEGAÇÃO EM RISCO


(Foto Público)

I Liga
16ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto 
2016.01.06 - 20:15


                     FC do PORTO, 1 - Rio Ave, 1
                                  (ao intervalo: 1-1)

FCP: Casillas, Maxi Pereira, Marcano, M. Indi, Layún (86', Varela), Danilo Pereira (64', Rúben Neves), Héctor Herrera (cap), André André, Corona (71' André Silva, Aboubakar e Brahimi.
Treinador: Julen Lopetegui

Árbitro: Rui Costa (Porto)

Marcador: 1-0, aos 22' por Héctor Herrera, na sequência de jogada de envolvimento dentro da área, com o mexicano a dominar com o pé direito e a rematar forte de pronto com o esquerdo, batendo a bola na cabeça de um defesa contrário desviando Cássio da sua trajetória.
1-1, aos 33', por João Novais, num remate não muito intenso de 25 metros com o esférico a bater no corpo de Danilo Pereira e a entrar pelo lado contrário ao movimento de Casillas.

Lances a evidenciar:
                      
                             -aos 40' Aboubakar, no flanco direito, trabalha a bola executando um centro para o interior da área onde André André aparece a cabecear para a baliza contra o interior do poste; a bola ressalta para o lado contrário sobre o risco branco e de novo André André emenda de cabeça para a baliza com Cássio a evitar o golo cantado com uma palmada, para canto.

                              -aos 20', Brahimi entra na área com a bola dominada sendo empurrado por um adversário, mas Rui Costa não sancionou a falta evidente.


Ao Futebol Clube do Porto não basta obter os melhores dados estatísticos dos jogos porque são os golos que materializam as vitórias pelos pontos que produzem. Ontem, os números foram avassaladores mas servem apenas para demonstrar a tremenda ineficácia na conclusão das oportunidades criadas e a atual incapacidade individual dos jogadores do FC do Porto em superarem o estado emocional por que a equipa está a passar. Ao longo dos 90'+5' em que a partida se desenrolou sobre um relvado aparentemente impecável, o jogo decorreu em metade do tapete verde, mas de uma forma quase sempre arrastada, sincopada, previsível, logo facilmente anulável por uma equipa modesta mas muito solidária, bem organizada e extremamente confiante, de tal forma que pareceu em algumas fases da partida intimidar os jogadores da casa perante a ameaça real de sofrerem maiores estragos. Se do ponto de vista da entrega ao jogo e vontade de mudar o rumo negativo dos acontecimentos pouco há a criticar no desempenho dos jogadores, é impossível escamotear a notória a falta de confiança individual que se reflete no desenvolver das jogadas do que resulta um futebol insípido, impreciso,  lento a maior parte das vezes, facilitando o trabalho do antagonista a quem é concedido demasiado tempo para se reagrupar e anular facilmente as investidas de ataque.

Num cenário de insucesso como ontem à noite aconteceu com menos de vinte mil adeptos nas bancadas do estádio mais belo da Europa não favorece muito a vontade de fazer apreciações ao rendimento individual dos jogadores das gloriosas camisolas azuis e brancas. Não há, efetivamente, razões para elogiar o desempenho técnico dos atletas porque, de um modo geral, nenhum deles atingiu o nível que lhes é atribuído. Só vi Cássio, guarda redes da equipa de Vila do Conde. A fortuna busca-se e os azares superam-se com classe. Se ela existe, que se mostre. 

O desaire com o Rio Ave engrossou a corrente e a navegação do barco tornou-se ainda mais problemática.






segunda-feira, dezembro 21, 2015

SINTO +


Primeira Liga
14ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto
2015.12.20

                  FC do PORTO, 3 - Académica, 1
                                  (ao intervalo: 1-0)

FCP: Casillas, Maxi P., Maicon, M. Indi, M. Layún, Danilo P., Rúben Neves (73', Evandro), H. Herrera, Y. Brahimi (78' C. Tello), Aboubakar e Corona (85', Bueno).


Arbitro: Bruno Esteves (AF Setúbal)

GOLOS: 1-0, aos 7', por Danilo P., num desvio com a cabeça de pontapé de canto. Antes, o FC do Porto criou duas oportunidades de marcar em jogadas corridas; 2-0, aos 54', por Aboubakar, também com a cabeça, na sequência de um canto apontado por M. Layún; 3-0, aos 72', com H. Herrera a concluir num gesto "à Rabat Madjer" uma magnífica assistência do compatriota J. Corona  depois de executar um slaloon e assistir para a concretização espetacular do médio portista. Aos 84' a Académica chegou ao 3-1 em colaboração com a equipa de arbitragem que validou a jogada na qual tanto Rabiola, que fez a assistência como José Pedro que fez o remate estavam claramente em situação de fora de jogo, no momento no início da jogada.


                  Deixo aos adversários do Futebol Clube do Porto e aos adeptos portistas que se juntam a eles a oportunidade de apontarem os aspetos menos positivos que julgam ver na equipa, que os tem certamente como outra qualquer em toda a parte do mundo, para destacar o que a mim mais me satisfaz e merece o meu aplauso, pois, deste modo, SINTO +.

                 A mais relevante é que o Futebol Clube do Porto chegou e vai entrar no novo ano no primeiro lugar da classificação geral e leva para o próximo jogo em Alvalade um ponto a mais do que o (agora) segundo da geral. Nada mau.
                 Depois de ter vindo da Madeira onde "papou" o gordo borrego que os média alimentaram nos últimos dois anos com os três pontos no porão do avião para moralizar o Dragão, assistimos de cadeirão ao empate do lampião chorão e ao abate do leão fanfarrão com um único tiro direto ao coração. Dupla consolação!

                 A equipa do FC do Porto somava em cada jogo livres e cantos tantos que me perdia a contá-los, sem que algum deles acabasse dentro da baliza. Para além de agora não repetir demasiado a respetiva execução técnica do lance, ontem à noite dois valeram golos. Melhorou.

                 Anotaram que vamos na sexta vitória consecutiva em jogos da Primeira Liga? 

                 Que continuámos nas três (todas!) as frentes das provas do calendário nacional e numa das duas maiores competições europeias?

                  E no golaverage, que lhes parece? Há melhor? Aonde?

                  Já fizemos treinadores como Mourinho, Jesualdo, Vítor Pereira, Vilas Boas, Paulo Fonseca, Luís Castro, os quais, com maior ou menor brilho e títulos conquistados, são dos mais considerados nos países onde agora exercem a profissão. Somos, portanto, uma escola fazedora de técnicos qualificados e não me espantaria que Jorge Mendes, arguto e bem informado que é,  viesse abrir uma sucursal no Dragão para contratar algumas dezenas deles que até das bancadas do estádio, com um cartucho de pipocas numa mão e uma Super Bok na outra,  são tão capazes na ciência de treinar como um Guardiola, Henrique, Simeone, Hiddink, quanto mais um basco teimoso que nem um risco ao meio sabe traçar no cabelo...

                 Peço desculpa se o nome dele não é Mariano, mas o novo treinador da Académica, se interpretei bem o que afirmou, só perdeu o jogo por causa das "bolas paradas". Quer dizer: não se marcando pontapés de canto ou livres só valem os golos como o obtido por Corona e Herrera. Como apontado daquele modo foi apenas um e porque a sua equipa conseguiu outro em "jogada fora de jogo", o resultado justo seria um empate a uma bola. LOL.

                Danilo P., o MVP, Héctor Herrera, ascendente, Jesús Corona, Rúben Neves, M. Indi, os mais influentes. Maix P., Aboubakar, Maicon e Casillas, a seguir. Dos utilizados, sem reparos negativos.

                


quinta-feira, dezembro 17, 2015

ABOUBAKAR A ABRIR, HELTON A FECHAR.


(Público online)

Taça de Portugal
1/8 de Final
Santa Maria da Feira
2015.12.16

                   CD  Feirense, 0 - FC do PORTO, 1
                                      (Ao intervalo: 0-1)

FCP: Helton, Layún, Maicon, M. Indi, M. Angel, Danilo, Evandro (91',m Brahimi), Sérgio Oliveira (80', Rúben Neves), Bueno, Aboubakar e Tello (63', Corona).

GOLO: aos 10', Aboubakar, desviando com a cabeça a bola um canto apontado por Sérgio Oliveira. 

Árbitro: Tiago Martins.


                         Como era previsto, o Futebol Clube do Porto levou à Feira  uma equipa constituída na sua maior parte por jogadores com menos tempo de jogo na formação principal, não obstante os feirense serem sérios candidatos à subida ao escalão maior do futebol português estando, neste momento, bem situado na classificação geral para o conseguir.  Como o decorrer do jogo veio a confirmar, os comandados do jovem treinador Pepa  mostraram ter argumentos muito consistentes para conseguir aceder a um lugar entre os maiores.

                         A partida decorreu de modo pouco interessante pelo ritmo menos intenso que ambos os conjuntos  imprimiram no desenvolver das jogadas, com os locais muito bem fechados na metade do relvado que defendiam, para, com critério e velocidade, tentarem surpreender o adiantamento da equipa portuense explorando o adiantamento dos laterais de José Angel e Layún, chegando a causar algum perigo aos 17' e 38'. O FC do Porto, como lhe competia, manteve sempre uma postura de ataque usando frequentemente alguns lançamentos longos para os extremos, onde também apareciam J. Angel e Layún em iniciativas individuais pelos respetivos corredores. Cristián Tello, muito apático e lento, transmitia a imagem de um peixe fora do aquário...

                          Com o decorrer do encontro o jogo tornou-se um pouco mais aberto e o FC do Porto criou situações de maior possibilidade de chegar ao segundo golo, principalmente a partir da entrada de Bueno, que ameaçou desfeitear o gigante feirense da baliza aos 60' e logo aos 61'. Também Aboubakar, aos 71' podia ter feito muito melhor num lance em que se isolou, mas o keeper da Feira não permitiu com uma defesa de grande gabarito. No canto que se seguiu, Bueno não soube concluir com êxito. Corona, que entrou para aos 63' para substituir Tello, logrou isolar-se estavam decorridos 90'+1' da partida, contornou o guarda redes mas o remate foi travado antes de transpor o risco da baliza por um defesa local.

O momento do jogo, porém, sucederia na baliza contrária onde Helton, em golpe de grande elasticidade física e enorme frieza de raciocínio negou, numa defesa fantástica, aos locais o justo prémio de levarem o encontro para mais trinta minutos de prolongamento.

                           Mesmo tendo em conta que a equipa do FC do Porto jogou sem alguns jogadores tidos por titulares, a exibição ficou bastante aquem do que seria expectável. A sucessão de jogos em curto período de dias não me parece bastante para justificar uma tão modesta exibição. No entanto, não é justo que não se diga que a passagem aos quartos não foi merecida.

                           Se tenho que mencionar jogadores que estiveram em evidência, Helton merece ser o primeiro. Sérgio Oliveira trabalhou muito. A este nível, José Angel, esteve bem. Danilo e Corona, também. Os demais, assinaram o ponto.

                           Nada a dizer quanto à equipa de arbitragem.

terça-feira, dezembro 15, 2015

LEVANTEM O TAPETE E VEJAM O QUE ESTÁ POR BAIXO...

            Andam alguns adeptos do Futebol Clube do Porto muito empenhados em se juntarem à campanha orquestrada contra Julen Lopetegui, com origem nos salões palacianos da Corte alfacinha em benefício (evidentemente, do Dragão!?) que já mandaram para as calendas gregas o caso da Porta 18 e o tráfego das atractivas malas colombianas ou se desinteressaram do andamento de caracol doente do inquérito sobre os ingénuos vouchers dos jantarinhos e dos quentinhos pijamas de rosas encarnadas estampadas. A alguns, até terá passado pela cabeça (agora que o génio da táctica foi promovido a visconde), comprar uma game box ou ceder ao anúncio do clube da Dona Victória para aquisição de um lugarzinho na catedral saudita Emyrates e trocarem o estádio mais lindo da Europa pelo aborto taveirino de Alvalade.

            Ora leiam (e abram a boca de orelha a orelha) a seguir, e aprendam como fazer verdadeiros "negócios da China" que enchem de parangonas as primeiras páginas da informação escrita e ocupam semanas do espaço televisivo a imitar a propaganda bolchevistas doutras eras, sem mais comentários, sobre o que há dias atrás espantou a populaça do rincão "à beira mar" estacionado, transcrito, com a devida vénia, do jornal online do Público.Melhor do que "isto" só mesmo os 85 milhões da cláusula de rescisão do fenómeno do Renatinho, versão IV de Leonel Messi.

           

Opinião

Benfica, NOS e SportTV: Uma história muito mal contada


14/12/2015 14:01
Benfica, NOS e SportTV: Uma história muito mal contada

Há histórias muito mal contadas. Como parece ser o caso desta que envolve a Nos, os direitos dos jogos caseiros do Benfica, a SportTV e a BTV. Porque ficam algumas perguntas muito mal respondidas. O que leva a Nos a substituir-se à SportTV na compra de jogos de futebol que só esta última pode transmitir? O que levou o Benfica a recusar, em 2013, 23 milhões da SportTV pelos seus 15 jogos na Luz – avançando para a rutura e a aventura da BTV – e a aceitar, em 2016, 27 milhões por 17 jogos (praticamente o mesmo?) O que permitiu à SportTV ir perdendo conteúdos ao longo de três anos (ficou sem os desafios do Benfica ou sem a empolgante Premier League) e esvaziando a oferta aos seus assinantes sem ter baixado, correspondentemente, o elevado preço da sua assinatura?

Percebe-se que o marketing do Benfica tenha colocado grande parte da comunicação social a cantar hossanas a um suposto negócio das Arábias de 400 milhões (podiam até falar de 1.000 milhões, admitindo que o contrato se prolongue por 25 anos), um negócio que apenas tem validade segura por três anos e por valores inferiores aos inicialmente propalados. Também se percebe que a imprensa afeta ao clube da Luz tenha feito de Luís Filipe Vieira uma espécie de Rei Midas e de águia dos ovos de ouro. Quando, de facto, Vieira terá somado perdas, de 2013 a 2016, de 15 milhões de euros com a brincadeira da BTV, em relação aos 23 milhões anuais que a SportTV lhe oferecia. Fazendo, ainda por cima, a BenficaTV  regredir agora à pobre condição de canal residual e de audiências mínimas.
O que já custa mais a perceber é o que levará a comunicação social a omitir o grande vencedor deste negócio: Joaquim Oliveira, dono de 50% da SportTV (a Nos tem os outros 50%). Oliveira recupera tudo o que havia perdido para a BTV (jogos do Benfica, de Inglaterra e outros), não gastando, aparentemente, um tostão, pois a Nos chamou a si o encargo do investimento, dele dispensando o seu depauperado sócio (que já tivera que se desfazer da Controlinveste).
O que será ainda mais difícil perceber é um – já anunciado mas inaceitável – aumento da assinatura da SportTV em 2016, em troca dos mesmos jogos que oferecia há três anos. É  preciso muito descaramento. E ganância.
jal@sol.pt