Liga NOS
8ª Jornada
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
2015.10.25
Espectadores: 40 809
FC do PORTO, 0 - Sporting C de Braga, 0
FCP: Casillas, Layún, Martins Indi, Marcano, Cissokho (76', Rúben Neves), Danilo, André André, Imbula (62', Bueno), Cristián Tello, Aboubakar e Brahimi (58', Corona).
Árbitro: Artur Soares Dias (Porto)
Este foi um daqueles jogos que nos deixam amargos de boca. Primeiro, porque o FC do Porto foi superior ao Sporting de Braga do primeiro ao último minuto da partida e mereceu amplamente a vitória. Segundo porque, não tendo ganho, perdeu uma oportunidade de se isolar no topo da classificação geral.
O FC do Porto criou ao longo de toda a partida uma boa mão cheia de flagrantes oportunidades de fazer golo as quais se goraram ou por ineficácia na conclusão das jogadas ou por ação do excelente guarda redes Kirtchuk e pelo seus colegas da defesa.
Os bracarenses trouxeram para o Dragão uma estratégia bem delineada baseada na anulação da avalanche ofensiva da equipa portista na expectativa de poderem explorar oportunidades de contra ataque. O plano resultou defensivamente porque o ataque do FC do Porto não conseguiu romper a sólida pedreira que se lhe deparava à chegada à zona da concretização, mas, ofensivamente, apenas uma vez em todo jogo e já na parte final do encontro Alan causou alguma fricção num remate sem consequências para Casillas.
O que fica do encontro é o resultado o qual tem que ser considerado negativo para a nossa equipa. Todavia o FC do Porto não me desiludiu, antes pelo contrário. A equipa mostrou-se coesa, categorizada, falhou muitos menos passes do que antes acontecia, a maioria dos jogadores mostraram um bom nível de forma para esta fase da época e apenas Cissokho ainda não atingiu o ponto ideal em relação ao que se lhe reconhece. Por outro lado, é de justiça reconhecer que o Sporting de Braga se apresentou muito bem no Dragão, foi um adversário forte, determinado e competente e feliz na execução da estratégia adoptada pelo seu treinador Paulo Fonseca.
Julen Lopetegui, sem Maicon (lesionado) e Max Pereira ( a cumprir suspensão de um jogo), escolheu para início de jogo os atletas até agora mais rodados tendo, contudo, deixado no banco de suplentes Rúben Neves, o qual foi chamado a jogo aos 76' saindo Cissokho. Não vejo que pudesse ter agido de forma muito diferente. Escolheu os melhores para os lugares onde atuam normalmente e fez as substituições que a situação do jogo recomendava. A ninguém passará pela cabeça pensar que ele não pediu aos seus jogadores para imprimirem maior velocidade na execução das iniciativas atacantes. A equipa, em termos de pressão alta, esteve ontem à noite impecável resultando daí que os bracarenses poucas vezes tivessem passado com perigo a linha branca do meio campo.
De Cassilas e Cissokho, este foi o elo mais fraco. No meio, André André, Danilo e Imbula, por esta ordem, destacaram-se; Cristián Tello, Aboubakar e Brahimi, dispuseram todos de excelentes oportunidades para marcar e mereciam-no pelo que jogaram Dos que entraram em substituição, Corona foi o menos interveniente útil, ao contrário de Bueno que procurou o golo e Rúben Neves a mostrar a categoria e a inteligência de jogo.
Num registo cronológico, o FC do Porto poderia ter concretizado o seu domínio territorial no relvado, aos 9', 26', 29', 33', 39', 45', 45'+1', 54' 61' 83', 87', 88', 90´+1´. Efetuou 18 remates contra 5 do adversário, realizou 46' ataques contra 21 e a percentagem de posse de bola habitual.
Como nota final: é inconcebível desperdiçar NOVE pontapés de canto! Todos apontados da mesma forma, sempre por alto para "a molhada". Não pode ser!
Num jogo correto e sem casos difíceis de avaliar (mais cartão menos cartão) a arbitragem não estragou como em outros cenários anteriores.

