terça-feira, outubro 13, 2015

O PEDRO GUERRILHA E O RESTO DA MATILHA.

            Neste interregno do futebol de competição interna por força dos jogos de apuramento das seleções nacionais com vista ao campeonato da Europa, à falta de melhor, lá fui dando uma olhadela aqui e ali e, de quando em vez, pelo sortido menu de programas ditos desportivos, dos quais há muito deixei de seguir enjoado de tanta mediocridade. E, pelo que me foi dado ver, se há tempos atrás os considerei intragáveis, atualmente pioraram, não valem "um chavo" na expressão popular dizível mais apropriada, são perniciosas para a propagando do futebol e constituem fogueiras de fundamentalismo clubista cujas consequências são conhecidas. 

           Na semana passada mantive-me ligado ao programa "Prolongamento" trinta e cinco minutos. Atingi o limite e, em benefício da preservação da minha higiene mental, desliguei e fui tentar adormecer sem recorrer a um calmante.

          Depois de ter andado pelos canais que transmitiam jogos de seleções, fui até ao "Dia Seguinte". Dios, que viejos! Fósseis, só por curiosidade, em museu. Já está, CMtv. Uiiii! Uma feira! Quem os consegue ouvir? Que dizem de novo? Alguém me diz? 

          Entro no "Prolongamento". E não é que é mesmo prolongamento? O que mudou foi estar lá o Bernardino Barros e não o Manuel Serrão; e, o dr. Eduardo Barroso, calado como "um peto", contra o que é habitual nele. Uhm, o gato está de olho no rato...

          Reparo que o programa é um duelo de guerrilha, entre o Pedro Guerrilha e o Bernardino. O moderador, não modera, permite. Barroso, com ela filada, assiste, nem contente nem triste. Assiste, prontos. 

          O Pedro, Guerrilha, dispara granadas de fumo à razão de "trinta ao tiro". Também tem de cebola, daquelas de fazer chorar e vidrinhos de cheiro como os brincalhões levam para os bailes nos bombeiros pelo Carnaval. (Não dei conta de que tivesse levado a "caixinha" de porta 18, para oferecer...).P´ra frente, p'ra trás, p'ra cima, quiçá p'ra baixo, pfff. Busca e rebusca papéis, que forçosamente cheiram a chulé, grunhe, gesticula, alivia-se,  vasculha mais fotocópias, baixa a cabeça, ajeita a melena caída sobre a testa, fuça, grunhe mais, sobrepondo as palavras ao pensamento. Tática de guerrilha, que a guerra é para generais não para kamikazes ou bombistas suicidas. Dou graças aos deuses porque ainda não foi inventada a TV com cheiro...

          E o dr. Eduardo, do not disturb, please.
  
          Não tenho tantos pecados assim para ter que cumprir tamanha penitência! Um hora e picos, é dose! Desta me livro eu. Noutra, não caio. Adeus.

          (Soube agora do abandono do programa do dr. Eduardo Barroso, através de um vídeo no facebook. Teria sido um ato de coragem que aplaudiria sem rebuço se o tivesse feito no programa anterior, quando o seu ídolo monopolizou um programa inteiro para dizer o que disse. Assim...).

           Amigos: não dou conselhos mas atrevo-me a sugerir: por que não um boicote nacional a estes programas? Se eles existem tal como são é porque as audiências os pede.

          

           

 

segunda-feira, outubro 05, 2015

NA PRIMEIRA PARTE AMEAÇOU NA SEGUNDA GOLEOU.


Rúben Neves, capitão da equipa de Dragões, aos 18 anos (!!!) é de sonho!


Liga NOS
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
2015.10.04
Assistência estimada: 38 000.

                 FC do PORTO, 4 - FC "Os Belenenses", 0 
                              (Ao intervalo: 0-0) 

FCP: Casillas, Maxi, Maicon (Danilo, 2ª parte), Marcano, Layún, André André, Rúben Neves, Imbula, Corona (Tello, 70+-)), Aboubakar (Osvaldo, 60'+-)  

Árbitro: M. Ferreira (Braga)

Golos: Corona, Brahimi, Osvaldo e Marcano.

               Não tinha previsto assistir ao jogo com o Belenenses mas decidi à última hora acompanhar o meu filho e o neto mais novo que se dispunham a deslocar-se ao Dragão. Esta pequena apreciação ao jogo é feita de memória porque não fiz qualquer registo temporal do desenvolvimento da partida.


               A primeira nota digna de registo é que Maxi Pereira viu pela quinta vez em seis jogos o cartão amarelo na primeira falta que cometeu na partida.


               A segunda é que a vitória do FC do Porto sobre "Os Belenenses"   é inquestionável, tendo o resultado final pecado por defeito e não por excesso.


               A exibição do FC do Porto não foi deslumbrante mas teve a qualidade bastante para se poder dizer-se que agradou à maioria dos assistentes. Com mais eficácia na finalização de vários lances criados na área dos lisbonenses, o resultado ao intervalo teria sido igual ou até superior ao verificado no período complementar. Deve dizer-se em abono da verdade que a equipa de Sá Pinto nunca se remeteu deliberadamente à defesa, procurou jogar em todo o relvado e atacou quando pôde, estando perto de abrir o marcador. O Futebol Clube do Porto nunca se perturbou por não ter apontado mais cedo o primeiro golo que chegou alguns minutos após o recomeço pelos pés do endiabrado Corona numa altura em que a equipa de Julen Lopetegui tinha dentro da área da baliza de Ventura quase toda a equipa. O segundo veio três minutos depois e a dúvida que houvesse sobre o desfecho final foi morta e enterrada.


              A nota menos positiva tem a ver com a lesão de Maicon ao findar a primeira parte, por má colocação do pé na relva, a qual foi dada por concluída por Ferreira sem que tivesse dado qualquer desconto, não obstante ter sido interrompido pela entrada da equipa médica dos visitantes para assistir um jogador atingido no ventre pela bola num remate violento e pela lentidão usada por Ventura na reposição da bola.


              Individualmente, Brahimi, Corona, Imbula (ainda com a pecha de usar demasiados passes para trás e para os lados) e Rúben Neves (cada vez mais influente na manobra e na coordenação do jogo da equipa), deram mais nas vistas. A defesa manteve a coesão necessária mesmo depois de Danilo Pereira ter assumido o lugar de Maicon. Aboubakar com a generosidade física a que nos habituou não marcou mas colaborou no golo de Corona. Osvaldo, muito mexido, ou, melhor ativo, entrou com vontade de ser visto. Tello, interveio com acerto em dois ou três lances mantendo a defesa adversária sob pressão.


              O Dragão está no caminho da estabilização que o há-de projetar para uma época de sucesso. Ontem não faltaram assobios para quem anda à procura deles, mas não foram a equipa ou o seu treinador, os visados. Foi um tal Ferreira (ou ferreiro?), de Braga, que terá pensado fazer a Maxi Pereira o mesmo que a Maicon na época passada no jogo contra o Boavista. Escapou por um triz.

              


                

                

quarta-feira, setembro 30, 2015

PORTO VINTAGE NA ELITE DOS CAMPEÕES.

  
   Maicon, apontou o golo da vitória (2-1) sobre o Chelsea (Mais futebol)

Liga dos Campeões
2ª Jornada - 1ª Mão
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
2015.09.29
Espectadores: 46 124

                FC do PORTO, 2 - Chelsea FC, 1 (UK)
                             (Ao intervalo: 1-1)

GOLOS: 1-0, aos 39', por André André; 1-1, aos 46',15'', por Williams; 2-1, aos 54', por Maicon.

FC do PORTO: Casillas, Maxi Pereira, Maicon, Marcano, Martins Indi, Rúben Neves (78', Evandro), Danilo, Imbula, André André (80', Layún), Aboubakar e Brahimi (86', Osvaldo).

Árbitro: Mateu Lahoz (Espanha).


                          Voltou ao Dragão o espetáculo das grandes noites europeias, com a equipa do Futebol Clube do Porto a alcançar um grande vitória que premeia uma exibição global das mais brilhantes e conseguidas das últimas participações na prova da elite dos clubes europeus. Assumindo uma postura de combate sem complexos ou exagerados temores, os Dragões evidenciaram uma saúde física e mental de registo elevado no desenvolvimento do jogo, proporcionando aos assistentes do estádio e a milhões de portugueses e espanhóis que viram pela TV, um jogo de altas emoções, bom futebol  e um espetáculo que ficará como uma noite de glória na celebração dos 122 anos da criação do Clube.

                           Como vem sendo normal a constituição da equipa que iniciou o confronto com  o campeão da Inglaterra, do professor José Mourinho e do milionário Abramovich, foi tema glosado pelos experts de cadeirinha e cachet a recibo verde nas apreciações prévias ao confronto, mormente com as entradas de Martins Indi para o lugar onde vem atuando Layún e o posicionamento de André André no xadrez da equipa, mas as "asneiras" que muitos apontaram de cátedra provaram em campo que o adversário foi bem estudado e o antídoto para o combater foi o adequado.

                           Com um primeiro tempo repartido e com altos e baixos em função da inspiração casual do valoroso adversário, o conjunto portista mostrou o potencial que tem com uma segunda parte de luxo, valente, destemida, suada e profundamente imbuída de espírito de conquista que sempre foi apanágio do glorioso baluarte do futebol luso e internacional e lhe conferiu mérito total na conquista de três preciosos pontos.

                           Tenho registada a cronologia dos momentos mais empolgantes da partida mas não me atrevo a mencioná-los nesta crónica porque não seria capaz de os descrever com a emoção que os presenciei. Também não me é fácil apontar jogadores que mais contribuíram para alcançar esta  vitória saborosa. Dos que cumpriram o tempo integral, porém, houve quem se superasse a si próprio e tivesse ido além do que se poderia exigir. De Casillas a Brahimi, passando por Aboubakar, tudo a dizer. O camaronês é um espanto de força, técnica e disponibilidade. Imbula, foi gigante portentoso. Mostrou-se, emfim! Rúben Neves, um colosso em técnica e visão de jogo. André André, fundamental e mais um golo precioso; Danilo, uma força incrível; Brahimi, um luxo; Martins Indi, um pêndulo, Maicon afirma-se como patrão da defesa e esteio sólido, faz o golo da glória; Marcano, anti vedeta, prático e eficaz; Maxi Pereira, um utilidade indispensável; Casillas, o toque do prestígio que valoriza a equipa.

                           Mateu Lahoz: é um dos árbitros que mais aprecio no futebol espanhol. Terá sido impressão minha mas pareceu-me que usou de maior rigor em relação às entradas ilegais dos jogadores do FC  do Porto de que do Chelsea; sem que eu tivesse notado que deu compensação de tempo no final da primeira parte, o golo de livre direto de William foi apontado aos 46',15'' e, a falta que o originou, muito duvidosa. Ainda estou sem perceber por que não marcou Lahoz uma grande penalidade causada por Marcano com o jogo a esgotar-se, o qual corta a bola de forma deliberada com o braço a merecer sanção máxima, num jogada que aconteceu junto à linha de fundo e frente a um dos árbitros assistentes que ninguém sabe para que serve, que, se tivesse sido assinalada poderia ter causado um castigo injusto para quem teve tamanho mérito. Haja Deus!

                         

                         

                         

                        

domingo, setembro 27, 2015

OS INDIGNADOS DO FCP.

              
Exclusivos Cm ao Minuto Nacional Mundo Insólitos Desporto Tv Media Cultura Tecnologia Domingo Opinião Multimédia Mais CM Vidas

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/desporto/futebol/detalhe/lideranca_isolada_esbarra_na_muralha.html
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O empate cedido pelo Futebol Clube do Porto em Moreira de Cónegos foi aproveitado pela falange de adeptos portistas que querem ver Julen Lopetegui afastado do comando da equipa para zurzirem no treinador basco como em centeio verde, reclamando sem mais aquelas a sua substituição. É certo que poucos admitiriam no seio da nação portista que, após o claro triunfo, embora custoso e pela diferença mínima, realizado na jornada anterior no Dragão, sobre a equipa dos encarnados da corte lisboeta, não fossem tão incompetentes a ponto de consentirem um empate no jogo a escassos minutos do seu termo. E pior do que isso, ter sido evidente a má exibição global da equipa e a pouco aplicação individual dos seus jogadores.

               Há, todavia, agora que as emoções esfriaram, que repensar as atitudes que se tomam a quente nem sempre condizentes com a postura que um adepto fiel e convicto deve ter perante os insucessos a que nenhum clube se pode eximir seja qual for grandeza e valor que possa ter.

               Reportando-me apenas a alguns clubes que na próxima semana vão disputar a segunda jornada da Liga dos Campeões, recordo que aqui ao lado, o todo poderoso Real Madrid cedeu em casa um empate a zero com o Málaga, o Atlético de Madrid do Jackson Martínez foi a Vilareal perder por 1-0, o separatista Barcelona venceu (2-1), perdeu Messi para os próximos dois meses depois de na última semana ter sido arrasado na minha vizinha Galiza por um 4-1 (!) de secar de vergonha o mais crente dos seguidores culé, na Premier League, o Chelsea do Zé Fugitivo Mourinho viu-se a perder por 0-2 com um ignorado qualquer coisa, conseguindo safar-se da quinta derrota na prova ao empatar 2-2 com o jogo a findar, levando quase à loucura o Happy One que terá dito ao intervalo no balneário aos seus atletas que, se fosse permitido, substituía não três mas pelo menos seis dos seus jogadores. Entretanto, o Bayern de Pepe Guardiola, foi empatar fora de casa a 1-1 com um conjunto de segunda linha e em Moscovo, o Zenith, de Vilas Boas, logrou empatar com o SPARTAK. E hoje há mais.

                Juntem-se, pois, "indignados do FCP",  aos adeptos dos clubes acima referidos e façam um movimento europeu no sentido de serem os respetivos treinadores mandados trabalhar para as obras, limpar florestas ou apanhar meixões, porque de futebol, está visto, são tal e qual como o Evaristo do Pátio das Cantigas.

                Ah, que já estava a escapar-me. Roubaram ao Jesus duas Petit pastilhas no Bessa e o Bruno pensa abraçar a carreira de árbitro....Descarrilhou.


            

sábado, setembro 26, 2015

LIÇÃO DE EFICÁCIA AO CUSTO DE UM PONTOS POR REMATE


Moreirense-FC Porto, 2-2 (crónica)
Liga NOS
Estádio Comendador Joaquim Almeida Freitas
Moreira de Cónegos
2015.09.25
6ª Jornada

                         Moreirense, 2 - FC do PORTO, 2
                                   (Ao intervalo: 0-1)

FCP: Casillas, Maxi, Maicon, Marcano (aos 77' Aboubakar) Layún, Héctor Herrera (59', Cristián Tello), Danilo, André André, Corona, Osvaldo, Brahimi (45'+1', Varela).

Árbitro: Vasco Santos (Porto)

Sequência dos golos: 0-1, aos 18', por Maicon, de livre direto; 1-1, aos 50', por Iuri Medeiros; em remate rasteiro na conclusão de uma triangulação bem sucedida; 1-2, aos 79'' por Corona, depois de dois dribles à direita e à esquerda e remate já perto do guarda-redes; e aos 88' por André Fontes, emendando de cabeça um livre que caiu na zona dos centrais do FC do Porto e foi entrar junto ao poste no sentido da trajetória da bola.


                   Por duas vezes na situação de vencedor o FC do Porto consentiu dois empates ao Moreirense nos únicos remates direcionados à baliza defendida por Ikar Casillas em toda a partida. O FC do Porto criou pelos menos três ocasiões flagrantes de marcar uma das quais, criada por Osvaldo aos 72' que colocaria o resultado em 1-3, mas que um jogador da casa evitou com a bola a centímetros do risco de baliza deserta.

                 Com o FC do Porto a jogar a primeira parte ao ritmo de um velho comboio de mercadorias puxado por locomotiva a vapor do início do século XX, a equipa de Moreira de Cónegos adotando uma previsível postura de "tudo atrás" e Deus à frente, logrou obter dois golos em dois remates certeiros e difíceis de anular por Casillas, mas que uma defesa mais atenta e coesa teria evitado. Com o resultado em 1-1, e sem Brahimi  que saiu lesionado ao expirar o primeiro tempo entrando para o seu lugar Silvestre Varela, Julen Lopetegui reposicionou Corona (inoperante como extremo) e fez entrar Tello tirando Herrera e, a seguir, tirar do jogo Marcano e metendo Aboubakar. O ritmo de jogo e a intensidade da pressão sobre a equipa da casa aumentaram conseguindo os Dragões adiantar-se de novo no marcador a cerca de dez minutos do termo da partida. Aos 88' num livre onde estava Danilo em vez de Marcano e Maicon diminuído fisicamente, um golpe feliz de cabeça de Iuri sentenciou o desfecho da partida com a perda de dois preciosos pontos. 

                 Não há injustiça nos resultados de futebol. Ela, a justiça, é feita de golos e quando são obtidos de forma legal como foram os desta partida sem casos relevantes, então há que aceitar e procurar fazer melhor. Como dizia no último post, um jogo de futebol comporta três hipóteses de resultado independentemente do valor dos contendores. Hoje (ontem) foi o X, amargo e até certo ponto decepcionante para os portistas com certeza, surpreendidos pela resposta da equipa idêntica em situações que se repetem desde a última época contra adversários tidos por fáceis.

            

quinta-feira, setembro 24, 2015

FOI VOCÊ QUE PEDIU UMA ESTREVISTA AO QUARESMA?

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                   Como é sabido deixaram de ser jogadores do Futebol Clube do Porto nesta época vários jogadores, entre eles Ricardo Quaresma que regressou ao Besiktas (Turquia) depois de ter cumprido duas épocas no Dragão. Desconheço, obviamente, a fundamentação da dispensa mas não duvido de que a decisão do descarte coubesse ao treinador Julen Lopetegui, com a legitimidade que o cargo lhe confere.

             Foi com alguma estranheza minha que ontem veio a lume na rádio e na Tv e, hoje no papel dos jornais, uma entrevista de fundo com o mágico Harry Potter, porque não tive conhecimento de qualquer facto relevante de que ele tivesse sido protagonista no seu atual clube nestes últimos tempos ou surgisse forte novidade relacionada com a sua segunda passagem pelo Clube que o acolheu e recuperou de uma situação de insolvência prematura da sua brilhante carreira. Contudo e notada a coincidência da entrevista dada à estampa na semana após a derrota, limpa e inequívoca, infringida no Dragão ao campeão em título que o remeteu para quatro pontos abaixo do primeiro lugar à quinta jornada da prova e,  que para além disso, pôs a nu as insuficiências e fraquezas da equipa de Carnide, pode chegar-se com naturalidade  à conclusão de que a escolha do Ricardo para ser entrevistado é, sem qualquer dúvida, uma jogada capciosa para amaciar os efeitos da coça que a equipa da Dona Victória apanhou no Dragão e uma tentativa de aliciar os adeptos do FC do Porto para colaborarem na campanha de descredibilização do treinador espanhol e assim enfraquecer a sua ascendência progressiva e segura no caminho do sucesso da carreira que se perspetiva vir a ser brilhante.

              E, logo, a escolha recaiu sobre o simplório cigano, boa paz, menino bonito dos apoiantes do FC do Porto, com inúmeros amigos e ele de Jesus, quando tinham à mão de semear Danilo e Casemiro, do Real Madrid, Jackson Martínez e Óliver Torres, do Atlético madridista, ou, Alex Sandro, que valeram em conjunto mais de cem milhões de euros e foram treinados no Olival pelo descurriculado Lopetegui ; melhor e bastante mais económico e indubitavelmente mais interessante do que ir à Turquia e mesmo a Madrid, seria um caminhada até Carnide e montar tenda em frente da frequentada Porta 18 da catedral branca de neve que, aí sim, não faltarão "personalidades" internas e externas com assuntos que todo o mundo está à espera sejam esclarecidas...

            

segunda-feira, setembro 21, 2015

RUI DERROTA QUERIA MAIS COLINHO.

O Jogo

Liga NOS 
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
5ª Jornada
2915.09.20
Espectadores: Lotado (50 000


                                        1 - 0

                FC do PORTO        -       SL Benfica
                                    (Ao intervalo: 0  -  0)

FCP: Casillas, Maxi Pereira, Maicon (cap.), Marcano, Layún, Rúben Neves (78' Danilo), Imbula, André Andrém Corona (Varela, aos 62'), Aboubakar (82', Osvaldo) e Brahimi.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)


                       O Futebol Clube do Porto derrotou um dos seus mais diretos rivais na luta pelo título da Liga NOS, numa partida em que foi manifestamente a melhor equipa no cômputo final do jogo, deixando o seu adversário a quatro pontos de distância na tabela classificativa à quinta jornada da competição. Depois de um período inicial de cerca de meia hora em que os Dragões mostraram dificuldades no controlo do adversário e permitiram que este ameaçasse adiantar-se no marcador em dois lances de bola parada onde brilhou Casillas com igual número de excelentes defesas, os Dragões foram reis e senhores do relvado, em toda a segunda parte, vindo a obter um triunfo aos 86' numa jogada espetacular concluída de forma magistral pelo melhor jogar da partida, o portista de coração, André André.

                        Apesar das inesperadas dificuldades que a equipa teve que superar para assumir o controle e a supremacia sobre o rival alfacinha, há que realçar o esforço e a entrega de todos os nossos atletas no decorrer de todo o tempo de jogo sendo evidente uma enorme determinação e vontade em fazer vergar a cerviz do presunçoso e sempre protegido rival.

                        Até agora, esta foi a segunda vez que vi atuar pela TV na presente época a ex-equipa de Jorge Jesus (antes só tinha assistido ao épico triunfo conseguido sobre um tal Astana, de um certo Cazaquistão, potência futebolística mundial inquestionável), pelo que não me surpreendeu que a formação vitoriana ( Rui e Dona Victória) viesse agora jogar ao Dragão com a mesma determinação e esperança de uma equipa de segunda linha em busca de um resultado honroso, do milagre de um empate ou até um triunfo caído do céu com a ajuda do santo do apito à semelhança do sucesso da última época. O "colinho" andou lá perto, mas a justiça prevaleceu.

                         Se quer falar de arbitragem o sr. Rui Derrota deveria contar tudo o que viu: um condicionamento bem cedo de alguns jogadores do FC do Porto pela exibição de cartões só vendo faltas no adversário para sanção è medida que a partida se aproximava do seu termo, das faltas de Semedo em jogadas sucessivas, das brincadeiras de André Almeida e da cotovelada dada a um jogador portista, da bola que foi ao braço de Jardel, do toque de Luisão quando Aboubakar ia a entrar na área e, depois, no chão junto à linha quando o caramonês procurava recuperar a bola, das entradas do Samaris de cortar a respiração, do "respeito" que Soares Dias vota aos jogadores das camisolas vermelhas, etc e tal. Primeira derrota importante e Rui Vitória e o antigo treinador do Vitória, de Guimarães, a fazer beicinho porque quer ter colinho...

                         Grande é André André e André André.!

                         Casillas, e toda a defesa, fecharam a baliza com zero. Rúben Neves, bom jogo como vai sendo normal para a sua categoria; Imbula, a subir na integração, mas eu "via" Danilo na formação inicial; Brahimi, com a virtude de lutar de princípio ao fim para jogar bem. Esteve no início do lance da jogada fenomenal do golo. Varela e Danilo, muito úteis; Osvaldo só irei analisar quando o vir jogar. Aboubakar, é uma preciosidade de homem e jogador. Fair play, ingenuidade, pureza, honestidade, no lance onde poderia "cavar" um penalti e nem lhe terá passado pela cabeça que, se aproveitasse o desequilíbrio provocado por Luisão, teria ganho um penalti.

                         Para que servem cinquenta mil adeptos (mesmo que tivessem sido apenas metade) que vão ao estádio supostamente para apoiarem a sua equipa e brindam o treinador Julen Lopetegui com uma monumental assobiadela por tomar uma decisão que só a ele compete? Tenham tento e vão bugiar para o Castelo do Queijo.