segunda-feira, setembro 21, 2015

RUI DERROTA QUERIA MAIS COLINHO.

O Jogo

Liga NOS 
Estádio do Dragão, Porto, Portugal
5ª Jornada
2915.09.20
Espectadores: Lotado (50 000


                                        1 - 0

                FC do PORTO        -       SL Benfica
                                    (Ao intervalo: 0  -  0)

FCP: Casillas, Maxi Pereira, Maicon (cap.), Marcano, Layún, Rúben Neves (78' Danilo), Imbula, André Andrém Corona (Varela, aos 62'), Aboubakar (82', Osvaldo) e Brahimi.

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)


                       O Futebol Clube do Porto derrotou um dos seus mais diretos rivais na luta pelo título da Liga NOS, numa partida em que foi manifestamente a melhor equipa no cômputo final do jogo, deixando o seu adversário a quatro pontos de distância na tabela classificativa à quinta jornada da competição. Depois de um período inicial de cerca de meia hora em que os Dragões mostraram dificuldades no controlo do adversário e permitiram que este ameaçasse adiantar-se no marcador em dois lances de bola parada onde brilhou Casillas com igual número de excelentes defesas, os Dragões foram reis e senhores do relvado, em toda a segunda parte, vindo a obter um triunfo aos 86' numa jogada espetacular concluída de forma magistral pelo melhor jogar da partida, o portista de coração, André André.

                        Apesar das inesperadas dificuldades que a equipa teve que superar para assumir o controle e a supremacia sobre o rival alfacinha, há que realçar o esforço e a entrega de todos os nossos atletas no decorrer de todo o tempo de jogo sendo evidente uma enorme determinação e vontade em fazer vergar a cerviz do presunçoso e sempre protegido rival.

                        Até agora, esta foi a segunda vez que vi atuar pela TV na presente época a ex-equipa de Jorge Jesus (antes só tinha assistido ao épico triunfo conseguido sobre um tal Astana, de um certo Cazaquistão, potência futebolística mundial inquestionável), pelo que não me surpreendeu que a formação vitoriana ( Rui e Dona Victória) viesse agora jogar ao Dragão com a mesma determinação e esperança de uma equipa de segunda linha em busca de um resultado honroso, do milagre de um empate ou até um triunfo caído do céu com a ajuda do santo do apito à semelhança do sucesso da última época. O "colinho" andou lá perto, mas a justiça prevaleceu.

                         Se quer falar de arbitragem o sr. Rui Derrota deveria contar tudo o que viu: um condicionamento bem cedo de alguns jogadores do FC do Porto pela exibição de cartões só vendo faltas no adversário para sanção è medida que a partida se aproximava do seu termo, das faltas de Semedo em jogadas sucessivas, das brincadeiras de André Almeida e da cotovelada dada a um jogador portista, da bola que foi ao braço de Jardel, do toque de Luisão quando Aboubakar ia a entrar na área e, depois, no chão junto à linha quando o caramonês procurava recuperar a bola, das entradas do Samaris de cortar a respiração, do "respeito" que Soares Dias vota aos jogadores das camisolas vermelhas, etc e tal. Primeira derrota importante e Rui Vitória e o antigo treinador do Vitória, de Guimarães, a fazer beicinho porque quer ter colinho...

                         Grande é André André e André André.!

                         Casillas, e toda a defesa, fecharam a baliza com zero. Rúben Neves, bom jogo como vai sendo normal para a sua categoria; Imbula, a subir na integração, mas eu "via" Danilo na formação inicial; Brahimi, com a virtude de lutar de princípio ao fim para jogar bem. Esteve no início do lance da jogada fenomenal do golo. Varela e Danilo, muito úteis; Osvaldo só irei analisar quando o vir jogar. Aboubakar, é uma preciosidade de homem e jogador. Fair play, ingenuidade, pureza, honestidade, no lance onde poderia "cavar" um penalti e nem lhe terá passado pela cabeça que, se aproveitasse o desequilíbrio provocado por Luisão, teria ganho um penalti.

                         Para que servem cinquenta mil adeptos (mesmo que tivessem sido apenas metade) que vão ao estádio supostamente para apoiarem a sua equipa e brindam o treinador Julen Lopetegui com uma monumental assobiadela por tomar uma decisão que só a ele compete? Tenham tento e vão bugiar para o Castelo do Queijo.

                      

                     

                     

                      


quinta-feira, setembro 17, 2015

ERROS MEUS, MÁ FORTUNA...E CRITÉRIOS TEUS.


O Jogo
Liga dos Campeões
Estádio Olímpico de Kiev (Ucrânia)
1ª mão - 1º jogo
2015.09.16
50 000 espectadores.

                  FC Dínamo de Kiev, 2 - FC do PORTO, 2
                                       (Ao intervalo: 1-1)

Marcador: 1-0, aos 20'; 1-1, aos 23', Aboubakar; 1-2, aos 81', Aboubakar; 2-2, aos 89'.

FCP: Casillas, Max, Maicon, Martins Indi, Layún, Danilo, Rúben Neves, Héctor Herrera (Cristán Tello, aos 65'), André André, Aboubakar (92', Osvaldo) e Brahimi (Corona, 78')

Árbitro do jogo: Félix Brych, Alemanha.
Ação disciplinar: Cartão amarelo: Maicon, 17', Max, 40', Aboubakar, 48'  e Danilo, 88'


                       A vitória que a exibição do FC do Porto merecia na partida realizada contra do FC Dínamo, em Kiev, na Ucrânia, gorou-se a um minuto do termo do encontro, com a equipa da casa a obter o empate a dois golos numa jogada em que prevaleceu o critério do árbitro alemão; Félix Brych, que não considerou em posição de claro fora de jogo um jogador ucraniano postado em frente a Casillas e se movimentou quando percebeu que o colega de equipa, partindo de posição legal, poderia concluir com êxito a jogada que daria o empate. Toda a defesa dos Dragões antes de tempo o que facilitou o desenrolar do lance.

                       De todo imerecido o desenlace do encontro para a equipa de Julen Lopetegui e uma sensação de injustiça para os decepcionados adeptos portistas perante o que foi a partida, na qual os Dragões produziram uma exibição de muito mérito sobretudo no período complementar em que superaram em todos os capítulos de jogo o seu valoroso adversário.

                      O Futebol Clube do Porto surpreendeu pela disposição tática dos seus jogadores, criando uma linha média de quatro elementos onde André André se movia entre várias posições consoante as alternâncias das jogadas, articulando os seus movimentos com Héctor Herrera, ora no apoio ao ataque ora na pressão dos jogadores do Dínamo nas saídas para o meio campo portista. Enquanto nos primeiros quarenta e cinco minutos os nossos jogadores procuraram não quebrar as posições rígidas que o esquema exigia, no segundo período agiram mais soltos e com liberdade mais ampla que lhes permitiu maior controle de bola e obrigar os ucranianos a maior esforço físico para tentar travar os ataques e as movimentações do adversário.

                      Passando despercebido até aparecer a apontar de cabeça a centro de Layún o golo do empate a uma bola, ABOUBAKAR foi a grande figura da partida não apenas por ser o autor dos golos portistas como pela capacidade de luta, concentração absoluta no trabalho da equipa, pureza nas intenções na disputa dos lances, da energia inesgotável que possui e na disponibilidade em jogar para o todo. 

                      Salvo no primeiro golo do Dínamo em que estava completamente desordenada e no segundo em que se ausentou da jogada antes do apito do alemão, a defesa comportou-se bem. Casillas, não segurou uma bola que lhe chegou por alto na marcação de um canto e esteve próximo de ver a bola entrar, não fora Max Pereira e a atrapalhação dos ucranianos. Redimiu-se com uma defesa "do outro mundo" no último lance da primeira parte. Fiquei com a impressão de que foi surpreendido também no segundo golo, mas joga o seu favor o facto de estar tapado pela presença do adversário.

                      Max Pereira, Maicon e Martins Indi, com boas prestações transmitiram confiança. Layún alterna entre o bom e o suficiente e não disfarça as suas limitações para posição. No meio campo esteve a virtude, com Rúben Neves a jogar "como gente graúda". Danilo sob de rendimento a cada jogo e, neste, só me pareceu atraiçoado pelo cansaço com o aproximar do final da partida. Héctor Herrera, teve a virtude de desempenhar bem a missão que lhe deram, não tendo registo de coisas extraordinárias. André André já não surpreende ninguém quanto à sua importância dentro desta equipa e está no pódio dos melhores. Brahimi também andou próximo do seu real valor, ainda que dele se possa exigir mais. 

                       E ABOUBAKAR, sim, senhor ABOUBAKAR!

                       Dos suplentes utilizados, Cristián Tello não brilhou, mas também não comprometeu; Corona, apenas entrou a 12' do fim e teve uma boa jogada que concluiu com forte remate. Ambas as entradas foram justificadas e oportunas, apesar de, provavelmente, constarem do caderno de instruções que Rui Barros levou consigo para o banco. Osvaldo, nem tempo teve para saber onde estava.

                      O empate fora de casa contra uma equipa forte como é o Dínamo de Kiev numa prova curta como é a Champions, nunca pode ser considerado um mau resultado. O essencial era não entrar a perder e o objetivo foi alcançado.

                      Esta partida era também importante para avaliar o que vale neste momento o FC do Porto. Era um teste às suas reais capacidades e valor potencial e, para certos notáveis, a competência do primeiro responsável da equipa técnica. Equipa e treinador, passaram com nota alta. Acesso garantido à entrada direta na Universidade.



                     

                     



domingo, setembro 13, 2015

O BOM JESÚS É DRAGÃO!


O Jogo

Liga NOS4ª Jornada
Estádio do Arouca
2015.09.12

             FC de Arouca, 1 - FC DO PORTO, 3
                                 (Ao intervalo: 0-1)

Marcadores; 0-1, aos 5' e 0-2, aos 61', por Jesús Corona; 0-3, aos 71', por Aboubakar e, 1-3, aos 83', por Maurides.

FC PORTO: Casillas, Maximiliano, Maicon, Marcano, Layún,  (70', Héctor Herrera), Imbula, Rúben Neves, André André, Jesús Corona (85', Bueno), Aboubakar e Brahimi (aos 55', Danilo).


                        Terá causado alguma surpresa a entrada direta na equipa dos reforços mexicanos Layún e Jesús Corona, mas o desenrolar da partida e o desempenho daqueles jogadores demonstrou o acerto da decisão de Julen Lopetegui. Também a entrada de Rúben Neves e a opção de Imbula por Danilo e de André André para formar um trio do meio campo inédito não deixou de criar expectativas acrescidas quanto ao resultado das profundas alterações introduzidas para o confronto com o Arouca que partia para o jogo em igualdade pontual com os Dragões.

                       O FC do Porto tomou a iniciativa do jogo e colocou-se em vantagem no marcador logo aos 15', depois de ter ameaçado a baliza arouquense aos 5' e 7'. Sem fazer alarde de grandes preciosismos ou jogadas muito elaboradas, os jogadores portistas investiam com determinação em jogadas de ataque em toda a largura do relvado cortando ao adversário as tentativas de se acercar com perigo da baliza de Casillas. Com Rúben Neves e pegar bem no jogo, a mobilidade e entrega de André André e um Imbula (finalmente!!!) a jogar para a frente, a equipa do FC do Porto sem que estivesse a conseguir uma grande exibição, mostrava muita determinação e garra, nunca deixando de mandar no jogo cerceando as esporádicas reações dos locais que não incomodaram muito Casillas. 

                      Com a substituição de Brahimi que na realidade esteve na primeira parte francamente mal não me recordando de uma única jogada correspondente ao seu valor técnico, por Danilo e a libertação do "operário" qualificado André André para o flanco esquerdo, o FC do Porto melhorou a sua consistência e continuou a olhar de cima o resistente e inconformado conjunto de Vidigal. Aos 61', Jesús Corona, bem colocado, aproveita um desvio para o lado do guarda redes da casa de um potentíssimo remate de André André e faz o seu segundo para a sua estreia de sonho e liquidar a equipa arouquesa, tendo Aboubakar dado a estocada final aos 71' fazendo o 0-3 concluindo uma excelente jogada que envolveu Rúben, André e o caramonês na finalização.

                      Vitória merecida e sem mácula.

                      Casillas não teve trabalho difícil e o golo que sofreu dificilmente poderia ser evitado. Aliás, na jogada corrida fiquei com dúvidas na legalidade da posição de Maurides.Maximiliano, fez valer a sua experiência e os centrais vacilaram em demasia. No miolo tanto Rúben como André André conseguiram boas prestações e vi um Imbula com qualidades que até agora não lhe reconhecia. Brahimi, mal, mal, mal. Danilo e Héctor Herrera, substitutos entraram bem na partida.

                       Destaque para Jesús Corona porque marcou os dois primeiros importantes golos da partida. Tem velocidade, bom drible (com alguns excessos), sentido posicional e de jogo coletivo. Muito oportuno no primeiro golo depois do calcanhar artístico de Aboubakar. E vem bem rodado, em boa forma física. Layún, também mostrou boa qualidade técnica. Tem rotina de jogo, não sei se posicional. Não foi feliz a centrar e nem sempre no desfazer do lance. 

                       Não serei desportivamente correto porque deveria talvez atribuir a Jesús Corrona a cotação de maior valor neste jogo. Foi importante, sem dúvida, marcar dois golos em estreia e jogar bem. mas os golos não foram resultado de criação sua mas do jogo coletivo. Quem. segundo o meu critério merece a coroa de louros é Aboubakar, pelo que trabalha para a equipa de princípio ao fim e pela oportunidade com que intervém no golo que apontou.

                      Quem espera que Capela faça uma arbitragem de qualidade num jogo em que entre o Futebol Clube do Porto, desiluda-se. Seja por aversão ao norte, perseguição doentia ao FCP ou simpatia de cor, será sempre um árbitro sem categoria.

                     

terça-feira, setembro 08, 2015

UM GOLO E TRÊS PONTOS NOS DESCONTOS.

Albânia-Portugal, 0-1 (resultado final)

Apuramento para o Euro2016
2015.08.11

                          Albânia, 9 - PORTUGAL, 1
                                (Ao intervalo: 0-0)

GOLO: Miguel Veloso, aos 90'+2', de cabeça, na sequência de pontapé de canto marcado por Ricardo Quaresma.


Equipa inicial: Rui Patrício, Vieirinha, Pepe, Ricardo Carvalho,Eliseu, Nani, Danilo Pereira, Miguel Veloso, Danny, Cristiano Ronaldo e Bernardo Silva.

                Ao revés das expectativas levantadas a propósito desta deslocação à Albânia, Portugal venceu sem grande dificuldade, embora pela diferença mínima e no esgotamento do tempo regulamentar, um jogo em que os albaneses apenas apareceram verdadeiramente nos últimos vinte minutos da partida. Até aí, sem que se possa afirmar que a equipa portuguesa realizou uma grande exibição, foi a formação dirigida por Fernando Santos quem mais atacou e procurou o golo e com mais sorte porque viu uma bola ser desviada para o poste com Patrício a assistir com o olhar. Eliseu, numa jogada em que ficou isolado na sequência de um passe de Ronaldo, desperdiçou a melhor oportunidade em todo o jogo ao pretender "chapelar" o guarda redes saindo a bola ao lado do poste.

                De todo o modo Portugal venceu com justiça e cumpriu o objetivo de manter o primeiro lugar no seu grupo garantindo a presença no mundial de França em 2016.

                O herói do jogo foi Miguel Veloso, o qual teve uma atuação de relevo durante toda a partida e concluiu muito bem o canto apontado por Ricardo Quaresma que entrou no jogo aos 65' em substituição de Bernardo Silva, o estreante na seleção e jogador do Mónaco que estava a conseguir destacar-se de outros como Danny que só mais tarde acabou substituído para entrar Éder.

                Danilo Pereira, o médio do Futebol Clube do Porto, realizou uma exibição de grande nível cotando-se como um dos mais regulares da seleção durante todo o jogo. Cristiano Ronaldo mostrou de novo que está a ter um arranque de época muito abaixo das suas capacidades. Pepe e Ricardo Carvalho chegaram e sobraram para enfrentar um ataque que, como acima refiro só foi verdadeiramente incómodo nos últimos vinte minutos de jogo.

              Continua com luz viva a estrela do "engenheiro do penta", que joga com a juventude mas não descarta a experiência e a classe de quem pode fazer a diferença.

 

domingo, agosto 30, 2015

PRAIA GRANDE INCOMODA O DRAGÃO




Liga NOS
Estádio do Dragão, Porto
3ª Jornada
2015.08.29 - 18:30H
Espectadores; 40 609

                   FC do PORTO, 2 - Estoril Praia, 0
                               (Ao intervalo: 1-0)

GOLOS: 1-0, por Aboubakar, aos 6' e 2-0, aos 62', por Maicon, de livre direto. 

Árbitro: Duarte Gomes (AFL)




 FCP: Casillas, Maximiliano, Maicon, Marcano, Martins Indi, Danilo, Imbula (Héctor  Herrera, aos 53'), Brahimi, Varela, 40', André André), Aboubakar (Osvaldo, aos 70') e Cristán Tello.


                                                        Julen Lopetegui

           A saída de Cissokho da equipa era esperada depois do mau trabalho que teve na Madeira contra o Marítimo mas se Julen Lopetegui usar o mesmo critério no futuro, Imbula não virá a ser titular tão depressa quanto ele. Com efeito o médio vindo do Marselha a custo de 20 milhões de euros, deve ter tido a bola  nos pés umas quinze ou vinte vezes e nem UMA ÚNICA VEZ o fez para a frente entregando-a sempre com um único toque e UNICAMENTE para trás! Isto pode ser comprovado por quem puder ver a repetição do jogo. Tal evidência poderá ter causado o mau jogo ontem produzido pela equipa e o falhanço quase completo do treinador ao alterar a habitual posição de Brahimi (  colocando-o numa posição de médio ofensivo, porque quando o argelino se integrava com a bola e chegava à frente (e fê-lo bem e muitas vezes), abria-se a meio campo um clareira que o Estoril logo explorava em conta-ataques bem delineados e bastante perigosos. Não fora Danilo (este sim, a mostrar valor acima da média)  e o bom desempenho da defesa, sobretudo Marcano e Casillas e o Estoril Praia teria causado grandes estragos ontem no Dragão, sobretudo no primeiro período de jogo.



         Lopetegui, fosse pela reação de desagrado dos quarenta mil presentes no estádio ou porque também não via cumprido o que teria planeado, fez sair substituir Varela por André André e o Porto ficou mais equilibrado. Mas o Estoril continuava a jogar com Imbula e, com Gerso endiabrado na flanco esquerdo, era a melhor equipa sobre o relvado. E só não se adiantou no marcador porque Casillas é grande!


         Para o substituir por Héctor Herrera aos 55' não entendi porque Julen Lopetegui não deixou Imbula no balneário ao intervalo. Se não erro, foi no recomeço que o francês fez o único passe para diante que me pareceu ter visto. Herrera poderá não estar ainda no seu melhor mas o meio campo ficou mais homogéneo e permitiu que André André fosse mais vezes à frente. Sem ainda lograr jogar muito bem, o FC do Porto melhorou também porque os estorilistas pareceram ter perdido frescura e com isso o acerto inicial.

          Entretanto, Cristián Tello deixou de dar seguimento aos lançamentos que lhe dirigiam por, julgo eu, quebra física ou ação eficaz do seu marcador. Perdeu quase todos os lances em velocidade que tentou e o público não perdoava, impaciente com a diferença mínima. O golo de livre direto muito bem marcado por Maicon tranquilizou mas os espectadores já não disfarçavam a sua insatisfação pela exibição global da equipa. Osvaldo entrou aos 70' saindo Aboubakar desgastado pelo trabalho que faz, mas não mostrou categoria que garanta ser no futuro o substituo à altura do camaronês.

           Em síntese, a exibição coletiva da equipa não foi a que eu esperava.Um observador imparcial diria, até, que o Estoril Praia esteve melhor coletivamente do que o FC do Porto, praticando um futebol apoiado, defendendo com muitos jogadores e partindo em bloco para o ataque ou em lançamentos para a esquerda onde o pequeno Gerso deu show de bola, até Maximiliano acertar na marcação vindo a anulá-lo completamente.

          Julen Lopetegui apresentou a equipa com um plano (finalmente!) que parecia acertado. Brahimi deu outra movimentação ao ataque, cada jogada que encetava levava perigo e "deu" o golo a Aboubakar. Mas já referi acima a razão do quase fracasso do sistema escolhido. Quando Brahimi regressou à posição onde vem sendo utilizado depois de entrar Herrera, não deixou de ser o elemento mais perigoso para o Estoril e o futebol da equipa subiu bastante.



          Tive oportunidade de ver o jogo no estádio quase lotado, num lugar que me permitia uma visão excelente. Não melhorou o otimismo que alimentava desde o começo da época, em relação ao que vi ontem, antes pelo contrário. Esmoreceu a minha confiança na direção técnica e começo a duvidar do futuro airoso que previa depois de um ano sem êxitos. Não sou dos que alinho pelas convicções das massas; procuro consolidar as minhas opiniões com tempo e observações próprias mas começam a faltar-me argumentos para continuar a manter a confiança nas melhores capacidades do principal responsável da equipa.



         Não faço distinção de valores individuais porque já deixei atrás expressas indicações sobre os que, neste jogo, não estiveram à altura de vestir a camisola do Futebol Clube do Porto.

         Duarte Gomes é lisbonense antiportista, arbitra mal quando uma das equipa  é o do FC do Porto, sendo exemplos o cartão amarelo dado a Maximiliano na sua primeira falta e com escasso tempo de jogo deixando de marcar depois outras idênticas a jogadores do Estoril, não quis considerar penalti um desvio da bola com a mão e usou dois pesos e duas medidas no julgamento das faltas. Há ainda um golo anulado, mas não vi completamente o lance para emitir opinião séria. Alguma dúvida? 



Fotos: Dragão, Sempre!
Remígio Costa.

            

sábado, agosto 29, 2015

EM ESPANHOL TEM MAIS SALERO.

La policía busca cocaína en el estadio del Benfica

Día 28/08/2015 - 17.00h

Detenido un directivo del club encarnado con casi 10 kilos de esta droga

La Policía Judicial portuguesa ha registrado por tráfico de cocaína el emblemático Estadio da Luz, feudo del histórico Benfica y donde logró el Real Madrid su décima Champions el año pasado. Los agentes detuvieron al director del Departamento de Apoyo a los Jugadores, José Carriço, que llevaba encima casi 10 kilos de la citada droga.
En su despacho, se reunía con ciudadanos colombianos, compinches para cerrar sus lucrativos negocios ilegales. Su captura se produjo hace un mes, pero sólo ha trascendido ahora. En el momento de su detención, el presunto ‘dealer’ viajaba en un automóvil oficial del bicampeón de Europa (1961 ante el Barcelona y 1962 frente al Real Madrid, en pleno apogeo del gran Eusebio).
El club se afana en probar que se trata de un asunto particular que nada tiene que ver con la institución, pero las pruebas parecen encaminarse en otra dirección, según acredita la investigación en curso del Ministerio Público de Sintra, localidad próxima a Lisboa.
Y es que las escuchas telefónicas realizadas determinan que ejercía como directivo en toda regla. Por ejemplo, asumía todos los trámites burocráticos que necesitaban solucionar los nuevos jugadores del Benfica. También les buscaba casa y coche.

José Carriço llevaba varios años trabajando en el equipo ya que comenzó desarrollando labores de motorista para el presidente, Luís Filipe Vieira. Su fidelidad le fue recompensada con el ascenso.
Las pesquisas policiales arrancaron a principios de este año, en el marco de la denominada ‘Operación Puerta 18’, pues por ahí entraban al Estadio da Luz los individuos colombianos con quienes trataba. El atestado oficial establece: «Ha sido desmantelado un grupo organizado que se dedicaba al tráfico de cocaína por vía aérea».

sexta-feira, agosto 28, 2015

PREPARAR A PRAIA PARA A RECEPÇÃO AO ESTORIL


                              

                      SISSOKHO não foi convocado para a recepção ao Estoril Praia mas quero crer que o afastamento não represente uma censura pública do treinador pela sua (não) intervenção no lance do golo do SC Marítimo. A a não ser Martins Indi o escolhido, presumo que a opção por José Angel para a posição de defesa esquerdo, se vier a acontecer, tem mais a ver com as características ofensivas do espanhol e o seu melhor nível de forma em relação ao francês a qual me parece bem inferior àquela que evidenciava antes de ser transferido. Indi, pode dar mais consistência à defesa e poderá ter papel importante nos lances que ocorrerem na área estorilista onde a sua envergadura física melhor se poderá impor.

              De resto, a constituição da equipa inicial não deverá ser muito diferente da que entrou nos Barreiros.

                LISTA DE CONVOCADOS: 
 

Guarda-redes: Helton e Casillas;
Defesas: Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, José Ángel;
Médios: Rúben Neves, Herrera, André André, Danilo, Imbula;
Avançados: Varela, Brahimi, Aboubakar, Osvaldo, Tello, Bueno 


              Jogadores com mais hipóteses de serem utilizados no decorrer da partida: Tello, Imbula, Bueno e Osvaldo. Tudo dependerá da situação do marcador.