Tiquinho Soares, mais alto e melhor, bate de cabeça para o golo do triunfo (Foto internet)
Liga NOS 10.ª jornada Estádio do Dragão, Porto Transmissão tv - Hora: 20:30 Tempo: s/ chuva Relvado: bom estado Assistência: 47 929 Na "caixa" dos visitantes: 2000 aprox. 2018.11.09 (sábado)
FC do PORTO, 1 - SC Braga, 0 (ao intervalo: 0-0) FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, aos 63' Otávio, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Jesùs Corona, Danilo Pereira (C), Óliver Torres, aos 83' Hernâni, Yacine Brahimi, aos 72' Hèctor Herrera, Moussa Marega e Tiquinho Soares. Suplentes não utilizados: Vaná, MBemba,Sérgio Oliveira e André Pereira. Equipamento: oficial tradicional. Treinador: Sérgio Conceição
SC Braga alinhou com: Tiago Sá, Marcelo Goiano, aos 90'+1' Fábio Martins, Bruno Viana, Pablo, Sequeira, Esgaio, Fransérgio, Claudimir, Ricardo Horta, aos 82' Wilson Eduardo, Paulinho, aos 79' Palhinha e Dyego Souza. Equipamento: oficial tradicional. Treinador: Abel Ferreira
Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto). Auxiliares: Rui Lucínio e Paulo Soares; 4.º árbitro, Manuel Oliveira. VAR: Luís Ferreira; AVAR: Valdemar Maia.
GOLO: aos 88' por TIQUINHO SOARES: no alinhamento do limite da grande área do topo sul, Jesùs Corona executa um lançamento da linha lateral no flanco direito para Otávio; o pequeno brasileiro contorna um adversário e traça um centro perfeito para o poste mais afastado, onde, Tiquinho, elevando-se mais alto do que o defesa que o marcava, bateu de cabeça como martelo em bigorna para as redes perante o voo inútil de Tiago Sá. Lance sem mácula de ilegalidade. Belo jogo de futebol! Duas equipas sérias, empenhadas em superar o adversário pela competência da sua organização coletiva e qualidade técnica dos seus componentes, pela crença na vitória, esbanjando esforço, aplicação e arte num duelo leal, intenso, emocionante e expectante de princípio ao fim. Dois técnicos inteligentes, perspicazes e muito interventivos.
Estádio com uma moldura humana apaixonada pelo espetáculo a incitar a equipa favorita com calor e desportivismo. Venceu (merecidamente) o mais eficaz e feliz.
Arbitragem não isenta de falhas (não há juízes perfeitos) mas imparcial, sem influência lesiva na verdade do resultado. Os bracarenses atravessam um momento de excelente forma. Foram para o jogo para enfrentar o poderoso adversário "de frente". Taticamente perfeita na construção do jogo, tendencialmente a partir da bem estruturada defesa, a equipa de Abel Teixeira conseguia incomodar séria e frequentemente a retaguarda da equipa de Conceição; valeu a ação preponderante e eficaz da defesa do campeão nacional e a constante insistência dos portistas em desbloquear a bem organizada defesa arsenalista e do inspirado Tiago Sá. Ambas as equipas dispuseram de oportunidades para marcar, sendo as mais salientes porque esbarram na trave, duas do Braga. Mérito (ainda) para a proeza da defensiva azul e branca ao ter impedido que o temível Dyego Souza usasse os seus mortais golpes de cabeça e tivesse ficado "em branco".
O SC Braga, mantendo este formato e ambição, tem legitimidade para se afirmar como real candidato ao título. O Futebol Clube do Porto nunca deixou de ter na mira a vitória. Construiu mais jogo ofensivo, somou mais remates enquadrados com a baliza, teve mais percentagem de bola, mais livres e pontapés de canto e uma mão cheia de lances passíveis de obter golo. Vindo de uma série de jogos, alguns particularmente desgastantes como foi o da Liga dos Campeões contra o Lokomotiv, a equipa mal disfarçou o desgaste que aqueles encontros provocaram na "saúde" da equipa, sobretudo porque a "frescura" do adversário, menos sobrecarregado de jogos, mostrava claramente mais leveza física. Valeu a oportuna e atempada intervenção de Sérgio Conceição, ao recorrer "ao banco"para abastecer de oxigénio o depósito a esgotar-se da máquina portista. Sérgio, sabe fazer. Difícil distinguir os melhores quando todos eles estiveram ao nível do que de (muito bom) sabem fazer. Acho que todos deram tudo o que nesta fase estavam em condições de disponibilizar. Na relevância que tiveram na execução do lance que resultou no golo do triunfo, englobo e personifico em Otávio e Tiquinho Soares,l os excelentes desempenhos individuais nesta partida dos demais componentes da equipa. A equipa de arbitragem comandada por Artur Soares Dias, não esteve totalmente bem. O árbitro portuense e os seus auxiliares (nem sequer invoco o VAR porque confio tanto nele com Soares Dias...) poderia e deveria ter feito melhor. É inadmissível que em cima do lance tivesse deixado sem sanção o braço na bola de Sequeira dentro da área, aos 45'+1', tivesse dado por findo a primeira parte com a equipa do Porto dentro da área do Braga, sem compensar o tempo antes perdido, e fossem assinalados sem motivo fora de jogo em dois lances do ataque dos portistas. Apenas.
Liga dos Campeões Fases de grupos (D) 4.ª jornada - 2.ª mão Estádio do Dragão, Porto Acompanhamento audiovisual Tempo: vento, frio e chuva Relvado: ensopado mas bem tratado Assistência: 34 616 2018.11.06
FC DO PORTO, 4 - Lokomotiv Mouscou (Rússia), 1 (ao intervalo: 2-0) FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Oliver Torres, aos 84' Sérgio Oliveira, Jesùs Corona, aos 77' Hernâni, Yacine Brahimi, aos 68' Otávio e Moussa Marega. Não utilizados: Vaná, Diogo Leite, Ádrian López e André Pereira. Equipamento: oficial tradicional Treinador: Sérgio Conceição LM alinhou com: Guilherme, Ignatyev, Corluka, Howedes, Idowu, Denisov, Krychowiak, Aleksei M., Anton M., Manuel fernandes, aos 49' Farfan, e Éder, aos 71' Smolov. Equipamento: vermelho Treinador: Yuré Semin Árbitro: Davide Massa (Itália) GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 2', por HÉCTOR HERRERA. Ainda não estavam na bancada acomodados os 34616 indefetíveis e fiéis adeptos, e já no ensopado relvado do Dragão a equipa das camisolas azuis e brancas se envolvia numa celebração de euforia espontânea louvando o êxito da jogada que resultou na abertura do resultado. Recuperando a bola na intermediária dos moscovitas, o capitão H. Herrera conduz e assiste pelo flanco direito Moussa Marega que por ali se esgueirava para o assalto à área contrária, e tendo este, apesar de acossado por um defesa, conseguido meter a bola rente à relva no interior da área, o médio portista antecipa-se ao marcador direto e bate Guilherme; aos 42' os mesmos autores e atores da obra do golo inaugural, trocaram de papel mas não de qualidade de interpretação. Foi assim: H. Herrera ganhou a bola na posição próxima da jogada acima descrita, "pica" para as costas dos opositores à sua frente paraMOUSSA MAREGA. que o acompanhava pela ala direita e a recebe em corrida desenfreada, invade a área e à saída do guarda redes com um remate forte faz com que a bola "fure" por entre as pernas do desolado guarda redes russo. O Lokomotiv obteve o que viria a ser o "golo de honra" aos 59' por FARFÁN, o qual havia entrado no jogo dez minutos antes, na sequência de um livre de canto. A bola chegou por alto à área portista onde estavam concentrados alguns adversários e o marcador, sem oposição, fez o golo em remate de cabeça. Aos 67' aconteceu o momento alto deste encontro daqueles que distinguem os artistas da bola e ficam vivos na memória por muitos anos: o "Siza Vieira" da equipa portista, Óliver Torres, sem régua nem esquadro ou tira-linhas, ou sequer GPS inovador porque no websummit ainda ninguém o apresentou, risca a trajetória do esférico até ao ponto exato onde se encontra JESÙS CORONA; e que "passou-se" na cabeça do pré-papá expectante? -põe quietinha a bola junto à bota, faz com suavidade uma "revienga" a deixar na posição de uso da sanita ao infeliz que aparece na frente, desanuvia o espaço, e...ponto final! Vamos ao golo de OTÁVIO, criado aos 90'+3' (atrasou-se pois estava previsto para os 90'+2', ah, ah), para concluir com uma "bomba" de festa uma noite de vendaval de efeitos benéficos. E fica tudo dito.
Liga NOS 8.ª jornada Estádio do Marítimo, Funchal Transmissão tv - hora: 18:00 Tempo: estável - temperatura: 13º Relvado: razoável Assistência: estimada em 9600 (com elevada presença de adeptos portistas) 2018.12.03 (sábado)
SC Marítimo, 0 - FC do PORTO, 2 (ao intervalo: 0-0)
MARÍTIMO alinhou com: Amir, Bebeto, Marcão, Zainadine, Lucas Áfrico, aos 73' Correia, Fábio China, Vucovic, Jean Cléber, Fabrício, aos 79' Carlos Valente, Danni, Joel, aos 90' Rodrigo Pinho. Equipamento: oficial tradicional (verde e vermelho) Treinador: Cláudio Braga FC DO PORTO, alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, aos 67' Otávio, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira, Óliver Torres, Jesùs Corona, Yacine Brahimi, aos 79' MBemba, Tiquinho Soares, aos 75' Hèctor Herrera e Moussa Marega. Suplentes não utilizados: Vaná, Hernâni, Adrián López e André Pereira. Equipamento: oficial tradicional, cor azul e branca. Treinador: Sérgio Conceição Árbitro: Carlos Xistra (Castelo BVranco). Auxiliares: Nuno Pereira-Luciano Mais. VAR: Jorge Sousa (Porto) GOLOS E MARCADORES: 0-1 aos 75' por OTÁVIO. Acabado de entrar, o pequeno médio brasileiro participa em mais uma iniciativa atacante da equipa do FC do Porto, recebendo na intermediária do Marítimo a bola e entregando-a célere a Brahimi, que, sempre em progressão a entrega a Mousa Marega, o qual por sua vez usando o calcanhar chama à jogada Tiquinho Soares, que por sua vez com idêntico gesto a remete para Otávio já desmarcado ao seu lado direito, este progride alguns metros contornando um adversário, e já dentro da área bate "com raiva" e fulmina Amir, paralisado ao dar conta das redes da baliza a abanarem. Lance de entrar em compêndios da arte e beleza do futebol! Três minutos depois do início do tornado, é outro pequeno génio da lâmpada mágica de Aladino mas espanhol, Óliver Torres, (conhecem?) que à saída da área defendida pelo FC do Porto, onde os jogadores da equipa madeirense raramente apareceram em todo o jogo, e condu-la como criança quando recebe um brinquedo até cerca do meio campo, e ai chegado cede ao pedido do "mano" Otávio que anseia afagá-la ainda mais um bocadinho, mas resolve chamar à alegria o "bonzão" Moussa, sem jeito para afagar meninas muito tempo porque, sendo MAREGA, tem obrigação de "marcá". E marcou, pois não! Três minutos durou o tornado, de nada valendo a "velha e retrógada" tática falhada (!!) do "manhoso" Cláudio.
Que credibilidade merece um treinador de futebol que vem para a comunicação social afirmar no final de um jogo em que a equipa de que é responsável mete dentro da área ONZE jogadores em muito do tempo da primeira parte, faz um único remate em toda a partida, soma menos de um dezena de esboços atacantes, tem posse de bola cerca de 38%, nem um quarto de ataques consegue em relação ao adversário, permite (ou manda?) distribuir lenha sem contenção nem vergonha e acha que "merecíamos pelo menos o empate?" É preciso ter "lata"!
Na primeira parte, o jogo não teve estória. Não se pode dizer que há futebol quando apenas um dos contendores sabe e quer jogar. Foi o que aconteceu e se viu no estádio dos Barreiros no qual a equipa de Cláudio Braga, principalmente, no decorrer de todo o primeiro em tempo, em que a formação da casa, seguindo uma tática de "tudo a monte" e fé nos deuses dos incompetentes, esperou por milagre de ter um pontinho de um pai natal generoso e compassivo. Cada treinador sabe da sua vida e manda os seus comandados jogar como bem entender. Mas quando tudo corre ao contrário do que esperava, deve ao menos saber conter-se e ter vergonha na cara. Empate? Dá graças por não ter o tornado durado apenas três minutos! Sérgio Conceição sabia o que ia encontrar, e teve a coragem e o discernimento de aguardar o tempo certo para intervir drasticamente. Contra o que teve de enfrentar na primeira parte, o antídoto não foi aplicado ou entendido pelos jogadores. Usando muitas vezes o cruzamento com a bola pelo ar, para um espaço onde o Marítimo concentrava TODA a equipa, muito raramente os ataques e livres que a equipa conseguia (e eram constantes) causavam mossa na muralha engrossada do " bafiento ferrolho" maritimista.
No período complementar o espetáculo subiu de nível por ação da maior rapidez na troca de bola em progressão da equipa campeã nacional sendo nítida a intenção de chegar ao golo e desfazer de uma vez por todas as esperanças dos locais, designadamente do seu inepto responsável. Mas foi a partir da chegada ao relvado do vendaval (ou terramoto?) chamado Otávio que o Futebol Clube do Porto se exibiu à altura da sua valia. A partitura que a orquestra interpretou para chegar ao golo de abertura foi um genuíno louvor ao espetáculo futebol! Iker Casillas foi uma única vez posto à prova numa situação acidental ocorrida aos 28' quando um jogador do Marítimo encostado à linha e perto do poste rematou à figura. Mas onde Casillas tem vindo a mostrar-se importante para a equipa é sobretudo nos incitamentos e na correção das posições defensivas. Felipe e Éder Militão sobem a cada jogo no bom entendimento; quer Maxi quer Telles tiveram papel preponderante no desenrolar do jogo, mas não deixaram de cumprir. No miolo Danilo Pereira é cada vez mais a cambota de um motor disel, Óliver Torres a consolidar o voto de confiança que lhe foi (finalmente!) concedido; Brahimi não se adaptou à rudeza e densidade da floresta de pinheiros que pretendia desvendar, tal como Tiquinho, ambos lutadores, sem reparo mas sem o brilho habitual. Marega cjumpriu á sua maneira peculiar o TPM (trabalho de casa), executou como devia a grande penalidade que proporcionou ao guarda redes Amir uma defesa de grande aparato, Herrera entrou bem na partida, MBemba sem tempo para ser notado. Bendito tornado, este Otávio: golo do desbloqueamento do catenácio e a colaboração na jogada e assistência no da afirmação da sentença. No melhor. Sem casos dúbios, Carlos Xistra aguentou os minutos iniciais violentos dos jogadores do Marítimo para travarem Corona, Danilo, Óliver e mais avançados portistas, com amarelos "avermelhados". Expulsou o avinagrado Danni (capitão do Marítimo!!!) por agressão sem causa a Otávio, (a não ser o do seu mau génio e hábitos vadios de urinar fora do penico...). Tal como se vem a constatar esta época com vários dos seus pares (atente-se na surpreendente arbitragem de Nuno Almeida na vitória do Moreirense na catedral dos casos de justiça), Carlos Xistra está diferente, para melhor. Quem diria!
Taça da Liga Fase de grupos - 2.ª jornada Estádio do Dragão, Porto Tv - Hora: 19:00 Tempo: seco e frio (11ºgr.) Relvado: bem tratado Assistência: 17 824 2018.10.31
FC DO PORTO, 4 - Varzim Sport Clube, 2 (ao intervalo: 1-1)
FCP alinhou com: Vana; João Pedro, aos 65' Tiquinho Soares, Chidozié, MBemba, Jorge, na 2.ª parte Jesùs Corona, Sérgio Oliveira (C), Bazoer, aos 77' Óliver Torres, Otávio, Hernâni, Adrián López e André Pereira. Suplentes n/ utilizados: Iker Casillas, Diogo Leite, Marius e Moussa Marega. Equipamento: oficial tradicional Treinador: Sérgio Concceição VARZIM SC alinhou com:Emanuel, Payne, Nelson Agra, Silvério, Rui Coentrão, Estrela, João Amaro, aos 68' Babá, Pavlovski, Jonathan, aos 77' Ruster, Staneley, aos 59' Haman e Ruan Telles. Equipamento: alternativo de cor base preta Treinador: Nuno Capucho Árbitro: João Capela (AF Lisboa). 4.º árbitro: José Rodrigues GOLOS E MARCADORES: 0-1 aos 30' por JONATHAN. Com vários companheiros envolvidos na jogada dentro da área portista, a bola chega a Jonathan que, sem marcação, tem tempo para controlar e preparar um excelente remate a fazer a bola entrar no ângulo superior da baliza de nada valendo o voo de Vaná. Excelente golo! Aos 42' BAZOER empata a partida na sequência de jogada do ataque portista e concluída individualmente por ele à entrada da área com um remate em trivela entre dois adversários. Estreia a marcar com a camisola azul e branca do reforço vindo do Ajax. Belo golo. TIQUINHO SOARES, aos 73' consegue a "remontada" na sequência de pontapé de canto apontado por Sérgio Oliveira, à direita, com o marcador a subir mais alto de que os defensores varzinista e a atirar de cabeça para as redes. Aos 75' Sérgio Oliveira na intenção de atrasar a bola para Vaná, entrega-a a JAQUES AMMAN, o qual segue com ela isolado, contorna Vaná que saíra ao seu encontra a atira para a baliza deserta; aos 81' Adrián López ganha a bola no flanco esquerdo e centra para a área onde, junto ao poste, Tiquinho e PAYNE disputam o lance, sendo o varzinista o último a tocar na bola a qual entraria de mesmo modo; ANDRÉ PEREIRA aos 88' fecha com excelente golpe de cabeça o resultado em 4-2, depois de uma ESTONTEANTE jogada de Jesús Corona no flanco direito, contornando em íncríveis dribles sucessivos uma mão cheia de adversário dentro da área, assistindo o marcador com um passe preciso. ESPETÁCULO! e raras vez a palavra é tão bem ajustada. Mais um bom jogo de futebol aconteceu no nosso belíssimo estádio. Um FC do Porto formado quase totalmente por jogadores ainda em fase de ambientação e experimentação, alguns chamados à equipa pela primeira vez, e inicialmente apenas com Sérgio Oliveira e Otávio entre os que fazem parte do plantel há mais tempo e mais jogos contam na equipa considerada principal. Do outro lado, um Varzim constituído por um conjunto de excelentes jogadores, bem rodados e corajosos, onde sobressai Jonathan Moro, um tecnicista de muito bom nível, a atuar sem se intimidar com o ambiente e ainda menos com o opositor, a lutar lealmente pelo melhor resultado possível e merecer chegar aos 81' na situação de igualdade no marcador, obrigando o responsável do FC do Porto a recorrer à "brigada de elite" do plantel para desmantelar a ousadia da formação poveira e poder manter-se na rota da conquista da Taça que ainda não consta da panóplia dos troféus do glorioso FC do Porto. Quem viu a equipa de Nuno Capucho no jogo anterior na Póvoa de Varzim em que venceu o Belenenses por 2-1, estava alerta quanto à possibilidade dos varzinistas irem para o jogo do Dragão com a mala cheia de fé e esperança. E calculando que o seu amigo e antigo colega de equipa Sérgio Conceição não deixaria de recorrer aos jogadores do plantel menos utilizados, Capucho terá mentalizado os seus comandados de que um bom resultado estaria ao alcance dos jogadores, embora a diferença do escalão a que as equipas pertencem. Pode dizer-se que a partida decorreu equilibrada sendo que a equipa de casa atacou mais e teve mais posse de bola, mais remates, cantos e livres. Contudo, os varzinistas mostraram muito boa coesão defensiva, boa organização coletiva e nunca esbanjaram oportunidades para lançar-se ao ataque: sem autocarros, antijogo, simulações de lesões e demoras excessivas no retomar do andamento do jogo. O erro inesperado do Sérgio Oliveira, que capitaneou neste jogo, trouxe ao resto da partida emoção acrescida pela dúvida quanto ao desfecho final. Sérgio Conceição, que assumiu corajosa e conscientemente o risco de um insucesso fatal, estava precavido para tal eventualidade e "reforçou" o banco com a "brigada de emergência" e salvou o batalhão em dificuldade. Das estreias na titularidade, Mbemba e Bazoer revelaram nível para serem primeiras escolhas. Estão aptos. Os jovens brasileiros não puderam dar muito nas vistas, principalmente João Pedro, substituído por lesão aos 65' por Tiquinho; Jorge, bastante improdutivo, foi o escolhido para dar entrada a Corona(!): em boa hora, diria. Quanto aos componentes da "operação relâmpago" - Jesùs Corona, Tiquinho Soares e Óliver Torres, por esta ordem, pode afirmar-se que foram decisivos. Ora, João Capela, que se espera de um apitador que se exibe "à capela"? Apitar, apita. Muito. Em excesso. Desafinado, vezes de mais. Para onde está virado, como jogador que bate para qualquer lado para safar um lance. Um Paixão, com paixão mas sem "mão".
Liga NOS 8.ª jornada Estádio do Dragão, Porto Assistência: +46 000 Tempo: seco e frio Relvado: em bom estado Hora: 17:30 Transmissão tv 2018.10.28 (domingo) FC do PORTO, 2 - CD Feirense, 0 (ao intervalo: 1-0)
FCPorto alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira (C), Óliver Torres, Jesùs Corona, aos 63' Hèctor Herrera, Yacine Brahimi, aos 86' Ádrian López, Moussa Marega, aos 82' André Pereira e Tiquinho Soares. Suplentes n/ utilizados: Vaná, MBemba, Sérgio Oliveira, Otávio e Hernâni. Equipamento: oficial tradicional Treinador: Sérgio Conceição
CD Feirense alinhou com: Caio Seco, Tiago Mesquita, Briseño, Bruno Nascimento, Vítor Bruno, Edison Farias, aos 88' Brian Gomez, Alphonse, aos 81' João Silva, Luís Machado, Tiago Silva, Sturgenon, aos 81' Tavares e Edinho. Equipamento: alternativo Treinador: Nuno Manta Santos
Árbitros: Rui Oliveira, AF Porto, Paulo Vieira e Nelson Cunha. VAR: Vasco Santos.
GOLOS E MARCADORES: 1-0 aos 22'+4' por FELIPE; na marcação de pontapé de livre direto apontado à direita por Alex Telles em jogada inédita ensaiada, Felipe bate de cabeça e faz golo; o árbitro anula por sinalização de fora de jogo do juiz de linha e faz prosseguir a partida, interrompendo-a tempo depois por indicação do VAR, seguindo-se o visionamento por mais de 3' na tv da linha, dando depois o golo como válido. 2-0 aos 80´por MOUSSA MAREGA, na sequência de jogada em que intervieram Brahimi, Soares e Óliver, concluída por um primeiro remate de Marega defendido por Caio Seco sem segurar a bola, e o maliano de novo desviar para dentro da baliza.
Vitória bastante trabalhosa mas inteiramente justificada pela superioridade evidenciada pela equipa do Futebol Clube do Porto em toda a partida, valorizada pela excelente réplica da bem organizada e lutadora equipa de Vila da Feira, numa partida de futebol de bom nível que terá deixado satisfeitos mais de quarenta e seis mil assistentes nas bancadas do mais lindo estádio do mundo. A partida decorreu em bom ritmo de princípio ao fim, com muitos momentos de bom futebol e algumas exibições individuais de excelente qualidade, quer da equipa treinada por Sérgio Conceição, quer pelo mister da formação da Vila da Feira, o promissor Nuno Manta Santos. A diferença mínima no resultado que se manteve entre o minuto 24' e os 80', gerou a adrelina suficiente para condimentar de emoção e dúvida que tornam interessante uma boa partida de futebol.
Sérgio Conceição fez as alterações na equipa que entendeu ajustadas às capacidades e provável tática do adversário, mantendo na formação os mesmos jogadores que estiveram e venceram o Lokomotiv em Moscovo para a Liga dos campeões, deixando apenas de fora Hèctor Herrera em gestão do desgaste físico a que o mexicano e habitual capitão tem vindo a ser sujeito, tendo chamado Tiquinho Soares para partilhar com Moussa Marega a frente central de ataque dos dragões. Parecendo escasso, o resultado poderia ter chegado a números mais elevados dadas as oportunidades de golo criadas (e anuladas por irregularidades sancionadas pela arbitragem) pelo campeão nacional em título; contudo, mais um ou dois golos de diferença que o resultado atingisse penalizaria injustamente um conjunto que se esmerou em dignificar o futebol e deu tudo para ver o grande Iker Casillas ir ao fundo das redes buscar a bola. ÓLIVER TORRES está (finalmente!) a revelar a imensa qualidade de futebolista de eleição. Protagonizou a exibição da noite e a melhor desde que enverga a camisola com o símbolo do Dragão. Excecional! De resto, quase todos os jogadores portistas atuaram numa bitola ajustada aos méritos que se lhes reconhece, desde o consagrado e moralizado Casillas, na guarda das redes, da defesa coesa e participativa nas ações de ataque, da solidez do capitão Danilo Pereira, da irrequietude e imprevisibilidade de um criativo Jesùs Corona, às vezes estonteante, de um Brahimi ziguezaguiante e imprevisível a encher o relvado de magia, ou da potência intimidatória e arrasadora de Moussa Marega, quando navega a estibordo ou a bombordo do navio, como se viu depois que entrou Herrera e se deslocou para a ala direita. Só Tiquinho não conseguiu chegar ao bom, no que produziu. Pouco tempo mas bem aproveitado, tiveram Adrián López e André Pereira.
Rui Oliveira sem VAR, não era nada nesta noite. Trabalho de estagiário, incoerente, inseguro, para mais com auxiliares do seu nível. Vai ter que "lhe dar" para ser considerado árbitro; mas que não seja muitas vezes à custa do Futebol Clube do Porto e com o vídeo-árbitro às costas em vez do apito na boca.
Liga dos Campeões Fase de Grupos (D) 3.ª jornada - 1.ª mão Estádio do Lokomotiv, Moscovo TVI - Hora: 20:00 Tempo: frio s/chuva Estado do relvado: bom Público: 16 000 +- 2018.10.24 Lokomotiv Muscou, 1 - FC DO PORTO, 3 (ao intervalo: 1-2) LOKOMOTIV alinhou com: Guilherme, Kverkwella, Iguatyew, Krychowick, Ignatyew, Demisov, Barinov, Aleksey Muanchut, Anton Muanchut, Manuel Fernandes, aos 66' Zhemaletchinov, Éder, aos 81' Lysov. Equipamento: vermelho Treinador: Yuri Semin FC DO PORTO alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), ÓliverTorres, aos 84' Ádrian López, Jesùs Corona, aos 69' André Pereira, Yacine Brahimi, aos 84' Bazoer e Moussa Marega. Não utilizados: Vana, Chidozie, Sérgio Oliveira e Hernâni. Equipamento: oficial tradiciona. Treinador: Sérgio Conceição Árbitros: Bobby Madden (Escócia); auxiliares: Francis Conner e Alan Mulvanny; 4.º árbitro: Douglas Potter. GOLOS E MARCADORES: aos 25' Alex Telles aponta um canto do lado direito e na movimentação dentro da área, Éder bloqueia com os braços e derruba Felipe o árbitro assinala grande penalidade e pune o português com cartão amarelo; aos 26', MOUSSA MAREGA, bate forte e colocado e faz o primeiro golo; aos 35' no flanco direito Maxi Pereira e Alex Telles fazem o ataque, a jogada prossegue com Jesùs Corona a tirar da frente um adversário, a centrar com peso e medida para o poste da baliza mais afastado onde HÈCTOR HERRERA aparece com oportunidade a bater para o fundo das redes no lance que viria a ficar como um dos mais bem conseguidos na partida pela equipa do FCP; aos 38' Éder Militão não chega a tempo à bola e ANTON MIRANCHUCK, ali perto, isola-se e à-vontade remata e bate Iker Casillas; aos 47' numa excelente arrancada de quarenta metros, Yacine Brahimi serpenteia pelo relvado com a bola colada aos pés, assiste JESÙs CORONA, à direita, o qual segue alguns metros até à área e remata fortíssimo para o golo. Segunda jogada de espetáculo e de eficácia da equipa portista. PENALTI DEFENDIDO POR IKER CASILLAS: aos 10' Alex Telles na tentativa de cortar para canto a bola conduzida por avançado da equipa russa, toca com o joelho no adversário sobre o risco da grande área e derruba-o. Erro do defesa portista dado que a bola sairia pela linha de fundo sem consequências. Na marcação da grande penalidade a punir a falta, o português Manuel Fernandes encarregado da marcação bateu forte a meia altura para o poste direito da baliza, com IKER CASILLAS a escolher bem o lado aonde a bola entraria e executa uma espetacular defesa que assegurou a inviolabilidade da baliza. Lance determinante para as aspirações da equipa portuguesa que evitou a vantagem no marcador do Lokomotiv numa altura ainda precoce do jogo. Ainda mal se extinguia a afirmação do "CR7" das Finanças europeias ao gabar-se do OE que preparou para o governo do país, de que "a sorte dá um trabalho dos diabos", pensamento que não é dele, e logo, o mesmo aforismo popular poderia ajustar-se como luva ao Futebol Clube do Porto ao vencer em Moscovo o Lokomotiv, campeão em título da Rússia; não que o triunfo útil, saboroso, e também justificadamente previsível não tivesse sido merecido, mas também porque a evidente superioridade na partida do Futebol Clube do Porto sobre o Lokomotiv não foi assombrada por lances de azar ou de imperícia dos seus jogadores ou opções táticas do mister Sérgio que tivessem condicionado ou mesmo impedido a justa vitória alcançada. Antes pelo contrário.
Por impedimento de Otávio, lesionado, e em função das características e potencialidade do adversário, a equipa do FC do Porto foi a jogo com algumas mexidas no sistema habitual coletivo, e posicional de algumas pedras do xadrez, designadamente de Hèctor Herrera e Moussa Marega. Óliver Torres é diferente de Otávio nas movimentações e no passe, logo haveria que colmatar a ausência do pequeno brasileiro dando a Hèctor Herrera mais campo de ação e liberdade de posicionamento, sobretudo no apoio ao ataque e na recuperação de segundas bolas; umas vezes o mexicano brilhou, noutras nem por isso. Moussa Marega, não sendo alheio ao lugar de primeiro ponta de lança, joga normalmente com apoio próximo de outro companheiro, descai para as alas, o que nem sempre aconteceu nesta partida.
Sob uma avaliação do valor artístico, o espetáculo não foi mais brilhante que emotivo, salvo numa ou noutra jogada mais bem sucedida das equipas confrontantes. A importância que uma vitória representaria para o sucesso nesta fase da prova para o Futebol Clube do Porto não permitia "rodriguinhos" e passes de letra, mas músculo, suor e raça. E isso aconteceu, foi notório e...rendeu. Mais três pontos para "o país de Gales". Iker Casillas foi enorme na defesa do penalti, esteve bem no jogo todo, mas no lance em que o árbitro anulou (mal) um golo a Éder por fora de jogo que não existiu, foi lento a levantar-se para recuperar a bola de um remate que não segurou. Maxi Pereira melhorou com o andamento da partida e comportou-se à altura do que a experiência lhe concede; Felipe e Éder Militão, adotaram uma atitude prática de resolver os lances mais apertados mas com algumas hesitações e desconexão. Éder fica ligado ao golo de honra do vencido, e Alex Telles esteve no melhor e no pior. No melhor aconteceu dentro da área aos 56' ao defender no chão dois remetes sucessivos com rótulo de golo iminente; no melhor a assistência impecável para o golo do capitão HH. Danilo Pereira destacou-se na solidez demonstrada no desarme e assistências ao ataque, cotando-se como uma pedra fundamental, abrandando contudo à medida em que o tempo se esgotava; Óliver Torres, cumpriu tentando manter o seu estilo de passe longo e preciso o que conseguiu algumas vezes; Hèctor Herrera, que me pareceu mais errante pelo relvado, isto é, com missão determinada a cumprir nesta partida, alternou o bom com o menos bom; Jesùs Corona, muito ativo e corajoso justificou muito bem a chamada; Yacine Brahim foi muito constante no desempenho e protagonizou quiçá a melhor exibição dos azuis e brancos; Moussa Marega, deu muito trabalho aos defesas da casa no seu modo característico de jogar, útil e combativo com a força de um catrapiler; André Pereira entrou confiante tendo ação muito útil na frente conseguido uma jogada em que ultrapassou em dribles sucessivos vários adversários acabando desarmado já dentro da área; Bazoer começa a dar nas vistas e promete, e tal como Ádrian López está a justificar a confiança do mister Conceição, campeão. O erro maior da arbitragem dirigida pelo escocês Bobby Madden teve a má visão do auxiliar como responsável porque Éder pareceu estar em linha, o que nem sempre é fácil detetar em movimento, há que reconhecer.
O veterano Murta (39 anos) em mais uma grande intervenção Taça de Portugal 3.ª eliminatória Campo do Monte da Forca, Vila Real Transmissão tv - Hora: 20:15 Relvado: relvado com piso irregular Tempo: bom Assistência: -+ 6000 2018.10.19 (sexta feira)
SC Vila Real, 0 - FC do PORTO, 6 (ao intervalo: 0-3) SC Vila Real alinhou com: Murta, Solas, Edu, Raul Babo, Zé Diogo, André Sampaio, aos 54' Zé Carvalho, Mika, Zé Pedro, Dioguinho, Sampaio, aos 67' Gil Pinto, Diogo Paixão, 54' Tiago Mourão. Equipamento: oficial tradicional (camisola de listas pretas e brancas verticais e calção preto). Treinador: Patrick Canto FC do Porto alinhou com: Fabiano, João Pedro, Felipe, Éder Militão, Jorge, Hèctor Herrera (C), Bagoer, Óliver Torres, Ádrian López, André Pereira e Tiquinho Soares. Suplentes não utilizados: Vaná (g.r) Alex Telles, Yacine Brahimi e Diogo Leite. Equipamento: alternativo de cor azul Treinador: Sérgio Conceição. Árbitro: António Nobre (AF Leiria) GOLOS: 0-1 aos 7' por ÁDRIAN LÓPEZ, concluindo na ala esquerda com remate colocado ao poste esquerdo da baliza, uma jogada iniciada por André Pereira e assistência de Óliver Torres; 0-2 aos 14' por ÁDRIAN LÓPEZ, com assistência na direita por João Pedro a cair sobre a marca de penalti, com o marcador a aproveitar um ressalto da bola; 0-3 aos 45'+2´ainda por ÁDRIAN LÓPEZ, na conversão de livre direto à entrada da área com remate preciso a entrar pelo lado esquerdo da baliza. 0-4 aos 49' por TIQUINHO SOARES, na conclusão de uma jogada individual e remate de Óliver Torres que Murta não segurou e Tiquinho perto de Murta a bater para a baliza; 0-5 aos 62´por ANDRÉ PEREIRA concluindo num remate colocado uma jogada com intervenção de vários jogadores portistas; 0-6 aos 72' ainda por ÁDRIAN LÓPEZ a chegar ao 1.º póquer da sua carreira, com assistência de Sérgio Oliveira.
Aconteceu em Vila Real o genuíno valor e dignidade da Taça de Portugal! Uma festa autêntica de futebol, um espetáculo honesto e de fair play que dignifica e prestigia a admirável modalidade desportiva mais popular no mundo.
Espantosa a disponibilidade na entrega posta no jogo da humilde formação do SC de Vila Real, nesta fase da sua história a disputar a liderança do campeonato distrital, enfrentando o campeão nacional em título e uma das mais laureadas equipas do futebol europeu, a aplicar-se até ao limite das suas capacidades de forma leal, ousada e criteriosa, a olhar de frente e fiel à sua identidade limpa de complexos, num desafio desproporcionado de um David contra Golias! Notável o respeito manifestado pela equipa do Futebol Clube do Porto para com a equipa de Vila Real, ao apresentar uma formação condicionada pelos importantes compromissos que tem a cumprir, mas, ainda assim recheada de consagradas estrelas de nível internacional, tendo feito alinhar em estreia três elementos jovens e promissores mantendo do primeiro ao último minuto uma atitude competitiva profissional sem nunca ferir a humildade e dignidade do adversário, respeitando-o, sabendo interpretar a especificidade da partida e o "estado de alma" dos componentes da valente equipa transmontana. Parabéns ao técnico Patrick Canto.
Admirável o comportamento da "descomunal" assistência que lotou o modesto mas simpático campo do Monte da Forca. Houve Taça de Portugal, em Vila Real. Merece destaque o póker obtido por ÁDRIAN LÓPEZ, e a empolgante e efusiva (e emocionante) manifestação de apreço e carinho com que os companheiros, e todos os componentes da equipa técnica, o homenagearam, merecidamente. António Nobre é um jovem (29 anos) no início de carreira. Terá sido o segundo jogo em que participou em escalão superior. Pareceu-me que interiorizou a essência da partida e terá tentado arbitrar seguindo um critério de aliviar a hercúlea missão do mais fraco dos intervenientes. Se foi assim, todas as falhas são irrelevantes. Agiu com inteligência.
Liga NOS 7.ª jornada Estádio da Luz Tempo: bom Relvado: bom Assistência: 61 000 (3200 claque portista) Domingo, 17:30 horas 2018.10.07
SL Benfica, 1 - FC DO PORTO, 0 (ao intervalo: 0-0)
slb alinhou: Odysseas, A. Almeida, Rúben Dias, Gabriel Lemes, Grimaldi, Feija, Pizzi, Gabriel, Sálvio, Seferovic, aos 90' Samaris e Cervi, aos 58' Rafa. Suplentes não utilizados: Svilar, Gedson, Castilho e Jonas. Equipamento: oficial Treinador: Rui Vitória FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), Otávio, aos 52' Sérgio Oliveira, Yacime Brahimi, Tiquinho Soares, aos 76' André Pereira e Moussa Marega. Suplentes não utilizados: Vaná, Chidozie, Mbemba, ÓLiver Torres. Equipamento: oficial tradicional Treinador: Sérgio Conceição
GOLO: 1-0 aos 62' por Seferovic na sequência de um desalinhamento de Felipe que se adiantou no relvado na tentativa falhada de ganhar a bola para o início de um contar ataque, com o avançado suíço apertado por Éder Militão já dentro da área a meter primeiro o pé à bola e a rematar colocado junto ao poste do lado esquerdo de Iker Casillas. Sinopse: O expectante primeiro embate entre os dois mais prováveis candidatos a vencedor da principal prova do calendário desportivo português, constituiu um espetáculo sofrível quanto à qualidade do futebol jogado. Muita entrega e disponibilidade dos jogadores na luta feroz pelo resultado, mas excessiva impetuosidade nas tentativas de obter a posse da bola, pouca preocupação no trato do esférico pontapeado sem cerimónias no momentos de aperto, excessivas quebras de ritmo de jogo por motivo do anormal número de faltas e de escassas ocasiões passíveis de chegar ao golo criadas por ambos os conjuntos, sobretudo da equipa da casa. Para além do mais, o jogo desenvolveu-se em grande parte do tempo no miolo do relvado originando a concentração de uma floresta de elementos reduzindo o espaço e dificultando a fluência do jogo no seu desenvolvimento pelas alas. Territorialmente, a partida decorreu equilibrada no primeiro período tendo os visitados entrado de rompante no tempo complementar não dando oportunidade ao FC do Porto de se organizar e responder à supremacia dos encarnados até à abertura do marcador. Os campeões nacionais em título reagiram à desvantagem, conseguindo alguma supremacia atacante e criado duas excelentes ocasiões de empatar a partida nos derradeiros lances do encontro. Esperava-se um pouco mais dos Dragões que jogaram abaixo das expetativas dos seus adeptos que ansiavam por uma vitória que a acontecer causaria um tesunami na estrutura encarnada, dada a instabilidade latente na posição do técnico e na vida do clube, pelas razões que se conhecem. Foi feliz, fez um golo e o balão não estourou. Por agora... O momento para o FC do Porto se deslocar ao "seu salão de festas preferido" desde há sete anos, não terá sido o melhor. Sem Aboubakar, Conceição deu a titularidade a um voluntarioso Tiquinho Soares ainda numa fase de recuperação de lesão e da sua melhor forma. Moussa Marega jogou fisicamente diminuído não conseguindo ser tão influente como é habitual a partir do abalroamento que sofreu aos 34' por parte do karater Rúben Dias, em lance algo duvidoso dentro da área. Otávio, impiedosamente marcado pelos adversários e desinspirado e sob vigilância do árbitro, esteve longe do que pode e sabe. Hèctor Herrera não esteve à altura das necessidades e do cargo num jogo em que se esperaria fosse o desempenho de acordo com a sua valia como jogador; Danilo Pereira foi gigante e merecia melhor sorte no remate de cabeça em final de jogo, a sair sobre a barra; na defesa Éder Militão e Iker Casillas apenas uma vez foram batidos logo havia de ser no golo feliz do Seferovic; Alex Telles infeliz na marcação de livres e Maxi Pereira no seu ritmo e estilo habituais. Yacime Brahimi aplicou-se bem, deu trabalho aos adversários, e viraria herói tivesse o remate executado com perfeição aos 88' um trajeto de menos um palmo na sua linha para o golo. Sérgio Oliveira cumpriu muito bem no tempo em que participou na partida, como Jesùs Corona na ala direita. Tal como decorreu, o jogo não teria sido fácil de apitar para qualquer árbitro. O juiz leiriense mostrou claramente querer fazer trabalho imparcial, o que abona a seu favor. Apitou 44 (quarenta e quatro vezes!!), exibiu amarelos com generosidade evangélica e um duplo que deu expulsão do estreante Leme, e isso é sintomático: apito numa mão, regulamento na outra. No lance ocorrido entre Moussa Marega e o central dos encarnados que vai à bola de olhos fechados, esteve bem. Contudo, arrisco a dizer que se lance idêntico ocorresse na área dos portistas, não sei, não sei...Registo, ainda, dois fora de jogo, um em cada parte, não assinalados ao ataque dos encarnados admitindo porém que os auxiliares não levantaram a bandeira esperando o desfecho da jogada. Quanto ao cartão amarelo mostrado a Iker Casillas por pretensa perda de tempo na reposição da bola em jogo, quando eram decorridos escassos minutos de jogo e este nem estava difícil para o FCP, é de "partir a moca a rir". Mas, fique claro que o insucesso do "baile" não é culpa de Fábio Veríssimo... O percalço não é uma tragédia irreparável e de significado alarmante para o campeão nacional. O transatlântico navega ainda com a costa à vista, há muito mar para navegar e...voltar!
Liga dos Campeões Fase de grupos (G) - 2.ª mão Estádio do Dragão, Porto Tempo: "de verão" - Hora: 20:00 Relvado: excelente Assistência: 42 711 2018.10.03 (quarta feira) FC DO PORTO, 1 -Galatasaray (Turquia) 0
(ao intervalo: 0-0)
FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera (C), aos 89' Sérgio Oliveira, Otávio, aos 80' André Pereira, Jesùs Corona, aos 60' Óliver Torres, Yacine Brahimi e Moussa Marega. Suplentes não utilizados: Vaná (g.r.), Chidozie, Ádrian e Hernâni. Equipamento: oficial tradicional Treinador: Sérgio Conceição Galarasaray: Musiera, Linnes, Maicon, Serdar, Nagatomo, Fernando, aos 86' Yumes, Donk, aos 68' Ivan, Belhanda, aos 74' Feghouli, Duykuru, Gumus e Rodrigues. Treinador: Fatih Torin. Árbitro: Michael Oliver (Inglaterra)
GOLO: Alex Telles ganha canto à esquerda, encarrega-se da marcação como é habitual, bate em altura para a área onde MOUSSA MAREGA, livre de marcação, bate de cabeça para o golo. Eram decorridos 49´de jogo.
Sinopse.
Foi um ótimo espetáculo de futebol, uma vitória da melhor equipa do jogo e uma (muito) agradável e promissora exibição individual e coletiva do Futebol Clube do Porto.
O resultado final em golos poderia ter tido números bem diferentes pelas oportunidades criadas por ambas as equipas, nos quais os respetivos guarda redes tiveram ação preponderante, especialmente Iker Casillas responsável pelo resultado verificado no primeiro período, e na inviolabilidade da baliza na partida.
Ainda assim, as mais flagrantes oportunidades não concretizadas a possível ampliação dos números finais estiveram nas ações e nos pés de Yacime Brahimi na conclusão espetacular de uma excelente jogada pelo flanco direito protagonizada por Jesùs Corona, na subsequente assistência a que o mágico argelino correspondeu com estupendo remate em voley de pé direito travado junto ao poste pela defesa incrível do guardião da equipa turca, numa escapadela à defesa de Moussa Marega que se isolou e viu Musiera negar-lhe o golo e de André Pereira, apertado por um defesa na derradeira jogada de grande emoção a rematar perto do guarda redes turco que saíra ao seu encontro e gorou o melhor desfecho do lance. Iker Casillas, no melhor jogo desde que abraçou o Dragão, Felipe e Éder numa dupla que vale pelo dobro, Danilo Pereira a tornar-se na vigorosa cambota de motor de boldozer, Otávio de raça e enervante incómodo para os adversários, Yacine Bryahimi nesta noite excecional, Marega, Marega-Aboubakar, e os reforços Óliver Torres e André Pereira, a descarregar vontade e energia. Com a aplicação e normal desempenho de Maxi Pereira, Hèctor Herrera, Alex Telles. Sérgio Oliveira, mereceu a chamada e a ovação. E de Sérgio Conceição.
Não me recordo de alguma vez ter assistido à atuação do ainda jovem árbitro Michael Olivier. Considero o futebol e a arbitragem ingleses do melhor que vejo em campeonatos europeus. Neste jogo, Olivier esteve à altura dos seus pares ingleses, apenas estranhei um amarelo atribuído a Éder Militão, que desarmou em antecipação um adversário, e a uma entrada violenta subindo ao terceiro andar com o joelho levantado às costas de Otávio (talvez o jogador turco veja atentamente os jogos de um certo karaté português e pretenda imitá-lo...) que, estranhamente, nem falta mereceu.
(Foto OJogo online) Liga NOS 6.ª jornada Estádio do Dragão, Porto Tv - Hora: 20:30 Tempo: bom Relvado: muito bom Assistência: + 40000 2018.09.28 (sexta feira)
FC DO PORTO, 1 - CD Tondela, 0 (ao intervalo: 0-0)
FCP alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, aos 80' Hernâni, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Sérgio Oliveira, aos 59' Jesùs Corona, Hèctor Herrera (C), Otávio, Yacine Brahimi, Vincent Aboubakar, aos 64' Tiquinho Soares e Moussa Marega. Suplentes não utilizados: Vaná, Chidozie, Óliver Torres e André Pereira. Equipamento: oficial tradicional Treinador: Sérgio Conceição
CD Tondela alinhou: Cláudio Ramos, David Bruno, Ícaro, Ricardo Costa, Joãozinho, Helder Tavares, aos 70' Jaquiité, Bruno Monteiro, Sérgio Peña, aos 87' Arango, Murillo, Xavier, aos 15' Juan Delgado e Tomané. Equipamento: oficial tradicional Treinador: Pepa
Árbitros: Luís Godinho (AF Évora). 4º árbitro: Hugo Pacheco. VAR: Helder Malheiro; AVAR: Pedro Mota GOLO E MARCADOR: aos 85' por TIQUINHO SOARES: Yacine Brahim tira um remate à entrada da área, Cláudio Ramos ao centro da baliza não segura e permite que a bola salte para a sua frente, e Tiquinho Soares antecipa-se rápido e desvia a bola para as redes.
A dúvida sobre o desfecho da partida ficou esclarecida (apenas)aos 85' da partida, porque até esse momento não foram concretizadas pela equipa portista uma mão cheia de flagrantes oportunidades para o fazer. Se algumas das situações não obtiveram a melhor finalização por parte dos dragões, outras foram negadas por ação da eficácia defensiva do Tondela e, especialmente, pelo brilhantismo da exibição de Cláudio Ramos, toldada pela responsabilidade no lance infeliz que ditou a derrota da sua equipa.
Globalmente, o jogo constituiu um bom espetáculo de futebol, pela dinâmica atacante de ambos os conjuntos ainda que a maior intensidade e número de ataques pertencessem ao campeão nacional em título, mas de que o Tondela nunca abdicou se e quando lhe foi concedida margem de manobra para tentar aproximar-se à baliza de Iker Casillas, o qual, verdadeiramente, não chegou a ser incomodado. O FC do Porto atacou muito e mais, somou uma diferença enorme de posse de bola, mas nem sempre a usou melhor do que o adversário muito por causa do excelente desempenho individual e coletivo dos jogadores visitantes. Valeu ao Dragão a persistência da equipa nas tentativas de furar o compacto bloco defensivo beirão, onde o central Ricardo Costa sobressaiu, as oportunas e felizes chamadas ao jogo de Soares, Corona e Hernâni, e o apoio fantástico dos quarenta mil adeptos que enchiam as bancadas. Desfecho justo, limpo e compensador. Iker Casillas teve um jogo sem problemas complicados, não me recordando de uma única intervenção dentro dos postes. Maxi, valeu-se da sua capacidade de luta e experiência, Felipe e Éder Militão com trabalho difícil não tiveram falhas, Alex Telles com dificuldades a defender mas sempre em jogo, Sérgio Oliveira, bem, Hèctor Herrera ainda algo irregular na influência que se lhe exige no conjunto, Otávio no melhor desempenho desta época, Brahimi perdeu e ganhou na apertada vigilância que lhe é imposta, Aboubakar muito empenhado mas desastrado ou infeliz, Moussa Marega, idem aspas tal como Yacine Brahimi. Corona e Hernâni participaram com gana no desmantelamento da tática de Pepa, mas coube da TIQUINHO SOARES, o título de honra da noite pelo que mexeu no ataque, e, muito mais, pela oportunidade com que fez o resultado. Nada tenho a apontar de negativamente relevante sobre a arbitragem do eborense Luís Godinho e dos seus auxiliares, incluindo o VAR. E o jogo não foi de todo fácil de julgar dada a impetuosidade dos jogadores, sobretudo dos tondelenses. Cometeu algumas avaliações usando critério diferente, mas para ambos os conjuntos. Não agravou o que era já era difícil e soube distinguir o essencial do acidental. Pouco habitual, mas que parece querer mudar, isso pareceu. Aliás, pode ser impressão minha mas que já não acontecem tantos escândalos na arbitragem com antes, a mim parece-me que algo está a mudar... Remígio Costa
Liga NOS 5.ª jornada Estádio do Bonfim, Setúbal TV - Hora: 21:00 Tempo: noite de verão Relvado: piso irregular Assistência: -+ 10000 2018.09.22
Vitória FC, Setúbal, 0- FC DO PORTO, 2 (ao intervalo: 0-1)
Vitória de Setúbal alinhou com: Joel Pereira, Artur Jorge, aos 81' Zequinha, Vaz Fernandes, Dankler, Mano, Semedo, Éber, Bessa, Valdu Te, aos 65' Blender Cadiz,André Sousa, aos 66' Alex. e Hildeberto. Suplentes n/utilizados: Costinha, Cristiano, Rúben Micael e Nuno Valente. Equipamento: oficial tradicioanl Treinador: Lito Vidigal
FC do Porto alinhou com: Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Éder Militão, Alex Telles, Danilo Pereira, Hèctor Herrera, Otávio, aos 60' Sérgio Oliveira, Yacine Brahimi, aos 80' Jesùs Corona, Vincent Aboubakar, aos 74' André Pereira e Moussa Marega. Suplentes n/ utiizados: Vaná (g.r.)m Chidozie, Hernâni, Óliver Torres. Equipamento: alternativo de cor azul Treinador: Sérgio Conceição
Árbitros: Manuel Oliveira (AF Porto), auxiliado por Pedro Ribeiro e Tiago Laranjo. 4.º árbitro: José Rodrigues. VAR: Vasco Santos. AVAR: Luciano Maia
GOLOS E MARCADORES: 0-1 aos 17' por Vincent ABOUBAKAR no aproveitamento dentro da pequena área de ressalto de uma jogada de Maxi Pereira no flanco direito; 0-2 aos 78' por SÉRGIO OLIVEIRA, na execução de livre direto à distância de alguns metros da linha da grande área, batendo forte e rente à relva para o lado direito do guarda redes setubalense, o qual terá sido traído pelo efeito da bola ao bater no chão junto às mãos, escapando-se-lhe sob o corpo.
Foi uma vitória bastante difícil e muito suada mas inquestionável limpa e merecida do campeão nacional, perante um Vitória de Setúbal extremamente combativo e muito bem organizado defensivamente e com apurado sentido de exploração do jogo de contra ataque.
O FC do Porto entrou bem no jogo e manteve uma toada ostensivamente ofensiva de princípio ao fim do primeiro período do confronto, procurando insistentemente desmantelar a prudente e bem executada estratégia do astuto Lito Vidigal. Nem o golo obtido aos 17' fez baixar o ânimo e a determinação dos sadinos, nem a equipa portista aliviou a pressão para consolidar o resultado e garantir a conquista dos três preciosos pontos da vitória.
O período complementar teria contudo um desenvolvimento bem distinto do primeiro. O Vitória optou por um plano B algo surpreendente, avançando as linhas e alargando o espaço de circulação da bola, condicionado com êxito as movimentações ofensivas dos nortenhos, e equilibrado as oportunidades de aproximação à baliza até cerca do setenta minutos, chegando mesmo ao golo iam decorridos 49', na conclusão de jogada rápida de contra ataque, mas que viria a ser anulado com recurso ao VAR em virtude de Valdo, aparecendo isolado na área, ter controlado notoriamente a bola com o braço.
Ultrapassado este obstáculo sempre arriscado de jogar fora de casa após uma jornada na Liga dos Campeões, no seguimento próximo da jornada inicial da Liga dos Campeões enfrentando em Gelsenkirchen o Schalke04 sub-campeão alemão, e contra um renovado e bem preparado Setúbal treinado pelo sagaz e experimentado Lito Vidigal, o trabalhoso triunfo dá algum conforto por garantir a distância pontual na classificação da Liga e ao permitir estabilizar o nível de confiança da equipa e dos jogadores. O regresso à inviolabilidade defensiva fica a dever-se à melhoria de entrosamento de Felipe e Éder Militão, ao desempenho de Alex Telles e á classe de Iker Casillas, bem como à disponibilidade física do comendador Danilo Pereira. O capitão H. Herrera continua a ser uma pedra-chave na coordenação do jogo da equipa; Yacine Brahimi não cobra a fatura em golos do trabalho que desenvolve no desgaste do adversário, e Moussa Marega representa a ameaça de fogo nas costas do antagonista. A exibição e utilidade de Sérgio Oliveira reclamava uma entrada mais tempestiva, tal como André Pereira, uma garantia de trabalho e de qualidade para o ataque e, tal como de Jesùs Corona, desconcertante. Manuel Oliveira, auxiliares, e VAR, estão implicados nas falhas ocorridas no julgamento de faltas de ambos os contendores. Comentando apenas as mais polémicas, os erros graves principiaram aos 7' de jogo com a não marcação de uma grande penalidade, ao não ser considerada falta um empurrão a Moussa Marega, dentro da área. No golo (bem) anulado ao Setúbal foi o recurso ao VAR que abriu os olhos a Oliveira e ao juiz auxiliar. No insistentemente lembrado lance em que dois jogadores do FC do Porto, um deles Felipe, anularam a tentativa em se isolar do avançado setubalense, só no recurso à repetição das imagens na tv se poderá aceitar por intuição, que há um toque acidental no pé do jogador, pelo que terá ficado por apontar um livre direto a favor do Setúbal e a amostragem de cartão amarelo ao central portista. Curiosamente, o lance assemelha-se, quanto à nítidez do toque, ao que levou à marcação do penalti em Gelsenkirchen do segundo marcado a favor do FC do Porto, sendo que, aqui, TODA A MARALHA "viu" que não houve falta do defesa alemão, o que leva a concluir que a cegueira de muitos é uma comprometida aldrabice. O juiz espanhol e o apitador português mereciam ter "olhos de águia" tal como (não) têm as ceguinhas (!?)toupeiras... Remígio Costa